Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • No desfile do Dia da Vitória em Moscovo, o presidente russo Vladimir Putin fez um discurso exaltando a vitória soviética na Segunda Guerra Mundial e apelou à união dos russos em apoio aos militares na Ucrânia. Esta parada, considerada a maior desde o início da guerra na Ucrânia, contou com a presença de cerca de 30 líderes internacionais, incluindo Xi Jinping e Lula da Silva. Moscovo utilizou a ocasião para demonstrar o seu poderio militar, destacando a participação de drones pela primeira vez no desfile.
    • A Ucrânia anunciou que as forças russas realizaram cerca de 220 ataques à região de Zaporíjia durante o cessar-fogo de 30 dias decretado por Vladimir Putin. Estes ataques, que incluíram o uso de drones e artilharia, violam o cessar-fogo acordado, enquanto ambas as nações se acusam mutuamente de quebrar tal acordo. A situação destaca a volatilidade e a continuação das hostilidades na região, apesar dos esforços internacionais para mediar a paz.
    • Os Estados Unidos e os seus aliados europeus revelaram estar em sintonia sobre a proposta de um cessar-fogo incondicional de 30 dias na Ucrânia, sublinhando a necessidade de sanções mais fortes contra a Rússia caso esta continue a guerra. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou apoio a esta posição durante uma declaração conjunta com líderes europeus, evidenciando a unidade ocidental em resposta à agressão russa.
    • Reuniões e discussões de alto nível entre líderes mundiais marcaram outro ponto importante, com Vladimir Putin a receber calorosamente Lula da Silva e outros chefes de estado em Moscovo. Xi Jinping destacou a necessidade de um acordo de paz justo e vinculativo para a Ucrânia, enquanto o chanceler alemão Friedrich Merz revelou que os EUA estão a finalizar um plano de cessar-fogo. Estas interações sublinham o papel diplomático que os países líderes buscam desempenhar na resolução do conflito em curso.

    [Leão XIV é o papa de que a Igreja precisa? No podcast “A História do Dia“, só precisa de 15 minutos para ficar bem informado. Conversamos com os jornalistas da redação do Observador e com especialistas para lhe explicar tudo sobre a história mais importante do dia. E ainda lhe damos um resumo rápido das notícias que tem mesmo de saber. Pode ouvir aqui, na Apple Podcasts, no Spotify ou no Youtube Music]

    imagem para link história do dia

  • Muito obrigado por nos ter acompanhado. Pode seguir todos os desenvolvimentos em relação ao dia de hoje na guerra na Ucrânia neste link.

    Putin propõe negociações sobre guerra na Ucrânia a 15 de maio na Turquia

  • Envio de tropas norte-coreanas para a guerra na Ucrânia é "justificado", garante Kim Jong Un

    O líder norte-coreano afirmou, esta sexta-feira, que o envolvimento das tropas da Coreia do Norte na guerra da Ucrânia foi “justificado”, uma vez que se trata de “um exercício de direitos soberanos em defesa de uma nação irmã”, avança a agência Reuters.

    Kim Jong Un sublinhou, ainda, que o país não hesitaria em autorizar o uso de força militar caso os Estados Unidos persistam em provocações militares contra a Rússia.

  • Comissão Europeia destina mil milhões de euros de lucros de ativos russos ao apoio da defesa ucraniana

    A Comissão Europeia assinou um acordo com vários Estados-Membros para direcionar mil milhões de euros, provenientes de lucros extraordinários de ativos russos congelados, ao fortalecimento da indústria de defesa da Ucrânia, avança o Ukrinform.

    O ministro ucraniano da Defesa, Rustem Umerov, anunciou a medida nas redes sociais, destacando que os fundos irão permitir ampliar a produção de armamento, incluindo drones e munições.

    “Estamos a tornar-nos mais autossuficientes e mais fortes”, afirmou esta sexta-feira, agradecendo à União Europeia “pela confiança, liderança e apoio na luta conjunta pela paz e segurança na Europa”.

  • Embaixada dos Estados Unidos em Kiev alerta para possível "ataque aéreo significativo" nos próximos dias

    A Embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu, esta sexta-feira, um aviso de que recebeu informações sobre um possível ataque aéreo “potencialmente significativo” contra a Ucrânia nos próximos dias.

    De acordo com o comunicado, citado pelo Ukrinform, a Embaixada recomenda que os cidadãos americanos estejam preparados para se abrigarem imediatamente no caso de ser anunciado um alerta aéreo.

  • Reino Unido aplica “maiores sanções de sempre” contra frota fantasma da Rússia

    O Reino Unido anunciou esta sexta-feira o seu “maior pacote de sanções de sempre” contra a chamada “frota fantasma” da Rússia, impondo restrições a 100 petroleiros e a um navio adicional, que o governo britânico identificou como controlados pelo governo russo.

