Momentos-chave
- Trump assinala desenvolvimentos "positivos" nas negociações com Irão
- O que se passou até agora:
- Rangel convocou embaixador israelita para protestar contra detenção de dois médicos
- Trump afirma que EUA "não vão atacar Irão amanhã", após ouvir apelos do Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos
- Presidente do Irão diz que "diálogo não significa rendição"
- BE questiona Governo sobre detenção de portugueses a bordo de flotilha e se vai convocar o Embaixador de Israel em Portugal
- Emirados com interesse em retomar guerra com o Irão. Outros atores regionais consideram atitude de "criança mimada que perdeu a paciência"
- MNE confirma presença de dois portugueses na flotilha intercetada esta segunda-feira por Israel
- Trump diz ao NY Post que já não quer negociar e que o Irão "sabe o que o espera"
- Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ameaça taxar cabos de Internet que atravessam o Estreito de Ormuz
- Ministério da Saúde do Líbano contabiliza mais de 3000 mortos desde 2 de março devido a ataques israelitas
- Jornal saudita avança que Hamas já escolheu novo líder para substituir al-Haddad
- Irão cria novo órgão para gerir tráfego no Estreito de Ormuz e avisa que qualquer passagem sem a sua autorização "será considerada ilegal"
- Irão sugere que os EUA ofereceram isenção das sanções a petróleo iraniano para facilitar acordo de paz. Washington nega
- Alemanha vai investir 10.000 milhões de euros em proteção civil face a ameaças externas — como a Rússia
- EUA consideram nova proposta do Irão insuficiente e alertam que, se não houver cedências, as negociações vão ser feitas "à bomba"
- Rangel não será ouvido esta semana pelo parlamento sobre uso das Lajes pelos EUA
- Lavrov elogia Trump por considerar exigências russas e alerta para obstrução europeia
- Se o Irão admitir a derrota, os "fake news media" vão assumir que foi uma vitória de Teerão porque "perderam totalmente o rumo", diz Trump
- Presidente cubano defende direito do país a responder se EUA atacarem
- Guarda Revolucionária do Irão afirma ter atacado grupos ligados aos EUA e a Israel numa região curda perto do Iraque
- Presidente do Líbano diz que fará o "impossível" para pôr fim à guerra com Israel
- Exército israelita diz ter eliminado comandante da Jihad Islâmica no Líbano
- Israel terá intercetado embarcações da Global Sumud Flotilla ao largo da Turquia. Terão sido detidos dois portugueses
- AIE alerta para queda rápida das reservas comerciais de petróleo devido à guerra no Médio Oriente
- "Situação na central nuclear de Zaporíjia aproxima-se de um ponto de não retorno", avisa presidente da agência nuclear russa Rosatom
- Paquistão terá transmitido aos EUA nova proposta do Irão para travar guerra no Médio Oriente
- Alemanha condena novos ataques iranianos aos países vizinhos e alerta para risco de escalada de violência
- Irão afirma ter intercetado armas de fabrico norte-americano alegadamente transportadas por grupos contra-revolucionários
- "Não há nenhum problema com os EUA". Rangel ataca PS e diz que palavras de Rubio não são literais
- Irão diz que já respondeu à mais recente proposta dos EUA
- Seleção iraniana a caminho da Turquia antes de rumar aos EUA
- FMI alerta para momento “muito crítico” da economia mundial devido à guerra
- Audiência de Netanyahu no tribunal novamente cancelada
- IDF intercetam flotilha com ajuda humanitária a caminho de Gaza
- Ataque russo contra o leste da Ucrânia fez 26 feridos
- Antiga aliada avisa Trump: "Se enviares tropas para o Irão, haverá uma revolução nos EUA"
- Qatar e Kuwait apoiam Arábia Saudita
- Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão falou com homólogos de França e Qatar
- Pelo menos 20 feridos em ataque russo na Ucrânia
- Pelo menos quatro mortos na Rússia em retaliação ucraniana
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Posição do Irão mantém-se inalterada e trava progressos nas negociações
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Trump assinala desenvolvimentos "positivos" nas negociações com Irão
O republicano sublinhou que os aliados no Médio Oriente lhe disseram que estavam “muito perto de chegar a um acordo” que impediria o Irão de adquirir armas nucleares.
“Este é um desenvolvimento muito positivo nas negociações, mas veremos se se mantém ou não”, salientou Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca.
