Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • O Hamas anunciou a suspensão das negociações com Israel até que os prisioneiros palestinianos sejam libertados. Esta decisão surge após Israel decidir adiar a libertação de prisioneiros, invocando a forma como os reféns israelitas foram tratados pelo Hamas na altura da libertação. A Casa Branca apoia a decisão israelita.
    • Benjamin Netanyahu declarou que o exército israelita está preparado para retomar os combates a qualquer momento, frisando que tem planos operacionais prontos para uma eventual ação militar. O primeiro-ministro israelita destacou que todos os reféns israelitas vão regressar a casa e que o Hamas não governará Gaza, sendo a região desmilitarizada e a força de combate desmantelada.
    • As Forças de Defesa de Israel realizaram novos ataques aéreos no Líbano, atingindo alvos do Hezbollah que continham lança-foguetes e outras armas. Este movimento surge num contexto de intensificação das tensões na região, nomeadamente após a morte do antigo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, num ataque israelita.
    • O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as tropas israelitas, incluindo tanques, vão operar na Cisjordânia, algo que não acontecia há duas décadas. Cerca de 40.000 palestinianos retirados de Jenin não deverão regressar, segundo Katz, que também anunciou a suspensão das operações das Nações Unidas nos campos de refugiados da Cisjordânia.

  • Bom dia,

    Obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.

    UE reforça que a solução de dois estados é a “única” para a região

  • Casa Branca apoia decisão israelita de adiar libertação de prisioneiros palestinianos

    A Casa Branca apoia a decisão israelita de adiar a libertação de 600 prisioneiros palestinianos, devido ao “tratamento bárbaro” do Hamas aos reféns israelitas, noticia a Reuters.

    O porta-voz do conselho de segurança nacional norte-americana considerou a decisão como “uma resposta apropriada”. Brian Hughes acrescentou que Donald Trump está pronto para apoiar Israel em “qualquer curso de ação que escolhe em relação ao Hamas”.

  • Hamas suspende negociações com Israel até que prisioneiros sejam libertados

    O Hamas não vai negociar com Israel os próximos passos do acordo de cessar-fogo até que sejam entregues os prisioneiros palestinianos cuja libertação estava planeada para ontem, disse Basem Naim, alto representante do grupo pró-Irão, de acordo com a Reuters.

    Israel já tinha dito hoje que iria adiar a libertação de centenas de prisioneiros palestinianos, alegando que o Hamas humilha os reféns israelitas no momento quando os liberta.

  • Netanyahu exige “desmilitarização completa” do sul da Síria

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, exigiu hoje “a desmilitarização completa” do sul da Síria e disse que não tolerará as forças da nova potência síria posicionadas ao sul de Damasco.

    “Exigimos a desmilitarização completa do sul da Síria pelas tropas do novo regime sírio nas províncias de Quneitra, Daraa e Suweyda. Não toleraremos qualquer ameaça à comunidade drusa no sul da Síria”, disse o Presidente israelita no seu discurso para uma nova classe de oficiais em Holon, centro de Israel.

    Após a queda do regime de Bashar al-Assad, em 08 de dezembro, o Exército israelita assumiu o controlo da parte síria do Monte Hermon, dentro da zona desmilitarizada, um movimento criticado pela comunidade internacional, que o considerou uma violação do acordo territorial entre Israel e a Síria.

    Israel, que vê com desconfiança as novas autoridades sírias, realizou centenas de ataques a instalações militares da antiga potência na Síria desde a queda de Bashar al-Assad, alegando querer evitar que este arsenal caísse nas mãos das novas forças.

    Na segunda-feira, vai ser realizada uma conferência de diálogo nacional que durará dois dias na Síria, disse hoje um dos membros do comité preparatório à AFP.

    A conferência “começará na tarde de segunda-feira e continuará na terça-feira”, indicou Hind Kabawat.

    Em fevereiro, as novas autoridades sírias formaram um comité composto por sete pessoas, incluindo duas mulheres, responsável pela preparação desta “conferência de diálogo nacional”, que deverá representar todos os sírios e no final da qual serão emitidas recomendações para a governação do país.

  • Israel pronto para retomar os "combates intensos" a "qualquer momento"

    Benjamin Netanayhu afirmou que o exército do país está “pronto para retomar os combates intensos a qualquer momento”. “Os planos operacionais estão prontos”, disse o primeiro-ministro israelita durante um discurso numa cerimónia de formatura de cadetes das Forças de Defesa de Israel, segundo o Times of Israel.

