Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par da atualidade política e da campanha para as eleições autárquicas neste novo liveblog.

    Leitão sugere que PCP não pôs Lisboa “acima de todos os interesses”. E faz lista de quatro prioridades para primeiros 30 dias

  • João Ferreira apresenta medidas para que Lisboa seja mais amiga das crianças

    O candidato da CDU à Câmara de Lisboa, João Ferreira, apresentou este domingo medidas transversais para tornar Lisboa uma cidade mais amiga das crianças, durante uma iniciativa no Jardim da Estrela, com música, desenhos e jogos dedicados aos mais novos.

    As medidas da CDU (coligação PCP/PEV) passam por facilitar a mobilidade e a segurança rodoviária, melhorias em espaços públicos, como parques infantis, pela requalificação das escolas e pela internalização da confeção de refeições escolares. Segundo João Ferreira, Lisboa “tornou-se, ao longo dos anos, uma cidade progressivamente mais hostil às crianças”.

    Não é por acaso que as crianças hoje passam muito menos tempo na rua, não é por acaso que hoje a principal forma de deslocação das crianças entre a casa e a escola e a escola e a casa é o automóvel”, salientou.

  • Nuno Melo diz na "joia da coroa" de Vale de Cambra que é de quem tem mérito que se fala mal

    O presidente do CDS-PP defendeu este domingo em Vale de Cambra, que considerou “a joia da coroa” entre as seis autarquias geridas autonomamente pelo partido, que falar-se mal de um líder é reflexo do seu mérito no trabalho desenvolvido.

    As declarações de Nuno Melo foram proferidas num comício marcado pela despedida de José Pinheiro, que, ao fim de 12 anos na gestão municipal desse concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, delega agora a eventual sucessão no seu ainda vereador André Martins Silva.

    Começando por elogiar as equipas eleitorais do CDS-PP pela sua “campanha pela positiva”, o líder nacional dos populares afirmou: “Na política, quando os nossos adversários não gostam de nós ou nos tratam mal, isso é o melhor dos sinais — é sinal de que estamos a fazer com competência aquilo que esperam de nós”.

  • Pedro Duarte olhará "da mesma forma" para os vereadores se ganhar no Porto

    O cabeça de lista do PSD/CDS-PP/IL à Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse este domingo que olhará “da mesma forma” para os vereadores se vencer sem maioria absoluta, recusando responder diretamente às acusações do adversário Filipe Araújo.

    “Se o eleitorado me der condições para governar executando aquilo que é o meu programa e o meu projeto para a cidade, eu julgo que é a melhor solução. Todos compreenderão que é essa a minha opinião. Se não tiver uma maioria absoluta, eu vou olhar para todos os vereadores da mesma forma, porque eles estarão a representar os portuenses”, disse hoje aos jornalistas nos Pinhais da Foz, quando questionado sobre se ganhar sem maioria absoluta privilegiaria Filipe Araújo ou o Chega para o diálogo.

  • Montenegro critica antigos ministros de Costa

    Depois da Trofa, Luís Montenegro parou ainda em Bragança, onde têm raízes, para dar por terminado o seu dia de ação de campanha. Perante os simpatizantes e apoiantes da candidatura liderada por Paulo Xavier, o líder social-democrata não deixou de criticar os vários antigos governantes do PS que se têm juntado à campanha socialista.

    “Há vários protagonistas que agora querem vir para as campanhas autárquicas dizer exatamente o contrário daquilo que tiveram nas mãos de fazer quando o povo lhes deu essa oportunidade”, denunciou o líder social-democrata.

    O primeiro-ministro aproveitou também para trazer para a campanha o tema da bazuca europeia — tantas vezes usada por António Costa nas últimas autárquicas — para garantir que tudo fará para que as verbas do PRR sejam mesmo executadas.

    “Não vamos deixar de utilizar o dinheiro do PRR. Não vamos deixar de fazer nada por causa de alguns atrasos que possa haver. Temos as contas públicas em ordem e, se precisarmos, vamos buscar outras fontes de financiamento.”

