Momentos-chave
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    Passos Coelho: “As pessoas gostam dos políticos que querem alguma coisa”

  • Carneiro critica "inimigos da democracia" e quem vendeu a "alma ao diabo"

    O líder do PS mostrou-se esta quarta-feira confiante na vitória nas autárquicas por ter opositores que ou são “contra o sistema democrático”, como o Chega, ou estão “sem rumo” e já venderam a “alma ao diabo”, como o PSD.

    José Luís Carneiro discursou esta noite no comício de apresentação da candidatura de Nuno Mocinha à Câmara de Elvas, que perdeu em 2021, e mostrou-se convicto de que o PS irá recuperar não só esta autarquia como sairá vencedor da noite eleitoral de 12 de outubro.

    “Aquilo que eu vejo nas outras candidaturas, nos outros projetos, uns é contra o próprio sistema democrático, contra as instituições democráticas, os outros estão hoje sem rumo e procuram aproveitar-se também da instrumentalização mediática para procurar alcançar resultados imediatos, sem se preocuparem com aquilo de facto estratégico para o futuro do nosso país”, disse, atirando ao Chega e ao PSD, sem nunca citar os nomes dos partidos.

  • Depois de dois dias ausente, Ventura entra amanhã em campanha em em Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo e Portimão

    Depois de estar ausente nos dois primeiros dias da campanha eleitoral, o Presidente do Chega vai marcar presença em ações do partido em Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo e Portimão.

    O primeiro ponto da agenda é em Reguengos de Monsaraz: uma ação pelas 11h no Largo da Câmara. André Ventura estará depois em Viana do Alentejo, às 12h45, e em Portimão, pelas 17h.

  • Pedro Duarte assume apelo ao voto útil: "Todo o voto dispersado está a ajudar o velho PS"

    Pedro Duarte remata a sua apresentação dizendo que “ninguém sério” diria que não há dois candidatos a presidentes de câmara. A decisão é essa, argumenta: quem quer escolher o presidente, e não “um vereador”, escolhe entre uma visão “repetida, lá de trás, que defende endividamento, mais betão”, do PS, e uma visão “de futuro, de alguém que está a perceber os ventos da mudança e olha para a qualidade de vida”, a sua visão.

    Pede a quem se revê no centro político e na direita que vote, porque se não vão contribuir “para eleger o regresso ao passado” do PS. “Chamem-lhe apelo ao voto útil, porque é mesmo isso: útil para eleger o presidente de câmara. Todo o voto dispersado e que vá para outros lados está a ajudar o velho PS”.

    Garante que a candidatura está com uma dinâmica crescente mas que não se pode “entrar em euforias”. “Apesar de termos todas as razões para estarmos otimistas, só no dia 12 se vai decidir. E continua a haver um núcleo muito significativo de portuenses que está indeciso, e se todos forem para o velho PS perderíamos. Isto não está ganho”.

  • "Não vou vacilar nas contas certas", promete Pedro Duarte. "Não era assim com os socialistas"

    Pedro Duarte prossegue defendendo que é preciso não “deixar ninguém para trás”, garantindo a sua aposta nos pilares da coesão social e saúde e dizendo ter um “enorme orgulho de ter muitos idosos a viver no Porto”.

    “Mas uma cidade tem de se saber regenerar e dar oportunidades” aos jovens, seja com bolsas de apoio à renda seja com uma aposta na educação e inovação. “O Porto já provou que consegue captar empresas de ponta, mas temos de aumentar a escala dessa capacidade de atração”, argumenta. A cidade não tem hoje níveis “muito interessantes” na sua economia de bens transacionáveis, explica, porque está muito sustentada no turismo e no imobiliário.

    Depois, anuncia que vai apresentar uma candidatura para que o Porto seja capital verde europeia em 2028.

    As linhas que “cosem” o projeto são o facto de o Porto ter, nos últimos 24 anos, com Rui Moreira e Rui Rio, sido um exemplo de rigor e “contas certas”. “Não era assim antes, quando cá estavam os socialistas, é bom lembrarmos. Foi uma mudança enorme e temos a responsabilidade de estarmos à altura desse legado. Não vou vacilar com este património. Vai ser ponto de honra”, promete.

