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Pelo menos 53 mortos em ataques dos EUA no Iémen. Netanyahu planeia demitir chefe de segurança interna por "falta de confiança" - como aconteceu

O primeiro-ministro israelita planeia demitir chefe de segurança interna por "falta de confiança". Pelo menos 53 pessoas morreram na sequência do ataque dos EUA.

epa11888932 Newly-recruited Houthi fighters march past a digital billboard featuring the Houthis' leader Abdul-Malik al-Houthi, during an intensive training program, on a street in Sana'a, Yemen, 11 February 2025. Yemen's Houthi leader Abdul-Malik al-Houthi warned in a televised address that his group would resume cross-border missile and drone attacks on Israel in support of the Palestinian people if the war in the Gaza Strip resumes amid growing fears about the collapse of the ceasefire agreement between Israel and Hamas which came into effect on 19 January 2025.  EPA/YAHYA ARHAB
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YAHYA ARHAB/EPA

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Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Os ataques aéreos dos Estados Unidos no Iémen resultaram na morte de pelo menos 53 pessoas, incluindo mulheres e crianças, de acordo com o Ministério da Saúde controlado pelos Houthis. Os ataques, que visaram várias localidades, levaram a uma resposta dos Houthis com o lançamento de mísseis e drones, que foram, no entanto, neutralizados pelas forças norte-americanas.
    • A situação no Iémen agravou-se com tensões a envolver os Estados Unidos, o Irão e os Houthis. Enquanto o Irão nega apoio aos Houthis, os Estados Unidos acusam Teerão de ser responsável pelas ações do grupo rebelde, prometendo uma resposta militar decisiva. Entretanto, a Rússia pediu o fim do uso da força e a busca de uma solução diplomática para evitar mais derramamento de sangue no país.
    • Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu planeia demitir o chefe de segurança interna, Ronen Bar, devido a alegada “falta de confiança”. Este anúncio surge num contexto de tensão política interna, com Ronen Bar a sugerir que a decisão de demissão tem motivações políticas e não está relacionada com a incapacidade de prever um ataque ocorrido em outubro de 2023

  • Bom dia,

    Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar toda a atualidade sobre o conflito no Médio Oriente neste novo artigo em direto, que agora abrimos.

  • EUA lançam dois ataques em Hodeidah, no Iémen

    A televisão Al Masirah, afiliada aos Houthis no Iémen, afirma que os EUA lançaram dois ataques contra Hodeidah, reporta a agência Reuters.

  • EUA abateram 11 drones de Houthis

    Os aviões norte-americanos abateram 11 drones disparados no domingo pelos Houthis, afirmou um funcionário dos EUA à Reuters.

    O funcionário disse que os drones não se aproximaram do USS Harry S Truman, um porta-aviões que os Houthis disseram anteriormente ter atacado. Os militares também localizaram um míssil Houthis que, segundo o funcionário, falhou no voo e caiu no mar.

  • Autoridades sírias acusam o Hezbollah de matar três soldados

    O Ministério da Defesa da Síria acusa o Hezbollah, no Líbano, de ter raptado três soldados para o Líbano e de os ter morto no país, segundo a imprensa estatal.

    “Um grupo das milícias do Hezbollah… raptou três membros do exército sírio na fronteira sírio-libanesa… antes de os levar para o território libanês e de os eliminar”, declarou a agência noticiosa SANA, citando o Ministério da Defesa.

  • Cinco crianças estão entre os mortos dos ataques dos EUA no Iémen

    Entre os mortos do ataque norte-americano no Iémen estão cinco crianças, segundo o Ministério da Saúde do Iémen, controlado pelos rebeldes Houthis, citado pela Aljazeera.

    Anees Alsbahi, porta-voz do ministério, acrescentou que duas mulheres também se encontravam entre os mortos e que o número de feridos tinha aumentado para 98.

  • Chefe da segurança de Israel afirma que o seu despedimento não está relacionado com o ataque do Hamas

    O chefe do Shin Bet de Israel, Ronen Bar, afirma que a decisão do primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu de o despedir não está relacionada com o ataque de 7 de outubro de 2023, sugerindo que o motivo foi em grande parte político.

