Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para acompanhar os desenvolvimentos dos conflitos mundiais ao longo desta segunda-feira. Pode segui-lo aqui.

    Trump. “Prefiro chegar a um acordo, pois não quero afetar 91 milhões de pessoas”

  • Autarca libanês desmente declarações de Netanyahu sobre localidades que procuram anexação

    Hanna al-Amil classificou como “completamente falsas” as declarações de Benjamin Netanyahu sobre alegados pedidos de anexação a Israel por parte de algumas aldeias cristãs no sul do Líbano. Al-Amil é autarca da cidade de Rmeish, uma localidade de maioria cristã no distrito de Bint Jbeil.

    Em declarações avançadas pela agência estatal libanesa e citadas pela Al Jazeera, Al-Amil garantiu que nenhuma localidade vizinha fez tal pedido e que essa possibilidade “está completamente fora de questão”. “[Estas aldeias] não são periféricas, são o coração do Líbano, pulsam com patriotismo, ligações à terra e identidade libanesa”, afirmou.

  • Donald Trump vai encontrar-se com Volodymyr Zelensky e Ahmed Al-Sharaa à margem da cimeira da NATO

    A Casa Branca confirmou hoje a agenda de Donald Trump para quarta-feira, o segundo dia da cimeira da NATO, que se realiza em Ancara. O Presidente norte-americano vai encontrar-se, à margem da cimeira, com os seus homólogos da Ucrânia e da Síria, anunciou a porta-voz da presidência, citada pela Associated Press.

    O encontro com Volodymyr Zelensky, que já tinha sido anunciado ontem pelo líder ucraniano, procura fazer avançar as negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia. Já o encontro com Ahmed Al-Sharaa acontece num contexto de conflito generalizado no Médio Oriente e depois de Trump já ter sugerido em mais do que uma ocasião que a Síria se deveria juntar a Israel na ofensiva contra o Hezbollah.

  • Gazprom acerta com Ministério da Defesa russo proteger instalações energéticas

    A gigante estatal russa do gás, Gazprom, assinou um contrato com o Ministério da Defesa de Moscovo para a criação de unidades de defesa das infraestruturas energéticas, noticiou hoje o Eco de Moscovo, meio de comunicação da oposição russa.

    Estas unidades têm por missão “patrulhar e proteger as instalações de abastecimento de gás”, segundo o portal russo de notícias, que analisou documentos internos da Gazprom.

    Os operacionais contratados para essas equipas serão submetidos a exames médicos, a dois meses de formação e, a par do seu salário, vão receber ainda pagamentos adicionais do Ministério da Defesa pelo serviço na reserva.

    De acordo com os documentos citados, o contrato para servir nessas unidades móveis permite combinar o trabalho civil com o treino militar, diferenciando-se dos contratos de serviço militar padrão, até agora conhecidos.

  • "Os russos estão a preparar um novo ataque em grande escala", afirma Zelensky

    O Presidente ucraniano afirmou hoje que Moscovo estará a preparar novos ataques em grande escala contra a Ucrânia, alertando a população para essa possibilidade e apelando aos parceiros internacionais para que se apressem a entregar novos pacotes de ajuda.

    “Os serviços de informação indicam mais uma vez que os russos estão a preparar um novo ataque em grande escala. Isto é típico de Putin: imediatamente depois do Dia da Independência da América e antes da Cimeira da NATO em Ancara”, criticou Volodymyr Zelensky no seu discurso diário.

    “Aos nossos parceiros: qualquer atraso nos mísseis para a nossa defesa aérea — mísseis para os Patriot — significa a perda de vidas, e encoraja os russos a continuar a guerra”, disse ainda.

  • Governo de Netanyahu desafia pela primeira vez Supremo Tribunal israelita

    O Governo de Israel rejeitou hoje uma sentença do Supremo Tribunal israelita relacionada com a entidade reguladora da radiodifusão comercial, uma medida inédita que gerou forte controvérsia política.

    O Executivo israelita, impulsionado pelo ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, e pelo ministro da Justiça, Yariv Levin, decidiu não reconhecer as decisões do Conselho da Segunda Autoridade de Televisão e Rádio de Israel enquanto o órgão não cumprir os requisitos legais de quórum estabelecidos pela lei, segundo o jornal The Times of Israel.

    A decisão surge na sequência de um acórdão do Supremo Tribunal que permitiu o reinício da atividade do regulador, apesar da falta de membros suficientes para atingir o quórum mínimo, no contexto de uma disputa sobre a composição do órgão e a sua capacidade de funcionamento, segundo o mesmo meio de comunicação.

