Histórico de atualizações
  • O que está a acontecer na guerra na Ucrânia

    • Donald Tusk, primeiro-ministro da Polónia, juntamente com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, exortou o Ocidente a ser firme com a Rússia e com Vladimir Putin, que descreveu como a “última versão do império do mal”. Ambos os líderes destacaram a necessidade de uma postura determinada contra as ações russas na Ucrânia e reafirmaram o compromisso de proteger a fronteira com a Bielorrússia, aliada da Rússia, com investimento europeu.
    • Vladimir Putin está na China para participar na cimeira da Organização para a Cooperação de Xangai. Durante a visita de quatro dias, o Presidente russo espera discutir estratégias com líderes internacionais, incluindo Xi Jinping, Narendra Modi, Masoud Pezeshkian, e Recep Tayyip Erdogan. Existe, também, a possibilidade de um encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-Un. A visita é uma forma de demonstrar a colaboração entre Rússia e China em questões internacionais.
    • As Forças Armadas da Ucrânia desmentiram as alegações do Kremlin sobre o sucesso da ofensiva russa de verão no território ucraniano, classificando-a como um fracasso. A Ucrânia afirmou que a Rússia perdeu cerca de 210 mil soldados em combates desde o início do ano e refutou as alegações de segurança nas regiões fronteiriças, apontando-as como propaganda russa.
    • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou os países europeus por “criarem obstáculos” ao processo de paz na Ucrânia, acusando-os de encorajar o Governo ucraniano a manter uma postura intransigente. Afirmou, ainda, que Donald Trump está a ser um aliado importante na busca por uma saída diplomática.

  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta segunda-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia neste novo liveblog.

    “Entendimentos” alcançados na reunião com Trump podem “contribuir” para resolver guerra na Ucrânia, diz Putin

  • Zelensky anuncia prisão de suspeito pelo assassinato de ex-porta-voz do Parlamento ucraniano

    Volodymyr Zelensky anunciou através das redes sociais que foi preso um suspeito pelo assassinato de Andriy Parubiy, ex-porta-voz do Parlamento ucraniano. “O Ministro do Interior da Ucrânia, Ihor Klymenko, e o Chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, Vasyl Maliuk, acabam de relatar a prisão de um suspeito pelo assassinato de Andriy Parubiy. As medidas investigativas necessárias estão em andamento”, disse o Presidente ucraniano, numa partilha no X.

    Mais tarde, Zelensky informou que recebeu novas informações do Procurador-Geral Ruslan Kravchenko. “Informou-me sobre os próximos passos processuais em relação ao suspeito do assassinato de Andriy Parubiy. O suspeito prestou um depoimento inicial. Ações investigativas urgentes estão em andamento para apurar todas as circunstâncias deste assassinato. Toda a equipa da polícia e os promotores estão a trabalhar 24 horas por dia. Agradeço a todos os envolvidos neste trabalho. A Polícia Nacional e o Ministério Público, o Serviço de Segurança da Ucrânia, o Ministério Público – todos estão a agir da forma mais eficiente possível.”

    Andriy Parubiy, um antigo presidente do parlamento ucraniano e figura bem conhecida da política do país, foi assassinado a tiro em Lviv no passado sábado, 30 de agosto.

  • Zelensky fala em "semana diplomática" e anuncia meta de mil milhões de dólares por mês para compra de armas dos EUA

    Na sua mensagem diária através do X, Volodymyr Zelensky afirmou que a próxima semana será “bastante diplomática”, destacando reuniões com países aliados, e anunciou ainda uma meta de mil milhões de dólares por mês para o programa especial para compra de armamentos dos EUA.

    “Há duas semanas em Washington foi falado que por agora os russos deveriam estar prontos para negociações reais. Para uma reunião a nível de líderes. A Ucrânia está, definitivamente, pronta para esta reunião. Mas a única coisa que a Rússia está a fazer é investir na guerra”, criticou Zelensky, que falou sobre a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, na qual Putin participa, afirmando que “todos” incluindo países como “China e Índia”, acham que a guerra deve acabar.