    Já a “cultura e identidade” é o pilar principal do seu programa, diz, falando de comunidades imigrantes que acrescentaram à cidade. “Somos abertos e queremos acolher e integrar todos. Mas não podemos vacilar na nossa própria identidade. Não podemos descaracterizar a nossa identidade”, frisa. Defende a defesa da “identidade local” e lembra que se ganhar assumirá o pelouro da Cultura.

    Fala ainda do papel do Porto no contexto regional e nacional, dizendo que o país precisa de uma liderança do Porto a nível nacional. “O país está cada vez mais centralista, e não digo isto contra Lisboa, não colhe comigo esse discurso. Esse centralismo é mau para o país”, defende. “Se o presidente da câmara do Porto não assumir este papel ninguém o vai assumir”.

    “Aqui vai haver uma mudança. Não é uma crítica às anteriores lideranças da câmara. Eu percebo a frustração com que muitas vezes bateram em paredes, pelo modelo que está organizado”. Mas os tempos, diz, “são os outros, quase de emergência nacional” e se houver mais um ciclo autárquico em que esta liderança não é assumida, “a última oportunidade”, não se vai reverter esta tendência. “Comigo a presidente, o norte estará líder também”, assegura. “Quando o presidente da câmara do Porto fala, o país vai ter de ouvir”. Provoca assim o maior aplauso da noite.

  • Pedro Duarte acusa PS de querer "transformar o Porto na Amadora do norte"

    Duarte acusa os socialistas de “não contarem a história toda” e de quererem construir mais casas porque querem voltar ao tempo em que o Porto tinha mais 100 mil habitantes. Era outro mundo sem ligações, frisa, e vivia-se “em bairros de lata”, “em ilhas em que as pessoas estavam amontoadas sem dignidade. Não queremos voltar ao tempo de amontoar as pessoas”.

    “Uma visão de cidade de futuro aposta na qualidade de vida, e para isso é preciso espaço”, defende. “Eles querem mais cimento, mais betão, mais confusão, mais ruído”, acusa. “Eles querem crescer em quantidade, nós em qualidade. É uma diferença abismal”. Frisa ainda que o Porto tem níveis de densidade populacional semelhantes ao de Odivelas e Amadora. “Querem-nos transformar na Amadora do Norte”.

  • Pedro Duarte promete "reequacionar todo o projeto" do Metrobus. E agita fantasma da "bancarrota" contra Pizarro

    Quer uma aposta em modos suaves, sobretudo pedonal, e nas ciclovias, assim como em opções como o teleférico. Ri-se ao falar do omnipresente “desastroso” Metrobus — “fomos se calhar os primeiros a dizê-lo, foi uma irresponsabilidade pelo governo socialista e prosseguida por administrações da metro socialistas e há fatura a pagar”.

    “Chegando à câmara e em consonânica com a nova administração vamos reequacionar todo o projeto”. Para isso não se poderá gastar mais dinheiro, ter mais obras que prejudiquem a vida das pessoas e ter um transporte ecológico a passar na Avenida da Boavista. Além disso, o projeto tem de ser compatível com um enquadramento da avenida com árvores e espaço pedonal.

    Sobre o tema “polémico” da Habitação, há duas visões, frisa: a socialista propõe mais cinco mil casas, “batendo um recorde mundial — em quatro anos, nunca aconteceu em lado nenhum”, ironiza; “nunca ficará abaixo de mil milhões”, garante, apesar dos 840 milhões de que fala o PS, pagos ao longo de trinta anos. “É uma diferença de atitude. É o velho PS que regressou. Lembramo-nos de como foi no Porto e no país. Não custa nada e um dia depois outras gerações pagam — até pode ser que haja uma bancarrota”.

    Foca-se assim na prioridade a dar às 20 mil casas devolutas, uma solução “razoável, sensata e comedida”, garante. Quer ir “direto” a quem precisa de apoio, dar resposta aos mais jovens, classe média e jovens casais, com rendas acessíveis “abaixo do preço prometido pelos socialistas”, que apesar do custo quer cobrar rendas mais caras, assegura.

    “Vamos aproveitar as casas já construídas, é mais rápido, e manter a tabela de preços prevista pela câmara”.

