Momentos-chave
- Mariana Leitão ao lado de Pedro Duarte a prever "vitória" e a garantir "total alinhamento" sobre tema da segurança
- Passos Coelho pede a eleitores em Sintra que não se distraiam com “coisas novas” que aparecem a “poucos dias” das autárquicas
- João Ferreira: "É evidente que há uma intenção do Governo de intervir para favorecer os partidos do governo na contenda eleitoral"
- Carneiro diz que é positivo entrega não coincidir com último dia de campanha
- Líder do Chega acusa Montenegro de antecipar entrega do OE para “desviar atenções”
- Pizarro não critica antecipação da entrega do Orçamento e espera que medida para abolição de portagens na CREP para pesados esteja incluída
- "Está pronto e por isso não era preciso estar a adiar". Montenegro rejeita antecipação do orçamento para desviar atenções do caso Spinumviva
- Carlos Moedas vê campanha a crescer e pisca o olho ao PS moderado
- Proposta de Orçamento do Estado para 2026 entregue amanhã ao meio dia
- Carneiro pede aos eleitores que acompanhem se promessas são cumpridas
- Montenegro falará "diretamente com Ministério Público" e espera que este órgão faça o mesmo
- PAN acusa Luís Montenegro de se vitimizar no caso Spinumviva
- "Dinâmica entre Carlos Moedas e o Governo não tem sido nada favorável à cidade", diz Rui Tavares em Lisboa
- Mortágua com Leitão em Lisboa. Palestina de lado, mas Spinumviva nem por isso
- Leitão: "Carlos Moedas está de cabeça perdida". "Deixá-lo ir", canta a socialista
- Morreu presidente e recandidato à junta de Santa Bárbara nos Açores
- Ministra da Saúde: situações como a do bebé que nasceu no chão de hospital "não podem deixar-nos descansados"
- João Ferreira: "Moedas reduziu quase à insignificância o peso político do presidente da Câmara de Lisboa"
- Ventura: "Continuamos a ter no país um primeiro-ministro que está sob suspeita"
- Mortágua diz que Spinumviva vai perseguir a credibilidade de Montenegro
- Tavares acusa Montenegro de não conseguir manter uma história certa do princípio ao fim
- Mariana Leitão pede serenidade e investigação sem interferências sobre Spinumviva
- Sintra. Cotrim Figueiredo apela ao voto em Marco Almeida
- Moedas visa Leitão e Mortágua. "O PS de Lisboa está dentro do Bloco de Esquerda"
- Hugo Soares: "Todos os portugueses se revoltam com campanhas sujas"
- Moedas sobre Spinumviva: "É para lá de lamentável. É uma vergonha"
- Rui Tavares acredita que Isaltino Morais "pode ser derrotado" em Oeiras
- Montenegro e Melo juntos em Santarém, Carneiro entre Coimbra e Bragança
Histórico de atualizações
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Viva, caro leitor!
É hora de encerrar este artigo em direto onde foi acompanhada toda a atualidade do antepenúltimo dia de campanha para as eleições autárquicas.
Com a corrida perto do fim, o nosso foco centra-se nas campanhas de vários partidos, que queimam os últimos cartuchos para angariar mais votos. Por isso, já abrimos este liveblog onde poderá acompanhar as novidades deste penúltimo dia de campanha.
Montenegro apenas com agenda noturna no dia de entrega de OE, Carneiro e Ventura a norte
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Mariana Leitão ao lado de Pedro Duarte a prever "vitória" e a garantir "total alinhamento" sobre tema da segurança
Quanto mais próxima fica a data das eleições, mais a campanha de Pedro Duarte, no Porto, parece crescer: esta tarde, eram dezenas as pessoas que se juntavam ao candidato — vindas de PSD, CDS e IL — para o verem encontrar-se com a líder dos liberais, Mariana Leitão, para percorrerem juntos algumas das ruas do centro histórico do Porto.
“Estamos numa coligação vencedora com propostas muito concretas para o Porto. Tenho a certeza de que vamos sair vitoriosos”, garantiu Leitão, sublinhando as propostas da IL que estão incluídas no programa, como a redução de impostos com devolução de dez milhões até ao fim do mandato, a baixa da derrama e a criação de 700 vagas em creches.
