Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta quarta-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente aqui.

    Atletas pedem à UEFA que suspenda Israel por violações de direitos humanos dos palestinianos

  • O que se passou até agora

    • O presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou um firme compromisso com a consolidação do Estado Palestiniano através da criação de uma comissão França-Palestina que trabalhará em questões jurídicas, constitucionais e institucionais. Durante um encontro com o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, em Paris, Macron sublinhou que a França e os seus parceiros europeus responderão com firmeza a qualquer tentativa de anexação dos territórios palestinianos por Israel.
    • O Presidente francês anunciou ainda o destacamento de mais de 100 polícias militares para a Faixa de Gaza. Esta iniciativa pretende reforçar as autoridades palestinianas em missões de controlo de fronteiras, permitindo uma maior segurança e ordem na área, em linha com os debates em curso nas Nações Unidas sobre a estabilização de Gaza.
    • A UNICEF denunciou que Israel está a bloquear o envio de 1,6 milhões de seringas e quase um milhão de biberões de leite em pó destinados a uma campanha de vacinação infantil em Gaza. Este bloqueio está a impedir a imunização de mais de 40 mil crianças que não receberam vacinas durante o conflito, considerando Israel estes materiais como itens de “dupla utilização” com possíveis aplicações militares.
    • Na área de assistência humanitária, a ONU relatou progressos na ajuda alimentar e hospitalar em Gaza, alimentando mais de um milhão de pessoas desde o início do cessar-fogo. No entanto, alertou que permanecem muitos obstáculos, sendo necessário um alívio das restrições para otimizar os esforços humanitários no terreno e salvar mais vidas.

  • Presidente israelita pede reação firme de autoridades a violência de colonos

    O Presidente israelita, Yitzhak Herzog, condenou hoje os atos de violência cometidos por colonos na Cisjordânia, descrevendo-os como “chocantes e graves” e apelando a uma reação firme das autoridades.

    “Os deploráveis acontecimentos perpetrados na última noite por um punhado de indivíduos violentos e perigosos são chocantes e graves”, afirmou Herzog na rede social X.

    “Esta violência contra civis e soldados ultrapassa uma linha vermelha, e condeno-a veementemente. Todas as autoridades estatais devem agir com firmeza para erradicar este fenómeno”, acrescentou o presidente.

    As Forças de Defesa de Israel detiveram hoje colonos no norte da Cisjordânia, após denúncias de ataques contra palestinianos e fogos postos em propriedades na região, anunciaram os militares israelitas.

  • Ministro próximo de Netanyahu demite-se um mês após trégua em Gaza

    O ministro dos Assuntos Estratégicos israelita, Ron Dermer, próximo do chefe do Governo, Benjamin Netanyahu, apresentou hoje a demissão, um mês após a entrada em vigor do cessar-fogo na Faixa de Gaza, que ajudou a negociar.

    Numa carta de demissão hoje divulgada, Ron Dermer invocou uma promessa à família, no dia da sua tomada de posse, de que apenas permaneceria no cargo durante dois anos, embora, com a sua aprovação, tenha prorrogado o seu mandato duas vezes.

    “A primeira vez foi para ajudar a eliminar a ameaça existencial representada pelas capacidades nucleares militares do Irão, e a segunda foi para terminar a guerra em Gaza nos termos estabelecidos por Israel e garantir o regresso dos nossos reféns às suas casas”, declarou.

  • Macron anuncia comissão França-Palestina para "consolidar" o Estado palestiniano

    Depois de ter reconhecido formalmente a Palestina enquanto Estado em setembro, o Presidente francês anunciou agora que França e a Palestina vão criar uma comissão para trabalhar em questões jurídicas, constitucionais e institucionais com vista à “consolidação do Estado da Palestina”.

    Junto do Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, Emmanuel Macron disse que a França “vai responder com firmeza, juntamente com os seus parceiros europeus”, se Israel prosseguir com qualquer “anexação parcial ou total, seja legal ou de facto”, do território palestiniano, citou a Al Jazeera.

