Momentos-chave
- Pedro Duarte promete ser "líder de que Porto e norte precisam". "Não somos menos do que os de Lisboa"
- Montenegro pede maioria absoluta para Moedas
- "É a escolha de uma geração. Entre a moderação e o caos", diz Moedas, pedindo maioria reforçada nas próximas eleições
- Ventura vai questionar Governo por escrito sobre fuga de migrantes marroquinos
- Moedas: "Estou confiante de que estaremos mais quatro anos juntos. Confio na lucidez dos lisboetas"
- Carneiro diz que foi informado de decisão de Pedro Nuno suspender mandato de deputado
- "Metroburro." Chega leva burro para faixa do Metrobus: "Não gastámos um euro dos contribuintes com esta brincadeira"
- Carneiro diz que Governo cumpriu exigências e abre porta à viabilização. PS vai contribuir para a "estabilidade política"
- Mascarenhas: Troca de acusações entre Moedas e Leitão é "para confundir as pessoas"
- CDU e PS denunciam à CNE arraial em Coimbra no último dia de campanha
- Pedro Nuno suspende mandato antes da votação do Orçamento do Estado para 2026
- Pedro Santos Frazão faz queixa contra cartazes de Isaltino em sinais de trânsito
- Medina faz tour a Leitão pelo bairro da Boavista e ajuda no tiro a Moedas: "Uma CML liderada pela Alexandra terá menos tiktok e mais obras"
- André Ventura espera "excelente resultado" no Porto, sem quantificar
- Ventura antecipa questões no OE que podem "não indiciar um bom sentido": "Chega é completamente contra subida do ISP"
- Rui Moreira manda recado a "populistas reconvertidos" e farpa a vice: "Não apoio pública nem intimamente ninguém"
- Leitão vê "algumas medidas eleitoralistas" no Orçamento. Medina avisa que "é essencial manter sustentabilidade das finanças públicas"
- Ventura diz que historial orçamentos é mau mas “pode ser que Montenegro tenha acertado”
- Tavares pede a PS para que trabalhe na especialidade mesmo com abstenção na generalidade
- Pizarro diz que Pedro Duarte está “desesperado” e “aflito” e garante que construção de mesquitas não está no programa
- Pedro Duarte desconfia que Pizarro vai recuperar projeto para construção de mesquitas no Porto. "Se calhar querem esconder esse programa"
- José Luís Carneiro considera "positiva" a orientação de "Trump para encontrar uma saída pacífica" no conflito em Gaza
- José Luís Carneiro, ao lado de Manuel Pizarro, "confiante" na vitória no Porto e em Lisboa: "É um objetivo político fundamental"
- Raimundo critica gestão "desgraçada" de Moedas e PSD em Lisboa
- José Luís Carneiro e André Ventura andarão pelo norte
- Montenegro apenas com agenda noturna no dia de entrega de OE
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Arquivamos este liveblog que acompanhou o décimo dia de campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro.
Pode seguir a nossa cobertura sobre o último dia de campanha nesta nova ligação.
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Liberal Rui Rocha acusa Hugo Soares (PSD) de querer "controlar Braga"
“Braga não é de Hugo Soares e nós vamos derrotar todos aqueles que querem controlar Braga através do aparelho do PSD”, prometeu Rui Rocha. “Bracarenses desejam mudança e desejam um novo ciclo”, diz.
Liberal Rui Rocha acusa Hugo Soares (PSD) de querer “controlar Braga”
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Pedro Duarte promete ser "líder de que Porto e norte precisam". "Não somos menos do que os de Lisboa"
O mandatário de Pedro Duarte, Alberto Machado, começa a falar num comício em Paranhos dizendo que BE, Livre e CDU “desistiram da cidade e escolheram figuras de terceira linha” e o Chega “escolheu uma pessoa com responsabilidades na Assembleia Municipal e votou tudo a favor; nos últimos dois meses parece que está tudo mal”. Filipe Araújo tem uma candidatura “dita independente”, ataca, criticando o legado do vereador no Ambiente nos “jardins e limpeza urbana”. E o PS “não devia estar com brincadeiras” e apresenta “cromos repetidos”, como Pizarro, “repetente” na candidatura — e “muito pouco se conhece” do seu programa, ataca.