Questionada sobre a posição de Pedro Duarte quanto à segurança, a candidata assegurou que esta é uma “prioridade para todas as pessoas que vivem no Porto” e que é preciso ir “ao encontro” desta: “Estamos perfeitamente alinhados”, sobretudo em propostas que visam tirar a polícia das esquadras para a colocar nas ruas, fazendo com que as pessoas se sintam “seguras”.
“Para nós, a segurança é condição para haver liberdade”, completou Pedro Duarte, frisando depois, sobre a questão dos sem abrigo, que terá “tolerância zero” a essas situações por “uma questão de dignidade”, prometendo mais tectos e melhor inserção para estas pessoas.
O candidato à câmara do Porto disse notar “cada vez mais adesão”, o que é “francamente animador”, embora afastando “vitórias antecipadas e euforias”. E voltou a frisar que Pizarro não apresentou programa: “Acho que é algo inédito na história da nossa democracia”. O programa será, calculou, “o mesmo que tem há vinte anos, de quem parou no tempo”.
O candidato frisou ainda que para fazer coligações teria de ter “parceiros confiáveis” e que não vê isso no Chega, que não lhe daria “estabilidade”, prometendo, se ganhar, conversar com todos, com espírito democrático.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Ventura diz que “é impensável” Chega ganhar menos câmaras do que CDU ou CDS
O presidente do Chega, André Ventura, considerou hoje que seria impensável o seu partido eleger menos presidentes de câmara do que a CDU ou o CDS e considerou que está a disputar as eleições autárquicas com PSD e PS.
Durante uma arruada em Aveiro, André Ventura foi questionado sobre a possibilidade de o Chega ganhar menos câmaras do que CDU, que tem 19, ou CDS, que tem seis.
“Isto é impensável acontecer. Eu já vos tinha dito nas últimas eleições isto. Não vale a pena nós termos cenários que nós gostaríamos de criar na nossa cabeça”, afirmou.
O líder do Chega considerou que é preciso “esquecer as fantasias”.
“Há três partidos que podem ganhar estas eleições, o Chega, o PSD e o PS. É isso que está em discussão nestas eleições”, defendeu.
André Ventura voltou a mostrar-se confiante de que o Chega vai ter um resultado “em linha” com o das legislativas, quando o partido conseguiu um milhão e 400 mil votos e subiu para segunda maior força no parlamento.
Ventura indicou que o “Chega tem um objetivo e uma missão, que é conseguir mapear o país com vitórias e com a cor do Chega.
“Sendo o líder da oposição, só tem um adversário, que é o único partido que ainda está acima dele, que é o PSD”, indicou.
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Passos Coelho pede a eleitores em Sintra que não se distraiam com “coisas novas” que aparecem a “poucos dias” das autárquicas
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho voltou esta quarta-feira a aparecer na campanha autárquica, novamente em Sintra, com um alerta aos eleitores: “Façam o favor de não se distraírem. Afinal de contas faltam muito poucos dias e todos os dias aparecem coisas novas que chamam a atenção, que desviam a atenção, e que de certa maneira nos convocam para outras coisas”.
Essas “outras coisas”, reconheceu o antigo líder do PSD, também “são importantes”, mas não mais do que a eleição de Marco Almeida, candidato da coligação PSD/IL/PAN ao município de Sintra.
No discurso que fez às centenas de apoiantes que se reuniram em Terrugem, Passos não fez qualquer referência direta ao caso Spinumviva, mas à entrada, aos jornalistas, foi questionado sobre o assunto e referiu apenas que espera que “as eleições resultem nas melhores escolhas dos eleitores” e que casos como este, que garantiu não conhecer ao detalhe, “não se sobreponham à escolha que as pessoas têm de fazer nas eleições”.
Nesta que foi a quarta vez a participar em ações de campanha na corrida às eleições autárquicas, voltou a garantir que, tirando o município de Sintra, vão vai estar em mais nenhum concelho até domingo. E mesmo em Sintra não será muito provável o regresso, admitiu, não deixando de lembrar que enquanto cidadão tem o direito a “exercer capacidade cívica para ajudar a eleger a pessoa certa”.
