Momentos-chave
- Guterres exprime “profunda consternação” perante devastador terremoto no Afeganistão
- Paquistão vai apoiar no tratamento das vítimas e com ajuda humanitária
- EUA expressam condolências devido ao sismo, mas não prometem ajuda
- Afeganistão pede ajuda à Rússia para resgate de vítimas
- Jornalista afegão conta que hospitais estão com poucos recursos para tratar feridos
- ONU considera que agricultura e segurança alimentar estão sob ameaça
- Governo do Afeganistão atribui 1,2 milhões de euros para serviços de apoio aos sobreviventes
- Sismo intensifica desafios humanitários que existem no Afeganistão, alerta ONU
- MNE confirma que estavam 12 portugueses no Afeganistão e assegura que estão bem
- "Parecia que a montanha inteira estava a desabar em cima de nós", relata sobrevivente que perdeu mulher, filhos e irmãos
- Após o sismo, afegãos procuram pertences nos escombros
- "Há morte em todas as casas", diz morador de zona devastada
- Prioridade dos talibãs é encontrar desaparecidos
- UE manifesta solidariedade com vítimas e presta apoio a vítimas
- Nações Unidas acreditam que 12 mil pessoas foram afetadas pelo sismo
- Modi, primeiro-ministro indiano, lamenta vítimas e também oferece ajuda
- Primeiro-ministro paquistanês lamenta mortes com sismo e oferece "todo o apoio possível"
- Papa lamenta mortes no sismo e expressa solidariedade com vítimas e autoridades
- "Estive meio soterrado várias horas", relata homem que perdeu mulher e filhos no sismo
- MNE não tem informação de portugueses em risco
- Pouca profundidade explica "destruição enorme" de sismo, assume geólogo
- OMS entrega medicamentos e "mantimentos essenciais"
- Sobe para 800 o número de mortos no Afeganistão
- Guterres: "Total solidariedade com o povo do Afeganistão"
- Destruição e resgate: as primeiras imagens do sismo
- Nações Unidas: "As nossas equipas estão no terreno"
- Sismos são muito frequentes no Afeganistão
- ONU, talibãs e Crescente Vermelho mobilizam-se em grande operação de resgate
- Número de mortos continua a aumentar: ministro talibã fala em pelo menos 610, Reuters avança 622
- Muitos feridos, incluíndo crianças, levados de helicóptero para os hospitais
- O epicentro do sismo
- "Autoridades locais estão a desenvolver esforços" para resgatar afetados, assumem os talibãs
- Sismo de 6.0 no leste do Afeganistão causou pelo menos 600 mortes e dois mil feridos
Histórico de atualizações
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Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.
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Guterres exprime “profunda consternação” perante devastador terremoto no Afeganistão
O secretário-geral da ONU expressou a sua “profunda consternação” perante o terremoto de magnitude 6,0 que, na noite passada, atingiu o leste do Afeganistão, deixando mais de 800 vítimas mortais e cerca de 2.700 feridos.
“O secretário geral expressa a sua solidariedade para com o povo afegão, estende as suas sinceras condolências às famílias das vítimas e deseja uma rápida recuperação aos feridos”, especifica o comunicado divulgado hoje pelo porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric.
As Nações Unidas e os seus parceiros no Afeganistão estão agora a coordenar-se com as autoridades talibãs para avaliarem rapidamente as necessidades, prestar assistência de emergência e estarem preparados para mobilizar apoio adicional, acrescenta a nota.
Além disso, a ONU está a elaborar um apelo de emergência e foram libertados 5 milhões de dólares do fundo de emergência das Nações Unidas para fazer face a esta catástrofe.
“As Nações Unidas no Afeganistão não pouparão esforços para ajudar a população, mas o atual financiamento humanitário é insuficiente para satisfazer as necessidades. O secretário-geral apela a recursos humanitários adicionais para responder urgentemente à tragédia e às crises atuais”, refere também o comunicado.
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Paquistão vai apoiar no tratamento das vítimas e com ajuda humanitária
O Ministério do Interior do Afeganistão revelou uma conversa telefónica com o Ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, após o sismo no país e referiu que haverá apoio às vítimas e ajuda humanitária.