Por isso, Machado argumenta que Pedro Duarte tem um percurso profissional e político de “excelência”, que executa e é de confiança.
Já Pedro Duarte pede “ajuda e apoio” no domingo para “tornar a cidade melhor”, prometendo cuidar de todos os portuenses, mas olhando como prioridade para aqueles que mais precisam, para os bairros sociais que precisam de reabilitação, os espaços públicos, parques infantis. Volta a prometer ser “implacável” com quem “não souber respeitar o sossego e a tranquilidade dos outros”, apostando na segurança.
Garante que se sente preparado para ser “o líder de que o Porto e o norte precisam”, com uma “voz forte”. “Não somos menos do que os de Lisboa, o Porto não é menos Portugal do que aqueles que vivem na capital”. Além disso, candidata-se pelo “amor” à cidade dos “tripeiros”. “Ajudem a candidatura”, pede. “Se domingo tivermos uma grande vitória, como sei que vamos ter, vamos tornar esta cidade ainda melhor”.
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Montenegro pede maioria absoluta para Moedas
Intervém agora Luís Montenegro. O primeiro-ministro, que à entrada para este evento disse não ter qualquer dúvida sobre a reeleição de Carlos Moedas, começa por dizer que o que está em causa nesta eleição não é apenas Lisboa.
“Esta candidatura é obviamente para gerir o território de Lisboa. Mas não como dizê-lo de outra maneira: Lisboa é diferente, é especial. É a capital. Isso implica ter à frente da Câmara alguém que se projeta para lá da importantíssima tarefa que é gerir Lisboa. Uma Lisboa de excelência é bom para o país, para Europa e para o Mundo. [Carlos Moedas] é um autarca de excelência.”
“Moedas mostrou competência e sensibilidade social. É alguém que veio de baixo e que alcançou o estatuto que tem por ter trabalhado muito. Precisamos dessa referência por mais quatro anos.”
Montenegro falou depois das medidas previstas pelo Governo em matéria de Habitação, Segurança e Imigração, garantindo que há um total alinhamento entre as prioridades do Governo e de Carlos Moedas.
“Neste final de campanha, vale a pena que os lisboetas pensem que parcerias entre a Câmara da Lisboa e o Governo podem produzir melhores resultados”, sugeriu Luís Montenegro, antes de voltar a elogiar o autarca. “Carlos Moedas, Portugal está de olho em ti. Lisboa é farol de inspiração”, atira o primeiro-ministro.
“Lisboa não pode desperdiçar a oportunidade de continuar a inspirar Portugal. Lisboa precisa de ti. Portugal precisa de ti na Câmara Municipal”, diz Montenegro.
Mesmo a terminar, o primeiro-ministro introduz a grande novidade da noite (e da campanha de Moedas) e pede claramente a “maioria absoluta” para Carlos Moedas.
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"É a escolha de uma geração. Entre a moderação e o caos", diz Moedas, pedindo maioria reforçada nas próximas eleições
“O próximo domingo não se trata só de mais umas eleições. Vamos estar a fazer a escolha de uma vida e de uma geração”, continua Carlos Moedas. “O próximo domingo decidirá se queremos moderação ou radicalismo em Lisboa.”
“Esta é a escolha: entre avançar ou voltar atrás; entre a moderação ou o caos; entre quem tem trabalho feito e quem nunca fez nada. Esta escolha está agora nas mãos dos lisboetas. Por isso, não fiquem em casa no domingo. O que vos peço é mais um voto. Foram quatro anos em que fizemos muito em minoria. Se não querem voltar ao passado, só há um voto que conta: é em nós. Se os lisboetas confiarem em nós e nos derem melhores condições para governar, garanto-vos: faremos muito, muito mais”, remata Carlos Moedas.
Minutos antes, o social-democrata tinha voltado a acusar Alexandra Leitão e os aliados de esquerda de se moverem pelo “ódio” e de ter como único projeto o “caos” e o “radicalismo” para a cidade. “Vamos ter mais Moedas, mais Lisboa”, despede-se o candidato do PSD.