    A corrida à Câmara de Bragança é uma das que deve ser seguida com atenção. Paulo Xavier, o atual candidato, assumiu o lugar de presidente quando Hernâni Dias se mudou para o Governo.

    Seria o então secretário de Estado a estar na origem de toda a polémica em torno da Lei dos Solos que, mais tarde, se transformaria no caso “Spinumviva”. Nas últimas legislativas, Hernâni Dias foi cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Bragança e conseguiu 43,47% dos votos.

  • Chega quer criar universidade em parceria com instituição de Israel para desenvolver Guarda

    O cabeça de lista do Chega à Câmara da Guarda propõe a criação, na cidade, da “melhor universidade” do país através de uma parceria com a Universidade de Telavive, em Israel, para iniciar um “novo ciclo” de desenvolvimento.

    A candidatura reservou a última semana da campanha para a cidade, onde estão dois terços dos eleitores do concelho da Guarda, e uma das propostas a apresentar é a criação de uma universidade “ao nível das melhores da Europa”. “O nosso candidato luso-israelita Eli Shefer trouxe-nos um feedback muito positivo de Israel, onde esteve a fazer contactos, e temos um caminho seguro a percorrer para criar na Guarda a melhor universidade do país e uma das melhores da Europa”, indicou.

    “Ainda não temos a fórmula para concretizar essa proposta, mas temos que a construir, até porque vai envolver os governos dos dois países, e, em vez de seguirmos esse caminho, até podemos criar uma universidade privada. Eu já tive a oportunidade de falar com uma instituição israelita, que me transmitiu um feedback muito positivo”.

  • Tavares acusa líder da IL de recorrer a ataques de caráter para não falar de propostas

    O porta-voz do Livre acusou este domingo a líder da Iniciativa Liberal de recorrer a ataques de caráter para não ter que falar das suas propostas autárquicas, pedindo-lhe coragem para dizer quantos funcionários públicos quer despedir a nível local.

    “O que eu acho é que a Mariana Leitão deveria falar de autárquicas, deveria dizer quais são os seus compromissos. E ao entrar por esta lógica de ataques que já não são de conteúdo, já são de caráter, bem, aí está a desviar o assunto para não ter de falar nas suas propostas autárquicas”, argumentou Rui Tavares, em declarações aos jornalistas à margem de uma iniciativa no concelho da Amadora, distrito de Lisboa.

    Depois de esta manhã Tavares ter acusado a presidente da IL de desespero e exigido um pedido de desculpas pela liberal ter responsabilizado o seu partido de incentivar “atos de vandalismo” após uma manifestação pró-Palestina em Lisboa, Mariana Leitão devolveu que o porta-voz do Livre tem um “discurso sonso”, por defender políticas de “esquerda radical” ao mesmo tempo que quer convencer os eleitores de que não é extremista.

  • Filipe Araújo diz que ser presidente da Câmara do Porto é o cargo mais importante do país

    O candidato independente com o apoio do PAN à Câmara do Porto, Filipe Araújo, assumiu este domingo à agência Lusa querer ser presidente daquela autarquia por ser o cargo mais importante do país.

    Atual vice-presidente do executivo de Rui Moreira, o cabeça de lista do movimento Fazer à Porto garantiu não ter outro objetivo político no país, em declarações à margem de uma visita a um parque infantil no bairro de Costa Cabral.

    “Para mim, o cargo mais importante a nível político, sem dúvida, é ser presidente da Câmara do Porto. Não quero ser mais nada”, sublinhou Filipe Araújo, que baseia a sua convicção no facto de nos 12 anos que leva na autarquia ter percebido “que trabalhar próximo dos portuenses e conseguir projetar esta cidade para ser líder naquilo que é uma série de áreas” em que o concelho “progrediu nos últimos anos” é algo que o “deixa absolutamente preenchido”.

    E quer sê-lo, também, por acreditar que “a cidade do Porto pode desempenhar um papel de relevância a nível nacional e a nível internacional”.

