Histórico de atualizações
  • O que se sabe até agora

    • Um ataque russo com mísseis ao centro da cidade ucraniana de Sumy resultou em pelo menos 34 mortos, incluindo várias crianças, e 117 feridos. Este ataque é considerado um dos mais mortíferos nas últimas semanas e ocorreu em pleno Domingo de Ramos, atingindo edifícios residenciais e veículos.
    • Reações internacionais condenaram fortemente o ataque russo a Sumy. Políticos europeus, incluindo o presidente da Assembleia da República de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco, o primeiro-ministro Luís Montenegro e o presidente francês Emmanuel Macron, manifestaram solidariedade com a Ucrânia e destacaram a contínua violação do direito internacional por parte da Rússia. Macron defendeu a necessidade de medidas fortes para impor um cessar-fogo.
    • A resposta da União Europeia e de outros líderes ocidentais ao ataque inclui apelos para aumentar a pressão sobre Moscovo e fornecer à Ucrânia recursos adicionais de defesa aérea. Ursula Von Der Leyen descreveu o ataque como “bárbaro” e uma flagrante violação do direito internacional. “A União Europeia estará sempre ao lado do povo heroico da Ucrânia”, disse, por sua vez, António Costa.
    • Além dos eventos em Sumy, as forças russas reclamaram a conquista da vila de Yelyzavetivka na região de Donetsk, ampliando assim o controlo russo na área. Relatos indicam que mais de 500 militares ucranianos se renderam na região russa de Kursk, indicando uma pressão crescente sobre as forças ucranianas.

  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, domingo.

    “A Rússia ignora o cessar-fogo há 34 dias consecutivos”, acusa Zelensky

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  • Rússia terá usado cerimónia de condecoração militar em Sumy como pretexto para realizar ataque

    De acordo com Kyiv Independent, o presidente da câmara da cidade de Konotop, que faz parte da região de Sumy, acusou o governador regional, Volodymyr Artiukh, de planear uma cerimónia de entrega de prémios à 117ª Brigada ucraniana, o que terá representado um risco escusado para civis e militares.

    O autarca, Artem Semenikhin, acusa Artiukh de “ajudar (a Rússia) a justificar o seu ataque terrorista, um ataque genocida contra nós, ucranianos”. “Como é que ele ajudou? Ao organizar a entrega de certificados e medalhas aos nossos homens, heróis, aqui hoje. De uma das brigadas, a 117ª brigada. Toda a gente fala disso, toda a gente escreve sobre isso, por isso não é segredo”.

    Segundo Semenikhin, a potencial grande concentração de soldados ucranianos — que não chegou sequer a ocorrer — criou um pretexto para a Rússia atacar um “ajuntamento militar”, disse Semenikhin, enquanto expunha desnecessariamente os civis nas proximidades. Como resultado, não há registo de soldados feridos e apenas os civis foram afetados pelo ataque russo.

  • Zelensky acusa Rússia de continuar ataques sem medo das consequências apesar das conversações de paz

    Num vídeo publicado esta tarde pela sua conta oficial do X, Volodymyr Zelensky recordou, a propósito do ataque russo em Sumy, que “esta sexta-feira completou um mês desde que a Rússia rejeitou a proposta dos EUA para um cessar-fogo total e incondicional”.

    “Eles não têm medo. É por isso que continuam a lançar mísseis balísticos. É por isso que há quase uma centena de drones de ataque todas as noites — a maior parte deles Shaheds — que têm como alvo cidades ucranianas comuns”, acusa.

    “Os ataques russos na linha da frente também continuam. Não param de atacar. Não param de espalhar o ódio através da sua propaganda estatal. Só a pressão — só a ação decisiva — pode alterar esta situação”, avisa o presidente ucraniano, que afirmou ainda que cada ataque “atinge não só o nosso povo e as nossas comunidades, mas também a diplomacia — e os esforços políticos de todos os que tentam pôr fim a esta guerra”.

  • Uma das vítimas de ferimentos em Sumy é um bebé que nasceu este ano

    A informação revelada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, que recorreu ao X para uma vez mais condenar o ataque russo.

