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  • Bom dia.

    Encerramos este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar a atualidade política nacional (com enfoque nas eleições autárquicas deste domingo) neste outro liveblog.

    PSD e PS repartem freguesias de Lisboa, CDU mantém Carnide. Chega sobe nos concelhos com mais população estrangeira

  • PSD venceu em 136 câmaras, PS em 128

    Fechadas as contagens por todo o país, é possível identificar o PSD é o partido, que coligado com outros partidos ou concorrendo individualmente, conquistou 136 câmaras — há quatro anos tinham sido 114.

    O PS ficou em segundo lugar, com menos oito câmaras do que os sociais-democratas. Os socialistas passaram de 149, em 2021, para 128, em 2025. O Chega conquistou pela primeira vez autarquias: Albufeira; Entroncamento; São Vicente.

    Eis os resultados:

    • PSD: 136
    • PS: 128
    • CDU: 12
    • CDS: 6
    • Chega: 3
    • JPP: 1
    • Outros (inclui diversos movimentos independentes): 22

  • Resultados finais em Lisboa. Moedas com 8 mandatos e Chega fica à frente da CDU por 11 votos

    Os resultados foram encerrados em Lisboa. A coligação entre PSD, CDS e Iniciativa Liberal liderada por Carlos Moedas venceu as autárquicas com 41,69% dos votos, elegendo oito mandatos.

    Alexandra Leitão, que liderava a coligação entre PS, Livre e PAN, angariou 33,95% e elegeu seis vereadores.

    Em terceiro lugar ficou o Chega. Com Bruno Mascarenhas como cabeça de lista, o partido obteve 10,10% dos votos e elegeu dois mandatos.

    Com apenas 11 votos de distância do Chega, com 10,09% dos votos, ficou a CDU. A coligação entre PCP e Verdes liderada por João Ferreira elegeu apenas um vereador.

  • Contagem fechada em Setúbal. Maria das Dores Meira vence com 30% dos votos

    A candidatura de Maria das Dores Meira, apoiada pelo PSD, venceu as eleições para a Câmara Municipal de Setúbal com 29,91% dos votos, elegendo quatro mandatos.

    O PS ficou em segundo com 27,48%, elegendo os mesmos quatro deputados.

    Em terceiro ficou o Chega com 18,07% e elegeu dois mandatos. Segue-se a CDU (que venceu as eleições em 2021) com 11,43% e elegeu apenas um mandato.

    A Iniciativa Liberal ficou em quinto com 4,47%, seguido do Livre (2,58%).

  • PSD mantém Braga e elege João Vasconcelos Barros

    É o fim da contagem em Braga. A coligação que junta

    O PSD venceu em Braga por

    Há quatro anos a coligação

  • Nuno Palma Ferro quer “elevar Beja": "Tem de assumir a sua capitalidade"

    O professor e vereador Nuno Palma Ferro, da coligação liderada pelo PSD, é o primeiro presidente de “direita” na Câmara de Beja, depois de ter vencido as eleições autárquicas realizadas neste domingo.

    Em declarações à agência Lusa, o candidato da coligação Beja Consegue, formada por PSD, CDS-PP e IL, disse querer “elevar Beja e melhorar tudo o que diz respeito” à cidade e ao concelho.

    “Beja tem de assumir a sua capitalidade e isso envolve várias vertentes e envolve ser um pouco o ‘farol’ para todos os concelhos vizinhos. E nós vamos trabalhar para isso”, afirmou.

    De acordo com os dados provisórios do Ministério da Administração Interna (MAI), a coligação Beja Consegue venceu as eleições para a câmara municipal, que era gerida pelo PS desde 2017, com 31,14% dos votos, garantindo dois dos sete mandatos no executivo.

    Em segundo lugar ficou o PS, que teve 26,82% e elegeu igualmente dois vereadores, o mesmo número de eleitos que alcançou a CDU, que obteve uma votação de 22,08%.

    No novo executivo municipal vai estar também, pela primeira vez, um eleito do Chega, que registou um total de 16,93% dos votos.

  • Jorge Ratola com maioria absoluta para devolver “qualidade e confiança” a Espinho

    O social-democrata Jorge Ratola ganhou a Câmara de Espinho com maioria absoluta, após uma campanha acidentada para PSD e PS, e propõe-se aplicar essa vantagem num novo ciclo de “qualidade de vida e confiança nos serviços municipais.”

