Momentos-chave
- PJ, PSP e GPIAAF regressam à Calçada da Glória para realizar novas perícias
- Gouveia e Melo diz que flotilha não pode ser atacada e pode criar "incidente internacional de propósito"
- Elevador da Glória. Moedas é "tão culpado como os presidentes anteriores", diz Gouveia e Melo
- Gouveia e Melo sobre Defesa: "Não vejo necessidade de investimentos que são oxigénio para indústria militar"
- Gouveia e Melo: "O Presidente não é opositor ao Governo"
- Gouveia e Melo sobre segurança: "Habituei-me a decidir com base em dados e não em perceções"
- Revisão constitucional "não é importante nem é urgente"
- Gouveia e Melo diz que geringonça foi "democracia a funcionar" e daria posse à coligação mais estável
- "Este país está imobilizado", diz Gouveia e Melo
- Dissolução por "falsa promessa"? "Tenho constitucionalistas que me apoiam, nenhum me deu alerta"
- Gouveia e Melo almoçou com Ventura para "esclarecer posições". "Chegámos à conclusão de que não tínhamos interceções"
- Isaltino e Rio? "Nenhuma dessas pessoas tem influência suficiente sobre mim"
- Ventura? "Não percebi bem porque é que ele entrou nestas presidenciais. Não estou nada preocupado"
- Gouveia e Melo diz que imprensa criou "bicho papão" sobre opiniões suas. Investimento de 5% na Defesa é "desnecessário"
- "Não rejeito nenhum voto, nem de extrema-direita nem de extrema-esquerda"
- Gouveia e Melo é "como a maior parte dos portugueses": já votou PS e PSD
- Gouveia e Melo: outros candidatos têm "dependência muito grande dos partidos, vai criar problemas no futuro"
- Gouveia e Melo ao ataque: "Estas presidenciais parecem uma segunda volta das legislativas"
- IL quer descida do IVA da construção e redução da despesa pública
- Complemento para idosos, fim das portagens e descida do IRS: as exigências de Ventura para o Orçamento de Estado
- Hugo Soares diz que presença de Ventura em manifestação é "vergonha": "Fugiu de mansinho para provocar imigrantes"
- O momento em que Ventura esteve cara-a-cara com os manifestantes à porta da Assembleia da República
- Isabel Moreira fala em "provocação" do Chega ao aparecer em manifestação. "Têm todo o direito a manifestar-se"
- Ventura para os manifestantes: “Isto não é um país de burcas. Não nos deixaremos silenciar"
- Já nasceram 50 bebés em ambulâncias e na via pública este ano, mais do que nos anos anteriores
- Ana Paula Martins garante que não se demite e cita Mário Soares: "Só é vencido quem desiste de lutar"
- Governo vai lançar concurso para construção do Centro Materno-Infantil de Setúbal em 2026. Obras podem demorar até 3 anos
- Governo vai criar a curto prazo urgência regional de obstetrícia na Península de Setúbal
- Ministra diz que seriam necessários 30 médicos para abrir em plenos urgências obstétricas de Almada e Setúbal
- Ministra afasta relação entre morte de dois bebés e as falhas nas urgência da margem sul
- Afinal, só entraram dois obstetras no Garcia de Orta. Outros três médicos desistiram "porque lhes pagaram mais"
- Ministra diz que há menos encerramentos de urgências este ano
- Helicópteros do INEM. Ministra garante que "ninguém ficou por transportar"
- Nova troca de palavras entre ministra e o PS. "Comparou-me a um médico inexperiente, é uma comparação infeliz", diz Ana Paula Martins
- Mortes na greve do INEM. "Responsabilidade política é dar [aos trabalhadores] condições para cumprirem a sua missão e é isso que vou fazer"
- INEM. Relatórios estão "completos" e não relacionam mortes com falta de socorro, diz ministra
- Greve no INEM. Ana Paula Martins diz que Ministério já tem melhor "circulação" em relação aos pré-avisos
- "O INEM que encontrámos era um INEM com muita falta de recursos humanos", diz ministra
- Ministra volta a atirar ao PS: "há duas maneiras de governar: há quem navegue à vista e quem identifique os problemas e tome decisões"
- Ministra lembra que cirurgias adicionais na Dermatologia estão limitadas a casos oncológicos ou muito prioritários