    Recebido em palco entre aplausos e vaias, enquanto segurava uma fotografia de Shiri, Ariel e Kfir Bibas, Benjamin Netanyahu falou sobre aqueles que continuam em cativeiro: “Todos os nossos reféns, sem exceção, regressarão a casa.”

    De seguida, o primeiro-ministro israelita disse que “o Hamas não governará Gaza”, uma vez que a região “será desmilitarizada e a sua força de combate será desmantelada”.

    O governante notou ainda, segundo a imprensa israelita, que Israel vai alcançar “os objetivos da guerra” e que a vitória “pode ser alcançada através de negociações” ou “de outra forma”.

  • Funeral de Shiri Bibas e dos dois filhos realiza-se na quarta-feira

    O funeral de Shiri Bibas e dos dois filhos, Ariel e Kfir, vai realizar-se na quarta-feira. O percurso do cortejo fúnebre será divulgado publicamente, segundo a família, “para permitir que qualquer pessoa que o deseje possa acompanhar os nossos entes queridos na sua última viagem”.

    “A cerimónia fúnebre propriamente dita será apenas para os membros da família e amigos mais próximos”, informou a família em comunicado, que é citado pelo Haaretz.

  • Exército israelita divulga imagens de ataque a Nasrallah e do voo dos caças sobre cerimónias fúnebres

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla original) partilharam na rede social X imagens do ataque a Hassan Nasrallah, antigo líder do Hezbollah, e do voo dos caças sobre as cerimónias fúnebres.

    “Numa mensagem clara e forte durante o funeral de Hassan Nasrallah e do seu sucessor Hashim Safieddine: caças da Forças Aérea sobrevoaram Beirute e o estádio Camille Chamoun, onde as bandeiras libanesas estavam ausentes, substituídas por bandeiras do partido terrorista e das milícias iranianas”, escreveu o porta-voz em árabe do exército israelita, Avichay Adraee.

    O mesmo porta-voz das IDF foi também responsável por partilhar as imagens da “operação de eliminação de Hassan Nasrallah”.

  • Ministro israelita da Defesa garante que Forças Armadas estão preparadas para voltar a combater

    Apesar do cessar-fogo alcançado com o Hamas há várias semanas e das tréguas nas hostilidades em Gaza, Israel Katz asseverou este domingo que as forças armadas israelitas estão preparadas para voltar a combater, caso seja necessário.

    “Se formos obrigados a regressar aos combates, o inimigo enfrentará as Forças de Defesa de Israel com um poder que nunca conheceu antes. Estamos a preparar-nos para isso e estamos prontos para isso”, afirmou o ministro israelita da Defesa.

    E continuou: “Os combates terminarão com duas conquistas claras — a derrota do Hamas e a libertação de todos os nossos reféns”. Segundo o governante, o país vai continuar a trabalhar para devolver “rapidamente” todos os reféns vivos e mortos que restam no cativeiro do Hamas.

    Para Katz, Israel não vai vacilar na segurança e eliminação de potenciais ameaças: “Comprometemo-nos a não voltar à realidade de 7 de outubro. Há uma nova política no sul da Síria. Atuaremos contra qualquer ameaça”.

  • Netanyahu avisa que forças do novo regime sírio não vão entrar na região a sul de Damasco

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avisou este domingo que as forças sírias não serão autorizadas a sul de Damasco.

    Netanyahu, que falava a um grupo de militares numa cerimónia de graduação, exibiu também uma fotografia da refém israelita Shiri Bibas, cujo corpo foi devolvido a Israel na noite de sábado, e viu um elemento que assistia à cerimónia criticá-lo pelo falhanço no resgate com vida. “Porque não os trouxeste de volta?”, atirou, referindo-se a Shiri e aos seus dois filhos pequenos, Ariel e Kfir, que morreram enquanto estiveram sob o cativeiro do Hamas.

  • Enviado dos EUA quer progressos para a segunda fase do acordo entre Israel e Hamas

    O enviado dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, sinalizou este domingo numa entrevista à CNN que Washington quer ver o acordo de tréguas entre Israel e o Hamas evoluir para a segunda fase.

    “Esperamos que a Fase 2 [do acordo Israel-Hamas] avance. Temos de conseguir uma extensão da Fase 1”, referiu Steve Witkoff, adiantando que seguirá para o Médio Oriente no final desta semana para negociar essa nova etapa.