    Macron advertiu ainda Israel que qualquer forma de anexação da Cisjordânia ultrapassaria uma “linha vermelha”.

    “A violência dos colonos e a aceleração dos projetos de colonização atingiram níveis recorde, ameaçando a estabilidade da Cisjordânia e violando o direito internacional”, disse, acrescentando que a França continua comprometida com uma solução de dois Estados.

    “A entrega segura e sem obstáculos de ajuda humanitária em Gaza deve ser garantida sob os auspícios da ONU, em total conformidade com o direito internacional humanitário”, acrescentou.

  • A eletricidade que chega a Gaza é zero

    Com mais de 80% das redes elétricas destruídas pela guerra, a eletricidade que chega a Gaza é zero, avança a companhia elétrica do enclave.

    As famílias palestinianas vivem assim sem luz, dependendo de lanternas para atividades básicas e muitas vezes passam as noites na escuridão total.

    “Nos últimos dois anos, nenhuma eletricidade chegou à Faixa de Gaza”, disse Mohammed Thabet, funcionário da companhia elétrica de Gaza, citado na Al Jazeera. “A quantidade de eletricidade que chega a Gaza é zero”, afirmou.

  • Macron anuncia destacamento de 100 polícias para a Faixa de Gaza

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que pretende destacar mais de 100 polícias militares (gendarmes) para reforçar as autoridades palestinianas na Faixa de Gaza, através de missões de controlo de fronteiras da União Europeia.

    “A estabilização de Gaza depende do destacamento das forças de segurança e da polícia da Autoridade Palestiniana para garantir a ordem e a segurança diária, em conjunto com os mecanismos que estão a ser discutidos nas Nações Unidas”, declarou Macron.

    O líder francês falava aos jornalistas após uma audiência com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, no Palácio do Eliseu, em Paris, e indicou que ambos concordaram com a criação de “uma comissão conjunta para a consolidação do Estado da Palestina”, que trabalhará em questões legais, constitucionais e institucionais.

    Uma das principais tarefas desta estrutura será a elaboração de uma nova Constituição, para a qual o líder palestiniano já preparou uma primeira versão.

  • Abbas defende que Hamas pode manter-se como partido se aceitar dois Estados

    O presidente da Autoridade Palestiniana defendeu hoje que o grupo islamita Hamas pode manter-se como partido no pós-guerra na Faixa de Gaza, se aceitar a Constituição, as normas internacionais e a solução de dois Estados.

    “Não excluímos ninguém da política, desde que todos os partidos aceitem a legitimidade palestiniana, a natureza democrática e não militarizada do Estado palestiniano, bem como os princípios da transição pacífica do poder e da rejeição da violência”, declarou Mahmud Abbas numa entrevista publicada hoje pelo jornal Le Figaro.

    Na entrevista, concedida durante a sua visita a Paris, onde foi recebido pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, o líder palestiniano insistiu que “o Hamas não governará Gaza” num cenário futuro para o território.

    Abbas reconheceu, no entanto, que o desarmamento dos islamitas é uma das condições para a manutenção do cessar-fogo, em vigor no enclave desde 10 de outubro, uma vez que se trata de “um processo político e de segurança complexo que não pode ser alcançado apenas pela força”.

  • Exército israelita diz que membros do Hamas em Rafah são detidos ou eliminados

    O Exército israelita indicou hoje que os membros do movimento islamita palestiniano Hamas encurralados em Rafah, no sul da Faixa de Gaza sob controlo israelita, serão capturados ou eliminados, até ordem em contrário do Governo.

    “A posição geral do Exército em relação aos terroristas que operam para lá da linha amarela é agir contra eles, seja capturando-os ou eliminando-os”, declarou numa videoconferência o porta-voz militar para a imprensa estrangeira, Nadav Shoshani.

    “Os terroristas que operam para lá da linha amarela (de retirada das tropas israelitas) perpetraram ataques e mataram três dos nossos soldados, pelo que devemos atuar para nos defendermos e enfrentar os terroristas. [Mas] qualquer que seja a decisão tomada pela nossa liderança, nós acatá-la-emos e fá-la-emos cumprir”, afirmou.

