Momentos-chave
- Montenegro diz que os extremos saíram à rua e defende que o Governo é o elemento de "moderação"
- Pedro Nuno aponta "diferença colossal" entre manifestação contra xenofobia e manifestação pela polícia
- Em Braga, Pedro Nuno Santos critica Governo e extrema-direita por "instrumentalização" da polícia
- Manifestação "Não nos encostem à parede" chega ao Martim Moniz
- Ventura pede "mais operações daquelas que aconteceram no Martim Moniz"
- Ventura: "Encostem-nos à parede até perceberem que este país é nosso e que a lei é para cumprir"
- "Sou assaltada todos os meses." De polícias a moradores, testemunhos queixam-se de imigrantes na vigília do Chega
- "Primeiro-ministro podia estar aqui." Ventura diz que faltou "coragem" a Montenegro e que devia ter ficado ao lado da polícia "até ao fim"
- Ventura acusa manifestação de ser "ilegítima" e diz que "Governo cedeu à pressão"
- Direção e deputados do Chega presentes e vestidos de escuro. T-shirts "Pela autoridade contra a impunidade" distribuídas pelos presentes
- Rui Tavares: "Unidos estamos mais fortes contra as ameaças dos Trumps, dos Putins, de todos aqueles que querem lucrar com o ódio"
- Alexandra Leitão: "Estamos num país que alguns querem tentar dividir"
- Grande dispositivo policial na vigília do Chega. Partido recebido na Praça da Figueira com recados nas paredes
- Membros do grupo Habeas Corpus ocupam espaço para onde se prevê manifestação "Não nos encostem à parede"
- Várias valências da PSP reforçam manifestações para garantir segurança
- Chega responde a manifestação com vigília "Pela autoridade e contra a impunidade"
- Manifestação “Não nos encostem à parede” quer levar milhares à rua contra ação da PSP
Histórico de atualizações
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Manifestação "Não nos encostem à parede" termina ao som "Grândola"
Acabou agora a manifestação “Não nos encostem à parede”, convocada em resposta a operação policial na rua do Benformoso, no Martim Moniz.
A manifestação, que juntou durante a tarde várias personalidades políticas, de vários partidos, e milhares de pessoas, terminou ao som de “Grândola”, de Zeca Afonso.
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Presidente da Conferência Episcopal diz que manifestação contra racismo é ato de não resignação
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse que a manifestação contra o racismo e a xenofobia hoje em Lisboa é um ato de não resignação e que a indignação significa sede de um mundo melhor.
“Isto significa uma ação bonita de dizer que ‘nós não nos resignamos’”, afirmou José Ornelas aos jornalistas, em Fátima, após o Encontro Sinodal nacional, a propósito da manifestação “Não nos encostem à parede”.
Recusando fazer política com esta matéria, José Ornelas frisou: “Mas faço, sim, um gesto de dizer que não podemos ficar, simplesmente, parados e que também a Igreja não pode ficar”.
“Às vezes, a indignação significa dignidade e significa projeto e significa sede de um mundo melhor”, adiantou o bispo da Diocese de Leiria-Fátima.
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Montenegro diz que os extremos saíram à rua e defende que o Governo é o elemento de "moderação"
Luís Montenegro fala agora em Ovar, onde participa no encontro organizado pelos autarcas sociais-democratas. Dizendo que o país tem de continuar a ser “seguro” para aqueles que aqui vivem e para aqueles que cá querem investir.
“Num dia em que os extremos erguem cada um a sua bandeira em contraponto, em conflito aberto, nós somos o elemento de moderação”, argumenta.
Montenegro fala depois para os autarcas, sublinhando a importância do papel das Câmaras Municipais na prossecução das políticas públicas e no combate às desigualdades sociais.
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Pedro Nuno aponta "diferença colossal" entre manifestação contra xenofobia e manifestação pela polícia
O líder dos socialistas continua a responder aos jornalistas, recusando que a manifestação “Não nos encostem à parede” tenha tido menos adesão do que esperado. “Não sei como é possível ter mais pessoas, é uma das maiores que Lisboa já conheceu”, afirma, apontando a “diferença colossal” para o tamanho da manifestação convocada por André Ventura.
“Num tempo em que se fala tanto de perceções, é bom que se olhe para onde estão a pessoas”, remata Pedro Nuno Santos.
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Em Braga, Pedro Nuno Santos critica Governo e extrema-direita por "instrumentalização" da polícia
O secretário-geral do Partido Socialista fala sobre a a manifestação “Não nos encostem à parede”, classificando-a como um protesto “pela democracia, a liberdade e a unidade” e não como “uma manifestação contra a polícia”.