    “Acredito que o primeiro-ministro [Netanyahu] está bem motivado. Ele quer ver os reféns libertados, mas também quer proteger o Estado de Israel”, disse Witkoff sobre o primeiro-ministro israelita, continuando: “Ele disse qual é a linha vermelha e é que o Hamas não pode estar envolvido num governo quando isto estiver resolvido… Falámos muito, o [ministro dos Assuntos Estratégicos] Ron [Dermer] e eu, e o primeiro-ministro, e toda a gente está concentrada em trazer as pessoas para casa”.

    Witkoff subscreveu também a visão de um Hamas fora da governação de Gaza, mas não se quis comprometer com o fim da existência do movimento, um objetivo que Israel definiu desde o início da ofensiva após o ataque de 7 de outubro de 2023.

  • Aviões israelitas sobre homenagens a Nasrallah servem para passar "mensagem clara", avisa ministro

    O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, reconheceu este domingo que a passagem de caças sobre as cerimónias fúnebres de Hassan Nasrallah, antigo líder do Hezbollah, em Beirute, visam passar “uma mensagem clara” a eventuais pretensões do grupo libanês.

    “Os aviões da Força Aérea israelita que sobrevoam atualmente Beirute, por cima do funeral de Hassan Nasrallah, transmitem uma mensagem clara: Aqueles que ameaçam destruir Israel e atacam Israel, será o seu fim”, declarou, num comunicado citado pelo Times of Israel, no qual deixou ainda um aviso: “Vocês especializar-se-ão em funerais e nós em vitórias”.

  • Novo líder do Hezbollah garante continuidade do caminho trilhado por Hassan Nasrallah

    O líder do Hezbollah, Naim Qassem, assegurou que irá manter o rumo definido pelo anterior líder Hassan Nasrallah, que foi morto por um ataque das forças israelitas em setembro de 2024 e cujas homenagens fúnebres decorreram este domingo em Beirute.

    Num discurso transmitido pela televisão, por ocasião da cerimónia realizada na capital libanesa, Qassem vincou a sua fidelidade aos princípios de Nasrallah: “Vamos manter a confiança e seguir este caminho, vamos manter a tua vontade. Ainda está connosco, o seu caminho e luta vivem dentro de nós. Sou leal ao legado de Nasrallah”.

  • Joseph Aoun diz que o Líbano está "cansado das guerras dos outros"

    O Presidente libanês, Joseph Aoun, manifestou este domingo a sua frustração com as hostilidades que ocorreram entre o Hezbollah e Israel, na sequência do recrudescimento do conflito entre as forças israelitas e o movimento extremista palestiniano Hamas.

    “Estamos cansados das guerras dos outros. O Líbano pagou um preço elevado pelos palestinianos e apoia a solução dos dois Estados”, reiterou Aoun.

    A mensagem do Presidente do Líbano tem lugar num dia em que a capital Beirute acolhe as homenagens fúnebres ao antigo comandante do Hezbollah, Hassan Nasrallah, às quais acorreram milhares de pessoas. Enquanto decorria a cerimónia, aviões da Força Aérea israelita efetuaram voos sobre Beirute e atacaram locais em Baalbek, no nordeste do país, bem como noutras zonas do sul do país.

  • Forças de Defesa de Israel lançam novos ataques áereos no Líbano

    As Forças de Defesa de Israel efetuaram este domingo novos ataques aéreos no Líbano, num dia em que decorrem na região de Beirute as homenagens pela morte do antigo comandante do Hezbollah, Hassan Nasrallah.

    O jornal Times of Israel indica que os alvos incluíam locais do Hezbollah que continham lança-foguetes e outras armas na zona de Baalbek, no nordeste do Líbano, bem como noutras zonas do sul do país.

    As forças israelitas afirmam que os ataques foram efetuados após terem identificado a atividade do Hezbollah nos locais e lembraram que isso representa uma “violação dos acordos entre Israel e o Líbano e uma ameaça para o Estado de Israel e os seus cidadãos”.

  • Ministro israelita da Defesa garante que palestinianos retirados de Jenin não voltam

    O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, anunciou este domingo que os cerca de 40.000 palestinianos que tinham sido retirados dos campos de refugiados de Tul Karm e Nur al-Shams, na cidade de Jenin, na Cisjordânia, não deverão voltar às suas casas.

    “Israel não permitirá o regresso dos residentes [palestinianos] nem que o terror volte a florescer”, afirmou Israel Katz, que terá, segundo o jornal Haaretz, dado instruções às forças israelitas para permanecerem no local durante o próximo ano e não permitir o regresso dos residentes.