  • Câmara vai fiscalizar e alertar autoridades, incluindo AIMA, sobre lojas de souvenirs suspeitas, diz Pedro Duarte

    A Câmara vai fiscalizar e alertar as autoridades sobre possíveis irregularidades também nas lojas de souvenirs, incluindo a AIMA, promete agora Pedro Duarte. Também promete olhar para a falta de limpeza. “São detalhes, mas fazem toda a diferença para se viver numa cidade com segurança. Isto acontece próximo de muitos bairros sociais”.

    O candidato promete transportes públicos gratuitos e dá exemplos de cidades europeias que já o fazem. Um “incentivo e um sinal” para dissuadir do autilização do telemóvel e que custará 25 milhões se “muita gente” aderir. A ideia é cobrir o custo com a taxa turística: “Não serão os portuenses a pagar”.

    Quanto à VCI, apresenta a solução a curto prazo de desportajar a CREP e desincentivar os transportes pesados (portajando os que atravessem a cidade). Argumenta também que a cidade ainda não tem uma rede de transportes urbana, precisando de uma linha de metro do Campo Alegre e de uma linha circular interna. “Vamos lutar por essa linha”.

  • Pedro Duarte sobre segurança: "Ninguém contesta ciência, mas só vale a pena olhar para dados credíveis"

    Pedro Duarte fala agora na apresentação do seu programa, dizendo que é um “bálsamo extraordinário” ver o ânimo na sua sede. Agradece desde logo a presença da “referência moral” de Aguiar-Branco. Agradece a colaboração dos partidos que o apoiam pelo capital de experiência e ideias para o programa, mas também faz questão de referir os especialistas e personalidades da cidade independentes que contribuíram.

    Começa pelo tema da segurança, sua “prioridade das prioridades”; não porque seja um “fim em si mesmo”, mas porque se não existir “tudo o resto fica comprometido”. Repete que os idosos não podem ter medo de sair à rua, as crianças de brincar na rua ou as mulheres de andarem de transportes. “Assim não vivemos em cidade, é um dormitório, um conjunto de blocos”.

    “Ninguém está a contestar a ciência, mas só vale a pena olhar para os dados quando fontes são fidedignas e têm credibilidade”, diz sobre a “polémica” dos dados sobre a segurança. “O que sentimos é que há uma degradação do clima de segurança, que não é só perceção, mas é muito de perceção. E a perceção condiciona a nossa vida”.

    Diz que é “inevitável” defender mais polícia de proximidade e com visibilidade na rua e é imediatamente aplaudido. Além disso, mais iluminação e videovigilância; mas é preciso “mudarmos a atitude de alguma complacência” que diz existir sobre o tema. Vai “instigar” a polícia central e municipal, garante. “Não vai ser admissível vermos toxicodependentes a consumirem droga na via pública. Acontece diariamente à porta de escolas na cidade, à frente de crianças. Vamos ser implacáveis”.

    Promete “tolerância zero” para as situações de sem abrigo, prometendo que toda a gente vai ter um tecto debaixo do qual vai dormir, aproveitando a rede de voluntariado e criando albergues e espaços de acolhimento.

    E a única forma de dar “dignidade” ao espaço público é as polícias atuarem, refere. Acrescenta o exemplo de casas em que habitam “largas dezenas” de pessoas e a suspeita de “comportamentos ilícitos” nesses casos. O mesmo vale, diz, para as centenas de lojas de souvenirs (180 em 41 ruas). “Não é normal, não é habitual”, descaracteriza a cidade e “não é difícil imaginar que por trás há situações de ilegalidade que têm de ser reprimidas”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Aguiar-Branco apoia Pedro Duarte com rasgados elogios. "Era inevitável que fosse candidato"

    Arranca agora o evento de apresentação do programa eleitoral de Pedro Duarte, na sede da candidatura, em plena Avenida dos Aliados, com um vídeo em que o candidato aparece em dois momentos ao lado de Rui Moreira.

    O primeiro orador é o Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que diz estar aqui com “grande emoção” porque quer “o melhor” para a sua cidade e conhece Pedro Duarte há mais de 30 anos. “Era inevitável que fosse candidato à câmara e que seria um grande presidente”.

