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Os apupos à PSP e à "cobardia" de Seguro e Montenegro. Acampada de Lisboa desmobiliza para "refletir"
Sábado terminou com feridos pela PSP e muita revolta. Depois disso, centenas voltaram ao Rossio. A organização decidiu em plenário não tentar nova acampada e convocou novos protestos para esta semana.
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Acampada faz vigília junto ao tribunal onde serão ouvidos os 31 detidos e depois regressa ao Rossio
A Acampada de Lisboa promove esta segunda-feira ao início da tarde uma vigília junto ao Campus da Justiça para acompanhar os interrogatórios judiciais dos 31 manifestantes detidos pela polícia, voltando ao Rossio pelas 19h00 para mais uma assembleia popular.
“As dezenas de pessoas detidas nas madrugadas de dia 20 e 25 de outubro vão ser ouvidas segunda e terça-feira, dias 26 e 27, no Campus da Justiça” e “chamamos todas as pessoas e coletivos solidários a virem apoiar quem foi atacado pela polícia”, refere a organização, numa publicação divulgada das redes sociais.
Depois da vígilia, convocada para as 13h30, ao fim da tarde regressam ao Rossio para continuar com os protestos que durante o fim de semana mobilizaram milhares de pessoas em Lisboa e no Porto.
Na madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas. Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação, e a PSP interveio, o que provocou 33 feridos.
Os partidos de esquerda criticaram a carga policial, pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro. À direita, o Chega defendeu a intervenção da polícia, sustentando que “o Estado se não podia acobardar”, e voltou a criticar o silêncio do primeiro-ministro, acusando-o de se esconder, enquanto a Iniciativa Liberal considerou que a resposta ao “falhanço nas políticas públicas de habitação” não pode passar pelo uso de “força repressiva sob a forma de cassetete”. O PSD, partido do Governo, também defendeu a atuação policial.
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Bom dia.
Iniciamos agora este artigo liveblog para acompanhar os últimos desenvolvimentos dos protestos pela habitação que têm preenchido as Praças D. João I, no Porto, e D. Pedro IV, em Lisboa, nos últimos dias, bem como as reações políticas em torno do tema.
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