    O confronto — que gerou alertas de crise constitucional – ocorre num contexto de tensão crescente entre o Governo de Netanyahu e o Supremo Tribunal de Israel quanto ao âmbito do controlo judicial sobre as decisões do Governo, especialmente em áreas sensíveis como a regulamentação dos meios de comunicação social.

  • Netanyahu diz que aldeias cristãs do Líbano pediram para ser anexadas

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que algumas aldeias cristãs do sul do Líbano pediram para serem anexadas por Israel, procurando, segundo avançou, proteção contra o grupo xiita pró-Irão Hezbollah.

    “Entre as aldeias cristãs no Líbano, algumas pediram para serem anexadas por Israel, porque as protegemos dos fanáticos do Hezbollah que as querem aniquilar. E faremos o mesmo com os cristãos de todo o lado”, afirmou Netanyahu, cujo país ocupa parte do sul do Líbano, perto da fronteira, numa entrevista à televisão norte-americana Fox News.

  • Primeiro-ministro israelita quer unificar Jerusalém sob soberania do país

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que não aceitará abdicar do controlo sobre Jerusalém Oriental, defendendo que a cidade deve ser governada exclusivamente por Israel como capital unificada e indivisível.

    Segundo defendeu, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do Centro Histórico Atarot, em Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel desde 1967, a cidade “já não será dividida” e o seu desenvolvimento deve ser feito “sob soberania israelita”.

    Benjamin Netanyahu explicou que o norte de Jerusalém é uma área de enorme importância para o desenvolvimento da cidade.

    “O desenvolvimento da nossa capital, uma Jerusalém unida que não será mais dividida”, disse o primeiro-ministro durante o evento, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.

    “O nosso Governo está a proteger Jerusalém sob soberania israelita com todas as suas forças”, acrescentou Netanyahu.

    A anexação de Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel desde a guerra de 1967, é considerada ilegal pela comunidade internacional.

  • Compra de 16 caças Gripen representa um “reforço histórico” para a Ucrânia

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a compra de 16 caças Gripen de fabrico sueco, a entregar em 2029, representa um “reforço histórico” da capacidade de combate de Kiev.

    “Trata-se de um reforço histórico da nossa aviação de combate e de uma colaboração económica fundamental entre a Ucrânia e a Suécia no domínio da segurança”, salientou, durante uma chamada com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, segundo a informação divulgada pela Presidência ucraniana.

    A entrega dos 16 aviões Gripen E adquiridos só terá início no início de 2029, mas em 2027 Kiev irá receber outros 16 do modelo Gripen C/D a título de ajuda militar.

    Zelensky garantiu estar em curso a preparação da infraestrutura necessária para a Ucrânia receber os caças até início do próximo ano, bem como a parte da formação e operacional.

  • Ataques israelitas no Líbano fazem duas mortes e quatro feridos

    Pelo menos duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas no Líbano em consequência de ataques do exército israelita nas últimas 24 horas, apesar do cessar-fogo formal em vigor.

    Segundo o balanço mais atualizado do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês, os bombardeamentos israelitas já fizeram 4.304 mortos e 12.203 feridos em todo o país, mas especialmente no sul, cenário de constantes ataques de Israel contra as povoações de uma região que invadiu parcialmente para, argumenta o exército israelita, criar uma “zona de segurança” que proteja as comunidades do norte de Israel de ataques da milícia xiita Hezbollah.

    O Governo libanês declarou que boa parte destes ataques tem um caráter indiscriminado e inclusivamente foram deliberadamente direcionados contra civis e militares.

  • Zelensky e Macron falam ao telefone antes do início da cimeira da NATO

    Os Presidentes da Ucrânia e de França falaram hoje ao telefone sobre a situação militar na Ucrânia, nas vésperas do início da cimeira anual da NATO, que se realiza este ano em Ancara, Turquia. “Macron sabe claramente todos os detalhes sobre as perspetivas diplomáticas atuais”, relatou Volodymyr Zelensky nas suas redes sociais.

    O Presidente ucraniano já tinha discutido as mesmas questões militares e políticas com o Presidente norte-americano, durante um telefonema ontem, por ocasião do 4 de Julho. “Concordamos em continuar estas discussões durante a cimeira da NATO em Ancara”, escreveu Zelensky nessa publicação.