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João Ferreira: "É evidente que há uma intenção do Governo de intervir para favorecer os partidos do governo na contenda eleitoral"
O candidato da CDU para a Câmara Municipal de Lisboa não acredita que a proposta de Orçamento de Estado do Governo seja algo diferente — “o que tudo indica é que certamente será mais do mesmo” —, mas admite que a antecipação da apresentação do documento é uma “tentativa de obter algum ganho de causa tendo em conta a batalha eleitoral”.
“É evidente que há uma intenção do Governo de intervir para favorecer os partidos do governo na contenda eleitoral que aí está”, afirma João Ferreira à Rádio Observador, referindo que “qualquer pessoa de bom senso” percebe que esta antecipação favorece a candidatura de Carlos Moedas.
Para o comunista, o “mau trabalho” realizado nos últimos quatro anos “não se resolve com propaganda em cima das eleições” e acrescenta que, caso resolvesse, então Carlos Moedas “já teria resolvido todos os seus problemas”.
*Com Nadine Soares
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Carneiro diz que é positivo entrega não coincidir com último dia de campanha
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou hoje positiva a decisão do Governo de antecipar para quinta-feira a entrega da proposta orçamental para que esse momento não coincida com o encerramento da campanha autárquica.
No meio de uma arruada da campanha autárquica em Coimbra, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre a antecipação da entrega da proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), inicialmente prevista para sexta-feira, e rejeitou que esta opção do Governo seja para desviar as atenções de outros temas da atualidade.
“Eu vejo como positivo porque em detrimento de ser entregue no dia 10, que é o último dia da campanha eleitoral, permite que possa haver alguma declaração política no intermédio que vai entre a apresentação na quinta-feira e o último dia da campanha eleitoral, porque todos estarão no processo de encerramento das campanhas eleitorais” , defendeu.
Para quinta-feira fica assim prometida uma primeira reação do líder do PS ao OE2026.
“Amanhã direi o que tenho a dizer sobre o orçamento, depois terei que ouvir a direção da bancada parlamentar, o grupo parlamentar do Partido Socialista e também a Comissão Política do Partido Socialista, e tomaremos uma posição depois, como sempre disse, de ouvir os órgãos do partido”, adiantou.
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Líder do Chega acusa Montenegro de antecipar entrega do OE para “desviar atenções”
O presidente do Chega acusou hoje o primeiro-ministro de ter antecipado a entrega do Orçamento do Estado para “desviar atenções” do caso Spinumviva e pediu-lhe que governe para o país e não para eleições.
“Vejam ao que eles chegaram, soube há bocadinho, depois disso tudo que tem acontecido nas últimas horas, que o primeiro-ministro tinha antecipado a entrega do Orçamento do Estado para amanhã [quinta-feira], para desviar as atenções de tudo o que está a acontecer”, acusou.
André Ventura discursava num comício ao ar livre, em Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, uma iniciativa da campanha para as eleiçõs autárquicas de domingo.
“É impressionante como se usa o Governo do país numa altura de eleições autárquicas, por um lado para fazer eleitoralismo com o Orçamento do Estado”, criticou.
O líder do Chega disse que de “cada vez que o primeiro-ministro anuncia o que quer que seja no país em véspera de eleições autárquicas, não é com o dinheiro dele, é com o dinheiro dos contribuintes”.
“Senhor primeiro-ministro não governe para eleições, governe para o país, governe para as pessoas, governe para os portugueses”, apelou.
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Raimundo alerta que aumento de CSI vai deixar 800 mil reformados de fora
O secretário-geral do PCP aleetou hoje que o aumento do Complemento Solidário para Idosos (CSI) anunciado pelo Governo deixa 800 mil reformados de fora e criticou os “apoios pontuais” para pensionistas, pedindo um “aumento considerável”.
“O aumento do CSI é importante, não desvalorizo isso, mas afeta 200 mil pessoas. É importante para quem recebe, mas não nos podemos esquecer que há mais de um milhão de reformados e pensionistas no nosso país que recebe menos de 500 euros. Portanto, ficam 800 mil de fora dessa medida. Não é pouca gente”, afirmou Paulo Raimundo em declarações aos jornalistas durante uma arruada em Aljustrel, no distrito de Beja.
