Momentos-chave
- Jorge Pinto considera "estranho" que António Filipe considere que "não se demarca do consenso neoliberal"
- António Filipe faria veto político a "normas lesivas" para os trabalhadores
- Jorge Pinto diz que Governo "quer mais precariedade e enfraquecer direito à greve"
- Jorge Pinto define-se como "pacifista". António Filipe discorda: "Não tem uma posição de pacifista"
- António Filipe assume-se "claramente tão crítico de Putin como de Zelensky"
- Jorge Pinto: "Não faria piadas, como António Filipe fez, sobre levar Vladimir Putin ao TPI"
- António Filipe: "Não tenho nada a ver com Putin, Trump ou Von der Leyen"
- Jorge Pinto: "Ser patriota em 2025 é ter uma voz no projeto europeu"
- António Filipe: com Seguro, candidatura agregadora à esquerda seria "imaginária"
- Jorge Pinto acredita estar "a fazer um enormíssimo favor à esquerda" com a sua candidatura
- António Filipe teria promulgado eutanásia e defende que lei "não precisa de voltar à AR"
- Arranca debate entre António Filipe e Jorge Pinto
- Cotrim Figueiredo critica "falta de ambição da política portuguesa"
- Metro de Lisboa recorre de decisão que rejeitou serviços mínimos na greve geral
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Abrimos um novo liveblog para continuar a acompanhar a política nacional esta terça-feira. Pode consultar o artigo de segunda-feira.
Portugal e Moçambique assinam hoje mais de 20 acordos na VI cimeira bilateral
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As notas dos debates. António Filipe estendeu a passadeira vermelha a Jorge Pinto: pôs no mesmo patamar Putin e Zelensky
Discutiu-se pela primeira vez a eutanásia e depois a falta de convergência à esquerda. Mas foi no tema Ucrânia que António Filipe voltou a tropeçar, ao colocar no mesmo patamar Putin e Zelensky.
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Jorge Pinto considera "estranho" que António Filipe considere que "não se demarca do consenso neoliberal"
Jorge Pinto considera “estranho” que o António Filipe o acuse de não se demarcar o suficiente do dito consenso neoliberal, afirmando que foi “das primeiríssimas pessoas a falar” da anteproposta laboral do Governo.
Sobre a União Europeia, o deputado diz que António Filipe “só olha para as coisas más”. Jorge Pinto lembra que foi funcionário europeu numa agência de aviação e que é por causa da UE que qualquer avião circule no espaço europeu em segurança.
“Eu não sou euro-seguidista”, diz Jorge Pinto. “Olhe que parece”, responde António Filipe para fechar o debate.
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António Filipe faria veto político a "normas lesivas" para os trabalhadores
António Filipe acredita que o PR tem uma margem de manobra grande na questão da reforma laboral, mas acredita que a “luta dos trabalhadores” vai derrotá-lo antes de chegar a Belém. Como PR, faria a análise da constitucionalidade das normas e faria um veto político a normas que fossem “lesivas dos direitos dos trabalhadores”, pedindo à AR que reponderasse. Não esconderia a sua opinião.
“Usaria o meu peso político para impedir procurar normas lesivas”, resume. Frisa que Jorge Pinto não se demarca o suficiente do “consenso neoliberal” que vê na política.
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Jorge Pinto diz que Governo "quer mais precariedade e enfraquecer direito à greve"
Jorge Pinto diz que o Governo “quer mais precariedade e enfraquecer o direito à greve” com o pacote laboral. O deputado quer “mudar o nosso modelo económico” com uma aposta na ciência, de inovação e de altos salários.
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Jorge Pinto define-se como "pacifista". António Filipe discorda: "Não tem uma posição de pacifista"
Jorge Pinto continua a discussão sobre a guerra na Ucrânia, admitindo que existe um “clivagem profunda” em relação ao seu oponente neste debate.
