Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Hamas anunciou um acordo com Israel para a libertação de 602 prisioneiros palestinianos em troca dos corpos de quatro reféns israelitas mortos em Gaza. O acordo foi confirmado por um oficial israelita e a troca, mediada pelo Egito, deverá ocorrer na quarta-feira.
    • A delegação dos Estados Unidos na ONU exigiu o regresso imediato de todos os reféns ainda detidos pelo Hamas na Faixa de Gaza, reforçando a importância de trazer os 63 reféns restantes para casa sem demora.
    • O representante palestiniano na ONU, Riyad Mansour, acusou Israel de tentar “livrar-se” dos palestinianos e tomar os territórios da Palestina, enquanto apelou para que as forças israelitas cessem as políticas que reforçam a ocupação nos territórios palestinianos.
    • O Hamas responsabilizou Israel pelas mortes de crianças devido ao frio em Gaza, apelando à comunidade internacional para tomar medidas urgentes para pôr fim ao bloqueio e permitir a entrada de materiais de construção e assistência médica no território.

    [António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio são três “Homens de Uma Certa Idade” a discutir a vida “de forma sincera”. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os mais recentes desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente nesta nova página, que agora abrimos.

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    https://observador.pt/liveblogs/enviado-dos-eua-diz-que-israel-enviou-delegacao-para-negociacoes-com-hamas/

  • Egito rejeita proposta para administrar Gaza durante oito anos

    O Egito rejeitou proposta apresentada por Yair Lapid, ex-primeiro ministro de Israel e atual líder da oposição de Israel, que defendeu que Gaza fosse administrada pelos egípcios nos próximos oito anos, noticia a Al Arabiya, citada pelo Times of Israel.

    Fontes egípcias garantiram que serão os palestinianos a liderar a Faixa de Gaza, sublinhando que “o Egito não será governado por uma tentativa de administrar Gaza”.

  • Hamas anuncia acordo para libertação de 602 prisioneiros em troca de quatro corpos de reféns

    O Hamas anunciou esta noite que chegou a um acordo com Israel para desbloquear a libertação de 602 prisioneiros e a entrega de quatro corpos de reféns israelitas mortos em Gaza.

    “Foi alcançado um acordo para resolver a questão do atraso na libertação dos prisioneiros palestinianos que deveriam ter sido soltos no último lote”, afirmou o Hamas, citado pelo Times of Israel, acrescentando que a entrega e a libertação serão feitas “simultaneamente”.

    Um oficial israelita contactado pelo Times of Israel confirmou as informações do Hamas e informou que a entrega será realizada na quarta-feira, com o Egito responsável para concretizar essa troca.

  • Representante palestiniano na ONU diz que Israel quer "livrar-se da demografia palestiniana"

    O embaixador palestiniano nas Nações Unidas, Riyad Mansour, diz que Israel está a tentar “livrar-se” dos palestinianos e tomar conta dos territórios da Palestina.

    “O plano de Israel é claro em Gaza, em Jerusalém Oriental e no resto da Cisjordânia, para se livrar da demografia palestiniana, para se apoderar da geografia palestiniana”, acusou o representante nas Nações Unidas, tendo sublinhado no entanto que isso “nunca vai acontecer”.

    Mansour acrescentou que os palestinianos devem permanecer em Gaza durante a reconstrução, pedindo ainda às forças israelitas para cessarem “políticas que entrincheiram a ocupação” nos territórios palestinianos.

  • EUA pedem regresso de todos os reféns "sem demora" na ONU

    A delegação dos EUA na ONU exigiu regresso imediato de todos os reféns ainda detidos pelo Hamas na Faixa de Gaza numa publicação na rede social X.

    Falando sobre o testemunho de uma dos reféns, Noa Argamani, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, a missão norte-americana declarou ecoar os seus apelos.

    “Todos os reféns devem ser trazidos para casa agora, sem demora. Não vamos parar até que os 63 reféns restantes estejam em casa”, escreveu a missão diplomática.

  • Síria apela à retirada das tropas israelitas do sul do país

    O governo provisório da Síria, liderado pela organização Hayat Tahrir al-Sham (HTS), apelou à saída das tropas israelitas do sul do país, segundo noticia a Reuters citando uma declaração de encerramento de uma convenção de diálogo nacional depois da queda do regime de Bashar Al-Assad.

