Momentos-chave
- Fogo de Arouca já consumiu 1.300 hectares mas aldeias estão fora de perigo
- Variante de Alijó cortada devido a fogo que avança em duas frentes
- Ventura diz que não tem eleições antecipadas nas mãos, mas garante: "Estou pronto para governar Portugal"
- Chega vai propôr descida da idade da reforma no Orçamento do Estado e antecipa que Governo vai querer "cortar pensões"
- Ventura sobre Luís Neves: "Da esquerda à direita, estes partidos estão todos agarrados a um sistema de interesses"
- Chega vai insistir na expulsão de imigrantes que cometeram crimes: "Isto não é inconstitucionalidade, é estupidez"
- André Ventura: "Podemos ser chamados a qualquer momento. Estamos preparados para governar"
- Fogo em Boticas tem quatro frentes ativas
- Fogo em Santo Tirso dominado
- Fogo com duas frentes ativas em Alijó mobiliza 110 operacionais
- Combate ao fogo em Carrazeda de Ansiães decorre favoravelmente, mas Proteção Civil quer evitar "excesso de otimismo"
- Dezasseis meios aéreos combatem chamas em Torre de Moncorvo e Arouca
- Queimas e queimadas na origem da maior parte dos fogos até 15 de agosto
- Terreno acidentado em Arouca complica combate às chamas e contribuiu para acidente que deixou quatro bombeiros feridos
- Acidente em Arouca: três bombeiros estão em estado grave
- Mais de 2 mil bombeiros combatem fogos em todo o país. Arouca e Torre de Moncorvo são os mais preocupantes
- Quatro bombeiros feridos em despiste de veículo em Arouca
Histórico de atualizações
-
Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos dos incêndios florestais em Portugal. Pode segui-lo aqui.
-
Combate ao fogo de Boticas decorre favoravelmente, assegura Proteção Civil
O combate ao incêndio que deflagrou na terça-feira em Boticas e atingiu Chaves, ambos os concelhos do distrito de Vila Real, decorria na quarta-feira à noite favoravelmente, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Artur Mota, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, referiu, num balanço pelas 23h15 de quarta-feira, que o trabalho estava a “evoluir favoravelmente”, estando a humidade a fazer-se sentir, o que ajudava ao combate.
Apesar de a expectativa passar por resolver o fogo até ao início da manhã de hoje, o responsável sublinhou que espera dos operacionais “muito trabalho durante a noite”.
“A área para fazer rescaldo é muita, com o vento forte, resultou numa área ardida grande”, vincou.
Carlos Gomes, comandante dos bombeiros de Boticas, tinha adiantado à Lusa que o fogo que deflagrou em Nogueira, concelho de Boticas, tinha quatro frentes ativas.
O fogo entrou no concelho vizinho de Chaves pela zona de Seara Velha e Calvão.
Artur Mota indicou ainda, no balanço pelas 23h15, que não havia aldeias em risco.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 23h50 de quarta-feira estavam mobilizados para este fogo 355 operacionais, apoiados por 114 viaturas.
-
Fogo de Arouca com três frentes ativas, duas com mais intensidade
O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Arouca mantinha pelas 23h15 desta quata-feira três frentes ativas, duas a arder com intensidade e uma com os trabalhos a decorrerem favoravelmente, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Num balanço pelas 23h15 desta quarta-feira, fonte da Proteção Civil indicou à lusa que duas das frentes, expostas a leste, têm “alguma atividade e dimensão”, perspetivando-se “muito trabalho durante a noite”.
A outra frente do fogo que deflagrou às 21h50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, Arouca, no distrito de Aveiro, estava na noite desta quata-feira “a arder com pouca intensidade e os trabalhos a decorrerem favoravelmente”.
De acordo com a mesma fonte, os trabalhos estão a ser condicionados pela orografia, sendo este o principal problema devido aos “terrenos bastante acidentados, algumas zonas de escarpa que não permite que os operacionais entrem nas linhas de incêndio”, situação que dificulta “a própria movimentação” dos operacionais e meios terrestres.
