Momentos-chave
- Pedro Nuno fecha campanha a dizer que PS é o único capaz de garantir "estabilidade política para quatro anos"
- Raimundo pede o voto dos "indecisos e dos que acham que já decidiram"
- Pedro Nuno reclama pensionistas para PS: "Há melhor cartão de visita do que ter os mais velhos do nosso lado?"
- Joana Mortágua: "PS não merece os votos de esquerda que está a pedir"
- Mortágua: "Em cada distrito, vai decidir-se entre um deputado do Bloco e um do Chega ou da IL"
- Rocha promete: "A partir da noite das eleições saberemos interpretar os resultados"
- Montenegro acena com novo aumento extraordinário das pensões no último dia de campanha
- "Pedro Nuno Santos seria um belíssimo líder do Bloco de Esquerda", ironiza Miranda Sarmento
- Raimundo não quer "trocar galhardetes" com a esquerda. E diz que "a força imensa" da CDU veio para ficar
- Pedro Nuno atira-se a sondagens: "Algumas amostras não passavam no primeiro ano de métodos quantitativos"
- Ventura deixa Praça do Município em lágrimas após discurso
- Ventura pára por segundos de falar, mostra fragilidade e pede uma "oportunidade" para ganhar
- Ventura: "Houve muitos que me queriam morto, mas houve muitos mais que me quiseram bem"
- André Ventura: "Sei que não devia estar aqui hoje, mas não conseguia"
- André Ventura aparece para o encerramento da campanha do Chega
- Mariana Mortágua diz que Bloco de Esquerda falou com mais de 20 mil famílias na campanha porta-a-porta
- Montenegro: "Agora é o tempo de rematar à baliza e marcar golo"
- Arruada do Chega atrasada por falta de autorização da polícia para avançar
- Pedro Pinto não desmente possibilidade de André Ventura aparecer na última ação de campanha
- Leonor Beleza pede reforço da votação em Montenegro
- Pedro Nuno pede o voto a quem está "entre o PS e a AD" e aos que querem "um governo decente"
- Carlos Moedas pede uma "grande maioria" para Luís Montenegro
- Alegre manda direita ler a "encíclica papal Rerum Novarum e estudar a doutrina social da Igreja"
- Vitorino: "Falar de presidenciais agora é acrescentar ruído e eu não gosto de ruído"
- Entre a ginja do Barreiro e as preocupações com a imigração, Raimundo diz estar "rijo como o aço"
- "Não tenho dúvida que a CDU vai subir, a questão é até onde"
- Pedro Pinto insiste que houve tentativa de invasão no Hospital de Faro e diz que "direção hospitalar foi nomeada pela AD"
- Pedro Pinto rejeita ideia de fragilidade sem Ventura e diz que o partido tem mais rostos
- Ventura entra na campanha por videochamada: "O que eu estou a sofrer por não estar aí"
- Pedro Nuno apela aos que "não querem acordar segunda-feira com um governo da AD com a IL"
- No último dia, Rocha estabelece fasquia: "Queremos ter o melhor resultado de sempre em legislativas"
- Rocha arranja couves enquanto lhe pedem que "não privatize também o mercado"
- Campanha encerra com AD e PS a descer o Chiado e sem Ventura por motivos de saúde
- Sondagem dá vantagem maior à AD (face ao PS) do que nas eleições de 2024
Histórico de atualizações
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Este liveblog termina por aqui. No sábado é dia de reflexão. Obrigada por ter estado connosco.
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Pedro Nuno fecha campanha a dizer que PS é o único capaz de garantir "estabilidade política para quatro anos"
O líder socialista está numa festa da JS nos jardins da sede nacional do PS e na intervenção com que encerrou esta campanha também deixou um apelo final ao voto e um ataque final à AD.
“Para além de não serem nem sérios nem transparentes na política também se mostraram incompetentes no Governo “, voltou a dizer Pedro Nuno Santos que volta a colocar o PS como o único capaz de “garantir estabilidade política para quatro anos”.
O discurso é mais distendido e Pedro Nuno agradece a cada um dos elementos da caravana que o acompanharam mais de perto, mas no discurso não deixa de voltar a vincar que acredita que “o país não vai premiar quem não quis ser transparente ou sujeitar-se ao escrutínio”
Ainda deixou um último apelo à concentração do voto no PS: “Não dispersem à esquerda.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Raimundo pede o voto dos "indecisos e dos que acham que já decidiram"
Começa Paulo Raimundo, no último comício da campanha. Em Braga (círculo eleitoral, onde a CDU não elege desde 2015), o auditório da escola secundária de Sá de Miranda está cheio – não há uma cadeira vazia e sobra pouco espaço nas escadas laterais.