Segundo o porta-voz do ministério, Abdul Matin Qani, o ministro paquistanês “apresentou as suas condolências às vítimas” e garantiu “o apoio no tratamento das vítimas, bem como no fornecimento de ajuda humanitária”.
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EUA expressam condolências devido ao sismo, mas não prometem ajuda
O Gabinete para os Assuntos do Sul e da Ásia Central do Departamento de Estado dos EUA publicou uma nota na rede social X a expressar as condolências às vítimas do terramoto no Afeganistão, mas não se comprometeu com ajuda.
We were saddened to hear of the deadly earthquake that struck the eastern region of Afghanistan on August 31, resulting in a significant loss of life. We extend our heartfelt condolences to the Afghan people during this difficult time.
— State_SCA (@State_SCA) September 1, 2025
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Afeganistão pede ajuda à Rússia para resgate de vítimas
O Afeganistão pediu à ajuda à Rússia para os esforços de resgate que estão a ser feitos após o sismo, revelou uma alta autoridade russa, citada pela Al Jazeera.
“Eles entraram em contato e nosso Ministério de Situações de Emergência está a trabalhar nisso”, disse Zamir Kabulov, representante especial da Rússia para o Afeganistão, ao meio de comunicação estatal.
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Jornalista afegão conta que hospitais estão com poucos recursos para tratar feridos
Jornalista afegão Ali Latifi explica ao Observador que os hospitais estão a ter dificuldades em conseguir acolher todos os feridos do sismo.
Em declarações ao Observador, o jornalista explica que as autoridades estão a enviar ajuda às equipas de resgate que se encontram no terreno, que “os helicópteros vão e vêm e entregam medicamentos, comida” e levam pessoas para reforçar as tentativas de resgate.
Quanto aos hospitais, garante que há falta de recursos para tratar os feridos.
*entrevista de Francisca Ré
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ONU considera que agricultura e segurança alimentar estão sob ameaça
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) considera que a “agricultura e a segurança alimentar estão sob ameaça” no Afeganistão, após o sismo de grandes dimensões.
A agência, que está no local a avaliar a e apoiar as comunidades afetadas, estima que mais de 39 mil quilómetros de cultivo de trigo foram afetados, o que pode colocar em risco 349 mil toneladas do alimento básico do Afeganistão.
O sismo também vai prejudicar o setor pecuário, sendo que há 1,38 milhões de animais nos locais afetados.
“Este terremoto aprofunda as dificuldades, mas a recuperação é possível”, afirmou a FAO.
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Governo do Afeganistão atribui 1,2 milhões de euros para serviços de apoio aos sobreviventes
Sharafat Zaman, porta-voz do Ministério da Saúde do Afeganistão, anunciou que o Governo atribuiu 100 milhões de afghanis (1,2 milhões de euros) para serviços urgentes de apoio aos sobreviventes do terramoto, segundo a TOLOnews.
As autoridades afegãs acrescentaram que este valor pode ser aumentado caso seja necessário.
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Sismo intensifica desafios humanitários que existem no Afeganistão, alerta ONU
Filippo Grandi, alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, afirmou que o sismo intensificou os desafios humanitários que existem atualmente no Afeganistão.
“Um grande terramoto causou muitas vítimas no Afeganistão. Isto soma a morte e a destruição a outros desafios, incluindo a seca e o regresso forçado de milhões de afegãos dos países vizinhos”, escreveu na rede social X.
O alto comissário apelou, ainda, para que a comunidade internacional “não hesite em apoiar os esforços de ajuda”.
A major earthquake has caused many casualties in Afghanistan. This adds death and destruction to other challenges including drought and the forced return of millions of Afghans from neighbouring countries. Hopefully the donor community will not hesitate to support relief efforts.
— Filippo Grandi (@FilippoGrandi) September 1, 2025
Também a Organização Internacional para as Migrações (OIM) avisou que os terramotos registados vão agravar a crise que o país já enfrenta, lembrando que milhares de famílias ficaram sem abrigo.
“Os terramotos acrescentaram mais uma camada às crises sobrepostas no Afeganistão, devastando famílias que também enfrentavam a deslocação e as dificuldades económicas”, refere a organização que integra o sistema da ONU, num comunicado divulgado esta segunda-feira.
