Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Hamas libertou hoje três reféns israelitas em troca de 369 prisioneiros palestinianos, como estava previsto no acordo de cessar-fogo. Alexander Troufanov, Yair Horn e Sagui Dekel-Chen foram entregues à Cruz Vermelha Internacional antes de serem levados para território israelita.
    • O Crescente Vermelho reportou que os quatro prisioneiros libertados apresentavam condições de saúde críticas. Foram de imediato transferidos para um hospital na Cisjordânia.
    • O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, deixou críticas à ideia de deslocar palestinianos da Faixa de Gaza, um plano que vê como uma distração dos crimes de guerra e genocídio que diz serem cometidos por Israel.
    • O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou para a importância de evitar o regresso das hostilidades em Gaza, pedindo um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns. Guterres sublinhou a necessidade de um progresso tangível rumo a uma solução de dois estados.

  • Bom dia. Este liveblog fica por aqui. Pode acompanhar toda a atualidade sobre o conflito entre Israel e o Hamas aqui.

  • Marco Rubio já está em Israel

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, chegou a Telavive está noite na sua primeira visita oficial ao Médio Oriente. À chegada, Rubio foi recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar.

  • Netanyahu marca reunião sobre cessar-fogo após ultimato de Trump ao Hamas

    O primeiro-ministro israelita tem marcada para esta tarde uma reunião para discutir a continuação do cessar-fogo com o Hamas, depois do Presidente dos EUA ter exigido que todos os restantes reféns fossem libertados imediatamente.

    A notícia é avançada pela imprensa israelita, que refere que durnate o encontro também será discutida a segunda fase do cessar-fogo, a possibilidade de enviar uma delegação para negociações no Qatar e a visita do secretário de estado norte-americano, Marco Rubio, que deverá chegar a Israel este sábado à noite.

  • Abbas diz que conversa sobre retirada de palestinianos é tentativa de distrair de crimes de guerra

    O presidente da Autoridade Palestiniana rejeitou eventuais tentativas para retirar os palestinianos da Faixa de Gaza. “Alguém que ache que pode impor um novo ‘acordo do século’ ou deslocar o povo palestiniano da sua terra está iludido”, afirmou Mahmoud Abbas durante a 38.ª Cimeira União Africana.

    Abbas disse ainda que a ideia de retirar os palestinianos do enclave e movê-los para outro território é apenas uma distração dos crimes de guerra, genocídio e destruição em Gaza e também na Cisjordânia.

    “O único lugar para onde os 1,5 milhões de refugiados que vivem em Gaza deveriam regressar é para as suas cidades e vilas, de onde foram retirados em 1948”, acrescentou, citado pela Al Jazeera.

  • Trump diz que Israel tem decidir o que vai fazer se o Hamas não cumprir o prazo limite para libertar reféns

    Donald Trump escreve que Israel tem de tomar uma decisão relativamente ao prazo que foi estabelecido pelo Presidente dos EUA para a libertação de todos os prisioneiros do Hamas — este sábado ao 12h00.

    Além de enaltecer que os reféns libertados este sábado “parecem estar em boa forma”, o presidente dos EUA realçou, na conta no Truth Social, que Israel terá de decidir o que fará em relação ao “prazo final imposto para a libertação de todos os reféns”, caso o Hamas não cumpra. “Os Estados Unidos apoiarão a decisão” que Israel tomar, garantiu.

    Recorde-se que o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump classificou a ameaça do Hamas de adiar a próxima libertação de reféns como terrível e prometeu “um verdadeiro inferno” caso os reféns não fossem “todos trazidos de volta até ao meio-dia de sábado” — o que o leva agora a fazer tal publicação.

  • Refém libertado pediu para passar no estádio do seu clube a caminho do hospital

    Iair Horn, um dos reféns libertados este sábado pelo Hamas, é adepto do Hapoel Beersheba e sobrevoou o estádio do clube quando ia a caminho do hospital, em Israel, para fazer os exames que têm sido feitos a quem esteve em cativeiro.

    O pedido foi feito pelo próprio e os pilotos da Força Aérea de Israel aceitaram passar no local.

    O refém, com dupla nacionalidade argentina e israelita, juntou-se mais tarde à família e há também imagens divulgadas nas redes sociais.

  • Vídeo mostra reencontro de um dos reféns com a família

    Um vídeo publicado nas redes sociais mostra Sagui Dekel-Chen, um dos reféns libertados pelo Hamas, a reencontrar-se com a mulher e os pais após 498 em cativeiro.

    Nas imagens, Sagui descobriu o nome da terceira filha, que nasceu dois meses após o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023, dia em que o homem foi raptado.

  • Guterres quer evitar “a todo o custo” o retomar das hostilidades em Gaza

    O secretário-geral das Nações Unidas disse hoje que “todos os olhos estão postos em Gaza”, sublinhando que deve ser evitado “a todo o custo” um retomar das hostilidades.

    “O povo palestiniano já sofreu demais”, sublinhou António Guterres, pedindo ações para um cessar fogo permanente e libertação de todos os reféns, durante o seu discurso de abertura da 38.ª cimeira da União Africana, que reúne em Adis Abeba, capital da Etiópia chefes de Estado e do governo dos 50 países que integram esta organização.