  • Advogado diz que médico palestiniano detido Hussam Abu Safiya em estado crítico

    O advogado de um proeminente médico palestiniano, Hussam Abu Safiya, detido pelas forças israelitas há 18 meses, denunciou hoje maus-tratos ao seu cliente durante o cativeiro, revelando que está em estado crítico.

    Hussam Abu Safiya, que ocupava o cargo de diretor do Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, tornou-se o rosto dos profissionais de saúde que lutavam para tratar doentes durante a guerra entre Israel e o Hamas.

    Foi detido por Telaviv em dezembro de 2024, sem qualquer acusação formal e uma mera suspeita de cooperação com o Hamas, negada por organizações que trabalhavam com o profissional de saúde.

    A organização Médicos pelos Direitos Humanos de Israel e o advogado de Abu Safiya, Nasser Odeh, afirmaram que Abu Safiya parecia extremamente fraco e tinha dificuldade em manter-se sentado direito durante uma visita realizada a 2 de julho. Odeh referiu que ele apresentava lesões recentes na cabeça, à volta dos olhos, das orelhas e do pescoço, e que tinha dificuldade em respirar.

    Odeh e a organização não governamental afirmaram ter apresentado um pedido para que Abu Safiya fosse transferido para outra instalação.

  • Pacientes palestinianos exigem tratamentos fora da Faixa de Gaza

    Um grupo de doentes palestinianos organizou um protesto sentado diante do complexo médico de al-Shifa, na cidade de Gaza, exigindo permissão para receberem tratamento fora da Faixa ocupada por Israel.

    Uma mulher citada pela Al Jazeera gritava: “Que culpa temos? Somos pacientes oncológicos e estamos a morrer apenas por sermos palestinianos.”

    Israel proibiu as saídas de Gaza no dia 28 de fevereiro, quando teve início o conflito com o Irão, após um breve período de abertura de fronteiras a partir de outubro do ano passado — quando foi decretado o cessar-fogo no território ocupado.

    Durante este período, um número limitado de doentes pôde receber tratamentos no exterior da Faixa, sendo que milhares permanecem em lista de espera.

  • Aeroporto iraniano de Bandar Abbas retoma a atividade após suspensão de quatro meses

    O Aeroporto Internacional de Bandar Abbas, no sul do Irão, voltou a receber voos comerciais após quatro meses de interrupção motivados pela explosão do conflito com os EUA e Israel.

    A notícia, divulgada pela agência Fars, avança que o primeiro voo a aterrar na pista este domingo tinha origem em Mashhad, no nordeste do país.

    Os múltiplos ataques aéreos na região obrigaram a uma série de obras de reconstrução da infraestrutura. As autoridades antecipam repor a normalidade dos trajetos domésticos nos próximos dias.

  • Grande oração fúnebre no Irão por Khamenei ainda na ausência do filho Mojtaba

    A maioria dos altos responsáveis iranianos participou hoje, em Teerão, na grande oração realizada em homenagem ao ayatollah Ali Khamenei, no segundo dia de luto nacional sem a presença do filho Mojtaba.

    A cerimónia religiosa durou cerca de dez minutos e foi presidida por Ja’far Sobhani, um ayatollah de 97 anos que leciona na cidade santa de Qom.

    Nas primeiras filas, junto ao caixão e entre os milhares de fiéis que continuam a acorrer ao complexo de orações e mesquitas de Grande Mossalá, onde decorrem as cerimónias fúnebres, encontravam-se, entre outros, o chefe de Estado iraniano, Massoud Pezeshkian, o presidente do parlamento e chefe da equipa negocial iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o comandante da Força Quds, unidade de operações externas da Guarda Revolucionária, general Esmail Qaani.

    O comandante da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, pouco visto em público desde o início da guerra, chegou ao local rodeado por uma multidão.

    Na rede social X, Mohammad Bagher Ghalibaf, o presidente do parlamento iraniano e figura importante das negociações de paz com os EUA, saudou a homenagem prestada pela “orgulhosa e invencível nação do Irão islâmico”, que, segundo afirmou, se reuniu “em uníssono” perante o seu “mártir”.

  • Chefe do exército israelita ameaça "ataque rápido" ao Líbano em caso de incumprimento do acordo de cessar-fogo

    Num discurso dirigido aos soldados destacados no sul do Líbano, o Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa israelitas, Eyal Zamir, mostrou-se disposto a efetuar um “ataque rápido” ao país árabe, em caso de incumprimento do recente acordo de cessar-fogo.

