Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora?

    • O Presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não precisarão de comprar Gaza, mas sim tomá-la, mantê-la e valorizá-la, garantindo a paz. Contudo, o plano de Trump de deslocar os palestinianos de Gaza continua a ser amplamente criticado. Líderes como o Rei Abdullah II da Jordânia e o novo presidente da Síria, Ahmad al-Sharaa, expressaram ceticismo e oposição, considerando o plano como insensato e politicamente incorreto.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e outros membros do governo aumentaram a pressão sobre o Hamas para que liberte os reféns israelitas até sábado, ameaçando regressar ao conflito armado. Esta pressão é reforçada por declarações de Donald Trump, que exige a libertação dos reféns até às 12h00 de sábado sob pena de cancelar todos os acordos.
    • O ministro dos Negócios Estrangeiros português recusou comentar em concreto plano anunciado pelo Presidente norte-americano para transformar a Faixa de Gaza numa “Riviera” do Médio Oriente. Descrevendo a posição de Portugal como “clara”, o governante sublinhou que o país “continua a ser um defensor empenhado na solução dos dois Estados.”
    • O aumento das tensões em Gaza levou os civis palestinianos a temerem um recomeço da guerra, forçando-os a armazenar mantimentos. A ONU relatou que a ajuda humanitária aumentou significativamente, mas o Hamas contestou, acusando Israel de violar o cessar-fogo, o que resultou no anúncio da suspensão da libertação de reféns por parte do grupo.
    • O embaixador do Irão na Organização das Nações Unidas alertou para os comentários do Presidente dos EUA sobre o uso de força contra Teerão. “Estas declarações irresponsáveis e inflamatórias são uma violação flagrante do direito internacional e a carta da ONU”, escreveu numa carta ao Conselho de Segurança da ONU.

  • Bom dia.

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    Netanyahu diz que só discute segunda fase do acordo quando se souber se Hamas liberta reféns

  • Egito vai apresentar proposta para construir Gaza sem saída de palestinianos

    O ministro da Defesa do Egito disse esta terça-feira que vai apresentar um plano “compreensivo” para construir a Faixa de Gaza e garantir simultaneamente que os palestinianos permanecem na sua terra.

    Num comunicado, citado pela agência Reuters, garantiu que o país aguarda com expectativa a cooperação com o Presidente norte-americano, Donald Trump.

  • Macron rejeita solução de Trump para Gaza: "A resposta certa não é uma operação imobiliária"

    O Presidente francês criticou o plano do homólogo norte-americano para deslocar os palestinianos da Faixa de Gaza para países vizinhos e reabilitar o território, convertendo-o numa “Riviera” do Médio Oriente.

    “Não se pode dizer a dois milhões de pessoas: ‘Adivinhem? Vão sair’ … A resposta certa não é uma operação imobiliária, esta é uma operação política”, defendeu numa entrevista à CNN transmitida esta terça-feira.

    Emmanuel Macron também deixou críticas aos bombardeamentos israelitas contra Gaza: “Sempre reiterei o meu desacordo com o primeiro-ministro Netanyahu. Não acredito, mais uma vez, que tal operação massiva às vezes a visar civis seja a resposta certa.”

  • Rangel: Autoridade Palestiniana vai precisar de apoio, Hamas não pode ser parte da solução

    O ministro dos Negócios Estrangeiros também falou sobre o envolvimento da Autoridade Palestiniana num futuro pós-guerra em Gaza. Admitiu que vai precisam de apoio, especialmente no plano de segurança.

    “Uma coisa é evidente, o Hamas não pode ser parte da solução (…). É uma organização terrorista, capaz de coisas terríveis”, sublinhou.

    Questionado sobre os reféns com ligações a Portugal que permanecem por libertar, Paulo Rangel afirmou que todos tem de ser libertados, independentemente da nacionalidade. “Não importa se é português se não é português, mas claro que o Governo português tem de fazer um pouco mais pelos que são portugueses ou que tem ligações a Portugal”, admitiu.

  • Rangel não comenta plano de Trump para tornar Gaza em "Rivieira" e defende solução de dois Estados

    Durante a entrevista à SIC, Paulo Rangel foi questionado sobre o que pensa das recentes declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, de transformar Gaza numa “Rivieria” e na transferência dos palestinianos para países vizinhos. Descrevendo a posição de Portugal como “clara”, o governante sublinhou que o país “continua a ser um defensor empenhado na solução dos dois Estados.”