Aplaudido de pé e depois de cumprimentar todas as pessoas no palco, a voz começa a faltar ao secretário-geral (pela primeira vez nesta campanha). É ele que o diz. “Acabar a campanha aqui tem uma desvantagem, é chegar aqui já um bocado rouco“. Ainda assim, nega o desgaste da longa campanha. “Bem aguentaríamos mais 15 ou 20 dias de campanha pelo nosso povo”.
No derradeiro apelo ao voto, Raimundo insiste na palavra “coragem”. E começando por agradecer ao grupo cultural Cantares da Terra (que tocou no início do comício), pega na deixa para fazer a comparação com a CDU. “Eles cantam a terra e a CDU pisa a terra. Trouxemos para a campanha exatamente aquilo que importa, as preocupações do nosso povo” – durante toda a campanha, Raimundo evitou alimentar quaisquer conversas sobre cenários pós-eleitorais .
Mas Raimundo não quer apenas os votos de quem está presente na sala, e deixa por isso um apelo, aos “indecisos e a aqueles que acham que já decidiram” que votem no dia 18 de maio, tendo presente “as dificuldades da vida de cada um”.
E a lista é longa: “Cada trabalhador têxtil, cada investigador, cada reformado ou pensionista, cada auxiliar, cada estudante – cada um no dia 18 de maio” vote “em consciência” – e que se o fizerem “só há uma opção”: A CDU.
A CDU parte para estas eleições com metas concretas. O secretário-geral do PCP quer conquistar mais 100 mil votos e mais dois deputados (chegar assim aos números das eleições anteriores). Mas insiste que os comunistas e ecologistas “cá estarão, seja qual for o resultado das próximas eleições”.
O comício encerra com um novo lema de campanha, de autoria do arquiteto Siza Vieira (apoiante comunista): “CDU sempre e agora muito mais!” e a sala levanta-se para aplaudir.
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Pedro Nuno reclama pensionistas para PS: "Há melhor cartão de visita do que ter os mais velhos do nosso lado?"
Na sede nacional do PS, em Lisboa, Pedro Nuno Santos faz agor ao encerramento da sua campanha e reage à última promessa de Montenegro, desvalorizando-a e reclamando para o PS os pensionistas.
Luís Montenegro “garante aumentos”, diz sobre a proposta do líder do PSD e acrescenta: “É preciso perceber a psicologia da AD, o que estava a dizer era que ia garantir a lei ao longo dos anos porque há muita gente que não acredita que cumpram a lei “
Diz que os mais velhos preferem o PS porque “sabem que o PS aumenta as pensões acima do que a lei prevê”. “Os mais velhos votam no PS e isso é sinal de grande confiança”, diz o socialista que questiona: “Há melhor cartão de visita para este partido do que ter os mais velhos do nosso lado?”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Rui Tavares: “Não tenham medo da mudança”
O último discurso de Rui Tavares antes das eleições fica marcado pelas várias críticas à oposição. O porta-voz do Livre condena ter-se falado “tão pouco de Portugal na campanha” e vai mais longe tecendo críticas à gestão noticiosa dos “casos e casinhos”. “Porque é que durante tanto tempo se falou dos casos e casinhos, se falou da confusão enorme em que Montenegro se meteu e qualquer trapalhada e palhaçada que a extrema-direita faz ocupa horas e horas de televisão”, questionou.
Rui Tavares mostra esperança em tentar “tirar a política do buraco em que está” e sublinha que “uma má política faz de uma sociedade boa uma sociedade má”. Perante este cenário, fica o apelo do porta-voz do Livre para que os portugueses “não tenham medo da mudança”.
No discurso foram ainda agitadas as bandeiras relativa a temas como o reconhecimento da Palestina bem como a certeza de Rui Tavares de que se recusa “abandonar a Ucrânia”.
A campanha do Livre terminou com todos os militantes que assistiam ao comício, de braços dados a entoar o “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso.
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Rui Tavares pede “mais transparência” e coloca na mira Luís Montenegro
Após abrir o discurso com uma longa lista de agradecimentos, Rui Tavares colocou o foco no primeiro-ministro. “Nós víamos notícias sobre o caso Solverde de Luís Montenegro, enquanto descobríamos que afinal a sua empresa da esfera familiar continuava a receber avanças dos casinos Solverde e as notícias eram interrompidas por anúncios dos casinos Solverde.”, atirou o porta-voz do Livre, numa frase que gerou risos entre os militantes do partido.