    “Uma criança nascida em 2025 – uma das vítimas do ataque de mísseis da Rússia contra #Sumy hoje. A menina ficou ferida no ataque”, lê-se na publicação.

    “Até os recém-nascidos são alvos dos crimes da Rússia. Acabem com este terror — forcem a Rússia a uma paz justa e duradoura”, pede este ministério.

  • Embaixadora norte-americana em Kiev acusa Rússia de usar bombas de fragmentação em Sumy para maximizar danos

    Recorrendo ao X, Bridget A. Brink diz que os relatórios de segurança já obtidos indicam que, tal como no ataque russo sobre Kryvyi Rih, a 4 de abril, “foram utilizadas munições de fragmentação, aumentando a devastação e os danos causados aos civis”.

    Este tipo de armamento tem como mecanismo dispersar centenas de explosivos mais pequenos sobre uma vasta área aquando do impacto. A Rússia tem utilizado repetidamente munições de fragmentação ao longo da sua invasão em grande escala, especialmente em zonas civis povoadas.

    As bombas de fragmentação são de uso proibido para os países que ratificaram a Convenção sobre Munições de Dispersão, mas nem a Rússia nem os EUA, por exemplo, integram tal acordo.

  • Central termoelétrica em Orenburg sofre uma explosão

    Segundo o Kyiv Independent, um incêndio deflagrou numa subestação da central de Orenburg, no sul da Rússia, durante a manhã, deixando muitos locais sem eletricidade.

    O incêndio ter-se-á devido a “um curto-circuito” na subestação e não causou vítimas, tendo já sido extinto pelos bombeiros russos.

    Kiev não se pronunciou quanto a este incidente, sendo que os serviços secretos ucranianos já foram responsáveis no passado por atos de sabotagem em infraestruturas energéticas russas.

    Orenburg fica perto da fronteira com o Cazaquistão, a cerca de 1.700 quilómetros de Kiev e a 1.200 quilómetros de Moscovo. Segundo o Kyiv Independent, o Ministério da Defesa russo disse ter destruído drones ucranianos em Rostov e Belgorod durante a noite, mas não informou sobre a presença de drones em Orenburg.

  • Aguiar-Branco e Montenegro reagem a ataque "intolerável" as Sumy, sendo “mais uma expressão da total falta de respeito” da Rússia

    O presidente da Assembleia da República considerou hoje que o ataque russo à cidade ucraniana de Sumy, que causou mais de 30 mortos, é “mais uma expressão da total falta de respeito” do país agressor pelo direito humanitário.

    “Um ataque desta natureza, especialmente numa altura em que se tenta encontrar uma solução negocial para um cessar-fogo, deve ser condenado”, referiu José Pedro Aguiar-Branco, que já trocou mensagens com o seu homólogo da Ucrânia.

    O presidente da Assembleia da República expressou as sinceras condolências aos familiares das vítimas do ataque russo, bem como a solidariedade para com o povo ucraniano, acrescenta a mensagem, que vai ser publicada no site do parlamento.

    “O ataque russo no centro da cidade de Sumy, que causou mais de 30 vítimas mortais e inúmeros feridos, é mais uma expressão da total falta de respeito do agressor russo em relação ao direito humanitário”, criticou Aguiar-Branco.

    O primeiro-ministro já tinha classificado estes ataques como intoleráveis.

    “Os ataques russos à cidade de Sumy são intoleráveis. Toda a solidariedade para com as vítimas e com o Presidente Zelensky. A Rússia continua em violação flagrante do direito internacional. Portugal está ao lado da Ucrânia e do lado do cessar-fogo proposto pelos EUA”, escreveu Luis Montenegro, numa publicação na rede social X.

    Um ataque de mísseis russos realizado hoje de manhã no centro de Sumy, no nordeste da Ucrânia, matou pelo menos, 31 pessoas, incluindo duas crianças, e causou mais de 80 feridos, segundo um balanço publicado pelos serviços de emergência ucranianos.

  • Sumy. Balanço atualizado aponta para 34 mortos e 117 feridos após ataque russo

    A atualização foi feita pelo Serviço Nacional de Emergência da Ucrânia, que situa o número de vítimas mortais em 34 pessoas — incluindo duas crianças — e 117 feridos, 15 dos quais crianças também, adianta o Kyiv Independent.

