Momentos-chave
- Macron e Papa debatem Ucrânia e Síria durante visita à Córsega
- Ucrânia oferece-se para fornecer cereais e outros produtos em ajuda humanitária à Síria
- Kiev repele primeiros ataques de soldados norte-coreanos em Kursk
- Drone ucraniano atinge Chechénia russa
- Dois feridos em ataque de drone a Mykolaiv, na Ucrânia
- Ucrânia destruiu comboio russo com 40 tanques de combustível na região de Zaporíjia
- FIFA deixa Crimeia fora do território ucraniano. Kiev exige "pedido de desculpas"
- Rússia atacou Ucrânia com 108 drones e matou duas pessoas
Histórico de atualizações
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Pode acompanhar todos os novos desenvolvimentos deste sábado no liveblog que agora iniciamos.
Obrigada por estar connosco.
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Macron e Papa debatem Ucrânia e Síria durante visita à Córsega
O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o Papa Francisco debateram este domingo, na Córsega, entre outras coisas, o papel do Vaticano na guerra da Ucrânia, uma semana após Francisco ter rejeitado participar na reabertura de Notre Dame de Paris.
Os dois encontraram-se no aeroporto de Ajaccio (capital da ilha mediterrânica da Córsega), para a sua segunda reunião em seis meses, após uma realizada em junho, em Itália, à margem do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo e União Europeia), informou o Eliseu, num comunicado.
Durante 40 minutos, Macron e o Papa, que esteve na Córsega durante nove horas para assistir a um congresso dedicado à Religiosidade Popular no Mediterrâneo, discutiram questões geopolíticas da atualidade. Quanto à frente da Ucrânia, a Presidência francesa “saudou a mobilização do Vaticano sobre a troca de prisioneiros e o destino das crianças ucranianas na Rússia”.
Macron recordou que “França apoiará a Ucrânia com tudo o que faça falta e durante o tempo que seja necessário para criar as condições para uma paz justa e duradoura, respeitando os direitos legítimos da Ucrânia”.
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Ucrânia oferece-se para fornecer cereais e outros produtos em ajuda humanitária à Síria
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou este domingo disponibilidade para fornecer à Síria cereais e outros produtos agrícolas como ajuda humanitária, uma semana após o derrube do chefe de Estado Bashar al-Assad, aliado de Moscovo.
“Podemos ajudar os sírios com o nosso trigo, a nossa farinha e o nosso petróleo: os nossos produtos que são utilizados globalmente para garantir a segurança alimentar”, disse Zelensky no seu discurso diário ao país.
O chefe de Estado disse que a Ucrânia “está em coordenação” com os seus parceiros e com o lado sírio para resolver questões logísticas. “Apoiaremos esta região para que a estabilidade se torne a base do nosso movimento em direção à paz real”, acrescentou.
Segundo Zelensky, estas possíveis entregas farão parte do programa “Grãos da Ucrânia”, inaugurado em 2022 para fornecer ajuda alimentar aos países mais pobres. Mesmo em guerra, a Ucrânia, um dos maiores produtores mundiais de cereais, mantém enormes capacidades de produção.
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Rússia ataca Nikopol com drones kamikaze
As forças russas atacaram Nikopol hoje, recorrendo a drones kamikaze e artilharia pesada, avançou Serhii Lysak, o responsável pela administração militar de Dnipropetrovsk, escreve a Ukrinform. Não há registo de feridos.
“Uma dezena de ataques durante o dia. Os invasores atacaram o distrito de Nikopol com drones kamikaze e abriram fogo várias vezes com artilharia pesada”, escreveu o responsável regional no Telegram.
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Kiev repele primeiros ataques de soldados norte-coreanos em Kursk
Cerca de 200 militares das forças conjuntas de Moscovo e Pyongyang morreram ou ficaram feridos na região russa de Kursk, indicou hoje a inteligência militar ucraniana, que atacou pelo menos um grupo de soldados norte-coreanos com ‘drones’.
De acordo com o correspondente militar ucraniano Yuri Butusov, citado pela agência EFE, um batalhão de soldados norte-coreanos lançou no sábado um ataque às posições ucranianas perto de Malaya Loknia, apoiado pelas forças russas.
“O inimigo avançou, apesar das perdas e do fogo de artilharia, uma reminiscência da tática de ‘ondas vivas’ usada pelos exércitos norte-coreano e chinês durante a Guerra da Coreia de 1950/53”, escreveu Butusov nas redes sociais.
