Momentos-chave
- Guarda Revolucionária ameaça atacar base norte-americana se navios iranianos forem atacados
- Vladimir Putin diz que guerra na Ucrânia está "perto de acabar"
- Rússia expressa dúvidas sobre prolongamento do cessar-fogo na Ucrânia como sugere Trump
- Irão com dúvidas sobre seriedade dos EUA nas negociações de paz
- PM eslovaco fala com Putin sobre guerra mas sem transmitir mensagem da Ucrânia
- Ataques de Israel matam mais 31 pessoas no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo
- Diplomatas do Catar e do Egito discutem cessar-fogo entre EUA e Irão
- "A Europa quer realmente manter a NATO viva", afirma chanceler alemão
- Dois ativistas da flotilha detidos em Israel vão ser libertados hoje
- Zelensky celebra Dia da Europa com luta ucraniana na guerra com a Rússia
- Putin comparou esforço dos soldados russos na guerra com a Ucrânia aos soldados soviéticos na II Guerra Mundial
- Líder do parlamento ucraniano diz que "Europa deve pensar como uma potência e agir como uma potência"
- Putin defende "causa justa" da Rússia num conflito contra "força agressiva apoiada pela NATO"
Histórico de atualizações
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Pelo menos 22 morreram em ataques de Israel no Líbano este sábado, apesar da trégua
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Guarda Revolucionária ameaça atacar base norte-americana se navios iranianos forem atacados
Um comandante da Guarda Revolucionária iraniana ameaçou com um ataque a uma base militar norte-americana no Médio Oriente caso algum navio iraniano seja atacado.
“Qualquer ataque a um petroleiro ou navio comercial iraniano terá como resposta um amplo ataque a uma das bases americanas na região e a navios inimigos”, disse o comandante, segundo a agência de notícias IRIB News.
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Vladimir Putin diz que guerra na Ucrânia está "perto de acabar"
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o conflito em território ucraniano está mais perto do fim.
Segundo a agência de notícias TASS, Putin foi questionado sobre a situação na guerra da Ucrânia e respondeu simplesmente “Acho que as coisas estão perto de acabar”.
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Rússia expressa dúvidas sobre prolongamento do cessar-fogo na Ucrânia como sugere Trump
A Rússia expressou hoje dúvidas sobre o desejo do Presidente norte-americano de estender o cessar-fogo de três dias com a Ucrânia decretado para o Dia da Vitória, que comemora a vitória sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.
“A esperança de [Donald] Trump por uma extensão é infundada. Pode-se ter esperança, pensar: ‘Por que não?’ e contribuir para isso, mas isso não depende apenas dele, mas também das outras partes”, disse o conselheiro presidencial russo Yuri Ushakov a jornalistas, segundo a agência de notícias russa Interfax.
Ushakov também informou que os preparativos para uma nova troca de prisioneiros já estavam em andamento “mesmo antes do anúncio deste cessar-fogo”. “Enviamos listas de nomes para o lado ucraniano, mas não recebemos resposta”, afirmou.
O conselheiro presidencial russo reconheceu que o processo de troca de prisioneiros “levará algum tempo” e deixou claro que, por enquanto, apenas um cessar-fogo está em discussão e não uma nova rodada de negociações com a delegação ucraniana.
“Por enquanto, ninguém falou sobre negociações, há uma pausa e nenhum acordo foi alcançado sobre a próxima rodada”, disse Ushakov, acrescentando que as negociações “provavelmente serão retomadas” em algum momento, embora se tenha recusado a fornecer um cronograma específico.
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Irão com dúvidas sobre seriedade dos EUA nas negociações de paz
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão manifestou dúvidas sobre a “motivação e seriedade” dos Estados Unidos nas negociações de paz para o Médio Oriente, avança hoje a agência de notícias iraniana Isna.