    Diz que Pedro Duarte tem “tudo o que é preciso” para liderar o Porto: o currículo, tendo exercido o papel de ministro dos Assuntos Parlamentares numa fase “altamente crítica” e mostrado capacidade para gerar consensos; nunca ter perdido “identidade enquanto portuense”; e ter “peso político” para levar as ideias à prática.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    “E pensa pela cabeça dele, importante para que se possa impor a quem é preciso impor-se”. Enumerando as qualidades de Pedro Duarte, fala num “caráter” que é “confiável”, em bom senso, moderação, firmeza e coragem. Sobre o caráter, dá um exemplo: quando foi candidato às diretas do PSD em 2010, e tendo Pedro Duarte sido sempre seu “cúmplice” no partido, resolveu apoiar Pedro Passos Coelho. “Veio ter comigo e disse-me”, recorda, “frente a frente, cara a cara, sem surpresas, e isso permitiu que a nossa amizade saísse solidificada”.

    “Com o Pedro, o Porto continuará a ser o Porto, sem projetos radicais que descaracterizam a cidade, sem despesismos que nos retiram autonomia financeira e peso negocial com o Governo”, diz, falando numa coligação “abrangente” e uma liderança “clara e testada”.

    Defende que Pedro Duarte é seguramente “um dos nossos melhores” e que aceita ser candidato por espírito de missão. “Chega-se à frente quando muitos dão passo atrás”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • PS diz que recandidato à Câmara da Guarda tem "meios incomensuráveis" na campanha

    O cabeça de lista do PS à Câmara da Guarda nas eleições de 12 de outubro diz haver um candidato com “meios incomensuráveis” que ultrapassarão o limite previsto para a campanha num concelho como o guardense.

    “Achamos que existe alguém que tem meios ao seu dispor que são incomensuráveis, o que nos leva a crer que ultrapassa todas as verbas destinadas a uma campanha para o concelho com o número de habitante que tem a Guarda”, disse esta quarta-feira António Monteirinho à agência Lusa.

    O socialista andou esta quarta-feira por algumas aldeias mais próximas da cidade e reuniu com a direção da delegação da Cruz Vermelha, onde falou à agência Lusa. “Lembro-me de uma revista com 100 páginas, toda ela ilustrada, estamos a falar em mais de 100 mil euros. Pergunto: num limite de cerca de 120 mil euros para a campanha na Guarda, como é possível ter estes meios?“, interrogou.

  • BE propõe posse administrativa para recuperar casas devolutas em Évora

    O cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Évora, Pedro Ferreira, defendeu esta quarta-feira a limitação de novos alojamentos locais e o recurso à posse administrativa para recuperar e colocar no mercado casas devolutas.

    Em declarações à agência Lusa, Pedro Ferreira revelou ter identificado a existência de “quatro mil habitações devolutas no concelho” de Évora, frisando que “nessas habitações podem morar pessoas, podem morar famílias”. “São habitações que estão em [processos de] heranças, com muitos proprietários que não chegam a um acordo”, enquanto “a casa está abandonada, criando um problema de saúde pública e até de segurança, porque temos os imóveis a cair”, referiu.

    Assinalando que “existem os instrumentos jurídicos para fazer a posse administrativa” de casas, o candidato propôs que, “quando os legítimos proprietários decidirem” o litígio, poderão “ficar novamente com as habitações, acertando contas com o município”.

  • Chega quer aumentar número de efetivos da polícia em Viseu

    O candidato à Câmara de Viseu pelo Chega disse esta quarta-feira à agência Lusa que quer aumentar o número de efetivos na polícia municipal, assim como a sua remuneração e admitiu urgência na colocação da videovigilância.

    “Está na dependência da Câmara, o aumento da PM, como também, naquilo que depende do poder central, e o Chega nesta área tem sito absolutamente taxativo na defesa das nossas polícias e na defesa de mais efetivos quer da PSP, quer da GNR”, assumiu Bernardo Pessanha.

    O candidato do Chega à Câmara Municipal de Viseu falava à agência Lusa no final de uma reunião com o comandante da Polícia Municipal (PM) de Viseu e depois de ter reunido “há uns dias” com o comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP).

