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  • Bom dia, caro leitor!

    É aqui que deixa de ser atualizado este liveblog onde foi acompanhado um dia exigente para as autoridades — desde proteção civil aos bombeiros e forças de segurança — que tentaram socorrer a população afetada pela depressão Kristin.

    Os trabalhos ainda decorrem e, por isso, pode ler neste outro artigo em direto agora aberto todas as notícias sobre este assunto publicadas esta quinta-feira.

    Luz e rede móvel começam a voltar em zonas de Leiria. E reabriu o primeiro restaurante

  • O que aconteceu até agora

    • A passagem da depressão Kristin por Portugal deixou um rasto de destruição e provocou seis mortes diretas no território português: quatro em Leiria, uma Silves e outra em Vila Franca.

    • Devido à passagem da depressão Kristin há estádios danificados, aviões destruídos, linhas e comboios suspensos. Mau tempo vai continuar, alertou o primeiro-ministro, Luís Montenegro. Até às 22h de quarta-feira a Proteção Civil registou mais de 5.400 ocorrências, estavam a essa hora 18.000 operacionais empenhados no terreno.

    • Várias regiões, incluindo Leiria e Coimbra, enfrentaram cortes de energia significativos. Segundo a Proteção Civil, mais de um milhão de portugueses chegaram a ficar sem eletricidade, mas pelas 16h esse número tinha diminuido para menos de metade.

    • A maior rajada de vento causada pela Kristin foi de 178 km/h e foi registada na Base Aérea de Monte Real. A mesma estação militar registou, praticamente à mesma hora, minutos antes, uma rajada de 176 km/h. Depois disso, ficou destruída pelo vento. Foi assim batido o recorde nacional, que era de 176,4 km/h, na Figueira da Foz, a 13 de Outubro de 2018, durante a tempestade Leslie.

    [Esta é a história de como dezenas de portuguesas se juntaram a mulheres de vários outros países e se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Recrutadas numa escola de yoga em Lisboa, muitas acabaram em casas de massagens eróticas ou a serem filmadas em cenas de sexo e orgias. “Os segredos da seita do yoga” é o novo Podcast Plus, do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Ferreira do Zêzere vai pedir ao Governo declaração de estado de calamidade

    Na sequência dos prejuízos provocados pela depressão Kristin, o Município de Ferreira do Zêzere vai solicitar ao Governo a declaração do estado de calamidade no concelho.

    Em comunicado enviado às redações, a Câmara Municipal dá conta que a dimensão e gravidade dos danos ultrapassam as capacidades de resposta do município, considerando por isso indispensável a ativação de mecanismos extraordinários de apoio.

    O Município de Ferreira do Zêzere avança ainda que, devido ao mau tempo, foram registadas a queda de milhares de árvores em todo o concelho, que estão a obstruir as principais vias, centenas de habitações ficaram parcial ou totalmente destelhadas e o concelho está sem eletricidade nem rede de comunicações desde manhã.

    “Estimam-se prejuízos globais de vários milhões de euros, resultantes de danos em vias públicas, sinalização, infraestruturas municipais, indústrias, pequenas e médias empresas, habitações particulares e nas atividades florestais e agrícolas”, lê-se no comunicado.

  • Porto, Viana do Castelo e Braga sob aviso vermelho por ondulação na 6.ª feira

    Porto, Viana do Castelo e Braga vão estar sob aviso vermelho por agitação marítima na noite e madrugada de sexta-feira para sábado, estando toda a costa ocidental atualmente em aviso laranja.

    Segundo um comunicado divulgado hoje à noite pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Porto, Viana do Castelo e Braga encontram-se sob aviso laranja até às 15:00 de quinta-feira e entram na sexta-feira em aviso laranja, antes da passagem a vermelho, o mais grave, por “ondas de oeste/noroeste com 7 a 8 metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima, com período de pico de 16/18 segundos”.

    Estes três distritos regressam a aviso laranja entre as 03:00 e 18:00 de sábado, segundo o instituto.

  • Mais de 5.400 ocorrências e 18.000 operacionais empenhados até às 22h00

    Portugal continental registou 5453 ocorrências até às 22h00 de hoje devido à passagem da depressão Kristin, envolvendo o empenhamento de mais de 18.000 operacionais, adiantou fonte da Proteção Civil.