Paulo Raimundo defendeu que os pensionistas precisam de um “aumento considerável” das suas pensões e considerou que, quem chegou à idade da reforma e “contribuiu para pôr este país a andar para frente, merece ter “o máximo de dignidade possível”.
“Isso implica não é apoios pontuais, medidas que dependem desta ou daquela vontade do Governo a cada altura. O que depende é do aumento considerável das reformas e das pensões, que corresponda, desde logo, às necessidades do dia-a-dia, ao aumento do custo de vida”, afirmou Paulo Raimundo, sustentando que os reformados “têm direito a deixar de ter de optar entre alimentos e medicamentos”.
O secretário-geral do PCP criticou ainda o facto de o primeiro-ministro ter indicado que só irá dar apoios pontuais aos pensionistas se houver folga orçamental, salientando que PSD, CDS, Chega e IL “decidiram há poucos dias dar uma borla de fiscal de dois mil milhões de euros” a 19 grupos económicos, referindo-se à redução do IRC.
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Candidaturas rejeitadas continuam nos boletins mas CNE quer avisar eleitores
Entre as candidaturas que continuam nos boletins de voto, mas que já não concorrem, estão a do MPT em Lisboa, a de António Araújo no Porto e ainda a candidatura do Chega à Câmara Municipal de Pombal.
Candidaturas rejeitadas continuam nos boletins mas CNE quer avisar eleitores
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Pizarro não critica antecipação da entrega do Orçamento e espera que medida para abolição de portagens na CREP para pesados esteja incluída
Manuel Pizarro não faz segundas leituras da antecipação da entrega do Orçamento do Estado e só espera que tenha em conta o pedido feito numa carta ao primeiro-ministro sobre o fim das portagens na CREP e nas vias periféricas do Porto.
“Aquelas [portagens] que fazem com que, para um automobilista, seja mais barato, para ir da Maia a Matosinhos ou vice-versa, vir à VCI e depois voltar. Estes dois movimentos em conjunto reduziriam entre 10% a 13% o tráfego na VCI”, explica, salientando que ficaria “contente” se o Orçamento tiver essa medida.
Pizarro acredita que se essa medida não estiver no documento “fica claro que o Governo não quer resolver o problema da VCI”.
O ex-ministro salienta que “a aprovação do Orçamento não depende dos votos dos deputados socialistas” e não faz “a minha ideia do que é que o PS vai fazer” porque “isso dependerá do conjunto do Orçamento”.
“Do ponto de vista do Porto, boa notícia, é desportajarem a CREP para pesados e desportajarem as circulações periféricas ao Porto para aliviarem a VCI. Foi isso que eu pedi ao primeiro-ministro. Vamos ver a resposta que o Porto merece no Orçamento de Estado”, acrescenta.
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"Está pronto e por isso não era preciso estar a adiar". Montenegro rejeita antecipação do orçamento para desviar atenções do caso Spinumviva
A proposta do Governo para o Orçamento de Estado será a apresentada esta quinta-feira, um dia antes do prazo definido. Luís Montenegro, numa arruada em Tomar, diz que o documento já está pronto e que, por isso, “não era preciso estar a adiar mais”.
Questionado sobre o timing desta antecipação coincidir com novos contornos do caso Spinumviva, o primeiro-ministro rejeita qualquer correlação e diz que se o Orçamento fosse entregue na sexta-feira — conforme previsto — “o enquadramento seria exatamente o mesmo”.
A antecipação surge também para não desviar a atenção do último dia de campanha autárquica na sexta-feira, com Luís Montenegro a defender que “é preciso fazer essa separação [entre campanha autárquica e de Governo] na medida do possível”. “Já podíamos tê-lo feito hoje”, continua Montenegro, que admite uma última revisão do “documento pesado” para garantir que não há erros na versão final da proposta.
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Carlos Moedas vê campanha a crescer e pisca o olho ao PS moderado
Uma campanha em crescendo. Pelo menos, é isso que sente Carlos Moedas. Depois de uma ação de campanha particularmente bem sucedida pelo Príncipe Real até à Bica, com muita gente e algum povo, o social-democrata disse sentir-se confiante de que a vitória está cada vez mais perto.
