Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar as notícias sobre os conflitos mundiais nesta ligação.

    Posição do Irão mantém-se inalterada e trava progressos nas negociações

    Obrigada por estar connosco.

  • Trump assinala desenvolvimentos "positivos" nas negociações com Irão

    O republicano sublinhou que os aliados no Médio Oriente lhe disseram que estavam “muito perto de chegar a um acordo” que impediria o Irão de adquirir armas nucleares.

    “Este é um desenvolvimento muito positivo nas negociações, mas veremos se se mantém ou não”, salientou Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca.

  • O que se passou até agora:

    • Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, anunciou na sua rede social Truth Social que adiou um ataque militar planeado contra o Irão, devido aos apelos dos líderes do Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Trump realçou que eventuais negociações com o Irão deverão incluir a proibição do armamento nuclear para o país.
    • O Irão revelou uma insatisfação interna significativa, com 70% dos iranianos a expressarem descontentamento face às restrições governamentais impostas ao acesso à internet.
    • As autoridades israelitas intercetaram uma flotilha que seguia rumo à Faixa de Gaza, detendo vários ativistas, incluindo dois médicos portugueses. Esta ação gerou protestos dos governos de Portugal e Espanha, que acusam Israel de violar o direito internacional ao realizar a interceção em águas internacionais. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal convocou o embaixador israelita em Lisboa para exigir esclarecimentos.
    • A situação no Estreito de Ormuz continua a ser uma fonte de tensões, com a Comissão Europeia a alertar para potenciais constrangimentos no abastecimento de petróleo devido a um bloqueio na região, especialmente no que diz respeito ao combustível de aviação. A União Europeia sublinhou a importância da liberdade de navegação no estreito.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Rangel convocou embaixador israelita para protestar contra detenção de dois médicos

    O Governo convocou hoje o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, “em violação do direito internacional”, de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud, disse à Lusa o ministro do Negócios Estrangeiros.

    “Uma vez que esta ação de Israel, tal como a anterior de há umas semanas, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir um tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, convocámos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel para fazermos o nosso protesto e para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível”, afirmou Paulo Rangel, que falava à Lusa à margem de um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Ayman Safadi, no Palácio das Necessidades.

    A Ordem dos Médicos indicou que foi esta tarde informada da detenção dos médicos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, “após a interceção da embarcação em que seguiam [o navio “Tenaz”], em águas internacionais”, um caso que disse acompanhar “com bastante preocupação”.

    Rangel adiantou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares, que “imediatamente contactaram as autoridades israelitas no sentido de garantir, por um lado, a libertação imediata destas pessoas e, por outro lado, que sejam tratadas com todo o respeito e com garantia de todos os seus direitos fundamentais”.

    “Estamos em contacto 24 horas com a nossa embaixada em Israel, como já aconteceu no passado, e, portanto, é natural que ao longo das próximas horas ou do dia de amanhã [terça-feira], tenhamos já mais informações e até já contactos eventuais com os cidadãos em causa”, referiu o ministro.

  • “Estratégia do Irão é desgastar os Estados Unidos”

    Liliana Reis afirma que programa nuclear iraniano é questão mal resolvida que impossibilita acordo. Fala na incapacidade de Kiev e de Moscovo para ganhar vantagens que permitam ganhos nas negociações.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Estratégia do Irão é desgastar os Estados Unidos”

  • 70% dos iranianos estão insatisfeitos com as restrições à internet, diz sondagem

    O Vice-Presidente iraniano para os Assuntos Executivos, Mohammad Jafar Ghaempanah, assumiu esta segunda-feira que uma sondagem interna revela que 70% dos iranianos não estão satisfeitos com as restrições feitas pelo regime ao acesso à internet, de acordo com a agência Mehr, citada pela Al Jazeera.

    “As restrições abrangentes às comunicações não conduzem aos resultados pretendidos“, assumiu Ghaempanah, que afirma que a “política sustentável do Irão não deve continuar a ser a restrição à internet”.

    O Vice-Presidente iraniano aponta também o dedo aos “agentes inimigos” que aproveitam as restrições para “utilizar ferramentas alternativas no caminho do caos e da traição ao povo”.