    O anterior balanço dava conta de 32 mortos e 80 feridos.

  • António Costa também reage ao ataque russo em Sumy. "A União Europeia estará sempre ao lado do povo heroico da Ucrânia."

    Tal como Ursula Von der Leyen, António Costa também fez uso das redes sociais para reagir ao ataque da Rússia em Sumy.

    “Estou indignado com o ataque criminoso de mísseis da Rússia ao centro da cidade de Sumy”, escreveu o Presidente do Conselho Europeu no X, afirmando que Moscovo “prossegue a sua campanha de violência, demonstrando uma vez mais que esta guerra existe e perdura apenas porque a Rússia assim o deseja”.

    “O meu coração está com as vítimas, as suas famílias e todos os que foram afectados por mais um ato brutal de agressão, continuou Costa, garantindo que “a União Europeia estará sempre ao lado do povo heroico da Ucrânia”.

    A Alta-Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, também reagiu, através da mesma rede social.

    “Um exemplo horrível de como a Rússia está a intensificar os ataques enquanto a Ucrânia aceitou um cessar-fogo incondicional”, afirmou.

  • Sumy. Von Der Leyen acusa Rússia de "violação flagrante do direito internacional"

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, diz que o ataque russo a Sumy, que provocou mais de 30 mortos e uma centena de feridos, foi “bárbaro” e é mais uma demonstração da “violação flagrante do direito internacional” que Moscovo leva a cabo na Ucrânia.

    “Um ataque bárbaro, que se tornou ainda mais vil quando as pessoas se reuniram pacificamente para celebrar o Domingo de Ramos”, escreveu a presidente da Comissão Europeia na rede social X.

    “A Rússia foi e continua a ser o agressor, em flagrante violação do direito internacional”, lembrou Von Der Leyen, defendendo que é necessária a imposição de “medidas fortes” para alcançar um cessar-fogo no terreno.

  • Mais de 500 soldados ucranianos renderam-se em Kursk, diz a Rússia

    Mais de 500 militares ucranianos que operavam na região russa de Kursk renderam-se perante os avanço das forças russas na região, escreve a agência russa TASS, citando uma fonte militar.

    Entre os combatentes que se renderam, haverá um mercenário estrangeiro, de nacionalidade colombiana.

    Recorde-se que, em meados de março, a Ucrânia perdeu praticamente todo o território que controlava em Kursk, depois de uma ofensiva russa que cortou as linhas de abastecimento das forças de Kiev, cercando-as nalgumas zonas.

  • Rússia reclama conquista de mais uma vila na região de Donetsk

    O Ministério da Defesa russo reclamou este domingo, em comunicado, a conquista da vila de Yelyzavetivka, na região de Donetsk. Esta localidade localiza-se a cerca de 20 quilómetros a sul de Pokrovsk, a cidade que as forças russas tentam tomar há meses — e que poderá abrir caminho à tomada do resto da região de Donetsk.

    Com os ganhos do último ano, a Rússia já controla cerca de 70% da região de Donetsk.

  • Macron pede "medidas fortes" para impor cessar-fogo à Rússia. Enviado de Trump diz que ataque a Sumy "ultrapassa limite de decência"

    O presidente de França, Emmanuel Macron, condenou este domingo o ataque russo com mísseis balísticos ao centro da cidade ucraniana de Sumy, que fez 32 mortos e 84 feridos.

    “Todos sabem: esta guerra foi iniciada apenas pela Rússia. E hoje, está claro que só a Rússia escolheu mantê-la — com flagrante desrespeito para com vidas humanas, o direito internacional e os esforços diplomáticos do presidente Trump”, escreveu o chefe de estado francês, na rede social X.

    São necessárias medidas fortes para impor um cessar-fogo à Rússia. A França, juntamente com os seus parceiros, trabalha incansavelmente para atingir esse objetivo”, garantiu Macron, expressando “solidariedade” para com o povo ucraniano.

    Já enviado de Trump para o conflito entre Ucrânia e Rússia, Keith Kellogg, condenou o ataque russo a Sumy.