    “Assumi a responsabilidade pelo papel da agência [na incapacidade de impedir o ataque]… é evidente que a intenção por detrás da minha demissão não está relacionada com o dia 7 de outubro”, escreveu Bar num comunicado, citado pela Aljazeera.

    “A expetativa do primeiro-ministro de uma lealdade pessoal que contradiz o interesse público é uma expetativa totalmente imprópria”.

  • Número de mortos em ataques dos EUA no Iémen sobe para 53, dizem Houthis

    O número de mortos nos ataques norte-americanos contra os Houthis no Iémen acaba de subir para 53, reporta a Aljazeera, citando os rebeldes.

    Os ataques tiveram como alvo a capital Saná, as províncias de Saada (noroeste) e Al-Bayda (centro), além da cidade de Radaa (centro).

  • Oficial dos EUA desmente alegação de Houthis de ataque a porta-aviões norte-americano

    Um oficial de defesa dos EUA, que falou à Reuters sob anonimato, rejeitou a alegação dos Houthis de que um ataque com mísseis e drones tinha sido lançado contra o USS Harry S Truman. O funcionário disse que não tinha conhecimento de qualquer ataque.

  • Netanyahu planeia demitir chefe de segurança interna por "falta de confiança"

    O primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, planeia demitir o chefe de segurança interna do país (Shin Bet), Ronen Bar, invocando “falta de confiança”, reporta o Times of Israel.

    Segundo este meio, Benjamin Netanyahu convocou o chefe do Shin Bet, Ronen Bar, para uma reunião urgente no seu gabinete e informou-o de que o Conselho de Ministros votará esta semana para o forçar a abandonar o seu cargo, segundo o gabinete de Netanyahu.

    De acordo com a imprensa hebraica, a votação acontecerá numa reunião especial do Conselho de Ministros na quarta-feira. Segundo o Canal 14, citado pelo Times of Israel, “não foi uma conversa fácil”.

    O Times of Israel cita declarações de Netanyahu onde este afirma: “Em todas as alturas, mas especialmente durante uma guerra existencial como a que enfrentamos, deve haver total confiança entre o primeiro-ministro e o chefe do Shin Bet.”

    “Mas, infelizmente, a situação é o oposto — não tenho essa confiança. Tenho uma desconfiança permanente no chefe do Shin Bet, uma desconfiança que só tem aumentado com o tempo”, rematou.

  • Houthis devem “recuar”, diz Secretário da Defesa dos EUA

    “No momento em que os Houthis disserem que vão parar de disparar contra os nossos navios, que vão parar de disparar contra os nossos drones, esta campanha terminará, mas até lá será implacável”, disse Hegseth à Fox News. “É melhor que se afastem”.

  • Israel diz que a delegação está no Egito para discutir a libertação de reféns

    O gabinete do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu afirmou que a delegação se encontrava no Egito para discutir, com altos funcionários, a libertação dos reféns israelitas detidos em Gaza. A informação está a ser noticiada por vários meios, como o The Times Of Israel.

  • Houthis reivindicam ataque a porta-aviões dos EUA no Mar Vermelho

    O porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo respondeu aos bombardeamentos dos EUA no Iémen atacando o porta-aviões USS Harry S. Truman com mísseis e um drone, reporta a Aljazeera.

  • Irão volta a negar estar a ajudar os Huthis do Iémen

    O Irão voltou a negar, hoje, estar a ajudar os Huthis, depois de os Estados Unidos terem lançado ataques aéreos contra os rebeldes, acusando Teerão pelas ações daquele movimento do Iémen.

    Os Huthis têm atacado repetidamente navios comerciais internacionais no Mar Vermelho e lançado mísseis e ‘drones’ contra Israel, em solidariedade para com os palestinianos na Faixa de Gaza, onde Israel está em guerra com o Hamas, outro aliado iraniano.

    Os Estados Unidos acusam o Irão de ser responsável pelas ações terroristas dos Huthis.

