Momentos-chave
- Rui Rocha: "Vamos a eleições sozinhos porque temos confiança nas nossas ideias"
- Ventura considera que coligação PSD/CDS é uma "ressurreição" de "partidos mortos" e uma "prenda para o PS"
- "A recordação destes oito anos é uma boa recordação", conclui Marcelo
- Marcelo profetiza regresso de Costa à política antes de ele mesmo terminar funções em Belém
- Marcelo diz que o tempo mostrará que "não é por acaso que portugueses mantiveram tanto tempo escolha do Presidente e do Governo"
- "Para ser sincero, sincero, sincero, estava convencido que ia durar mais um tempo", diz Marcelo ao Governo
- PR: "O meu hemisfério político nunca percebeu a forma como tratava o primeiro-ministro e o Governo"
- Marcelo diz que Costa "tem de admitir" que execução do PRR "esteve bastante para trás". Mas "recuperou" no verão
- "Entre 2017 e 2023, os portugueses sufragaram o essencial da fórmula governativa existente", regista Marcelo: "Não é irrelevante"
- Incêndios foi período "doloroso para os dois", diz Marcelo
- Marcelo lamenta não ter conseguido converter Costa
- "Em 2026 cá nos reencontraremos", diz Costa a Marcelo
- "Não imitarei como ex-primeiro-minisro os que também não imitei como primeiro-ministro", diz Costa
- Costa anuncia que terceiro e quarto pagamentos do PRR serão transferidos na próxima semana
- Costa "tranquiliza" Marcelo sobre coabitação futura: "Seguramente vai habituar-se"
- Convenção do Chega vai realizar-se em Viana do Castelo
- Marcelo e Costa trocam hoje os últimos cumprimentos de Natal em Belém
Histórico de atualizações
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Rui Rocha: "Vamos a eleições sozinhos porque temos confiança nas nossas ideias"
A discursar no jantar de Natal da Iniciativa Liberal, Rui Rocha assegurou que o partido vai apresentar as suas ideias “sozinho”, porque tem “confiança” nelas e “responsabilidade” para com as “centenas de milhares de portugueses que querem um país em que se cresce pelo trabalho e em que se pode confiar nas instituições”. Isto no dia em que PSD e CDS oficializaram uma coligação pré-eleitoral.
“Apresentaremos as nossas ideias e os nossos candidatos porque há um país que espera pela IL”, garantiu o líder do partido, que discursou de fato, mas sem gravata, numa sala composta por algumas dezenas de militantes, onde alertou: “O país já não lá vai com remendos e não basta mudar o Governo, é preciso mudar a governação e a IL é a única que tem essa ambição para que o país se transforme.”
“Queremos um país em que o trabalho possa ser recompensado e em que se possa crescer através dele”, afirmou o liberal, descrevendo os casos de “gente que trabalha de manhã à noite e que faz horas extra porque quer dar um futuro melhor aos filhos” e que, no final do mês, “não fica com tudo, porque o Estado assim o diz”.
O cabeça de lista por Braga também sonha com um país em que “se possa confiar nas instituições” e apresentou esta como uma das razões que leva mais pessoas ao partido, apontando o dedo ao PS. E deixou o lembrete: “O cartão de militante de um partido, no país da IL, não serve para subir na vida.”
Antes do líder do partido, discursaram Bernardo Blanco e Mariana Leitão, número um e dois da lista liberal no círculo eleitoral de Lisboa, respetivamente deputado na Assembleia da República e deputada municipal em Oeiras.
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Ventura considera que coligação PSD/CDS é uma "ressurreição" de "partidos mortos" e uma "prenda para o PS"
O presidente do Chega, à entrada do jantar de Natal do grupo parlamentar do partido, considera que coligação entre PSD e CDS é uma “tentativa desesperada” de “bloquear o crescimento do Chega” que terá deixado o PS “muito feliz”.
“Não é com ressurreições de partidos que se vai conseguir vencer a esquerda em Portugal”, atirou André Ventura, acrescentando que a “Aliança Democrática” espelha um “certo desespero do espaço não-socialista para arranjar forma de bloquear crescimento do Chega” e que, aos seus olhos, “não é a recuperar partidos que estão mortos” que isso vai acontecer.
