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  • "E o Vencedor é" dos debates. Na estreia, Cotrim Figueiredo tirou o leme a Gouveia e Melo ao fundo: veja as notas

    Falaram, e muito, de independência. E lá pelo meio veio a maçonaria e as alterações à Constituição. Depois divergiram na TAP, na lei laboral e até nas prioridades da NATO. De acordo, só na Justiça.

    “E o Vencedor é” dos debates. Na estreia, Cotrim Figueiredo tirou o leme a Gouveia e Melo ao fundo: veja as notas

  • Disputa pelo mais independente e livre de aventais. Cotrim e Gouveia e Melo discordaram em quase tudo

    João Cotrim Figueiredo e Gouveia e Melo começaram picados sobre independência das suas candidaturas — um pelo lado partidário e outro pelo da maçonaria — e assim seguiram por todos os outros temas.

    Disputa pelo mais independente e livre de aventais. Cotrim e Gouveia e Melo discordaram em quase tudo

  • "Eu sou a verdadeira vacina contra o pessimismo e o medo do futuro", garante Cotrim provocando almirante

    Qual a maior mentira que já ouviu sobre si nesta campanha? A pergunta é dirigida aos dois e o primeiro a responder é Cotrim, que aproveita para atirar ao adversário: “Ouvimos aqui que eu não era independente”.

    “Quero que fique claro que eu sou a verdadeira vacina contra o pessimismo e o medo do futuro”, afirma ainda.

  • Tropas portuguesas no terreno? "A NATO é uma aliança com acordos que temos de respeitar em caso de necessidade".

    Sobre botas no terreno e enviar tropas portuguesas para a Ucrânia, Henrique Gouveia e Melo diz que “a NATO é uma aliança com acordos que temos de respeitar em caso de necessidade”.

    Ainda assim, o almirante diz que “não temos de ir para Leste. Estão lá outros países que fazem esse trabalho. Estamos no Atlântico e temos de ter vocação aeronaval, que é a melhor forma de servirmos o nosso papel na NATO”.

    “A verdadeira inteligência do nosso posicionamento é que o Atlântico também é terreno. Se prescindirmos disso, vamos fazer o que os outros querem”, diz.

    Cotrim sugere que o cargo militar de topo europeu na NATO seja ocupado por europeu, Gouveia e Melo diz que não seria boa ideia. “No dia que os americanos saírem na Europa, vamos ter um problema de segurança. Não só na fronteira europeia, mas dentro da própria Europa”, defende o almirante.

  • Sobre envio de militares para guerra: Cotrim diz que compromissos com NATO "devem ser respeitados"

    Agora Cotrim Figueiredo é colocado perante a hipótese de o país poder ter de vir a enviar militares para a guerra, na Ucrânia, caso isso seja pedido pela NATO. Responde que o país “deve respeitar compromissos com a NATO”.

    Mas também diz que “olhando para missões de defesa portuguesas que já estão em teatro de guerra” não lhe parece “que isso venha a ser solicitado a Portugal”.

  • Gouveia e Melo recusa dizer se promulgava ou vetava alterações na legislação laboral no desenho atual

    Henrique Gouveia e Melo diz que “há necessidade de flexibilizar [o mercado laboral], mas é preciso ter cuidado para não atacar o núcleo muito restrito dos direitos dos trabalhadores”. O almirante lembra que “a economia são as pessoas”.

    Gouveia e Melo não diz se veta ou promulga. “Nesta fase não tenho a certeza“, diz, quando questionado diretamente por Cotrim Figueiredo.

    O almirante puxa da “desigualdade das mulheres, que recebem menos 16%” e fala ainda na violência doméstica.

  • Cotrim defende reforma laboral que diz ser "favorável" a empresas e trabalhadores

    Agora a reforma laboral, a greve geral e as negociações. Responde Cotrim Figueiredo que “espera que seja possível” as negociações chegarem a bom porto. Já sobre a reforma em si, o candidato presidencial diz que “é favorável” a empresas e trabalhadores.

    “Uma legislação laboral bem feita tem de ter como objetivo aumentar número de empregos e salários”, afirma, defendendo a reforma que está em cima da mesa.

