Momentos-chave
- Coro das Caldas da Rainha canta "mostra a cara" à porta de casa de António José Seguro em protesto contra inação do Presidente da República
- Debate sobre o Orçamento do Estado para 2027 começa esta terça-feira. Discussão decorre com protestos à porta do Parlamento
- Manifestantes detidos há uma semana em Lisboa conhecem decisão do MP esta terça-feira
Atualizações em direto
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Coro das Caldas da Rainha canta "mostra a cara" à porta de casa de António José Seguro em protesto contra inação do Presidente da República
Um grupo de cerca de 30 pessoas deslocou-se para a entrada da residência pessoal de António José Seguro nas Caldas da Rainha esta segunda-feira à noite para protestar contra o que considera ser a sua inação quanto aos protestos relacionados com a habitação e às intervenções policiais junto dos manifestantes em Lisboa e no Porto.
Um Coro das Caldas da Rainha foi para a porta da casa de António Seguro, Presidente da República, cantar isto…
Tão bom 😂👏👏
Amo o pessoal das Caldas 🖕🏻 pic.twitter.com/1mtwaDtXnE— Diana (@NoTimeForMore) October 27, 2026
Segundo reporta o Jornal das Caldas, trata-se de membros do Coro Social do Bairro, um “grupo de cantares em português dedicado às sonoridades do cancioneiro tradicional e música de intervenção e que tem vindo a desenvolver projetos artísticos nas Caldas da Rainha”.
Este grupo concentrou-se pelas 22h00 à porta de casa do Presidente da República e cantou temas como Eu Vi Este Povo a Lutar (Confederação), de José Mário Branco, e Acordai, de Fernando Lopes-Graça.
O pessoal do Coro Social do Bairro das Caldas da Rainha foram para a porta da residência civil do Presidente da República, António José Seguro, cantar.
Adoro isto! É que adoro mesmo mesmo 🤍 #MostraACara pic.twitter.com/68AdQNyYeO
— Naughty Pastel (@artlessluxing) October 27, 2026
Um dos momentos, captado em vídeos a circular nas redes sociais, mostra como os membros do coro adaptaram em canção uma declaração lida pelos manifestantes no Rossio, em Lisboa, dirigida diretamente a António José Seguro: “Mostra a cara/Abra a boca, Senhor Presidente/Quebra o silêncio que nos morre/Que nos mata/Mostra a cara/Sai de casa, vem ‘pras ruas/Nossas ruas, nossas praças/Acampadas”.
Segundo o Jornal das Caldas, esta ação decorreu durante alguns minutos sem qualquer perturbação nem ação policial até os protestantes abandonarem o local.
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Debate sobre o Orçamento do Estado para 2027 começa esta terça-feira. Discussão decorre com protestos à porta do Parlamento
O Parlamento inicia hoje o debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, numa discussão que deverá ficar também marcada pelos protestos pela habitação.
O debate, com uma duração total prevista de mais de dez horas, termina na quarta-feira com a votação do documento na generalidade, já com a aprovação garantida pela abstenção do PS.
A discussão parlamentar arranca hoje às 15h00 com uma intervenção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que não tem agenda pública desde 16 de outubro.
Desde então, o chefe do Governo não presidiu à última reunião do Conselho de Ministros na quinta-feira e, nesse mesmo dia, publicou nas suas redes sociais uma visita a uma escola no distrito de Aveiro, que não foi previamente divulgada à comunicação social.
A oposição tem criticado o silêncio de Montenegro, sobretudo após as intervenções policiais na madrugada de domingo para dispersar as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, que resultaram em dezenas de feridos e detenções.
O Governo, através do ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu a atuação policial que, a nível partidário, contou com o apoio de PSD e Chega.
Na sexta-feira, no Parlamento, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, defendeu que o Governo já tomou “muitas medidas” para responder à crise na habitação e que já “foi praticamente tudo feito”, avisando que as iniciativas demorarão tempo a surtir efeito.
As vozes contra o custo da habitação deverão também fazer-se ouvir fora do plenário, já que está convocado um protesto para a porta da Assembleia da República para hoje às 18h30, hora a que ainda deverá decorrer o debate.
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Habitação: Queixas do público sobre cargas policiais dominam assembleia municipal do Porto
A assembleia municipal do Porto ficou hoje marcada por críticas do público que, no período consagrado à sua intervenção, recordou as duas cargas policiais sobre a acampada e relacionou-as com as declarações do presidente da câmara, Pedro Duarte.
Sofia Pena foi a primeira a intervir para falar de “bastões e tasers” na carga policial na madrugada de 25 de outubro, num discurso emocionado em que admitiu que as agressões “fortaleceram a vontade” de se juntar à acampada, terminando a dizer ser urgente que o município mude a estratégia política de habitação.
Depois foi o tempo de Catarina Cachapuz aumentar a carga emotiva, revelando “dever à PSP o facto de aos 54 anos se ter sentido pela primeira vez insegura no Porto”, enquanto Marta Almendra testemunhou também a “noite negra” de 25 de outubro, afirmando-se “empenhada, com ou sem tendas, para defender a liberdade”.
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Manifestantes detidos há uma semana em Lisboa conhecem decisão do MP esta terça-feira
As diligências decorrem a partir das 10:00 no Campus de Justiça de Lisboa e, segundo a Procuradoria-Geral da República, os arguidos poderão ter o processo suspenso provisoriamente, se assim concordarem, ou ser remetidos para julgamento em processo especial sumário.
Os manifestantes são suspeitos de desobediência, por alegadamente terem resistido quando, em 20 de outubro, a PSP retirou as tendas da Acampada de Lisboa da Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio.
O crime é punível nas suas várias modalidades com um máximo de dois anos de prisão ou de 240 dias de multa.
As acampadas pelo direito à habitação começaram em 10 de outubro, no Porto, e estenderam-se depois a Lisboa, tendo originado várias intervenções policiais com recurso à força, das quais resultaram dezenas de feridos e detidos.
Os manifestantes têm invocado o direito constitucional à manifestação para não acatar as ordens de remoção de tendas ou de dispersão dadas pela PSP, que, por sua vez, fundamenta a sua atuação num decreto-lei de 1974.
O movimento Acampada de Lisboa agendou para as 10:00 de hoje, no Campus de Justiça de Lisboa, uma vigília de apoio às 55 pessoas detidas há uma semana no Rossio e libertadas no mesmo dia.
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Bom dia.
Iniciamos agora este artigo liveblog para acompanhar os últimos desenvolvimentos dos protestos pela habitação que têm preenchido as Praças D. João I, no Porto, e D. Pedro IV, em Lisboa, nos últimos dias, bem como as reações políticas em torno do tema.
Pode recordar o que se passou esta segunda-feira neste outro artigo em direto. Obrigado pela sua preferência.