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  • Jorge Pinto: "Estou farto de notícias mais ou menos filtradas pelo MP, a dias de eleições"

    Agora Jorge Pinto, que diz que “a separação de poderes tem de ser válida nos dois sentidos”, ou seja, o poder judicial “também não deve influenciar o debate político”. “Estou mesmo farto de, a dias de eleições, notícias mais ou menos filtradas pelo Ministério Público, muitas vezes sem fundamento”.

    “Isto não é sustentável”, diz o candidato apoiado pelo Livre que diz que “não é sustentável” a operação Influencer não ter tido ainda “um real avanço”. E diz que o Presidente “pode e deve falar com procurador-geral” e de “maneira reservada”.

  • Boa tarde, passámos a seguir a campanha eleitoral e toda a atualidade política neste outro artigo em direto.

    Obrigada por nos acompanhar.

    Até já.

  • PS acusa primeiro-ministro de ter atitude de "mentor de autoajuda" e lamenta ausência do tema da habitação

    O PS considerou que o primeiro-ministro fez uma mensagem de Natal em tom “de autoajuda, com discursos motivacionais”, e lamentou que não tenha falado sobre saúde, habitação ou juventude.

    Numa declaração na sede nacional do PS, em Lisboa, a dirigente socialista Inês de Medeiros criticou “a atitude” com que Luís Montenegro fez a sua mensagem de Natal, ironizando que o primeiro-ministro “agora decidiu ser uma espécie de mentor de autoajuda com discursos motivacionais”.

    “Não foi para isso que ele foi eleito. Ele foi eleito para decidir, governar e criar estratégias a curto, médio e longo prazo para resolver os problemas que efetivamente afetam os portugueses e para acalmar aquelas que são muitas vezes as nossas angústias coletivas com o futuro”, afirmou.

    Inês de Medeiros, também presidente da Câmara Municipal de Almada, defendeu que “não basta proclamar grandes chavões de motivação”, mas importa sim “saber criar riqueza, saber decidir e, sobretudo, importa ser claro que se pretende” para Portugal.

    “Falta, por isso, a capacidade reformista que se apregoa e não se revela”, defendeu.

    A dirigente do PS lamentou que a saúde tenha ficado “estranhamente ausente” do discurso do primeiro-ministro, frisando que Luís Montenegro prometeu que teria, em 60 dias, “uma reforma substancial” no setor, mas “mais de 600 dias depois”, ainda não se sabe “qual a estratégia e visão [do Governo] para o SNS”.

    “Outra ausência grande foi o tema da habitação e, em contrapartida, temos assistido a medidas injustas e ineficazes que, na realidade, o que fazem é continuar a promover a especulação imobiliária, beneficiar aqueles que mais têm e prejudicar os que menos têm, nomeadamente os jovens”, criticou, considerando a habitação é precisamente um dos setores que contraria a tese do primeiro-ministro de que, se o país não melhora, é porque “os portugueses não estão suficientemente motivado”.

    “Não, os portugueses estão sempre motivados, quem parece não estar suficientemente motivado para resolver o problema da habitação é mesmo o Governo”, criticou.

    A dirigente do PS criticou ainda o primeiro-ministro por não ter dito “nem uma palavra em relação aos jovens”, acusando o executivo, de “perante a sangria [para o estrangeiro] da geração mais qualificada de sempre”, em vez de “ter medidas para atrair jovens”, apresenta um pacote laboral que “tem como resultado óbvio aumentar a precariedade”.

  • Livre diz que Montenegro vive "num país diferente dos portugueses"

    O deputado do Livre Paulo Muacho criticou as declarações natalícias de Luís Montenegro. “O senhor primeiro-ministro parece que vive num país diferente daquele que os portugueses vivem todos os dias”, disse.

    Para o deputado ficou claro que o Governo quer insistir no pacote laboral, porém este considera que a nova legislação é um recuo em matéria de direitos dos trabalhadores e que retira “conquistas que foram conseguidas nos últimos anos”.

    “O que o Governo quer fazer com o pacote laboral que apresentou e que desta mensagem também transparece que quer insistir nesse pacote laboral, é voltar atrás, é nós termos uma política laboral e de direitos dos trabalhadores que está presa no século XX”, afirmou.

  • PCP lamenta que primeiro-ministro tenha ignorado "realidade de salários baixos e custo de vida a aumentar"

    A dirigente do PCP Margarida Botelho considerou que Luís Montenegro não falou sobre a realidade do país “uma realidade de salários baixos, de custo de vida a aumentar, de preocupações e dificuldade de acesso à saúde e à habitação”.

