Momentos-chave
- O que se sabe até agora
- Zelensky também já reagiu à reunião “muito útil” na Arábia Saudita
- Concluída reunião "produtiva e focada" entre Kiev e Washington
- Witkoff diz-se otimista antes das negociações em Riade e acredita que Putin "quer a paz"
- Delegações de Kiev e Washington já iniciaram negociações em Riade
- China pondera juntar-se a "coligação de dispostos" que poderá assegurar cessar-fogo na Ucrânia
- Ucrânia reconquista aldeia de Lugansk e divulga vídeo da operação
- Fim da guerra na Ucrânia é um "assunto muito complexo", diz porta-voz do Kremlin
- Keir Starmer diz ter sido pressionado pela Casa Branca para criticar Zelensky
- Zelensky pede mais pressão sobre a Rússia após novos ataques mortíferos
- EUA querem cessar-fogo total na Ucrânia até à Páscoa, diz Bloomberg
- Pelo menos dois mortos em ataques russos em Kiev
Histórico de atualizações
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O que se sabe até agora
- As delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos reuniram-se em Riade para discutir uma possível trégua parcial focada nas infraestruturas energéticas e civis. A reunião foi considerada produtiva e focada, segundo o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov. A delegação ucraniana inclui especialistas em energia e representantes militares, indicando um enfoque técnico nas negociações, que visam reforçar a segurança e aproximar Kiev de uma paz justa.
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enfatizou a necessidade de pressão sobre Moscovo para pôr fim à guerra. Após novos ataques russos em Kiev que resultaram em mortes e feridos, Zelensky apelou aos aliados da Ucrânia para intensificarem a pressão sobre a Rússia. Zelensky também reagiu às reuniões em Riade, considerando-as muito úteis e construtivas para alcançar o objetivo de uma paz duradoura.
- O enviado especial de Trump ao Médio Oriente, Steve Witkoff, mostrou-se otimista quanto às negociações de paz, afirmando que há uma possibilidade real de progresso, especialmente em relação a um cessar-fogo no Mar Negro. Witkoff expressou a sua convicção de que Vladimir Putin deseja a paz, mas admitiu a complexidade do conflito e a necessidade de negociações difíceis para o resolver, uma visão que o Kremlin também compartilhou.
- A administração Trump tem como objetivo imediato garantir um cessar-fogo total na Ucrânia até ao Domingo de Páscoa. No entanto, a concretização deste objetivo poderá enfrentar dificuldades devido à resistência de Putin, que parece não ter pressa em resolver o conflito, e às divergências persistentes entre as partes envolvidas nas negociações.
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Zelensky também já reagiu à reunião “muito útil” na Arábia Saudita
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que as conversações entre as delegações de Kiev e Washington em Riade, sobre um cessar-fogo parcial para instalações de energia e infraestruturas críticas, decorrem de forma “muito útil” e construtiva.
Last night in Kyiv, tragically, three people were killed by Russian drones, including a father and his five-year-old daughter. Just a day earlier in Zaporizhzhia, a Russian strike took the lives of an entire family—a mother, a father, and their daughter. My condolences to all the… pic.twitter.com/hB6R5yn9gV
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 23, 2025
“Acabo de falar com (o ministro da Defesa) Rustem Umerov, que me informou sobre a reunião e o andamento das negociações. A nossa equipa está a trabalhar de forma absolutamente construtiva. A conversação está a ser muito útil”, afirmou o chefe de Estado ucraniano na sua tradicional mensagem vídeo noturna.
“Mas, independentemente do que estivermos a falar com os nossos parceiros, temos de pressionar (o Presidente russo Vladimir) Putin para que dê uma ordem concreta para parar os ataques: quem provocou esta guerra tem de acabar com ela”, sublinhou.
Na segunda reunião das equipas de negociação ucraniana e norte-americana na Arábia Saudita, após a reunião de alto nível realizada em Jeddah no dia 11, as conversações decorrem desta vez a um nível mais técnico.
Segundo a agência Ukrinform, a delegação ucraniana é chefiada por Rustem Umerov e inclui o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Oleksandr Karasevich, os vice-chefes do Estado-Maior, Pavlo Palisa e Igor Zhovkva, e o vice-ministro da Energia, Mikola Kolisnik.