- Ministra da Saúde: "Tenho muitas críticas e sempre resisti a elas"
- "Nunca afastei ninguém por culpar ninguém de coisa nenhuma”, garante ministra da Saúde. PS contesta
- PS acusa ministra de "lamentar" tudo. Ana Paula Martins critica deputada: "diz mais sobre si do que sobre mim"
- Unidade de combate à fraude vai fiscalizar áreas do medicamento, recursos humanos e convenções
- "A responsabilidade política é resolver os problemas", responde ministra ao Chega
- Ministra diz que atual sistema de acesso a cirurgias tem de ser melhorado. Novo sistema estreia-se na próxima semana
- Cirurgias adicionais. Ministra da Saúde garante que nunca detetou "situação anómala" no Santa Maria enquanto foi presidente
- Ministra da Saúde admite que é possível "um médico trabalhar tanto" e conseguir ganhar 400 mil euros em dez dias
Histórico de atualizações
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PJ, PSP e GPIAAF regressam à Calçada da Glória para realizar novas perícias
Vários elementos da PJ, da PSP, do GPIAAF e mesmo da Carris regressaram ao local onde, há precisamente duas semanas, 16 pessoas morreram na sequência do descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa. De acordo com a SIC Notícias, as autoridades responsáveis voltaram a realizar novas perícias na Calçada da Glória e chegaram a recolher um cabo que se encontrava no sistema.
Trata-se de um “procedimento normal”, de acordo com as forças de segurança e faz parte do processo de investigação ao acidente, não indicando que haja novos dados sobre o sucedido no dia 3 de setembro. As análises que estão a ser feitas sobre o acidente serão compiladas num relatório elaborado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF), cujos primeiros resultados só devem ser conhecidos em outubro.
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Gouveia e Melo diz que flotilha não pode ser atacada e pode criar "incidente internacional de propósito"
Sobre a forma como tratou os seus militares no Navio Mondego, diz que foi “uma mensagem para toda a Marinha” porque a insubordinação foi “grave”: “Não podia ignorar aquilo. Os insubordinados fizeram uma fuga para a frente e divulgaram o problema”, ataca.
Diz ter lidado com as “dificuldades naturais” com a decisão do Supremo Tribunal Administrativo, que considerou as sanções impostas ilícitas.
Numa ronda de respostas rápidas, diz que gosta de decidir sozinho mas também ouvindo conselheiros e que a polícia não precisa de um novo ramo para a ciberdefesa. Também diz que só se deve restringir direitos quando é “verdadeiramente essencial” para uma missão de “relevância gigantesca”.
Acrescenta que uma embarcação de bandeira portuguesa não deve ser atacada, mas que pode “criar um incidente internacional de propósito”, sobre a flotilha para Gaza. Concorda com o reconhecimento do Estado da Palestina.
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Elevador da Glória. Moedas é "tão culpado como os presidentes anteriores", diz Gouveia e Melo
Gouveia e Melo fala da sua proposta para uma nova reserva dos militares que saem ao fim de seis anos, mas podem assim voltar a ser chamados em caso de necessidade.
Sobre o elevador da Glória, diz que o problema era “sistémico, tinha 40 ou 50 anos” — “é tão culpado este presidente como os anteriores”. O risco nunca foi mitigado porque o Estado tem uma “cultura de impreparação, falta de planeamento e responsabilização”.
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Gouveia e Melo sobre Defesa: "Não vejo necessidade de investimentos que são oxigénio para indústria militar"
Gouveia e Melo diz que neste momento a ameaça militar é no continente, a leste da Europa, mas que Portugal tem um posicionamento atlântico que obriga a investir dessa perspetiva. “É um equilíbrio fino”, defende. “Temos de cooperar mas temos uma área de que temos de tomar conta”.
