Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • As forças israelitas confirmaram o início de uma incursão terrestre na Cidade de Gaza, com a operação a já controlar 40% da cidade. A situação na região é considerada “fase crucial” pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. O ministro da Defesa disse que “Gaza está em chamas”, destacando-se a determinação em continuar a ofensiva até a missão estar concluída.
    • Um relatório da Comissão das Nações Unidas declarou que Israel está a cometer genocídio em Gaza. Este relatório alega que as ações israelitas na Faixa de Gaza mostram uma intenção clara de destruir os palestinianos, cumprindo os critérios de genocídio. Israel rejeita completamente o relatório, acusando os seus redatores de parciais e antissemitas.
    • O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que há uma “janela muito curta” para que um acordo de cessar-fogo possa ser alcançado entre Israel e o Hamas. As suas declarações foram feitas a caminho do Qatar, numa tentativa de reafirmar o apoio à segurança daquele país após ataques israelitas.
    • A comunidade internacional manifesta preocupações crescentes em torno dos conflitos em Gaza, com a Comissão Europeia a propor a suspensão parcial do acordo de associação com Israel, refletindo a pressão para que Telavive termine a sua ofensiva. A União Europeia considera que tal medida poderia ajudar a cessar a guerra em Gaza, embora algumas nações de Israel afirmem que estas ações beneficiam o Hamas.

  • Bom dia.

    Este artigo em direto fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar a nossa cobertura do conflito israelo-palestiniano neste novo liveblog.

    Mais de 100 mortos desde início do início a incursão à Cidade de Gaza

    Obrigado.

  • Japão não vai reconhecer o Estado da Palestina

    Tóquio não vai reconhecer, para já, o Estado palestiniano, noticiou o jornal Asahi, com base em fontes governamentais não identificadas, adianta a Reuters. O primeiro-ministro Shigeru Ishiba vai faltar à reunião sobre o tema durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas deste mês. O Japão alinha-se assim com o maior aliado de Israel, os Estados Unidos da América.

  • Milhares protestam em frente à casa de Netanyahu

    Milhares de israelitas protestaram nesta terça-feira à noite em frente à residência do primeiro-ministro de Israel, em Jerusalém, adianta o Times of Israel. Os manifestantes receiam pelo destino dos reféns, face à intensificação da operação militar terrestre do exército na Cidade de Gaza. Houve vários detidos.

  • Rei de Espanha denuncia "crise humanitária insuportável" em Gaza

    O rei de Espanha qualificou hoje como “crise humanitária insuportável” a situação em Gaza, sublinhando a “total devastação” do território e as “incontáveis vítimas”, após dois anos de ofensiva militar israelita em resposta ao “brutal ataque terrorista” do Hamas.

    Felipe VI, chefe de Estado de Espanha, falava no Cairo, no arranque de uma visita oficial ao Egito, acompanhado pela rainha Letizia, que acontece, sublinhou, “num momento convulso e trágico na região” do Médio Oriente.

    “Partilhamos um desejo que apoiamos com convicção, de convivência pacífica, diálogo e reconciliação no Médio Oriente que permita finalmente um contexto de estabilidade para o desenvolvimento dos povos com dignidade e justiça. Por enquanto, parece uma utopia, mas deve ser possível e todos devemos contribuir para que assim seja”, afirmou, num encontro com cerca de 300 pessoas da comunidade espanhola no Cairo.

    O rei de Espanha considerou que “o último episódio deste conflito”, desencadeado por um “brutal ataque terrorista” do grupo islamita radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023, “estendeu demasiado a sua sombra”, ao “provocar uma resposta com incontáveis vítimas, que degenerou numa crise humanitária insuportável, o sofrimento indizível de centenas de milhares de inocentes e na total devastação de Gaza”.

  • Netanyahu defende que ataque ao Hamas no Qatar foi “totalmente justificado”

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje que o ataque que ordenou contra dirigentes do Hamas no Qatar foi “totalmente justificado”, pois este país mediador do conflito “acolhe” e “financia” o movimento islamita em Gaza.

    “Se o Qatar quisesse, poderia facilmente ter exercido uma pressão muito maior, e isso ter-nos-ia ajudado a libertar todos os nossos reféns (na posse do Hamas em Gaza) nos primeiros meses da guerra”, disse Netanyahu numa conferência de imprensa em Jerusalém, acerca da conduta do país árabe no conflito no enclave palestiniano.

    “O Qatar está ligado ao Hamas, acolhe o Hamas e financia o Hamas. Tem alavancas poderosas [que poderia usar], mas optou por não as usar. (…) Portanto, a nossa ação foi inteiramente justificada”, acrescentou Netanyahu, a propósito do ataque de 09 de setembro em Doha, num país que tal como Israel é aliado dos Estados Unidos.

    Netanyahu insistiu que a decisão de atacar os membros do Hamas no Qatar foi inteiramente de Israel.

  • "Ficarei encantado por receber o primeiro-ministro Netanyahu se ele assim o pedir", diz Guterres

    Basta pedir. O secretário-geral da ONU diz que se pode encontrar com o primeiro-ministro de Israel na próxima semana, se Benjamin Netanyahu assim o solicitar.

    “Ficarei encantado por receber o primeiro-ministro [Benjamin] Netanyahu se ele assim o pedir, tal como farei com qualquer outro membro e chefe de Estado”, assegurou António Guterres em conferência de imprensa hoje em Nova Iorque.

    O chefe da ONU referiu também que, apesar de não ter poder legal para descrever o que se passa em Gaza como genocídio, o que está a acontecer é horrendo e intolerável.

    “O facto de eu não ter competências para determinar juridicamente a situação de genocídio não significa que eu não considere que o que está a acotecer em Gaza (…) é horrendo”, sublinhou.

    “Independentemente dos nomes que são dados, a verdade é que isto é algo moral, política e legalmente intolerável”, frisou.

  • Dezenas manifestam-se em Lisboa pelo “fim do genocídio em Gaza”

    Quase uma centena de manifestantes estão hoje, no Largo de Camões, em Lisboa, a pedir “o fim do Genocídio em Gaza” e o reconhecimento do Estado da Palestina, bem como uma maior intervenção do Estado português.

    “Todos pela Palestina – Fim ao Genocídio! Fim à Ocupação! é o lema da manifestação organizada pela CGTP-IN, pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente e Conselho Português para a Paz e Cooperação.

    O protesto conta com a presença do secretário-geral da confederação sindical, Tiago Oliveira, e do atual candidato Presidência da República, apoiado pelo PCP, António Filipe.

    A manifestação decorre precisamente no dia em que um relatório das Nações Unidas reconhece o genocídio na Faixa de Gaza.

    Os investigadores da ONU anunciaram que Israel está a cometer um genocídio na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, com a “intenção de destruir os palestinianos” presentes no território.

  • PS e Livre condenam ataque contra navio português na flotilha para Gaza

    PS e Livre condenaram hoje no parlamento “o ataque” contra um navio de bandeira portuguesa que integra a flotilha que pretende levar ajuda humanitária a Gaza, enquanto a direita quer ver esclarecidas as circunstâncias do incidente.

    A discussão, no âmbito da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, surgiu na sequência de um voto de condenação, da iniciativa do Livre, sobre “o ataque” contra o navio “Família Madeira”, que integra a Flotilha Global Sumud, “afirmando a solidariedade [da Assembleia da República] com todas as pessoas envolvidas na missão humanitária em curso”.

  • Israel parece “determinado a ir até ao fim” em Gaza, diz Guterres

    Israel parece “determinado a levar a guerra em Gaza até ao fim”, lamentou hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, avaliando a situação no enclave palestiniano como “horrenda”.

    “Neste ponto, parece que Israel está determinado a ir até ao fim e não está aberto a negociações sérias para um cessar-fogo”, disse Guterres, numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

    O líder da ONU denunciou estar em marcha na Faixa de Gaza uma situação “horrenda”, que é “moral, política e legalmente intolerável”.