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Ventura vai questionar Governo por escrito sobre fuga de migrantes marroquinos
O presidente do Chega, André Ventura, anunciou hoje que vai questionar o Governo sobre os 19 migrantes marroquinos que abandonaram a Pousada de Juventude de São Pedro do Sul, onde tinham sido colocados à guarda da Segurança Social.
“Ainda hoje vamos questionar o Governo por escrito sobre isto, sobre o que aconteceu, sobre a falta de controle que se verificou”, anunciou o líder do Chega em Vila Real, onde acompanhou o candidato do partido à presidência da câmara, Alberto Moura, numa arruada.
Em causa está a notícia avançada pela SIC de que 19 dos 22 migrantes que estavam alojados na Pousada da Juventude de São Pedro do Sul – depois de terem estado retidos durante 60 dias em centros de acolhimento temporário – deixaram o local na quarta-feira à noite e encontram-se em parte incerta.
O Chega quer saber o que falhou, onde estavam instaladas estas pessoas, e defendeu que “o Governo tem que perceber quando é demais e tem que fazer alguma coisa para evitar que situações destas se repitam”.
“Nós tínhamos razão quando dissemos que estas pessoas não podiam nem deviam sair da situação em que estavam, que era detidas”, sustentou o líder, atribuindo a responsabilidade ao Governo.
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Moedas: "Estou confiante de que estaremos mais quatro anos juntos. Confio na lucidez dos lisboetas"
Arranca agora o último grande comício da campanha de Carlos Moedas, com a presença de Luís Montenegro. Casa cheia no Técnico Innovation Center para receber os dois. O primeiro a discursar é o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
O social-democrata começa agradecer a todos, em especial a Luís Montenegro. “Tem sido uma jornada extraordinária. Dei tudo o que tinha. Dei alma e coração”, diz Moedas, recordando o almoço dos dois que esteve na génese da candidatura do social-democrata há quatro anos.
“Têm sido quatro anos ao lado dos lisboetas. E estou confiante de que estaremos mais quatro anos juntos. Porque confio nos lisboetas. Confio na lucidez dos lisboetas. E não esqueço aquela noite de há quatro anos em que os lisboetas disseram não ao PS. Não ao socialismo”, atira o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
“Este PS de Lisboa disse sim ao Bloco de Esquerda. E estou certo que os Lisboetas não querem. Não querem voltar para trás e muito menos com mais radicalismo”, continua Moedas, assumindo que houve coisas que ficaram por fazer, mas responsabilizando os socialistas pelos bloqueios permanentes.
“Não se conseguem corrigir 14 anos em quatro anos e muito menos em minoria. Não tinha as condições necessárias para governar. Essa é a verdade. Porque o PS só quis bloquear”, acusa o social-democrata.
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Carneiro diz que foi informado de decisão de Pedro Nuno suspender mandato de deputado
O líder do PS disse hoje que o seu antecessor na liderança socialista, Pedro Nuno Santos, “já tinha manifestado há algum tempo” a intenção que agora anunciou de suspender o mandato de deputado, afirmando ter sido informado pelo próprio.
À margem de uma ação de campanha em Braga, uma visita à unidade da Casais que produz habitações modulares, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre o anúncio noticiado pela agência Lusa de que Pedro Nuno Santos vai suspender o mandato de deputado e já não estará no parlamento na votação do orçamento.
“Essa pergunta naturalmente terá que ser colocada ao Pedro Nuno, aos motivos pelos quais pediu a suspensão, algo que ele já tinha manifestado há algum tempo atrás, que tinha a intenção de o fazer”, começou por responder, numa curta declaração sobre o tema uma vez que queria focar-se no orçamento do Estado.
O secretário-geral do PS assegurou que foi informado por Pedro Nuno Santos desta decisão.
Sobre os motivos deste pedido de suspensão, Carneiro considerou ser preciso aguardar pelas explicações que Pedro Nuno Santos eventualmente dê aos jornalistas.
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"Metroburro." Chega leva burro para faixa do Metrobus: "Não gastámos um euro dos contribuintes com esta brincadeira"
O Chega do Porto levou um burro, com cartazes onde se lê “Metroburro”, para a faixa do Metrobus para mostrar que a obra é “farsa” que fez dos portuenses “palhaços”.