    “O PCP apela é que se aproveite o melhor que esta época tem, do convívio, da solidariedade, da amizade, do desejo de paz, para ganhar forças ou para ganhar uma mentalidade, se o senhor primeiro-ministro gosta desta palavra, para ganhar forças para dar combate no ano de 2026 a todos estes problemas, que são os problemas reais do país”, asseverou.

  • Bloco de Esquerda diz que mensagem de Natal de Montenegro mostra "a fraqueza do pacote laboral"

    O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, criticou a forma como o primeiro-ministro, Luís Montenegro, abordou o tema do trabalho na mensagem de Natal desta noite, e considerou que a ausência de uma referência ao pacote laboral mostra a fraqueza desse pacote.

    “Uma mensagem centrada sobre o trabalho, que não fala do pacote laboral, mostra a fraqueza do pacote laboral”, disse, acrescentando que o primeiro-ministro “não fez uma mensagem sobre o país que existe”.

    “Quis centrar a sua mensagem sobre o trabalho, mas esqueceu-se de uma pequena coisinha, foi de falar daquilo que quer fazer às pessoas que trabalham, através do pacote laboral”, disse José Manuel Pureza.

  • Ventura pede que se aproveite Natal para assumir “valores cristãos de Portugal”

    O líder do Chega, André Ventura, também candidato presidencial, pediu hoje que se aproveite o Natal para assumir os “valores cristãos de Portugal” e considerou que, “apesar de todos os problemas”, os portugueses têm motivo para ter esperança.

    “Neste Natal, gostava que fôssemos claros e firmes em assumirmos os nossos valores e cultura. Natal é luz, mas é também os nossos valores cristãos, a base da nossa civilização, da forma como vivemos, como gostamos de nos integrar, de ver as nossas famílias e a nossa celebração”, afirma, numa mensagem de Natal divulgada nas redes sociais.

    André Ventura defende que “Natal é assumir os valores cristãos de Portugal e da Europa” e considera que os portugueses, “apesar de todos os problemas, da inversão de valores e de às vezes parecer que as coisas andam todas trocadas”, têm “motivos para ter esperança no futuro”.

    Reconhecendo que Portugal tem “muitos desafios pela frente”, designadamente na saúde, habitação e segurança, André Ventura afirma que é preciso garantir que “todos têm a habitação de que precisam para poder estar em família e viver num país seguro”, e pede que o Natal seja “também luz sobre esses temas e preocupações dos portugueses”.

    “É para isso que eu vou continuar a lutar e é para garantir que cada ano, cada Natal que passa, nós temos um país melhor”, refere.

    O líder partidário apela ainda a que, neste Natal, a população não se esqueça de todos os que estão hoje a trabalhar “para garantir que tudo corre bem”.

    “Da segurança à defesa, passando pelos transportes, limpeza urbana, pelos serviços de saúde nos vários hospitais e centros de saúde, uma série de pessoas que nós muitas vezes não vemos, não acompanhamos, mas que estão ali a trabalhar afincadamente pela nossa segurança e tranquilidade”, referiu.

  • Marques Mendes diz que um PR não tem de dizer tudo o que pensa

    O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu hoje, em Braga, que um Presidente da República não tem de dizer tudo o que pensa, mas deve pensar em tudo o que diz, e aconselhou os seus adversários a seguirem esta máxima.

    Em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao Bananeiro, uma tradição que junta milhares na Rua do Souto para beber moscatel e comer bananas, Marques Mendes disse ainda que, uma vez terminados os debates televisivos para o sufrágio, vai agora passar a falar só do país.

    “Acabou o tempo da politiquice, que eu acho que não interessa. A única coisa de que eu vou falar é do país. Eu não tenho introduzido nem politiquice, nem ataques pessoais, nem insinuações. Eu vou falar do país, que é o que as pessoas querem, e acho que é isso que é verdadeiramente mobilizador”, vincou.

    “Um Presidente da República não tem de dizer tudo o que pensa, mas deve pensar em tudo o que diz. É aquilo que alguns dos meus adversários não fazem, não pensam em tudo o que dizem”, referiu também.

    Foi com base nesta máxima que Marques Mendes se escusou a indicar que candidato gostaria de defrontar numa segunda volta.

    “Devo dizer que tenho isso na minha cabeça, mas não posso transmitir em público”, declarou apenas.