“A recente escalada das tensões por parte das forças americanas e as suas múltiplas violações do cessar-fogo reforçam as suspeitas sobre a motivação e a seriedade da parte americana no caminho da diplomacia”, afirmou Abbas Araghchi, durante uma conversa via telefone com o homologo turco, citado pela Isna.
Segundo a Agência France Press (AFP), na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos afirmou estar à espera de uma resposta de Terão à proposta norte-americana: “Devo receber uma carta esta noite, por isso vamos ver como corre”, assegurou aos jornalistas Donald Trump.
No entanto, ainda segundo a AFP, que cita a televisão estatal iraniana, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaïl Baghaï, explicou que o Irão continuava a analisar a proposta americana.
Donald Trump garantiu também que, caso não haja entendimento com Teerão, reativará a operação para escoltar cargueiros através do Estreito de Ormuz, à qual deu o nome de ‘Projeto Liberdade’.
“Poderíamos retomar o Projeto Liberdade se as coisas não derem certo”, disse o Presidente, acrescentando que a operação passaria então a chamar-se “Projeto Liberdade Plus”.
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PM eslovaco fala com Putin sobre guerra mas sem transmitir mensagem da Ucrânia
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, abordou hoje em Moscovo a situação na Ucrânia com o Presidente russo, Vladimir Putin, mas não transmitiu qualquer mensagem do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo o Kremlin.
“Fico simplesmente informou (Putin) com bastante detalhe sobre o que discutiu com Zelensky”, disse Yuri Ushakov, conselheiro presidencial para política internacional, aos meios de comunicação locais.
A imprensa internacional tinha noticiado que Zelensky tinha transmitido uma mensagem a Fico durante a reunião que realizaram na última segunda-feira na Arménia, durante a cimeira da Comunidade Política Europeia.
“Zelensky ofereceu-lhe a sua avaliação da situação atual no contexto russo-ucraniano. Mas não lhe deu qualquer mensagem para terceiros”, acrescentou Ushakov.
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Ataques de Israel matam mais 31 pessoas no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo
Apesar do cessar-fogo anunciado a 17 de abril e prorrogado até 17 de maio, o exército israelita continua a realizar ataques diários no Líbano. Pelo menos 31 pessoas, incluindo um membro da defesa civil, morreram esta sexta-feira em ataques israelitas em grande escala no sul do Líbano, segundo a agência nacional de notícias do Líbano.
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Diplomatas do Catar e do Egito discutem cessar-fogo entre EUA e Irão
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Catar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, que também é primeiro-ministro do país, e o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, discutiram a evolução da situação regional numa conversa telefónica, reporta a Aljazeera.
Um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar indicou que as conversações entre os altos diplomatas se centraram no cessar-fogo entre os EUA e o Irão, bem como nos “esforços destinados a acalmar a situação, contribuindo para reforçar a segurança e a estabilidade na região”.
Durante a conversa, o xeque Mohammed “salientou a necessidade de todas as partes responderem positivamente aos esforços de mediação em curso para abrir caminho à resolução das causas profundas da crise através de meios pacíficos e do diálogo, conduzindo a um acordo sustentável que impeça uma nova escalada”, acrescentou.
Os dois também discutiram a cooperação entre os dois países e formas de apoiar e fortalecer as suas relações.
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"A Europa quer realmente manter a NATO viva", afirma chanceler alemão
O chanceler alemão Friedrich Merz afirma que a Europa pretende trabalhar para manter a aliança da NATO, apesar das aparentes tensões crescentes com o presidente dos EUA relativamente à guerra contra o Irão.
As tensões aumentaram depois de a Alemanha e outros países europeus se terem recusado a apoiar a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão.
“Estamos dispostos a manter esta aliança viva para o futuro”, afirmou Merz numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.
“Sabemos que existem algumas divergências. Sabemos que todos nós enfrentamos desafios, mas o nosso objetivo final é pôr fim a este conflito e garantir que o Irão não consiga produzir armas nucleares”, afirmou Merz. “E este objetivo é um objetivo comum entre a América e a Europa.”