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O que se passou até agora:
- Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, anunciou na sua rede social Truth Social que adiou um ataque militar planeado contra o Irão, devido aos apelos dos líderes do Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Trump realçou que eventuais negociações com o Irão deverão incluir a proibição do armamento nuclear para o país.
- O Irão revelou uma insatisfação interna significativa, com 70% dos iranianos a expressarem descontentamento face às restrições governamentais impostas ao acesso à internet.
- As autoridades israelitas intercetaram uma flotilha que seguia rumo à Faixa de Gaza, detendo vários ativistas, incluindo dois médicos portugueses. Esta ação gerou protestos dos governos de Portugal e Espanha, que acusam Israel de violar o direito internacional ao realizar a interceção em águas internacionais. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal convocou o embaixador israelita em Lisboa para exigir esclarecimentos.
- A situação no Estreito de Ormuz continua a ser uma fonte de tensões, com a Comissão Europeia a alertar para potenciais constrangimentos no abastecimento de petróleo devido a um bloqueio na região, especialmente no que diz respeito ao combustível de aviação. A União Europeia sublinhou a importância da liberdade de navegação no estreito.
Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.
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Rangel convocou embaixador israelita para protestar contra detenção de dois médicos
O Governo convocou hoje o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, “em violação do direito internacional”, de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud, disse à Lusa o ministro do Negócios Estrangeiros.
“Uma vez que esta ação de Israel, tal como a anterior de há umas semanas, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir um tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, convocámos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel para fazermos o nosso protesto e para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível”, afirmou Paulo Rangel, que falava à Lusa à margem de um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Ayman Safadi, no Palácio das Necessidades.
A Ordem dos Médicos indicou que foi esta tarde informada da detenção dos médicos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, “após a interceção da embarcação em que seguiam [o navio “Tenaz”], em águas internacionais”, um caso que disse acompanhar “com bastante preocupação”.
Rangel adiantou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares, que “imediatamente contactaram as autoridades israelitas no sentido de garantir, por um lado, a libertação imediata destas pessoas e, por outro lado, que sejam tratadas com todo o respeito e com garantia de todos os seus direitos fundamentais”.
“Estamos em contacto 24 horas com a nossa embaixada em Israel, como já aconteceu no passado, e, portanto, é natural que ao longo das próximas horas ou do dia de amanhã [terça-feira], tenhamos já mais informações e até já contactos eventuais com os cidadãos em causa”, referiu o ministro.
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“Estratégia do Irão é desgastar os Estados Unidos”
Liliana Reis afirma que programa nuclear iraniano é questão mal resolvida que impossibilita acordo. Fala na incapacidade de Kiev e de Moscovo para ganhar vantagens que permitam ganhos nas negociações.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
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70% dos iranianos estão insatisfeitos com as restrições à internet, diz sondagem
O Vice-Presidente iraniano para os Assuntos Executivos, Mohammad Jafar Ghaempanah, assumiu esta segunda-feira que uma sondagem interna revela que 70% dos iranianos não estão satisfeitos com as restrições feitas pelo regime ao acesso à internet, de acordo com a agência Mehr, citada pela Al Jazeera.
“As restrições abrangentes às comunicações não conduzem aos resultados pretendidos“, assumiu Ghaempanah, que afirma que a “política sustentável do Irão não deve continuar a ser a restrição à internet”.
O Vice-Presidente iraniano aponta também o dedo aos “agentes inimigos” que aproveitam as restrições para “utilizar ferramentas alternativas no caminho do caos e da traição ao povo”.
O país chegou esta segunda-feira ao 80º dia de restrições ao acesso à internet, segundo a plataforma NetBlock.
🗓️ Today marks the 80th day of #Iran's internet blackout, with the shutdown passing 1896 hours. Meanwhile, pro-regime content floods social media, as Iranians seeking to get pro/whitelist access say they are being asked to meet a quota of daily propaganda posts, policed by AI. pic.twitter.com/U1fQ1MvKAf
— NetBlocks (@netblocks) May 18, 2026
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Irão. Bruxelas admite “constrangimentos regionais” e medidas de poupança de combustível
A Comissão Europeia admitiu esta segunda-feira “constrangimentos regionais de abastecimento” de petróleo caso se mantenha o bloqueio no Estreito de Ormuz até junho, que afeta, sobretudo, o combustível de aviação, equacionando medidas de poupança no espaço comunitário.