  • Livre diz ter havido “falta de vontade política” para enfrentar crise da habitação no Funchal

    A cabeça de lista do Livre à Câmara do Funchal, na Madeira, disse hoje ter havido “falta de vontade política” nos últimos quatro anos para resolver o problema da habitação no município e avisou que “o futuro não é risonho”.

    “Alguém tem de ter coragem e meter um travão [na especulação imobiliária], porque, da maneira que isto segue, vai aumentar o número de pessoas em risco de despejo e também os sem-abrigo”, alertou Marta Sofia.

    A candidata do Livre falava no âmbito de uma ação de campanha focada na problemática da habitação, na freguesia de Santa Maria Maior, onde se localizam dois complexos habitacionais geridos pela autarquia: o Bairro de Santa Maria e o Bairro do Canto do Muro.

    Marta Sofia considerou que a empresa municipal SocioHabitaFunchal, responsável pela gestão dos bairros camarários, tem falhado na sua intervenção, concretamente no Bairro de Santa Maria, onde, segundo disse, sempre que uma casa fica desocupada é fechada definitivamente.

  • Medina acusa Governo de promover "reforma de retrocesso laboral" e ter "visão retrógrada"

    Em Guimarães, num comício do PS em terreno favorável (desde 1976 o município foi governado durante 36 anos pelos socialistas), Fernando Medina ataca o atual Governo e a sua proposta de revisão das leis laborais, pegando no exemplo das propostas do candidato socialista à câmara, Ricardo Costa, para dizer que a aposta na “qualificação, inovação, jovens, ciência e internacionalização” não fazem parte do vocabulário do Governo a nível nacional.

    O que o Governo promove, dispara, é uma “reforma de retrocesso laboral”, que prevê uma “individualização das relações de trabalho e a fragilização dos que têm mais necessidade”. De um lado, diz, existe uma “visão de futuro e ambição”; do outro, uma “visão retrógrada de atraso e retrocesso”. O ex-ministro diz que entende a “ansiedade” de quem é candidato pela primeira vez, mas garante-lhe que “tudo isso vai valer a pena, porque não há posição mais bonita do que ser presidente da câmara” — nem nada “mais exigente e que puxe pelas forças”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    José Luís Carneiro lembra que em 2028 se cumprirão 900 anos da batalha de São Mamede e que o PS deseja que a data se torne feriado nacional.

    Depois, lança críticas ao governo por acreditar numa economia de mais “precariedade” e menos “dignidade”, à boleia dos mesmos elogios que Medina tinha lançado à economia vimaranense — a prova de que o PS conhece bem o tecido económico e empresarial do país.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Mendes diz que episódio dos F-35 nas Lajes “não devia ter acontecido”

    O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou hoje que o episódio relacionado com a escala de caças F-35 norte-americanos na Base das Lajes com destino a Israel “não devia ter acontecido”.

    Em declarações à Lusa, por telefone, a partir de Paris, onde se encontra em pré-campanha para as eleições presidenciais de Janeiro de 2026, Marques Mendes comentou este episódio dizendo que “aquilo que aconteceu não devia ter acontecido”.

    Afirmando basear-se na declaração oficial feita pelo executivo de Luís Montenegro, Mendes afirmou que “não houve qualquer autorização do Governo português” para a escala, nos Açores, das três aeronaves que os Estados Unidos da América venderam a Israel.

    “Acho bem que esta questão, que nunca devia ter acontecido, seja devidamente explicada no parlamento português”, pede, considerando ser “óbvio e natural” que, em democracia, essas explicações aconteçam na Assembleia da República.

  • Montenegro pede autarcas próximos do Governo: "Precisamos de ter parceiros com mesma filosofia que temos"

    Discursa agora Luís Montenegro, num almoço-comício muito preenchido na Trofa para apoiar o candidato Sérgio Araújo — que tenta suceder ao agora eurodeputado Sérgio Humberto depois de uma cisão na família social-democrata. “Esta é a única candidatura do PSD”, sublinha o presidente do partido, arrancando o primeiro aplauso.