    Hoje, o general Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária paramilitar do Irão, negou que o seu país esteja envolvido nos ataques dos Huthis, assegurando que Teerão “não desempenhou qualquer papel na definição das políticas nacionais ou operacionais” dos grupos rebeldes do Iémen.

    Numa mensagem na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, pediu aos EUA para pararem os ataques, argumentando que Washington não pode ditar a política externa do Irão.

    No sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu usar “uma força letal esmagadora” até que os Huthis cessem os seus ataques à navegação ao longo do corredor marítimo vital.

    O Ministério da Saúde gerido pelos Huthis disse que os ataques do fim de semana mataram pelo menos 31 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e feriram mais de 100.

    Os ataques tiveram como alvo “vários líderes Huthis e eliminaram-nos”, explicou o conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, em declarações à cadeia televisiva ABC.

    Numa outra entrevista à Fox News, Waltz esclareceu que os ataques tiveram “uma força esmagadora”, num aviso ao Irão de que “já chega!”. “Todas as opções estão em cima da mesa” para impedir o Irão de adquirir armas nucleares, acrescentou o conselheiro da Casa Branca.

  • Aumenta para 10 número de mortos de ataque de Israel a Gaza no sábado

    O número de mortos do ataque israelita de sábado no norte de Gaza aumentou hoje para 10, depois de a última vítima ter morrido na sequência dos ferimentos, disse hoje o Hamas.

    O ataque de sábado em Beit Lahia foi o que mais matou pessoas desde a entrada em vigor do cessar-fogo, a 19 de janeiro.

    Dos mortos, pelo menos quatro eram profissionais da comunicação social (Bilal Abu Matar, Mahmud al Sarraj, Bilal Aqila e Mahmoud Isleem), informou o Sindicato dos Jornalistas Palestinianos à agência de notícias Efe.

    Segundo o exército israelita, o ataque foi a uma “célula terrorista” cujos membros operavam “sob a cobertura de jornalistas” na zona de Beit Lahia, utilizando um ‘drone’ para perpetrar ataques terroristas contra as tropas. O exército alegou que esse ‘drone’ teria sido usado sistematicamente pela Jihad Islâmica.

    Por seu lado, o Ministério da Saúde do Governo do Hamas na Faixa de Gaza disse no sábado que o ataque tinha como alvo uma missão da Fundação Al Khair, uma instituição de caridade muçulmana.

    A organização humanitária negou as acusações de que os membros da sua equipa fossem terroristas e, segundo afirmou à BBC (cadeia pública britânica) o fundador e presidente da Fundação al-Khair, Qasim Rashid Ahmad, os trabalhadores estavam na zona para instalar tendas e documentar a operação para a promoção da fundação.

    Apesar do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, em vigor desde 19 de janeiro de 2025, e enquanto prosseguem as negociações indiretas entre o Hamas e Israel para a sua prorrogação, cerca de uma centena de palestinianos morreu em ataques israelitas quase diários, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Hamas.

    Segundo uma contagem feita em fevereiro pelo Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos 83 profissionais palestinianos foram mortos em Gaza em 2024 pelos militares israelitas.

    Em outubro de 2024, os Repórteres Sem Fronteiras noticiaram que mais de 140 jornalistas foram mortos em Gaza pelo Exército israelita desde o ataque do Hamas a 07 de outubro de 2003, em Israel, que desencadeou a guerra.

  • Hezbollah solidariza-se com Huthis após ataques dos Estados Unidos ao Iémen

    O grupo xiita libanês Hezbollah expressou hoje “solidariedade” para com os rebeldes huthis, com quem integra o chamado “eixo da resistência” contra Israel, após os recentes ataques aéreos dos Estados Unidos contra posições do movimento em várias cidades iemenitas.

    “Reafirmamos a nossa total solidariedade com o querido e valente Iémen […]. Apelamos a todos os povos livres do mundo e a todas as forças da resistência na nossa região e no mundo para que se unam contra o projeto sionista-americano que visa os povos da nossa nação”, declarou o Hezbollah num comunicado.