“Embora atualmente não exista escassez de combustível na UE [União Europeia], poderão surgir constrangimentos regionais de abastecimento nas próximas semanas caso o bloqueio do fornecimento de petróleo através do Estreito de Ormuz não seja resolvido, sendo o combustível de aviação a principal preocupação”, afirma a Direção-Geral da Energia do executivo comunitário em comunicado.
De acordo com a nota, divulgada após uma reunião esta segunda-feira do Grupo de Coordenação do Petróleo — que juntou especialistas da Comissão Europeia, dos países da UE, da Agência Internacional da Energia, da NATO e representantes da indústria petrolífera –, os especialistas “salientaram que, se a situação persistir, será necessário combinar qualquer libertação dessas reservas com medidas de poupança de combustível, para que as reservas de emergência possam ser geridas de forma mais eficiente e durante mais tempo”.
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Trump afirma que EUA "não vão atacar Irão amanhã", após ouvir apelos do Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos
Donald Trump afirma na Truth Social que suspendeu o ataque ao Irão, que estaria planeado para “amanhã”.
O Presidente dos EUA afirma que “lhe foi pedido” pelos líderes do Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para “adiar” o “ataque militar planeado amanhã contra a República Islâmica do Irão” enquanto decorrem as conversações, que classificou como “negociações sérias”. Sublinhou que, a existir um acordo, terá de incluir a “proibição de armamento nuclear para o Irão”.
Donald Trump revela que transmitiu a Pete Hegseth, o secretário de Estado da Defesa, para “não avançarem com o ataque planeado”. “Mas também deixou instruções para estarem preparados para avançar com um ataque completo, de larga escala, contra o Irão, a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável”.
— Pete Hegseth (@PeteHegseth) May 18, 2026
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Presidente do Irão diz que "diálogo não significa rendição"
Masound Pezeshkian, o Presidente iraniano, afirma que “diálogo não significa rendição”, de acordo com uma publicação na plataforma X.
“A República Islâmica do Irão entra em diálogo com dignidade, autoridade e preservação dos direitos da nação e de forma alguma recua de seus direitos legais do povo e do país”, destaca.
“Com lógica e com toda a nossa capacidade, até o fim da vida, estaremos ao serviço do povo e guardiões dos interesses e da dignidade do Irão”, diz.
گفتوگو به معنای تسلیم نیست. جمهوری اسلامی ایران با عزت، اقتدار و حفظ حقوق ملت وارد گفتوگو میشود و به هیچ عنوان از حقوق قانونی مردم و کشور عقبنشینی نمیکند. ما با منطق و با تمام توان، تا پای جان، در خدمت مردم و حافظ منافع و عزت ایران خواهیم بود.
— Masoud Pezeshkian (@drpezeshkian) May 18, 2026
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Médio Oriente. Ordem dos Médicos preocupada com médicos portugueses detidos em flotilha por Israel
A Ordem dos Médicos condenou esta segunda-feira a detenção de dois médicos portugueses pelas autoridades israelitas no âmbito da missão Global Sumud Flotilla e afirmou que continuará a acompanhar “com bastante preocupação” o caso.
“Os médicos devem ser protegidos e respeitados em todas as circunstâncias. Nunca podem ser alvo de violência, intimidação ou qualquer forma de condicionamento, independentemente do contexto político ou militar”, afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, num comunicado.
A ordem profissional indicou que foi esta tarde informada da detenção dos médicos portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, “após a interceção da embarcação em que seguiam [o navio “Tenaz”], em águas internacionais”.
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Brent recupera para 111 dólares com novas tensões no Médio Oriente
O barril de petróleo Brent recuperou esta segunda-feira para os 111 dólares no mercado de futuros de Londres, depois de ter tocado nos 106 dólares, num contexto de novas tensões no Médio Oriente.
Às 16:30 GMT, o Brent, crude de referência para a Europa, subia 2% para 111,42 dólares por barril, depois de durante a madrugada ter chegado aos 112 dólares.
Cerca das 15:00 locais, o preço do crude do Mar do Norte tinha descido para 106,87 dólares, o que representava uma queda de 2,19%.
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Bielorrússia começou exercícios militares com armas nucleares russas
A Bielorrússia começou esta segunda-feira a realizar exercícios militares com armas nucleares, avançou o Ministério bielorrusso da Defesa, citado pela agência russa Interfax, no âmbito de uma iniciativa conjunta com a Rússia.