Os soldados norte-coreanos conseguiram dominar algumas posições ucranianas na zona, graças ao facto de se deslocarem rapidamente e sem pararem para retirar os feridos, embora as forças ucranianas tenham contra-atacado com sucesso.
“O vídeo na posse do comando ucraniano mostra dezenas de cadáveres de soldados norte-coreanos. Ainda não é claro se algum foi capturado”, acrescentou.
Butusov lembrou que as forças ucranianas repeliram os primeiros ataques dos norte-coreanos, mas precisam de “apoio máximo” com ‘drones’ e munições para travar “as vagas” de soldados inimigos.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já havia dado conta no sábado de ataques das tropas norte-coreanas que combatem junto da Rússia na região russa de Kursk, parcialmente ocupada pelo exército ucraniano em agosto.
“Há informações preliminares de que os russos começaram a usar soldados norte-coreanos em ataques — em número significativo”, disse Zelensky no seu ‘briefing’ diário.
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Drone ucraniano atinge Chechénia russa
Um ‘drone’ ucraniano atingiu este sábado um campus da Guarda Nacional Russa, na região da Chechénia, enquanto Kiev continua a contra-atacar após bombardeamento em massa de Moscovo.
Segundo avançou a Associated Press (AP), imagens publicadas nas redes sociais mostram um ‘drone’ (veículo aéreo não tripulado controlado remotamente) a sobrevoar a capital chechena, Grozny, a cerca de 800 quilómetros a sudeste da linha da frente na Ucrânia, antes de explodir. Nenhuma vítima foi reportada.
O líder da república russa da Chechénia, Ramzan Kadirov, confirmou que um ‘drone’ atingiu um local pertencente ao batalhão da polícia de choque Akhmat Grozny e disse que outros dois foram abatidos pelas defesas aéreas.
Segundo a AP, Kadirov terá prometido vingança contra as forças ucranianas e ordenado um ataque com mísseis contra instalações militares em Kharkiv, em retaliação pelo ataque, uma alegação que não foi ainda possível confirmar.
O Ministério da Defesa russo informou este sábado que abateu 15 ‘drones’ ucranianos, durante a noite, nas regiões de Kursk e Belgorod, bem como sobre o Mar Negro, não tendo referido o ataque em Grozny.
Um funcionário do serviço de segurança da Ucrânia disse também este sábado à AP que os serviços de informações de Kiev levaram a cabo uma operação especial para cortar as rotas logísticas de abastecimento de combustível da Rússia, desde a Crimeia anexada até Zaporijia ocupada.
A operação, que decorreu no sábado, destruiu uma locomotiva e 40 vagões-cisterna, disse o responsável de segurança (ver entrada das 15h02).
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Dois feridos em ataque de drone a Mykolaiv, na Ucrânia
Duas pessoas ficaram feridas esta madrugada durante um ataque russo à cidade ucraniana de Mykolaiv, feito com recurso a um drone.
O governador Vitalii Kim usou o Telegram para avançar que também as instalações de uma infraestrutura local ficaram danificadas durante o ataque, cita o Kyiv Independent.
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Ucrânia destruiu comboio russo com 40 tanques de combustível na região de Zaporíjia
As forças ucranianas destruíram ontem um comboio russo que transportava 40 tanques de combustível na região ocupada de Zaporíjia, escreve o jornal Kyiv Independent, citando uma fonte ligada aos serviços de informação da Ucrânia.
A mesma fonte refere que a operação teve como objetivo uma perturbação das rotas de abastecimento usadas pela Rússia para transportar combustível.
A operação resultou de uma ação conjunta dos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU), do grupo Tavria do exército da Ucrânia e das agências de informação militar (HUR) e Forças Especiais (SSO).
Uma explosão fez o comboio descarrilar e alguns dos tanques de combustível incendiaram-se.
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Dois petroleiros russos sofrem acidentes e derramam crude no estreito de Kerch
Dois petroleiros russos sofreram acidentes no estreito de Kerch devido a uma tempestade e derramaram petróleo nas águas do mar de Azov, anunciou hoje o Ministério para as Situações de Emergência da Rússia.