Apesar de tudo, e a quatro dias das eleições, ainda não foi desta que Moedas pediu uma “maioria maior” — muito menos uma maioria absoluta. “O que peço é ganhar as eleições. Quantos mais votos, melhor.”
Quanto ao mais, Carlos Moedas voltou a acusar Alexandra Leitão de ter um projeto de “ódio” contra si e contra o seu modelo de sociedade. “Pior que voltar para atrás é termos o BE no governo de cidade. A esquerda une-se contra com mim com uma superioridade moral típica de um certo PS que se deixou refém do Bloco”, atirou o social-democrata, fazendo um apelo claro a todos os “socialistas centristas moderados”.
Desafiado a explicar o porquê de estar a poupar tanto o Chega nesta campanha — afinal, o partido de André Ventura pode ser importante nas contas à direita —, Moedas disse que se limitava a responder às perguntas que lhe iam fazendo, mas não deixou de recordar que foi o Chega quem apresentou uma moção de censura para o derrubar. “Está tudo dito.”
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Nuno Melo diz que transportar outros temas para as eleições é insulto a poder local
O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, considerou hoje que trazer outros temas para as eleições autárquicas é um insulto ao poder local e que só quem não consegue eleger ninguém é que “tem que inventar outros assuntos”.
“Considero que transportar para as eleições autárquicas outros temas acaba por ser um insulto ao poder local. Por uma razão: as eleições autárquicas são uma das maiores vitórias do Portugal democrático, os nossos autarcas são o que de mais próximo o poder político tem para dar aos cidadãos, são quem está com eles na rua todos os dias a resolver os seus problemas”, destacou.
Numa arruada em Oliveira do Bairro, no distrito de Aveiro, Nuno Melo entrou em vários estabelecimentos para distribuir panfletos e cumprimentos, ao lado do atual presidente da Câmara, Duarte Novo, que procura a reeleição para um terceiro mandato.
Questionado pelos jornalistas sobre se havia motivos para se abrir um inquérito ao caso da empresa Spinumviva, o presidente do CDS-PP criticou o facto deste tema surgir em período de campanha para as eleições autárquicas.
“Acho que só contamina estas eleições com outros temas quem realmente não tem possibilidade nenhuma nestas eleições autárquicas, não consegue eleger ninguém, não tem expectativa de ganhar nada e, portanto, tem que inventar outros assuntos”, sustentou.
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O "bully" e o "choramingas". Como a tensão entre Pedro Duarte e Filipe Araújo marca a corrida ao Porto
Começaram na JSD, separaram-se, mas cruzam-se nesta eleição como adversários. Entre uma nega, um episódio violento e queixas de “bullying”, clima azeda. E legados de Rio e Moreira entram em debate.
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Proposta de Orçamento do Estado para 2026 entregue amanhã ao meio dia
O Ministério das Finanças vai entregar a proposta do Orçamento do Estado para 2026 amanhã ao meio dia no Parlamento.
A conferência de imprensa realizar-se-á às 13h15.
O Governo antecipa em um dia a entrega do documento que tem de chegar ao Parlamento até 10 de outubro por lei.
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Carneiro pede aos eleitores que acompanhem se promessas são cumpridas
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu esta quarta-feira que a democracia não é só feita do momento do voto, mas sim do acompanhamento que depois é feito pelos eleitores para garantir que as promessas eleitorais são cumpridas.
Num almoço comício em Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, Carneiro mostrou-se convicto na manutenção da liderança do PS no concelho, tal como tinha feito poucas horas antes na arruada em Condeixa-a-Nova, autarquia que é dos socialistas desde 1976.
“Não pensem que a democracia é só feita por aqueles que são eleitos de quatro em quatro anos. A democracia é feita por todos. Quando se vota, mas também quando, no decurso dos mandatos, acompanhamos aquilo que se faz na câmara, aquilo que se faz na assembleia municipal e aquilo que se faz na junta de freguesia”, defendeu.
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Montenegro falará "diretamente com Ministério Público" e espera que este órgão faça o mesmo
O primeiro-ministro disse hoje que deve prestar todos os esclarecimentos diretamente ao Ministério Público, esperando que também este órgão fale consigo diretamente e não através da imprensa.