    “Depois de tanto que aconteceu, é realmente uma felicidade que tenham reconhecido a minha disponibilidade para servir Espinho, para que a cidade volte a ter qualidade de vida para quem cá reside e quem nos visita, e de modo a que o município aproveite um conjunto de oportunidades que viu desperdiçadas nos últimos anos”, declara à Lusa o vencedor das eleições nesse concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.

    Essa estratégia passará por valorizar a frente de mar, por reabilitar infraestruturas e equipamentos “que são únicos na região e no país” e por desenvolver projetos de habitação a custos controlados.

    Quanto à sua primeira medida quando iniciar funções, já está definida: “Pôr a Câmara a funcionar e a corresponder ao que se espera dela, para que os habitantes e os investidores possam voltar a ter confiança nos serviços municipais”.

  • PSD/CDS vencem câmara de Aveiro, mas perdem maioria absoluta

    A coligação entre PSD, CDS-PP e PPM obteve 39,95% dos votos e venceu a Câmara Municipal de Aveiro. Luís Souto Miranda será o próximo presidente da Câmara aveirense.

    Segue-se o PS com 33,67% dos votos. Quer a coligação, quer os socialistas elegeram quatro mandatos. A coligação entre PSD e CDS-PP e PPM perdem a maioria absoluta que obtiveram há quatro anos.

    Por sua vez, o Chega obteve 10,90% de votos e elegeu um mandato.

    Em quarto lugar ficou a Iniciativa Liberal (5,19%), seguido do Livre (2,19%), o Bloco de Esquerda (2,01%) a CDU (1,50%).

  • Contagem fechada no Porto: Pedro Duarte vence por dois mil votos, CDU e Bloco perdem vereação

    A contagem está fechada no Porto. A candidatura apoiada pelo PSD, CDS-PP e IL liderada por Pedro Duarte venceu com 37,29% dos votos, ao passo que a candidatura socialista de Manuel Pizarro obteve 35,54%.

    Quer a coligação à direita, quer Manuel Pizarro obtiveram seis mandatos, ficando separados apenas por 2.008 votos.

    O Chega elegeu um mandato. O partido de André Ventura obteve 8,23% dos votos.

    O candidato independente Filipe Araújo ficou-se pelos 5,08% e não elegeu qualquer mandato, tal como a CDU (3,93%) e o Livre (3,37%).

    Por sua vez, a coligação entre Nós! Cidadão e Partido Popular Monárquica obteve 1,9%, enquanto o Bloco de Esquerda não foi além dos 1,81%.

  • Moedas. "Os lisboetas disseram que querem mais Moedas"

    “Os lisboetas votaram e decidiram ficar conosco mais quatro anos”, foi a frase de arranque do discurso de vitória de Moedas, que pressiona oposição colaborar mais e rejeita acordos com o Chega.

    Moedas. “Os lisboetas disseram que querem mais Moedas”

  • Ventura no Entroncamento: "A população deu sinal de que quer mudar"

    André Ventura passou pelo Entroncamento, uma “importante vitória” onde Nelson Cunha venceu as eleições autárquicas pelo Chega. No local, disse o líder do Chega, expressam-se os problemas da “imigração, ‘subsidiodependência'” e “minorias”.

    “A população do Entroncamento deu sinal de que quer mudar, estou ao lado do novo presidente da câmara e é um momento histórico para o Chega”, assinalou André Ventura. “O Chega torna-se hoje um partido de relevo autárquico com presidentes de câmara e tem que mostrar ao país que consegue fazer diferente.”

    Segundo Ventura, a vitória era esperada no Entroncamento.

  • Sérgio Aires (BE) responsabiliza esquerda desunida pela derrota no Porto

    O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara municipal do Porto Sérgio Aires assumiu hoje como “expectável” a perda de representação no executivo, lamentando o “erro estratégico da esquerda” desunida que “ofereceu” o triunfo ao social-democrata Pedro Duarte.

    “Antecipámos este cenário, pelo que não reajo com muita surpresa. Falámos da necessidade de uma aliança à esquerda, porque sabíamos as dificuldades que teríamos pela frente. Não apenas do BE, mas de todos os partidos da esquerda. Aparentemente, aconteceu exatamente aquilo que imaginávamos”, lamentou.

    Em declarações à Lusa, Sérgio Aires manifestou-se “preocupado” com o facto de apenas três forças políticas terem elegido (PSD/CDS-PP/IL, PS e Chega), considerando que o Porto perde em termos de representação democrática.