    Depois, o Presidente ucraniano falou sobre o programa especial de compra de armamento dos EUA, que em agosto alcançou os dois mil milhões de dólares com a participação também dos Países Baixos, da Noruega, da Súecia, da Dinamarca, do Canadá, da Bélgica e da Letónia. Zelensky diz que a partir de setembro a meta é de alcançar pelo menos os mil milhões de dólares por mês. “Este fundo é usado para comprar armamento efetivo, sistemas Patriot e mísseis HIMARS, necessários para defender as nossas cidades.”

  • Von der Leyen diz que Europa tem "plano preciso" para enviar tropas para a Ucrânia

    Numa entrevista ao Financial Times este domingo, Ursula von der Leyen disse que a Europa tem um “plano bastante preciso” para potencialmente enviar tropas para a Ucrânia como parte das garantias de segurança pós-conflito. De acordo com a presidente da Comissão Europeia, as “garantias de segurança são primordiais e absolutamente cruciais. Temos um caminho claro a seguir e um acordo com a Casa Branca… e este trabalho está a correr muito bem”, afirmou von der Leyen.

    A presidente da Comissão Europeia disse ainda que as capitais europeias estão “a trabalhar em planos para um exército multinacional com o apoio dos norte-americanos”. “O Presidente Trump assegurou-nos que haverá uma presença norte-americana como parte deste apoio. Isto ficou muito claro e foi afirmado repetidamente”.

    Ursula von der Leyen disse ainda que na última semana os responsáveis pelas defesas dos países que fazem parte da “coligação de boa vontade” de apoio à Ucrânia encontraram-se e “trabalharam em planos bastante precisos”, que incluíram a discussão de “itens necessários para a criação funcional das tropas”.

    Na próxima quinta-feira, Emmanuel Macron deve receber em Paris o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro Keir Starmer, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte e a própria von der Leyen; terão afirmado três diplomatas ao Financial Times. O Palácio do Eliseu recusou-se a confirmar a informação, diz o jornal.

  • Putin e Xi Jinping já se encontraram à margem da cimeira na China

    O Presidente chinês, Xi Jinping, já se encontrou com o homólogo russo, Vladimir Putin, à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que se realiza em Tianjin entre este domingo e segunda-feira.

    Os dois líderes discutiram as relações entre os dois países.

    Além disso, o Presidente russo comunicou ao homólogo chinês, Xi Jinping, como estão a ser os “contactos” entre os Estados Unidos e a Rússia.

    GettyImages-2232412831 POOL/AFP via Getty Images

    “O nosso Presidente comunicou detalhadamente os contactos mais recentes com os norte-americanos”, afirmou Yuri Ushakov, assessor de Vladimir Putin, citado pela agências de notícias RIA.

    Espera-se que esta segunda-feira o líder chinês e russo se voltem a encontrar.

  • Merz não sabe se guerra vai terminar "para o ano": "Não tenho ilusões"

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a Europa está a tentar “terminar o mais rapidamente possível” com a guerra na Ucrânia. Ainda assim, o líder germânico garantiu que o fim do conflito não significará a “capitulação ucraniana”.

    Numa entrevista ao canal de televisão ZDF, Friedrich Merz alertou para as consequências caso a Ucrânia capitulasse. A Rússia sentir-se-ia incentivada a invadir outro país e a Alemanha sairia prejudicada. “Não é uma opção.”

    O chanceler alemão confirmou que estão a discutidas várias garantias de segurança para o fim da guerra. “Há várias coisas em cima da mesa”, adiantou Friedrich Merz, que descartou “tropas europeias” na Ucrânia.

    Questionado sobre quanto tempo demorará a guerra e se considera provável um cessar-fogo em 2026, o chanceler alemão disse que “não perde a esperança”. “Mas também não tenho ilusões”, frisou.

  • Medvedev adjetiva Merz e Macron como "aberrações raras" e deixa ameaça aos dois líderes

    O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, deixou hoje uma nota no X em em que classifica como “aberrações raras” o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o Presidente francês, Emmanuel Macron.

    Dmitry Medvedev diz que Friedrich Merz está “sedento de vingança”.

    Já Emmanuel Macron, tem medo do “predador à porta” da Europa. Dmitry Medvedev acusa o Presidente francês de “chantagear Trump” em relação a Vladimir Putin.

    Os dois líderes europeus, prossegue o também antigo Presidente Rússia, “esqueceram-se completamente das lições da Segunda Guerra Mundial”.

    Em tom de ameaça, Dmitry Medvedev atirou que as “coisas podem acabar como acabaram em 1945”, ano do final da Segunda Guerra Mundial.