    A seguir, Montenegro, tal como fizera na véspera no Porto, Montenegro critica os “falsos independentes”. “Esta coligação integra PSD, CDS e verdadeiros independentes. Os verdadeiros independentes são aqueles que, não tendo um partido, se juntam aos movimentos partidários. Aqueles que saem dos partidos porque não aceitam as decisões, não são verdadeiros independentes. São pessoas à procura de uma oportunidade que os partidos não lhes proporcionaram.”

    “Estou aqui como presidente do PSD, mas também exerço a responsabilidade de primeiro-ministro. Contamos muito com os autarcas. Precisamos de ter parceiros próximos, com mesma filosofia que temos [no Governo da República]”, sugere Luís Montenegro.

    O primeiro-ministro puxa agora dos trunfos da governação social-democrata, nomeadamente no que diz respeito à redução dos impostos, em particular para os mais jovens. Montenegro assegura que o próximo Orçamento do Estado mantém esse caminho de redução de impostos.

    O social-democrata fala também sobre o aumento das pensões em linha com a inflação, do aumento extraordinário para as reformas mais baixas e do aumento do Complemento Solidário para Idosos. “Estamos no Governo para ajudar todos.”

  • Marques Mendes defende maior investimento no ensino do português no estrangeiro

    O candidato presidencial Luís Marques Mendes defende que Portugal deve fazer um “maior” investimento no ensino do português nas comunidades portuguesas, para reforçar a influência da língua no mundo e os laços com os emigrantes.

    Marques Mendes está hoje em pré-campanha em Paris, cidade onde, durante dois dias e meio (de 4 a 6 de outubro), mantém contactos com a comunidade portuguesa, depois de nos dois dias anteriores ter passado pelo Luxemburgo (em 2 e 3 de outubro).

    Em declarações à Lusa, por telefone, a partir da capital francesa, o ex-presidente do PSD considera ser preciso mobilizar mais investimento para escolas no estrangeiro e para captar mais professores para o ensino da língua no estrangeiro.

    “É preciso uma maior aposta, um maior investimento no português”, diz, defendendo a criação de incentivos para os docentes se fixarem nas comunidades portuguesas.

  • No 5 de Outubro, Gouveia e Melo olha para a História para avisar: "Descrédito do sistema político é perigoso para o regime"

    O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo publicou hoje uma mensagem em vídeo de comemoração dos 115 anos desde a instauração da República, avisando que o “descrédito do sistema político é perigoso para o regime”.

    O antigo almirante começou por lembrar que a “República substituiu a monarquia constitucional” por três motivos. “Uma forte instabilidade política, uma pressão internacional que se exerceu em 1890 com o Ultimato britânico e um fraco desenvolvimento económico que não produzia a satisfação necessária para a população.”

    Depois, Gouveia e Melo também elenca os motivos pelos quais caiu a Primeira República, que durou desde 1910 até 1926: “Instabilidade política — 45 governos em 16 anos —, uma crise internacional — a Primeira Guerra Mundial — e um fraco desenvolvimento económico”.

    “A conjugação da instabilidade interna com a externa é perigosa para o regime”, alertou Henrique Gouveia e Melo, acrescentando que não “dar resposta aos anseios dos problemas reais da população é um perigo para o regime”.

    “O descrédito do sistema político é perigoso para o regime”, avisou ainda.

    O candidato presidencial defende que só uma “sociedade mais coesa e mais próspera poderá apreciar verdadeiramente a liberdade que a democracia nos confere”. “Quando estamos unidos fazemos coisas extraordinárias.”

    “O que desejo é um Portugal com todos e por todos. Força Portugal, força à República e força à democracia”, concluiu Henrique Gouveia e Melo.

  • No desejado "Venturistão", líder do Chega não obriga partido a conseguir segundo lugar nas autárquicas

    André Ventura considera possível o Chega vencer as câmaras de Elvas e de Monforte, dois municípios do distrito de Portalegre. De passagem pelos dois locais, e de despedida do Alentejo, o líder do Chega ouviu da boca do candidato à Assembleia Municipal de Elvas que este está mesmo a tornar-se no “Venturistão”.