“O principal objetivo deste evento será testar a prontidão para realizar missões de combate em áreas despreparadas em toda a República da Bielorrússia”, afirma o Ministério, que adianta que a missão conjunta com a Rússia serve para o “lançamento de armas nucleares e a sua preparação para o uso”.
A Bielorrússia alega que a missão “não é dirigida contra países terceiros e não representa uma ameaça à segurança na região”, O anúncio foi recebido com preocupação pela Ucrânia que, através do Ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros, afirmou na rede social X que a missão “legitimiza de facto a proliferação de armas nucleares a nível mundial e abre um precedente perigoso para outros regimes autoritários”.
The deployment of Russian tactical nuclear weapons to Belarus and the joint nuclear drills conducted by the two dictatorships represent an unprecedented challenge to the global security architecture.
The joint practice of conducting strikes directly violates Articles I and II of… pic.twitter.com/j8uLr49FHG
— MFA of Ukraine 🇺🇦 (@MFA_Ukraine) May 18, 2026
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Israel detém pelo menos dez espanhóis na nova flotilha hoje intercetada
Cerca de 45 espanhóis estavam na flotilha que se dirigia a Gaza e hoje intercetada por Israel, sendo que entre 10 a 20 terão sido retidos pelas autoridades de Telavive, disse o Governo de Espanha.
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Espanha, José Manuel Albares, indicou que a flotilha tinha 54 embarcações onde seguiam perto de 500 tripulantes e 45 seriam espanhóis, embora seja uma informação ainda não “totalmente verificada”.
Entre 10 a 20 terão sido intercetados por Israel, acrescentou o MNE, que falava numa conferência de imprensa em Madrid, ao lado do homólogo egípcio, Badr Abdelaty.
Albares adiantou ter convocado esta manhã a chefe da embaixada de Israel em Madrid, Dana Erlich, para lhe transmitir “um protesto formal e enérgico” por esta nova operação com uma flotilha que pretendia alcançar o território palestiniano da Faixa de Gaza, cujos acessos estão bloqueados por Telavive.
A interceção da flotilha e a detenção de tripulantes que iam nos barcos é “uma nova violação do direito internacional” por parte de Israel, disse o ministro espanhol.
Espanha não sabe como vão atuar as autoridades israelitas em relação às pessoas que iam na flotilha e que foram retidas, mas considerou que, seja qual for o cenário, “estão a violar o direito internacional”, insistiu Albares.
Sejam desembarcados em Chipre ou levados para Israel, trata-se de uma atuação “inaceitável e uma detenção ilegal”, sublinhou.
O ministro avançou que Espanha está em contacto e a trabalhar em conjunto com outros países que têm também nacionais nesta flotilha.
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Pelo menos dez espanhóis de nova flotilha retidos por Israel
Cerca de 45 espanhóis estavam na flotilha que se dirigia a Gaza e esta segunda-feira intercetada por Israel, sendo que entre 10 a 20 terão sido retidos pelas autoridades de Telavive, disse o Governo de Espanha.
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Espanha, José Manuel Albares, indicou que a flotilha tinha 54 embarcações onde seguiam perto de 500 tripulantes e 45 seriam espanhóis, embora seja uma informação ainda não “totalmente verificada”.
Entre 10 a 20 terão sido intercetados por Israel, acrescentou o MNE, que falava numa conferência de imprensa em Madrid, ao lado do homólogo egípcio, Badr Abdelaty.
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EUA prolongam isenção a petróleo russo armazenado no mar
Os Estados Unidos anunciaram hoje que vão prolongar por mais 30 dias a isenção temporária que permite transações envolvendo petróleo russo armazenado no mar, para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos
De acordo com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a decisão pretende garantir que “os países mais vulneráveis” continuem a ter acesso ao petróleo russo, num contexto de forte instabilidade no mercado global de hidrocarbonetos devido à quase paralisação do tráfego no estreito de Ormuz.
.@USTreasury is issuing a temporary 30-day general license to provide the most vulnerable nations with the ability to temporarily access Russian oil currently stranded at sea.
This extension will provide additional flexibility, and we will work with these nations to provide…
— Treasury Secretary Scott Bessent (@SecScottBessent) May 18, 2026
Através de uma publicação nas redes sociais, o secretário do Tesouro disse que a medida corresponde a uma “isenção temporária de 30 dias”.Washington bloqueia normalmente transações relacionadas com petróleo russo, no âmbito das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia.