    Afirma ainda que como Presidente da República “promulgaria” esta alteração legislativa.

  • "Não faz qualquer sentido Estado ter companhias de aviação", diz Cotrim Figueiredo

    Sobre a TAP, o candidato João Cotrim Figueiredo quis responder a Gouveia e Melo para defender que “o Estado ter que ter companhias de aviação não faz qualquer sentido, exceto na parte do serviço público, mas aí contrata-se com qualquer empresa seja pública ou privada”.

    O almirante contesta e diz que “nem tudo é rentabilidade” e que “o mercado não resolve todos os problemas”. “Há opções estratégicas que têm um preço mas que o Estado tem de o considerar”, diz. Cotrim responde: “Eu tinha um professor que dizia que quando alguém falava de estratégia numa empresa queria dizer que alguém ia ao bolso de alguém”.

    O candidato defende a presença do Estado em situações de crise, como uma pandemia, por exemplo. O almirante diz que é uma “posição confortável” exigir no Estado em crises, com Cotrim a ripostar do outro lado: “Quando há crises o mercado funciona?”

  • Gouveia e Melo admite privatização da TAP, mas com condições: "Hub em Lisboa e ligações estratégicas"

    Gouveia e Melo admite a privatização da TAP desde que “garanta um hub em Lisboa e a ligação à diáspora”, colocando a tónica na garantia dos interesses do Estado.

    O almirante coloca uma hipótese a Cotrim: “Imagine que uma companhia quer desmembrar a TAP e privilegiar outro nó aéreo e prejudicar o nosso”.

  • Gouveia e Melo: "Há duas alternativas no Parlamento para reformas: ao centro e no centro-direita"

    Henrique Gouveia e Melo diz que “os conselhos superiores estão a funcionar com nomeações que já passaram no prazo” e, por isso, a “Assembleia da República não está a fazer o seu trabalho”.

    O almirante diz que esta é uma “oportunidade única”, já que o “povo é inteligente” e criou “duas alternativas: uma de direita e outra de centro direita”. Acrescenta que o povo, ao votar, permitiu duas alternativas para acordos para “reformas estruturais”.

    Gouveia e Melo diz que “discorda” de Cotrim no papel do Estado: “Não sou liberal”. O moderado Vítor Gonçalves pergunta: “É um social-democrata?”. “Situo-me mais aí”, diz o almirante.

  • Cotrim defende que seja "revisitado funcionamento do sistema de justiça e dos conselhos superiores do MP"

    O que pode o PR intervir na Justiça? Começa Cotrim a responder que diz que o Presidente “não pode fazer muito”, mas que “há uma coisa que pode fazer: chamar a atenção para a separação de poderes e que isso não significa que não haja escrutínio”.

    “Neste momento o sistema de Justiça em Portugal está pouco escrutinado”, diz o fundador da IL que se candidata a Belém. Defende que o PR chame a atenção para que qualquer Governe e o Parlamento para que “revisite o funcionamento do sistema de justiça e dos conselhos superiores do MP”.

  • Gouveia e Melo: "Quando a justiça aparece em determinados momentos, permite a leitura de que é uma justiça de pelourinho"

    Henrique Gouveia e Melo sobre o timing das buscas à TAP diz que “quando a justiça aparece em determinados momentos, permite a leitura de que é uma justiça de pelourinho, que se imiscui na política”.

  • Escutas a Costa: Cotrim diz que PGR tem de "vir dar explicações rapidamente"

    Agora os candidatos são confrontados com a notícia do Diário de Notícias sobre escutas ao primeiro-ministro António Costa e João Cotrim diz que “é muito grave” porque “há um incumprimento da lei” por parte do DCIAP. “Põe em causa o que o MP faz como faz e quando faz”, afirma.

    Esta é “a mais grave das omissões que é de escutas a um primeiro-ministro durante anos” e a PGR “tem de vir dar explicações rapidamente”.

  • Gouveia e Melo sobre escutas a António Costa: "Se é verdade, é muito grave"

    Gouveia e Melo diz, sobre mais de 20 escutas a António Costa, que “não tem dados”, mas que “se é verdade é muito grave” porque “todos os atores, políticos ou não políticos, devem respeitar a lei”.