    Shoshani referia-se aos três soldados mortos durante dois dias de cessar-fogo em Rafah, alegadamente por combatentes do Hamas, segundo o Exército.

    O Hamas negou qualquer envolvimento, alegando não ter controlo sobre os seus membros no território controlado por Israel.

  • Israel está a bloquear o abastecimento médico em Gaza, diz UNICEF

    A UNICEF alertou para o facto de Israel estar a bloquear 1,6 milhões de seringas necessárias para uma campanha de vacinação infantil em Gaza assim como quase um milhão de biberões de leite em pó, impedindo assim os esforços para imunizar mais de 40 mil crianças que não receberam as vacinas de rotina durante o conflito.

    Citado na Al Jazeera, o porta-voz da UNICEF, Ricardo Pires, denunciou que desde agosto que os materiais estão presos na alfandega à espera para entrar no enclave.

    De acordo com Ricardo Pires, Israel considera as seringas como itens de “dupla utilização” com possíveis aplicações militares. “Estamos a ter muita dificuldade em obter a autorização e inspeção destes itens, mas eles são urgentes”, acrescentou.

  • Cerca de 1.500 crianças de Gaza amputadas necessitam de apoio urgente

    Cerca de 1.500 crianças da Faixa de Gaza que sofreram amputações na sequência da ofensiva militar israelita necessitam de programas urgentes e de longo prazo de reabilitação, indicaram hoje as autoridades do enclave palestiniano.

    Num comunicado divulgado pela agência palestiniana Wafa, o Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo grupo radical Hamas, especificou que 25% dos casos de amputações observados no enclave palestiniano, cerca de 1.500, dizem respeito a crianças, enquanto 12,7% são mulheres, aproximadamente 760.

    As autoridades de Gaza, que indicaram que as amputações afetam cerca de 6.000 vítimas, alertaram que estes números “refletem o profundo sofrimento humano vivido por milhares de pessoas e pelas suas famílias”, sublinhando que as crianças enfrentam deficiências permanentes em idade precoce.

    Nesse sentido, insistiram na “necessidade urgente de serviços de reabilitação e apoio psicossocial” para as vítimas de amputação em Gaza, onde continua a existir uma grande escassez de recursos médicos devido à entrada limitada de camiões de ajuda e ao bloqueio imposto por Israel.

  • Três pessoas morreram em Gaza vítimas das forças israelitas nas últimas 24 horas

    Pelo menos três pessoas morreram em Gaza nas últimas 24 horas vítimas das forças israelitas, noticia a Aljazeera, com base em informações do Ministério da Saúde de Gaza.

    A recente contagem eleva para 245 o número de vítimas desde que entrou em vigor o cessar-fogo, há cerca de um mês.

    Um total de 69.182 pessoas foram mortas e 170.694 ficaram feridas em Gaza desde 7 de outubro de 2023.

  • Menos de metade da ajuda prevista entra em Gaza, diz Autoridade Palestiniana

    A Autoridade Palestiniana afirmou hoje que o número de camiões com ajuda entrados em Gaza são apenas 41% do número acordado com Israel no cessar-fogo, “muito inferior” ao necessário para satisfazer as necessidades humanitárias.

    Os responsáveis palestinianos indicaram que, desde o início de outubro até às primeiras semanas de novembro, entraram em Gaza 9.424 camiões com ajuda, cerca de 348 transportes por dia, de acordo com um comunicado.

  • Presidente da Síria admite necessidade de chegar a acordo em relação ao ISIS em entrevista à Fox News

    Numa entrevista à FOX News, após o encontro na Casa Branca com Donald Trump, Ahmed al-Sharaa, o Presidente da Síria, afirmou que a visita fez parte de uma “nova era” em que o país vai cooperar com os EUA.

    Em relação ao ISIS, destacou as “tantas batalhas” e “sofrimento” do povo sírio e admitiu a necessidade de chegar a um acordo sobre o grupo com os EUA e outras autoridades.