As embarcações envolvidas são o Volgoneft 212, que encalhou depois de sofrer danos na proa, e o Volgoneft 239, que está à deriva, detalhou o ministério russo numa mensagem na rede social Telegram.
Ambos os navios terão sofrido danos irreparáveis que os impedem de navegar e de chegar ao porto, podendo provocar o seu afundamento no mar de Azov, que banha tanto o território russo como o ucraniano.
No primeiro navio havia 14 tripulantes, treze dos quais já foram resgatados e um morreu, disseram os serviços de emergência à agência noticiosa russa RIA Novosti.
Dois rebocadores e dois helicópteros Mi-8 estão envolvidos nas operações de salvamento dos tripulantes dos petroleiros, o segundo dos quais teria também 14 tripulantes.
Os acidentes tanto podem ter sido causados pelas fortes rajadas de vento registadas na zona como pela forte ondulação, condições meteorológicas que podem ter levado as tripulações a cometerem erros de navegação.
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FIFA deixa Crimeia fora do território ucraniano. Kiev exige "pedido de desculpas"
“Estás bem, FIFA?”. A questão foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, na rede social X.
Em causa está o facto de, no mapa apresentado durante o sorteio para a fase de qualificação para o Mundial de 2026, ter ficado de fora a península da Crimeia (internacionalmente reconhecida como pertencendo à Ucrânia, apesar de estar sob ocupação Russa desde 2014).
Na imagem apresentada, a Ucrânia aparece num tom mais escuro — indicando os países que não podem competir entre si por razões geopolíticas — mas o mesmo não acontece com a Crimeia, aparentando estar ainda elegível.
Entre os países contemplados por esta exclusão estão a Ucrânia e Bielorrússia, Espanha e Gibraltar e o Kosovo contra Bósnia e Herzegovina e Sérvia.
Na rede social X, o responsável pelos Negócios Estrangeiros de Kiev escreveu que, ao “serem redesenhadas as fronteiras internacionais”, a FIFA “não agiu apenas contra o direito internacional, mas também apoiou a propaganda russa, os crimes de guerra e o crime de agressão contra a Ucrânia”.
“Esperamos um pedido de desculpas público”, escreveu ainda Heorhii Tykhyi. E acrescentou a imagem de um mapa “corrigido”.
Are you OK, @FIFAcom?
By redrawing international borders in yesterday’s broadcast, you not only acted against international law, but also supported Russian propaganda, war crimes, and the crime of aggression against Ukraine.
We fixed the map for you and expect a public apology. pic.twitter.com/UAr7voKqGi
— Heorhii Tykhyi (@SpoxUkraineMFA) December 14, 2024
Também a Federação Ucraniana de Futebol quis pressionar a FIFA, enviando uma carta ao secretário-geral desta organização, Mathias Grafström. E também ao secretário-geral da UEFA, Theodore Theodoridis.
“Tendo em conta uma série de decisões e resoluções oficiais adotadas pelo Conselho da Fifa e pelo comité executivo da UEFA desde 2014 sublinhamos que a versão de hoje da imagem cartográfica da Ucrânia é completamente inaceitável e parece uma posição inconsistente da Fifa e da UEFA”, lê-se no documento.
De acordo cm a BBC, a FIFA disse apenas que estava “a par de que havia um erro” e garantiu que a imagem já tinha sido retirada.
O Campeonato do Mundo de 2026 terá início a 11 de junho na Cidade do México e é organizado pelos EUA, Canadá e México.
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Rússia atacou Ucrânia com 108 drones e matou duas pessoas
Na última noite, a Rússia enviou 108 drones e um míssil antiaéreo contra a Ucrânia. Várias cidades foram alvo deste ataque noturno, entre as quais: Chernihiv, Sumy, Kyiv, Poltava, Cherkasy, Khmelnytskyi, Kharkiv, Donetsk, Dnipropetrovsk e Mykolaiv.
Esta última cidade conseguiu abater quatro drones, de acordo com o governador local, Vitalii Kim, citado pelo Kyiv Independent.
Ainda assim, um drone atingiu a cidade pelas 6h57, danificando uma infraestrutura e ferindo dois civis.
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Bom dia. Retomamos aqui a cobertura do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Pode rever todos os acontecimentos do passado sábado no liveblog que agora encerramos.
Obrigada por estar connosco.
Ucrânia: Noruega vai transferir a base de treino de pilotos de F-16 ucranianos para Portugal