    O desejo de José Eduardo Gonçalves ainda o levou a corrigir-se, já que a boca fugiu-lhe para o “Cavaquistão”, como o distrito de Viseu ficou conhecido durante vários anos, mas rapidamente se corrigiu: “Venturistão.” O presidente do Chega assim espera, principalmente depois de o sul do país se ter pintado de azul escuro nas últimas eleições legislativas.

    Igor Martins/Observador

    Quanto à hipótese de não ficar em segundo, e se o considera uma derrota, André Ventura não coloca a “hipótese de haver maus resultados”, mas também não aponta para cima: “O Chega vem de uma base de 200 mil votos e tem que se aproximar da base das legislativas”, explica, reiterando que o partido pretende ganhar câmara e ter “vitórias em várias autarquias e conseguir assumir essa vitória no país todo”.

    Mais do que isso, considera relevante que o Chega, em termos autárquicos, se aproxime da base eleitoral que conseguiu nas legislativas.

    Igor Martins/Observador

  • Mariana Leitão evita comentar apoio do PSD a ex-autarca comunista

    A líder da Iniciativa Liberal evitou hoje, mais uma vez, criticar a posição autárquica do PSD, desta vez em Setúbal, onde os liberais concorrem com um candidato próprio, contra uma antiga autarca comunista, apoiada pelos sociais-democratas.

    A caravana liberal, liderada por Mariana Leitão, tem circulado por concelhos onde a IL concorre isolada ou em coligação (quase sempre com o PSD como partido preferencial) e, com exceção de Oeiras – onde a presidente da IL foi deputada municipal –, a líder têm-se escusado a comentar as escolhas sociais-democratas.

    Em Setúbal, o PSD não apresenta nome próprio e, numa decisão criticada por parte da estrutura local, preferiu apoiar a antiga presidente da Câmara Maria das Dores Meira, então militante comunista que tentou, há quatro anos, ganhar Almada para a CDU.

    A gestão financeira de Dores Meira foi visada numa auditoria camarária, mas Mariana Leitão preferiu, hoje, no mercado de Setúbal, focar o seu discurso nas qualidades que diz ter o seu candidato, Flávio Lança.

    “Todas as situações de autarcas que não têm um comportamento à altura daquilo que deve ser a sua atuação, nós criticamos e condenamos”, mas “agora se o PSD toma essas opções, é um problema do PSD” e “os eleitores têm a oportunidade no dia 12 de mostrar a sua indignação com essa opção”, disse.

  • Carneiro assegura compromisso com nova Lei de Finanças Locais e mudança nos executivos das autarquias

    José Luís Carneiro fala agora no arraial do PS em Matosinhos, falando do município como “um símbolo”: “É aqui que mais se concretizaram os ideais de Abril, da democracia e da República”. Diz que comemorar o 5 de outubro aqui é por isso “muito significativo” e que as prioridades em Matosinhos estão certas: a Habitação — “quando alguns procuram dizer no Governo que o PS não cumpriu: quem é que garantiu recursos financeiros para que hoje seja possível entregar habitações? Fomos nós, o PS e o Governo liderado por António Costa” — ou a Educação — “o Governo está a falhar com os compromissos” na requalificação de escolas” — e Mobilidade.

    Carneiro frisa ainda o compromisso de avançar com uma nova Lei de Finanças Locais e uma lei eleitoral que possa contar com executivos mais eficazes (já que o PS quer tirar a oposição dos executivos).

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Santos Silva: PS é o único que "nunca pactua com os que querem destruir a democracia"

    Em Matosinhos a acompanhar José Luís Carneiro, Augusto Santos Silva fala da governação do PS no município assegurando que esta é uma “política para todos, sem distinção” e “com objetivos simples e concretos: melhorar o bem estar das populações”.

    Santos Silva frisa que o “PS é a força liderante, em que os portugueses mais confiam para o poder local”. “Temos força porque quem quer políticas para a solidariedade, de liberdade, que apostem nas pessoas, tem o PS como alternativa”.

