Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Um sismo de magnitude 4,7 na escala de Richter foi registado na região de Lisboa, com epicentro a aproximadamente 14 km a Oeste-Sudoeste do Seixal. Este sismo, ocorrido por volta das 13h24, não causou, até agora, quaisquer danos pessoais ou materiais relevantes, conforme relatado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
    • Miguel Miranda, antigo presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, destacou que o sismo provavelmente terá réplicas nos próximos dias ou semanas, embora de menor intensidade. Este evento levou a um apelo para que as construções próximas à zona epicentral sejam verificadas quanto a potenciais impactos, e foi mencionada a necessidade de ajustar os regulamentos de segurança, especialmente na reabilitação de edifícios.
    • Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, garantiu que as equipas de emergência estavam em pleno alerta e prontas para responder. Não foram registados pedidos de urgência ou ajuda, mas as pessoas contactaram as autoridades para obter informações. Moedas ressaltou que a autarquia tem trabalhado diariamente para garantir a preparação da cidade face ao risco sísmico.
    • A atividade sísmica na área foi considerada normal por sismólogos devido à localização paralela à cadeia da Arrábida e não existe risco de tsunami, uma vez que estes são ativados a partir de sismos de magnitude 6,0. As construções pós-anos 50 possuem prevenção mínima, e recomenda-se que pessoas próximas à zona epicentral verifiquem potenciais danos estruturais em edifícios.

  • Bom dia, vamos arquivar este liveblog, onde ao longo de várias horas acompanhámos o sismo de magnitude 4,7 na escala de Richter registado em Portugal continental esta segunda-feira e que foi particularmente sentido na Grande Lisboa, no Alentejo e no Algarve.

    A casa que “levantou”, os cães que sentiram antes e os (poucos) estragos. Como se viveu o sismo perto do epicentro

  • Site da Câmara de Lisboa indica os 86 pontos de encontro de emergência

    Foi no final de outubro do ano passado que a Câmara de Lisboa divulgou os 86 pontos oficiais de encontro para onde os cidadãos se devem dirigir em caso de catástrofes. Os pontos de encontro, que têm capacidade para acolher mais de 600 mil pessoas, podem ser consultados aqui.

    Os locais foram escolhidos, segundo a informação então divulgada, tendo em conta todas as freguesias e depois de identificados numa análise de risco da Proteção Civil municipal.

    Reprodução site da Câmara de Lisboa

  • Marcelo: "Logo que aconteceu [o sismo] recebi informações do primeiro-ministro"

    O Presidente da República foi informado rapidamente do sismo sentido na região de Lisboa, disse em declarações aos jornalistas. Marcelo Rebelo de Sousa está no Brasil até quarta-feira.

    “Logo que aconteceu [o sismo] recebi informações do senhor primeiro-ministro com o primeiro relatório preliminar, com a localização do epicentro, a intensidade e a informação de que até àquele momento não havia registo de danos pessoais ou materiais significativos”, disse.

  • Câmara sem informações sobre falhas na rede. Escolas em Lisboa não foram evacuadas

    Questionado sobre registos de falhas na rede, o presidente da Câmara de Lisboa afirmou não ter “informação neste momento”. “Estivemos em contacto com o IPMA e o Governo, e a rede da Câmara tem funcionado”, disse.

    Já sobre as escolas da capital, “em Lisboa, não tivemos nenhuma evacuada, só na Caparica”.

  • Moedas sobre críticas socialistas: "Não sei o que chamam de aplicação. Há um site e é a mesma coisa, é ir ao telemóvel"

    O autarca lisboeta desvalorizou ainda a crítica do PS — que disse que Moedas garantiu uma aplicação para avaliar o risco sísmico de cada prédio, mas que não passou de um site.

    Essa “crítica mostra mais coisas de quem a faz do que aquele que a recebe“, começou por dizer, apontando depois que foram analisados “mais de 1400 edifícios em Lisboa” e foram formado “700 engenheiros em termos de resistência antissismisca”.

    “Esse site existe para as pessoas saberem se vivem numa zona com dificuldades”, disse.

    E, perante insistência dos jornalistas, que queriam saber para que servia a aplicação e se, existia, efetivamente uma aplicação, Carlos Moedas rematou: “Não sei o que é que [o jornalista] chama de aplicação. Há um site e é a mesma coisa, é só ir ao telemóvel, ao site que estou a definir, que é o da Câmara de Lisboa.”