    As regiões onde foram registadas as ocorrências mais graves foram as regiões de Leiria e do Oeste, com um reforço de recurso de meios para auxiliarem no processo de recuperação: “Na maioria dos casos, trataram-se de quedas de árvores, 3375, e quedas de estruturas, com 1188”, avançou a Proteção Civil à Rádio Observador.

    “O que se pode esperar das próximas horas é a continuação da precipitação e também algum vento que a norte aqui de Leiria pode chegar a bater uma rajada de 75km/h em algumas alturas da noite. Portanto aquilo que se espera é uma noite um bocadinho mais tranquila que a noite passada, nada semelhante à noite passada, mas ainda assim a população deve manter o cuidado e o recato em casa porque os terrenos e os solos estão muito saturados”, acrescenta.

    Nas últimas horas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não tinha registo de mais vítimas ou danos significativos, realçando que está a ser “efetuado todo o trabalho de limpeza e remoções”, que se irá prolongar por quinta-feira.

    “Têm sido registadas menos novas ocorrências [nas últimas horas], mas muitas ocorrências que carecem de ser resolvidas, como desobstruções de vias”, realçou fonte da ANEPC.

    Com Lusa

  • Iniciativa Liberal insta Governo a declarar estado de calamidade em Leiria

    A Iniciativa Liberal instou o Governo a declarar estado de calamidade no distrito de Leiria e a agir de “forma célere e responsável”, afirmando que não compreende “a hesitação” de Luís Montenegro.

    “A legislação em vigor é clara ao definir que o estado de calamidade se aplica a situações de catástrofe, acidente grave ou série de acidentes graves suscetíveis de provocar elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vítimas, afetando intensamente as condições de vida das populações e o tecido socioeconómico de uma determinada área do território”, pode ler-se no comunicado na rede social X.

    “É imperativo garantir rapidamente os instrumentos excecionais previstos na lei, permitindo uma resposta eficaz, a mobilização de meios adequados, a agilização de procedimentos e o apoio necessário à reposição da normalidade”, acrescentam.

  • Reaberta A1 nos dois sentidos na zona de Leiria

    A circulação na Autoestrada 1 (A1) foi restabelecida nos dois sentidos na zona de Leiria, indicou a Brisa pelas 21:30 de hoje.

    Numa nota, a concessionária indicou que estava “resolvido o incidente ocorrido próximo de Leiria”.

    Pelas 19:00, a Brisa tinha divulgado o corte na A1 no sentido Norte-Sul entre os nós de Pombal e Leiria e a reabertura no sentido inverso.

    Antes, fonte da Brisa tinha adiantado que, pelas 17:10, tinha sido reaberta a circulação na A1 no sentido Norte-Sul entre os nós de Pombal e Leiria e que se mantinha cortado no sentido inverso entre Torres Novas e Leiria.

  • Suspensa venda de bilhetes para Alfa e Intercidades no Norte, Beira Alta e Beira Baixa

    A CP suspendeu a venda de bilhetes para os comboios Alfa Pendular e Intercidades das linhas do Norte, Beira Alta e Beira Baixa entre hoje e quinta-feira, segundo o mais recente balanço divulgado pela transportadora.

    Devido aos efeitos da passagem da depressão Kristin pelo território continental, a circulação ferroviária continua suspensa entre Porto e Lisboa para comboios de longo curso na Linha do Norte, onde também está suspenso o serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento.

    Também está suspensa a circulação ferroviária nas linhas da Beira Baixa e do Oeste, segundo o mais recente balanço da CP.

    Ainda de acordo com a transportadora, a circulação ferroviária já foi retomada na Linha do Douro, na Linha do Sul, na Linha de Évora, no Ramal de Tomar e no serviço regional entre Coimbra B e Aveiro (Linha do Norte).

    A circulação também foi retomada na Linha da Beira Alta apenas no serviço regional.

  • ULS da Região de Leiria com autonomia de água para dois dias

    A Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria revelou hoje que a autonomia de água é de aproximadamente dois dias, enquanto a autonomia de combustível para alimentação do gerador é de três dias, devido ao mau tempo.

    No que respeita a recursos críticos, a autonomia de combustível para alimentação do gerador está “estimada em cerca de três dias”, enquanto a autonomia de água está “estimada em aproximadamente dois dias”, revela uma informação remetida à agência Lusa pela ULS.

    “Mantém-se suspensa toda a atividade assistencial programada, encontrando-se a ULS focada, exclusivamente, na resposta assistencial à situação de emergência, em articulação com as entidades competentes do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e da Proteção Civil”, esclarece.

