Momentos-chave
- José Luís Carneiro sobre aumento de combustíveis: "Governo está a lucrar com o sacrifício dos portugueses e continua a colocar mão no bolso"
- Sebastião Bugalho diz que vida dos portugueses “mudou para melhor” nos últimos dois anos
- Luís Neves "absolutamente tranquilo" e promete explicações "ponto por ponto no tempo próprio" — mas não sabe quando será
- Carneiro pede "consciência" a Montenegro sobre "rigor e clareza das explicações"
- José Luís Carneiro avisa que "silêncio é inimigo da transparência": "Luís Neves foi diretor da PJ e tem especiais responsabilidades"
- Rui Rio considera que caso Luís Neves “abala profundamente” credibilidade do PSD e do Governo
- Ministra da Justiça não critica falta de explicações de Luís Neves: "Está a gerir o processo da melhor forma que sabe e pode"
- Luís Neves responde “ainda bem” ao anúncio do Chega de que vai forçar comissão de inquérito
- IL exige "esclarecimentos urgentes" do MAI e espera que comissão permanente avance
- PS fala em "nebulosa criada" sobre MAI e não alinha em inquérito do Chega que "fragiliza PJ"
- PS quer respostas do ministro da Educação sobre exames até setembro ou avança com inquérito parlamentar
- Chega avança com comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves como Diretor Nacional da PJ
- Fernando Alexandre: "Temos de fazer o país avançar e conseguir lidar com o erro"
- Professores que vão classificar exames da segunda fase vão ser chamados até ao final da manhã
- Fernando Alexandre revela aumento de cerca de 2.700 pedidos de reapreciação e diz que "sistema garante todo o rigor"
- Ministro da Educação espera que todos os casos de desconformidades fiquem resolvidos ainda hoje
- Fernando Alexandre diz estar "confiante" com "normalidade" da segunda fase dos exames
Histórico de atualizações
-
Este liveblog vai ficar por aqui. Obrigada por nos ter acompanhado.
-
José Luís Carneiro sobre aumento de combustíveis: "Governo está a lucrar com o sacrifício dos portugueses e continua a colocar mão no bolso"
José Luís Carneiro está em Vila Nova de Gaia e, em declarações aos jornalistas, acusou o Governo de estar “a ganhar dinheiro com o aumento dos combustíveis” .
Alertando para o novo aumento que vai acontecer esta segunda-feira, o líder do PS explica que “isso vai significar que o Governo está a lucrar com o sacrifício dos portugueses e continua a colocar a mão no bolso dos portugueses e a ganhar dinheiro com o aumento dos combustíveis”.
“Desde que o Governo tomou posse, os portugueses já pagaram mais de 1048 milhões de euros de impostos sob os combustíveis”, realça o secretário-geral do PS
Entende ainda que “as famílias portuguesas estão asfixiadas por causa da inflação, por causa do IVA dos bens alimentares essenciais e do custo de vida, de rendas das casas, dos custos dos transportes, que não são todos nas áreas metropolitanas”.
-
Sebastião Bugalho diz que vida dos portugueses “mudou para melhor” nos últimos dois anos
O porta-voz do PSD disse hoje que a vida dos portugueses “mudou para melhor” nos últimos dois anos, desde que a AD assumiu a liderança do Governo, dando como exemplos medidas de apoio aos idosos e aos jovens.
“A pergunta que vos faço é: ao fim de dois anos de Governo, (…) é ou não é verdade que a vida dos portugueses mudou para melhor nos últimos dois anos?”, questionou Sebastião Bugalho, que discursava na comemoração do 52.º aniversário da JSD, em Vilamoura, no distrito de Faro.
O vice-presidente do PSD enumerou, em seguida, diversas medidas, que na sua opinião deixam explícita uma resposta positiva à pergunta.
“É ou não é verdade que quem não tinha acesso ao Complemento Solidário para Idosos por causa do rendimento dos seus filhos, passou a ter? A vida dessa pessoa não mudou? É ou não é verdade que quando o tempo de espera para uma cirurgia urgente no SNS ultrapassa determinado prazo, essa pessoa pode fazer a cirurgia no privado com um ‘voucher’, graças a este Governo? E a vida dessa pessoa vai ou não vai mudar? Vai, e mudou”, afirmou.