  • Leitão na rota dos aviões para atirar a Moedas: "Sempre rodeado de muitos membros do Governo, mas sem usar a influência política que tem"

    Numa ação de campanha de cerca de uma hora, em Alvalade, contaram-se cerca de vinte aviões (a aterrar), precisamente o que Alexandra Leitão queria registar por ali, sobretudo o barulho associado a cada movimento. E com isso responsabilizar Carlos Moedas por nada fazer para travar o aumento de movimentos por hora.

    O arranque da campanha da socialista tem sido assim: atacar Moedas pela “falta de influência”perante medidas do Governo. Por baixo da rota de aterragem de aviões, nesta quarta-feira, Leitão apontava para o excesso de movimentos aéreos quando há uma moção aprovada por unanimidade na Câmara pela redução dos movimentos por hora. Ao seu lado, o candidato à Junta pela coligação (pelo Livre), Francisco Costa, repetia que se trata de um problema “de saúde pública” e garantia que já há registos de mais de 45 movimentos por hora (esta é a proposta de limite máximo, até 2028, que está no plano que a ANA) quando o limite atual está nos 38.

    Mas Alexandra Leitão não se ficou pelos aviões e voltou à habitação para apontar o edifício da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, mesmo ali atrás, na Praça de Alvalade, que está na lista dos imóveis que vão ser vendidos em hasta pública.

    “Podia ser habitação acessível, podia ser uma residência dos estudantes, estamos na freguesia da cidade universitária”, disse apontando uma das preocupações dos estudantes que diz ter ouvido de manhã na reunião com a Associação Académica da Universidade de Lisboa.

    “O que tem potencial habitacional imediato não precisa de ir para o imobiliário de luxo, pode ser habitação acessível, pode ser uma residência dos estudantes, pode ser habitação pública, é património público e a cidade não o deve perder. Os imóveis públicos com aptidão habitacional devem ser primordialmente mobilizados para a habitação acessível, já agora acessível e não moderada a 2.300 euros”, voltou a apontar.

    Os dois temas servem para a candidata chegar à mesma responsabilização de Carlos Moedas. “O ainda presidente da Câmara de Lisboa, nada fez sobre isso. Vemo-lo sempre muito rodeado de muitos membros do Governo, mas não parece usar a influência política que tem, ou então não tem nenhuma, porque, na verdade, da habitação ao número de movimentos do aeroporto, passando por muitas outras coisas, não tem conseguido fazer nada em defesa dos lisboetas”.

    Quando questionada se alguém de outra cor política não terá ainda mais dificuldade de influenciar o Governo da AD, Leitão diz que “não tem tanto a ver com ser ou não da mesma cor política, tem a ver com a vontade política de defender aqueles que o elegeram” — o que vai garantindo faltar a Carlos Moedas.

    Vemo-lo sempre muito rodeado de muitos membros do Governo, mas não parece usar a influência política que tem, ou então não tem nenhuma, porque, na verdade, da habitação ao número de movimentos do aeroporto, passando por muitas outras coisas, não tem conseguido, pelo menos, fazer nada em defesa dos lisboetas.

  • Chega: Máfias que se instalaram em Lisboa "estão a comprar todo o centro histórico"

    Antes de uma arruada pelo Bairro Alto, Bruno Mascarenhas teve uma reunião em que se juntou a uma associação de comerciantes e outra de moradores, para ouvir as suas “preocupações comuns”.

    Quanto à fiscalização das autoridades neste bairro conhecido pela sua vida noturna, o candidato do Chega lamenta que “muitas vezes as pessoas têm uma coima, são autuadas, mas não se fecham os negócios”. “Quem faz barulho, quem transforma um salão de chá num bar e depois fica até às tantas, não é sancionado. Sobretudo, há uma total impunidade. Sendo que o presidente da Câmara podia dar ordem de encerramento em situações de abuso flagrante e não o faz.”

    Outro dos temas abordados foi uma resposta ao aumento de lojas de souvenirs no Bairro Alto. Nesse aspeto, a proposta do Chega é “acabar com o licenciamento zero” — medida de simplificação do procedimento de abertura de espaços comerciais que dispensa autorização camarária — “mas criando mecanismos que permitam que quem está a querer licenciar, quem quer iniciar um negócio, não esteja anos à espera”.