    O secretário-geral da ONU afirmou que a paz no Médio Oriente “é possível” e começa com um avanço “tangível, irreversível e permanente” na direção dos dois estados – Israel e Palestina – vivendo lado a lado em paz e segurança.

    Guterres congratulou também João Lourenço, Presidente de Angola, que assume pela primeira vez a presidência rotativa da União Africana e assinalou que a parceria entre Nações Unidas e União Africana está “mais forte do que nunca”.

    Evocou também o legado do colonialismo e da escravatura cujos impactos negativos continuam a ser profundos sobre os povos africanos até hoje, sublinhando que a independência política não libertou os países das suas estruturas baseadas na exploração e décadas de subinvestimento económico, social e institucional.

    Considerou também que África continua a sofrer da injustiça de estar sob domínio colonial quando o sistema multilateral foi criado dando como exemplo o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    “Não há desculpa para que África ainda não tenha representação permanente no século 21”, vincou, considerando essencial corrigir estas injustiças.

  • União Africana denuncia apelo à deportação de palestinianos

    O presidente da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, denunciou hoje o apelo “de alguns à deportação sistemática” de palestinianos, após Donald Trump ter sugerido o controlo daquele território e a retirada da população.

    Para Mahamat, que falava na abertura da cimeira da UA, em Adis Abeba, a guerra em Gaza decorre perante o “silêncio quase total das potências mundiais, tirando o apelo de alguns à deportação sistemática das suas terras”.

    Ao receber o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Washington, o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que os Estados Unidos iam “tomar posse” da Faixa de Gaza e “livrar-se dos edifícios destruídos”, com o objetivo de desenvolver economicamente o território.

    Trump esclareceu também que os palestinianos não teriam direito ao retorno.

    Perante estas afirmações, os países árabes já demonstraram publicamente a sua rejeição a este plano.

    Para a próxima quinta-feira está agendada uma cimeira com a Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Jordânia e com a autoridade palestiniana.

  • Prisioneiros palestinianos recebidos em festa

    Israel começou a libertar dezenas de prisioneiros palestinianos depois de o Hamas ter libertado mais três reféns na Faixa de Gaza, de acordo com o estabelecido no frágil cessar-fogo, que permanece intacto.

    No âmbito deste acordo, deverão ser libertados por Israel 369 prisioneiros e detidos palestinianos, incluindo 36 que cumprem penas de prisão perpétua por ataques mortais.

    Autocarros com prisioneiros palestinianos libertados deixaram uma prisão no Negev (sul de Israel) com destino a Gaza, e outros autocarros chegaram a Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

    Os prisioneiros libertados chegaram à Cisjordânia ocupada e foram recebidos por aplausos da multidão, observou um jornalista da AFP.

    Vestindo o tradicional keffiyeh, os prisioneiros libertados foram içados sobre os ombros da multidão e abraçaram os familiares antes de serem submetidos a um rápido controlo.

    Esta libertação acontece depois de o grupo islamita Hamas ter libertado três reféns israelitas, na Faixa de Gaza, que foram entregues à Cruz Vermelha e já se encontram em Israel.

    Entre os mais proeminentes dos 369 prisioneiros palestinianos a serem libertados por Israel, encontra-se Ahmed Barghouti, 48 anos, um colaborador próximo do líder militante e figura política palestiniana icónica Marwan Barghouti.

  • Quatro prisioneiros palestinianos transferidos de imediato para hospital na Cisjordânia

    O Crescente Vermelho palestiniano revelou que quatro dos prisioneiros libertados por Israel foram imediatamente transferidos para um hospital na Cisjordânia devido às condições de saúde graves que apresentavam.

    Segundo a Al Jazeera, outros prisioneiros libertados durante as anteriores trocas apresentavam sinais de tortura e fome.

    Aseel Saleh, porta-voz da Comissão para os Assuntos dos Detidos, explicou à EFE que em causa estão pessoas que já sofriam de doenças crónicas e que se encontravam doentes quando foram libertadas.

  • Embaixador da Rússia no Qatar diz que libertação de refém russo foi "sinal de respeito" ao país

    O embaixador da Rússia no Qatar, Dmitry Dogadkin, confirmou que o prisioneiro russo-israelita Alexander Trufanov foi libertado no âmbito da primeira fase do acordo de cessar-fogo, a pedido de Moscovo.

    O embaixador referiu à agência estatal TASS que a liderança do Hamas o fez “como um sinal de respeito à posição” da Rússia num “apoio a uma solução justa para o conflito no Oriente Médio”.

    Dmitry Dogadkin realça que este não foi o primeiro feito conseguido com sucesso, já que mais três cidadãos russos já foram libertados em novembro de 2023.

  • Benjamin Netanyahu confirma identidade e receção dos três reféns

    Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, já confirmou a chegada dos três novos reféns.

    “Hoje, três dos nossos reféns foram devolvidos a Israel”, escreveu este sábado em comunicado, confirmando a identifidade de Iair Horn, Alexander (Sasha) Troufanov e Sagui Dekel-Chen. “Recebêmo-lo com um grande abraço”, acrecentou.