“Nos últimos dois anos, o Governo de Portugal já ajudou mais de 100 mil jovens a comprar casa. Nunca nenhum Governo na história da democracia portuguesa ajudou em dois anos 100 mil jovens a comprar casa”, salientou o porta-voz do PSD.
O também eurodeputado completou: “A vida dos portugueses vai mesmo mudar para melhor com o PSD, a vida dos portugueses vai mesmo mudar para melhor com este Governo”.
-
IL diz que Luís Neves está a desgastar Governo e a contaminar imagem da PJ
A presidente da Iniciativa Liberal (IL) defendeu hoje que o silêncio do ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre o caso que o envolve está a “desgastar o Governo” e a “contaminar” a imagem da Polícia Judiciária (PJ).
“Acho que o senhor ministro ainda não percebeu que os portugueses não estão nada tranquilos com esta situação”, afirmou Mariana Leitão, que reagia ao facto de Luís Neves se ter recusado novamente a prestar declarações sobre as polémicas que o envolvem.
Segundo a presidente da IL, que falava aos jornalistas durante uma visita à Feira de Santiago, em Setúbal, cada dia que passa em que o ministro Luís Neves se mantém em silêncio “é mais um dia em que está a desgastar o Governo, está a desgastar-se a ele próprio, mas está também a pôr em causa outras instituições, nomeadamente a Polícia Judiciária”.
A dirigente liberal reafirmou ainda que o ministro deve prestar esclarecimentos “não é no tempo que ele entende que é necessário, é no tempo mais rapidamente possível”.
Questionada sobre a forma como interpreta o silêncio do ministro, respondeu que o problema são “as consequências que esse silêncio está a ter”, que considerou “bastante nocivas”.
Confrontada com declarações da ministra da Justiça, que afirmou hoje que Luís Neves está a lidar com a situação “da melhor forma possível”, a líder da IL reafirmou que “a cada dia que passa, o silêncio [do ministro] tem estado a contaminar o Governo e a contaminar a Polícia Judiciária”, considerando que Rita Alarcão Júdice deveria ter consciência de que a credibilidade da PJ está a ser colocada em causa.
-
Luís Neves "absolutamente tranquilo" e promete explicações "ponto por ponto no tempo próprio" — mas não sabe quando será
Nas mesmas declarações, o ministro da Administração Interna mostrou-se “feliz e satisfeito” com o envio de 128 operacionais portugueses para apoiar Espanha nos incêndios.
-
Carneiro pede "consciência" a Montenegro sobre "rigor e clareza das explicações"
José Luís Carneiro revelou que o PS não acompanha o Chega na comissão parlamentar de inquérito, por considerar que é preciso “salvaguardar o estatuto e integridade” da Polícia Judiciária.
O líder do PS avisa também o primeiro-ministro, dizendo que Montenegro “deve ter consciência daquilo que significam as explicações, o rigor e a clareza das explicações, para garantir que as instituições do Estado de direito democrático são salvaguardadas”.
“É preciso aguardar pelas informações que vão ser prestadas”, insiste, defendendo que será preciso tempo para “recolher factos”. “Se está a recolher elementos que permitam provar os fundamentos que teve para as suas decisões é isso que temos de aguardar.”
-
José Luís Carneiro avisa que "silêncio é inimigo da transparência": "Luís Neves foi diretor da PJ e tem especiais responsabilidades"
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, aguarda esclarecimentos de Luís Neves na próxima semana, mas alerta: “Luís Neves foi diretor da PJ e tem por isso especiais responsabilidades.”
“Desde a primeira hora eu exigi esclarecimentos claros, inequívocos sobre todas as decisões, atitudes e comportamentos de quem tem dedicado a sua vida ao serviço público”, garante, numa altura em que tem sido acusado de não ter sido vocal neste caso.
Além de dizer que o PS vai “aguardar pelos esclarecimentos”, destaca o “princípio da presunção da inocência”: “Não devemos optar pelo silêncio porque é inimigo da transparência e também não devemos optar pelo oposto, que é fazer julgamentos na praça pública.”