Rui Tavares avança que quer regular os anúncios sobre os jogos online, que são “dinheiro fácil” para alguns, mas também a “ruína” de muitos outros. E dispara de novo na direção de Luís Montenegro provocando: “Quero ver como é que o PSD vai votar”. Rui Tavares pede, por isso, aos restantes políticos “mais transparência”.
Antes do líder do Livre discursaram também Raquel Pichel, nº 3 do partido, Filipe Honório (cabeça de lista por Aveiro), Jorge Araújo (cabeça de lista por Braga), a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, Filipa Pinto (candidata pelo círculo eleitoral do Porto) e Jorge Pinto (cabeça de lista pelo Porto).
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Joana Mortágua: "PS não merece os votos de esquerda que está a pedir"
Joana Mortágua é a última a subir ao palco montado na Avenida Luísa Todi, em Setúbal, avisando os setubalenses que estes “têm a sua eleição nas mãos”.
A cabeça de lista do Bloco de Esquerda neste distrito aponta com força aos socialistas. “O PS não merece os votos de esquerda que está a pedir. Não os quer ganhar pelo coração, nem pela razão.” Acusando os socialista de fazer “uma campanha ao centro” e de agora procurar acordos à esquerda, afirma que “o voto útil é uma armadilha que destrói a esquerda”.
Mortágua mencionou “o projeto de um resort de superluxo” que está planeado para o distrito como símbolo da “privatização do litoral alentejano” que diz não ser do interesse nacional. Garante que o Bloco de Esquerda vai fazer trabalhar “para denunciar e impedir” este processo de mercantilização a Habitação, em Setúbal.
Acaba a sua intervenção, repetindo a promessa de Fabian Figueiredo que disse que o “Bloco vai ser a surpresa da noite eleitoral”.
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No último comício da campanha, Fabian Figueiredo diz que "Portugal não volta para o armário"
Fabian Figueiredo intervém para dizer que os deputados do Bloco vão combater “o partido da especulação, que se movimenta desde o PS ao Chega”. O líder parlamentar do BE disse que por cada deputado ganho no domingo é eleito um mandato para impor tetos às rendas, para regular o alojamento local e abrandar a construção de hotéis.
Figueiredo diz que o Bloco será também quem no Parlamento enfrenta “o partido do genocídio”, afirmando que os bloquistas não fazem parte do “muro de silêncio” do Ocidente que “tolera o genocídio em Gaza”, no qual inclui o Governo português.
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda diz que o “partido é uma força tranquila e transformadora” e que todo o progresso democratização feito até hoje “valeu a pena”. Figueiredo menciona os ganhos ao nível de direitos LGBT para dizer que “este país não volta para o armário”.
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Mortágua: "Em cada distrito, vai decidir-se entre um deputado do Bloco e um do Chega ou da IL"
No último comício antes das eleições, Mariana Mortágua faz o balanço da campanha eleitoral que, quando “o mundo mudou, a política mudou”, o Bloco de Esquerda fez por mudar a sua abordagem a estas eleições.
“A direita quer a diferença e uma sociedade dividida, nós queremos juntar”, disse a coordenadora do Bloco, numa festa na Avenida Luísa Todi, em Setúbla. “Sabemos que no domingo vamos contar voto a voto, por isso, queremos dizer que em cada distrito vai decidir-se entre um deputado do Bloco de Esquerda e um do Chega ou da IL”.
Mariana Mortágua listou vários cabeças de lista do partido como Joana Mortágua, Luís Fazenda ou Marisa Matias que diz que estarão no Parlamento para “enfrentar a extrema-direita” e que, uma vez lá, não vão ceder a nenhum interesse. Diz ainda que os deputados do Bloco terão a “coragem para dizer à banca: ‘vocês vão contribuir, vão pagar’”, isto porque considera que num país justo, se deve “pedir um pequeno contributo a quem lucra à custa da população”, para dar tudo a quem trabalha.
Mortágua dedica parte do discurso também à Habitação. “Todas queremos um teto, um chão, todos queremos ser felizes e ninguém é feliz sem um teto.” Nesse seguimento, disse ainda que “não há ninguém no país que não conheça as medidas do Bloco de Esquerda” como o teto às rendas, uma das bandeiras do partido para estas eleições.