“Se o nosso papel for irrelevante na nossa área de interesse, passamos a ser irrelevantes na discussão internacional”.
O almirante insiste que a NATO tem uma capacidade “muito superior” à russa: “Não vejo nenhuma necessidade de investimentos que vão ser balão de oxigénio para indústria militar”, atira, falando dos 5% de investimento do PIB. Mas diz que esse aviso foi sobretudo “dissuasor” para a Rússia.
Como “não há um milagre da multiplicação”, os 5% implicariam cortes noutras áreas. O investimento deve ser feito de forma progressiva, avisa.
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Gouveia e Melo: "O Presidente não é opositor ao Governo"
Gouveia e Melo diz que Portugal deve crescer a um ritmo de 3% e que para isso precisa de imigrantes. Depois, acrescenta que Belém não serve para fazer oposição ao Governo. “O Presidente não é opositor ao Governo, por isso é que não deve vir de uma fação”.
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Gouveia e Melo sobre segurança: "Habituei-me a decidir com base em dados e não em perceções"
Gouveia e Melo diz, sobre a lei de estrangeiros, ter “a certeza absoluta” de que Governo e AR conseguem fazer uma lei que passe no Tribunal Constitucional, para “parar com a política das portas escancaradas”. Já a lei da nacionalidade é “secundária”. “Vendemos a nacionalidade e achamos bem, mas quem trabalha e participa na comunidade… já temos grandes problemas”, critica.
Diz que é importante a forma como se recebe os imigrantes e como a entrada é controlada. “Não devemos trazer gente que tem de cultura de tal maneira diferenciada que é muito difícil integrar”, defende, dizendo que assim a sociedade ficará divida em “pequenos aglomerados”.
“Se não tivermos imigrantes podemos acabar sós, pobres e abandonados”. O almirante diz que há problemas de segurança “muito pontuais”, mas que não há dados sobre “problema gravíssimo”: “Há perceções. Habituei-me a decidir com base em dados e não em perceções”. Critica ainda uma “exploração mediática dos problemas da imigração”.
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Revisão constitucional "não é importante nem é urgente"
Gouveia e Melo diz que a Constituição tem “dois ou três artigos” que vêm da ideologia marxista (54 e 94, exemplifica) mas tirando isso “é bastante sólida e tem resistido ao tempo”. “Não deve ser mudada porque é a pedra fundamental da organização do Estado”.
As revisões são “melhorias sucessivas” e não implicam que seja “completamente revista”, alerta. Neste momento, não vê motivos de alteração — e vai buscar a matriz de Eisenhower: “Essa coisa não é importante nem é urgente”.
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Gouveia e Melo diz que geringonça foi "democracia a funcionar" e daria posse à coligação mais estável
Sobre o poder de nomeação do Governo, que tem de ter em conta os resultados eleitorais, e questionado sobre se daria posse a uma coligação de bloco central para evitar o Chega, diz que daria posse a “qualquer coligação” que assegurasse governabilidade.
Diz que agiria com “o maior bom senso” para encontrar a solução de maior estabilidade, não rejeitando dar posse a quem não foi o mais votado. A geringonça, argumenta, foi “a democracia a funcionar” para assegurar uma solução estável, que funcionou durante bastante tempo.
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"Este país está imobilizado", diz Gouveia e Melo
Gouveia e Melo volta a criticar a comunicação social porque diz que passou a ideia de que em 2023 teria aprovado o nome de Mário Centeno para ser primeiro-ministro. “Não sei de onde tirou isso, de mim não foi de certeza”, dispara, dizendo que não falou no nome específico de Centeno, mas na ideia de manter a maioria mesmo sem António Costa.
Os ciclos muito curtos estão a levar a que não seja possível fazer reformas estruturais, critica. “Este país está imobilizado”.
Confirma que também não dissolveria “obrigatoriamente” uma AR sem Orçamento de Estado aprovado. “O PR não é um notário do sistema, é um ator político”, diz, guardando assim essa margem de flexibilidade e análise política para cada “circunstância em concreto”. Tudo depende da situação nacional e internacional e dos resultados da eventual instabilidade política, diz, recusando “futurologia”.