Da ordem de trabalhos fazem parte propostas para proteger as instalações de energia e as infraestruturas críticas num cessar-fogo parcial.
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Concluída reunião "produtiva e focada" entre Kiev e Washington
Quase cinco horas depois, chegou ao fim a reunião entre Ucrânia e EUA, em Riade. “Concluímos a nossa reunião com a equipa americana. A discussão foi produtiva e focada – abordámos pontos-chave, incluindo energia.”, anunciou no Twitter, pouco depois da 20h30 (hora de Portugal continental), o ministro da Defesa ucraniano. “O objetivo do presidente Volodymyr Zelensky é garantir uma paz justa e duradoura para o nosso país e o nosso povo – e, por extensão, para toda a Europa. Estamos a trabalhar para tornar esse objetivo uma realidade.”, acrescentou ainda Rustem Umerov, no rescaldo deste encontro entre as duas delegações, que decorreu esta tarde de domingo na Arábia Saudita.
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Explosão numa esquadra de polícia causa pelo menos uma morte em na região de Odessa
Segundo o Kyiv Independent, uma mulher morreu na sequência da explosão na cidade de Bilyaivka e pode haver mais vítimas.
O incidente foi confirmado pelas autoridades locais, mas não a sua natureza. O Kyiv Independent escreve que uma fonte informou uma publicação local que um indivíduo desconhecido terá levado um pacote com um engenho explosivo improvisado para a esquadra da polícia.
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Witkoff diz-se otimista antes das negociações em Riade e acredita que Putin "quer a paz"
O enviado especial de Trump ao Médio Oriente, Steve Witkoff, que também está envolvido nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, foi hoje entrevistado pela Fox News, na véspera de participar na reunião a decorrer esta segunda-feira na Arábia Saudita.
Witkoff disse acreditar que o Presidente russo, Vladimir Putin, quer acabar com o conflito ao fim de três anos. “Sinto que ele quer a paz”, disse, citado pela Reuters.
“Penso que na segunda-feira, na Arábia Saudita, vamos assistir a verdadeiros progressos, em especial no que se refere a um cessar-fogo no Mar Negro entre os dois países. E, a partir daí, irá naturalmente gravitar em torno de um cessar-fogo total”, arriscou ainda.
Tal como já tinha feito na sua entrevista de sexta-feira a Tucker Carlson, Witkoff também se pautou pela diplomacia quanto a Putim, dizendo acreditar que existem dois lados para cada história e minimizando as preocupações dos aliados de Washington na NATO quanto ao risco da Rússia ser encorajada por um acordo e querer invadir outros vizinhos. “Não me parece que ele queira apoderar-se de toda a Europa. Esta é uma situação muito diferente da que existia na Segunda Guerra Mundial”, disse.
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Delegações de Kiev e Washington já iniciaram negociações em Riade
As delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos iniciaram hoje em Riade a reunião negocial para discutir uma possível trégua parcial nas infraestruturas energéticas e civis no conflito com a Rússia, disse o ministro da Defesa ucraniano.
“Iniciámos as reuniões com a equipa dos Estados Unidos em Riade. Estamos a implementar a diretiva do Presidente da Ucrânia para aproximar [Kiev] de uma paz justa e reforçar a segurança”, escreveu Rustem Umerov na sua conta na rede social X.
We’ve started the meeting with the American team in Riyadh. We are implementing the President of Ukraine’s directive to bring a just peace closer and to strengthen security. The agenda includes proposals to protect energy facilities and critical infrastructure. Today, we’re…
— Rustem Umerov (@rustem_umerov) March 23, 2025
Umerov, que lidera a delegação ucraniana na capital saudita, indicou que a agenda da reunião inclui propostas para proteger as instalações energéticas e as infraestruturas críticas.
O ministro ucraniano referiu que se trata de questões técnicas complexas e a delegação inclui especialistas em energia, bem como representantes militares das componentes naval e aérea.
A Ucrânia e a Rússia estavam inicialmente programadas para se reunirem separadamente na segunda-feira com a delegação dos Estados Unidos, que incluirá o enviado especial, Keith Kellogg, e os seus conselheiros, Michael Anton, diretor de Planeamento de Políticas do Departamento de Estado, e representantes do Conselheiro de Segurança Nacional, de acordo com o The New York Times.