Pelas 23h30 de desta quarta-feira, o fogo em Arouca mobilizava 611 operacionais, apoiados por 205 meios terrestres, de acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Fontes da Proteção Civil tinham adiantado anteriormente à Lusa que o incêndio já consumiu 1.300 hectares de floresta.
-
Uma frente ativa em Alijó mas a ceder aos meios. Cinco bombeiros feridos
O incêndio que deflagrou esta quarta-feira na zona de Presandães, no concelho de Alijó, mantém uma frente ativa, mas a ceder aos meios, tendo cinco bombeiros ficado com ferimentos ligeiros durante o combate, segundo o comandante das operações.
O fogo começou às 17h09 neste concelho do distrito de Vila Real e atingiu uma zona de mato e pinhal adulto, partindo-se em duas frentes, que lavraram com intensidade empurradas pelo vento forte.
“Com o empenhamento de meios aéreos e terrestres, neste momento o incêndio está apenas com uma frente ativa a ceder a meios, com máquinas de rasto a trabalhar, e o outro setor já se encontra em trabalhos de consolidação e rescaldo”, afirmou João Rocha, comandante das operações de socorro (COS) e segundo comandante dos bombeiros de Sanfins do Douro.
O responsável disse que não houve aldeias em risco, nem necessidade de retirar residentes.
“Houve sim uma fase em que a dinâmica do próprio incêndio e a progressão que atingiu causaram-nos alguns problemas, com a meteorologia à mistura, passámos um mau bocado, mas, com a estratégia que foi definida, conseguimos ancorar o incêndio”, referiu.
Pelas 23h00, o fogo estava com uma frente ativa a ceder aos meios, enquanto a outra já estava dominada e com trabalhos de consolidação, rescaldo e operacionais já em vigilância.
João Rocha disse ainda que, durante o combate, cinco bombeiros sofreram ferimentos e dois deles foram assistidos no hospital por precaução.
Por causa das operações de combate, a estrada variante entre Alijó e a Chã permanecia à mesma hora fechada ao trânsito.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 23h15 estavam mobilizados para este fogo 118 operacionais e 36 veículos, não se prevendo neste momento um reforço de meios.
-
Fogo que deflagrou em Torre de Moncorvo dominado desde as 21h50
O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou para Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, foi dado como dominado pelas 21h50 de hoje, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, referiu à Lusa que o fogo foi dado como dominado pelas 21h50 de hoje após um dia de “muito trabalho”.
“Felizmente os trabalhos evoluíram de forma bastante positiva, muito pela ação dos operacionais e das máquinas de rasto no terreno e dos meios aéreos, permitindo que chegasse a esta altura com o perímetro todo fechado”, destacou.
Miguel Fonseca salientou que há ainda alguns pontos quentes, o que vai obrigar a manter os operacionais no terreno para os trabalhos de consolidação e rescaldo que vão decorrer “nos próximos dias”.
O fogo deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e mantinha hoje à tarde uma frente ativa no concelho de Carrazeda de Ansiães, para onde se alastrou no domingo e que foi agora debelada.
-
Fogo que deflagrou em Torre de Moncorvo dominado desde as 21h50
O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou para Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, foi dado como dominado pelas 21h50 desta quarta-feira, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, referiu à Lusa que o fogo foi dado como dominado pelas 21h50 desta quarta-feira após um dia de “muito trabalho”.
“Felizmente os trabalhos evoluíram de forma bastante positiva, muito pela ação dos operacionais e das máquinas de rasto no terreno e dos meios aéreos, permitindo que chegasse a esta altura com o perímetro todo fechado”, destacou.
Miguel Fonseca salientou que há ainda alguns pontos quentes, o que vai obrigar a manter os operacionais no terreno para os trabalhos de consolidação e rescaldo que vão decorrer “nos próximos dias”.
O fogo deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e mantinha hoje à tarde uma frente ativa no concelho de Carrazeda de Ansiães, para onde se alastrou no domingo e que foi agora debelada.
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro sublinhou ainda à Lusa que não havia registo de feridos ou danos em infraestruturas.
De acordo com o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 22h20 mantinham-se no terreno 477 operacionais, apoiados por 158 viaturas.