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Dissolução por "falsa promessa"? "Tenho constitucionalistas que me apoiam, nenhum me deu alerta"
Continua a entrevista da SIC a Gouveia e Melo. Diz que a base da sua ideia de dissolver a AR se as promessas forem muito diferentes do que o Governo faz depois é entender que o sistema não pode ser “demagógico” e é preciso “equacionar até que ponto o eleitorado não votou numa falsa promessa”. Não dá exemplos porque não vê que isso “no passado tenha acontecido”, mas diz que a possibilidade existe. “Tenho constitucionalistas que me apoiam, nenhum me deu um sinal de alerta”. A crítica de ser um entendimento abusivo da Constituição tem “pés de barro”, argumenta.
Frisa que não é obrigatório que se dissolva a AR porque há um problema com o primeiro-ministro. “Eu sou pela estabilidade da governação”. O problema, argumenta, é que estamos em ciclos muito curtos de governação e vai até à primeira República para dizer que quer evitar essa instabilidade.
“O nosso sistema tem fragilidades e devemos ajudá-lo a evitar essas fragilidades”.
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Gouveia e Melo almoçou com Ventura para "esclarecer posições". "Chegámos à conclusão de que não tínhamos interceções"
Sobre o almoço em agosto com André Ventura, Gouveia e Melo recusa comentar “almoços privados” com “diversos atores”. Ainda assim, confirma que esteve nesse almoço e que o “grande objetivo” foi “esclarecer as posições mútuas”. “Chegámos à conclusão óbvia de que não tínhamos interceções”.
Frisa que também já se encontrou com gente do PSD, do PS e tenciona ter encontros mais à esquerda. “Para mim é importante todo o espectro político. Não vou queimar pontes”.
E diz que já jantou com Marques Mendes e isso não foi notícia, perguntando qual será a agenda dos outros candidatos. Sobre isto, diz que é “um princípio errado” pensar que foi sua iniciativa almoçar com Ventura, mas não quer falar mais sobre o tema. “Vamos ser adversários políticos. Essa candidatura a primeira coisa que fez foi atacar a minha. Não há nenhum acordo”.
Como não é de “enrolar” ninguém, explica que foi transparente sobre o tema e que o resultado desse almoço também fica assim claro. “Eu nã0 minto. Disse que almocei, não fingi, disse o que fui fazer. Para mim, os portugueses estão esclarecidos”.
Garante também que nunca lhe “passou pela cabeça” tentar travar uma candidatura de Ventura.
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Isaltino e Rio? "Nenhuma dessas pessoas tem influência suficiente sobre mim"
Gouveia e Melo diz que o que o distingue de Ventura é que não muda de ideias para agradar ninguém, e que rejeitou a hipótese de o Chega o apoiar. “Não reconheço em Rui Rio nenhum problema de seriedade”, acrescenta. “Haverá apoiantes que tiveram os seus problemas no passado mas estão inseridos na sociedade, como acontece no Chega”. E pergunta se têm de ter uma “pena perpétua”, numa aparente referência a Isaltino Morais.
“Nenhuma dessas pessoas tem influência suficiente sobre mim para mudar a minha trajetória”. Insiste: quem obedece a lógicas partidárias e depende delas é que está “mais condicionado”.
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Ventura? "Não percebi bem porque é que ele entrou nestas presidenciais. Não estou nada preocupado"
Sobre a entrada de André Ventura na corrida à Belém, diz que são “eleições livres” mas lembra que Ventura disse que tinha “muitas hesitações e queria era ser Governo”. “Não percebi bem porque é que ele entrou nestas presidenciais. Não estou preocupado porque não pertencemos ao mesmo espaço político”.
O seu é mais do “centro”, embora admita também ter votos de eleitores mais “frustrados”. “Não vou recusar nenhum voto de nenhum português”, insiste. “Não quero representar só uma fação de portugueses. Isso são os outros candidatos”.