    “Eles podem acabar a ser identificados pelos seus dentes”, atirou.

    Na mesma publicação, Dmitry Medvedev deu ainda “duas más notícias aos irmãos gémeos”: “Trump está vivo e a Rússia está a avançar”.

  • Papa Leão XIV condena "pandemia das armas"

    Foi em inglês que se dirigiu aos fiéis, apelando ao fim da “lógica das armas” e à prevalência de uma cultura de fraternidade.

    Papa Leão XIV condena “pandemia das armas”

  • Ofensiva de verão da Rússia "foi um falhanço", garante Ucrânia

    As Forças Armadas ucranianas reagiram hoje às “mentiras” que dizem estar a ser divulgadas pelo Kremlin em relação à ofensiva de verão da Rússia em território ucraniano. Para a Ucrânia, tratou-se de um “falhanço” que está a ser “empolado” pela “propaganda” russa.

    “As forças russas não têm o controlo total de qualquer cidade grande. Em vez disso, desde o início do ano, em batalhas fúteis em Kharkiv, Lugansk e Donetsk, a Rússia perdeu cerca de 210 mil soldados” entre mortos e feridos, lê-se numa nota publicada na página de Facebook das Forças Armadas da Ucrânia.

    A Ucrânia desmente ainda a existência de “zonas de segurança em Sumy e em Kharkiv”: “Não são nada mais do que tentativas para esconder os falhanços de operações que levaram a milhares de baixas”.

    “A narrativa sobre a destruição da indústria de mísseis da Ucrânia é outra ilusão propagandística. Ataques regulares e precisos contra zonas militares dentro da Rússia é o que melhor refuta essas fabricações do Kremlin”, indicaram as Forças Armadas.

  • "Rússia é a última versão do império do mal." Tusk quer Ocidente sem "falinhas mansas" com Putin

    Ao lado de Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, pediu, na mesma conferência de imprensa, que o Ocidente seja “duro” com a Rússia liderada por Vladimir Putin, que é a “última versão do império do mal”, um termo que era usado pelo antigo Presidente Ronald Reagan para descrever a União Soviética.

    Lembrando o que aconteceu pouco antes da queda da União Soviética, Donald Tusk considera que a Polónia, a Europa, a NATO e os Estados Unidos “devem novamente, como já fizeram, ser duros, decisivos” contra a Rússia.

    Para Donald Tusk, as últimas ações da Rússia na Ucrânia — com ataques de larga escala em território ucraniano — mostram que Vladimir Putin não vai mudar a sua abordagem “agressiva”.

    Na sua ótica, o Ocidente não deve fazer “quaisquer concessões” ao líder russo e não deve encetar em “falinhas mansas” com Vladimir Putin. “Isso não vai garantir a nossa segurança”, advertiu.

    A fronteira com a Bielorrússia — um país aliado da Rússia — representa, segundo Donald Tusk, o “sonho de liberdade do domínio soviético” para muitos polacos, recordando a criação da Solidariedade — o movimento sindical na Polónia que contribuiu para o fim do comunismo no país e na Europa de Leste — que aconteceu precisamente há 45 anos.

    Tendo em conta o simbolismo da fronteira, o primeiro-ministro da Polónia considerou “importante” sensibilizar os restantes Estados-membros o quão necessário é “proteger” a fronteira. “Devemos investir dinheiro europeu”, apelou.

  • Von der Leyen ataca "predador" Putin e lembra que Presidente russo "começou quatro guerras em 25 anos"

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está hoje de visita à fronteira na Polónia com a Bielorrússia. Numa conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, a dirigente comunitária avisou que o Presidente russo, Vladimir Putin, é um “predador”.

    “Sabemos como Putin é e não vai mudar. Ele é um predador. Nos últimos 25 anos, começou quatro guerras: Chechénia, Geórgia, Crimeia e a invasão total da Ucrânia”, recordou Ursula von der Leyen, sublinhando que a “experiência mostra” que o Presidente russo apenas pode ser travado através de uma “forte dissuasão”.

    “Temos de estar coordenados, temos de ser precisos e rápidos na postura defensiva da União Europeia, em particular nos estados fronteiriços”, disse Ursula von der Leyen, que está de visita aos países que fazem fronteira com a Rússia e a Bielorrússia.

    A presidente da Comissão Europeia manifestou a “solidariedade total com a Polónia”, que tem enfrentado “ataques híbridos cínicos e deliberados”. “Quero enfatizar que a Europa está ao lado da Polónia de todas as formas possíveis”, frisou, indicando que os Estados-membros que fazem fronteira com a Rússia e a Bielorrússia “vão receber fundos adicionais da União Europeia”.

    Além disso, Ursula von der Leyen anunciou que vai “preparar um roteiro para como investir” mais fundos na União Europeia na área da Defesa. “Vamos analisar as brechas que temos na União Europeia e resolvê-las em 2030 com objetivos.”

    A presidente da Comissão Europeia mencionou ainda as “garantias de segurança na Ucrânia”. “A primeira linha de defesa na Ucrânia é um exército ucraniano forte. Comparo com um porco-espinho de aço — que deve ser indigestível para potenciais invasores.”

    “A segunda é um grupo multinacional, a Coligação dos Dispostos, com o apoio dos americanos. E a terceira e mais importante linha de defesa é a nossa própria postura de defesa e não esquecer de trabalharmos para a adesão da Ucrânia à União Europeia”, rematou Ursula von der Leyen.

  • Peskov acusa países europeus de "criarem obstáculos" à paz: "Encorajam a Ucrânia a ser intransigente"

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou hoje os países europeus de “criarem obstáculos” à paz. “Os europeus encorajam o regime de Kiev a uma continuação absurda da sua linha de intransigência”, atirou.

    Citado pela agência de notícias RIA, o porta-voz avisou que esta posição do que diz ser o “partido da guerra europeu” é um “grande erro”: “Tornará ainda pior a situação para o regime de Kiev”.

    No entender de Dmitry Peskov, esta posição da Europa contrasta com a adotada pela Rússia, que continua “comprometida e disponível para resolver o conflito na Ucrânia por meios políticos e diplomáticos”.

    O responsável da presidência russa salientou que as ações da Europa “contrastam” não só com a “abordagem” do Presidente russo, Vladimir Putin, como com a do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

    Segundo avançou o jornal Axios, alguns membros da administração Trump acreditam que os países europeus estão secretamente a dificultar um acordo de paz.

    Pegando nessa notícia, o porta-voz do Kremlin também considerou que os europeus são “obstáculos aos esforços para colocar o processo de resolução de paz na Ucrânia em curso”.

    Dmitry Peskov elogiou ainda os “esforços de Donald Trump” para chegar a uma resolução pacífica do conflito. “A Rússia está-lhe grata”, rematou.

  • Navio com bandeira do Belize atingido por engenho explosivo

    Um navio graneleiro com a bandeira do Belize sofreu danos ligeiros quando embateu num engenho explosivo não identificado perto do porto ucraniano de Chornomorsk, avança a Reuters.

    Chornomorsk é um porto importante da região de Odessa, um dos três no corredor marítimo que liga o Mar Negro ao Mar Mediterrâneo.

    A Reuters indica que o navio NS Pride continuou a navegar e não teria qualquer carga no momento do embate.

    Neste domingo, o governador de Odessa indicou que Chornomorsk tinha sofrido um ataque “significativo” por parte das forças russas que utilizaram drones durante a madrugada, tendo parte da região ficado sem luz elétrica.

  • A agenda de Putin na China

    O Kremlin divulgou alguns detalhes da agenda de Vladimir Putin na China, onde chegou este domingo. Será uma visita de quatro dias.

    Vladimir Putin participará na cimeira da Organização para a Cooperação de Xangai, na cidade de Tianjin, este domingo e na segunda-feira.

    Depois irá viajar para Pequim para um encontro bilateral com o homólogo chinês, Xi Jinping. Está ainda a ser negociada uma eventual reunião com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un. E deverá realizar um conjunto de reuniões bilaterais incluindo com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

    Sem dar detalhes, diz a Sky News, deverá ser assinados três acordos envolvendo a Gazprom.

    Na quarta-feira estará ao lado de Xi na parada militar na Praça Tiananmen que marca o fim da segunda guerra mundial.

  • Rússia reparou reator nuclear em Kursk

    A central de energia nuclear de Kursk recuperou um reator que terá sido alvo de ataque por drone, indica a imprensa pública russa, citada pela Sky News.