  • Comunidade Intermunicipal de Leiria sublinha que a região foi “muito afetada”

    O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Leiria sublinhou que a “região foi muito afetada”, com maior incidência nos concelhos de Ansião, Batalha, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós.

    Segundo Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós, “um dos maiores problemas é a falta de energia elétrica e de comunicações”. “Mas temos os concelhos da Marinha Grande, de Leiria, da Batalha, de Porto de Mós, de Pombal, de Ansião, sobretudo estes, muito devastados, com estragos de grande dimensão”, reforçou.

    O presidente da CIM adiantou que será feito um balanço mais próximo sobre os “danos em edifícios públicos, mas também nas casas particulares e nas empresas”. “O contacto que fiz com os meus colegas, todos eles me transmitem uma situação devastadora nesta região. Temos conhecimento de alguns desalojados, que as câmaras municipais estão a responder, mas também as próprias famílias”, disse ainda.

  • Câmara da Marinha Grande volta a esclarecer número de mortos. Mau tempo em Portugal matou seis pessoas

    O número de vítimas mortais provocados pelo mau tempo voltou a subir para seis, depois de fonte da Câmara da Marinha Grande ter avançado ao Observador que o homem de 34 anos morreu mesmo devido à depressão.

    Inicialmente, a autarquia anunciou a morte de uma pessoa como vítima direta da tempestade, tendo, horas depois, emitido um novo comunicado onde não fazia qualquer referência a vítimas mortais. Perante pedido de esclarecimentos do Observador, confirmou-se, porém, que o homem morreu mesmo devido ao mau tempo.

  • ULS da Região de Leiria registou 177 entradas de doentes com trauma

    A Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria registou 177 entradas de doentes com trauma associadas ao mau tempo e lamentou a morte de cinco pessoas.

    “Desde as 05:00 desta manhã, registaram-se 177 entradas de doentes com trauma, associadas ao referido evento meteorológico. Até ao momento, lamenta-se o registo de cinco óbitos”, refere uma informação da ULS enviada à agência Lusa.

    Segundo a ULS, “foram igualmente transferidos cinco doentes para outras unidades hospitalares, um dos quais por via aérea (helicóptero)”.

    A ULS adianta que o seu Plano de Emergência e Catástrofe “foi ativado logo no início do episódio meteorológico, de forma preventiva, face ao impacto expectável nos serviços de saúde” e alertou que se encontra “sem comunicações institucionais funcionais, sendo possível apenas a comunicação através de WhatsApp, restrita a contactos com acesso a rede no exterior”.

  • Estádio em Rio Maior com danos antes de Casa Pia receber FC Porto

    O Estádio Municipal de Rio Maior sofreu danos com o mau tempo, mas a intenção é manter o jogo Casa Pia-FC Porto, da I Liga de futebol, agendado para segunda-feira, disse hoje fonte da empresa que gere o complexo.

    Miguel Pacheco, administrador da Desmor, empresa municipal que gere o complexo desportivo da cidade, disse à agência Lusa que o mau tempo provocou estragos em todo o complexo.

    “Estamos com quedas de árvores sobre as vedações do complexo, muitos vidros partidos e coberturas afetadas, nomeadamente no estádio, onde também a iluminação foi afetada, para além de outras estruturas. O pavilhão multiusos tem graves danos”, afirmou.

    Apesar dos danos, o responsável salientou que estão já a decorrer intervenções para garantir que a partida entre o Casa Pia e o FC Porto, da 20.ª jornada da I Liga, se mantenha, pois é no Estádio Municipal de Rio Maior que os lisboetas disputam os seus jogos em casa.

  • Prejuízos em Leiria são incalculáveis e recuperação pode demorar um ano

    No segundo briefing do dia, Gonçalo Lopes (PS) comunicou aos jornalistas que o levantamento dos prejuízos ainda está em curso, mas “é bastante elevado”.

    “Os prejuízos ainda não estão calculados, mas é imprevisível calcular os danos que provoca na vida das pessoas. Temos cenários dantescos de igrejas sem telhados, pavilhões desportivos sem coberturas, muitas casas sem telha, casas e carros totalmente destruídos, gruas derrubadas. É um cenário próprio de pós-catástrofe, muito parecido com aquilo que costumamos ver na televisão, num ambiente de guerra”, destacou.

    Referindo que a “recuperação da normalidade, irá demorar muitos dias”, o autarca advertiu que o “plano de recuperação irá demorar mais de um ano até ser reposta toda a normalidade”.