“O queremos provar é que é possível pôr alguma coisa a andar [no Metrobus] e está aqui um burro a andar, coisa que 80 milhões de euros não conseguiram pôr. E, portanto, acho que o circo foi montado na semana passada e os palhaços que tentaram que houvesse palhaços eram os portuenses”, atira Miguel Corte-Real, recusando que o partido perca a “autoridade moral” por trazer um animal para o Metrobus.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
E prossegue: “Não mandámos árvores do Porto abaixo. Não gastámos um euro dos contribuintes com esta brincadeira. Portanto, simulação e palhaçada foi o que o PSD fez, foi o que a Câmara Municipal permitiu. O que hoje estamos a fazer é uma brincadeira para mostrar que esta faixa é possível circular e que nós no Porto não somos burros.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Ao lado de Cristina Rodrigues, que em tempos foi deputada do PAN, Miguel Corte-Real assegurou que o burro está bem e é de uma “empresa responsável que garante que animais como este vivem com grande qualidade”.
Tal como já tinha dito, o candidato do Chega ao Porto pretende que se faça o “mínimo de intervenção possível para voltar a pôr os autocarros a andarem aqui”.
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João Ferreira acusa Leitão de ter recuperado medidas para a habitação que "não produziram uma única casa" em 14 anos
João Ferreira visitou esta tarde o terreno para o projeto de Programa de Arrendamento de Custo Acessível, no Alto do Restelo, onde lembrou que as políticas de habitação que o PS propõe para Lisboa “fracassaram”, durante os recentes 14 anos de governação socialista.
O candidato da CDU à Câmara de Lisboa acusa Moedas de ter posto este projeto, que previa a construção de 460 fogos habitacionais, “na gaveta”, depois de ter feito campanha com ele, em 2021. Contudo, prefere aproveitar a ocasião para atacar as propostas do PS para a habitação.
João Ferreira diz que no seu programa eleitoral a coligação de Alexandra Leitão “recupera” medidas que, durante os mandatos de Medina e Costa, “não produziram uma única casa”. “Não há, até este momento, uma avaliação crítica sobre porque é que eles fracassaram, há apenas uma insistência nos mesmos projetos.”
O vereador da CDU também comentou as medidas para a Habitação contempladas na proposta do Orçamento de Estado, entregue hoje pelo Governo. “Pensar que o problema da habitação e a dificuldade de acesso à habitação se resolve com descontos no IMI é estar a léguas das dificuldades sentidas pela esmagadora maioria das famílias deste país. Quem está a léguas da realidade e dos problemas nunca os poderá resolver.”
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Carneiro diz que Governo cumpriu exigências e abre porta à viabilização. PS vai contribuir para a "estabilidade política"
O secretário-geral socialista abriu hoje à porta à viabilização do Orçamento do Estado e defendeu que a proposta apresentada corresponde às exigências que foram colocadas ao primeiro-ministro, ressalvando que este não seria o documento que o PS apresentaria.
“O Governo correspondeu às exigências colocadas pelo Partido Socialista, nomeadamente em relação às questões laborais, ao Serviço Nacional de Saúde, à segurança social pública e ainda ao tratamento fora do orçamento das questões de natureza fiscal”, disse José Luís Carneiro aos jornalistas numa primeria reação à proposta do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) hoje entregue no parlamento pelo Governo.
O líder do PS assegurou que respeitará e honrará a palavra que deu aos portugueses de “contribuir para a estabilidade política” e anunciou que vai ouvir na próxima semana os órgãos do partido sobre o sentido de voto.
Carneiro admitiu aos jornalistas que a porta para a viabilização do documento está mais aberta, embora assinalando que este “não é” o orçamento do PS.
“Naturalmente que nós teríamos um orçamento diferente daquele que tem o Governo”, enfatizou.
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Mascarenhas: Troca de acusações entre Moedas e Leitão é "para confundir as pessoas"
Bruno Mascarenhas reconheceu esta manhã, na Graça, não estar surpreendido com a anúncio de medidas do OE durante a campanha, porque considera que é “habitual” o Governo fazer propaganda. “Não ia deixar de aproveitar para fazer propaganda antecipando, inclusivamente, a entrega do seu Orçamento de Estado”, atira o candidato do Chega a Lisboa.