    Katz anunciou também que as operações das Nações Unidas nos campos de refugiados da Cisjordânia foram suspensas. “Estamos em guerra contra o terror islâmico. Não voltaremos à realidade que existia no passado. Continuaremos a limpar os campos de refugiados e outros centros de terror para desmantelar os batalhões e as infraestruturas de terror do Islão radical que foram construídos, armados, financiados e treinados pelo eixo iraniano do mal”, acrescentou.

  • Milhares reúnem-se no Líbano para homenagear Hassan Nasrallah

    Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se este domingo nos arredores de Beirute para prestar homenagem ao líder assassinado do Hezbollah, Hassan Nasrallah, quase cinco meses após este ter sido morto num ataque aéreo israelita.

    A morte de Nasrallah, que liderou o grupo muçulmano xiita durante décadas de conflito com Israel e supervisionou a sua transformação numa força militar com influência regional, foi um dos primeiros golpes de uma escalada israelita em diversas frentes e que enfraqueceu gravemente o Hezbollah.

  • Autópsia de Shiri Bibas sem sinais de ferimentos por bombardeamentos

    A autópsia de Shiri Bibas e dos seus dois filhos, reféns que morreram em cativeiro e cujos corpos foram devolvidos a Israel, não revelou indícios de “ferimentos causados por bombardeamentos”, declarou o diretor do Instituto Nacional de Medicina Legal.

    “Identificámos os restos mortais de Shiri Bibas dois dias depois de termos identificado os seus filhos. O nosso exame não encontrou indícios de ferimentos causados por bombardeamentos”, afirmou Chen Kugel, numa mensagem vídeo, sem dar qualquer explicação sobre a forma como morreram.

    Shiri Bibas e os dois filhos, Ariel, de 4 anos, e Kfir, de 8 meses e meio, no momento do seu rapto no Kibutz Nir Oz, em 7 de outubro de 2023, tornaram-se um símbolo em Israel da tragédia que assolou o país nesse dia e da mobilização para libertar os reféns.

    O movimento extremista Hamas devolveu, na quinta-feira, os corpos dos dois meninos no âmbito de um acordo com Israel que prevê a libertação de prisioneiros palestinianos como contrapartida da frágil trégua em vigor desde 19 de janeiro, após mais de 15 meses de guerra que devastou a Faixa de Gaza.

    O corpo de Shiri Bibas foi finalmente devolvido na sexta-feira à noite. O movimento islamita palestiniano afirma que a mulher e os dois filhos foram mortos em novembro de 2023 por um bombardeamento israelita no local onde se encontravam detidos na Faixa de Gaza.

    Na sequência de uma autópsia, o exército israelita declarou na sexta-feira que as duas crianças tinham sido “brutalmente mortas em cativeiro em novembro de 2023 por terroristas palestinianos”.

  • Hamas acusa Israel de colocar "em grave perigo" o cessar-fogo

    O Hamas acusou este domingo Israel de colocar “em grave perigo” todo o acordo de tréguas, após a decisão do Governo israelita de adiar a libertação de 620 prisioneiros palestinianos.

    Os presos palestinianos deveriam ter sido libertados no sábado, em troca de seis reféns israelitas em Gaza. “Ao retardar a libertação dos nossos prisioneiros (…), o inimigo comporta-se como um bandido e põe em grave perigo todo o acordo”, declarou à AFP Bassem Naïm, alto responsável do Hamas.

    Bassem Naïm apelou ainda aos mediadores que permitiram o acordo, “em particular aos Estados Unidos”, para fazerem “pressão sobre o inimigo, para cumprir o acordo e libertar imediatamente o grupo de prisioneiros”.

    Os combates entre as duas partes cessaram em 19 de janeiro, no âmbito de um acordo de cessar-fogo negociado por vários mediadores internacionais, nomeadamente Estados Unidos, Qatar e Egito.

  • Tanques israelitas vão entrar na Cisjordânia pela primeira vez em 20 anos

    O Exército israelita anunciou este domingo que os tanques das Forças de Defesa vão operar em Jenin, no norte da Cisjordânia. Esta será a primeira vez nas últimas duas décadas que os tanques serão utilizados em operações na Cisjordânia.

    De acordo com os militares israelitas, além dos tanques serão mobilizadas tropas das unidades de Duvdevan e Nahal.

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