  • Primeiros prisioneis libertados por Israel já estão em Ramallah

    O autocarro que transporta os prisioneiros palestinianos já chegou a Ramallah, na Cisjordânia, avança a Al Jazeera. Em causa está o início da libertação dos 369 prisioneiros palestinianos que estavam detidos por Israel, já depois de o Hamas ter libertado os três reféns previstos para este sábado.

  • Exército de Israel mata a tiro jovem palestiniano na Cisjordânia

    Uma incursão das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) a leste de Nablus, na Cisjordânia ocupada, causou a morte de pelo menos um jovem palestiniano, avançou a imprensa palestiniana.

    De acordo com fontes médicas citadas pela agência de notícias oficial palestiniana Wafa, Adel Ahmed Adel Bashkar, de 19 anos, morreu na sexta-feira à noite, no campo de refugiados de Askar, na zona oriental de Nablus.

    Askar foi levado para um hospital próximo em estado grave, mas acabou por morrer dos ferimentos, acrescentou a Wafa.

    A incursão das IDF aconteceu horas depois de um ataque perpetrado por colonos israelitas na aldeia palestiniana de Al Maniya, a sudeste de Belém, no sul da Cisjordânia ocupada, que causou pelo menos 16 feridos.

    Entre os feridos, seis pessoas foram levadas para o hospital com fraturas e ferimentos, e pelo menos quatro foram tratadas por inalação de fumo, afirmou o serviço de emergência do Crescente Vermelho palestiniano.

    De acordo com a Wafa, os colonos israelitas queimaram dois veículos, partiram vários painéis solares e atacaram os residentes locais com varas, coronhas de espingarda e gás pimenta.

    O Haaretz, órgão de comunicação social israelita, avançou que o incidente ocorreu após as autoridades israelitas se terem deslocado até à zona para impedir a expansão de um colonato israelita.

  • Governo do Líbano convoca reunião após ataque contra força da ONU

    O Governo do Líbano convocou hoje uma reunião de emergência, horas depois de um ataque de manifestantes a uma caravana da força de manutenção da paz da ONU no país.

    O ministro do Interior, general Ahmad Al-Hajjar, deu as instruções necessárias às autoridades competentes para controlar a situação, trabalhar para identificar os agressores, prendê-los e levá-los à justiça, informou a agência de notícias oficial libanesa ANI.

    Al-Hajjar visitou ainda no hospital os dois oficiais feridos e enfatizou “a rejeição do Governo libanês a este ataque que constitui um crime contra as forças de manutenção da paz”.

    A missão, conhecida por UNIFIL, disse que os dois oficiais, incluindo o vice-comandante cessante da força de manutenção de paz, ficaram feridos numa caravana que transportava capacetes azuis para o aeroporto de Beirute.

    “Estamos chocados com este ataque ultrajante contra as forças de manutenção da paz que têm estado a servir para restaurar a segurança e a estabilidade no sul do Líbano durante um período difícil”, afirmou em comunicado a UNIFIL.

    “Ataques aos soldados da paz são violações flagrantes do direito internacional e podem ser considerados crimes de guerra. Exigimos uma investigação completa e imediata pelas autoridades libanesas e que todos os perpetradores sejam levados à justiça”, indica ainda a nota.

    Também a coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, se pronunciou, considerando “inaceitável” este ato de violência “que ameaça a segurança da equipa das Nações Unidas que trabalha incansavelmente para manter a estabilidade no Líbano, às vezes com grande risco pessoal”.

  • Já há nomes dos três reféns entregues pelo Hamas a Israel

    Os três reféns que o Hamas entregou a Israel são Alexander (Sasha) Troufanov, Iair Horn e Sagui Dekel-Chen. A entrega aconteceu numa cerimónia em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.

  • Exército confirma entrega de três reféns israelitas

    A Cruz Vermelha Internacional escoltou os trêsreféns até às forças israelitas estacionadas no enclave, com o exército de Israel a confirmar a sua chegada através de comunicado.

    Tal como tem acontecido nas anteriores trocas entre Hamas e Israel, será o exército a retirar os reféns para fora da Faixa de Gaza para se reúnam com as suas famílias.

  • Três reféns israelitas são libertados pelo Hamas

    Foram libertados mais três reféns israelitas por parte do Hamas. A libertação decorreu em Khan Yunis por volta das oito da manhã (hora de Lisboa), depois de avanços e recuos ao longo da semana e que quase colocaram em causa o cessar-fogo na Faixa de Gaza. Em troca vão ser libertados, por Israel, 369 prisioneiros palestinianos.

    Os três reféns — Alexander Troufanov, 29, Yair Horn, 46, Sagui Dekel-Chen, 36 — foram já entregues à Cruz Vermelha Internacional e seguem na carrinha da organização rumo a território israelita, onde vão ser assistidos no hospital. Antes de serem libertados, os prisioneiros subiram a um palco onde discursaram perante centenas de pessoas que assistiam ao momento.

    Três reféns israelitas são libertados pelo Hamas

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