    O governo britânico, citado pelo Politico, garante que estes petroleiros transportaram mais de 18 mil milhões de libras de petróleo russo desde o início de 2024, desafiando as restrições impostas a Moscovo após a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022.

    A Rússia tem tentado contornar as sanções económicas construindo uma “frota fantasma” de petroleiros, que na maioria dos casos são navios envelhecidos, dificilmente identificáveis.

  • Finlândia está otimista quanto a um possível cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia

    O Presidente da Finlândia, Alexander Stubb, afirmou, esta sexta-feira, que está “muito otimista” quanto aos esforços para alcançar um cessar-fogo na Ucrânia, considerando que os avanços estão a seguir “na direção certa”, avança o Ukrinform.

    Durante uma conferência de imprensa em Oslo, Stubb referiu que o ideal seria declarar o cessar-fogo já neste fim de semana.

    O líder finlandês manteve recentemente conversas com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

  • Ataque aéreo russo em Sumy faz um morto e um ferido

    As forças russas lançaram, esta sexta-feira, um ataque aéreo contra a aldeia de Manukhivka, em Sumy. Uma mulher de 85 anos foi morta na sequência do ataque, avança o Ukrainska Pravda, que cita Oleh Hryhorov, chefe da Administração Militar regional.

    Há ainda registo de um ferido. Trata-se de um homem de 49 anos.

  • Polónia critica presença de líderes mundiais no desfile do Dia da Vitória em Moscovo

    O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, afirmou, esta sexta-feira, que a presença de líderes mundiais no desfile do Dia da Vitória em Moscovo é “uma fonte de vergonha”, dada a atual agressão russa contra a Ucrânia.

    Durante uma conferência de imprensa com Emmanuel Macron, em França, Tusk criticou quem aplaude Vladimir Putin. “A presença num desfile de um país que bombardeia cidades e causou mais de um milhão de vítimas é inaceitável”, sublinhou, citado pelo Ukrainska Pravda.

  • Hungria expulsa dois diplomatas ucranianos acusados de "espionagem". Ucrânia expulsa dois diplomatas húngaros, em resposta.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjartó, anunciou no Instagram que iria expulsar dois ucranianos a trabalhar na Embaixada ucraniana em Budapeste, acusando-os de espiar para o país natal.

    A acusação é uma resposta na mesma moeda ao relatório dos serviços de segurança ucranianos (SBU) que revela a detenção de duas pessoas acusadas de espiar para a Hungria.

    A reação ucraniana foi rápida, com Andriy Sybiha a anunciar que “dois diplomatas húngaros” devem sair do país “em 48 horas”.

    “Acabámos de convocar o embaixador húngaro ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e apresentámos-lhe a nota relevante”, lê-se na publicação.

    “Estamos a agir em resposta às ações da Hungria, com base no princípio da reciprocidade e nos nossos interesses nacionais”, sublinhou o ministro ucraniano.

  • Rússia confirma que discutiu regresso do gás natural à Europa com os EUA

    A Rússia confirmou que o regresso do fornecimento do gás natural do país à Europa foi discutido entre representantes do Kremlin e da Casa Branca.

    “Estamos a levantar esta questão com os americanos”, afirmou o assessor de Vladimir Putin, Yuri Ushakov, citado pela Reuters.

  • Montenegro falou ao telefone com Zelensky e reafirmou-lhe apoio de Portugal

    O primeiro-ministro falou hoje ao telefone com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a quem reafirmou o apoio de Portugal contra a invasão russa e a favor do objetivo de se alcançar uma paz justa e duradoura.

    Esta posição foi transmitida por Luís Montenegro na sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter) no dia em que se assinala o dia da Europa e na véspera da reunião da coligação de 31 países que condenam a intervenção militar russa na Ucrânia e estão disponíveis para integrar uma força de paz, a “Coalition of Willing”.

    Uma reunião que se realiza no sábado, em Kiev, na qual Portugal estará representado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

  • Lula da Silva encontra-se com Putin: "A minha visita é um regresso aos planos que temos estado a implementar"

    O Presidente do Brasil, Lula da Silva, esteve reunido com Vladimir Putin depois de ter assistido à parada militar do Dia da Vitória em Moscovo.

    Segundo a agência de notícias russa TASS, Lula destacou que esta é a primeira vez que regressa à Rússia em 15 anos. “Gostava de destacar que a minha visita, ao fim de 15 anos, significa um regresso aos planos que temos implementado ao longo de todos estes anos”, disse.

  • Zelensky diz que aliados europeus e EUA estão "em sintonia" sobre cessar-fogo incondicional de 30 dias

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que, tanto os aliados dos Estados Unidos, como da Europa estão “na mesma página” sobre uma proposta de cessar-fogo de 30 dias acordado entre ambos os líderes.

