Momentos-chave
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  • Mendes não quer ser um Presidente da República como a rainha de Inglaterra

    O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu hoje que não quer ser um Presidente da República como a rainha de Inglaterra, mas antes “proativo, interventivo e com ação” para resolver os problemas do país.

    A comparação foi repetida duas vezes por Marques Mendes para emendar a afirmação afirmando “não ter nada contra a rainha de Inglaterra ou se quiserem, hoje, contra o Rei de Inglaterra”.

    “Serei um Presidente pró-ativo, interventivo, com ação nunca uma Rainha de Inglaterra, não que tenho alguma coisa contra a Rainha de Inglaterra ou se quiserem hoje contra o Rei de Inglaterra, mas o que Portugal precisa é de algo diferente. Maior capacidade de ação dentro dos sues poderes e de intervenção”, referiu.

    O candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, que falava num jantar com apoiantes em Monção, no distrito de Viana do Castelo apoiado pelo PSD e CDS-PP, adiantou que o seu modelo para a presidência da República não passa por ficar “à espera de mais diagnósticos (…) de um desabafo (…), não vou estar à espera de estados de alma”, mas antes de seguir “em frente”, porque “o país não quer mais generalidades, quer ação”.

    “Um Presidente da República não governa, é verdade. Um presidente da República não faz leis, sem dúvida, mas o Presidente da República se souber usar bem a sua palavra e a sua magistratura de influência pode ajudar decisivamente muitos problemas concretos que existem em Portugal”, reforçou perante 500 pessoas que ouviam o seu discurso.

    O candidato e antigo líder do PSD, anunciou em Monção que se ganhar as eleições vai “nomear um jovem para o Conselho de Estado”.

    “Nunca na vida isso acontecer em Portugal. Um Presidente da República tem direito a nomear cinco pessoas para o Conselho de Estado, mas nunca ninguém, no passado, um jovem. Não tenho nada contra os mais velhos. A sabedoria dos mais velhos é importante, mas o Conselho de Estado como um órgão importante de aconselhamento do Presidente da República é importante que estejam os jovens, com as suas preocupações e ambições”, explicou.

  • Manuel João Vieira pode participar no debate da RTP com todos

    O músico e artista plástico Manuel João Vieira pode ser um dos candidatos presidenciais que se vão defrontar no debate com todos a ser transmitido na RTP.

    O diretor de Informação da televisão pública, Vítor Gonçalves, revelou ao Expresso que “serão convidados todos os que tenham a sua candidatura validada pelo Tribunal Constitucional”, pelo que se aguarda a decisão sobre as assinaturas.

    Caso o número de candidaturas válidas seja superior a dez, os candidatos será divididos por dois debates, um no dia 6 e outro no dia 8 de janeiro.

    Até ao momento, apenas Manuel João Vieira, João Cotrim de Figueiredo, António Filipe e Humberto Correia entregaram as pelo menos 7.500 assinaturas necessárias no Palácio Ratton, em Lisboa.

  • As notas do debate. Cotrim Figueiredo vence Catarina Martins por meio ponto, depois da bloquista se embrulhar na NATO

    Estiveram apenas três temas sobre a mesa e ambos concordaram num deles: a Justiça. Depois, sobre o investimento na Defesa, a NATO, a Ucrânia, o modelo económico e o Estado, a discussão foi acesa.

    As notas do debate. Cotrim Figueiredo vence Catarina Martins por meio ponto, depois da bloquista se embrulhar na NATO

  • Catarina Martins acusa Cotrim de "pôr mais despesa no OE"

    Catarina Martins mantém que o que Cotrim está a fazer “é a pôr mais despesa no OE para os privado da saúde”.

    A candidata diz que “o SNS tem de ser reinventado”, mas também diz que “com todas as dificuldade faz quase 900 mil cirurgias ao ano”. Cotrim atira com as listas de espera. Catarina Martins diz “podemos ter sistema que funcione bem com base na Constituição: termos um SNS público, que tem de distribuir recursos que o país tem, e o sector privado faz o seu trabalho.”

    Acusa Cotrim de “gostar muito de falar de ideologia”, mas que gosta mais de “falar do concreto”. Repete que o projeto da IL para criar “três ADSE pagas pelo OE para financiar hospitais provados” e que isso “vai ficar caríssimo”. O adversário acusa-a de distorcer as suas ideais para esta área.

    O debate termina neste momento.