    “Vamos ter um futuro bastante diferente, porque, apesar de tudo e das maiorias de Rui Moreira ao longo destes 12 anos, o executivo foi sempre muito mais plural, tinha uma capacidade de ter uma representação de mais vozes da democracia portuguesa o que, agora, claramente não vai acontecer”, vincou.

  • CDU assume “insatisfação” com perda da vereação no Porto

    A cabeça de lista da CDU à Câmara do Porto, Diana Ferreira, assumiu hoje a “insatisfação” com o resultado eleitoral, e com a perda de lugar na vereação da cidade, lamentando a perda de “voz” da população.

    “É, naturalmente, um resultado que não nos deixa satisfeitos, pelo que significa, no fundo, para as próprias populações, os moradores e os trabalhadores do Porto, a ausência da CDU na Câmara. (…) Face a estes resultados, significa que há vozes de gente que só lá chegava [ao executivo] pela CDU, e não estarão representadas”, assumiu, em declarações à Lusa.

    A candidata mostrou-se também “preocupada com o rumo da cidade, até por força da composição do executivo”, em que o candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL, Pedro Duarte, venceu as eleições, face ao PS de Manuel Pizarro, e o Chega elegeu um vereador, Miguel Corte-Real.

    “O Porto pode contar com a CDU para, com a força que nos deu, intervirmos na resolução dos problemas da cidade, que serão profundamente agravados pela composição que sai destas eleições”, admitiu.

  • Candidatura da AD quer impugnar votação nas Caldas da Rainha por irregularidades

    A candidatura da Aliança Democrática (AD) à Câmara das Caldas da Rainha, vai pedir a impugnação do ato eleitoral neste concelho, alegando que foram violadas urnas em pelo menos três mesas do voto.

    O cabeça de lista da coligação, o social-democrata Hugo Oliveira, disse à agência Lusa que na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo [que tem o maior número de eleitores do concelho] foram violadas, pelo menos, urnas em três mesas de voto”.

    O também deputado afirmou ter “fotos, vídeos e testemunhas” de que as urnas terão sido abertas “para mexer lá dentro”, já depois de ali terem sido colocados votos.

    “Temos vídeos com pessoas a mexerem dentro das urnas”, sublinhou, considerando tratar-se de “uma irregularidade insanável” que leva a candidatura a impugnar as eleições no concelho das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

    As eleições de domingo, nas Caldas da Rainha, deram a vitória ao Movimento Independente Vamos Mudar (VM), que recandidatou o atual presidente Vítor Marques.

    O VM conquistou em 2021 a autarquia que desde o 25 de Abril era liderada pelo PSD.

    Nestas eleições o movimento independente conseguiu 9.460 votos (37,67%), elegendo o presidente e dois vereadores. A lista integrava elementos do PS, partido que optou por não apresentar candidatura própria.

    A AD (PSD/CDS-PP) conseguiu 9.320 votos (37,11% da votação) e elegeu três vereadores para o executivo. O Chega elegeu também, pela primeira vez, um vereador.

    À Lusa Hugo Oliveira afirmou “reconhecer a derrota” e esclareceu que a impugnação das eleições não tem a ver com os resultados obtidos pela coligação.

    Mas, afirmou, “não deixa de ser caricato [alguém mexer no votos] quando estamos a falar de uma eleição autárquica, não de uma eleição para a associação de estudantes”.

    Defendendo que “tem que haver respeito e sentido de responsabilidade” o social-democrata afirmou que irá apresentar queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) que “seguirá o processo e tomará as duas decisões”, concluiu.

  • Rui Tavares confia que partidos da coligação manterão “alinhamento”

    O porta-voz do Livre, Rui Tavares, disse confiar que os quatro partidos que integraram a coligação “Viver Lisboa” manterão o “alinhamento” e considerou uma “bela notícia” que Alexandra Leitão assuma o cargo de vereadora na oposição.

    Em declarações à Lusa, no final do discurso de Alexandra Leitão, no qual reconheceu a derrota nas eleições autárquicas deste domingo, Rui Tavares antecipou que “certamente haverá sempre uma dose muito grande de alinhamento, de coordenação” entre PS, Livre, BE e PAN na autarquia da capital, lembrando que “já foi assim durante os últimos quatro anos”.

    No executivo municipal, cada um dos vereadores eleitos pela coligação “estará com a sigla do seu partido, (…) mas reunirão antes de cada reunião de câmara, certamente partilharão os seus sentidos de voto”.