    O país chegou esta segunda-feira ao 80º dia de restrições ao acesso à internet, segundo a plataforma NetBlock.

  • Irão. Bruxelas admite “constrangimentos regionais” e medidas de poupança de combustível

    A Comissão Europeia admitiu esta segunda-feira “constrangimentos regionais de abastecimento” de petróleo caso se mantenha o bloqueio no Estreito de Ormuz até junho, que afeta, sobretudo, o combustível de aviação, equacionando medidas de poupança no espaço comunitário.

    “Embora atualmente não exista escassez de combustível na UE [União Europeia], poderão surgir constrangimentos regionais de abastecimento nas próximas semanas caso o bloqueio do fornecimento de petróleo através do Estreito de Ormuz não seja resolvido, sendo o combustível de aviação a principal preocupação”, afirma a Direção-Geral da Energia do executivo comunitário em comunicado.

    De acordo com a nota, divulgada após uma reunião esta segunda-feira do Grupo de Coordenação do Petróleo — que juntou especialistas da Comissão Europeia, dos países da UE, da Agência Internacional da Energia, da NATO e representantes da indústria petrolífera –, os especialistas “salientaram que, se a situação persistir, será necessário combinar qualquer libertação dessas reservas com medidas de poupança de combustível, para que as reservas de emergência possam ser geridas de forma mais eficiente e durante mais tempo”.

  • Trump afirma que EUA "não vão atacar Irão amanhã", após ouvir apelos do Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

    Donald Trump afirma na Truth Social que suspendeu o ataque ao Irão, que estaria planeado para “amanhã”.

    O Presidente dos EUA afirma que “lhe foi pedido” pelos líderes do Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para “adiar” o “ataque militar planeado amanhã contra a República Islâmica do Irão” enquanto decorrem as conversações, que classificou como “negociações sérias”. Sublinhou que, a existir um acordo, terá de incluir a “proibição de armamento nuclear para o Irão”.

    Donald Trump revela que transmitiu a Pete Hegseth, o secretário de Estado da Defesa, para “não avançarem com o ataque planeado”. “Mas também deixou instruções para estarem preparados para avançar com um ataque completo, de larga escala, contra o Irão, a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável”.

  • Presidente do Irão diz que "diálogo não significa rendição"

    Masound Pezeshkian, o Presidente iraniano, afirma que “diálogo não significa rendição”, de acordo com uma publicação na plataforma X.

    “A República Islâmica do Irão entra em diálogo com dignidade, autoridade e preservação dos direitos da nação e de forma alguma recua de seus direitos legais do povo e do país”, destaca.

    “Com lógica e com toda a nossa capacidade, até o fim da vida, estaremos ao serviço do povo e guardiões dos interesses e da dignidade do Irão”, diz.

  • Médio Oriente. Ordem dos Médicos preocupada com médicos portugueses detidos em flotilha por Israel

    A Ordem dos Médicos condenou esta segunda-feira a detenção de dois médicos portugueses pelas autoridades israelitas no âmbito da missão Global Sumud Flotilla e afirmou que continuará a acompanhar “com bastante preocupação” o caso.

    “Os médicos devem ser protegidos e respeitados em todas as circunstâncias. Nunca podem ser alvo de violência, intimidação ou qualquer forma de condicionamento, independentemente do contexto político ou militar”, afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, num comunicado.

    A ordem profissional indicou que foi esta tarde informada da detenção dos médicos portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, “após a interceção da embarcação em que seguiam [o navio “Tenaz”], em águas internacionais”.

  • Brent recupera para 111 dólares com novas tensões no Médio Oriente

    O barril de petróleo Brent recuperou esta segunda-feira para os 111 dólares no mercado de futuros de Londres, depois de ter tocado nos 106 dólares, num contexto de novas tensões no Médio Oriente.

    Às 16:30 GMT, o Brent, crude de referência para a Europa, subia 2% para 111,42 dólares por barril, depois de durante a madrugada ter chegado aos 112 dólares.

    Cerca das 15:00 locais, o preço do crude do Mar do Norte tinha descido para 106,87 dólares, o que representava uma queda de 2,19%.