  • Cotrim: "Catarina Martins e o Bloco de Esquerda andam há anos a quererem encostar-nos aos que querem favorecer os privados"

    João Cotrim Figueiredo segue para falar da Saúde, com Catarina Martins a concordar que tem “falhado”. “Estamos a manter o sistema para quê?”, questiona Catarina Martins, com Cotrim Figueiredo a explicar que o “objetivo final é que as pessoas estejam satisfeitas”.

    “A justiça não privatizamos, só o resto”, atira Catarina Martins. Com Cotrim a acusar a adversária de estar a “caricaturar”. “Quem é que falou em privatizar, não quer a discussão?”, aponta.

    E prossegue para acusar a ex-líder do BE de “preconceito”: “A Catarina Martins e o Bloco de Esquerda andam há anos a quererem encostar-nos aos que querem favorecer os privados.” E explica que no caso na Lei de Bases da Saúde apresentada pela IL “os principais adversários iam ser os privados porque são os que mais têm beneficiado do descalabro do SNS”.

    Cotrim Figueiredo procura perceber se Catarina Martins gosta da ADSE, que responde que com “ADSE no país todo a IL chamar-lhe-ia um enorme aumento de impostos”. “Não estava a falar do financiamento”, corrige Cotrim, com Catarina Martins a atirar que “um liberal sabe que não há almoços grátis”.

    “Imagine que não temos uma ADSE, temos três e cada uma delas recebe a partir do OE e do orçamento da Saúde, baseado no número de aderentes”, explica, com Catarina Martins a garantir que se está a “gastar mais”.

  • Catarina Martins diz que modelo económico de Cotrim "e impagável"

    Agora Catarina Martins sobre o mesmo tema. “Não debatemos projetos de Governo, mas visões enquanto Presidente”, responde a bloquista que diz que Cotrim quer que “o Estado pague a quem quer ter livre iniciativa privada”.

    Questiona como se assegura os serviços a toda a população em condições de desigualdade, “se a obrigação do Estado é além de ter que ter sistema público para funcionar onde o privado não está ainda tem de pagar ao privado para fazer um negócio ao lado”. “Isso é impagável”, conclui.

    “Não funciona, é caríssimo e vai deixar as pessoas na mão”, diz a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda.

  • Cotrim: "Estamos muito longe de se chegar à discussão mais interessante sobre o papel do Estado"

    João Cotrim Figueiredo, questionado sobre Donald Trump, atira: “E vamos acabar com a NATO e fazemos uma NATO sem os EUA? Sejamos sensatos.” E pede que se imagine Vladimir Putin sem “o poder militar dos americanos”.

    “É crucial que percebamos que Putin só percebe a linguagem da força e está permanentemente a tentar testar velocidade e coesão da resposta europeia”, explica.

    Sobre o modelo económico do país, Cotrim Figueiredo diz que o Estado deve estar em “todas as funções que são de soberania e deve estar naquelas em que a sua função reguladora é essencial”.

    “Em Portugal estamos muito longe de se chegar à discussão mais interessante sobre o papel do Estado porque está em tanta coisa que não devia estar”, atira, explicando que o Estado “não tem de ser o prestador” em várias áreas. Dá o exemplo das PPP, sugerindo que foram “experiências que o BE não gostava” e sugerindo que podem ter acabado por culpa do partido.

    Cotrim Figueiredo gostaria que “fosse dada às entidades públicas e privadas a oportunidade de mostrar quem consegue prestar o serviço em melhores condições, com a satisfação do cidadão”. “A mim é-me indiferente se natureza é pública, privada ou cooperativa.”

  • "A NATO não foi uma segurança para a Ucrânia, foi o contrário", diz Catarina Martins

    Ainda sobre a Rússia e a Ucrânia, Catarina Martins começa a responder e Cotrim lembra que o BE chegou “a chamar nazi a Zelensky”. A antiga líder do partido nega ter sido ela a dizê-lo.

    Continua sobre a Ucrânia e diz que países europeus empurrar o país para pertencer à NATO. “A NATO não foi uma segurança para a Ucrânia, foi o contrário”, defende Catarina Martins.

  • Cotrim: se Ucrânia tivesse aderido à NATO "não estávamos nesta situação"

    Cotrim Figueiredo volta a dizer que antes da guerra “o Bloco chamou nazi a Zelensky” e acusa Catarina Martins de “fugir dessa posição”. “Nunca vi um povo [ucraniano] com tanta vontade de defender soberania e território? Acha que estavam a ser empurrados por Boris Johnson ou fosse quem fosse?”, questiona, com Catarina Martins a dizer que “estavam a ser empurrados contra a defesa da neutralidade”.

    “Têm coesão com pessoas como Catarina Martins a dizer que NATO é um problema quando veem vizinhos a não serem atacados?”, pergunta Cotrim, crente de que se a Ucrânia tivesse aderido à NATO “não estávamos nesta situação”.