    O reator estava a operar a metade da capacidade por causa de danos num transformador.

  • Comissária para o Alargamento mostra disponibilidade para iniciar negociações com Ucrânia

    Marta Kos, comissária europeia para o Alargamento, indicou que na reunião de sábado com os responsáveis dos Negócios Estrangeiros foram discutidos novas medidas de apoio à Ucrânia, incluindo um 19.º pacote de sanções. Além do possível acesso pela Ucrânia ao instrumento de financiamento para a defesa SAFE.

    E diz também haver disponibilidade para iniciar “negociações imediatas” para a entrada da Ucrânia na União Europeia.

  • Ucrânia liberta Myrne, perto de Kupiansk

    As forças militares ucranianas terão libertado a vila de Myrne, perto de Kupiansk na região de Kharkiv.

    A área, segundo a agência de notícias ucraniana, está numa posição estratégica para controlar a estrada que vai até à cidade, segundo o porta-voz do grupo operacional de Dnipro, Viktor Trehubov, citado pela RBC-Ukraine.

    Os mapas da DeepState já tinham mostrado a 29 de agosto a libertação dessa localidade. Um dia antes a Rússia indicava que as suas forças estavam “a cercar” a cidade ucraniana de Kupiansk, segundo a RIA Novosti.

  • Trump duvida de eventual reunião bilateral entre Putin e Zelensky

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou dúvidas sobre a possibilidade de uma reunião bilateral entre os líderes russo e ucraniano, como parte dos esforços para pôr fim ao conflito que teve início em fevereiro de 2022.

    “Uma reunião entre os três poderia acontecer. Uma reunião entre os dois não tenho tanta certeza, mas acho que a reunião trilateral vai acontecer. Embora às vezes as pessoas não estejam preparadas para isso”, referiu Trump, segundo noticiou no sábado o portal de notícias Daily Caller.

    O dirigente norte-americano disse que talvez o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o homólogo russo, Vladimir Putin, “tenham de lutar um pouco mais” até encontrarem uma solução para a guerra. “Talvez tenham de lutar um pouco mais. Continuar a lutar, estupidamente continuar a lutar”.

    Trump recorreu a uma metáfora que tem usado para ilustrar a relação entre Moscovo e Kiev no contexto da invasão russa da Ucrânia: “É como quando temos duas crianças num parque que não se suportam uma à outra e começam a lutar. Tentamos fazer com que parem, mas elas continuam a lutar até que se cansam e estão dispostas a parar. Por vezes, têm de passar por essa luta antes de conseguirem parar”, descreveu.

    O Presidente republicano sublinhou o elevado custo humano deste conflito, que não só “dura há demasiado tempo”, mas também já custou muitas vidas.

    Neste sentido, ofereceu-se para colaborar no processo de paz para a Ucrânia, consciente de que “eles [os ucranianos] de certa forma precisam disso”, embora tenha sublinhado que a contribuição seria fundamentalmente a de oferecer apoio às potências europeias.

  • Putin chegou à China para visita de quatro dias

    Vladimir Putin, Presidente da Rússia, já chegou à Rússia, para uma visita de quatro dias.

    Chegou à cidade portuária de Tianjin este domingo, segundo noticiou a agência russa Tass, para a cimeira sobre segurança regional.

    No dia antes de chegar à China, e numa entrevista por escrito, Putin realçou que Moscovo e Pequim têm “uma posição comum contra as sanções discriminatórias que afetam o desenvolvimento socioeconómico dos membros dos BRICS [10 países com economias emergentes: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irão, Rússia, África do Sul e Emirados Árabes Unidos] e do mundo em geral”.

    “Procuramos progresso para o bem de toda a humanidade. Estou confiante que a Rússia e a China vão continuar a trabalhar juntas por este nobre objetivo, alinhando os nossos esforços para assegurar a prosperidade das nossas grandes nações”, disse Putin.

    Putin vai ficar quatro dias na China, e irá visitar Pequim a convite do homólogo chinês Xi Jinping. À chegada, Putin foi recebido com guarda de honra no Aeroporto Internacional de Tianjin. Chen Min’er, membro do do Partido Comunista Chinês (PCC) e secretário do partido em Tianjin, foi o anfitrião, ao lado do embaixador russo em Pequim, Igor Morgulov, e por altos funcionários diplomáticos russos.

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