    Depois de o atual Presidente de República ter dito hoje que provavelmente qualquer um dos atuais candidatos presidenciais será melhor do que ele no desempenho das funções, Marques Mendes considerou ter sido “um gesto de simpatia” de Marcelo Rebelo de Sousa.

    “Estamos em véspera de Natal, o Presidente é uma pessoa simpática, foi beber uma ginjinha ao Barreiro, como é da tradição, e, portanto, eu vi essas palavras como um gesto de simpatia de uma pessoa que está desprendida do lugar, que está tranquila, bem-disposta, e pronto, é um gesto simpático da parte dele”, referiu.

    Marques Mendes elogiou a “relação de proximidade” que Marcelo manteve com os cidadãos e prometeu seguir esse registo, caso ganhe as presidenciais – até já tem uma iniciativa em mente.

    “O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa criou a tradição da ginjinha no Barreiro, bonita. Eu acho que vou criar a tradição de vir aqui a Braga, ao Bananeiro, em todos os Natais, sendo eleito Presidente. Fica aqui esse compromisso”, adiantou.

    Marques Mendes comentou ainda a situação das urgências encerradas e os constrangimentos nos hospitais neste Natal, admitindo que “não é uma boa notícia”, mas dizendo esperar que a situação “evolua mais positivamente” e que o Ministério da Saúde “esteja com uma atenção forte em cima disso”.

    Questionado sobre se os constrangimentos poderiam ter sido evitados, o candidato apoiado pelo PSD não se quis pronunciar.

    “Não queria entrar por aí. O que eu espero e desejo é que as coisas se possam resolver. Mais importante do que estar neste momento com grandes críticas é apelar e desafiar a que haja as soluções”, rematou.

    As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro.

  • Gouveia e Melo quer "rumo claro, seriedade e liderança" para Portugal

    O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo defendeu hoje que Portugal “precisa de um rumo claro, seriedade e liderança”, afirmando acreditar que é possível um “país coeso” e que “sabe proteger quem trabalha, cuida e constrói o futuro”.

    Numa mensagem de Natal em vídeo divulgada nas redes sociais, Henrique Gouveia e Melo defende que a quadra festiva faz lembrar “a importância da solidariedade, da justiça e da responsabilidade” de se cuidar uns dos outros, “sobretudo dos que enfrentam maiores dificuldades e dos que muitas vezes se sentem esquecidos”.

    “Acredito profundamente num Portugal coeso, que não se resigna e que não deixa ninguém para trás, num país que sabe decidir, agir, proteger quem trabalha, quem cria valor, quem cuida e quem constrói o futuro”, afirma.

    O candidato presidencial diz ainda acreditar num Portugal “que protege os mais frágeis, valoriza os jovens, respeita os seus mais velhos e não fecha os olhos à violência que tantas mulheres ainda sofrem dentro de casa” e num país “que afirma, sem ambiguidades, que a dignidade humana não se negoceia e que a violência nunca é aceitável”.

    “Portugal precisa hoje de um rumo claro, de seriedade e de liderança”, defende.

    Gouveia e Melo diz assim querer deixar, este Natal, “uma mensagem de proximidade, de união e de confiança”, dirigindo-se em particular “aos portugueses espalhados pelo mundo e às famílias que aguardam o seu regresso”.

    “Queremos-vos entre nós. A viver, a trabalhar e a fazer crescer Portugal”, afirma.

    Num texto a acompanhar o vídeo, Gouveia e Melo considera que “no Natal importa lembrar as pessoas, as que trabalham, as que cuidam, as que resistem”, e defender um “Portugal solidário, que não desiste e não deixa ninguém para trás”.

    “Que esta quadra nos traga o essencial: solidariedade, justiça e coragem para decidir”, lê-se.

    As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro.

  • André Ventura pede suspensão da ordem para retirar cartazes sobre ciganos e evoca "direito à liberdade de expressão"

    André Ventura fez um requerimento urgente com o objetivo de suspender a decisão judicial que obriga à retirada dos cartazes do Chega que visam a comunidade cigana. O candidato presidencial já havia informado na passada terça-feira que iria recorrer.

    No requerimento de caráter “urgente” com três páginas, o advogado de André Ventura alega que estão “em causa nestes autos questões relacionadas com o direito à liberdade de expressão”, considerando que a questão deve ser “submetida à tutela dos Tribunais superiores e, eventualmente, até do Tribunal Constitucional”, considerando necessário aguardar a pronúncia dos tribunais superiores antes da decisão se considerar efetiva, dado o “período pré-eleitoral para a eleição do próximo Presidente da República, onde a liberdade política adquire ainda mais relevância.”