-
Fogo de Arouca já consumiu 1.300 hectares mas aldeias estão fora de perigo
O incêndio que há dois dias lavra em Arouca já consumiu 1.300 hectares de floresta e continua a ser combatido por cerca de 600 operacionais, mas deixou de representar perigo para as aldeias, revelaram hoje fontes da Proteção Civil.
«As aldeias que nos últimos dias estiveram a exigir mais cautela já não estão sob qualquer perigo», disse à Lusa o comandante Ricardo Fradique, que ao final da tarde chefiava as operações contra o incêndio que deflagrou às 21:50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, no referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, realçou que para isso contribuíram os moradores dos próprios povoados sob especial vigilância: «As comunidades destas aldeias estavam confinadas, mas foram muito cooperantes. Também são agentes da Proteção Civil, ajudaram os bombeiros e apoiaram todas as iniciativas necessárias», afirmou.
Quanto à restante área ardida, adiantou Ricardo Fradique, «de manhã a situação esteve mais favorável, mas depois complicou-se devido ao surgimento de pequenos reacendimentos», o que implicou o reforço dos meios aéreos ao longo da tarde, dada a irregularidade do terreno com grandes declives e difíceis acessos.
«Na zona sul, havia pouca visibilidade devido ao fumo, portanto as operações incidiram mais sobre a secção norte e agora o incêndio está finalmente a ceder aos meios», afirma, realçando que a temperatura em Arouca era ao fim da tarde de hoje muito mais baixa do que a registada pela mesma altura nos dois dias anteriores.
Mesmo assim, o incêndio que teve início no concelho com 219 quilómetros quadrados — 85% dos quais de área florestal — continuava hoje às 20:00 com três frentes ativas: uma em Covêlo de Paivó, outra na zona de Cabreiros e Tebilhão, e uma terceira no Candal, já no concelho vizinho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
-
Variante de Alijó cortada devido a fogo que avança em duas frentes
O incêndio que deflagrou hoje na zona de Presandães mantém duas frentes ativas, que lavram com intensidade, e levou ao corte da estrada variante entre a sede do concelho, Alijó, e a Chã, segundo fonte da Proteção Civil.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para o fogo foi dado às 17:09 e, pelas 20:30, mobilizava 130 operacionais e 31 viaturas, aguardando-se a chegada de um grupo de reforço.
A fonte referiu que o fogo mantém duas frentes ativas que lavram com intensidade em zona de mato e pinhal, tendo-se reposicionado os meios no terreno, onde o vento forte é a principal dificuldade no combate às chamas.
Segundo a GNR de Vila Real, a estrada variante entre a vila de Alijó e a Chã está cortada ao trânsito devido ao incêndio e por razões de segurança e de prevenção.
-
Ventura diz que não tem eleições antecipadas nas mãos, mas garante: "Estou pronto para governar Portugal"
Para Ventura, Ceuta é um “abre-olhos” — “Em poucas horas uma invasão de imigrantes chegou de forma organizada ao solo europeu”, realça, frisando que “agora veem-se as imagens”.
“Se não travarmos imigração ilegal não teremos Europa, teremos países islamizados. A nossa civilização está em risco, as mulheres estão em risco. Isto não tem nada a ver com humanismo”, garante, realçando que “não há nenhum desígnio maior para a Europa” do que meter um “travão” à imigração.
“Alguma mulher quer andar com um pano e a metros do marido? Isto é retrocesso e onde há retrocesso temos de levar a democracia. Nós somos os portadores dessa nova civilização”, diz, depois de “mais uma vez o Governo conseguiu dar mostras de incompetência”.
“Alguns tinham uma réstia de esperança de que Montenegro fosse um bocadinho melhor do que António Costa. (…) Montenegro mostrou que Costa é zero diferente de António Costa”, acusa o líder do Chega.
“Portugal tem de crescer e tem de ter tempo para crescer. Não depende de nós e não está única e exclusivamente nas nossas mãos que voltemos ou não a ser chamados às urnas tão depressa”, sublinha, reiterando a mesma ideia: “Estaremos aqui a lutar para Portugal. Estamos prontos e estou pronto para governar Portugal.”
-
Chega vai propôr descida da idade da reforma no Orçamento do Estado e antecipa que Governo vai querer "cortar pensões"
André Ventura debruça-se agora sobre as rentrées dos adversários: “Era penoso ouvir o líder socialista e primeiro-ministro.” Crente de que qualquer pessoa que ouvisse Montenegro quereria viver em Portugal, mas antecipando:
“Quando chegasse e visse que o PM se chama Luís Montenegro, que é um aficionado de desportos de sorte e azar, que temos a economia a cair há meses, carregado em impostos e tomado de assalto pela corrupção, percebia o país onde estamos.”
E sobre o facto de Montenegro ter falado de “uma das energias mais baratas da Europa”, André Ventura enumera os problemas trazidos pelo preço da eletricidade e atira: “Menos viagens aos mundiais e mais trabalho pelos portugueses.”
Relativamente aos combustíveis, acusa Montenegro de ter sido “incapaz” de descer a margem dos combustíveis, mas também de não ter mexido no IVA da restauração e nos impostos na eletricidade. “Com Montenegro atingimos um número recorde de nomeações para o Estado, superando os números de António Costa.”
E recuperou a proposta para a descida da idade da reforma, tema trazido na discussão da reforma laboral. “Todos os estudos de opinião mostram que os portugueses são favoráveis e agora manietaram este estudo para dizer que a Segurança Social está com défice. Isto é para manietar a proposta do Chega no Orçamento do Estado. Vamos colocar a descida da idade da reforma no Orçamento do Estado.”
“Daqui a um mês ou dois ou três vão dizer que é preciso cortar pensões”, acusa o líder do Chega, realçando que “o estudo não engana e é divulgado” com esse objetivo. Assegura ainda que o Chega “vai bloquear na AR todas as propostas” para cortar pensões.
-
Ventura sobre Luís Neves: "Da esquerda à direita, estes partidos estão todos agarrados a um sistema de interesses"
Líder do Chega foca-se agora no caso de Luís Neves e começa por garantir: “Não é nenhum Luís Neves desta vida que nos impedirá de limpar Portugal da corrupção.”
Ventura acredita que, sobre os casos de Luís Neves, houve um “silêncio paradigmático”. “O que seria se fosse um deputado ou autarca do Chega?”, questiona, apontando que foi “permitido ao PM não dizer nada sobre isto”.
“Tudo calado. Isto levanta-me uma suspeita que nunca pensei dizer: da esquerda à direita, estes partidos, por uma ou por outra razão, estão todos agarrados a um sistema de interesses”, frisa.
“Ninguém saiu de casa para dizer que o Chega vai ser um partido como o PS e o PSD, queriam mudança. Uma coisa é falar, outra é fazê-la”, sublinha, frisando que agora “dão razão” ao Chega e que isso foi “definidor da democracia” porque demonstrou “coragem”.
Ventura traz Sá Carneiro à rentrée: “Uma das coisas que sempre me impressionou, para lá do carisma e da palavra, que sempre me marcou foi a coragem de, às vezes, ir contra o próprio partido, os seus deputados, os seus autarcas, a sociedade civil. Hoje não é contra a ditadura ou a liberdade, hoje é contra os interesses instalados. Não há liberdade onde há corrupção.”
“Se tivernos de voltar a escolher, como Sá Carneiro teve de escolher, escolhemos o risco. Porque a política sem risco é uma chatice e sem ética é uma vergonha”, realça.
E conclui para assegurar que “o país vai ter uma comissão parlamentar de inquérito” a Luís Neves, independentemente das ameaças que possa existir.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
Chega vai insistir na expulsão de imigrantes que cometeram crimes: "Isto não é inconstitucionalidade, é estupidez"
Relativamente à postura enquanto líder da oposição, Ventura assegurou que houve “coisas que o Chega aprovou e outras que não”. “Querem partidos muletas na AR? Já há o CDS e a IL, não é preciso do Chega”.
“Os dois grandes partidos habituaram-se a ter muletas à esquerda e direita. O Chega não veio para isso. Chegaremos a conclusões positivas e negativas”, explica, enumerando votações como no IRC ou na lei da nacionalidade.