    Bruno Mascarenhas diz que “há máfias que estão a instalar-se na cidade de Lisboa” e que as autoridades não têm conseguido “realmente estancar” esse problemas. O candidato do Chega diz que estes alegados grupos criminosos fazem negócio com as alterações de residência pagas por estrangeiros que procuram obter estatuto legal no País.

    Mascarenhas afirma, segundo as contas da Associação de Comercial e Empresarial do Bairro Alto, estes grupos recebem cerca de 15 mil euros, em média, por cada imigrante que alegamente ajudam a entrar no País. “O dinheiro que está envolvido destas máfias daria para comprar todas as lojas do centro de Lisboa, do centro de Porto e do centro de Coimbra”, estima o candidato, para mencionar o “disparo das rendas” dos estabelecimentos comerciais que diz estar a afastar o comércio tradicional.

    “Se pegarmos em 15 mil euros e multiplicarmos pela quantidade de gente que cá está, imaginem o que isto representa em termos de capacidade financeira para comprar tudo o que nós temos. E o efeito é que estão a entrar e a comprar todo o centro histórico“, acrescenta o deputado municipal do Chega.

    Para responder a esta situação, Mascarenhas diz que é preciso “não permitir atestados de residência como tem vindo a fazer, na forma que acaba até financiar as juntas de freguesia que cobram por esses atestados”, algo que considera “altamente preverso”.

    Depois diz que tem de haver coordenação entre as autoridades como a Segurança Social e a Autoridade Tributária “para que esta fraude não possa continuar a existir”. Por fim, considera que o município tem mas a capacidade de “alertar” esses organismos e de “criar mecanismos de controle e de fiscalização”, nomeadamente com os fiscais da Câmara de Lisboa e da Polícia Municipal.

  • Candidato do Livre às autárquicas quer fomentar a adoção animal responsável no Porto

    O cabeça de lista do Livre à Câmara do Porto defendeu esta quarta-feira o fomento da adoção animal responsável e mais condições para animais de companhia, após visitar o Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) e o Parque Oriental.

    “Temos algumas políticas, nomeadamente em termos de cidadania, em termos de ações de formação para donos, para adoção consciente, que precisamos de trabalhar ao nível do município para garantir que os animais de companhia têm também uma vida saudável na cidade e têm os seus espaços, precisamos também trabalhar [nisso] e por isso é que viemos hoje [quarta-feira] também aqui ao Parque Oriental”, disse Hélder Sousa à Lusa no local, na freguesia de Campanhã.

  • Mascarenhas: Moedas foi o primeiro a falar de imigração mas para "pedir para que viessem cada vez mais pessoas"

    O candidato do Chega à Câmara de Lisboa reagiu às declarações de Carlos Moedas, que esta tarde disse ter sido “o primeiro político a falar de imigração” no País. “Concordo em absoluto: falou primeiro a imigração, mas no sentido de os trazer para a cidade de Lisboa”, disse Bruno Mascarenhas.

    “Foi ele o primeiro a abrir as portas da cidade de Lisboa à imigração e a pedir para que viessem cada vez mais pessoas, [dizendo] que era uma cidade livre e multicultural”, acrescentou o deputado municipal do Chega.

  • Sondagem do ICS/ISCTE mostra empate entre Carlos Moedas, que desce, e Alexandra Leitão em Lisboa

    O atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa e a candidata socialista à autarquia surgem empatados na mais recente sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso/SIC.

    Segundo os resultados, 28% dos inquiridos disseram que votariam em Carlos Moedas (apoiado pela AD e IL) — menos dois pontos do que na sondagem do fim de julho. Alexandra Leitão, que conta com o apoio do Livre, BE e PAN, garante também 28% das intenções de voto — o mesmo valor que no inquérito anterior.

    A sondagem do ICS/ISCTE mostra uma descida no número de indecisos: são 11%, menos um ponto que em julho. Quando as contas às intenções de voto incluem a distribuição de indecisos, o empate técnico mantém-se, mas Moedas apareça um ponto à frente (36%) de Alexandra Leitão (35%).

    Bruno Mascarenhas, candidato do Chega, sobe três pontos percentuais face aos resultados de julho e alcança 13% das intenções de voto (16% com a distribuição de indecisos). João Ferreira, da CDU, sobe um ponto percentual face aos resultados do verão e chega aos 5% (6% com distribuição de indecisos).