  • Guterres não dá conselhos a Portugal sobre reconhecimento do Estado da Palestina

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, escusou-se hoje a responder se espera que Portugal reconheça o Estado da Palestina na próxima semana, indicando que “não dará conselhos” ao seu próprio país, quando questionado pela agência Lusa, em Nova Iorque.

    O líder das Nações Unidas observou, no entanto, que viu hoje afirmações do ministro dos Negócios Estrangeiros português, nas quais Paulo Rangel afirmou que “não vê nenhum obstáculo a esse reconhecimento”.

  • "Suspender acordos comerciais seria um sinal claro de que a União Europeia exige o fim desta guerra", diz Kallas

    A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, afirmou esta terça-feira que a ofensiva terrestre israelita em Gaza irá piorar a situação no enclave e, por isso, a melhor forma do bloco comunitário exigir o fim da guerra seria a suspensão de acordos comerciais com Telavive.

    Através da rede social X, a chefe da diplomacia europeia garantiu que esta ofensiva do Governo israelita irá provocar “mais mortes, mais destruição e mais deslocamentos”.

    Kallas confirmou, também, que a Comissão Europeia irá apresentar medidas para que Israel acabe com o conflito. “Suspender acordos comerciais e impor sanções a ministros extremistas e colonos violentos seria um sinal claro de que a UE exige o fim desta guerra”, sublinhou.

  • Israel diz ter intercetado míssil vindo do Iémen

    As IDF disseram terem intercetado um míssil vindo do Iémen esta terça-feira, numa mensagem enviada no canal de Telegram.

    As sirenes de ataque aéreo soaram em vários pontos do território israelita, disseram.

  • A bordo da flotilha, Mariana Mortágua, Ada Colau e Rima Hassan celebram relatório da ONU mas avisam que é "insuficiente"

    A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, juntamente com a ex-autarca de Barcelona, Ada Colau, e a eurodeputada francesa Rima Hassan, saudaram, em nome dos tripulantes do barco Family da flotilha para Gaza, o relatório da ONU que diz que Israel está a cometer genocídio em Gaza.

    Num vídeo publicado nas redes sociais, Mortágua começou por dizer, porém, que a decisão não é “nada que os movimentos sociais no mundo não soubessem”, nem “que não tenhamos assistido na televisão em direto”.

    “Nós, desde o Family, celebramos este comunicado, mas também mostramos a nossa surpresa e indignação pelos tantos países que, tendo cidadãos e cidadãs nesta flotilha, não se adicionaram neste momento a este comunicado”, acrescentou ainda Ada Colau.

    “Porém, este comunicado é insuficiente. A questão central que motiva a nossa ação e a nossa frota é o genocídio em Gaza. Todas as nações comprometidas com o direito internacional devem agir agora para garantir a nossa proteção e acabar com a impunidade de Israel”, rematou Rima Hassan.

  • UNICEF avança que mais de 10 mil crianças em Gaza sofrem de subnutrição aguda

    Mais de 10 mil crianças necessitam de tratamento para subnutrição aguda na cidade de Gaza, onde o exército israelita lançou hoje uma grande ofensiva terrestre, avançou hoje a UNICEF, avisando que a situação ainda vai agravar-se.

    “A deslocação forçada em massa de famílias da cidade de Gaza representa uma ameaça mortal para os mais vulneráveis”, disse, a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Tess Ingram, numa conferência de imprensa hoje realizada em Genebra, Suíça.

    Segundo esta responsável, embora a situação já seja muito grave, a tendência será agravar-se.

    “Estima-se que 26.000 crianças na Faixa de Gaza necessitem atualmente de tratamento para a subnutrição aguda, incluindo mais de 10.000 só na cidade de Gaza”, alertou.

    No mês passado, explicou, mais de uma em cada oito crianças examinadas na Faixa de Gaza sofria de subnutrição aguda, “o nível mais elevado alguma vez registado”, sendo que, na cidade de Gaza, o número era de uma em cada cinco.

