Momentos-chave
- Passos Coelho: "As pessoas gostam dos políticos que querem alguma coisa"
- Pedro Duarte prefere "gerar entendimentos caso a caso" e não fazer acordos de governação
- Pedro Duarte reconhece problema de notoriedade e lança desafio a Pizarro: "Tem pedido de desculpas a fazer ao Porto?"
- Sondagem dá empate técnico em Lisboa, mas com Alexandra Leitão ligeiramente à frente de Moedas
- João Ferreira denuncia "pressão muito forte de escolher entre o menor dos males" em Lisboa
- Manuel Pizarro receitaria “Xanax para se acalmar” a Pedro Duarte
- Carneiro diz ter “força tranquila” e espera estar ainda mais satisfeito dia 12
- Pedro Duarte quer "atitude mais musculada da polícia" e desafia Pizarro a dizer se concorda com "negação" do PS sobre lei de estrangeiros
- Bruno Mascarenhas apela ao "voto de rutura". PS e PSD "são a mesma coisa”
- Miguel Corte-Real critica câmara por não expulsar quem "vive ilegalmente" no edifício do Hotel Nave, no Bonfim
- Ventura justifica ausência da campanha com razão “de natureza pessoal e familiar”
- "Em nome da liderança do PSD", Bugalho entra no terreno na Covilhã e garante que partido vai ganhar no concelho
- Alexandra Leitão admite que sondagem "dá ânimo" e traz uma "ilação": "A alternativa" a Moedas é a sua candidatura
- Ventura reaparece na campanha para criticar ciganos: "Não se estão a portar bem em Portugal"
- José Luís Carneiro saúda empate técnico em sondagem de Lisboa: "É um avanço muito significativo"
- Marcelo anuncia audiência com Bloco de Esquerda às 14h00
- Passos numa ação do PSD na Amadora, Ventura aparece após dois dias de ausência
Histórico de atualizações
-
Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a atualidade política nacional ao longo do dia de ontem, quinta-feira.
Alexandra Leitão: “Moedas não está à altura do cargo que ocupa”
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
-
Passos, o "amuleto", explica o que deve ser um político
Passos Coelho entra na campanha do PSD, ao lado de Suzana Garcia, mas sem “bola de cristal” para prever o resultado de 12 de outubro. É o “desejado” e dá lições sobre o que deve ser um líder.
-
Passos Coelho: "As pessoas gostam dos políticos que querem alguma coisa"
Pedro Passos Coelho diz ter “imenso respeito” pelas pessoas que se candidatam a autarquias para poderem “contribuir para felicidade dos outros”. “Essa é no fundo a grande mensagem e razão de ser da política”, diz, criticando quem a acha interessante “por muitas outras razões”.
“Eu acredito mais que há coisas que só mudam quando nos damos ao trabalho”, diz Passos, dando um exemplo: “Ninguém pode dizer o que teria acontecido se Napoleão não tivesse nascido”. O antigo primeiro-ministro diz que as grandes mudanças na sociedade são de autoria de “pessoas que se empenharam para que as coisas fossem feitas”. E “esse tempo propício à mudança pode estar a acontecer na Amadora”, sugere o antigo líder do PSD.
Passos Coelho elogia Suzana García por se ter mudado para o concelho depois de ter perdido as últimas eleições e pela sua vontade de “deixar uma marca” no concelho. “Já é tempo de se fazer alguma coisa que valha a pena na Amadora. As condições podem estar reunidas, porque há um ciclo longo que se esgotou. Vai abrir-se um ciclo novo, é aquilo que me parece”, afirmou sobre os 28 anos de governação socialista no concelho.
Passos Coelho lembrou os seus tempos como governante e disse que sempre teve “respeito pelos que sabem o que querem”. Dirigindo-se a Suzana García, pediu à candidata que, se um Governo do PSD não apoiar uma medida sua, se lembre que “há coisas mais importantes”.
“As pessoas gostam dos políticos que querem alguma coisa. Quem é líder não é um tirano, mas tem dizer o que quer e para onde vai. É isso que vale a pena. Confiança, é preciso ter confiança, sentir confiança para se chegar a algum lado.”