    Catarina Martins diz que “a Rússia invadiu Ucrânia e a Ucrânia defendeu-se”, recusando ter dito que os ucranianos foram empurrados para a guerra. “

  • Catarina Martins diz que Trump "ameaçou dois países da NATO"

    Catarina Martins responde a Cotrim e diz que a Presidência “não vai decidir sobre a pertença a alianças” e regista que quem for eleito vai ter de cumprir Constituição que defende dissolução de blocos político-militares.

    Cotrim diz que se trata de “dissolução, não saída” e reforça a ideia que Catarina Martins queria o país fora da NATO. A candidata diz que “há uma questão nova”: “Temos um líder que ameaçou dois países da NATO, o Canada e a Dinamarca, que é Donald Trump. A ameaça veio de dentro da NATO”.

    E diz que está a ser feito “combate às democracias europeias através de uma guerra de comunicação” onde “são aliados os tecnooligarcas americanos e russos”

  • Cotrim entende que "pilar europeu" da NATO "não deve ter um general americano a mandar nele"

    João Cotrim Figueiredo diz que há uma “enorme confusão” na explicação de Catarina Martins: “Fica na cabeça das pessoas que o problema da NATO é existir Trump, o problema da NATO é não estar coesa na Europa.”

    O candidato considera essencial que “o pilar europeu da NATO tenha autonomia”, respondendo a Catarina Martins que “não deve ter um general americano a mandar nele”, até para não se “depender dos humores deste ou daquele”.

  • Investimento anunciado para a defesa é "desproporcionado e sem estratégia", diz Catarina Martins

    Agora o debate passa para o tema da Defesa e o investimento nesta área, concretamente o anúncio de 5,8 mil milhões de euros anunciado pelo Governo esta semana. Apoiaria este investimento? Catarina Martins responde que “não lhe parece adequado ao esforço de investimento que o país tem de fazer em várias áreas”.

    Defende que Portugal “repense a sua defesa, a sua capacidade de cooperação e áreas em que está muito atrás”. E também diz que “fazer compras de armamento que premeiam indústrias francesas e alemãs e que nem por isso colocam os países mais seguros” e quando há carências noutras áreas, investir este valor na defesa “é absolutamente desproporcionado e sem estratégia”.

  • Cotrim: Catarina Martins está a "tentar disfarçar incómodo" com o tema da NATO

    Cotrim Figueiredo acusa Catarina Martins de estar a “tentar disfarçar incómodo que a questão causa” porque já declarou que, por si, “Portugal estaria fora da NATO”.

    “Suponho que está acertado que Portugal está ao mesmo tempo a fazer investimento a inegrar-se noutras cadeias de abastecimento de procução ou utilização de equipamento militar”, afirma, apontando que os investimentos de 2% do PIB são “uma gota de água nos investimentos europeus em defesa nos próximos anos”.

    “A NATO é a nossa garantia de defesa única”, alerta Cotrim Figueiredo, dando o exemplo da Ucrânia.

  • Cotrim: "A justiça tem de dar provas de se regular a si própria sem interesses corporativos"

    João Cotrim Figueiredo considera que procurador deve pronunciar-se publicamente, nomeadamente para “esclarecer porque é que determinados processos têm o deserolar que têm ou determinados meios de provas são usados em excesso”.

    “A solução não é o poder político interferir mais”, alerta, o que leva Catarina Martins a concordar. “A justiça tem de dar provas de se regular a si própria sem interesses corporativos”, avisa o candidato liberal, crente de que o MP e PGR têm de dar “explicações mais cabais e mais cedo” ou se “está a dar azo aqueles que dizem que democracia está em crise”.

  • Catarina Martins: "Procurador-geral da República deve explicações ao país"

    Quanto à mesma questão das escutas, a candidata Catarina Martins diz que o PGR “deve explicações ao país” e que este caso “é muito grave” e criar “natural alarme” por estar em causa um ex-primeiro-ministro, mas também diz que não é “o único caso da justiça portuguesa”.

    “É um susto saber que as escutas são tão generalizadas, que pode haver processos que arrastam na lama pessoas durante anos e casos em que chegam até a prescrever” com este arrasto, descreve a candidata apoiada pelo BE que considera que há risco de “descredibilização das instituições”.