    O grupo libanês manifestou ainda confiança de que “o resistente povo iemenita, que tem protagonizado feitos heroicos em apoio à causa palestiniana e à sitiada Gaza, regando-as com o sangue dos seus mártires, não se renderá perante esta agressão cobarde”.

    O Hezbollah e os Huthis, bem como o Movimento de Resistência Islâmico (Hamas), fazem parte do “eixo da resistência”, uma aliança anti-israelita liderada pelo Irão e que inclui também o grupo islamita palestiniano Hamas e várias milícias armadas iraquianas.

    Os Huthis, que controlam grande parte do Iémen devastado pela guerra, incluindo a capital Sanaa, avisaram que os ataques de sábado dos Estados Unidos “não ficarão sem resposta”.

  • Oito trabalhadores humanitários morrem em ataque israelita em Gaza

    Oito trabalhadores humanitários, incluindo voluntários e jornalistas independentes, morreram no sábado durante um ataque israelita no norte de Gaza, informou hoje à BBC a Fundação al-Khair, registada no Reino Unido.

    A organização não-governamental britânica explicou que os trabalhadores morreram depois de os seus veículos terem sido atacados por soldados israelitas, num incidente que o Hamas classificou como uma “violação flagrante” do acordo de cessar-fogo com Israel, tratando-se do ataque mais letal desde a sua entrada em vigor, a 19 de janeiro.

    epa11028189 An ambulance trying to reach Jenin Hospital is stopped for search by the Israeli forces as their raid on Jenin refugee camp enters a third consecutive day, near the West Bank city of Jenin, 14 December 2023. According to the Palestinian Health Ministry, at least 11 Palestinians have been killed in Jenin since 12 December during Israeli military raids. Thousands of Israelis and Palestinians have died since the militant group Hamas launched an unprecedented attack on Israel from the Gaza Strip on 07 October, and the Israeli operations in Gaza and the West Bank which followed it.  EPA/ALAA BADARNEH ALAA BADARNEH/EPA

    Oito trabalhadores humanitários, incluindo voluntários e jornalistas independentes, morreram no sábado durante um ataque israelita no norte de Gaza (EPA/ALAA BADARNEH)

    No sábado, o Hamas tinha dado conta de nove mortos no ataque.

    Por sua vez, o Exército israelita afirmou, através das suas redes sociais, ter atacado uma “célula terrorista” cujos membros operavam “sob a cobertura de jornalistas” na zona de Beit Lahia, utilizando um ‘drone’ para perpetrar ataques terroristas contra as tropas.

    Segundo o Exército, esse ‘drone’ teria sido usado sistematicamente pela Jihad Islâmica.

    A organização humanitária negou as acusações de que os membros da sua equipa fossem terroristas e, segundo afirmou à cadeia pública britânica o fundador e presidente da Fundação al-Khair, Qasim Rashid Ahmad, os trabalhadores estavam na zona para instalar tendas e documentar a operação para a promoção da ONG.

    Ahmad assegurou à BBC que os operadores de câmara foram atingidos ao regressar ao carro, enquanto os restantes colegas foram alvo de um ataque de ‘drone’ israelita que os seguiu quando se dirigiam para o segundo veículo da fundação.

    O editor de vídeo Bilal Abu Matar e os operadores de câmara Mahmoud al-Sarraj, Bilal Aqila e Mahmoud Asleem foram identificados como vítimas do ataque, segundo o Sindicato de Jornalistas Palestinianos, que confirmou à agência noticiosa espanhola EFE que pelo menos quatro dos nove palestinianos mortos eram profissionais da comunicação social.

    Apesar do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, em vigor desde 19 de janeiro de 2025, e enquanto prosseguem as negociações indiretas entre o Hamas e Israel para a sua prorrogação, cerca de uma centena de palestinianos morreu em ataques israelitas quase diários, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Hamas.

    Segundo uma contagem feita em fevereiro pelo Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos 83 profissionais palestinianos foram mortos em Gaza em 2024 pelos militares israelitas.