-
Pedro Duarte prefere "gerar entendimentos caso a caso" e não fazer acordos de governação
Questionado sobre os entendimentos que poderá fazer na câmara se ganhar mas sem maioria absoluta, Pedro Duarte sugeriu que preferirá negociar caso a caso, mesmo dizendo sempre que o tema é precoce. “É matéria para o dia a seguinte, mas estou particularmente à vontade porque todo o meu percurso tem sido feito na base de gerar consensos e equilíbrios (…) Quem ganha eleições deve formar a sua equipa na sua lista e deve gerar entendimentos caso a caso. Não prevejo que haja acordos de governação no dia a seguir”.
A ideia, afirmou, será “governar a cidade ouvindo todos”. E reafirmou que só ficará como vereador da oposição, em caso de derrota, se a sua vida profissional for compatível com isso: “Há quem não queira ser político profissional”.
-
Pedro Duarte reconhece problema de notoriedade e lança desafio a Pizarro: "Tem pedido de desculpas a fazer ao Porto?"
Depois de uma volta por Paranhos, no Porto, onde passou por cafés, pastelarias e lojas e manteve interações breves — uma das mais longas terá sido com um candidato autárquico do Bloco de Esquerda, José António Fundo, que lhe pediu que “diga ao Luís para trazer de volta os portugueses que estão em Israel — Pedro Duarte reconheceu que pode enfrentar um problema de notoriedade nesta campanha, depois de os jornalistas terem constatado que algumas pessoas mostravam não saber quem o candidato era.
E para responder aproveitou para lançar uma farpa contra o candidato “repetente”, Manuel Pizarro. “Talvez o principal desafio seja conhecerem uma candidatura nova, fresca, e a combater um adversário repetido, é a terceira ou quarta vez que se candidata”.
Mas, segundo Pedro Duarte, há um “crescimento” que vai sentindo na rua — a campanha vai acrescentando bandeiras, hinos e uma comitiva maior às ações diárias — e uma convicção de que as pessoas, à medida que vão conhecendo a candidatura, “vão aderindo”.
Nas mesmas declarações, Duarte insistiu no problema da segurança, que disse ter ouvido de pessoas com quem interagiu durante esta ação, “originários de toxicodependência”.
Por isso, voltou a defender “uma nova atitude, uma política mais musculada” nesta área, e disse não confiar que as estatísticas “reflitam a realidade” por falta de denúncias. “Os dados oficiais para nós são pouco relevantes”.
Quanto à fiscalização na cidade, “tudo o que tem a ver com a cidade é competência da câmara”, defendeu, frisando que “há fenómenos novos” e aproveitando para colar a acusação a Manuel Pizarro, que estava “sentado no Conselho de Ministros” de António Costa. “É importante perceber se tem um pedido de desculpa a fazer à cidade pela política irresponsável” de imigração.
“Não tenho uma visão provinciana da função de presidente da câmara. Vou sempre falar com o governo olhos nos olhos, sem complexo de inferioridade; talvez seja diferente de outros que, têm um complexo com Lisboa e acham que estão a exceder competências”, acusou, atirando a Pizarro. “A questão da imigração também é do Porto e tem impacto na cidade”.
-
Suzana García mostra vídeo de projeto para reconstrução da Cova da Moura "com o apoio do Governo"
No jantar de comício que conta com a presença de Pedro Passos Coelho, Suzana Garcia mostrou um vídeo do seu projeto para o novo Bairro da Cova da Moura, que diz ter “apoio do Governo”.
O novo plano urbanístico só prevê o realojamento a 20% da população que atualmente vive naquele bairro, disse a candidata do PSD à Amadora. O projeto prevê que 30% das habitações a ser construídas vão ser colocadas no mercado a custos acessíveis.
“São 16 hectares, teremos um centro de dia, teremos uma creche, formação superior técnica”, detalha a candidata, que afirma que o novo bairro será “uma marca de orgulho” do concelho. Por fim, afirma que o projeto tem o apoio do Governo “que é dos mais inovadores” que o País teve. No passado, o Governo negou ter um entendimento com Suzana García para tal.