E garante que voltará ao tema, argumentando que, enquanto jurista, “não concebe que quem vem para outro país pode cometer um crime e não pode ser expulso porque é inconstitucional” — “Isto não é inconstitucionalidade, é estupidez.”
“O crime aumenta na proporção da impunidade”, sublinha, garantindo que “não aceita um país de impunidade”.
Relativamente à lei do trabalho, reitera que era uma “má lei do trabalho”. “Aprenderam uma coisa: ao contrário dos partidos muletas, o Chega tem convicções e não se vende a nenhum partido do sistema.” Acusa agora Luís Montenegro de “governar mal e com arrogância política”.
“Chega não quer crise política porque entende que o país não deve andar de eleições em eleições, mas também entende que se as pessoas votaram na mudança devemos levar a cabo essa mudança”, avisa o líder do Chega.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
André Ventura: "Podemos ser chamados a qualquer momento. Estamos preparados para governar"
Na rentrée do Chega, em Santarém, André Ventura começou pelo trabalho do governo sombra, para realçar que tem sido feito um trabalho para “começar a construir”, já que, explicou, a partir de 2024 o Chega “tornou-se o óbvio e natural candidato à liderança do Governo” e em 2025 “a principal alternativa do Governo”.
“Podemos ser chamados a qualquer momento a fazer uma escolha. Os portugueses confiam no Chega e todas as eleições mostram isso. Quando chegar o momento, se chegar, nós estamos preparados para governar”, diz, frisando que “André Ventura tem de ter homens e mulheres com competência e liberdade para fazerem essa mudança para o país”.
O líder do Chega prossegue para dizer que “sempre desconfiou da palavra moderação por si própria” porque é dita “no sentido do cala-te e deixa acontecer”. E sublinhou a questão da imigração e da “islamização da Europa” acusando as mulheres de esquerda de não defenderem as mulheres.
“Fomos nós que fizemos aprovar a lei da burca. Não vai resolver os problemas, mas seria moderado não apresentar?”, questiona.
Sobre a imigração, garante que “não é racismo nem xenofobia” e atira: “Não podemos ter imigração que chega a Portugal e vai bater à porta da Segurança Social e pede subsídios. O país é pobre para idosos, reformados, polícias, funcionários públicos, empresários e não pode dizer que é rico para os imigrantes.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
-
Fogo em Boticas tem quatro frentes ativas
O incêndio que deflagrou na terça-feira em Nogueira, concelho de Boticas, tem quatro frentes ativas que ardem com intensidade em zona de mato, segundo o comandante no terreno.
Carlos Gomes, comandante dos bombeiros de Boticas, disse que o vento que sopra com intensidade é a grande dificuldade no combate a este fogo que esteve em resolução durante o dia e reativou pelas 17h00 de hoje.
De acordo com o responsável, pelas 20h00 não havia aldeias em risco.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 20h15 estavam mobilizados para este fogo 205 operacionais, que contavam com o apoio de 62 viaturas e três meios aéreos, que irão operar enquanto houver luz do sol.
-
Fogo em Santo Tirso dominado
O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, encontra-se dominado desde as 18h40, disse hoje à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.
Num balanço feito à Lusa pelas 19h00, o comandante Cristiano Moreira explicou que o incêndio já se encontrava dominado “há cerca de 20 minutos”, estando apenas ativa uma frente, mas já com “pouca intensidade”.
De acordo com o site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 19h00 estavam no combate às chamas 211 operacionais, apoiados por 66 meios terrestres e dois meios aéreos.
-
Fogo com duas frentes ativas em Alijó mobiliza 110 operacionais
Um incêndio que lavra em duas frentes em zona de mato e pinhal de Presandães, concelho de Alijó, estava a ser combatido pelas 19h00 por 115 operacionais e três meios aéreos, segundo a Proteção Civil.
O fogo tem duas frentes ativas, arde com alguma intensidade e o combate no terreno está a ser dificultado pelo vento forte que se faz sentir.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para o fogo foi dado às 17h09 e, pelas 18h00, mobilizava 115 operacionais, 28 viaturas e três meios aéreos, prevendo-se um reforço de meios para este teatro de operações.