    “O governo português tem uma posição de defesa de dois Estados. Não temos de fazer depois declarações sobre isto ou sobre aquilo. Temos de manter o nosso caminho diplomático, que exige muitas vezes prudência ou contenção”, afirmou.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros considera que “é preciso manter os canais abertos para todos”. “A afirmação dos nossos princípios é suficiente para se conhecer perfeitamente a nossa posição sem também hostilizar nem estar a criar incidentes que possam distrair do que realmente importa”, defendeu.

  • Paulo Rangel confiante no cessar-fogo entre Israel e Hamas

    O ministro dos Negócios Estrangeiros mostrou-se confiante de que o cessar-fogo entre Israel e Hamas vai perdurar.”Eu sinceramente julgo que é possível manter o cessar-fogo”, afirmou em entrevista ao correspondente da SIC em Israel, Henrique Cymerman.

    Paulo Rangel sublinhou que, por um lado, para Israel é importante continuar a libertar reféns e que, por outro lado, o Hamas não terá “interesse em reabrir a violência”.

    Esta crença é baseada nos encontros que teve com os líderes israelitas e da Autoridade Palestiniana, mas também com o Patriarca Latino de Jerusalém. “Todos disseram que se a violência regressar a Gaza regressar de forma muito mais grave, séria dura do que já tivemos até agora”, afirmou

    “Estou convencido de que nos dias que temos para a frente poderemos ter um encontro de vontades que leve que no sábado se cumpra o que está estabelecido”, acrescentou.

  • Guterres em contacto com primeiro-ministro do Qatar para tentar salvar cessar-fogo em Gaza

    O secretário-geral da ONU esteve em contacto com o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed Al Thani, para tentar salvar o cessar-fogo em Gaza, confirmou esta terça-feira um dos porta-vozes de António Guterres após Israel ameaçar retomar “combates intensos”.

    O porta-voz adjunto de Guterres, Farhan Haq, observou que o secretário-geral está a tentar dar “todo o apoio diplomático” à situação, considerando “o acordo de cessar-fogo essencial”, uma vez que levou “tanto alívio a uma população que sofreu tanto, especialmente em Gaza”.

    O Qatar, juntamente com os Estados Unidos e com o Egito, tem mediado as longas negociações que levaram ao cessar-fogo, sendo que também serviu como base “neutra” onde essas negociações foram realizadas.

    No entanto, a tentativa de Guterres terá uma eficácia muito limitada, já que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assim como os membros do seu Governo, cortaram todas as relações com Guterres e declararam o ex-primeiro-ministro português “persona non grata”.

  • Depois de encontro "construtivo" com Trump, Rei da Jordânia reitera que é contra saída de palestinianos de Gaza

    De partida de Washington, Abdullah II, Rei da Jordânia, recorreu à rede social X para agradecer o acolhimento “caloroso” do Presidente norte-americano, descrevendo o encontro entre os dois como “construtivo”. “Discutimos a parceria de longa data da Jordânia e Estados Unidos. Continua a ser uma parceria de estabilidade, paz e segurança mútua”, sublinhou.

    O monarca aproveitou também para reforçar que é contra o plano de Donald Trump sobre a saída de palestinianos da Faixa de Gaza, apesar de na conferência de imprensa conjunta ter evitado detalhar a sua posição. “Reiterei a posição firme da Jordânia contra o deslocamento de palestinianos em Gaza e na Cisjordânia. Esta é a posição árabe unificada. Reconstruir Gaza sem retirar os palestinianos e abordar a terrível situação humanitária deve ser a prioridade de todos”, defendeu.

    O Rei também falou na importância da solução de dois estados e descreveu Trump como um “homem de paz”. “Foi fundamental em assegurar o cessar-fogo em Gaza. Olhamos para os EUA e todos as partes interessadas para garantir que se mantém”, acrescentou.

  • Assembleia da República rejeita audição do ministro da Defesa sobre Gaza

    O parlamento rejeitou esta terça-feira uma audição do ministro da Defesa Nacional a propósito de declarações que fez sobre o plano de Donald Trump para a Faixa de Gaza, num debate tenso entre as bancadas da esquerda e da direita.

    O BE requereu a audição urgente do ministro Nuno Melo por ter dito que não lhe competia comentar política interna norte-americana, após uma pergunta sobre o plano de Donald Trump para a Faixa de Gaza, que pretende reinstalar palestinianos noutros locais.