Ministério das Infraestruturas nega acordo com Suzana Garcia para erradicação da Cova da Moura
-
Sondagem dá empate técnico em Lisboa, mas com Alexandra Leitão ligeiramente à frente de Moedas
O atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa e a candidata socialista à autarquia surgem empatados na sondagem feita pela Universidade Católica à RTP/Antena 1/Público.
Apesar do empate técnico devido à diferença entre os dois candidatos estar dentro da margem de erro, a candidatura liderada por Alexandra Leitão recebeu 30% das intenções diretas de voto, à frente dos 28% de Carlos Moedas.
Bruno Mascarenhas, o candidato do Chega, surge em terceiro lugar com 12% das intenções de voto, seguido do cabeça de lista da candidatura da CDU, João Ferreira, que aparece em quarto lugar com 8%.
Responderam a esta sondagem 1.066 pessoas, com uma margem de erro máximo de 2,9% e um nível de confiança de 95%.
-
Passos Coelho diz que está na Amadora para "emprestar dinâmica" da sua candidatura de 1997 a Suzana García
Pedro Passos Coelho disse que a sua presença num evento de campanha de Suzana García, candidata do PSD à Amadora, está relacionado com o facto de ter sido o candidato a esta autarquia em 1997.
“Vim aqui apoiar a candidata do PSD a esta Câmara, tentando emprestar um bocadinho, digamos assim, daquilo que foi a dinâmica, que se ganhou aqui há muitos anos, quando se tentou ganhar esta Câmara”, disse à entrada no restaurante O Mineiro, na Brandoa.
Quando falava sobre a derrota nessas eleições, Suzana García interrompeu para dizer que o antigo primeiro-ministro “teve o melhor resultado” de sempre do PSD na Amadora. “O segundo é o meu, é o melhor resultado”, acrescentou Suzana García, mencionando os seus 24% de 2021.
“Eu espero que desta vez o PSD tenha mais sorte do que teve comigo”, disse ainda Passos Coelho.
Sobre se haverá mais presenças suas durante a campanha para estas eleições autárquicas, afirma que não tem essa “disponibilidade”, porque está “muito fora da vida política ativa”.
Questionado sobre se a conquista da Associação Nacional de Municípios pelo PSD será difícil, disse: “Não sei, não tenho uma bola de cristal, não faço ideia”. E acrescentou apenas: “Ficaria muito contente e muito satisfeito com isso, mas isso não seria uma surpresa.”
-
João Ferreira diz que externalização de serviços municipais é "apetecível para alimentar clientelas"
João Ferreira afirmou que a CDU tem como meta a internalização de todos os serviços da Câmara de Lisboa que considera que sofreram com o processo de externalização. “Tudo aquilo que a Câmara possa executar com garantia de qualidade e com economia de recursos, a Câmara deve não só manter, mas iniciar um caminho tendente à internalização de coisas que, ao longo dos anos, foi mal externalizado.”
“Não vamos querer nem desmantelá-los, nem externalizá-los, por muito apetecível que isso ao longo dos anos tenha sido para alimentar certas clientelas, que depois não estão completamente desligadas dos ‘Tutti-Fruti’ desta vida. Por muito que isso seja viciante e tentador para alguns.”
-
João Ferreira denuncia "pressão muito forte de escolher entre o menor dos males" em Lisboa
João Ferreira voltou esta tarde a fazer um apelo à resistência ao voto útil, num encontro com trabalhadores da Câmara de Lisboa na sede do PCP, na Avenida da Liberdade.
“Há uma pressão fortíssima — útil, para alguns — para que nos convençamos a todos, e se convença a cidade, de que a escolha nestas eleições se resume entre o menor de dois males”, afirma o candidato da CDU à autarquia lisboeta, num discurso para cerca de 30 trabalhadores municipais.
“Os trabalhadores do município sabem melhor que ninguém que encontram nos dois dedos dessa escolha razões de insatisfação e medidas tomadas no passado que, de alguma forma, representaram consequências negativas para os serviços municipais”, continuou.