  • Bielorrússia começou exercícios militares com armas nucleares russas

    A Bielorrússia começou esta segunda-feira a realizar exercícios militares com armas nucleares, avançou o Ministério bielorrusso da Defesa, citado pela agência russa Interfax, no âmbito de uma iniciativa conjunta com a Rússia.

    “O principal objetivo deste evento será testar a prontidão para realizar missões de combate em áreas despreparadas em toda a República da Bielorrússia”, afirma o Ministério, que adianta que a missão conjunta com a Rússia serve para o “lançamento de armas nucleares e a sua preparação para o uso”.

    A Bielorrússia alega que a missão “não é dirigida contra países terceiros e não representa uma ameaça à segurança na região”, O anúncio foi recebido com preocupação pela Ucrânia que, através do Ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros, afirmou na rede social X que a missão “legitimiza de facto a proliferação de armas nucleares a nível mundial e abre um precedente perigoso para outros regimes autoritários”.

  • Israel detém pelo menos dez espanhóis na nova flotilha hoje intercetada

    Cerca de 45 espanhóis estavam na flotilha que se dirigia a Gaza e hoje intercetada por Israel, sendo que entre 10 a 20 terão sido retidos pelas autoridades de Telavive, disse o Governo de Espanha.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Espanha, José Manuel Albares, indicou que a flotilha tinha 54 embarcações onde seguiam perto de 500 tripulantes e 45 seriam espanhóis, embora seja uma informação ainda não “totalmente verificada”.

    Entre 10 a 20 terão sido intercetados por Israel, acrescentou o MNE, que falava numa conferência de imprensa em Madrid, ao lado do homólogo egípcio, Badr Abdelaty.

    Albares adiantou ter convocado esta manhã a chefe da embaixada de Israel em Madrid, Dana Erlich, para lhe transmitir “um protesto formal e enérgico” por esta nova operação com uma flotilha que pretendia alcançar o território palestiniano da Faixa de Gaza, cujos acessos estão bloqueados por Telavive.

    A interceção da flotilha e a detenção de tripulantes que iam nos barcos é “uma nova violação do direito internacional” por parte de Israel, disse o ministro espanhol.

    Espanha não sabe como vão atuar as autoridades israelitas em relação às pessoas que iam na flotilha e que foram retidas, mas considerou que, seja qual for o cenário, “estão a violar o direito internacional”, insistiu Albares.

    Sejam desembarcados em Chipre ou levados para Israel, trata-se de uma atuação “inaceitável e uma detenção ilegal”, sublinhou.

    O ministro avançou que Espanha está em contacto e a trabalhar em conjunto com outros países que têm também nacionais nesta flotilha.

  • Pelo menos dez espanhóis de nova flotilha retidos por Israel

    Cerca de 45 espanhóis estavam na flotilha que se dirigia a Gaza e esta segunda-feira intercetada por Israel, sendo que entre 10 a 20 terão sido retidos pelas autoridades de Telavive, disse o Governo de Espanha.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Espanha, José Manuel Albares, indicou que a flotilha tinha 54 embarcações onde seguiam perto de 500 tripulantes e 45 seriam espanhóis, embora seja uma informação ainda não “totalmente verificada”.

    Entre 10 a 20 terão sido intercetados por Israel, acrescentou o MNE, que falava numa conferência de imprensa em Madrid, ao lado do homólogo egípcio, Badr Abdelaty.

  • EUA prolongam isenção a petróleo russo armazenado no mar

    Os Estados Unidos anunciaram hoje que vão prolongar por mais 30 dias a isenção temporária que permite transações envolvendo petróleo russo armazenado no mar, para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos

    De acordo com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a decisão pretende garantir que “os países mais vulneráveis” continuem a ter acesso ao petróleo russo, num contexto de forte instabilidade no mercado global de hidrocarbonetos devido à quase paralisação do tráfego no estreito de Ormuz.

    Através de uma publicação nas redes sociais, o secretário do Tesouro disse que a medida corresponde a uma “isenção temporária de 30 dias”.

    Washington bloqueia normalmente transações relacionadas com petróleo russo, no âmbito das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia.

    No entanto, o Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, introduziu esta exceção em março, numa tentativa de conter a subida dos preços da energia provocada pela escalada do conflito no Médio Oriente.