    “Estamos todos em sintonia: tem de haver um cessar-fogo total. E se a Rússia continuar a arrastar a guerra, precisaremos de sanções mais fortes – especialmente se quebrarem o cessar-fogo quando este finalmente acontecer”, disse Zelensky numa declaração à Força Expedicionária Conjunta — um grupo de países aliados do norte e do nordeste europeu — citada pela Ukrinform.

  • Putin e Trump trocam cumprimentos a propósito do Dia da Vitória

    O conselheiro presidencial Yuri Ushakov avançou a vários media russos que o Presidente Vladimir Putin e o homólogo norte-americano Donald Trump trocaram cumprimentos a propósito do Dia da Vitória, através de conselheiros.

    A informação ainda não foi confirmada pela Casa Branca.

  • Países europeus concordam com criação de um tribunal especial para julgar Putin e os crimes de guerra na Ucrânia

    Um grupo de ministros dos Negócios Estrangeiros europeus, reunidos em Lviv (na Ucrânia), assinaram um documento em apoio à criação de um tribunal especial para julgar Vladimir Putin e outros altos funcionários russos quanto aos crimes cometidos na guerra na Ucrânia, escreve a Sky News.

    A intenção é perseguir Moscovo por causa dos “crimes de agressão” cometidos na Ucrânia. “Assegurará que os mais responsáveis pela agressão contra a Ucrânia sejam responsabilizados”, disse a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, aos jornalistas.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apoia a criação do tribunal. “Um tribunal forte para os crimes de agressãos pode – e deve – fazer qualquer potencial agressor pensar duas vezes”, sublinhou.

    Um funcionário da União Euriopeia disse que o tribunal teria respeitar a imunidade de Putin e dos seus funcionários enquanto estiverem no cargo, mas que um procurador seria capaz de preparar uma acusação quando saíssem dos cargos.

  • Letónia acusa líderes em Moscovo de estarem ao lado de um "carniceiro"

    A ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Baiba Braže, fez uma dura declaração contra os líderes que participaram na parada do Dia da Vitória, acusando-os de estar ao lado de um “carniceiro”.

    “Os países fazem as suas próprias escolhas sobre quererem participar nos eventos de falsa propaganda no Kremlin do carniceiro”, afirmou.”Para nós, isso é ofensivo para o povo letão, porque fomos vítimas das ocupações soviética e nazi e o 9 de Maio não é um dia de liberdade para nós.”

  • Chanceler alemão ameaça aplicar mais sanções à Rússia

    O recém-eleito chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, garantiu esta sexta-feira que não hesitará em aplicar mais sanções à Rússia.

    “Pedimos à Rússia que siga o caminho para negociações de paz reais. Se isso não acontecer, não hesitaremos, junto com nossos parceiros europeus e os EUA, em aumentar a pressão das sanções”, disse Merz aos jornalistas, citado pela Sky News, à margem de uma visita a Bruxelas, na qual se encontrou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

  • Serviço de segurança ucraniano desmantela rede de espionagem húngara

    O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou, esta sexta-feira, que, pela primeira vez na história do país, desmantelou uma rede de serviços secretos militares húngaros, detendo dois agentes na região de Zakarpattia, junto à fronteira com a Hungria.

    Segundo a SBU, citado pelo Kyiv Independent, os objetivos da operação incluíam a recolha de inteligência sobre defesas militares, a identificação de vulnerabilidades nos sistemas de defesa terrestre e aérea ucranianos e a avaliação das visões sociopolíticas dos moradores daquela região, particularmente no cenário de entrada de tropas húngaras naquela região.

    Na resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, acusou a Ucrânia de “propaganda” e pediu cautela na análise das informações já divulgadas pelo SBU.

  • Russos erguem estátua de Estaline na cidade ocupada de Melitopol

    Os russos ergueram um monumento ao ditador soviético Estaline na cidade ocupada de Melitopol, na região de ucraniana de Zaporíjia, por ocasião do Dia da Vitória, escreve o Ukrainska citando o site do Partido Comunista da Federação Russa.

    Por baixo da estátua pode ler-se: “Ao organizador e inspirador da vitória do povo soviético sobre os invasores nazis, Generalíssimo da União Soviética Joseph Vissarionovich Stalin”.

    A inauguração do monumento contou com um membro da administração russa de Melitopol, Oleg Sliusarenko, e com alunos locais que colocaram flores junto à estátua.

    Foi o governo de Estaline que levou a cabo o chamado Holodomor entre 1932 e 1933, um genocídio do povo ucraniano que causou a vida de milhões de pessoas.

1 de 3