A coordenadora do Bloco de Esquerda lembrou ainda que a campanha foi dedicada a mostrar uma realidade que considera ser muitas vezes difícil de mostrar nos media. Esse país “invisível” do qual Mortágua tem falado ao longo das últimas semanas é um mote para falar das medidas para os trabalhadores por turnos e para o aumento dos salários. Critica também em especial a Iniciativa Liberal por querer cortar com funcionários administrativos e de propor políticas sem se aproximar da realidade.
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No site, na rádio, em todas as plataformas. Como seguir o dia de eleições no Observador
Acompanhamento ao minuto. Resultados em tempo real. Reportagens e análises. Emissão especial na rádio. O dia eleitoral no Observador, em todas as plataformas.
No site, na rádio, em todas as plataformas. Como seguir o dia de eleições no Observador
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Segurança central, torradas estratégicas, a preferência por Super Bock e um furo no pneu. Os bastidores de Chega, IL, BE, CDU, PAN e Livre
No Chega, os protestos de ciganos deixaram segurança mais alerta. Na IL, dispensa-se a palavra “radical”. No BE as associações são da casa. E na CDU há sempre microfone na lapela.
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Isabel Mendes Lopes: Luís Montenegro “arrastou o Governo para os problemas pessoais”
Isabel Mendes Lopes já está a discursar no jantar-comício do Livre. A líder parlamentar do partido atira que Luís Montenegro “arrastou o Governo para os problemas pessoais” e atribui culpas ao primeiro-ministro pela nova ida às urnas. “Vamos de novo a eleições. Eleições para as quais Luís Montenegro arrastou o país”, diz entre aplausos dos militantes.
Isabel Mendes Lopes vai mais longe e afirma que os “partidos não confiam em Luís Montenegro”. As críticas não ficaram pela AD, houve ainda tacadas a Rui Rocha. A líder parlamentar do Livre explica que a Iniciativa Liberal mostrou não confiar em Luís Montenegro, mas agora está a considerar uma situação de governabilidade com a Aliança Democrática e tece críticas à mudança de posição.
Mais à esquerda houve também uma mensagem da líder parlamentar do Livre, que disse que a ultima governação em estabilidade foi em 2015, na altura da “geringonça”, e que “a partir daí não houve mais governos estáveis”.
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Rocha promete: "A partir da noite das eleições saberemos interpretar os resultados"
Rui Rocha fala agora no seu último comício, em Braga, dizendo que a IL esteve sempre à altura das responsabilidades e ao lado dos portugueses e assim continuará.
“Estivemos sempre na posição certa e no momento certo. No dia 18, teremos a melhor votação de sempre em legislativas”, assegura. “A partir da noite de dia 18 saberemos interpretar os resultados, assumiremos as responsabilidades que os portugueses nos quiserem confiar” e com o objetivo de mudar o país: “O que está não é suficiente”.
O líder da IL insiste na mensagem de que Portugal “pode ser muito melhor” e acusa os adversários de se envolverem na “pequena política”. “Dizemos à AD e ao PS: o nosso caminho não é por aí, não é perder tempo, estamos aqui para acelerar Portugal”.
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Montenegro: "Sei que vamos ganhar as eleições"
“O resultado [a vitória] não está garantido. Cada um é detentor do seu voto”, começa a despedir-se de Luís Montengro, já na fase final do seu discurso.
“Sei que vamos ganhar as eleições”, diz o social-democrata, agradecendo aos militantes e simpatizantes da AD todo o apoio demonstrado nesta campanha.
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Montenegro: "Nunca farei a ninguém aquilo que me quiseram fazer a mim"
“Aceitarei a vossa avaliação. Mas a liderança deste Governo será tolerante. É uma liderança que não se impõe a ninguém. Transparente e ética”, continua Luís Montenegro.
“Nunca quis impor o nosso pensamento a atacar os outros. A minha postura é diferente: estou aqui para apresentar soluções e executar aquilo que proponho. Sujeito-me a todo o escrutínio. Mas nunca ninguém foi também tão transparente com eu fui.”
“Nunca farei a ninguém aquilo que me quiseram fazer a mim”, reforça Montenegro. É a primeira vez que fala nestes termos sobre o processo Spinumviva desde o arranque oficial de campanha.
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Montenegro acena com novo aumento extraordinário das pensões no último dia de campanha
Luís Montenegro continua a discursar no Campo Pequeno, agora com uma palavra especial para os mais velhos. “Todas as pensões vão ser atualizadas anualmente. Mas vamos reforçar as pensões de quem tem mais baixos rendimentos”, promete Montenegro.
“Quando pudermos vamos dar o suplemento extraordinário. Mas não vamos colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social.”