A partir de Braga, Pedro Nuno Santos deixa críticas “ao governo e à extrema-direita”, que acusa de estarem a “instrumentalizar a polícia, o que não é bom para a polícia”.
Questionado sobre a sua ausência, destaca que o PS esteve representado e se opôs a esta instrumentalização, mas recusa que a sua presença fosse mais simbólica. E argumentou que as iniciativas autárquicas em Braga também são importantes.
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Manifestação "Não nos encostem à parede" chega ao Martim Moniz
Os manifestantes começam a chegar pouco a pouco à praça do Martim Moniz, onde decorreu a operação policial que os levou a descer este sábado desde a Alameda.
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Ventura pede "mais operações daquelas que aconteceram no Martim Moniz"
André Ventura prossegue para dizer que o Chega “não tem medo” e que o país é uma “bandalheira a céu aberto”. “O país transformou-se em alguma coisa que não queríamos, só há uma coisa a fazer: recuperá-lo”, afirmou o líder do partido.
“Temos a história, o símbolo e a dignidade do país ao nosso lado”, sublinhou, realçando que “uma parte do país” continuará a “dizer e a falar mal”, mas que o Chega vai continuar, elogiando o trabalho dos 50 deputados pela “coragem, força e capacidade de superar o obstáculo”.
Numa referência a uma publicação na rede social X, em que colocou uma foto com um boné, deixou a promessa de que o boné a dizer “Malhar na esquerda” e atrás “limpar Portugal” vai mesmo existir. E garantiu que “não há algemas, tiros, balas e facadas” que travem o Chega. “Fizemos abanar o país e é por isso que têm medo de nós.”
“Queremos mais operações daquelas que aconteceram no Martim Moniz, enquanto andarem seringas à solta em Portugal, enquanto num apartamento viverem 20 e 30 pessoas”, afirmou.
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"A PSP é do povo; não é do Chega, nem da AD"
Enquanto André Ventura discursa, a manifestação “Não nos encostem à parede” segue a caminho do Martim Moniz.
O mote dos manifestantes tem sido sempre pela defesa dos direitos dos imigrantes, com críticas à atuação do Governo e da PSP.
“Eu também fui imigrante, em França, e fui bem acolhido”, diz João, de 75 anos, ao Observador, criticando a operação policial no Martim Moniz.
“Não me pareceu bem”, acrescenta, defendendo que as forças policiais não podem ser instrumentalizadas. Isso mesmo se lê no cartaz que traz pendurado ao peito. “A PSP é do povo; não é do Chega, nem da AD”.
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Ventura: "Encostem-nos à parede até perceberem que este país é nosso e que a lei é para cumprir"
André Ventura, presidente do Chega, sobre ao palco, de bandeira de Portugal no ombro, para encerrar a vigília e mostrar que “há outro país”, não só aquele país que “pede a cabeça da polícia”. “Podem vandalizar as praças, mas não podem vandalizar os nossos corações nem o país” — diz, numa referência às frases escritas nas paredes e na estátua da Praça da Figueira antes do Chega fazer a vigília.
“Portugal é nosso e continuará a ser nosso, quer eles gostem, quer não gostem”, atira, e agradece às testemunhas que estiveram esta tarde na Praça da Figueira.
“Estou farto de viver no país em que são horas de fita televisiva, jornalística, online, sempre a defender os mesmos”, aponta, recordando que no passado houve a “operação Caril” e que a “extrema-esquerda” nada disse: “Se são ilegais, encostem-nos à parede”, grita, o que leva a plateia a responder de cada vez que enumera crimes. “Encostem-nos à parede até perceberem que este país é nosso e que a lei é para cumprir”, reitera.
Ventura acusa Montenegro de ter “perdido a coragem” e de não ter estado ao lado das forças de segurança até ao fim.
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"Sou assaltada todos os meses." De polícias a moradores, testemunhos queixam-se de imigrantes na vigília do Chega
Na vigília do Chega, na Praça da Figueira, estão agora a discursar pessoas que dizem sofrer com a presença de imigrantes. Além de um ex-agente que se queixou da forma como as autoridades são tratadas e defendeu que a atuações são feitas em conformidade com a lei, na vigília discursou ainda uma formadora das forças de segurança que alertou para situações de burnout e até de suicídio nos profissionais.
Alice Garcia, residente no Martim Moniz, a “única portuguesa” no Beco de São Marçal, queixou-se dos assaltos e da insegurança que sente todos os dias. “Sou assaltada todos os meses”, disse, recuperando um episódio em que, relatou, “um indiano e uma pessoa de cor lhe entraram em casa e roubaram a pequena reforma”.