Diz ter um leque muito diversificado de apoiantes e que não depende deles, em resposta às críticas de Ventura a Isaltino Morais ou Rui Rio. “Eu não sou um resultado dos meus apoiantes”, atira. “Sou resultante das minhas ideias”.
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Gouveia e Melo diz que imprensa criou "bicho papão" sobre opiniões suas. Investimento de 5% na Defesa é "desnecessário"
Gouveia e Melo diz que não está preocupado com a queda nas sondagens. “Há para todos os gostos e feitios”, frisa. “Quando houve uma que me pôs mais abaixo houve uma passado uns dias que me pôs sete pontos acima”, atira, falando em amostras pequenas.
Já aprendeu a resposta clássica dos políticos: “A sondagem importante é no dia 18 de janeiro”.
Diz também nunca ter sido “contraditório”, e frisa ter dito que se não houvesse efetivos suficientes nas Forças Armadas poderia ser preciso recorrer ao Serviço Militar Obrigatório, mas que preferia outra solução. Culpa a imprensa por ter criado um “bicho papão” sobre o tema. “Lancei o alerta face à situação internacional e os problemas que poderiam afetar o país”, justifica. “Na altura fui atacado e os 2% [do PIB na Defesa] nem estavam em cima da mesa. Hoje todo o país político aceita 5% e eu digo que não é necessário”.
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"Não rejeito nenhum voto, nem de extrema-direita nem de extrema-esquerda"
“Não rejeito nenhum voto nem de extrema direita nem de extrema esquerda, desde que sejam votos portugueses. São todos iguais. Será que não nos conseguimos unir?”, prossegue o almirante.
Dá o exemplo de duas equipas de futebol que dificilmente são arbitradas por um árbitro que é de uma delas. “A independência garante um sistema mais justo e mais equilibrado. Quem endireita o país é o Governo e a AR; o árbitro ajuda e de alguma forma verifica a governação. Tem de ser exigente com a governação, com a democracia e dar o exemplo”, define.
“O grande poder da presidência está no exemplo, na palavra e na motivação”.
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Gouveia e Melo é "como a maior parte dos portugueses": já votou PS e PSD
Gouveia e Melo diz que é como “a maior parte dos portugueses que votam ao centro”, já votou “muitas vezes” no PS e “outras vezes” no PSD porque está ao centro e “representa esses portugueses”.
Por isso não está “exatamente” nem com as ideias de um nem com o outro. Compara o espectro a dois lados da balança e diz que é preciso estar ao centro, tendo “equidistância de todo o espectro” e trazendo para a participação cívica todo esse espectro.
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Gouveia e Melo: outros candidatos têm "dependência muito grande dos partidos, vai criar problemas no futuro"
Gouveia e Melo diz que presidentes como Mário Soares eram “muito superiores ao seu espaço partidário” e tinham “muita independência” face aos partidos, pelo que conseguiram executar bem o papel de Presidente.
“As presidências não são homogéneas, vão mudando, como mudou a de Marcelo”, diz. Aponta que hoje em dia os concorrentes partidários “têm uma dependência muito grande para chegarem à Presidência do apoio partidário. E essa dependência vai criar problemas no futuro”.
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Ventura diz que está a começar "um caminho de responsabilidade" para o Orçamento do Estado
André Ventura mostra-se satisfeito com o caminho que o Orçamento do Estado está a tomar, e reitera o desejo de manter alguns dos “não negociáveis” do partido no plano do governo para 2026.
Ventura diz que está a começar “um caminho de responsabilidade” para o Orçamento do Estado
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PS, Livre, PCP e PAN repudiam ato "provocador" de Ventura em manifestação de imigrantes
Visita de André Ventura a manifestação de imigrantes à frente do Parlamento foi repudiada não só pelos manifestantes que o chamaram de racista, mas pelos partidos de esquerda, que condenam o político.
PS, Livre, PCP e PAN repudiam ato “provocador” de Ventura em manifestação de imigrantes