Após o encontro antecipado para hoje das delegações de Washington e Kiev, para segunda-feira, está prevista a reunião do chefe da Comissão de Assuntos Internacionais do Senado russo, Grigory Karasin, e do conselheiro do diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB), com a delegação norte-americana.
Os representantes ucranianos e russos chegam a Riade com ideias diferentes sobre um cessar-fogo, que o Presidente russo indicou, na semana passada, num telefonema com o homólogo norte-americano, Donald Trump, apenas aceitar um acordo parcial de 30 dias limitado a infraestruturas e alvos energéticos.
Também numa conversa telefónica com Trump, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse estar de acordo com esta trégua, embora preferisse um cessar-fogo total.
O Presidente ucraniano reiterou na sexta-feira que a equipa ucraniana terá preparado para as negociações e apresentará uma lista de alvos energéticos e de infraestruturas civis.
Na agenda das reuniões de Riade com a Rússia na segunda-feira estará a possível retoma do acordo do Mar Negro, em vigor durante vários meses durante o primeiro ano da guerra, em 2022, e permitiu a Kiev exportar os seus cereais em segurança através de navios mercantes que atravessavam o Estreito de Bósforo.
A delegação ucraniana irá provavelmente insistir na necessidade de a Rússia parar de atacar as infraestruturas portuárias, especialmente a de Odessa, no sul do país.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já baixou as expectativas em torno destas novas discussões, sustentando que “é um assunto muito complexo e há muito trabalho a fazer”, prevendo negociações difíceis.
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China pondera juntar-se a "coligação de dispostos" que poderá assegurar cessar-fogo na Ucrânia
A China estará a ponderar juntar-se à chamada “coligação de dispostos”, uma força de manutenção da paz na Ucrânia que está em formação e que será liderada pela Europa.
A informação é avançada pelo jormal alemão Die Welt, que cita fontes diplomáticas que não são identificadas.
A China posicionou-se como parte neutra na guerra da Rússia contra a Ucrânia, mas manteve-se como um aliado importante da Rússia durante toda a invasão. No início de março, Pequim garantiu que “a China vai continuar a desempenhar um papel construtivo na procura de uma solução política para a crise na Ucrânia”.
“A inclusão da China numa ‘coligação dos dispostos’ pode potencialmente aumentar a aceitação da Rússia de que tem de haver na Ucrânia forças de manutenção da paz”, disse uma fonte diplomática não identificada da UE ao Die Welt, descrevendo a situação como “delicada”.
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Ucrânia reconquista aldeia de Lugansk e divulga vídeo da operação
As forças armadas ucranianas reconquistaram a região próxima de Nadiya, uma aldeia de Lugansk, e divulgaram um vídeo da operação – um vídeo que pode não ser recomendável às pessoas mais sensíveis por mostrar, entre outras imagens do confronto militar, cadáveres de soldados russos.
A recuperação desta região, que devolve ao controlo ucraniano três quilómetros quadrados de território, foi conseguida ao cabo de uma operação que durou 30 horas. Esta é uma região que foi tomada pela Rússia em março de 2022, depois recuperada em outubro do mesmo ano mas acabou por ser retomada pela Rússia, até hoje.
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Fim da guerra na Ucrânia é um "assunto muito complexo", diz porta-voz do Kremlin
A presidência russa (Kremlin) descreveu hoje a guerra na Ucrânia como “um assunto muito complexo” e disse que as conversações sobre o fim do conflito estão apenas no início.
Em declarações à televisão russa sobre as conversações em Riade na segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que se esperam “negociações difíceis”.
“Este é um assunto muito complexo e há muito trabalho a fazer. Estamos apenas no início”, afirmou, citado pela agência francesa AFP.
Peskov disse que o “principal tópico de discussão” na segunda-feira será a retomada do acordo sobre os cereais do Mar Negro. O acordo esteve em vigor entre 2022 e 2023, permitindo à Ucrânia exportar os seus cereais, que são vitais para o abastecimento alimentar mundial.
A Rússia retirou-se do acordo ao fim de um ano, queixando-se de que o Ocidente não estava a honrar os compromissos de aliviar as sanções sobre as exportações russas de produtos agrícolas e fertilizantes.