“Nós já estamos preparados para isso. Acho que as pessoas, de alguma forma, irão distinguir. A realidade local é outra”, acrescenta.
Mascarenhas disse também que as trocas de acusações entre Moedas e Leitão (o primeiro disse que a segunda tinha “um projeto de ódio” contra si e contra a sociedade) é “um discurso estéril”. O deputado municipal afirma que os candidatos do PSD e do PS “são a mesma face da mesma moeda”.
Bruno Mascarenhas considera que as duas candidaturas são iguais e que a troca de ataques não passa de um “fait divers“. “No final do dia, eles têm um acordo para governar a cidade, nas freguesias. O processo do Tutti Frutti ainda está completamente presente na vida das pessoas. Acho que isso é propaganda, é uma forma de confundir as pessoas.”
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CDU e PS denunciam à CNE arraial em Coimbra no último dia de campanha
A concelhia socialista e a candidatura da CDU à Câmara de Coimbra acusaram hoje a coligação liderada pelo PSD, com maioria no município e na junta, de violar a lei ao promover um arraial para o último dia de campanha.
O “Coparias Coimbra — Arraial Popular”, iniciativa que pretende evocar o espírito da Feira da Golegã, foi anunciado na quarta-feira, numa conferência de imprensa que contou com a presença do presidente da Câmara e recandidato, José Manuel Silva, e do vice-presidente da União de Freguesias de Coimbra (UFC), Carlos Pinto, que é agora o candidato à liderança daquela autarquia.
O atual presidente da UFC, João Francisco Campos, repudiou à agência Lusa as acusações da CDU e PS, vincando que o evento estava programado “há muito tempo” e que não há qualquer apoio financeiro direto da junta ao evento, que é organizado pelo Coparias.
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Pedro Nuno suspende mandato antes da votação do Orçamento do Estado para 2026
O ex-líder do PS Pedro Nuno Santos vai suspender o mandato de deputado a partir de 24 de outubro, antes da discussão e votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2026, disse hoje o próprio à agência Lusa.
O pedido de suspensão do mandato de deputado de Pedro Nuno Santos tem a duração de 180 dias e e justificado com “motivo ponderoso de natureza pessoal e profissional”.
O antigo secretário-geral socialista suspenderá as suas funções a partir do próximo dia 24, não estando já no parlamento durante a discussão e votação do Orçamento do Estado na generalidade, que vai acontecer nos dias 27 e 28 de outubro.
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Pedro Santos Frazão faz queixa contra cartazes de Isaltino em sinais de trânsito
Pedro Santos Frazão, candidato do Chega a Oeiras, fez uma queixa na Comissão Nacional de Eleições (CNE) contra Isaltino Morais por “afixação de cartazes em sinais de trânsito”.
Na queixa, a que o Observador teve acesso, o também deputado e dirigente do Chega deu conta de que durante o período de campanha eleitoral foram afixados “120 cartazes com a imagem do candidato Isaltino Morais em plurais locais, nomeadamente em sinais de trânsito, placas indicativas e semáforos, bem como em postes de sinalização rodoviária, sem qualquer autorização legal para tal”.
Desta forma, Pedro Santos Frazão refere que esta “prática constitui utilização indevida de suporte público de sinalização de trânsito, o que coloca em risco a visibilidade dos sinais e interfere com a correta leitura da sinalização rodoviária, bem como desrespeita os regulamentos de propaganda eleitoral e de ocupação do espaço público”.
“Ainda que se tenha alegado publicamente que as propagandas foram colocadas de modo a não obstar à visualização do sinal, não me parece que este cuidado tenha sido observado consistentemente, dado o número elevado de cartazes e a natureza da instalação em pontos críticos (semáforos, sinais de trânsito). Em muitos casos a proximidade e posição dos cartazes interfere com a função dos sinais”, descreve o candidato do Chega.
Além disso, Frazão dá ainda conta de que os cartazes da “figura humana altamente realista” estão a ser confundidos com “pedidos de ajuda e pedidos de paragem do carro”.