    Na segunda-feira, o tribunal condenou o Chega a retirar todos os cartazes da campanha presidencial de André Ventura com a frase “os ciganos têm de cumprir a lei”, estipulando um prazo de 24 horas para que tal aconteça.

  • José Luís Carneiro pede que não se esqueçam mais vulneráveis na quadra festiva

    O secretário-geral do PS pediu hoje que não se esqueça, neste Natal, as pessoas que, por “falta de respostas sociais” ou devido ao aumento do custo de vida, estão mais vulneráveis, prometendo estar ao seu lado no próximo ano.

    Numa mensagem de Natal em vídeo, José Luís Carneiro afirma que a época festiva “é um momento de grande fraternidade, alegria e união”, em que se celebra “a paz e a tolerância, sem conflitos nem divisões”, mas pediu para que as pessoas mais vulneráveis não sejam esquecidas.

    “Não nos podemos esquecer dos idosos, que sozinhos passam o Natal no hospital, com a falta de família ou por falta de respostas sociais. Dos muitos que, em resultado do aumento do custo de vida, nomeadamente dos bens alimentares, não podem ter na mesa tudo o que necessitam, desejam e têm direito”, refere.

    O secretário-geral do PS pede também para não se esquecer os “pensionistas com as reformas mais baixas, que não têm o Natal que mereciam ter”, assim como os que, “pelo problema da habitação, que se perpetua e agrava todos os dias, não têm um lar condigno para receber os amigos e os familiares”.

    Não nos podemos esquecer “dos muitos que, mesmo na noite de hoje, esperam cada vez mais horas nas urgências à espera de serem atendidos e dos jovens e outros tantos trabalhadores que, por falta de perspetivas e de um rendimento decente, se viram obrigados a emigrar e hoje estão longe das suas famílias”, refere.

    Nesta breve mensagem, feita a partir da sua casa no Porto, José Luís Carneiro deixa ainda uma “mensagem de agradecimentos aos profissionais da emergência médica, da saúde, das forças e serviços de segurança” e dos bombeiros que, esta noite, “vão estar longe das suas famílias”.

    “Desejo que este espírito permaneça durante todo o próximo ano, todos os dias e que todos tenham uma vida melhor, cheia de saúde e de prosperidade. Assumo aqui de estar sempre ao seu lado, a lutar para que isso seja possível, para que seja uma realidade”, diz.

  • Marcelo sobre eleições: "Qualquer um dos candidatos que tem condições para fazer uma presidência melhor do que a minha"

    Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre as presidenciais, atirou: “Qualquer um dos candidatos que está presente tem condições para fazer uma presidência melhor do que a minha. Muito provavelmente serão melhor presidentes do que eu fui.”

    “Para mim é muito importante o Presidente gostar das pessoas, mas não é uma qualidade como Presidente, é como pessoa, era assim na televisão, como professor. E qualquer dos candidatos que estão aí gosta de pessoas e provou isso na sua vida. Qualquer deles dará um bom Presidente da República.”

    O chefe de Estado entende que os debates foram “muito esclarecedores” porque havia candidatos que as pessoas não conheciam. “Hoje pode dizer-se que conhecem aqueles candidatos muito bem.”

  • Marcelo critica Assembleia devido ao Conselho de Estado: "Está em funções há seis meses e tenho esperado para serem eleitos os membros"

    Marcelo Rebelo de Sousa abordou ainda o tema do Conselho de Estado sobre a Ucrânia marcado para o momento da campanha eleitoral, frisando que os conselheiros que são candidatos é que “terão de decidir” sobre a presença na reunião.

    “A Ucrânia é um tema fundamental na nossa vida, o Conselho de Estado estar sem poder funcionar à espera da eleição dos conselheiros de Estado pela Assembleia da República há seis meses. A Assembleia está em funções há seis meses e tenho esperado para serem eleitos os cinco membros do Conselho de Estado. Não me parece sensato, se estão a tomar decisões fundamentais sobre a Ucrânia, discuto-as em Conselho Superior de Defesa Nacional a que presido, e não são discutidas em Conselho de Estado?”, questiona o chefe de Estado.