Perante o anúncio ao final da tarde, Ventura disse ainda que esta coligação mostra que “o PSD preferiu olhar para trás em vez de olhar para a frente” e que apresentou aos portugueses uma “alternativa com 40 anos” e não uma “alternativa de futuro”.
Num olhar pelos números, o presidente do Chega entende que “teoricamente faria sentido [uma coligação] com um partido que tivesse expressão eleitoral” e considera que um acordo coma IL, por exemplo, “já teria outro impacto”. Desta forma, acredita que foi dada uma “prenda ao PS” e que não será possível haver uma maioria à direita sem o Chega.
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"A recordação destes oito anos é uma boa recordação", conclui Marcelo
“A recordação destes oito anos é uma boa recordação”, diz Marcelo olhando para o Governo a que agradece “em nome dos portugueses e do Estado pelo que fizeram por Portugal”.
Os portugueses, diz, “têm de admitir que cumpriram uma missão” por isso agradece “imenso” ao Governo.
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Marcelo profetiza regresso de Costa à política antes de ele mesmo terminar funções em Belém
O Presidente ainda diz que há entre os dois “uma diferença além da fé”: “Encaro as minhas atividades futuras de rutura com a política e o primeiro-ministro esquecer-se da política é impossível”.
E faz ainda um aposta: “Profetizo que mais rapidamente o primeiro-ministro estará a braços com essa sua vocação natural do que eu estarei no futuro quando puder lançar-me em causas sociais e educativas, onde haja o mínimo possível de recordação da vida política”.
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Marcelo diz que o tempo mostrará que "não é por acaso que portugueses mantiveram tanto tempo escolha do Presidente e do Governo"
Marcelo diz que “não é por acaso que o povo português decidiu manter por tanto tempo as suas opções e escolhas relativamente ao Presidente e ao Governo” e que essa leitura será feita “um dia” com “distanciamento”
Olha para Costa e diz que “já está com a leveza própria de quem se sente mais livre do que sentia”. E conta um episódio com o ex-Presidente Cavaco que, já depois de ter saído num primeiro Conselho de Estado da era Marcelo em Belém, “vinha muito bem disposto, leve, era outro”. E revelou: “Foi um peso que saiu de cima dos meus ombros”. Ao que Marcelo respondeu que tinha ido para cima dos seus.
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"Para ser sincero, sincero, sincero, estava convencido que ia durar mais um tempo", diz Marcelo ao Governo
“Sem esforço de compromisso havia desafios impossíveis de vencer”, disse o Presidente exemplificando com a “estabilização do sistema financeiro” e falando de diligências internas e nacionais.
“Para ser sincero, sincero, sincero, estava convencido que ia durar mais um tempo. Tinha uma fórmula: um ano e dez meses que é o tempo que faltava até autárquicas” e entrada num período eleitoral já com candidatos presidenciais no terreno e também a aproximação do final do mandato parlamentar. “Não quis o destino que fosse assim. Estava eu já a pensar bater o recorde de ter um só primeiro-ministro durante dez anos, mas não consigo cumprir”.
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PR: "O meu hemisfério político nunca percebeu a forma como tratava o primeiro-ministro e o Governo"
De todos os factos que enumerou, Marcelo conclui que nestes oito anos “além da relação pessoal que foi sempre boa”, houve uma “relação institucional sempre boa, mesmo quando havia divergências políticas. Que mesmo quando existiam não eram exactamente as que se pensava, nem com a intensidade que se pensava”. E os mesmo para “as convergências”.
E explica porquê: “O hemisfério político” do primeiro-ministro, “muitas vezes não deve ter percebido a fomra como tratava o Presidente da República”, resume Marcelo sobre o PS. Já sobre a sua família política: “O meu hemisfério, desde que tomei posse, nunca percebeu a forma como tratava o primeiro-ministro e o Governo”.
“Um grupo de portugueses percebeu o suficiente para a reeleição”,. diz mas assume que um “setor muito vasto nunca levou a bem, porque faz parte da lógica da política a ideia do confronto. Mas o que se procurou nestes oito anos foi o compromisso”. “Cada um pensava o que pensava, mas procurava o compromisso, porque havia um dos dois que ganhava cinco eleições em seis anos e outro duas em oito anos”. “Tinham de procurar o compromisso”, conclui.