    O candidato-almirante diz que “se é verdade e escutaram durante anos o primeiro-ministro, que tem segredos de Estado, é um problema”. E atira: “A justiça tem de dar justificação sobre isso. A justiça não cumpre a justiça?”

  • Gouveia e Melo volta a dizer: "Não sou maçom". Cotrim: "Ficou-me na cabeça: "Porque os maçons tinham interesse em candidatura tão cedo?"

    Gouveia e Melo repete: “Não sou maçom”. O almirante volta a dizer, como disse na Rádio Observador, que “ninguém é capaz de dizer que ninguém é maçom nesta sala. Nem Cotrim é capaz de dizer que não tem um maçom nos apoiantes.”

    Cotrim atira:”Também não sou. Uso avental, mas na cozinha.” O ex-líder da IL deixa no ar: “Ficou-me na cabeça: “Porque os maçons tinham interesse em apoiar uma candidatura tão cedo?”

  • Cotrim diz que Presidente tem de ser "referente e inspirar portugueses a fazer o que ainda não foi feito"

    João Cotrim Figueiredo fala da revisão constitucional e do seu projeto, defendendo que se discuta as questões dos vetos, onde defendia o “veto inultrapassável”. “Gosto de discussão e de debater”, afirma.

    Mas garante que cumprirá a Constituição em vigor se for eleito. Sobre a magistratura de influência diz que o Presidente “tem de ser um referente, inspirar os portugueses a fazer o que ainda não foi feito”.

  • Gouveia e Melo acusa Cotrim de querer "poder absoluto do veto".

    Henrique Gouveia e Melo diz que Cotrim Figueiredo defendeu “uma revisão constitucional” e “não acha que o regime semipresidencialista seja suficiente” e que “deve ter um poder absoluto do veto”.

    O almirante diz que o seu “contributo para a estabilidade” passa por ter “capacidade” e afastamento dos partidos para manter.

  • Cotrim: "A independência pratica-se e não tem qualquer evidência que eu não possa ser independente"

    Depois de ouvir o almirante a dizer que não vai conseguir ser independente porque quer levar conceitos ideológicos para a Presidência da República e que a Presidência da República não é um Conselho de Administração, Cotrim Figueiredo rejeita que estar num partido queira dizer que a pessoa não é independente.

    “A independência pratica-se e não tem qualquer evidência que eu não possa ser independente”, afirma o antigo líder da IL promete que o seu passado e orientações ideológicas “ficarão à porta” de Belém se for eleito.

  • Cotrim atira a Gouveia e Melo por ter "estrutura na candidatura responsável pela máquina de propaganda de Sócrates"

    Cotrim volta a dizer que tem “abrangência muito maior” de que o partido de que é oriundo. E diz a Gouveia e Melo que “não é cadastro ter passado partidário”.

    Diz que o que o almirante diz sobre máquinas partidárias “também se vê pelos que rodeiam” as candidaturas, confrontando o almirante com os líderes do PSD que o apoiam e também pelas “estruturas dentro da sua candidatura que foram responsáveis pela máquina de propaganda de José Sócrates” — refere-se ao diretor de comunicação da sua candidatura Luís Bernardo que foi assessor de Sócrates.

  • Gouveia e Melo diz a Cotrim que "líderes partidários têm um conjunto de ligações anteriores que o condicionam, até em termos de interesses"

    Henrique Gouveia e Melo diz que a sua candidatura é “aquela que melhor responde aos portugueses em termos de segurança, estabilidade e desenvolimento”.

    O almirante volta a dizer que é “suprapartidário” e que “a independência, das ideias, ideologias, contacto com os partidos, permite ser mais exigente por não ter esses contactos”.

    Gouveia e Melo diz que um ex-líder partidário tem “um conjunto de ligações anteriores que o condicionam em termos ideológico e até em termos de interesses, de vida partilhada”.

    “Parece que estamos nas legislativas e não presidenciais. Temos um candidato para cada partido. Um candidato presidencial tem de ser um candidato mais aberto, que possa apanhar um espectro político melhor. Estamos muito balcanizados e as soluções na AR têm de ser encontrados com mais do que um partido. E um candidato não partido tem mais capacidade de o fazer”, diz Gouveia e Melo.

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