    A sondagem foi realizada entre 13 e 23 de setembro, já depois do acidente com o Elevador da Glória. Pelo meio incluiu o primeiro debate televisivo dos candidatos à Câmara Municipal de Lisboa.

  • Ana Abrunhosa propõe bairros de proximidade em Coimbra

    A criação de bairros de proximidade, com comércio, espaços públicos e serviços, é uma das apostas da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN), liderada pela ex-ministra socialista Ana Abrunhosa, para aumentar a qualidade de vida dos residentes.

    A antiga governante pretende que os habitantes dos bairros da cidade possam ter acesso ao comércio, à saúde, a equipamentos desportivos e infantis e serviços de proximidade num tempo máximo de 15 minutos, criticando o atual executivo liderado por José Manuel Silva, da coligação PSD/IL/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/MPT/Volt, de não cuidar de Coimbra.

    Numa ação de campanha nos centros comerciais de Celas, na freguesia urbana de Santo António dos Olivais, a mais populosa do concelho, Ana Abrunhosa disse à agência Lusa que pretende desenvolver um projeto integrado para o comércio, para a mobilidade e para cuidar dos espaços públicos.

  • Filipe Araújo defende candidatura contra "partidos com diretórios em Lisboa" e candidatos que "pensam no Porto como um trampolim"

    Numa ação de contacto com a população — sobretudo com lojistas e comerciantes — na Cedofeita, no Porto, Filipe Araújo vai fazendo conversa porta sim porta também, defendendo a “dinâmica” que a cidade ganhou nos últimos doze anos e pedindo “confiança” no movimento que representa, vincando sempre que se candidata “sem partidos” à volta. Numa das conversas tem a vida facilitada: uma mulher estava “muito indecisa” entre tantos candidatos e está convencida de que “as coisas vão ao encontro” de quem precisa delas, por isso mostra-se satisfeita por ver Filipe Araújo entrar na sua loja (como anda preocupada com questões de Saúde, o facto de Araújo vir de uma família de médicos basta para lhe prometer o seu voto; o candidato ri-se e admite que pensava que a conversa lhe ia dar “mais trabalho”).

    Aos jornalistas, Araújo defende o consulado de Rui Moreira, com quem trabalhou sempre, dizendo que estes doze anos “foram uma lufada de ar fresco na cidade, que evoluiu muito”, que era uma cidade “cinzenta” — “não quero que volte ao preto e branco”.

    Sabendo que apesar de já ter feito esse caminho ainda ontem uma sondagem lhe apontava apenas 4% das intenções de vota, lança o apelo: os eleitores devem “pensar que há duas propostas: os que prometem mundos e fundos” — leia-se PS e PSD — “e os que fazem”. E defende o seu “movimento independente, livre e original, com doze anos de experiência”, contra os “partidos do passado”, que “prometem tudo a toda a gente” e são “dominados por diretórios a partir de Lisboa”: “Alguém vai ter de pagar a conta”, avisa.

    Questionado sobre a ausência de apoio de Rui Moreira, puxa, ainda assim, pela proximidade entre os dois: “Trabalhei com ele 12 anos. É claro que há grande confiança entre mim e o Rui Moreira”, diz, lembrando que a sua equipa “não vem de aparelhos” e “não pensa nisto como um trampolim para outros lados”. “Não estamos aqui de passagem, não saímos. Se o próximo presidente estiver a pensar nas próximas legislativas ou a mando de um partido que lhe diga para não mexer na VCI antes de eleições… eu não tenho esse problema, tomarei as decisões independentemente disso”.

    Ainda sobre Rui Moreira, diz que “intimamente” sempre sentiu o apoio do presidente da câmara e frisa que nos anos como vice “revolucionou” questões como os resíduos e a limpeza urbana, ou o tema da energia na cidade: “Há um legado enorme”.

    Já questionado sobre os elogios feitos por Pedro Duarte a Rui Rio, frisa a importância que a cultura ganhou com Moreira: “Há um antes e um depois de 2013, e é essa a cidade que queremos. A cultura é o que nos cola. Somos diferentes: temos modernidade e visão. Não quero voltar ao passado, a uma cidade sem ninguém”.

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