    O requerimento foi rejeitado na comissão parlamentar de Defesa com os votos contra de PSD, Chega e CDS-PP, contando com votos a favor de PS, BE e Livre.

  • Hamas reafirma compromisso com o cessar-fogo

    O grupo palestiniano garantiu que se mantém comprometido com o acordo de cessar-fogo com Israel. Alertou, no entanto, que responsabiliza Telavive por quaisquer eventuais “complicações ou atrasos.”

    O comunicado do Hamas, citado pela Reuters, foi publicado no mesmo dia em que o primeiro-ministro israelita avisou que o cessar-fogo seria cancelado se o grupo palestiniano não libertar, como previsto, o próximo grupo de reféns no sábado.

  • Irão alerta ONU para declarações "irresponsáveis" de Trump e promete responder a atos de agressão

    O embaixador do Irão na Organização das Nações Unidas alertou para os comentários do Presidente dos EUA sobre o uso de força contra Teerão. “Estas declarações irresponsáveis e inflamatórias são uma violação flagrante do direito internacional e a carta da ONU”, escreveu numa carta ao Conselho de Segurança da ONU.

    Amir Saeid Iravani referia-se às entrevistas de Donald Trump ao New York Post e à Fox News, em que admitiu que preferia firmar um acordo para impedir o Irão de criar um arma nuclear do que ter de bombardear o país.

    “A República Islâmica do Irão avisa que qualquer ato de agressão terá consequências severas”, refere a carta a que a agência Reuters teve acesso. “O Irão vai defender de forma resoluta a sua soberania, integridade territorial e interesses nacionais contra quaisquer ações hostis”, garantiu.

  • Smotrich pede que Netanyahu abra "portões do inferno" se Hamas não libertar reféns

    O ministro das Finanças de extrema-direita pediu que o primeiro-ministro israelita “abra os portões do inferno” ao Hamas se o grupo palestiniano não libertar o próximo grupo de reféns no sábado, como está previsto no acordo de cessar-fogo.

    “Ou todos os reféns são libertados no sábado — sem mais fases, sem mais jogos — ou abrimos os portões do inferno”, escreveu Bezalel Smotrich num comunicado, citado pela Al Jazeera, dirigido a Benjamin Netanyahu.

  • Trump garante que não deixará cair apoios a países contra os seus planos

    O líder norte-americano disse ainda que os EUA não iriam reter a ajuda monetária à Jordânia, Egito ou outros países árabes que recusem o aumento do número de pessoas vindas da Faixa de Gaza.

    “Eu não tenho que ameaçar com dinheiro”, começou por afirmar. “Nós contribuímos com muito dinheiro para a Jordânia e o Egito, já agora, com muito para ambos, mas não tenho que ameaçar com isso. Acho que estamos acima disso”, acrescentou.

    Trump também foi questionado por um jornalista sobre o local que acolheria os palestinianos: “Onde nós, como grupo, acabarmos por escolher”.

    “Acredito que teremos uma parcela de terra na Jordânia. Acredito que teremos uma parcela de terra no Egito e poderemos ter outro sítio qualquer. Mas acho que quando acabarmos as nossas conversas teremos um lugar onde eles vão viver felizes e em segurança”, sublinhou.

  • "Não nos vamos precipitar". Rei da Jordânia espera que Egito apresente contraproposta ao plano de Trump

    Questionado sobre a hipótese dos EUA assumirem controlo de Gaza, o Rei Abdullah II respondeu: “Não nos vamos precipitar”. “O Presidente está à espera que o Egito venha apresentar o seu plano. Nós estaremos na Arábia Saudita para discutir como podemos trabalhar com o Presidente e com os Estados Unidos”, afirmou.

    “Então acho que é esperar até que os egípcios venham cá e apresentem [o plano] ao Presidente e não nos vamos precipitar”, pediu.

    “A questão é como conseguir que isto funcione numa forma que seja boa para todos”, afirmou o monarca, sem declarar explicitamente apoio ou oposição ao plano de Trump. O líder norte-americano, por seu turno, mostrou-se confiante de que será possível alcançar uma solução com o Egito.

  • Jordânia vai receber duas mil crianças doentes de Gaza

    O Rei Abdullah II da Jordânia revelou que o país vai receber cerca de duas mil crianças doentes da Faixa de Gaza. O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa em Washington, ao lado do Presidente Donald Trump. “Um gesto muito bonito”, descreveu o líder dos EUA.