  • Pinto da Costa disse em 2005 que ia acontecer um sismo em Lisboa no dia do seu funeral?

    Circula nas redes sociais uma imagem da primeira página do jornal Comércio do Porto do dia 30 de julho de 2005, que destaca uma citação curiosa de Pinto da Costa. Será verdade?

    Fact Check. Pinto da Costa disse em 2005 que ia acontecer um sismo em Lisboa no dia do seu funeral?

  • "Câmara Municipal de Lisboa está a fazer o seu papel todos os dias e está treinada", garante Moedas

    “Sabemos que vivemos numa cidade com risco sísmico, daí a importância de estarmos preparados”, reconheceu Carlos Moedas em declarações aos jornalistas em Monsanto.

    E detalhou que as zonas de maior preocupação são aquelas que foram “construídas antes da engenharia antissismica ser aplicada nos projetos”: “Toda a zona da baixa pombalina, junto à Câmara municipal”, exemplificou.

    “A Câmara Municipal está a fazer o seu papel todos os dias e está treinada“, garantiu.

    Carlos Moedas destacou depois o lançamento, em 2022, do “primeiro sistema de controlo e alerta de tsunami”. “Temos duas torres de controlo, no Terreiro do Paço e Praça do Império, onde há um aviso imediato às pessoas com informações sobre os sítios para onde devem ir em caso de tsunami”.

    Além disto, há “86 pontos de encontro na cidade”. “Os lisboetas sabem que criamos estes pontos de encontro, podem procurá-los na internet”.

    E devem ainda enviar mensagem para o “sistema de aviso, o Aviso LX“. “É importante que mandem mensagem para o 927 944 000 para ficaram no registo e receberem informações sobre o que fazer”, continuou o autarca.

  • Carlos Moedas: "Não tivemos registos de danos nem pedidos de urgência ou ajuda"

    Cerca de 3h depois do sismo, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa quis “transmitir uma mensagem de tranquilidade aos lisboetas”.

    “Tínhamos todos os nossos serviços e equipas, da Proteção Civil, dos Sapadores, em pleno alerta. Não tivemos registos de dano nem pedidos de urgência ou ajuda. Mas tivemos pessoas que ligaram a pedir informação”, esclareceu Carlos Moedas.

    “Estávamos preparados”, garantiu.

  • Sismo. "Parecia qualquer coisa debaixo da cadeira"

    Sismo sentido em Almada levou à evacuação, por precaução, de parte da CUF Almada. Rádio Observador recolheu testemunho à porta da unidade privada de saúde.

    Ouça aqui a reportagem em direto na Rádio Observador

    Sismo. “Parecia qualquer coisa debaixo da cadeira”

  • Sismo. "Construções pós-anos 50 têm prevenção mínima"

    Escala do sismo na Grande Lisboa “não provoca grandes danos”, mas pode haver outros “e de maior escala”, alerta bastonário da Ordem dos Engenheiros. “O que aconteceu há 250 anos voltará a ocorrer”.

    Ouça aqui o bastonário Fernando de Almeida Santos.

    Sismo. “Construções pós-anos 50 têm prevenção mínima”

  • O que se sabe e o que falta saber sobre o sismo registado em Lisboa esta segunda-feira

    Sabe-se qual é a intensidade do terramoto na escala de Richter, 4,7, e que o seu epicentro se registou a 14 km de terra. Até ao momento não há registo de danos materiais ou pessoais.

    O que se sabe e o que falta saber sobre o sismo sentido na Grande Lisboa, Alentejo e Algarve esta segunda-feira

  • Câmaras do aeroporto de Lisboa captam sismo

    Uma das câmaras do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, captou o exato momento em que o sismo foi sentido, como é retratado pelas imagens partilhadas pelo portal Aviaçãotv.

  • Câmara da Praia da Fonte da Telha mostra sismo

    A câmara que transmite, em direto, a Praia da Fonte da Telha, na Costa da Caparica, mostrou o exato momento em que a terra abanou – principalmente na Margem Sul.

  • "Pode indicar que algo de geologicamente relevante está a acontecer"

    Professor da FCUL, Filipe Rosas, compara sismo de agosto 2024 com este de fevereiro de 2025, mas com dados atuais “ainda é cedo para falar em crise sísmica”. Ou seja, pode ser só uma “coincidência”.