“Com o aproximar do inverno, os riscos são ainda maiores: milhares de famílias não têm agora abrigo seguro”, acrescentou a OIM, admitindo estar “profundamente consternada com o devastador terramoto que atingiu o leste do Afeganistão”.
Com Lusa
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MNE confirma que estavam 12 portugueses no Afeganistão e assegura que estão bem
O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que estavam 12 cidadãos nacionais no Afeganistão quando se deu o sismo de magnitude 6,0.
Fonte oficial do MNE adiantou, ainda, que as 12 pessoas são funcionárias de várias organizações internacionais e assegurou que não ficaram feridas.
Na manhã desta segunda-feira, através de uma publicação na rede social X, o Governo lamentou as “consequências devastadoras” do sismo, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.
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"Parecia que a montanha inteira estava a desabar em cima de nós", relata sobrevivente que perdeu mulher, filhos e irmãos
Haroon Janjua foi acordado por um grande estrondo. Na altura em que o sismo começou, o sobrevivente saiu da cama e correu “para salvar” os irmãos mais novos. No entanto, quando tentava salvar a família, “o teto e as paredes desabaram à [minha] volta”, conta ao Guardian.
“Parecia que a montanha inteira estava a desabar em cima de nós”, disse Janjua, acrescentando que a aldeia de Piran, na região de Kunar, “ficou completamente devastada e as áreas residenciais foram arrasadas”.
Janjua contou, ainda, que esteve cinco horas preso nos escombros e que a sua mulher, os dois filhos e os dois irmãos não sobreviveram ao sismo de magnitude 6,0 que atingiu a região.
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Após o sismo, afegãos procuram pertences nos escombros
Depois do sismo de magnitude 6,0 que devastou a região, vários homens afegãos procuram os seus pertences no meio dos escombros de uma casa que ruiu. A imagem foi divulgada pela Reuters.
REUTERS
Num outro registo, também da Reuters, um homem abraça uma pessoa ferida, enquanto outros se refugiam num campo em Dara Mazar, na província de Kunar.
REUTERS
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"Há morte em todas as casas", diz morador de zona devastada
Muhammad Aziz, trabalhador de Kunar, disse que dez dos seus familiares, incluindo os seus cinco filhos, morreram no sismo e ainda há muitas pessoas presas nos escombros.
“As pessoas pobres desta região perderam tudo. Há morte em todas as casas e sob os escombros de cada telhado há cadáveres. As casas de barro foram varridas e a destruição está em todo o lado. As pessoas estão à procura de ajuda desesperadamente”, diz o morador ao Guardian.
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Prioridade dos talibãs é encontrar desaparecidos
A escala dos estragos provocados pelo sismo no Afeganistão é “inimaginável”, diz um alto funcionário talibã citado pela BBC. Por isso, atendendo a que a maioria dos corpos já está sob escombros, impera ajudar a resgatar os feridos.
“Para nós a prioridade não é encontrar mortos sob os escombros, mas sim ajudar os feridos. (…) A maioria dos corpos está sob os escombros, estamos a fazer tudo, mas não parece possível em breve”.
Continua complicado para as equipas de resgate chegar aos locais afetados: “Vilas inteiras estão arrasadas e as estradas para áreas montanhosas profundas continuam fechadas”.
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UE manifesta solidariedade com vítimas e presta apoio a vítimas
A União Europeia manifestou esta segunda-feira as mais sentidas condolências “a todos os afetados pelo sismo devastador” no Afeganistão.
“Os nossos parceiros humanitários estão em serviço no terreno a fornecer ajuda providencial às vítimas. Estamos em total solidariedade com os afegãos”, lê-se na nota partilhada pela delegação da UE no Afeganistão.
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Nações Unidas acreditam que 12 mil pessoas foram afetadas pelo sismo
Tal como tinha adiantado há cerca de quatro horas o governo talibã do Afeganistão, a agência das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários admitiu que o sismo no país asiático já fez pelo menos 800 mortos.
Se os talibãs apontavam para 2.800 feridos, a agência estima pelo menos 2.000, a maioria em áreas montanhosas de difícil acesso.