Em breves declarações aos jornalistas, à chegada a uma iniciativa autárquica em Castelo Branco, Luis Montenegro foi questionado sobre os pedidos de vários partidos para que preste mais esclarecimentos sobre o caso Spinumviva.
“Respeitando o vosso trabalho – é a vossa função, naturalmente, e eu tenho toda a compreensão por isso -, mas eu devo prestar todos os esclarecimento ao Ministério Público e, portanto, devo falar diretamente com o Ministério Público, não através da imprensa, como também é suposto que o Ministério Público fale comigo diretamente e não através da imprensa”, afirmou.
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PAN acusa Luís Montenegro de se vitimizar no caso Spinumviva
A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, acusou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de se vitimizar face ao caso da empresa Spinumviva, exortando-o a prestar “toda a informação” às autoridades para se poder dedicar ao país.
“Estamos aqui a discutir os problemas pessoais do primeiro-ministro, não nos parece normal, nem saudável em democracia, queremos que o país avance, queremos ultrapassar, de uma vez por todas, esta circunstância. E, para isso, é importante, que ao invés de se vitimizar, Luís Montenegro venha justificar e prestar os esclarecimentos de que o país precisa”, disse Inês Sousa Real, em declarações aos jornalistas, na Figueira da Foz, distrito de Coimbra.
“Não queremos acreditar que os tempos da Justiça são os tempos das campanhas eleitorais, não alinhamos nessa narrativa como a que o primeiro-ministro tem vindo justificar o que tem sido o escrutínio durante todo este processo”, adiantou a porta-voz do PAN.
O primeiro-ministro afirmou na terça-feira estar “estupefacto e revoltado” com o teor das notícias divulgadas sobre o caso Spinumviva e falou mesmo “em pouca-vergonha”, dizendo aguardar a “análise e o juízo do Ministério Público”.
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"Dinâmica entre Carlos Moedas e o Governo não tem sido nada favorável à cidade", diz Rui Tavares em Lisboa
Antes de ter visitado com Mariana Mortágua o Centro de Apoio Social dos Anjos, Alexandra Leitão tinha descido a Avenida de Roma ao lado de Rui Tavares. O porta-voz do Livre atacou sobretudo Moedas pela sua falta de influência junto do Governo e de articulação com presidentes de junta, “nem os da sua coligação”.
“A dinâmica entre Carlos Moedas e o Governo não tem sido nada favorável à cidade, ele não reivindica” o que o Governo quer vender, alega Tavares. Perto do Instituto Superior Técnico, o Livre apontou um edifício da Segurança Social que podia ser uma residência de estudantes mas que o Governo quer vender “à pressa”.
“Alexandra Leitão não lhes vai dar descanso”, diz Tavares sobre a relação que imagina que a socialista terá com o Governo da AD. “Tenho a certeza que com Alexandra Leitão vai haver atenção ao detalhe”.
Já Carlos Moedas, garantiu o porta-voz do Livre em declarações aos jornalistas, “nem os presidentes da junta da sua coligação ouve”. No final da longa arruada (que começou no antigo cinema King e terminou na Alameda), o líder do Livre promoveu sobretudo os três candidatos do partido, pela coligação Viver Lisboa, às Juntas locais, Alvalade, Areeiro e Avenidas.
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Mortágua com Leitão em Lisboa. Palestina de lado, mas Spinumviva nem por isso
Ao final da manhã, Mariana Mortágua esteve junto da candidata a Lisboa Alexandra Leitão, numa coligação que junta PS/Livre/BE/PAN. Regressada de Israel onde estive detida três dias, a líder do BE não quis falar do assunto, seguindo o que Leitão já tinha pedido de manter o tema separado das autárquicas.
Já sobre o caso Spinumviva, embora ambas tenham dito que não queriam misturar temas, acabaram por tocar nele. Leitão foi questionada diretamente sobre o regresso do tema sempre que há eleições — a queixa de Montenegro — e atirou apenas: “Sou de um partido em que nos habituámos a que essas coisas acontecessem.”
Já Mortágua disse que não quer um “clima de suspeição sobre ninguém” e defende “que se esclareçam todos o factos”, dizendo que o caso Spinumviva “é uma maldição que acompanhará primeiro-ministro durante muito tempo”.