Diz ser verdadeiramente impressionante que para António Filipe “existam mil e um responsáveis pela guerra na Ucrânia, menos a Rússia”. Acrescenta, em resposta ao comunista, que “todos os conflitos são complexos” e defende que não deve haver um acordo do paz sem a UE fazer parte das negociações.
Jorge Pinto diz ser um “pacifista”, mas António Filipe responde: “Não tem uma posição de pacifista.”
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António Filipe assume-se "claramente tão crítico de Putin como de Zelensky"
António Filipe defende que há uma “complexidade” grande na Ucrânia e diz que Jorge Pinto “estendeu a passadeira vermelha ao senhor Zelensky — talvez se arrependa daqui a uns tempos”.
Assume que é “tão crítico de Putin como de Zelensky, claramente” e diz que não há partido português mais distante de Putin. Mas sobre o congelamento de ativos russos diz que não é banqueiro. “A UE não se entende, eu é que tenho de estar agora a ter uma posição sobre isso? Ora essa!”.
Defende que a UE deve fazer esforços de paz, como o Papa Francisco ou Lula da Silva. E frisa que são as partes que têm de chegar a acordo.
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Jorge Pinto: "Não faria piadas, como António Filipe fez, sobre levar Vladimir Putin ao TPI"
Jorge Pinto diz que não estamos condenados a fazer parte de uma UE que não pode ser alterado. O deputado afirma que “o surpreende” que António Filipe não esteja ao seu lado sobre a Guerra da Ucrânia, “onde também há um invasor e um invadido”.
“Eu não faria piadas, como António Filipe fez, sobre levar Vladimir Putin ao Tribunal Penal Internacional.”
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António Filipe: "Não tenho nada a ver com Putin, Trump ou Von der Leyen"
António Filipe volta a frisar que não é “eurodependente” e que não tem “nada a ver” com Putin, Trump ou com Von der Leyen. Acusa os verdes europeus de se terem congratulado com a eleição de Von der Leyen e recusa os valores da UE de “dois pesos e duas medidas” sobre a Ucrânia e a Palestina.
“O senhor ficou muito tempo à espera de que a UE se decidisse”, acusa. E pergunta se os “valores europeus” que Jorge Pinto defende são apoiar Israel ou a posição da troika nesses anos.
“Portugal tem de ter uma posição independente e uma voz própria”, defende. E acusa Jorge Pinto de não se demarcar do processo de militarização da UE.
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Jorge Pinto: "Ser patriota em 2025 é ter uma voz no projeto europeu"
Jorge Pinto lembra que António Filipe e o PCP se definem como de “uma esquerda patriótica” e diz que ele, por sua vez, também é um patriota, apesar de se dizer como de uma esquerda europeísta e moderada.
O dirigente do Livre assegura que “ser patriota em 2025 é ter uma voz no projeto europeu”. “Como vamos ser patriotas perante Putin de um lado e Donald Trump do outro?”
Jorge Pinto acha que os portugueses têm demonstrado que “acreditam nesse projeto europeu” e acredita que é possível ter “essa voz autónoma” de Portugal no seio da UE.
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António Filipe: com Seguro, candidatura agregadora à esquerda seria "imaginária"
António Filipe diz que é “completamente diferente” o cenário atual daqueles em que o PCP desistiu das suas candidaturas e por isso “não recebe lições de convergência”.
“Qual seria o candidato capaz de ganhar à primeira volta umas eleições? Isso não existe”, atirando, dizendo que com Seguro essa ideia “tornou-se imaginária”. “Era esperarmos todos à espera de um Messias e eu avancei. Era preciso uma candidatura de esquerda identificada com os valores do 25 de Abril. Não o fazer era ficar à espera do comboio à espera do autocarro. Só havia candidatos do consenso neoliberal”.
Seguro está incluído nesse lote que tem “pesadas responsabilidades” na situação do país, que precisa de “mudança”, frisa. Além disso, não vale a pena pintar cenários de segunda volta condicionando os votos dos eleitores pelo medo.