    Os centros de alimentação em Gaza “foram forçados a fechar esta semana devido às ordens de evacuação e à escalada militar”, referiu a porta-voz da agência da ONU.

    “É desumano esperar que quase meio milhão de crianças, feridas e traumatizadas por mais de 700 dias de conflito incessante, fujam de uma visão do inferno para outra”, criticou a porta-voz da UNICEF.

    Segundo um responsável militar israelita, cerca de 40% dos residentes da cidade de Gaza e arredores, estimados em um milhão pela ONU, já abandonaram a cidade, sendo que a UNICEF garante que, desde 1 de agosto, fugiram 150 mil pessoas.

  • "Quando votarem sobre isso, veremos o que acontece", disse Trump sobre relatório da ONU

    Questionado pelos jornalistas à porta da Casa Branca sobre o relatório independente apresentado esta terça-feira pelas Nações Unidas, Donald Trump adiou uma reação para uma eventual votação,

    “Quando votarem sobre isso, veremos o que acontece”, acrescentou.

  • Palestina acolhe com satisfação relatório que "provou inequivocamente" que Israel cometeu genocídio

    O ministério dos Negócios Estrangeiros da Palestina acolheu “com satisfação” o relatório das Nações Unidas lançado esta terça-feira que afirma que Israel está a cometer genocídio em Gaza, num comunicado partilhado na rede social X.

    Este relatório, sublinharam ainda, “provou inequivocamente que Israel, a potência ocupante ilegítima, cometeu o crime de genocídio contra o nosso povo na Faixa de Gaza, através de uma política deliberada e generalizada que visa a destruição sistemática do povo palestiniano”.

    “O Estado da Palestina apela à comunidade internacional para que assuma sem demora as suas responsabilidades históricas, tome medidas práticas e decisivas para pôr fim ao genocídio em curso, forneça proteção internacional ao povo palestiniano, cesse todas as formas de apoio militar e político a Israel, a potência ocupante ilegal, e imponha sanções à potência ocupante”, acrescentou o Ministério.

    “O silêncio internacional continuado perante estes crimes horríveis torna-o cúmplice, representando uma séria ameaça à paz e segurança internacionais”, sublinhou ainda.

  • MNE israelita acusa União Europeia de "empoderar o Hamas" ao avançar com sanções económicas contra Telavive

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, acusou a União Europeia de “empoderar o Hamas” ao avançar com sanções económicas contra o país.

    Numa carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Sa’ar considerou que a proposta “sem precedentes” é “uma tentativa clara de prejudicar Israel enquanto este enfrenta uma guerra imposta pelo ataque terrorista de 7 de outubro”.

    O MNE israelita afirmou, segundo o Haaretz, que a decisão da UE de suspender os acordos comerciais com Israel beneficia o Hamas, “uma organização terrorista responsável por crimes hediondos”, e fragiliza um parceiro de longa data da União.

    Segundo Sa’ar, a guerra teria terminado “há muito tempo” se o Hamas tivesse libertado os reféns.

  • Trump afirma que "não sabe muito" sobre o ataque de Israel a Gaza e alerta Hamas para não usar reféns como escudo humano

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que “não sabe muito” sobre o ataque terrestre lançado por Israel na Cidade de Gaza, noticia a Al Jazeera.

    O líder da Casa Branca disse, ainda, aos jornalistas que o Hamas “pagará um preço altíssimo” se usar os reféns como escudos humanos.

  • Número de mortos volta a subir na Faixa de Gaza. Ataques israelitas mataram 78 pessoas hoje

    O número de vítimas mortais dos ataques israelitas na Faixa de Gaza continua a subir. Segundo fontes médicas, citadas pela Al Jazeera, 78 palestinianos foram mortos esta terça-feira.

    Desse número, 68 pessoas foram mortas na ofensiva terrestre em Gaza, que começou na passada madrugada. Outras três pessoas morreram à fome.

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