    Israel ocupa, desde a queda de Al-Assad, uma região no sudoeste sítio que correspondia a uma zona desmilitarizada perto dos Montes Golan, região que é disputada entre israelitas e sírios.

    Os israelitas recusam a presença do HTS, anteriormente filiado à Al-Qaeda, na região sul da Síria, segundo o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu no passado domingo.

  • Enviado dos EUA adia viagem ao Médio Oriente

    O enviado dos Estados Unidos ao Médio Oriente, Steve Witkoff, adiou a viagem que ia começar na próxima sexta, noticia o Times of Israel, citando o site Axios.

    O cancelamento da viagem, segundo o jornal, deve-se a foco que o enviado passará a ter nas negociações impulsionadas pelos EUA entre Rússia e Ucrânia.

  • Ministro-adjunto do governo israelita admite possibilidade de estender primeira fase do cessar-fogo

    O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros de Israel, Sharren Haskel, admitiu que a extensão da primeira fase do acordo de cessar-fogo com o Hamas “pode ser uma possibilidade”, apesar de não haver qualquer acordo feito nesse sentido.

    Com o prazo das seis semanas a chegar ao fim, o ministro-adjunto admite agora que, face à falta de uma concordância para avançar para a segunda fase, esta parte inicial pode ser agora estendida.

    “Não fechámos a opção de continuar o atual cessar-fogo, mas em troca dos nossos reféns, que têm de ser devolvidos em segurança”, disse ainda Haskel, citado pela Al Jazeera.

  • MNE israelita diz ter tido uma "ótima reunião" com Von der Leyen

    Em visita a Bruxelas, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, disse ter tido uma “ótima reunião” com Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, a quem chamou “uma amiga de Israel”.

    “Uma oportunidade importante para apresentar as posições de Israel relativamente a todas as questões em agenda: Gaza e o quadro para a libertação dos nossos reféns, o Irão, o Líbano e a Síria”, afirmou Saar na rede social X, acrescentando que ambos os representantes debateram ainda o “desejo mútuo de reforçar as relações e a parceria entre Israel e a União Europeia, bem como a evolução da situação na cena internacional”.

  • Enviado especial dos EUA adia visita a Israel

    O enviado especial dos Estados Unidos da América ao Médio Oriente, Steve Witkoff, adiou a sua visita a Israel — marcada para esta quarta-feira — depois do atraso relacionado com a libertação de prisioneiros palestinianos em território israelita, avança o jornal Haaretz.

  • Chefe da Mossad diz que operação dos pagers foi "ponto de viragem" na guerra contra o Hezbollah

    Para o chefe da Mossad, a operação que levou à explosão de milhares de pagers no Líbano, em setembro passado, causando à volta de quatro mil feridos entre cidadãos libaneses e militantes do Hezbollah, foi o “ponto de viragem” no conflito com o grupo xiita libanês.

    David Barnea refuta a opinião partilhada pelo então ministro da Defesa, Yoav Gallant, que pedia uma “grande operação” contra o Hamas imediatamente após o ataque de 7 de outubro de 2023. O líder da Mossad, no entanto, defende que existiam “dez vezes mais pagers” e “duas vezes mais walkie-talkies” em setembro do ano seguinte do que no período que se seguiu à ofensiva do Hamas.

    Assim, saúda o avanço e tomada de decisão de Benjamin Netanyahu, cuja visão não era apoiada “pela maioria das pessoas na sala”, cita o The Times of Israel, em declarações durante a Conferência anual do Instituto Israelita para Estudos sobre Segurança Interna (INSS).

  • Agência do Hamas diz que seis recém-nascidos morreram de frio em Gaza desde a semana passada

    A agência de defesa civil de Gaza, que é gerida pelo Hamas, garante que seis bebés recém-nascidos morreram como consequência da onda de frio que está a varrer aquela região, e que esta não tem condições para combater.

    “Como resultado de uma grave onda de frio e da falta de aquecimento, registámos as mortes de seis recém-nascidos desde a semana passada até hoje”, disse o porta-voz da agência, Mahmud Bassal, à AFP, citada pela France 24.

    Como a agência explica, as temperaturas em Gaza têm atingido os zero graus centígrados em Gaza, consequência de uma massa de ar frio. Muitos palestinianos continuam a viver em tendas e não têm condições para se proteger do frio.