Montenegro fala agora sobre imigração. “Vem para cá quem cumpre as regras. Quem não estiver legal, vai ter de sair de Portugal”, atira o líder social-democrata, lamentando, mais uma vez, ter recebido uma “balbúrdia” em matéria de imigração e segurança.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Manifestantes retirados do Campo Pequeno por elementos de segurança da AD
Dois manifestantes, alegadamente da Climáximo, foram agora mesmo retirados do Campo Pequeno por elementos de segurança da campanha da AD.
Segundo foi possível perceber a partir dos lugares reservados à comunicação social, duas pessoas começaram a protestar na bancada mais próxima do palco onde discursa de Montenegro. Foram rapidamente manietados e retirados do recinto.
JOAO PORFIRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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AD sobe na frente sem maioria (mesmo coligado com IL), PS estabiliza no segundo lugar, Chega no terceiro: a última sondagem diária
A dois dias das eleições, a AD consolida a vantagem na frente da corrida, segundo uma sondagem da Pitagórica para o JN, TSF e TVI/CNN Portugal. Esta sondagem foi publicada de forma diária ao longo das duas semanas de campanha e o último resultado mostra poucas diferenças em relação aos últimos dias.
A AD continua na frente e conseguiu aumentar a distância para o segundo classificado. A coligação reúne agora 33,2% das intenções de voto, com um diferença de oito pontos percentuais para o PS, que não passa dos 25,6%. No terceiro lugar continua a surgir o Chega, que, depois de uma ligeira subida, estabilizou nos 19,2%.
A Iniciativa Liberal continua no quarto lugar mas cai para os 5,8% das intenções de voto. Convertidos em mandatos, a soma dos votos nos liberais e nos sociais-democratas não é suficiente para uma maioria no parlamento. Ainda assim, continuam a alcançar mais lugares que todos os partidos de esquerda somados.
Os três partidos à esquerda sofreram quedas ligeiras e a ordem mantém-se: o Livre na frente, com 5,1% das intenções de voto, a CDU logo a seguir, com 3%, e o Bloco de Esquerda à retaguarda, com 2,2%. O Livre surge assim mais próximo dos resultados da IL do que dos seus pares à esquerda.
O último partido continua a ser o PAN, que não passa do 1,3% das intenções de voto. Outro dado que continua inalterado é o número de indecisos, que continua a ser relativamente alto: 17% dos 810 inquiridos nos últimos quatro dias responderam que ainda não sabem em quem vão votar.
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Melo faz derradeiro apelo à maioria absoluta: "Ajudem a AD a governar sem depender de mais ninguém"
Fala agora Nuno Melo, líder do CDS e ministro da Defesa. “A AD merece esta vitória. Fizemos em 11 meses o que o PS não fez em oito anos. O que está em jogo é muito simples: andar para frente ou andar para trás.”
“Nunca tinha assistido a um Governo que tivesse alcançado o que este Governo alcançou. É impressionante e não encontro comparação”, continua Nuno Melo, para logo depois lembrar tudo aquilo que este Governo fez pelas classes profissionais.
“Faço um apelo: ajudem quem vos ajuda. Ajudem a AD a obter a maioria para governar sem depender de mais ninguém”, atira o líder do CDS. Grita-se “maioria” no Campo Pequeno.
Nuno Melo despede-se agora do Campo Pequeno arrancado assobios para a esquerda e Chega. “O Chega foi o maior aliado do PS e o PS foi o maior aliado do Chega. Cada voto no Chega, cada voto na Iniciativa Liberal só deixará o PS mais perto de governar.”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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"Pedro Nuno Santos seria um belíssimo líder do Bloco de Esquerda", ironiza Miranda Sarmento
Fala agora Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças e cabeça de lista da AD por Lisboa, no último comício da AD, em Lisboa, no Campo Pequeno.
“Quando governámos com o nosso programa o país avança”, arranca Miranda Sarmento, lembrando Aníbal Cavaco Silva. Gesto automático, grita-se por “Cavaco” no Campo Pequeno.
“O PS tem tido um enorme desnorte”, continua Miranda Sarmento, fazendo a distinção entre Luís Montenegro, um esteio de “serenidade”, e Pedo Nuno Santos, exemplo maior da “precipitação” e de “radicalismo”. “É um mau líder do PS. Mas seria um belíssimo líder do Bloco de Esquerda”, ironiza Miranda Sarmento.
“Vamos ganhar e vamos continuar a governar Portugal”, despede-se Joaquim Miranda Sarmento.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR