Dos 37 detidos na Operação Irmandade, cinco elementos do grupo 1143 ficam em prisão preventiva. As medidas de coação foram neste sábado anunciadas pelo Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

Ao que o Observador apurou, entre os cinco arguidos que ficam sob a medida de coação de prisão preventiva, encontra-se apenas um membro dos “Quatro Mosqueteiros”, a direção do Grupo 1143 que também contava com Mário Machado. Trata-se de Gil “Pantera” Costa, que está indiciado por vários crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, um deles em concurso efetivo com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.

Entre os outros elementos em prisão preventiva, encontram-se dois suspeitos de ter agredido imigrantes na estação de serviço de Aveiras, a 5 de outubro de 2025.

28 arguidos, entre eles o ex-dirigente do Chega e agora líder do núcleo de Faro do 1143 Rui Roque, ficam proibidos de contactar com os detidos agora sob prisão preventiva, e entre si. O casal Ana Rita Castro e João Peixoto, militantes do Chega, podem contactar um com o outro por coabitarem, indica o Tribunal. Ao todo, 29 arguidos têm que se apresentar semanalmente — ao sábado — no posto policial da área de residência.

Outros três arguidos, entre eles o agente da PSP, ficam sob termo de identidade e residência. A PSP estava a aguardar notícia sobre os crimes que recaem sobre o agente para desenvolver “os procedimentos disciplinares adequados e preventivos”, indicou em comunicado esta força de segurança. Já o militar da Força Aérea ficou sob a medida de coação de proibição de contactos com os elementos em prisão preventiva, e com os outros arguidos, e de apresentação semanal às autoridades.

A Operação Irmandade investiga indícios de crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravados, ofensas à integridade física qualificada e detenção de arma proibida.

O líder a partir da prisão, as mortes evitadas e o polícia e o militar envolvidos. PJ pôs fim a décadas de terror do ‘1143’?