No entanto, o Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, introduziu esta exceção em março, numa tentativa de conter a subida dos preços da energia provocada pela escalada do conflito no Médio Oriente.
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BE questiona Governo sobre detenção de portugueses a bordo de flotilha e se vai convocar o Embaixador de Israel em Portugal
Numa pergunta dirigida ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, tutelado por Paulo Rangel, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo escreve que esta manhã “forças navais israelitas iniciaram a interceção de embarcações da Flotilha Global Sumud no Mediterrâneo oriental, ao largo da costa de Chipre, a cerca de 250 milhas náuticas da Faixa de Gaza”.
Fabian Figueiredo escreve na pergunta que esta flotilha, “que partira do porto turco de Marmaris a 14 de maio com mais de cinquenta embarcações e cerca de quinhentos participantes, constitui a frota reagrupada da missão que já fora parcialmente intercetada a 30 de abril de 2026 ao largo de Creta, operação na qual a marinha israelita capturou mais de vinte embarcações e deteve cerca de cento e setenta e cinco ativistas”.
A bordo da flotilha intercetada “seguem dois cidadãos portugueses, ambos médicos – Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias -, embarcados no navio Tenaz, embarcação que escapara à interceção de abril e rumara à Turquia para se reagrupar”, lê-se no texto.
O deputado único do BE realça que “a interceção de embarcações civis em águas internacionais, a centenas de milhas náuticas de qualquer costa sob jurisdição israelita, suscita objeções graves à luz do direito internacional”, lembrando que o “alto mar encontra-se aberto a todos os Estados e a liberdade de navegação é um dos seus princípios estruturantes, codificado na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de que Portugal é parte”.
“O direito de visita por navio de guerra estrangeiro está taxativamente limitado a um conjunto restrito de hipóteses: pirataria, tráfico de escravos, transmissões não autorizadas, ausência de nacionalidade ou dissimulação de pavilhão; nenhuma das quais se verifica no caso de uma missão humanitária civil e não armada”, argumenta Fabian Figueiredo.
O deputado único sublinha que embora Israel não faça parte desta convenção, “as regras sobre a liberdade do alto mar, a jurisdição exclusiva do Estado de pavilhão e os fundamentos do direito de visita codificam direito internacional consuetudinário, vinculativo de todos os Estados”.
“A presença a bordo de pessoal médico, e o facto de os dois cidadãos portugueses serem médicos integrados numa missão humanitária, convoca igualmente a proteção especial que o direito internacional humanitário confere às missões médicas”, é realçado na iniciativa.
Fabian Figueiredo acrescenta ainda que “os relatos documentados de maus-tratos e tortura sofridos por ativistas detidos na interceção de 30 de abril, incluindo o cidadão português Nuno Gomes, fazem recear pela integridade física e psicológica dos detidos”.
Neste contexto, o BE quer saber se o Governo dispõe de informações sobre o paradeiro, estado de saúde, situação jurídica e eventual detenção, dos dois portugueses a bordo e se vai convocar, com urgência, o Embaixador de Israel em Portugal para “prestar esclarecimentos e para lhe ser transmitido um protesto formal do Estado português pela interceção de embarcações civis em águas internacionais”.
Fabian Figueiredo quer também saber quando é que o Governo vai “exigir formalmente de Israel a libertação imediata e incondicional de todos os cidadãos detidos nesta interceção, em particular dos cidadãos portugueses, e o seu regresso em segurança” e se tenciona condenar publicamente esta interceção.
Por último, o deputado único quer saber se o Governo vai “exigir garantias quanto ao tratamento digno dos detidos e apoiar a abertura de uma investigação internacional independente aos factos ocorridos nas três interceções da Flotilha Global Sumud”.
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Emirados com interesse em retomar guerra com o Irão. Outros atores regionais consideram atitude de "criança mimada que perdeu a paciência"
De acordo com o jornal israelita Haaretz, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Bahrein estão interessados em reativar a guerra contra o Irão, atitude mal recebida por parte de outros atores regionais, vários deles envolvidos nas negociações de paz entre os EUA e o regime iraniano.
O Haaretz cita uma fonte ligada às negociações, que confirma que o Paquistão está a liderar as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, mas que o Qatar, o Egito, a Turquia e a Arábia Saudita estão também envolvidos e desempenham um papel de apoio.