    O monarca e o Presidente estiveram reunidos esta tarde. Abdullah II tem mostrado oposição ao plano de Trump para retirar os palestinianos de Gaza, que quer transformar numa “Riviera”.

  • Trump: "Não vamos ter de comprar Gaza, não há nada para comprar"

    O Presidente dos Estados Unidos esteve hoje reunido com o Rei da Jordânia. Numa conferência de imprensa conjunta após o encontro, Donald Trump foi questionado sobre os planos para comprar Gaza. “Não vamos ter de comprar Gaza”, respondeu, acrescentando que “não há nada para comprar”. “Vamos tomá-la, vamos mantê-la, vamos valorizá-la” e “garantir que haverá paz”, afirmou.

    O líder norte-americano disse que o enclave não tem condições de habitabilidade e que apenas resta um pequeno número de palestinianos. “Os palestinianos, ou as pessoas que agora vivem em Gaza, vão viver lindamente num outro local, vão viver em segurança”, acrescentou.

    Sobre o seu plano para Gaza, disse apenas, sem elaborar, que quer “criar algo magnífico para os palestinianos”. “Eles vão ficar apaixonados com ele”, sublinhou. “Eu saí-me muito bem no negócio imobiliário. Posso falar-vos do negócio imobiliário. Eles vão apaixonar-se”, disse, acrescentando ainda assim que não seria ele pessoalmente a desenvolver propriedades em Gaza.

    Perante a insistência sobre como é que os EUA iriam reivindicar controlo do território, Trump falou na “autoridade dos EUA.”

    O líder norte-americano disse ainda que não acredita que o Hamas vai cumprir o prazo para libertação do próximo grupo de reféns israelitas, prevista para sábado ao meio dia. Ainda assim, repetiu o aviso: “Ou os libertam até sábado, às 12 horas, ou todas as condições são canceladas.”

  • Líder dos Houthis chama "tolo" a Trump: "Quem é que lhe vai vender esta terra?"

    Abdel-Malik al-Houthi, líder dos Houthis que hoje avisou que o grupo está preparado para atacar Israel caso a guerra em Gaza recomece, descreveu o Presidente norte-americano como “tolo.”

    “Acredita que os honrados palestinianos, depois de toda a sua resistência contra bombardeamentos e depois dos seus sacrifícios, vão simplesmente vender-lhe a sua terra? Quem é que lhe vai vender esta terra?”, questionou num discurso televisivo.

    Citado pela Al Jazeera, Abdul-Malik al-Houthi criticou o “plano americano-sionista destrutivo”, uma referência à sugestão de Donald Trump de retirar os palestinianos de Gaza, que é apoiada pelo primeiro-ministro israelita e tem sido descrita como uma “limpeza étnica.”

  • Reconstrução de Gaza custará mais de 51 mil milhões de euros

    A recuperação e reconstrução da Faixa de Gaza, devastada por mais de um ano de guerra, exigirão mais de 53 mil milhões de dólares (mais de 51 mil milhões de euros), segundo uma estimativa da ONU divulgada esta terça-feira.

    Segundo a estimativa, só para os primeiros três anos serão necessários 20 mil milhões de dólares (cerca de 19,3 mil milhões de euros).

    “As somas necessárias para a recuperação e reconstrução a curto, médio e longo prazo na Faixa de Gaza estão estimadas em 53,142 mil milhões de dólares (51,390 mil milhões de euros)”, escreveu o secretário-geral da ONU, António Guterres, num relatório encomendado pela Assembleia-Geral da ONU.

  • Netanyahu ameaça pôr fim ao cessar-fogo se Hamas não libertar reféns no sábado

    O primeiro-ministo israelita deixou um aviso ao Hamas: se ao meio dia de sábado o grupo palestiniano não libertar os reféns israelitas previstos será o fim do cessar-fogo. “Os militares vão regressar aos combates intensos até que o Hamas seja finalmente derrotado”, prometeu numa declaração em vídeo citada pela Al Jazeera.

    O aviso surge depois de na segunda-feira o Hamas ter ameaçado cancelar a libertação de reféns prevista para sábado. Em resposta, Benjamin Netanyahu, que esteve reunido com o Gabinete de Segurança israelita, revelou que deu ordem ordenou às tropas israelitas que se reúnam “dentro e em torno da Faixa de Gaza.”

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