Carla da Mata, militante do Chega, subiu ao palco para contar a sua experiência dos últimos meses: “Não é só nos bairros degradados, também é nas zonas altas. Eu morava há três anos em Telheiras e há três meses foram morar dois paquistaneses para o meu prédio. Devido ao barulho da vizinhança, chamei a polícia noite sim, noite não. No final de setembro eu e o meu filho tivemos de sair do nosso apartamento, de hora a hora acordávamos com o barulho da vizinhança, passaram a ser 11 paquistaneses”, contou, frisando que os senhorios também têm culpa porque são coniventes para ganharem dinheiro. E rematou: “Não é uma questão de raça, tenho amigos de várias cores, sou uma portuguesa do mundo.”
“Encostem-nos à parede todos os dias”, ouve-se vindo da plateia, onde há cartazes com a frase “Je suis polícia”.
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Fotogaleria. Vigília do Chega "Pela autoridade contra a impunidade" com grande dispositivo policial
Partido de André Ventura convocou vigília de apoio à PSP na mesma tarde em que um protesto contra o racismo e xenofobia decorre. “Montenegro devia estar aqui”, diz líder do Chega.
Fotogaleria. Vigília do Chega “Pela autoridade contra a impunidade” com forte dispositivo policial
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"Primeiro-ministro podia estar aqui." Ventura diz que faltou "coragem" a Montenegro e que devia ter ficado ao lado da polícia "até ao fim"
“O primeiro-ministro devia ter tido a coragem, aliás, até podia estar aqui [na vigília] hoje, podia ter tido a coragem de dizer ‘quando se começa ao lado das forças de segurança, vai-se até ao fim’. Porque o que os portugueses precisam hoje é de políticos que vão até ao fim, que não tenham medo, que não cedam à pressão”, disse André Ventura.
O líder do Chega diz que “infelizmente, PSD, PS, CDS, Iniciativa Liberal, PCP, Bloco de Esquerda e Livre cederam à pressão”. “Porque carga de água é que não são encostados à parede? Têm algum direito acima dos outros cidadãos para não serem encostados à parede numa rusga policial? Têm algum direito acima de nós, dos outros, dos que estão aqui, das pessoas normais? Não têm. Não têm nenhum direito”, argumenta.
O que leva Ventura a dizer que é “importante” que se saiba que esse “país acabou”. “O país em que vocês estavam habituados a viver, o país da impunidade, da bandalheira, acabou”, assegura.
Para justificar a cor preta das camisolas distribuídas pelos presentes, Ventura argumentou que o escuro é o “luto pelos polícias mortos e agredidos, que são muitos”. “É o luto e a solidariedade, não só pelas forças de segurança, que têm vivido este drama num país que ficou meio esquizofrénico com esta questão, mas é também a solidariedade com aqueles que vivem portas com portas com o crime”, justificou.
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Ventura acusa manifestação de ser "ilegítima" e diz que "Governo cedeu à pressão"
André Ventura, presidente do Chega, na chegada à vigília na Praça da Figueira, refere que a manifestação “Não nos encostem à parede” é a “mais ilegítima que alguma vez existiu” por ser “verdadeiramente contra a polícia, verdadeiramente pelos bandidos”.
“É uma manifestação contra as polícias, contra os juízes, contra os magistrados que ordenaram a ação que decorreu no Martim Moniz. Não foi só a polícia que levou a cabo aquela ação”, explica.
“Os criminosos têm todos os direitos, e os cidadãos de bem não têm nenhum direito. E isso está errado”, prossegue o líder do Chega, que considera que “o Governo cedeu à pressão” social no que toca à ação da polícia no Martim Moniz. “Quando [Luís Montenegro] diz que não gostou de ver aquilo que viu, parece-me evidente que cedeu à pressão.”
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Fotogaleria. Manifestação "Não nos encostem à parede" leva largas centenas à rua contra o racismo e xenofobia
O centro de Lisboa é este sábado à tarde palco de uma marcha contra a xenofobia e o racismo, na sequência de uma atuação da polícia na zona do Martim Moniz que visou imigrantes.
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Direção e deputados do Chega presentes e vestidos de escuro. T-shirts "Pela autoridade contra a impunidade" distribuídas pelos presentes
O Chega prepara uma coreografia na Praça da Figueira, em Lisboa. Já foram distribuídas t-shirts e foi pedido às pessoas presentes se afastem “à distância de um braço”, preenchendo o perímetro estabelecido para a vigília, onde se encontra também um camião-palco.
A parte da frente, mais perto do palco, ficou livre para a direção e deputados do partido, todos vestidos de escuro e já com a t-shirt onde se lê “Pela autoridade contra a impunidade”.
Entre os participantes da vigília estão vários membros da bancada parlamentar do Chega: entre eles, os deputados Rita Matias, Rui Paulo Sousa, Pedro Frazão e Diogo Pacheco Amorim.