Questionado sobre a falta de declarações patrimoniais enquanto diretor da PJ, Carneiro atira: “Por parecer extraordinariamente estranho é que temos de procurar compreender o que se passou, alguma coisa ter-se-á passado para que tenha havido essa decisão. Talvez essa decisão tenha sido acompanhada pelos diretores adjuntos.”
“Há matérias que são graves, todas elas são graves, mas como colocam em causa o bom nome e reputação das pessoas são diferentes de todas as outras”, explica.
-
Rui Rio considera que caso Luís Neves “abala profundamente” credibilidade do PSD e do Governo
O ex-presidente do PSD Rui Rio considerou que o caso Luís Neves “abala profundamente” a credibilidade do PSD e do Governo, mas também do PS, considerando que polémicas como esta alimentam partidos populistas como o Chega.
Em entrevista à SIC-Notícias, na sexta-feira à noite, Rui Rio disse que, se fosse primeiro-ministro, teria pedido rápidos esclarecimentos ao ministro da Administração Interna e, se não fossem satisfatórios, já o teria demitido.
Para o antecessor de Luís Montenegro à frente do PSD, as suspeitas sobre o ministro só se resolvem com rápidas explicações de Luís Neves.
Caso contrário, responsabiliza além de Luís Neves, o PSD, o Governo e o PS que, ao permitirem esta demora, estão dar “um verdadeiro ‘filet mignon’ ao Chega”, partido que já anunciou um inquérito parlamentar ao caso.
Sublinhando que “é a primeira vez” que faz esta apreciação desde que saiu da liderança do PSD — em 2022 -, Rui Rio considerou que o caso é “profundamente nocivo” para os sociais-democratas, distinguindo-o, por exemplo, dos problemas com os exames nacionais, que diz apenas “afetaram conjunturalmente” o ministro da Educação e o Governo.
“Este caso, que é um caso de regime, é um caso ético, está a abalar profundamente a credibilidade do PSD – e também do PS, mas agora estou preocupado com o PSD”, disse.
Para Rui Rio, sem explicações, os portugueses percecionam Luís Neves como sendo intocável, quer pelas suspeitas quer pela forma como tem adiado os esclarecimentos.
“Em termos estruturais, preocupa-me que o PSD e o Governo, ao estar a permitir isto, está-se a descredibilizar estruturalmente (…) Isto é mais uma pazada de terra em cima da democracia e o lado aparece o Chega a usufruir e PS e PSD oferecem isto de bandeja”, lamentou.
Questionado se o tema pode ainda afetar o Presidente da República, Rui Rio admitiu que sim, embora compreenda que António José Seguro não possa falar publicamente sobre esta polémica.
“Espero que o Presidente da República tenha falado com o primeiro-ministro, mas se se isto continua assim em lume brando vai sobrar para o Presidente”, alertou.
Rio admitiu que, tal como outro antigo líder do PSD Passos Coelho, não concordou com a passagem direta de Luís Neves da Polícia Judiciária (PJ) para o Governo, apesar de não o ter dito publicamente, e criticou igualmente a atitude do PS.
“É intrigante que o PS ataque ferozmente Fernando Alexandre e Ana Paula Martins e depois este caso, que do ponto de vista ético é muitíssimo mais grave, ande com paninhos quentes e passe entre pingos da chuva”, criticou, dizendo até perceber melhor o pedido de inquérito parlamentar do Chega aos mandatos de Luís Neves na PJ do que o do PS sobre os exames nacionais.
-
Ministra da Justiça não critica falta de explicações de Luís Neves: "Está a gerir o processo da melhor forma que sabe e pode"
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, entende a falta de explicações de Luís Neves e compara a postura do ministro da Administração Interna com opções que já fez no passado.
“Sabem que eu própria só falo quando tenho todos os elementos reunidos e no momento de falar. Foi assim que sempre fiz, por isso não vou criticar ninguém por fazer o mesmo”, explica. Acrescentando que “Luís Neves está a gerir o processo da melhor forma que sabe e pode”.
A governante refere ainda, em declarações transmitidas pela RTP Notícias, que “as instituições competentes estão a fazer as averiguações necessárias”.
“Não vamos esquecer que os portugueses sabem bem a qualidade da PJ e que não deixarão, e a ministra da Justiça,não deixará, que essa qualidade, características e confiança que existem seja beliscada”, sublinha.
E sai em defesa do ministro: “O papel e a imagem que a PJ hoje tem também se devem muito ao trabalho de todos os seus dirigentes anteriores.”
Sobre processos em segredo de justiça, não comenta, mas deixa uma garantia: “Dentro da PJ, tudo o que foi feito e era necessário ser feito, está a ser feito.”
-
Ventura garante que inquérito parlamentar a Luís Neves não visa prejudicar Polícia Judiciária
O presidente do Chega recusou esta sexta-feira a ideia de que a constituição da comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ) pretenda prejudicar a instituição, alegando que a história do partido diz o contrário.
“Acho que toda a história do Chega diz o contrário. Todo o momento em que o Chega tomou intervenção na vida política foi para defender as polícias, a sua independência, fê-lo na operação Influencer, quando muitos queriam fragilizar o Ministério Público e as autoridades e fê-lo contra o engenheiro José Sócrates para defender a integridade da polícia e do Ministério Público”, afirmou André Ventura à margem de um debate sobre economia, competitividade e tecido empresarial da região do Porto.
O líder do Chega apontou baterias depois ao PS sobre a forma como está a lidar com a polémica em torno do ministro da Administração Interna (MAI), afirmando que embora o partido já tenha falado de muitos outros casos, exigindo explicações, tornou-se “gritante perceber que com todos os elementos que vinham a público o PS continuou em silêncio”.
-
Movimento MetaPROF critica ministro da Educação sobre reapreciações: "Há muitos alunos que não tiveram acesso às provas"
Movimento de professores recebeu milhares de provas na sua Bolsa de Reapreciação.
-
BE desafia Governo a rever metas de despesa militar antecipando cortes sociais
O deputado único do BE questionou hoje o Governo sobre garantias de que não haverá cortes em setores como a saúde, educação e Segurança Social num contexto de investimentos militares avultados, desafiando o executivo a rever as metas estabelecidas.
Numa pergunta dirigida ao Ministério das Finanças, Fabian Figueiredo cita informações divulgadas pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério das Finanças.
“Neste estudo apresentado no Boletim Trimestral de Economia Portuguesa, num cenário em que o incremento das despesas militares seja designadamente focado em equipamentos, infraestruturas e investigação, ‘a dívida pública portuguesa aumentaria cerca de 3,2 pontos percentuais do PIB em 2035 face ao cenário sem alteração de política’. Neste mesmo cenário, ‘a taxa de imposto direto sobre as famílias aumentaria 2,6 pontos percentuais em 2035, contribuindo para uma redução do consumo privado no médio prazo'”, lê-se na pergunta.
O deputado defende ainda que os números publicados por este gabinete “desmentem a propaganda de que o rearmamento seria um motor de desenvolvimento à altura do seu custo”.
-
Luís Neves responde “ainda bem” ao anúncio do Chega de que vai forçar comissão de inquérito
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, respondeu hoje “ainda bem” ao anúncio do Chega de que vai forçar uma comissão parlamentar de inquérito aos seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ).
“Ainda bem. Portanto, conforme já disse anteriormente, estou totalmente disponível para, em todos os fóruns, prestar todos os esclarecimentos. É uma boa altura para se saber e para se conhecer o meu legado à frente da Polícia Judiciária”, declarou aos jornalistas Luís Neves, em Pedrógão Grande (Leiria), onde presidiu à sessão solene comemorativa do Dia do Município.
Luís Neves reafirmou que, no seu tempo próprio, vai prestar os esclarecimentos que os portugueses merecem.
Questionado se colocou o seu lugar à disposição do primeiro-ministro, Luís Montenegro, na sequência da polémica sobre as obras numa sua casa em Odemira e do atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos, o governante respondeu: “Eu, se sentisse que não tinha condições para estar neste lugar, não estava aqui a desempenhar o meu trabalho”.