    Para o Hamas, Israel tem de agilizar a entrada de materiais para construir abrigos e fornecer aquecimento e itens médicos essenciais em Gaza. “Isto é crucial para poteger as crianças de Gaza”, diz o porta-voz.

  • Irão rejeita "diálogo direto" com os EUA sobre problema nuclear

    “Não haverá qualquer possibilidade de diálogo direto entre nós [Irão] e os Estados Unidos sobre a questão nuclear enquanto for exercida a pressão máxima desta forma”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, em Teerão, cita a agência France-Presse.

  • Suspensão do financiamento dos EUA à OMS "congelou" quase 44 milhões de euros de apoio a Gaza

    Com a ordem de suspensão do financiamento à OMS, a administração de Donald Trump é responsável pelo “congelamento” de quase 44 milhões de euros para as operações da agência em Gaza, afirma um representante na região à Associated Press.

    De acordo com Rik Peeperkorn, o responsável da Organização Mundial da Saúde em território palestiniano refere que este “congelamento” vai deixar seis regiões subfinanciadas, incluindo “operações de emergência média e reabilitação de infraestruturas de saúde”.

  • Israel e Hamas poderão ter acordo para o regresso antecipado dos últimos quatro corpos de reféns

    Israel e o Hamas poderão ter chegado a acordo para o regresso dos últimos quatro corpos de reféns previstos na primeira fase do cessar-fogo, avança o The Times of Israel, afirmando que este regresso poderá surgir antes do prazo inicialmente definido — quinta-feira.

    Também ficou em cima da mesa uma extensão desta primeira fase, através da libertação adicional de reféns e prisioneiros. Esta fase, que inclui o cessar-fogo atualmente em vigor, acaba no sábado, enquanto decorrem as negociações para implementar a segunda fase.

  • Hamas responsabiliza "políticas criminosas" de Israel pelas crianças que morreram de frio em Gaza

    De acordo com o Hamas, as “políticas criminosas” de Israel são responsáveis pelas crianças que morreram de frio em Gaza ao longo do último mês.

    Num comunicado citado pela Al Jazeera, o grupo palestiniano menciona o bloqueio da “entrada de apoio humanitário e material para a construção de abrigos” para “mais de dois milhões de pessoas” que vivem no enclave.

    Desta forma, o Hamas apela à comunidade internacional que tome medidas para “acabar com a violação dos termos do acordo de cessar-fogo” que Israel tem cometido, “obrigando à implementação do protocolo humanitário associado e, desta forma, assegurar a entrada de abrigo, aquecimento e assistência médica urgente” em Gaza.

  • Irão aumenta nível de alerta perto de centrais nucleares

    Com receio de um possível ataque dos Estados Unidos da América ou de Israel, o Irão aumentou o nível de alerta próximo das centrais nucleares do país, de acordo com o The Telegraph.

    De acordo com fontes governamentais citadas pelo jornal britânico, Teerão está também a fortalecer as suas defesas perto das plataformas de lançamento de mísseis, alocando uma maior presença de sistemas militares nestes pontos de “risco”.

  • Primeiro-ministro do Líbano compromete-se à neutralidade. País não será "plataforma para atacar outros Estados"

    O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, comprometeu-se a adotar uma política externa neutra, tanto em temas no mundo árabe, como a nível internacional, dizendo que quer “um país que decida quando há guerra ou paz”.

    Citado pelo jornal israelita Haaretz, o chefe do Executivo terá dito ao parlamento libanês que quer que o exército tenha uma “doutrina de combate”, que “proteja a população e combata todas as guerras de acordo com a constituição”.

    Diz, também, que o seu país não será “uma plataforma para atacar outros Estados”.

  • Presidente do Egipto rejeita proposta para retirar povo palestiniano de Gaza

    O Presidente do Egipto, Abdel Fattah El-Sisi, rejeitou esta terça-feira qualquer proposta que envolva a remoção de palestinianos da Faixa de Gaza, uma vez que não quer “liquidar a causa palestiniana”.

    Num comunicado emitido pelo gabinete presidencial, o Chefe de Estado reforça a importância de começar “cedo” o processo de reconstrução do enclave, garantindo a segurança e permanência dos seus cidadãos. Neste contexto, El-Sisi frisa o estabelecimento de um Estado Palestiniano baseado nas fronteiras de 1967, com a capital em Jerusalém Oriental, indicando que esta é “a única medida que permite alcançar uma paz permanente na região”.

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