“Portanto, mais do que nos aprisionarem com a suposta escolha entre esse menor de dois males, que acaba sempre por trazer o pior deles todos outros, nós temos de pensar em um voto necessário”, sugeriu o candidato da CDU.
Nesse seguimento, o candidato diz que a CDU é “o voto necessário para concretizar as transformações que a cidade carece e garantir aos trabalhadores as condições, do ponto de vista material, motivacional e para que eles próprios se envolvam e se empenhem nessas transformações.”
-
Manuel Pizarro receitaria “Xanax para se acalmar” a Pedro Duarte
Manuel Pizarro, em arruada pelo centro histórico do Porto, recusa-se a seguir Pedro Duarte no apelo ao voto útil, argumentando que “ainda é cedo”. Entretanto, aconselha um Xanax ao principal adversário por considerar desnecessário que a campanha de torne numa “guerrilha partidária”.
Ao entrar numa farmácia, questionado sobre o que receitaria a Pedro Duarte, tendo em conta que é médico, Pizarro atirou: “A julgar pelas últimas declarações, talvez um Xanax, para se acalmar. É que não vale a pena andarmos nesta guerrilha partidária. Os candidatos têm a obrigação de fazer propostas pela positiva e não andarem a combater uns com os outros. Acho que é qmais saudável.”
Antes, em declarações aos jornalistas, Pizarro recusou responder se Pedro Duarte estava desesperado por fazer um apelo ao voto útil ao terceiro dia da campanha oficial e frisou que vai manter “uma campanha pela positiva” e “confiante”.
O candidato socialista acredita que os portuenses vão ter a hipótese de decidir se “querem um representante do Governo de Lisboa ou um representante do povo do Porto” para presidente da Câmara. E sobre a pergunta feita por Pedro Duarte sobre a lei dos estrangeiros, Pizarro reitera que é o adversário a “representar o Governo”.
No mesmo sentido, desta vez sobre a prioridade que o social-democrata tem dado à segurança, Pizarro refere que a causa “está bem identificada” e é “o consumo e o tráfico de droga”. “Eu não estou em competição com a linguagem extremista do Chega”, atira, garantindo que tema deve ser tratado “sem demagogias”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
Raimundo defende que quem quiser “gente séria” e não “gritaria e barulho” deve votar na CDU
O secretário-geral do PCP afirmou hoje que quem quiser “barulho e gritaria” nas autarquias tem “muitas cores onde depositar o voto”, mas quem quiser “gente séria, ligada à realidade” e um voto “para construir”, deve votar na CDU.
“Quem quiser que haja muito barulho, muita gritaria, muito teatro e muita conivência com as opções erradas, tem muito espaço onde votar, muitas cores onde depositar o voto. Mas quem quiser gente séria, ligada à realidade, para denunciar, mas também para construir, aqui está a CDU”, afirmou Paulo Raimundo num discurso no final de uma arruada em Odivelas, distrito de Lisboa.
Num discurso em que deixou várias mensagens aparentemente alusivas ao Chega, que nunca mencionou diretamente, Paulo Raimundo salientou que a CDU não foge de “nenhum assunto”, nem de “nenhum problema”, e reconheceu que a população de Odivelas “enfrenta de facto um problema de insegurança”.
“A insegurança em conseguir manter uma habitação e arranjar uma casa para viver. A insegurança em aguentar o aumento do custo de vida que não para de aumentar. A insegurança dos pequenos e médios comerciantes, do salário demasiado curto, da falta de transportes, da falta de horários, da pobreza, da injustiça e das desigualdades”, afirmou.
O secretário-geral do PCP defendeu que essas é que são “as principais dificuldades”, considerando que, se não se resolverem esses problemas de insegurança, “não vale a pena estar a falar da outra”, associada à criminalidade, porque “advém destes problemas de fundo”.
-
Carpool com Rita Matias: "Não queremos ver mais mulheres a desfilar de hijabs por Sintra"
Rita Matias defende a remigração, mesmo de imigrantes legais. No Carpool do Observador, garante querer limitar o turismo na vila de Sintra e promete que fica como vereadora se não vencer.