O relatório preliminar das Nações Unidas, citado pela BBC, estima que mais de 12 mil pessoas foram afetadas pelo sismo — entre soterrados, vítimas e desalojados.
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Modi, primeiro-ministro indiano, lamenta vítimas e também oferece ajuda
O primeiro-ministro indiano também expressou as suas condolências às vítimas do sismo que abalou o Afeganistão. “Profundamente entristecido pela perda de vidas devido ao sismo no Afeganistão. Os nossos pensamentos e orações estão com as famílias enlutadas neste momento difícil e desejamos uma rápida recuperação aos feridos”, escreveu Narendra Modi no X.
Tal como o homólogo paquistanês, Modi manifestou a intenção de apoiar o Afeganistão. “A Índia está pronta para fornecer toda a ajuda humanitária e socorro possível aos afetados”, rematou.
Deeply saddened by the loss of lives due to the earthquake in Afghanistan. Our thoughts and prayers are with the bereaved families in this difficult hour, and we wish a speedy recovery to the injured. India stands ready to provide all possible humanitarian aid and relief to those…
— Narendra Modi (@narendramodi) September 1, 2025
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Primeiro-ministro paquistanês lamenta mortes com sismo e oferece "todo o apoio possível"
O primeiro-ministro paquistanês lamentou esta segunda-feira as centenas de mortes na sequência do sismo que abalou o vizinho Afeganistão, mas que também foi sentido no Paquistão.
“Profundamente triste com o sismo devastador no leste do Afeganistão, que abalou Cabul e também foi sentido em várias partes do Paquistão, incluindo Islamabad”, escreveu Shehbaz Sharif no X.
“Com relatos a confirmar centenas de preciosas vidas humanas perdidas e aldeias destruídas, os nossos corações estão com as vítimas e as suas famílias”.
“Nós estamos solidários com os nossos irmãos e irmãs do Afeganistão neste momento de luto e estamos prontos para oferecer todo o apoio possível”, acrescentou.
“Em nome do povo e do Governo do Paquistão, expresso as minhas sinceras condolências e orações às famílias enlutadas”.
Deeply saddened by the devastating earthquake in eastern Afghanistan, which shook Kabul & was also felt in various parts of Pakistan, including Islamabad.
With reports confirming hundreds of precious human lives lost & villages destroyed, our hearts go out to the victims and…
— Shehbaz Sharif (@CMShehbaz) September 1, 2025
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Papa lamenta mortes no sismo e expressa solidariedade com vítimas e autoridades
O Papa Leão XIV enviou um telegrama ao Afeganistão a lamentar as mortes e feridos registados na sequência do sismo que abalou o país asiático no domingo.
“Profundamente triste pela significativa perda de vida provocada pelo sismo na zona este do Afeganistão, (…) Papa Leão XIV oferece as suas orações pelas almas dos mortos, pelos feridos e pelos que ainda estão desaparecidos”, lê-se na nota divulgada pela Santa Sé e assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin.
Leão XIV expressa ainda a sua “sincera solidariedade, em particular com os que lamentam a morte de entes queridos e com as autoridades envolvidas nos esforços de resgate e salvamento”.
“Neste momento difícil para a nação, o Papa invoca sobre o povo afegão as bênçãos divinas de consolação e força”.
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"Estive meio soterrado várias horas", relata homem que perdeu mulher e filhos no sismo
Um homem que admitiu ter estado “soterrado durante várias horas” e perdeu a mulher e dois filhos durante o sismo no Afeganistão descreveu os momentos de pânico que viveu na noite de domingo.
Sadiqullah disse que estava a dormir quando foi acordado por um grande estrondo, que parecia uma tempestade a aproximar-se. De seguida, correu para onde as crianças e a sua mulher estavam a dormir, resgatando-os, antes de a casa desabar e ele ficar encurralado.
“Eu estive meio soterrado e sem conseguir escapar. A minha mulher e os meus dois filhos estão mortos. O meu pai está ferido e hospitalizado comigo”, descreveu Sadiqullah numa chamada por telefone com a Associated Press.
A partir do Hospital Nangarhar, explicou que parecia que toda a montanha estava a tremer. “Estivemos encurralados durante três ou quatro horas, até que pessoas de outras zonas chegaram e resgataram-me”.