    Marcelo realça que é preciso discutir a “posição da Europa em termos de apoio financeiro, que compromete os Estados para o futuro”, mas também um “empenhamento militar português, ou não, numa hipótese de cessar-fogo no futuro”. “Não é muito natural que o PR saia de funções sem que o Conselho de Estado não possa adiar esta matéria.”

    “Esperei pela eleição que era para ser dia 9 de dezembro, não houve… pois, realiza-se a reunião de Conselho de Estado, a normalidade constitucional continua”, prossegue.

    Relativamente à mensagem de Ano Novo, garante que a fará e que será “obviamente especial”. “Faço uma mensagem muito curta, de uma neutralidade absoluta.”

  • Marcelo considera que caso das gémeas foi "ataque muito forte" ao Presidente da República e recorda "dupla que funcionou" com Costa

    Ainda questionado sobre se 2023, no seguimento do caso das gémeas, foi o pior ano da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa considera que “os piores anos foram [os] da pandemia”. “O grande problema que tive nestes dez anos foi dois anos de pandemia”, disse, lembrando que declarou “duas vezes estado de emergência e renovar para aí dez vezes”.

    Fez ainda questão de dizer que, nessa altura, o Governo e partidos foram “impecáveis”. “Era um problema de consciência porque as pessoas aguentaram muito bem no começo, mas depois começavam a ficar muito cansadas”, recordou, salientando que foi o “problema mais difícil para resolver politicamente” e o “mais doloroso em termos de decisão”.

    “[Ano] 2023 foi um problema de uma tempestade perfeita. No dia 7 de novembro o primeiro-ministro pedia a demissão, abre-se um período muito longo até às eleições, há uma crise política, e ao mesmo tempo um ataque muito forte ou pelo menos um ambiente muito pesado sobre o Presidente da República”, afirmou, frisando que o chefe de Estado estava com “poderes pesados” em mãos, como a dissolução, “mas não tão pesado como o estado de emergência”.

    Marcelo admite que estava “numa situação difícil” por causa do caso das gémeas, e “depois de uma dupla que funcionou durante oito anos — Presidente e primeiro-ministro, meu antigo aluno [António Costa]” e quando tomou a “decisão irreversível de ir embora do partido e do governo”.

    Relativamente às dissoluções, Marcelo assegura que numa delas “todos quiseram ir para eleições” e que na última “resultou de uma iniciativa do primeiro-ministro que quis ir a eleições”, queixando-se de que “soube pelas televisões”, e que oposição também não travou. “Apesar das três dissoluções, Portugal foi dos poucos países da Europa que só teve dois primeiros-ministros.”

    O Presidente da República garantiu ainda que não foi o próprio que causou as crises: “Não fui eu que chumbei o Orçamento, nem fui eu quem decidiu que não governava em duodécimos.” “Se o PM sai de PM, mas continua líder do PS fazia sentido que tivesse um papel importante na escolha do PM, um PM independente com uma escolha de liderança que na tradição portuguesa significa que o líder do partido é PM… era comprar uma dissolução daí a meses”, explica, argumentando que “mudava o essencial” e relembrando que tinha dito que Governo “tinha um rosto”.

    “Toda a gente fala no meu discurso, mas ninguém leu o discurso do PM, que foi mais longe do que eu tinha ido e disse que estava fora de causa que não fique até ao fim da legislatura.”

  • Marcelo questionado sobre pazes com filho após caso das gémeas: "No momento oportuno isso acontecerá"

    Marcelo Rebelo de Sousa recordou ainda o Natal de 2023, em que “só se falava das gémeas” — “Queria falar da ginjinha e dos problemas e foi uma conferência de imprensa sobre as gémeas.”

    “Nesse dia saía a entrevista de um antigo membro do Governo, chegava o meu filho a Lisboa e rebentava tudo de repente, no meio da ginjinha, mas vim aqui, podia ter inventado dez mil razões para não vir, mas vim”, lembrou.

    Questionado sobre se já fez as pazes com o seu filho, a quem chamou durante o processo “Dr. Nuno Rebelo de Sousa”, o Presidente da República, atirou: “No momento oportuno isso acontecerá.”

  • Marcelo, na ginjinha do Barreiro, brinda à paz e a "melhor saúde no nosso país"

    Marcelo Rebelo de Sousa cumpriu a tradição no Barreiro ao beber a ginjinha na véspera de Natal e, “falando para todos os portugueses”, quer brindar a “mais paz” no mundo e na Europa.