Na queixa foram anexadas algumas fotografias do sucedido:
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Medina faz tour a Leitão pelo bairro da Boavista e ajuda no tiro a Moedas: "Uma CML liderada pela Alexandra terá menos tiktok e mais obras"
Se há terreno seguro para um presidente da CML socialista que saiu em mau estado das últimas eleições é o bairro da Boavista, em Benfica. “O Medina fez, o ‘Trocos’ é que ficou com os louros”, ouve o ex-autarca a dada altura no bairro.
Alexandra Leitão chamou o antigo presidente da Câmara do PS para o que resultou numa tour pelas obras que Medina promoveu no bairro, desde a nova igreja à nova escola básica. Ao lado de Ricardo Marques, o presidente da Junta de Benfica que a dada altura do circuito pelo bairro até pediu palmas para Medina: “A César o que é de César”.
A derrota de 2021 ainda está atravessada e nota-se no aviso que deixa ao PS: “Se há experiência que eu tenho da minha passagem autárquica é que todos os votos contam”. E deixa ainda um forte apelo ao voto, sobretudo ao voto útil: “Faço um apelo à concentração do voto na única solução política que pode terminar com aquilo que tem sido, o uma gestão da Câmara particularmente frágil e incapaz de dar respostas aos problemas da cidade”.
O tom de Medina sobe quando a questão é sobre a gestão de Moedas e a campanha que tem feito, em particular a radicalização que faz da coligação liderada pelo PS. “Sempre que vejo o atual Presidente da Câmara fazer essas afirmações, que aliás tem sido o seu grande lema de campanha desde o início, tenho um sentimento duplo, talvez o mais dominante seja a tristeza”.
“Carlos Moedas utiliza esse tipo de campanha pela simples razão de que ele não consegue fazer uma campanha sobre Lisboa, não consegue. Se vier aqui, a este bairro, o que é que foi lançado?”.
Para Medina, “quem está à frente da Câmara não te como destino nem vontade a boa gestão da Câmara nem a resolução dos problemas de Lisboa. Tinha sim o palco da política nacional, onde se sente, porventura acha que tem mais potencial”, atirou ainda ao seu antigo adversário que diz estar “a tentar fazer uma campanha polarizada entre a direita mais conservadora versus o perigo de uns novos radicais de esquerda a virem tomar a Câmara de Lisboa. Como todos percebemos não é nada disso que está em causa.”
Já sobre a candidata que tinha ao lado e que o acompanhou na volta pelo bairro municipal diz que “o que marcará a futura Câmara liderada pela Alexandra e pelo PS vai ter muito a ver com esta dimensão de proximidade aos problemas e de resposta efetiva aos problemas. Talvez muito menos tiktok e bastante mais obras em escolas”.
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André Ventura espera "excelente resultado" no Porto, sem quantificar
No Porto, ao lado de Miguel Corte-Real, André Ventura admitiu que espera um “excelente resultado” naquele que tem sido um concelho de difícil implantação para o Chega, mas não adianta números.
Ainda assim, considera que não terá uma surpresa na noite eleitoral porque já conhece o “valor” que o candidato tem, salientando que “isso nada tem a ver com moderado ou muito moderado”. “Isto é o que o Porto precisa, não é mais moderado nem mais radical”, sublinha, recordando o percurso como líder da bancada municipal, no Porto, quando era do PSD — há muito pouco tempo.
“O resultado que o Miguel Corte-Real fará, e tudo indica que fará um excelente resultado, é um sinal para o partido e é um sinal para a zona onde o partido está implantado. É um sinal do futuro. O Miguel não é só candidato ao Porto agora, fez e está a fazer um caminho do Chega no Porto, que ficará também marcado por esta campanha eleitoral”, explicou o líder do partido, que elogiou o candidato por estar a fazer “das melhores campanhas a nível nacional”.
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Ventura antecipa questões no OE que podem "não indiciar um bom sentido": "Chega é completamente contra subida do ISP"
André Ventura, antes de entrar para um almoço fechado à comunicação social no Porto, referiu que há “três aspetos” que preocupam o Chega e “podem não indiciar um bom sentido de Orçamento do Estado”.