Carpool com Rita Matias: “Não queremos ver mais mulheres a desfilar de hijabs por Sintra”
-
Carneiro diz ter “força tranquila” e espera estar ainda mais satisfeito dia 12
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse hoje ter uma “força tranquila”, esperando estar na noite das eleições autárquicas ainda “mais satisfeito” com a concretização de “algumas das promessas de vitória”.
A tarde da campanha autárquica da caravana do PS começou com um contacto com a população em Montemor-o-Novo, distrito de Évora, no final da qual José Luís Carneiro partilhou uma curiosidade.
“Vocês já repararam que eu não estou a transpirar? Sabe como é que se chama isto? Tranquilidade. Serenidade”, afirmou, gerando a gargalhada dos presentes.
O líder do PS considerou que tem “esta tranquilidade” porque faz um “auto exercício” para se manter “sempre muito sereno com a chamada força tranquila”.
“Estou convencido de que, se calhar, ainda vou estar um bocadinho mais satisfeito do que estou hoje porque algumas das promessas de vitória se calhar vão mesmo acontecer no dia 12 à noite”, respondeu aos jornalistas.
O objetivo de Carneiro, que ao balcão da associação de reformados local não se furtou a beber um moscatel, quis deixar aos candidatos uma mensagem de ânimo.
“Que é o ânimo que faz com que se mobilizem as vontades para ganhar as eleições”, enfatizou, tendo ao seu lado o presidente e recandidato do PS à Câmara de Montemor-o-Novo, Olímpio Galvão.
-
Pedro Duarte quer "atitude mais musculada da polícia" e desafia Pizarro a dizer se concorda com "negação" do PS sobre lei de estrangeiros
Pedro Duarte esteve esta manhã a visitar bairros sociais do Porto, onde viu “problemas muito evidentes” em habitações degradadas, e aproveitou para lembrar que as queixas dos moradores já chegam à câmara desde que o PS tinha o pelouro da Habitação, nas mãos de Manuel Pizarro, e “nada foi feito”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Tudo isto conduz a uma “degradação inqualificável”, sentenciou, falando do consumo de droga na via pública e prometendo uma “política musculada” para “comportamentos que não são dignos”. Questionado sobre o que é que a polícia pode fazer por várias vezes, uma vez que o tráfico de droga é criminalizado mas o consumo não, o candidato insistiu que pode “atuar” perante “comportamentos não adequados e que deve haver uma “atitude diferente” face à segurança. “Vamos ser implacáveis e não vamos condescender”.
Apesar de admitir que à câmara só cabe a gestão do espaço público, o candidato garantiu que na sua “leitura da legislação” não pode haver “pessoas a injetarem-se com seringas à porta de escolas ou num espaço público onde transitam cidadãos e idosos” e deu um recado: “Esperamos também ter uma atitude mais musculada da PSP”. O que tem faltado, defendeu, é “orientação política”.
“Às vezes caímos num politicamente correto em que acabamos por discriminar de maneira positiva comportamentos que não são adequados”, disparou. E continuou para o tema da imigração, ligando os dois ao falar da lei de estrangeiros: ” Gostava de desafiar o candidato socialista a dizer se concorda com o estado de negação em que PS continua a manter-se. Votaram contra esta lei que impõe regras. O candidato fez parte do Governo das portas escancaradas”, acusou, querendo perceber se Pizarro concorda com José Luís Carneiro ou com o atual Governo.
Nas mesmas visitas, Duarte defendeu que “todos os que não são socialistas ou de extrema-esquerda” só têm uma opção, que é votar na sua candidatura, para a presidência da câmara.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
Bruno Mascarenhas: "Estou surpreendido com o facto de tanta gente me reconhecer"
Sobre a razão para o Chega ter um resultados projetado em Lisboa (16%) que é significativamente inferior ao das últimas legislativas (22,8%), Bruno Mascarenhas explica que a capital é “uma cidade dos negócios”.
“Eu tive pessoas ontem que me disseram: ‘Bem, eu já fiz um negócio com o engenheiro Moedas. Estou muito de acordo com aquilo que o Chega diz, gostaria de votar no Chega, mas como o conheço e como já fiz negócios com ele, não vou votar em ti, vou votar nele’. Portanto, há uma direita conservadora que ainda tem alguma resistência a votar Chega, mas eu espero que com o tempo isso se vá esbatendo, até que nós possamos ser os vencedores na cidade.”