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Marcelo diz que Costa "tem de admitir" que execução do PRR "esteve bastante para trás". Mas "recuperou" no verão
Chega a 2021 e 2022, com a dissolução da Assembleia da República e a guerra na Ucrânia. “Tudo isso dominou sete meses do ano de 2022”, diz Marcelo sobre a guerra e os problemas que trouxe.
Fala também do PRR e diz a Costa que “tem de admitir que a taxa de execução esteve bastante para trás em meados deste ano” e que só a partir do verão recuperou e “ultrapassou os 3 mil milhões de execução no terreno. quando tinha estado muito tempo nos 1.900 milhões”.
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"Entre 2017 e 2023, os portugueses sufragaram o essencial da fórmula governativa existente", regista Marcelo: "Não é irrelevante"
De 2018, Marcelo destaca o surgimento de movimentos inorgânicos e de fórmulas anti-sistema. “Foi um período particularmente complicado, o prenúncio de um processo que estava noutros países europeus e que estava a chegar a Portugal”.
Já em 2019, foi “pacífico”, recorda. “Houve aparentemente a perspetiva de início de um período em velocidade cruzeiro”, na economia. “Entretanto o eleitorado português ia sufragando a fórmula que estava no poder. Entre 2017 e 2023, em seis anos, cinco vezes os portugueses sufragaram, em europeias e em legislativas, o essencial da fórmula governativa existente. O que em democracia não é propriamente irrelevante”, sublinha.
Passa para 2020 e a pandemia. “Quando cai a pandemia, abre-se um novo período. Por um lado de grande unidade nacional (…) e entre órgãos de soberania”, destaca. De positivo, nesse tempo, lembra a estabilidade nacional, de negativo “os custos económicos” e a “desestruturação da administração pública portuguesa”. “Foi um choque brutal numa administração pública que teve dificuldade em recuperar e um setor afectado foi a saúde. Ficou por recuperar o preço de se ter dedicado de forma muito intensa à vida e à morte dos portugueses”, afirma ainda.
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Incêndios foi período "doloroso para os dois", diz Marcelo
Marcelo passa agora ao elogio, dizendo que o “mérito” da “empatia especial” de Bruxelas com Portugal não se deve só à atual presidente da Comissão Europeia. “Começou antes, começou logo com a anterior Comissão” a “capacidade de entendimento da realidade portuguesa”.
O primeiro ano foi “cheio de boas notícias”, recorda, falando da saída do procedimento do défice excessivo e também da “consolidação da banca portuguesa”, que “precisou de capitalizações, de fórmulas que convencessem o BCE”. “Foi um tempo mais trabalhoso do que se pensa.
De 2017 recorda a visita papal e o período “muito doloroso dos fogos florestais. Foi doloroso para nós dois”, assume Marcelo. “Pelo meio ainda tivemos uma questão “jurídico-militar” que “caiu em cima dos fogos”, diz sobre o roubo de Tancos, apontando um “ano muito forte e penalizador”. “O Governo tirou conclusões quanto à prevenção e sistema de resposta em relação aos fogos. Muito mais lento e difícil é o levantamento do cadastro e a reordenação da política florestal”, afirma.
“O ano começou muito bem e acabou muito mal”, conclui sobre 2017.
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Marcelo lamenta não ter conseguido converter Costa
Segue-se a intervenção do Presidente, no Palácio de Belém, que recorda ser a oitava vez que estão os dois naquela situação. “É muito tempo. Estive a fazer contas e são os mais longos no século XXI na democracia portuguesa e isso é muito significativo”.
Diz também não ter encontrado “nenhum exemplo de semipresidencialismo no século XXI tão pacífico como o português”. Marcelo aproveita para desejar “afectuosamente” e “calorosamente” um bom Natal. A Costa diz: “Não consegui convertê-lo. Ainda pensei ter uma ajuda na sua família pontual mas não foi suficiente” — refere-se mesmo à questão da fé católica.
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"Em 2026 cá nos reencontraremos", diz Costa a Marcelo
Termina a desejar uma continuação de “bom mandato” a Marcelo e “muitas venturas e poucas desventuras” ao Presidente. Deseja ótimo anos de 2024 e de 2025. E em “2026 cá nos reencontraremos” — aqui corrige: “Em 2026 tem direito ao ano todo. Há mais vida para além da Presidência da República”.