    Rui Tavares considerou ainda uma “bela notícia para a cidade” que Alexandra Leitão assuma o cargo de vereadora na oposição porque “isso significa também que a credibilidade, a capacidade de liderança que ela tem, evidentemente transmite-se também às outras forças”.

    “Estaremos juntos em muitas coisas, cada partido com a sua personalidade, com os seus ideais”, realçou.

    Mas isso “não significa que votaremos sempre” da mesma forma, sublinhou, recordando que, “nos últimos quatro anos, o Livre votou muitas vezes de forma diferente do Partido Socialista”.

    Mas comprometeu-se a fazê-lo “sempre com lealdade, com espírito de cooperação”.

    Num balanço da coligação “Viver Lisboa”, o porta-voz do Livre considerou que “as convergências enriquecem sempre” e lembrou que “quem quis entrar em cada paragem [do elétrico da responsabilidade] entrou”.

    Rejeitando estar a apontar o dedo à CDU (coligação PCP/PEV), que elegerá um a dois vereadores, Rui Tavares disse que “vai haver muito tempo para fazer essas análises” e notou que a lei eleitoral autárquica não é “compreendida na sua plenitude”, havendo “uma pedagogia muito importante a fazer”.

  • Moedas não fará acordos privilegiados. "Não tenho qualquer coligação com o Chega"

    Carlos Moedas responde agora às perguntas da comunicação social. “Se governei com sete, governarei muito melhor com oito. Um Câmara Municipal não tem coligações pós-eleitorais. A minha coligação é com o PSD, CDS, IL e outro tantos independentes.”

    “O povo decide quem está sentado à volta dessa mesa. Eu serei o que sempre fui: um moderado e um tolerante”, continua o social-democrata, insistindo que não fará “qualquer coligação com o Chega”.

    Moedas volta a dizer que teve quatro anos “muito difíceis” e que espera agora que a oposição venha a perceber o resultado desta eleição e adotar uma atitude mais construtiva.

  • Moedas pressiona oposição a ser mais colaborante

    Mesmo não tendo conseguido a maioria absoluta, Moedas sugeriu que entende que tem agora melhores condições de governabilidade — são oito, contra seis do PS, dois da CDU e um do Chega.

    “Os lisboetas não querem instabilidade. Querem estabilidade na pluralidade. E isso exige um esforço de diálogo. Exigirá muita responsabilidade”, sublinha Moedas, deixando um recado ao PS: a oposição também tem o dever de fazer parte da solução, coisa que, queixa-se, não fez durante quatro anos.

    “Temos de saber pôr Lisboa acima dos interesses partidários e das quezílias pessoais”, remata Carlos Moedas.

  • Carlos Moedas celebra vitória em Lisboa

    João Porfírio/Observador

  • Luís Montenegro deu os parabéns a Pedro Duarte, por quem tem "particular afeto e admiração"

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
    Luís Montenegro assinalou o “número muito significativo de sucessos e conquistas” nestas eleições autárquicas. No Porto, o primeiro-ministro aludiu às vitórias mas também às derrotas: “Não quero deixar de dar uma palavra aos lutadores com a nossa bandeira e causa e não obtiveram o resultado que ambicionavam”, referiu.

    Montenegro deu os parabéns a Pedro Duarte. “Como sabem eu tenho particular afeto e admiração pelo Pedro Duarte. Também foi uma decisão difícil para mim, a saída do governo para abraçar a que é claramente a função para a qual ele sempre quis e ambicionou caminhar”, assinalou.

  • Moedas: "Os lisboetas foram claros. Disseram claramente que querem 'mais Moedas'."

    Discursa agora Carlos Moedas, o grande vencedor da corrida eleitoral a Lisboa. Grita-se “presidente” na sala.

    “Os lisboetas falaram. Decidiram continuar connosco mais quatro anos”, começa por dizer Carlos Moedas. “Os lisboetas são especiais. Viva Lisboa. Sempre disse que confiava na lucidez dos lisboetas. Lisboa mostrou mais uma vez: Lisboa é dos lisboetas.”

    “Amamos Lisboa e estamos juntos neste projeto para construir uma Lisboa cada vez melhor”, continua o presidente da Câmara Municipal Lisboa, depois de elogiar todos os intervenientes. “Temos muito trabalhar para fazer. Mas acreditem: valerá a pena.”

    “Os lisboetas foram claros. Tivemos mais 30 mil votos do que há quatro anos. É absolutamente extraordinária. Disseram claramente que querem ‘mais Moedas’.”

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