    O moderador questiona ainda sobre se deve haver mudança no processo de nomeação do PGR, mas a candidata diz que um Presidente da República “não muda os poderes, vive com os poderes que tem”, mas também diz que “mesmo com os poderes que tem há coisas que podem ser ditas”. “Tem de haver mecanismos de escrutínio próprios e autónomos” na Justiça, diz, rejeitando que isso seja feito pela política. Também critica as palavra do atual PGR sobre a “prenda de Natal” em relação à averiguação preventiva ao primeiro-ministro.

  • Cotrim regressa ao tema das sondagens para denunciar pesquisa "altamente questionável"

    João Cotrim Figueiredo começa por dizer que “voto útil é na realidade inútil” e recorda “sondagem altamente questionável” da SIC/Expresso, onde surge com 3%, notando que saiu uma nova sondagem mais próxima das anteriores. “Quem deve decidir deve usar as sondagens com muita parcimónia.”

    Sobre as escutas, diz que não vai “desmentir bastonário” e alerta que “número de escutas é preocupante”, frisando que “ou [é] recurso indiscriminado a escutas ou falta de recursos de obtenção de provas de outra forma”.

    PGR tentou “pôr a culpa sob as equipas de defesa”, atira. E acrescentou: “Mais do que abuso das escutas, preocupa-me que haja confusão entre noção de autonomia e total independência e escrutínio no Ministério Público. Não é possível que, caso após caso, PGR e MP não esclareçam o que está em causa.”

  • Começa neste momento o debate presidencial entre João Cotrim Figueiredo e Catarina Martins, com transmissão na TVI. Pode acompanhar também neste liveblog.

  • Montenegro diz que projeto e legado de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa "está vivo" no atual governo

    O primeiro-ministro, Luís Montenegro, diz que o “projeto” e o “legado” de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa continua “vivo” e presente no atual governo, liderado pela coligação da AD.

    Montenegro diz que o projeto do atual governo “continua muito focado nas pessoas” e “tem muita sensibilidade social”, acreditando “ao mesmo tempo,

    nas pessoas e na livre iniciativa de cada um, sabendo que ao estado cabe também o papel de regulação e de não deixar ninguém para trás”.

    “É um espírito de inconformismo, de mudança corajosa, mas também de responsabilidade. Não somos revolucionários, somos reformistas”, garantou ainda o primeiro-ministro, dizendo que não estão “aqui para deixar tudo na mesma” e sublinhando que sabem que aquilo que fazem “hoje vai produzir resultados amanhã”.

    “Temos a convicção que hoje estamos melhor do que estavamos ontem e amanhã vamos estar melhor do que estamos hoje, apesar dos grandes desafios que temos diante de nós, seja no contexto nacional, seja no internacional”, sublinhou.

    Questionado se concordava com o Presidente da República que disse que o legado está hoje mais inquestionável que nunca, Montenegro insistiu ter “a convicção muito firme que esse legado está vivo e é inspirador” do que estão a fazer em Portugal.

    “Com um contexto diferente do que era há 45 anos, com desafios que são diferentes mas com o mesmo espírito, do ponto de vista da atitude de transformação, de inconformismo, de grande convicção, de querermos chamar todos para virem connosco, de não estamos a olhar para o que é lateral ou secundário mas sim para o que é essencial para aquilo que nos dá força e alimenta a ambição e a capacidade do povo português”, rematou.

  • Presidenciais. Ventura lamenta judicialização do debate político e volta a acusar Pinto Moreira de corrupção

    O candidato a presidencial André Ventura lamentou hoje que o ex-deputado Pinto Moreira tenha “optado pela judicialização” do debate político, na sequência de uma queixa por alegada difamação que lhe foi movida, voltando a acusá-lo de corrupção.

    Ventura voltou a acusar Joaquim Pinto Moreira, antigo autarca de Espinho e -ex-deputado do PSD, de ser “conhecido de todos pela forma pouco séria e até corrupta como geriu os destinos da Câmara” e “desviou dinheiro”.

    As declarações do candidato e líder do Chega surgem na sequência do pedido do Ministério Público de levantamento da imunidade parlamentar de André Ventura para ser ouvido como arguido na sequência de uma queixa por alegada difamação apresentada por Joaquim Pinto Moreira.

  • Pacto de Competências Digitais visa aumentar literacia digital

    O ministro do Estado e da Reforma do Estado anunciou hoje o Pacto de Competências Digitais, que visa aumentar a literacia digital, o qual tem três eixos estratégicos e 17 iniciativas com metas até 2030.

    “A literacia digital da nossa população é baixa quando comparada com os países líderes”, afirmou Gonçalo Matias na conferência de imprensa depois da reunião do Conselho de Ministros.

    “Temos que nos aproximar dessas metas de literacia digital com este pacto”, prosseguiu, salientando a importância de formar a Administração Pública.

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