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"Não imitarei como ex-primeiro-minisro os que também não imitei como primeiro-ministro", diz Costa
Costa diz ainda, com alguma ironia à mistura, que se há algo que pode “assegurar” é que está “ainda mais otimista com o futuro do país”. E depois atira a tal ironia: “Verifiquei que o otimismo de irritante foi passando a — se não contagiante — cativante. E foi com grande satisfação que há dias o ouvi lamentar a tendência alguns para o pessimismo. Percebo que a circunstância e o companheirismo que tinha lhe suscitasse essa ideia”, disse sem dizer que era Carlos Moedas que estava ao lado de Marcelo nessa situação.
“Com pessimismo é muito difícil encarar com boa cara o mau tempo. Porque o mau tempo não se evita e quando ele surge temos de estar de boa cara. Temos de ter confiança nos outros e na capacidade do país”, argumentou Costa.
Entre os dois diz existir “uma diferença profunda” que não conseguiram “ultrapassar” — “bem se esforçou”, diz a marcelo — que é a questão da fé, pelo que põe a sua crença na “confiança”.
“Não imitarei como ex-primeiro-ministro os que também não imitei como primeiro-ministro”, diz ainda Costa disponibilizando-se para “por telefone ou presencialmente acrescentar um suplemento de otimismo quando a fé não for suficiente” para o Presidente da República.
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Costa anuncia que terceiro e quarto pagamentos do PRR serão transferidos na próxima semana
Diz que têm “bons presentes de Natal a trocar” e começa pela promulgação do Orçamento do Estado para 2024, seguindo para outra “boa notícia”: Na próxima semana vão ser transferidos os terceiros e quatro pagamentos, 2.400 milhões de euros, do PRR.
O anúncio surge depois de Costa lembrar que na intervenção de Ano Novo, no início de 2023, o Presidente da República colocou este como um ano decisivo para a execução do PRR.
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Costa diz que últimos anos foram "dos melhores períodos de relacionamento" entre Belém e São Bento
António Costa diz que vê estes últimos oito anos em que “os portugueses recordarão um dos melhores períodos de relacionamento” entre os dois órgãos de soberania.
“Duvido que tenha havido tantos períodos de tanta boa conivência entre órgãos de soberania”, o que “não quer dizer coincidência de pontos de vista”, sublinha.
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Costa "tranquiliza" Marcelo sobre coabitação futura: "Seguramente vai habituar-se"
Nos tradicionais cumprimentos de Natal ao Presidente da República, o primeiro-ministro quis ser “irritamente otimista” e “tranquilizar” Marcelo em relação ao futuro. “Sei que nunca experimentou presidir com outro primeiro-ministro e posso assegurar que nos habituamos”, disse Costa lembrando que também se habituou à diferença entre Marcelo e o seu antecessor Cavaco Silva.
“Seguramente vai habituar-se e vai poder correr bem”, diz a Marcelo sobre o futuro.
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Convenção do Chega vai realizar-se em Viana do Castelo
O Convenção do Chega realiza-se nos dias 12, 13 e 14 de janeiro em Viana do Castelo. A reunião magna do partido foi marcada depois de a convocatória da última convenção, em Santarém, ter sido invalidada pelo Tribunal Constitucional.
A dois meses das eleições legislativas antecipadas, André Ventura volta a candidatar-se à presidência do partido, com a missão acrescida de construir as listas de candidatos a deputados.
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Marcelo promulga o Orçamento do Estado para 2024
O Presidente da República promulgou esta quinta-feira o Orçamento do Estado para 2024.
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Marcelo lembra que "geringonça" não afetou política externa e fala em "otimismo realista"
Numa espécie de comentário preventivo, perante a diáspora, Marcelo Rebelo de Sousa referiu a “estabilidade” da política externa portuguesa, mesmo quando há executivos de “geringonça”, como o novo PS admite fazer após 10 de março.
“Mesmo com governos que tinham na sua base de apoio forças com dúvidas ou críticas ou afastamento relativamente a pontos fundamentais da política externa, a política externa nunca deixou de ser prosseguida. E, portanto, vale a pena reafirmar o óbvio”, diz Marcelo.
Marcelo, que sempre chamou “otimista irritante” a António Costa, diz agora que o país pode ter um “otimismo realista”, uma vez que vai passar momentos difíceis, mas já ultrapassou piores no passado.