    Em outubro de 2024, os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) noticiaram que mais de 140 jornalistas foram mortos em Gaza pelo Exército israelita desde o ataque do Hamas a 07 de outubro de 2003, em Israel, que desencadeou a guerra.

  • Irão avisa que retaliará contra qualquer ataque após mensagem de Trump

    O Irão vai retaliar contra qualquer ataque, avisou hoje o chefe dos Guardas da Revolução, o exército ideológico do país, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado Teerão por apoiar os rebeldes Huthis no Iémen.

    “O Irão não procura a guerra, mas se alguém o ameaçar, dará respostas adequadas, resolutas e definitivas” a qualquer ataque, garantiu o general Hossein Salami à televisão estatal.

    Horas antes, o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, afirmou que os Estados Unidos “não têm direito de ditar” a política externa do Irão, declarações feitas após os ataques norte-americanos de sábado contra os Huthis, que provocaram pelo menos 31 mortos e 101 feridos, segundo o Ministério da Saúde dos rebeldes.

    “O Governo norte-americano não tem autoridade nem direito de ditar a política externa do Irão”, escreveu Abbas Araghchi na rede social X, apelando ao “fim da matança do povo iemenita”.

    epa11033679 Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC) commander-in-chief General Hossein Salami speaks during a ceremony marking the return of remains of Iranian soldiers killed in the Iran-Iraq war, in Tehran, Iran, 17 December 2023. According to the IRNA News Agency, some 110 bodies of soldiers killed in the Iran-Iraq war that lasted from 1980 to 1988 were discovered recently in Iraq. Hundreds of thousands of Iranians are thought to have been either killed or went missing during the conflict, with some of their bodies found in recent years.  EPA/ABEDIN TAHERKENAREH ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

    General Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária do Irão (EPA/ABEDIN TAHERKENAREH)

  • Rússia pede fim do uso da força no Iémen, EUA rejeitam novos ataques dos Huthis

    O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, pediu ao secretário de Estado dos EUA o fim do uso da força no Iémen, mas Marco Rubio garantiu que Washington não tolerará novos ataques dos Huthis a navios norte-americanos.

    Numa conversa telefónica no sábado à noite, que decorreu por iniciativa de Washington, Rubio informou Lavrov sobre as operações militares contra os Huthis do Iémen, assegurando ao seu homólogo russo de que Washington não permitirá que o grupo rebelde continue a atacar alvos norte-americanos no Mar Vermelho e arredores.

    “O secretário de Estado informou a Rússia sobre as operações militares de dissuasão dos EUA contra os Huthis apoiados pelo Irão e sublinhou que os contínuos ataques dos Huthis a navios militares e de carga dos EUA no Mar Vermelho não serão tolerados”, avançou uma porta-voz do departamento norte-americano, Tammy Bruce, em comunicado.

    Num outro comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo refere que, “em resposta ao argumento apresentado pelo representante dos EUA, Sergei Lavrov enfatizou a necessidade de todas as partes cessarem imediatamente o uso da força”.

    Lavrov instou ainda o seu homólogo americano a envolver-se num “diálogo político para encontrar uma solução que evite mais derramamento de sangue” no Iémen.

    Durante o mesmo telefonema, Rubio e Lavrov partilharam ainda propostas e ideias para o futuro das suas relações com a Arábia Saudita, com o objetivo de dar “passos” para dar seguimento aos recentes encontros na Arábia Saudita.

    “Foram discutidos aspetos específicos da implementação dos acordos alcançados na reunião de altos funcionários russos e norte-americanos, a 18 de fevereiro, em Riade. Lavrov e Rubio concordaram em manter-se em contacto”, refere a declaração russa.

  • Pelo menos 31 mortos em ataques dos EUA no Iémen

    Os ataques norte-americanos contra os Huthis no Iémen fizeram pelo menos 31 mortos e 101 feridos, anunciou hoje o Ministério da Saúde dos rebeldes.

    Os ataques tiveram como alvo a capital Saná, as províncias de Saada (noroeste) e Al-Bayda (centro), além da cidade de Radaa (centro), escreveu o porta-voz do ministério Anis Al-Asbahi, na rede social X, referindo a existência de crianças entre as vítimas mortais.