    “A organização terrorista do Hezbollah, financiada e orientada pelo Irão, tem construído túneis subterrâneos na área [sul do Líbano] durante décadas, a fim de ameaçar as comunidades do norte. Neste momento, as nossas forças controlam áreas determinantes na superfície, além destas rotas subterrâneas”, confirmou Zamir, citado pela Al Jazeera.

    “O exército libanês deve demonstrar o seu compromisso em relação ao acordo histórico que foi firmado e agir no sentido de limpar a área de terroristas do Hezbollah”, continuou o militar, fazendo referência ao acordo trilateral assinado com o Líbano e os EUA na passada sexta-feira.

    “Simultaneamente, [as forças militares israelitas] vão continuar a atuar decisivamente para remover ameaças do território libanês e estão preparadas para concretizar um ataque rápido se o cessar-fogo for violado”.

  • Israel liberta nove prisioneiros palestinianos

    Israel libertou nove prisioneiros palestinianos que estavam detidos em Gaza, após esforços empreendidos pela Cruz Vermelha Internacional. A informação é avançada pela Al Jazeera.

    “Foram diretamente transferidos para o Hospital dos Mártires al-Aqsa em Deir el-Balah, no centro de Gaza, onde equipas médicas estão a avaliar as suas condições”, refere o canal. O hospital recebeu anteriormente outros detidos, que foram alegadamente abusados fisicamente em prisões israelitas.

  • Kremlin insiste que Kiev ataca alvos civis e continua a negar escassez de combustíveis

    Moscovo disse este domingo que os ataques ucranianos visam instalações civis, negando que atinjam infraestruturas ligadas à indústria militar russa, numa altura em que o país enfrenta uma crise de abastecimento de combustível atribuída aos sucessivos ataques da Ucrânia.

    “As ações do regime de Kiev têm natureza terrorista, e o regime está a atacar instalações do nosso setor energético, infraestruturas civis que, na realidade, nada têm a ver com a estrutura militar ou com a indústria da defesa”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em entrevista ao canal Vesti.

    O porta-voz do Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que estes ataques constituem “uma manifestação evidente de atos terroristas” por parte da Ucrânia, alegando que Kiev intensificou as operações no interior da Rússia porque “a situação na frente de combate se deteriora inexoravelmente a cada dia”.

    Os ataques ucranianos contra infraestruturas petrolíferas e logísticas russas provocaram uma crise de escassez de combustível em várias regiões do país, situação que as autoridades russas negam, atribuindo-a antes a um aumento repentino da procura.

  • Bahrein começa a julgar 19 pessoas por terrorismo e espionagem

    O Supremo Tribunal Penal do Bahrein começou este domingo a julgar 19 cidadãos por acusações de associação terrorista e espionagem em prol do Irão, assim como por um plano para derrubar o regime naquele reino árabe.

    Em comunicado, a divisão de terrorismo explica que 11 dos 19 acusados serão julgados em presença, sobrando oito “fugitivos”, todos acusados também por “incitar a atos terroristas, distúrbios e sabotagens”, assim como disseminar a ideologia seguida no Irão.

    Os atos para “suspender a Constituição e as suas leis, prejudicar a unidade nacional e a difusão da ideologia da Tutela do Jurista Islâmico como extensão da Revolução no Irão [islâmica, em 1979], incitar contra o Governo existente, convocar à rebelião e apoiar ações para desestabilizar o país” são elencados na acusação.

    Segundo órgãos locais de comunicação social, os acusados serão integrados num grupo de mais de 50 detidos nas últimas semanas por supostos vínculos a Teerão, todos na ala xiita do Islão, que é corrente maioritária no Bahrein.

    Segundo as mesmas fontes, os fugitivos terão escapado para a capital iraniana, depois da campanha do Governo do Bahrein para deter religiosos e ativistas, que envolveu também a revogação de nacionalidade a dezenas de cidadãos após os ataques lançados pelo Irão durante a guerra no golfo persa.

  • Netanyahu nega que Trump tenha pedido para não atacar os túneis do Hezbollah no Líbano

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ao site israelita Ynet que Donald Trump não lhe pediu para não atacar o sistema de túneis instalado pelo Hezbollah no Líbano.

    “Isso é uma lenda, notícias falsas”, assegura Netanyahu. “Ele não me disse nada sobre isso e eu não lhe perguntei. Operamos de acordo com as nossas considerações”, acrescenta.

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