-
IL exige "esclarecimentos urgentes" do MAI e espera que comissão permanente avance
A presidente da IL exigiu hoje “esclarecimentos urgentes” ao ministro da Administração Interna e disse esperar que não haja impedimentos dos partidos ou do presidente do Parlamento para realizar uma reunião da Comissão Permanente sobre este tema.
“Precisamos de esclarecimentos urgentes. O senhor ministro da Administração pode achar que os vai dar quando bem entender, nós queremos que eles sejam dados já e por isso fizemos um requerimento para convocar uma conferência de líderes para se marcar uma Comissão Permanente o mais depressa possível para que o senhor ministro possa ir ao Parlamento explicar tudo o que há para explicar”, disse Mariana Leitão aos jornalistas à margem de uma ação em Lisboa sobre o preço dos combustíveis.
Na perspetiva da líder liberal, a legitimidade de Luís Neves “fica em causa cada dia que não dá explicações“. A dirigente da IL criticou “o silêncio que tem sido apanágio” do ministro e do primeiro-ministro nas últimas semanas, que considerou que “põem depois em causa as instituições, a confiança nas instituições e o Estado de direito democrático”.
-
PS fala em "nebulosa criada" sobre MAI e não alinha em inquérito do Chega que "fragiliza PJ"
Já sobre o inquérito parlamentar potestativo anunciado pelo Chega esta manhã ao ministro da Administração Interna, o PS recusa “embarcar na fragilização da Polícia Judiciária”.
O líder parlamentar do PS diz que a iniciativa do Chega “coloca a PJ em causa” e sugere mesmo que o partido de André Ventura o faz de forma propositada nesta altura. “Porque é que o Chega quer fragilizar a PJ? É por causa das investigações ao 1143 [o grupo neonazi alvo de um inquérito judicial depois de uma megaoperação da PJ] ao Chega? Pelas ligações do Movimento Armilar [também alvo de outra investigação] que tem inequívocas ligações ao Chega? Porque tem algum receio das investigações que ligam alguns financiadores do Chega à extrema direita?”
O socialista diz mesmo que “não deixa de ser surpreendente que, quando está a decorrer um processo como o dos exames, com milhares de alunos afetados, o Chega tenha apresentado uma comissão de inquérito a um caso individual de integridade de um membro do Governo”.
Eurico Brilhante Dias garante que a transparência dos titulares de órgãos públicos é “exigível” para o PS, mas o partido diz que o tempo é de aguardar pelas explicações prometidas pelo ministro da Administração Interna.
Diz que esse “deve ser um momento cabal e claro” e que só depois desse esclarecimento o PS se pronunciará “sobre a nebulosa que foi criada em torno do ministro da Administração Interna quando era diretor nacional da PJ”.
“O PS retirará das respostas do ministro todas as ilações, o que não vai fazer é o que o Chega quer que é fragilizar a PJ”. Sobre se o facto de a polícia de investigação criminal estar sempre em causa neste caso e se isso faz com que o PS vá sempre excluir uma comissão de inquérito, Eurico Brilhante Dias diz apenas que não quer “banalizar” esse instrumento e que “aguarda as respostas do MAI”.
-
PS quer respostas do ministro da Educação sobre exames até setembro ou avança com inquérito parlamentar
O líder parlamentar do PS faz agora uma conferência de imprensa, na sede do partido em Lisboa, a anunciar que vai enviar ao ministro dos Assuntos Parlamentares “um conjunto alargado de questões” sobre os exames nacionais e espera resposta até ao início de setembro. Se não vier ou “não for esclarecedora”, o PS avançará com uma comissão parlamentar de inquérito.
Eurico Brilhante Dias garante que a proposta, a acontecer, só aparecerá depois de encerrado o processo dos exames. Diz já que este processo “precisa de uma auditoria externa independente” — por uma entidade externa ao Ministério da Educação — e acusa o Governo de ter criado uma “confusão, uma barafunda” na época dos exames nacionais.
O PS não avança de imediato com a inicitiva de inquérito porque quer primeiro “esgotar todos os instrumentos parlamentares” e para “não banalizar as comissões parlamentares de inquérito”. Garante que não se trata de uma “ameaça”, mas que é uma iniciativa para que o que aconteceu nos exames “não se repita”.