Em relação à sua estreia como cabeça de lista do Chega nestas eleições diz: “Sobretudo, estou surpreendido com o facto de tanta gente me reconhecer. Acho que alguma coisa de bom estamos a fazer.”
-
Bruno Mascarenhas considera que "sondagens fazem parte do sistema”
O candidato do Chega à presidência da Câmara de Lisboa disse que a sondagem publicada ontem pelo Expresso está “adulterada”. O estudo de opinião mostra Moedas e Leitão num empate técnico (com 36% e 35%, respetivamente) e, em terceiro lugar, Bruno Mascarenhas com 16% dos votos.
“Não queria falar exatamente sobre essa sondagem. Estas sondagens estão completamente adulteradas, não fazem sentido, tecnicamente estão mal feitas, matematicamente estão mal concebidas e nós não estamos de acordo com isso”, afirma Bruno Mascarenhas.
“É difícil estar a combater um sistema que aponta sempre para os mesmos”, desabafa o candidato. E clarifica: “As sondagens fazem parte do sistema, mas nós sabemos viver com isso. Nós não lhes damos grande crédito, porque nós temos outra noção, conhecemos outra realidade daquilo que é a receção das pessoas.”
“Nós somos aqueles que estamos a crescer e a distribuição de indecisos devia até, de alguma forma, beneficiar-nos. E não, até nos prejudica, portanto, isso não tem lógica nenhuma.”
-
Bruno Mascarenhas apela ao "voto de rutura". PS e PSD "são a mesma coisa”
O candidato do Chega à Câmara de Lisboa afirma que há “uma combinação entre o PS e o PSD para governarem a cidade” e que os dois partidos são “a mesma coisa”. “PS e PSD é o mesmo voto. Há dois tipos de voto: o voto no sistema e o voto na rotura”, disse Bruno Mascarenhas.
Questionado se um bom resultado do Chega pode contribuir para o regresso do PS à Câmara de Lisboa, o candidato reafirma aos eleitores que “porem cruz no PSD, porem a cruz no PS é exatamente igual. Isso é notório naquilo que tem sido a política da cidade há tantos anos. Têm as mesmas ideias na mobilidade, na higiene urbana, na habitação, não há alterações. Não vale a pena nós estarmos aqui a falar em cenários.”
-
Miguel Corte-Real critica câmara por não expulsar quem "vive ilegalmente" no edifício do Hotel Nave, no Bonfim
Numa ação de campanha no Bonfim, Miguel Corte-Real parou junto ao Hotel Nave para dar conta da ocupação ilegal do edifício. Depois de Júlio Ferreira da Silva, candidato à junta de freguesia, ter referido que o espaço se tornou “um problema de saúde pública porque as pessoas vivem aqui sem saneamento, sem luz, sem água”.
Corte-Real argumentar que “quando a rua está ao abandono e não é ocupada” surgem problemas de imigração, problemas na rua e há gente que vive reais problemas de segurança”, frisando que as pessoas vivem “de forma ilegal” naquele espaço.
“A Câmara não pode permitir [isto], nós somos candidatos e sabemos, a Câmara Municipal não sabe? É claro que sabe e prefere fechar os olhos, é muito fácil fazermos promessas e fecharmos os olhos aos problemas”, critica.
-
Ventura justifica ausência da campanha com razão “de natureza pessoal e familiar”
O líder do Chega, André Ventura, justificou hoje a sua ausência dos primeiros dois dias do período oficial de campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro com razão “de natureza pessoal e familiar”, que não quis adiantar.
“Houve uma razão, uma razão que é de natureza pessoal e familiar e que eu entendo que não tenho de estar a partilhar. Eu também sou humano, sou líder do partido Chega, mas também sou uma pessoa, também tenho uma vida, também tenho vicissitudes, também tenho família e o tempo não espera, e o tempo é o que é, e há momentos na vida em que nós temos de fazer escolhas, mesmo que isso tenha às vezes custos políticos”, afirmou.