    “É fundamental a paz no mundo porque a paz no mundo e na Europa é paz para nós e quer dizer não termos no próximo ano e nos seguintes as consequências económicas de não haver paz, económicas, pessoais e sociais”, afirmou o Presidente da República à saída da Tasca da Galega.

    Marcelo acrescentou a saúde como “fundamental”, desejando o mesmo para si numa altura de “recuperação” da operação a uma hérnia encarcerada. “É muito importante que o próximo ano e os próximos anos sejam de saúde e melhor saúde no nosso país”, alertou, numa altura em que o encerramento de urgências está na ordem do dia.

  • Cotrim gostava que ligação entre política e interesses "deixasse de ser assunto" após candidatos serem "absolutamente transparentes"

    João Cotrim Figueiredo, questionado se não teme que a campanha para as eleições presidenciais seja monopolizada pelo tema da ligação entre política e interesses privados, na sequência da polémica à volta dos negócios de Luís Marques Mendes — tema que foi trazido para a agenda política por João Cotrim Figueiredo — considerou que “esse assunto, na verdade, nunca devia ser tema central da campanha tão tarde”.

    “Porque acho que qualquer candidato que se apresenta a uma eleição como esta, especialmente aqueles que têm mais experiência política, saberiam que os percursos profissionais, as dependências, as pessoas com quem trabalhamos vão ser escrutinados”, referiu.

    Cotrim Figueiredo disse ter essa “perfeita noção” e, por isso, para além das “numerosas declarações de interesses de património e rendimentos” que apresentou no Tribunal Constitucional, também publicou um livro sobre a sua vida pessoal, “para que as pessoas possam escrutinar”.

    “Portanto, nesta altura, eu gostava muito que isso deixasse de ser assunto, que passássemos a falar dos tais temas de futuro. Agora, só depende dos candidatos terem essa capacidade de serem completamente transparentes em relação ao seu passado”, referiu.

    Sobre qual seria a mensagem de Natal que gostaria de deixar hoje aos portugueses, Cotrim Figueiredo disse que, além de querer deixar as tradicionais palavras de “harmonia, alegria à volta da família”, também gostaria de frisar que os tempos que se avizinham “vão ser desafiantes”.

    “Mas há uma capacidade brutal, há certamente, do meu lado, uma confiança brutal na capacidade de os portugueses se adaptarem, de serem criativos e capazes de trabalhar em cenários e ambientes que podem ser bastante diferentes dos que estamos a viver agora em 2025”, referiu.

  • Cotrim considera “absolutamente lamentável” que haja urgências fechadas na época festiva

    O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou “absolutamente lamentável” que haja urgências fechadas e cirurgias adiadas na época festiva, defendendo que a situação deveria ter sido prevenida atempadamente.

    Em declarações aos jornalistas após uma visita ao mercado de Benfica, em Lisboa, João Cotrim Figueiredo criticou o facto de quatro urgências de ginecologia e obstetrícia estarem hoje fechadas em Portugal, número que subirá para cinco no Dia de Natal e para seis na sexta-feira.

    “É absolutamente lamentável, especialmente numa altura de festas, que estejamos não só perante esse cenário de urgências encerradas, mas perante um cenário de cancelamento de cirurgias programadas não urgentes”, criticou.

    O candidato presidencial, apoiado pela IL, referiu que, “em boa parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS), só serão intervencionados cirurgicamente aqueles doentes que estejam em estado considerado grave”, pelo que “todas as outras aflições a patologias que possam necessitar de intervenção médica ou cirúrgica mais precoce ficarão para trás”.

    “Dizem-nos que isto tem a ver com o surto de gripe que ocupa muitas camas nos hospitais, mas sabemos já há um mês e meio — até por informação do próprio Ministério da Saúde — que este surto ia atingir o pico exatamente entre meados de dezembro e meados de janeiro”, observou.

    Por isso, defendeu, “os planos de contingência que agora alguns hospitais já adotaram e aplicaram, já deviam, em bom rigor, estar a funcionar há mais semanas”.

  • Seguro diz que detestou debate que opôs Marques Mendes e Gouveia e Melo

    Em campanha na sua terra natal, o candidato presidencial apoiado pelo PS comentou o último frente a frente: “Detestei-o. Não tenho outra palavra para dizer. Detestei.”

    Seguro diz que detestou debate que opôs Marques Mendes e Gouveia e Melo

  • Bom dia.

    Neste liveblog vamos acompanhar a atualidade política durante a véspera de Natal. Acompanhe tudo no Observador.

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