O socialista enumera os vários problemas relatados e diz que é preciso perceber “qual o fundamento técnico” para a generalização da digitalização da correção dos exames, “quais foram os alertas — que ou não foram ouvidos ou não foram minimizados”. “Porque foi construído um único centro de digitalização e não foi descentralizado”, quer também saber o PS que ainda questiona a forma como, desta vez, foram armazenados os exames escritos.
Também quer saber mais dados sobre os contratos, nomeadamente por que razão o ministro não referiu, de início, quais eram as empresas contratadas, quantos contratos foram feitos com a consultora Deloitte e que tarefas executa atualmente dentro do Ministério da Educação.
“Se o processo tinha problemas, passada uma semana continua a haver alunos que não têm a nota da primeira fase”, afirma Eurico Brilhante Dias que critica também o processo de lançamento de pautas, provocando “desigualdade” entre alunos — entre os que tiveram notas e os que tiveram notas suspensas.
“Há famílias que foram vítimas de um processo negligente e imprudente e que deve ser escrutinado”, afirma o socialista para justificar a iniciativa do partido nesta altura. Aponta “um conjunto de decisões do Governo que colocaram vários alunos numa situação de incerteza e de desigualdade”.
-
Chega avança com comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves como Diretor Nacional da PJ
Ventura garante que a comissão “não é contra a PJ”, mas antecipa “meses de pressão” entre políticos e polícia. Chega consegue forçar CPI sem precisar de maioria na AR e aponta início para setembro.
-
Ministro da Administração Interna pede aos jornalistas respeito pelo seu trabalho
O ministro da Administração Interna pediu esta sexta-feira aos jornalistas respeito pelo seu trabalho e reiterou que, a seu tempo, presta esclarecimentos sobre as obras numa sua casa e do atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos.
“Já disse, na terça-feira, que o meu respeito pelo escrutínio e pelo vosso trabalho é total. Mas também já disse que, no meu tempo, irei esclarecer, ponto por ponto, todas as questões que têm vindo a ser noticiadas, com toda a transparência, em todos os locais em que seja necessário”, afirmou aos jornalistas Luís Neves, em Pedrógão Grande (Leiria), onde preside à sessão solene do Dia do Município.
Numa breve declaração, Luís Neves reiterou que falará aos jornalistas “no momento próprio, onde colocarão todas as questões”, pedindo que respeitem o seu trabalho.
-
Fernando Alexandre: "Temos de fazer o país avançar e conseguir lidar com o erro"
“Quando inovamos e mudamos, há coisas que podem correr mal, que lamentamos, mas corrigimos e a seguir fazemos melhor. Temos obviamente de trabalhar sempre para que tudo corra pelo melhor, mas quando há um erro simplesmente não se pode desistir e agarrar a um método que não aproveita as vantagens do digital. Temos de fazer o país avançar e conseguir lidar com o erro”, insistiu Fernando Alexandre.
O ministro da Educação salientou que esteve sempre “tranquilo e focado” no trabalho que tinha em curso, por força da salvaguarda do papel como retaguarda ao novo sistema digital de classificação. “Temos os exames em papel e temos um instrumento que nunca existiu. Temos todos os mecanismos”, resumiu.
Se houver um aluno que seja prejudicado e que seja comprovado, ele terá todas os mecanismos para aceder ao ensino superior, até com a criação de vagas extra. E isso sempre existiu.
-
Professores que vão classificar exames da segunda fase vão ser chamados até ao final da manhã
Os professores responsáveis pela reapreciação e pela classificação das provas da segunda fase ainda não foram chamados, mas Fernando Alexandre assegurou esta sexta-feira que serão chamados de imediato.
“Serão convocados até ao fim da manhã. Esse processo esteve a ser fechado ontem pelo Júri Nacional de Exames (JNE), é uma tarefa que é da responsabilidade do JNE. Estes classificadores são anónimos. Todas as condições estão reunidas para que, desta vez, na segunda fase, os professores recebam as provas sem nenhuma perturbação e vão poder, pela primeira vez, beneficiar totalmente deste sistema digital, que é muito mais confortável, eficiente e também muito mais equitativo”, frisou.