    Segundo o presidente, os prejuízos são “enormes para aquilo que é o património das pessoas, que ficaram sem carros e com as casas destruídas”, voltando a reiterar ao Governo que decrete o “estado de calamidade, abrindo capacidade de apoios financeiros para a recuperação da economia e para o restabelecimento da vida normal”.

  • Associações pedem “soluções baseadas na natureza” para mitigar os impactos

    Em comunicado, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e a BirdLife referem que as depressões como a Kristin “evidenciam um aumento de fenómenos meteorológicos extremos associados às alterações climáticas e amplificados por práticas humanas que degradam os sistemas naturais”.

    “A impermeabilização urbana e a destruição de zonas húmidas amplificam os efeitos das tempestades: As transformações do território eliminaram a capacidade natural de absorção de água, comprometendo a resiliência dos ecossistemas e aumentando significativamente o risco de inundações”, afirmam.

    Para as duas entidades, a resiliência depende de soluções baseadas na natureza: “A valorização de espaços verdes, o restauro ecológico de ribeiras e a gestão qualificada da arborização constituem abordagens mais eficazes do que intervenções artificiais”.

    “A forma como temos transformado o território, principalmente nas cidades, tem reduzido drasticamente a resiliência dos nossos ecossistemas naturais e, por isso, também das comunidades humanas,” afirma Pedro Neto, diretor-executivo da SPEA citado no comunicado, acrescentando: “As tempestades podem não ser evitadas, mas os seus efeitos podem ser atenuados por soluções que trabalham com, e não contra, a natureza”.

  • Falta de eletricidade está a afetar postos de combustível em Leiria, mas não põe em causa abastecimento

    A falta de eletricidade e de comunicações está a afetar os postos de combustíveis. Segundo informação recolhida pelo Observador na região de Leiria, há vários postos encerrados, mas essa situação não está a ter grande impacto porque há poucas pessoas a circular e quem quiser abastecer, basta procurar alternativa fora da zona sem energia elétrica.

    Por outro lado, eventuais necessidades de fornecimento de gasóleo ou outro combustível para ser usado em geradores não passam por bombas de gasolina, mas sobretudo por camiões cisterna que podem vir de outras áreas do país.

  • Escolas de Coimbra retomam atividade na quinta-feira com uma exceção

    As escolas de Coimbra retomam na quinta-feira a atividade letiva, com exceção da escola Martim de Freitas, depois de terem estado hoje encerradas na sequência da passagem da depressão Kristin, disse fonte oficial da Câmara.

    A escola Martim de Freitas estará encerrada porque ainda é necessário remover árvores de grande porte, disse a mesma fonte, que especificou que esta foi uma decisão conjunta entre Câmara, associação de pais, direção da escola e Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.

  • A1 cortada no sentido Norte-Sul entre Pombal e Leiria, diz a Brisa

    A Autoestrada 1 (A1) no sentido Norte-Sul, entre os nós de Pombal e Leiria, encontrava-se cortada pelas 19h00 de hoje, enquanto no sentido inverso, entre Torres Novas e Leiria, o trânsito foi reaberto, indicou fonte da Brisa.

    Em comunicado, concessionária indicou o corte na circulação, estando o trânsito a ser desviado pela saída de Pombal (IC8/A17), sem acrescentar mais detalhes.

  • Faro. Toneladas de areia da praia na estrada, diz Câmara

    Autarca de Faro, António Pina, relata várias ocorrências devido ao mau tempo, mas sem casos extremos. Maior preocupação são as toneladas de areia que foram atiradas para as estradas.

    Faro. Toneladas de areia da praia na estrada, diz Câmara

  • Escolas de Soure encerradas na quinta-feira

    “Os estabelecimentos escolares da rede pública manter-se-ão encerrados no dia de amanhã, por precaução e para se proceder aos trabalhos de limpeza e manutenção necessários”, informou a Câmara Municipal de Soure, numa publicação nas suas redes sociais.

    Na sequência da falha da rede elétrica, não há água, sendo que a Câmara Municipal apelou ao uso racionado de água, referindo que não existe previsão para o restabelecimento total do fornecimento de energia elétrica e apenas algumas operadoras de comunicações móveis se encontram a funcionar, “existindo ainda muitas falhas”.

    Todas as ligações viárias principais estão desobstruídas, mantendo-se cortada a ligação entre Soure e Sobral/Simões, na zona da Corredoura, “mas as equipas estão a trabalhar no local”, garante o município.

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