-
Incêndio num lar do Caramulo obriga ao realojamento de 45 idosos
O incêndio que hoje de manhã deflagrou num lar de idosos no Caramulo provocou quatro feridos ligeiros e obrigou ao realojamento dos 45 utentes até à reabertura do espaço, disse a presidente da Câmara de Tondela.
Carla Antunes Borges adiantou, à agência Lusa, que “os 45 utentes têm já todos onde ficar a título definitivo até, eventualmente, à reabertura do lar, que não se sabe quanto tempo demorará, mas estão todos alojados”.
“Pela manhã dois idosos foram transferidos para o hospital por inalação de fumos. Mais tarde foi transportado um terceiro e há ainda uma funcionária que, inicialmente, se pensava ter sofrido um traumatismo numa perna, não se tendo confirmado e, aparentemente, terá sido também por inalação de fumo”, indicou a autarca.
O alerta para o incêndio no Lar Boa Esperança, situado na freguesia de Guardão, foi dado às 08h05 e, cerca de uma hora depois, este já estava extinto, com os bombeiros a “conseguirem circunscrever às zonas técnicas” do edifício, acrescentou.
O edifício foi evacuado, com o transporte dos 45 idosos para a Escola Básica 2/3 do Caramulo, local em que “permaneceram até meio da tarde, altura em que começaram a ser encaminhados” para os novos locais de habitação.
“Dos 45, 22 estão em cadeiras de rodas e os restantes têm mobilidade muito reduzida e com um conjunto de patologias associadas à idade, inclusive algumas em situação de demência. Ou seja, têm de ter um acompanhamento clínico diferente”, apontou.
-
Fogo em Boticas tem novamente uma frente ativa
O incêndio que deflagrou na terça-feira em Nogueira, concelho de Boticas, teve uma reativação cerca das 17h00 de hoje e tem novamente uma frente ativa, segundo a Proteção Civil.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 18h00 estavam mobilizados para este fogo 130 operacionais, que contavam com o apoio de 147 operacionais, 44 viaturas e quatro meios aéreos.
O alerta para o incêndio em Nogueira, freguesia de Ardãos e Bobadela, foi dado às 14:18 de terça-feira. Durante a noite, causou preocupação, aproximou-se da aldeia e entrou em fase de resolução pelas 02:30 desta noite.
As chamas atingiram uma casa devoluta, pinheiro e mato, mas salvaram-se os terrenos agrícolas e as habitações desta aldeia da freguesia de Ardãos e Bobadela, onde já se contabilizam três grandes incêndios desde sábado à noite.
O presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires, já disse que esta tem sido uma freguesia muito fustigada pelos fogos.
-
Quase 1.250 operacionais nos incêndios de Torre de Moncorvo, Arouca e Santo Tirso
Cerca de 1.250 operacionais, mais de 400 viaturas e 13 meios aéreos continuavam hoje pelas 15h30 a combater os fogos de Torre de Moncorvo, que lavra desde sábado, Santo Tirso e Arouca, que deflagraram segunda-feira, segundo a Proteção Civil.
Segundo a informação disponível no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o fogo que pelas 15h30 mobilizava mais meios era o que deflagrou ao início da noite de segunda-feira, numa zona de povoamento florestal, em Cabreiros e Albergaria da Serra, no município de Arouca, distrito de Aveiro.
No total, esta tarde estavam envolvidos no combate às chamas desse incêndio 534 operacionais, apoiados por 173 veículos e nove meios aéreos.
-
PJ detém suspeito de atear quatro fogos florestais em Abrantes
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 43 anos suspeito de ser o autor de quatro incêndios florestais ocorridos entre abril e julho na zona de Vale das Mós, em Abrantes, que queimaram cerca de seis hectares.
Em comunicado, a PJ indicou que a detenção ocorreu na terça-feira, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural do Centro/Litoral (GTRIER-Centro/Litoral).
Segundo a investigação, o suspeito terá ateado os quatro incêndios com recurso a chama direta, nomeadamente através de um isqueiro, na zona onde reside, na União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós, no concelho de Abrantes, distrito de Santarém.