    Essa força, diz, resulta da “implantação social do PS”, de as pessoas conhecerem e confiarem nos autarcas socialistas, que “nunca, nunca, nunca pactuam com aqueles que querem destruir a nossa democracia”. “Conhecem mais alguém com capacidade de ganhar eleições que cumpra estes requisitos? Não conhecem”. Santos Silva antevê uma “grande vitória” do PS no domingo, mas avisa: “Ninguém ganha eleições antes do dia das eleições. Esta semana é de mobilizar as pessoas”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    Já a presidente da câmara, a socialista Luísa Salgueiro, diz que “os políticos não são todos iguais” e que os munícipes sabem disso e confiam no PS. E proclama o seu objetivo: ganhar a câmara, a assembleia municipal e todas as juntas de freguesia. Os desafios que terá pela frente, reconhece, residem principalmente na Habitação e mobilidade, mas a captação de fundos europeus continuará a correr bem — sendo que Matosinhos é o município que mais tem captado fundos. Já as negociações do Governo com a ANMP estão “paradas” desde que Montenegro tomou posse, assegura.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Líder da IL responde a Rui Tavares: “Não está habituado a que o confrontem com a sonsice do seu discurso”

    A líder da Iniciativa Liberal (IL) acusou hoje o porta-voz do Livre de ter um “discurso sonso”, por defender políticas de “esquerda radical” ao mesmo tempo que quer convencer os eleitores de que não é extremista.

    “Rui Tavares vem da esquerda radical, coliga-se com a esquerda radical, vota favoravelmente as propostas da esquerda radical e depois quer que os portugueses acreditem que não é da esquerda radical”, acusou Mariana Leitão, durante uma visita ao mercado de Setúbal, no quadro da campanha eleitoral para as autárquicas de dia 12.

    “Esse discurso sonso de Rui Tavares já não engana mais os portugueses”, acrescentou a líder liberal, que acusou Bloco, PCP e Livre de terem fomentado as manifestações pró-Palestina em Lisboa.

    No sábado, “Rui Tavares percebeu as consequências do discurso que faz e do escalar de desacatos que trouxe”, salientou Mariana Leitão, apelando ao porta-voz do Livre e ao “seu parceiro de coligação, o Bloco de Esquerda, para que, no fundo, moderem o seu discurso para evitar este escalar de caos e de desordem a que se tem assistido nos últimos dias”.

    No sábado à tarde e hoje de manhã, Rui Tavares acusou a IL de estar desesperada e de não fazer críticas ao governo PSD/CDS, como sucedeu na polémica escala de F-35 israelitas nos Açores.

    “Rui Tavares não está habituado a que o confrontem com a sonsice do seu discurso”, mas “não me vai intimidar com esse tipo de insinuações e de abordagens”.

  • "A verdadeira atualidade são as autárquicas". Carneiro desvia-se de questões sobre Palestina e flotilha

    “Não tive oportunidade de ler”. José Luís Carneiro chutou, à chegada a um arraial do PS em Matosinhos, para canto as questões relacionadas com a flotilha que tentou chegar a Gaza e com as manifestações pró-Palestina em Lisboa, dizendo que não leu a mensagem de Eduardo Ferro Rodrigues — que disse considerar “incompreensível” o silêncio de José Pedro Aguiar-Branco perante a situação dos portugueses em Israel, incluindo a deputada Mariana Mortágua — e que a verdadeira atualidade política é a que tem a ver com as eleições autárquicas.

    Ao lado da autarca socialista Luísa Salgueiro e de Augusto Santos Silva, com música pimba como pano de fundo e um porco a ser cozinhado no espeto, Carneiro preferiu falar de Matosinhos, quase sempre socialista desde o 25 de Abril, como “concretização dos valores da República, com uma aposta na habitação, saúde e educação” e “talvez um dos municípios mais emblemáticos e onde esses valores mais se concretizaram na vida concreta das pessoas”.

    Questionado sobre o Orçamento do Estado, Carneiro desviou o assunto e atacou o Governo: “Soubemos hoje que há 76 mil pessoas que já estão além do limite legal para terem uma cirurgia”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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