  • BE questiona Governo sobre detenção de portugueses a bordo de flotilha e se vai convocar o Embaixador de Israel em Portugal

    Numa pergunta dirigida ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, tutelado por Paulo Rangel, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo escreve que esta manhã “forças navais israelitas iniciaram a interceção de embarcações da Flotilha Global Sumud no Mediterrâneo oriental, ao largo da costa de Chipre, a cerca de 250 milhas náuticas da Faixa de Gaza”.

    Fabian Figueiredo escreve na pergunta que esta flotilha, “que partira do porto turco de Marmaris a 14 de maio com mais de cinquenta embarcações e cerca de quinhentos participantes, constitui a frota reagrupada da missão que já fora parcialmente intercetada a 30 de abril de 2026 ao largo de Creta, operação na qual a marinha israelita capturou mais de vinte embarcações e deteve cerca de cento e setenta e cinco ativistas”.

    A bordo da flotilha intercetada “seguem dois cidadãos portugueses, ambos médicos – Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias -, embarcados no navio Tenaz, embarcação que escapara à interceção de abril e rumara à Turquia para se reagrupar”, lê-se no texto.

    O deputado único do BE realça que “a interceção de embarcações civis em águas internacionais, a centenas de milhas náuticas de qualquer costa sob jurisdição israelita, suscita objeções graves à luz do direito internacional”, lembrando que o “alto mar encontra-se aberto a todos os Estados e a liberdade de navegação é um dos seus princípios estruturantes, codificado na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de que Portugal é parte”.

    “O direito de visita por navio de guerra estrangeiro está taxativamente limitado a um conjunto restrito de hipóteses: pirataria, tráfico de escravos, transmissões não autorizadas, ausência de nacionalidade ou dissimulação de pavilhão; nenhuma das quais se verifica no caso de uma missão humanitária civil e não armada”, argumenta Fabian Figueiredo.

    O deputado único sublinha que embora Israel não faça parte desta convenção, “as regras sobre a liberdade do alto mar, a jurisdição exclusiva do Estado de pavilhão e os fundamentos do direito de visita codificam direito internacional consuetudinário, vinculativo de todos os Estados”.

    “A presença a bordo de pessoal médico, e o facto de os dois cidadãos portugueses serem médicos integrados numa missão humanitária, convoca igualmente a proteção especial que o direito internacional humanitário confere às missões médicas”, é realçado na iniciativa.

    Fabian Figueiredo acrescenta ainda que “os relatos documentados de maus-tratos e tortura sofridos por ativistas detidos na interceção de 30 de abril, incluindo o cidadão português Nuno Gomes, fazem recear pela integridade física e psicológica dos detidos”.

    Neste contexto, o BE quer saber se o Governo dispõe de informações sobre o paradeiro, estado de saúde, situação jurídica e eventual detenção, dos dois portugueses a bordo e se vai convocar, com urgência, o Embaixador de Israel em Portugal para “prestar esclarecimentos e para lhe ser transmitido um protesto formal do Estado português pela interceção de embarcações civis em águas internacionais”.

    Fabian Figueiredo quer também saber quando é que o Governo vai “exigir formalmente de Israel a libertação imediata e incondicional de todos os cidadãos detidos nesta interceção, em particular dos cidadãos portugueses, e o seu regresso em segurança” e se tenciona condenar publicamente esta interceção.

    Por último, o deputado único quer saber se o Governo vai “exigir garantias quanto ao tratamento digno dos detidos e apoiar a abertura de uma investigação internacional independente aos factos ocorridos nas três interceções da Flotilha Global Sumud”.

  • Emirados com interesse em retomar guerra com o Irão. Outros atores regionais consideram atitude de "criança mimada que perdeu a paciência"

    De acordo com o jornal israelita Haaretz, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Bahrein estão interessados em reativar a guerra contra o Irão, atitude mal recebida por parte de outros atores regionais, vários deles envolvidos nas negociações de paz entre os EUA e o regime iraniano.

    O Haaretz cita uma fonte ligada às negociações, que confirma que o Paquistão está a liderar as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, mas que o Qatar, o Egito, a Turquia e a Arábia Saudita estão também envolvidos e desempenham um papel de apoio.