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Rui Tavares: "Unidos estamos mais fortes contra as ameaças dos Trumps, dos Putins, de todos aqueles que querem lucrar com o ódio"
Rui Tavares marcha numa das frentes do protesto na Avenida Almirante Reis. Enverga um cartaz onde se lê “unidos somos mais livres”. “Queremos com esta manifestação dizer que para nós Portugal é um país de convivência, solidariedade, de respeito mútuo”, disse o porta-voz do Livre em declarações à RTP. “É isso que traz a verdadeira segurança a toda a gente. Não há lugar nem para o ódio, nem para a divisão, nem para o alarmismo e o medo.”
Elogiando a manifestação que agrega cidadãos de diversos “partidos políticos, sindicatos, pessoas de lugares diferentes”, Tavares repete: “Unidos estamos mais fortes contra as ameaças dos Trumps, dos Putins, dos Xi Jinpings, dos Elon Musks, de todos aqueles que querem lucrar com o ódio”.
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PCP diz que instrumentalização das forças de segurança é "caminho muito perigoso"
João Ferreira avisa que instrumentalizar forças de segurança “é um caminho muito perigoso”, que o PCP não aceita. “Os direitos da constituição têm de ser para todos”, afirma, lembrando que é a constituição que “consagra direitos políticos e económicos”.
“Quem pensa que é instrumentalizando a polícia que se defende os direitos da polícia está enganado”, acrescenta João Ferreira, que é membro da Comissão Política do Comité Central do PCP. “A recusa dessa instrumentalização está aqui presente”, reitera.
*Com Inês Capucho
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Brilhante Dias acusa Governo de "dar a ideia de que perfilhava algumas ideias da extrema-direita"
Eurico Brilhante Dias acusa o Governo da AD de “ter-se saciado e dar a ideia de que perfilhava algumas ideias da extrema-direita”. Na manifestação contra o racismo e a xenofobia, o antigo líder parlamentar do PS diz que “a insegurança e a imigração não são aspetos a misturar”.
“A extrema-direita encontra oportunidades para mostrar as suas ideias […] precisamos de afirmar que sempre fomos melhores e mais ricos quando formos diretos”, afirma, acrescentando que “há muitas coisas para resolver — como saúde e educação — mas não passa por hostilizar os mais fracos”.
Eurico Brilhante Dias diz também que os “problemas de insegurança combatem-se” e acusa a extrema-direita de “quando tem um problema encontra um culpado”.
Por fim, deixa uma mensagem do PS: “Precisamos de regressar a um direito moderado. Estamos a dar ao Governo [a oportunidade] de ele perceber que a aproximação que teve foi errada e que a operação no Martim Moniz não deu uma impressão de maior segurança.”
*Com Inês Capucho
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Alexandra Leitão: "Estamos num país que alguns querem tentar dividir"
A líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, está presente no protesto contra o racismo e xenofobia.
“Esta é uma manifestação que não é contra ninguém. É uma manifestação pela defesa dos valores da democracia e do estado de direito, pela liberdade, igualdade, dignidade da pessoa humana, e também pela segurança”, disse em declarações à RTP. “O PS não está aqui contra ninguém, está aqui a defender valores que são o chão comum da nossa democracia”, afirmou à estação televisiva na Alameda, onde arranca agora a manifestação contra o episódio ocorrido na Rua do Benformoso.
“Estamos num país que alguns querem tentar dividir. Nós estamos aqui para não deixar dividir o país”, continou a líder parlamentar, sublinhando que o protesto em questão “não é uma manifestação contra a polícia”.
“A mensagem do Partido Socialista é: isto não é uma manifestação contra ninguém. É uma manifestação de defesa dos valores do estado de direito, a polícia é uma instituição do estado de direito e não deve ser instrumentalizada por discursos divisivos que não fazem nada por resolver os problemas do portugueses”, frisou.
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Grande dispositivo policial na vigília do Chega. Partido recebido na Praça da Figueira com recados nas paredes
O Chega está a fazer os últimos preparativos para a vigília “Pela autoridade contra a impunidade”, na Praça da Figueira, em Lisboa.
A organização está a distribuir t-shirts pretas com o mote do protesto e aguarda-se a chegada de André Ventura, que discursa perto do fim da iniciativa, prevista para as 18h00. Durante a tarde vai haver testemunhos de polícia, guardas prisionais, trabalhadores do INEM, lojistas e bombeiros.
A vigília do partido foi recebida na Praça da Figueira com várias paredes e paragens de autocarros pintadas com as frases “Facho bom é facho morto” e “F*** Chega”. E está um grande dispositivo de segurança no local.
TOMÁS SILVA/OBSERVADOR