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Keir Starmer diz ter sido pressionado pela Casa Branca para criticar Zelensky
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer diz ter sido pressionado pela Casa Branca para criticar Volodymyr Zelensky após a histórica conferência de imprensa com Trump e JD Vance.
Em entrevista ao The New York Times, Starmer conta o que aconteceu: “No dia da reunião da Sala Oval que não correu particularmente bem, entre Trump e Zelensky, nós [o governo britânico] ficámos sob pressão para aparecer publicamente a criticar durante [Zelensky], usando adjetivos floreados para descrever a forma como outros se terão sentido”, revela Starmer.
Em vez de se submeter a essa pressão da administração Trump, Starmer diz que optou por uma abordagem diferente. “Decidi que o melhor a fazer era pegar no telefone e falar com ambos os lados, para tentar que as duas partes se reconciliassem”, garante o primeiro-ministro britânico.
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Zelensky pede mais pressão sobre a Rússia após novos ataques mortíferos
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje aos aliados da Ucrânia para pressionarem Moscovo a pôr fim à guerra, depois de novos ataques russos que causaram pelo menos três mortos e 10 feridos em Kiev.
“São necessárias novas decisões e novas pressões sobre Moscovo para pôr fim a estes ataques e a esta guerra”, afirmou Zelensky nas redes sociais, antes das conversações na Arábia Saudita, na segunda-feira.
Inicialmente previstas para terem lugar simultaneamente na segunda-feira entre ucranianos e americanos, por um lado, e russos e americanos, por outro, estas discussões poderão ter lugar uma após a outra.
Zelensky mencionou no sábado, sem dar pormenores, uma reunião já hoje entre as delegações de Kiev e de Washington.
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EUA querem cessar-fogo total na Ucrânia até à Páscoa, diz Bloomberg
A administração Trump pretende ver um cessar-fogo total na Ucrânia até ao Domingo de Páscoa, que este ano acontece a 20 de abril, noticia a agência Bloomberg neste domingo.
Esse seria o desejo dos EUA, mas admite-se que o calendário possa não ser cumprido porque ainda existe muita distância, entre as partes, relativamente a pontos cruciais do conflito. Além disso, existe a perceção na Casa Branca que Vladimir Putin não tem pressa em chegar a um cessar-fogo, dada a forma como tem evoluído o combate no terreno.
Donald Trump, que tinha garantido que promoveria um fim rápido para a guerra, disse na sexta-feira ter confiança de que “muito em breve” irá haver um cessar-fogo total, depois de o seu telefonema com Putin ter levado apenas a uma interrupção dos ataques a infraestruturas energéticas na Ucrânia.
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Pelo menos dois mortos em ataques russos em Kiev
Pelo menos duas pessoas morreram e sete ficaram feridas numa série de ataques de drones russos contra Kiev, provocando explosões e incêndios em várias partes da capital da Ucrânia, disseram neste domingo os serviços de emergência.
“Ataque maciço de aparelhos aéreos não tripulados inimigos: destroços caíram em várias zonas de Kiev. Há vítimas”, disse o autarca da capital, Vitali Klitschko, na plataforma de mensagens Telegram. “Até agora, sete moradores da capital ficaram feridos. Um deles foi hospitalizado. Os outros foram tratados pelos médicos no local”, acrescentou.
Klitschko especificou que os ataques russos afetaram vários arranha-céus, resultando em incêndios nos andares superiores de um deles, no distrito de Dnipropetrovsk, onde os destroços de um drone abatido caíram num edifício residencial.
No distrito de Podilskii, os andares superiores de um arranha-céus incendiaram-se. Entretanto, no distrito de Dniprovskii, destroços de drones russos intercetados aterraram num restaurante, e, no distrito de Holosiivskii, outros fragmentos acabaram numa zona industrial.
Estes ataques aconteceram um dia depois de uma vaga de drones russos ter causado a morte de uma família de três pessoas, assim como 12 feridos, na cidade de Zaporijia, no sul da Ucrânia.
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Bom dia.
Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a guerra na Ucrânia, ao longo deste domingo.
Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, sábado, que terminou com a informação de que o enviado especial de Trump ao Médio Oriente, Steve Witkoff, considerou que a Ucrânia vai ter eleições presidenciais.
Muito obrigado por nos acompanhar.