    “O ataque de hoje, no Domingo de Ramos, das forças russas contra alvos civis em Sumy ultrapassa qualquer limite de decência. Há dezenas de civis mortos e feridos. Como ex-líder militar, entendo a definição de alvos e isso é errado. É por isso que o presidente Trump está a trabalhar arduamente para pôr fim a esta guerra”, escreve Kellogg.

  • Turquia recebe Rússia e Ucrânia para discutir segurança no Mar Negro

    Nos dias 15 e 16 de abril, delegações da Rússia e da Ucrânia vão estar em Ancara, na Turquia, para discutir medidas para manter a segurança na navegação do Mar Negro, avança a CNN Türk, citando fontes do Ministério da Defesa turco.

  • Embaixador russo no Reino Unido não nega monitorização de submarinos nucleares britânicos por Moscovo

    “Esta ameaça foi inventada, absolutamente, não existe qualquer ameaça da Rússia para o Reino Unido”. As declarações de Andrei Kelin, o embaixador russo em Londres, surgem numa entrevista à BBC, onde “não nega” o papel de Moscovo na monitorização de submarinos nucleares britânicos.

    Contudo, o chefe da missão diplomática russa refere ter dúvidas sobre “o interesse em seguir estes submarinos com ogivas nucleares muito antigas e desatualizadas”. Os submarinos em causa são os quatro Vanguard que a marinha britânica tem em missão contínua em torno do seu território.

  • MNE da Ucrânia apela aos aliados que enviem equipamentos de defesa aérea

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, apelou hoje aos parceiros do executivo de Kiev para que forneçam ao país equipamento adicional de defesa aérea e aumentem a pressão sobre Moscovo.

    O apelo do chefe da diplomacia da Ucrânia surge após um ataque de mísseis russos, na manhã de hoje, no centro de Soumy, no nordeste do país, ter provocado a morte a pelo menos 31 pessoas, incluindo duas crianças, e 84 feridos, segundo o último balanço publicado pelos serviços de emergência ucranianos.

    “Apelamos aos nossos parceiros para que forneçam à Ucrânia equipamento adicional de defesa aérea e para que aumentem a pressão sobre Moscovo. A força é a única linguagem que eles entendem e a única maneira de pôr fim a este terror horrível”, escreve Andrii Sybiha numa mensagem divulgada através da Embaixada da Ucrânia em Lisboa.

  • Governo português condena “terrível ataque” russo à cidade de Sumy

    O Governo português condenou hoje o “terrível ataque” russo a Sumi, na Ucrânia, que provocou mais de 30 mortos e pelo menos 80 feridos, desafiando a Rússia a “abster-se de todas as hostilidades” e a aceitar o cessar-fogo.

    “O Governo português condena o terrível ataque russo a Sumy, que fez dezenas de vítimas. Apresenta pêsames às famílias e ao povo ucraniano. Insta a Federação Russa a abster-se de todas as hostilidades e a aceitar o cessar-fogo já aceite pela Ucrânia”, declarou o Governo de Portugal numa publicação na conta oficial do Gabinete do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, na rede social X.

  • Novo balanço aponta para 32 mortos em Sumy

    As autoridades ucranianas atualizaram o número de vítimas mortais do ataque russo com mísseis balísticos a Sumy: 32 mortos, incluindo duas crianças.

    A agência Nexta tem publicado várias fotos e vídeos dos momentos seguintes ao ataque, onde é possível ver várias vítimas no chão (com algumas a receberem assistência) e ainda o rasto de destruição deixado pelos mísseis russos em edifícios e num autocarro — que ficou totalmente carbonizado.

  • Número de mortos no ataque a Sumy sobe para 24. Há registo de mais de 80 feridos

    É o ataque mais mortífero lançado pelas forças russas contra a Ucrânia nas últimas semanas. Pelo menos 24 pessoas morreram num ataque com mísseis. balísticos contra o centro de Sumy, segundo o mais recente balanço das autoridades ucranianas.

    Entre as vítimas mortais está pelo menos uma criança. Mais de 80 pessoas ficaram feridas, incluindo várias crianças, de acordo com o Serviço de Emergência da Ucrânia.

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