    Quem está de fora desta equação são os EAU e o Bahrein, ambos interessados na retoma do conflito, se bem que “cada um pelas suas próprias razões”.

    “Os outros Estados do Golfo veem os EAU como uma criança mimada que perdeu a paciência e a razão”, revelou a fonte.

  • MNE confirma presença de dois portugueses na flotilha intercetada esta segunda-feira por Israel

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta tarde estar a par da presença de dois cidadãos portugueses detidos pelas autoridades israelitas após a interceção junto ao Chipre de uma flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza.

    “O MNE acompanha de forma permanente a evolução da situação relacionada com a Flotilha, através do seu Gabinete de Emergência Consular e das Embaixadas em Telavive, Ancara e Nicósia”, lê-se numa publicação feita na rede social X, adiantando que “foram também desencadeadas, pela via diplomática, diligências junto das autoridades israelitas para garantir a segurança e o respeito pelos direitos dos cidadãos nacionais e de todos os envolvidos”.

    Ao Jornal de Notícias, o MNE adiantou que “nenhum dos cidadãos em causa contactou o Estado português”, tendo sido as suas famílias a estabelecer “contacto com as autoridades portuguesas a fim de sinalizar a participação dos seus familiares”.

    Os portugueses detidos tratam-se de Maria Beatriz Barroca Bartilotti Matos e Gonçalo Dias, que integravam a Flotilha Global Sumud. Composta por 50 embarcações, encontrava-se a oeste de Chipre quando pelo menos oito foram intercetadas por Israel.

  • Trump diz ao NY Post que já não quer negociar e que o Irão "sabe o que o espera"

    Em conversa ao jornal New York Post, Donald Trump deu a entender esta segunda-feira que está inclinado a retomar as operações militares contra o Irão perante o arrastar das negociações das últimas semanas.

    No que o jornal norte-americano descreve como uma “breve entrevista telefónica”, o presidente dos EUA afirmou que já “não está disposto” a fazer quaisquer concessões a Teerão e que o Irão sabe “o que vai acontecer em breve”.

    Segundo o Post, Trump “pareceu fechar a porta à proposta de negociações diplomáticas apresentada pelo Irão no domingo”, algo reforçado pelo facto de, quando questionado novamente quanto à disponibilidade de aceitar uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio iraniano, o presidente interrompeu para dizer “não estou aberto a nada neste momento”.

    As declarações de Trump surgem após o Axios noticiar que os EUA consideraram a mais recente proposta de paz iraniana dececionante e que o presidente dos EUA vai reunir com a sua equipa de segurança nacional esta terça-feira.

  • O que se sabe até agora

    • As tensões no Médio Oriente aumentam à medida que os Estados Unidos da América consideram a proposta de paz do Irão como insuficiente. Washington ressalta a pressão sobre Teerão para fazer concessões significativas sobre o seu programa nuclear, advertindo que, sem um avanço nas negociações, poderá haver um regresso ao conflito militar.
    • A guerra entre Israel e o Hezbollah continua a fazer muitas vítimas no Líbano, com o número de mortos a ultrapassar os 3000 desde o início do conflito em março. As negociações de cessar-fogo, mediadas pelos Estados Unidos, têm tido progressos limitados, apesar de um cessar-fogo ter sido assinado a 17 de abril e prolongado por mais 45 dias.
    • A situação no Estreito de Ormuz permanece tensa com o Irão a ameaçar aplicar licenças sobre cabos de fibra ótica que atravessam a via navegável e estabelecendo uma nova entidade para gerir o tráfego da área. A União Europeia contestou as condições impostas pelo Irão para a passagem no Estreito, reforçando a importância da liberdade de navegação.
    • A Agênçia Internacional de Energia alertou que as reservas comerciais de petróleo estão a diminuir rapidamente devido ao impacto da guerra no Médio Oriente, com a possibilidade de estas se esgotarem em semanas. Este alerta ocorre num momento em que as sanções dos EUA sobre o petróleo iraniano permanecem em vigor, apesar de rumores negados por Washington sobre uma proposta de isenção temporária em troca de um acordo de paz.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

1 de 4