Define-se da “esquerda sem meios nem meios mas”, dedicada à luta dos trabalhadores — saudando os que vão fazer greve — e que contesta as “imposições do exterior”, sem ser um “eurodependente”. Jorge Pinto faz parte do consenso neoliberal? “Tem dias”.
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Jorge Pinto acredita estar "a fazer um enormíssimo favor à esquerda" com a sua candidatura
Jorge Pinto não acha que a eutanásia tenha de voltar à Assembleia, mas é contra a ideia de a lei, que já foi aprovada, “ficar na gaveta”, como considera que acontece atualmente.
O deputado diz que “percebe as dúvidas” que Marcelo “pode ter tido” sobre a constitucionalidade do diploma, mas acrescenta que é “a favor do direito a morrer com dignidade”.
Jorge Pinto assegura, depois, que o “barco” de uma candidatura presidencial de convergência à esquerda “já zarpou”. Assinala que a sua própria candidatura foi “lançada à 25ª hora” porque ele foi quem acreditou nessa convergência até mais tarde.
Jorge Pinto diz que está “a fazer um enormíssimo favor à esquerda” porque quem vai votar nele “ou não ia votar ou ia votar, por exemplo, em Henrique Gouveia e Melo”, acredita. Acrescenta, por fim, que a diversidade à esquerda não é negativa.
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António Filipe teria promulgado eutanásia e defende que lei "não precisa de voltar à AR"
Começa a falar António Filipe, questionado sobre o dossiê da eutanásia. “Esta questão não precisa de voltar à AR. A lei não foi vetada, está em vigor, o TC apontou dois aspetos não conformes à Constituição mas é possível haver uma regulamentação conforme à Constituição”, defende.
O comunista não teria suscitado a questão da inconstitucionalidade porque “não estava em causa uma violação do direito à vida”. Diz respeitar quem é favorável à aprovação da lei por razões de liberdade pessoal. Mas pensa no “outro ângulo”, social, porque numa sociedade “organizada” é preciso reforçar os cuidados paliativos para que a morte não seja “solução”.
Se fosse PR, teria promulgado a lei, confirma; as inconstitucionalidades serão corrigíveis através da regulamentação, defende.
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Arranca debate entre António Filipe e Jorge Pinto
Começa o debate entre António Filipe e Jorge Pinto. O frente a frente destes dois candidatos presidenciais tem transmissão na RTP.
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Miranda Sarmento aproveita distinção da The Economist para atacar greve: "É incompreensível"
O ministro das Finanças reagiu na RTP Notícias à distância que a revista The Economist deu à economia portuguesa, considerando que foi o “reconhecimento do desempenho das famílias e das empresas”.
Joaquim Miranda Sarmento diz que “Portugal foi em 2024 o País onde o rendimento líquido médio mais subiu. E por três fatores: mais emprego, mais salários e redução do IRS.”
O ministro das Finanças lembra, por exemplo, que a “inflação está nos 2% e as remunerações nos 7%, o que significa que cada trabalhador viu a sua condição subir 5%”.
Miranda Sarmento quer, no entanto, o país em “patamares de crescimento económico cada vez melhores” e diz que “o mais importante é que este caminho de transformação da economia portuguesa não seja travado, não seja impedido por forças mais conservadoras e, pelo contrário, se possa acelerar esta transformação.” O governante diz que é nestes momentos que “importa tomar as medidas que nem sempre agradam a todos, mas que são necessárias para melhorar a nossa produtividade e para preparar o país para momentos em que possa ter condições externas mais adversas”. Daí que conclua: “A greve geral de quinta-feira é totalmente incompreensível. Com a economia a crescer, níveis significativos de emprego, aumento das remunerações acima de 7%, com ganhos reais. É verdadeiramente incompreensível que haja greve geral.”
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Governo ativa task force duas semanas mais cedo: "Estamos a postos. Estamos prontos"
A ministra da Saúde diz que “com responsabilidade individual e coletiva” será possível atravessar este período com “serenidade”. Adianta ainda que “ativou uma task force, tal como fez no ano passado, de que fazem parte a direção executiva do SNS, a DGS, o Instituto Ricardo Jorge, o INEM e a linha Saúde 24 para diariamente avaliar a situação e ir tomando as medidas necessárias para minimizar os impactos negativos das próximas semanas.