    Ouça aqui o professor Filipe Rosas

    “Pode indicar que algo de geologicamente relevante está a acontecer”

  • Caparica: duas escolas evacuadas por prevenção

    O presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, José Ricardo Martins, adianta que duas escolas do 1º ciclo foram evacuadas por precaução, mas não há registo de danos nem de vítimas.

    Ouça aqui o testemunho de José Ricardo Martins

    Caparica: Duas escolas evacuadas por prevenção

  • Sismo captado no centro de treinos do Benfica

    Com epicentro a 14km do Seixal, o sismo foi, naturalmente, sentido no centro de treinos do Benfica, a poucos minutos da conferência de imprensa de Bruno Lage – de antevisão ao duelo da Liga dos Campeões com o Mónaco.

    ´A curiosidade levou mesmo os jornalistas a perguntarem ao treinador das águias se tinha sentido o abalo. O técnico setubalense riu-se e respondeu: “Temos uma porte de vidro e ouvi o barulho e disse: ‘temos que mandar arranjar a porta de vidro que está a fazer muito barulho’. Só quando cheguei aqui é que percebi o que tinha acontecido”.

    Antes de abandonar a sala, entre risos, Lage ainda abanou a cadeira onde estava sentado.

  • Miguel Miranda diz que as réplicas, a existirem, serão sentidas nos próximos dias ou em poucas semanas

    Miguel Miranda, antigo presidente do IPMA, explicou em declarações à rádio Observador que o sismo sentido na zona de Lisboa “provavelmente terá algumas réplicas”: “Esperamos que sejam de magnitude inferior ao do sismo principal, que foi muito sentido por ser perto da costa”.

    Ainda assim, Miguel Miranda explica que a magnitude deste sismo “não é suficiente para gerar uma onda de tsunami que tenha impacto, normalmente só se consegue com valores próximos ou superiores a 6”.

    Lembrando que nestas situações IPMA não acionou o alerta de tsunami e “haverá um esforço para determinar as amplitudes macrossísmicas, que podem ter a ver com efeitos nas construções, que têm de ser seguidos”.

    As réplicas, a existirem, diz, serão ser sentidas nos próximos dias ou em poucas semanas. “Todas as pessoas que estão muito perto da zona epicentral devem, dentro da medida do possível, verificar se houve impacto na construção”, alerta ainda o antigo presidente do IPMA, em declarações à rádio Observador.

    Lembrando que não se trata de nada de especialmente diferente do que acontecia do passado, frisa que “o importante” é que estamos a ter uma “aproximação sistemática ao risco sísmico”: “Por estranho que possa parecer, vou dizer que os regulamentos têm de ser menos exigentes para poderem ser cumpridos, em particular no que diz respeito à reabilitação das construções, por exemplo colocando cintas a proteger edifícios em situação de fragilidade”.

    Com Miguel Cordeiro

  • Não foram detetadas "réplicas significativas" e não há risco de tsunami

    Para o sismólogo Luís Matias, a atividade sísmica registada é normal, dada a localização paralela à cadeia da Arrábida, mas indica que não há forma de prever a existência de réplicas nas próximas horas. Refere, que até às 14h50, não foi registada uma atividade significativa e que, devido à magnitude de 4.7, não é ativado o risco de tsunami.

    Segundo a Proteção Civil, só existe aviso de tsunami a partir de uma magnitude de 6.0 na escala de Richter.

  • PS acusa Moedas de ter apenas "site de brincar" em vez de app prometida para avaliar risco sísmico

    Os vereadores do PS na Câmara de Lisboa aproveitaram o sismo desta tarde para lembrar que “no dia do último sismo, 26 de agosto, Carlos Moedas garantia ter pronta uma app para avaliar o risco sísmico de cada prédio. Cinco meses depois, não há app mas um site de brincar”.

    Após o sismo de verão passado, a Câmara tinha prometido lançar uma app que permitisse aos cidadãos obterem informação sobre o risco sísmico dos edifícios que habitam. Lançou a plataforma LxReSist, “uma ferramenta interativa que permite ao cidadão tomar decisões informadas e adotar medidas para minimizar o impacto de um eventual sismo sobre os edifícios”, segundo descreve no próprio site. Para “avaliar a vulnerabilidade sísmica do seu edifício”, o mesmo site indica: “Deverá contactar um especialista qualificado.”

1 de 2