  • No funeral do soldado, irmão de Hadar Goldin critica governo israelita que persegue "dinheiro, eleições e poder"

    Chemi Goldin, irmão mais velho de Hadar Goldin, cujo corpo foi entregue a Israel depois de retido em Gaza por 11 anos, critica o governo durante o discurso fúnebre do irmão.

    Afirmou que os políticos israelitas perseguiram “dinheiro, eleições e poder” nos anos desde que o corpo do irmão foi capturado”.

    Dirigiu-se aos membros do Hamas em Gaza, a quem chamou “os vilões que não são judeus, cristãos ou muçulmanos, que são feitos apenas de lama e imundície”.

    Diz ainda que desde que o irmão morreu uma nova geração cresceu, “uma geração que não precisava de uniformes para ir para a batalha, nem de uma ordem para ir para os helicópteros, nem de nada para lutar uns pelos outros”.

  • Houthis do Iémen sinalizam fim de ataques a Israel e ao transporte marítimo no mar Vermelho

    Os Houthis do Iémen sinalizaram que deixaram de atacar Israel e navios de transporte marítimo no mar Vermelho, enquanto um frágil cessar-fogo se mantém em vigor em Gaza, noticiou hoje a agência Associated Press (AP).

    Numa carta, sem data, dirigida às Brigadas Qassam do Hamas, publicada online pelo grupo, os Houthis deram um sinal de que os ataques foram interrompidos, de acordo com a AP.

    “Estamos a acompanhar de perto os desenvolvimentos e declaramos que, se o inimigo retomar a agressão contra Gaza, retornaremos às nossas operações militares em território sionista e restabeleceremos a proibição da navegação israelita no mar Vermelho e no mar Arábico”, lê-se na carta assinada pelo major-general Yusuf Hassan al-Madani, chefe do Estado-Maior militar dos houthis.

    Apesar disso, os Houthis não reconheceram formalmente que a campanha militar na região tenha sido interrompida. As forças armadas de Israel, que lançaram ataques para matar líderes houthis, não responderam a um pedido de comentário da AP.

  • Começa o funeral de Hadar Goldin em Israel

    Esta terça-feira, milhares de pessoas devem participar no funeral de Hadar Goldin, o soldado morto cujo corpo foi entregue a Israel no domingo, 11 anos após ficar retido na Faixa de Gaza.

    O cortejo fúnebre está a partir agora da Base Shura das Forças de Defesa de Israel, perto de Rehovot, com destino a Kfar Saba, destaca o Times of Israel.

  • "Muitos obstáculos ainda permanecem", alerta ONU sobre distribuição da ajuda humanitária em Gaza

    O responsável da ONU para os Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, relatou hoje progressos na assistência alimentar e hospitalar em Gaza, mas alertou que “permanecem muitos obstáculos”, um mês após o início do cessar-fogo no enclave.

    Numa publicação nas redes sociais, Fletcher afirmou que a ONU está a “aproveitar todas as oportunidades” e já alimentou mais de um milhão de pessoas, mas poderá “fazer muito mais para salvar muito mais vidas” se forem “flexibilizadas as limitações” existentes.

    No último mês de cessar-fogo entre Israel e o movimento palestiniano Hamas, os centros de distribuição de alimentos foram reabertos, os hospitais estão a atender mais doentes, as estradas foram desimpedidas e as vacinações essenciais estão a ser retomadas, referiu.

    “Muitos obstáculos ainda permanecem. Estamos a trabalhar para ultrapassar a burocracia, facilitar o trabalho dos nossos parceiros humanitários essenciais, abrir mais passagens fronteiriças e rotas, e lidar com a insegurança persistente”, afirmou.

  • Bom dia e bem vindo a este liveblog em que vamos acompanhar as atualizações relativas ao conflito israelo-palestiniano.

    Pode ver, ou rever, tudo o que se passou na segunda-feira neste liveblog que agora arquivamos. Fique connosco.

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