Quem está de fora desta equação são os EAU e o Bahrein, ambos interessados na retoma do conflito, se bem que “cada um pelas suas próprias razões”.
“Os outros Estados do Golfo veem os EAU como uma criança mimada que perdeu a paciência e a razão”, revelou a fonte.
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MNE confirma presença de dois portugueses na flotilha intercetada esta segunda-feira por Israel
O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta tarde estar a par da presença de dois cidadãos portugueses detidos pelas autoridades israelitas após a interceção junto ao Chipre de uma flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza.
O MNE acompanha de forma permanente a evolução da situação relacionada com a Flotilha, através do seu Gabinete de Emergência Consular e das Embaixadas em Telavive, Ancara e Nicósia.
Foram também desencadeadas, pela via diplomática, diligências junto das autoridades israelitas…
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) May 18, 2026
“O MNE acompanha de forma permanente a evolução da situação relacionada com a Flotilha, através do seu Gabinete de Emergência Consular e das Embaixadas em Telavive, Ancara e Nicósia”, lê-se numa publicação feita na rede social X, adiantando que “foram também desencadeadas, pela via diplomática, diligências junto das autoridades israelitas para garantir a segurança e o respeito pelos direitos dos cidadãos nacionais e de todos os envolvidos”.
Ao Jornal de Notícias, o MNE adiantou que “nenhum dos cidadãos em causa contactou o Estado português”, tendo sido as suas famílias a estabelecer “contacto com as autoridades portuguesas a fim de sinalizar a participação dos seus familiares”.
Os portugueses detidos tratam-se de Maria Beatriz Barroca Bartilotti Matos e Gonçalo Dias, que integravam a Flotilha Global Sumud. Composta por 50 embarcações, encontrava-se a oeste de Chipre quando pelo menos oito foram intercetadas por Israel.
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Trump diz ao NY Post que já não quer negociar e que o Irão "sabe o que o espera"
Em conversa ao jornal New York Post, Donald Trump deu a entender esta segunda-feira que está inclinado a retomar as operações militares contra o Irão perante o arrastar das negociações das últimas semanas.
No que o jornal norte-americano descreve como uma “breve entrevista telefónica”, o presidente dos EUA afirmou que já “não está disposto” a fazer quaisquer concessões a Teerão e que o Irão sabe “o que vai acontecer em breve”.
Segundo o Post, Trump “pareceu fechar a porta à proposta de negociações diplomáticas apresentada pelo Irão no domingo”, algo reforçado pelo facto de, quando questionado novamente quanto à disponibilidade de aceitar uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio iraniano, o presidente interrompeu para dizer “não estou aberto a nada neste momento”.
As declarações de Trump surgem após o Axios noticiar que os EUA consideraram a mais recente proposta de paz iraniana dececionante e que o presidente dos EUA vai reunir com a sua equipa de segurança nacional esta terça-feira.
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O que se sabe até agora
- As tensões no Médio Oriente aumentam à medida que os Estados Unidos da América consideram a proposta de paz do Irão como insuficiente. Washington ressalta a pressão sobre Teerão para fazer concessões significativas sobre o seu programa nuclear, advertindo que, sem um avanço nas negociações, poderá haver um regresso ao conflito militar.
- A guerra entre Israel e o Hezbollah continua a fazer muitas vítimas no Líbano, com o número de mortos a ultrapassar os 3000 desde o início do conflito em março. As negociações de cessar-fogo, mediadas pelos Estados Unidos, têm tido progressos limitados, apesar de um cessar-fogo ter sido assinado a 17 de abril e prolongado por mais 45 dias.
- A situação no Estreito de Ormuz permanece tensa com o Irão a ameaçar aplicar licenças sobre cabos de fibra ótica que atravessam a via navegável e estabelecendo uma nova entidade para gerir o tráfego da área. A União Europeia contestou as condições impostas pelo Irão para a passagem no Estreito, reforçando a importância da liberdade de navegação.
- A Agênçia Internacional de Energia alertou que as reservas comerciais de petróleo estão a diminuir rapidamente devido ao impacto da guerra no Médio Oriente, com a possibilidade de estas se esgotarem em semanas. Este alerta ocorre num momento em que as sanções dos EUA sobre o petróleo iraniano permanecem em vigor, apesar de rumores negados por Washington sobre uma proposta de isenção temporária em troca de um acordo de paz.
Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.