O primeiro tem a ver com o ISP (Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos), com Ventura a afirmar que “não está ainda claro quais são os mecanismos em que se vai traduzir”, mas já certo de que “o Governo espera uma receita crescente dos impostos sobre os combustíveis”. “O Chega é completamente contra qualquer subida do valor dos impostos sobre os combustíveis”, sublinha, referindo que já o disse ao primeiro-ministro.
Relativamente a este tema, acrescenta mesmo que pode haver uma “manobra encapotada de aumentar os impostos sobre os combustíveis”, pelo que espera para ver, mas atira: “O Chega não tolerará, na Assembleia da República, nenhum aumento sobre os combustíveis.”
O presidente do Chega destaca também que ” espera-se um aumento exponencial da receita fiscal em vários milhares de milhões de euros” — apontando que este indicador vai no “meu sentido, tal como nos governos de António Costa”.
“Porque é que se está à espera de um aumento de receita? Só pode ser por uma de duas coisas: ouum aumento de crescimento económico muito significativo, que leva a que haja mais tributação; ou porque, a carga fiscal vai continuar a aumentar”, explica, frisando que o documento parece ir no sentido de “manter a mesma linha de pressão fiscal e de arrecadação fiscal” que o Chega critica.
No mesmo sentido, critica também o facto de o “Governo, ao contrário do que disse [ao Chega], mantém “o mesmo número de rendimentos mínimos a atribuir, em termos de valores”.
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Rui Moreira manda recado a "populistas reconvertidos" e farpa a vice: "Não apoio pública nem intimamente ninguém"
Rui Moreira está de saída e tem estado “atento aos últimos dias da campanha autárquica” no Porto, reconhece. Assim, usou uma publicação no seu Facebook para sinalizar as “despedidas de pessoas que deixam de saudades” mas também lançar uma série de farpas, incluindo numa referência ao seu vice e candidato à autarquia, Filipe Araújo.
Reconhecendo o “empenho e energia democrática” de quem está a fazer campanha, Moreira critica os “ataques gratuitos dos populistas reconvertidos” que se “multiplicam”, sem identificar quem são esses populistas. Mais clara parece a referência a Araújo, que nos últimos meses tem dito que sente “intimamente” o apoio do autarca. “Quero deixar claro, face a afirmações que têm sido divulgadas, que não apoio — nem pública nem intimamente — qualquer candidatura”.
O presidente da autarquia insurge-se contra as “apropriações indevidas” do trabalho que desenvolveu com o seu executivo e os serviços municipais ao longo de doze anos. E repete o argumento que tem dado para não assumir o apoio a nenhuma das candidaturas: “Não esqueço, e respeito, que pessoas que estiveram comigo nestes doze anos concorram em quatro candidaturas diferentes”.
O projeto que partilhavam está agora “concluído” e “chegou ao fim”, explica, disparando também contra o legado de Rui Rio: “O Porto cinzento que herdámos já não existe e, vejam lá, tivemos cultura com boas contas…”.
“Mantenho a minha posição de neutralidade e independência, como sempre defendi e pratiquei, apelando a todos os cidadãos que votem em quem mais acreditam para fazer do Porto uma cidade ainda melhor”, conclui.
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Leitão vê "algumas medidas eleitoralistas" no Orçamento. Medina avisa que "é essencial manter sustentabilidade das finanças públicas"
Alexandra Leitão esteve esta manhã em Campolide e no bairro da Boavista, em Benfica. No final das iniciativas falou aos jornalistas para apontar a um Orçamento do Estado com “algumas medidas que obviamente têm um objetivo eleitoralista”.
A candidata à Câmara de Lisboa pela coligação liderada pelo PS não quis ainda aprofundar sobre o conteúdo das propostas, mas avisa que vai querer “ perceber como é que estão as transferências para as autarquias”.
Ao seu lado estava Fernando Medina, ex-ministro das Finanças e ex-presidente da CML. que disse estar menos preocupado com o timing da apresentação do que com “o conteúdo das medidas, e se as medidas vão no sentido correto do ponto de vista do investimento, do ponto de vista do reforço do poder de compra das famílias, e se tudo isto é feito com equilíbrio, com ponderação e com garantia de sustentabilidade das nossas finanças públicas, que é essencial manter”, avisou.