    A estação de televisão dos rebeldes Al-Massirah anunciou, no sábado à noite, que um “ataque americano-britânico” atingiu a área de Shououb, no norte da capital Saná, bem como Saada, um reduto rebelde no norte do Iémen. Londres não anunciou qualquer ataque.

    epaselect epa11966709 Smoke rises from a position following airstrikes in Sana'a, Yemen, 15 March 2025. Three airstrikes targeted a neighborhood in Sana'a, causing powerful explosions, the Houthis-run Al-Masirah TV has reported.  EPA/YAHYA ARHAB YAHYA ARHAB/EPA

    EUA lançaram ataque contra o Iémen este sábado (EPA/YAHYA ARHAB)

    Já o Presidente dos Estados Unidos anunciou uma “ação militar decisiva e poderosa” contra os Huthis no Iémen.

    “Usaremos uma força letal esmagadora até atingirmos o nosso objetivo”, avisou Donald Trump.

    Estes são os primeiros ataques dos Estados Unidos contra os Huthis desde que Donald Trump tomou posse, a 20 de janeiro.

    Os Huthis já reagiram, avisando que a “agressão não vai ficar sem resposta”.

    “As nossas forças armadas estão prontas para responder à escalada com escalada”, reagiu o gabinete político dos rebeldes numa declaração transmitida pela Al-Massirah.

    A agressão surge depois de os Huthis terem anunciado, a 11 de março, a intenção de retomar os ataques que têm vindo a realizar há mais de um ano, ao largo da costa do Iémen, contra navios mercantes que acreditam estar ligados a Israel.

    Os rebeldes, que apoiam o movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza, sublinharam que a decisão foi tomada depois de Israel ter recusado a entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, devastada por 15 meses de guerra.

    “Os vossos ataques têm de parar, a partir de hoje”, disse Donald Trump sobre os “terroristas Huthis”, a quem prometeu “o inferno”.

    O Presidente norte-americano também deixou uma mensagem ao Irão: “Não ameacem o povo norte-americano, o seu Presidente (…) ou as rotas marítimas do mundo. E se o fizerem, tenham cuidado, porque a América vai atribuir-vos toda a responsabilidade e não vos faremos nenhum favor”.

    O Irão respondeu hoje e disse que os Estados Unidos “não têm direito de ditar” a política externa do Irão.

    Os Huthis fazem parte do que o Irão chama o “eixo de resistência” a Israel, que inclui ainda o movimento islamita palestiniano Hamas e o Hezbollah libanês.

    Saudando “o apoio” dado pelos Huthis ao povo palestiniano na Faixa de Gaza, o Hamas emitiu uma declaração no sábado a condenar a “agressão aérea americano-britânica” e descrevendo-a como uma “violação flagrante do direito internacional”.

    Os Huthis levaram a cabo desde novembro de 2023 ataques ao largo da costa do Iémen contra navios que acreditam estar ligados a Israel, mas também aos Estados Unidos e ao Reino Unido.

    Alegam estar a agir em solidariedade com os palestinianos em Gaza, onde uma guerra de 15 meses entre o Hamas e Israel foi desencadeada por um ataque sem precedentes do movimento islamista palestiniano em solo israelita, em 07 de outubro de 2023.

    Em 19 de janeiro, os Huthis cessaram os ataques após a entrada em vigor da trégua em Gaza.

    Os ataques a navios perturbaram o tráfego no mar Vermelho e no golfo de Aden, uma zona marítima essencial para o comércio mundial, levando os Estados Unidos a criar uma coligação naval multinacional e a atacar alvos rebeldes no Iémen, por vezes com a ajuda do Reino Unido.

    De acordo com o porta-voz do Pentágono Sean Parnell, os Huthis “atacaram 174 vezes navios de guerra norte-americanos e 145 vezes navios comerciais desde 2023”.

    No início de março, os Estados Unidos classificaram os Huthis como uma “organização terrorista estrangeira”, depois de Donald Trump ter assinado uma ordem executiva nesse sentido.

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