Ana Paula Martins diz que “este ano começaremos duas ssemanas mais cedo”. E garante: “Estamos a postos. Estamos prontos. Mas reforçamos a mensagem principal. Contamos com todas as portuguesas e portugueses para esta travessia das próximas ssemanas. E o objetivo desta conferência de imprensa é essa: pedir que colaborem.”
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Ana Paula Martins preocupada com o Natal pede "calma e responsabilidade" e fala em "desafio coletivo"
A ministra diz que “o desafio que enfrentamos é coletivo” e que embora este “seja um fenómeno habitual todos os anos, este ano a gripe está a sair mais cedo e com um potencial para um impacto maior do que em épocas anteriores”. Ana Paula Martins diz que “à medida que se aproxima a época festiva, um tempo de convívio e proximidade entre famílias e amigos é importante que todos mantenhamos uma atitude de calma e de responsabilidade”, insistindo que “pequenos gestos como proteger os mais vulneráveis, adotar medidas de prevenção e cumprir as orientações de serviço público fazem a diferença para passarmos este período em segurança e com a alegria que todos merecemos”.
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Ministra diz que já foram vacinadas quase mais 140 mil pessoas e alarga horários dos centros de saúde
A ministra da Saúde diz que em matéria de prevenção “a vacinação continua a ser a medida mais eficaz” e destaca que “até ao dia 30 de novembro já tinham sido vacinadas 2.297.551 pessoas, mais 139.386 do que no mesmo período de 2024, com uma elevada cobertura nos grupos de maior risco”.
Ana Paula Martins reforça o apelo: “Quem ainda não se vacinou e faz parte dos grupos prioritários, que o faça quanto antes. É gratuita e existem unidades de vacinação em todo o País”.
A governante diz que “além da vacinação há medidas simples que todos podem utilizar: usar máscara em espaços fechados ou quando se apresentam sintomas respiratórios; proteger-se do frio; e proteger os mais vulneráveis; contactar primeiro a linha SNS 24, antes de recorrer à urgência”.
A ministra diz que vão ser “alargados os horários dos centros de atendimento clínico, dos CAC, e os serviços de atendimento clínico denominados como SAC”.
O serviço do INEM, garante, também foi reforçado.
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Ministra diz que se pressão sobre SNS aumentar, param as cirurgias (com exceção para as urgentes e oncológicas)
A ministra diz que é a Direção Executiva do SNS que cabe monitorizar a resposta das unidades de saúde de acordo com os seus planos de contingência.
Ana Paula Martins diz que “é de esperar que sempre que atingirmos uma pressão significativa nos serviços de urgência, sejamos obrigados a parar a atividade cirúrgica, mantendo sempre as cirurgias urgentes e oncológicas, como é natural.”
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Ministra fala sobre aumento da atividade gripal e diz que SNS está preparado: "As próximas oito semanas serão particularmente exigentes"
A ministra da Saúde diz que “as próximas oito semanas serão particularmente exigentes”, devido a um pico de gripe, que atingirá em especial os grupos mais vulneráveis.
Em conferência de imprensa marcada sobre o aumento da atividade gripal, Ana Paula Martins diz que “é previsível o aumento da procura nas urgências”, desde os serviços de urgência hospitalar até à linha Saúde 24 — que garante estar “já a observar”.
A governante diz que, perante este contexto, “o ministério de Saúde está a seguir o seu plano de resposta sazonal para o Inverno, que define medidas para reforçar a capacidade do SNS durante os meses de maior pressão”. Este plano, diz, “enquadra quadros locais de contingência”, que está organizados em “níveis de contingência, permitindo ajustar a resposta à dimensão da procura”.
Ana Paula Martins diz que “as instituições estão preparadas e articuladas”.