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Dois ativistas da flotilha detidos em Israel vão ser libertados hoje
Os dois ativistas da Flotilha Global Sumud ainda detidos, o hispano-palestiniano Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila, vão ser libertados e entregues hoje às autoridades de imigração israelitas, informou o serviço de inteligência interna à organização Adalah.
“A agência de informações interna israelita Shabak informou a equipa jurídica da Adalah de que os ativistas e líderes da frota Global Sumud (GSF), Thiago Avila e Saif Abukeshek, seriam libertados hoje”, indicou a ONG num comunicado hoje divulgado.
Os ativistas “serão entregues ainda hoje às autoridades de imigração israelitas e mantidos em detenção enquanto aguardam a sua expulsão”, acrescentou.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, já se pronunciou sobre a libertação dos dois homens, anunciando que as autoridades israelitas comunicaram ao Consulado de Espanha em Telavive que o ativista hispano-palestiniano Saif Abukeshek seria libertado “nas próximas horas”.
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Bahrain anuncia detenção de 41 pessoas ligadas à Guarda Revolucionária do Irão
O Ministério do Interior do Bahrain anunciou este sábado a detenção de 41 pessoas que estariam ligadas à Guarda Revolucionária do Irão, segundo a agência noticiosa estatal, citada pela Sky News.
As investigações do Ministério Público daquele país visam ainda casos relacionados com a apologia de ataques iranianos. Recorde-s que o Irão já lançou vários ataques contra o Bahrain e outros Estados árabes do Golfo desde o início do conflito com EUA e Israel em 28 de fevereiro.
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UE "profundamente alarmada" com saúde de Narges Mohammadi apela ao Irão para que tome todas as medidas necessárias
A União Europeia disse este sábado estar “profundamente alarmada” com os relatos da grave situação de saúde da ativista iraniana Narges Mohammadi, Nobel da Paz 2023, e exortou as autoridades de Teerão para que permitam tratamento médico urgente.
“A União Europeia está profundamente alarmada com relatos sobre a grave condição de saúde da defensora dos direitos humanos e laureada com o Prémio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, que atualmente está detida no Irão”, afirmou, em comunicado, o serviço diplomático do bloco europeu.
Na mensagem, Bruxelas exorta as autoridades iranianas a “tomarem imediatamente todas as medidas necessárias para que Narges Mohammadi receba finalmente e urgentemente um atendimento médico adequado”.
A ativista, 54 anos, que se encontra a cumprir uma pena de seis anos de prisão por acusações relacionadas com a segurança nacional iraniana, foi hospitalizada no dia 1 de maio por complicações cardíacas. Mohammadi está internada na unidade de cuidados coronários de um hospital da cidade de Zanjan (centro do Irão).
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Ataque aéreo israelita faz três mortos no sul do Líbano
Um ataque aéreo das forças israelitas no sul do Líbano terá provocado a morte de três pessoas, avança a imprensa libanesa, citada pelo jornal Times of Israel.
Na sequência de alertas para ataques iminentes na região de nove aldeias, um carro foi atingido pelo ataque numa estrada entre as localidades de Burj Rahal e Aabbasiyyeh. A agência de notícias libanesa deu ainda conta de outros ataques perto das localidades de Nabatieh, Kafra, Haris e Mansouri.
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Zelensky celebra Dia da Europa com luta ucraniana na guerra com a Rússia
Volodymyr Zelensky assinalou este sábado o Dia da Europa com uma publicação na rede social X a vincar a ligação ucraniana à Europa, visível no conflito com a Rússia, em que enfatiza que os soldados ucranianos estão a defender não só o país, mas todo o continente europeu.
“A Ucrânia celebra-o não de forma formal ou com slogans, mas plenamente consciente de que já somos parte indissociável da família europeia. Estamos a defender a Ucrânia, a nossa independência, o nosso futuro – e, ao fazê-lo, nós, na Ucrânia, estamos a defender a nossa Europa. Uma Europa da qual a Ucrânia sempre fez e continuará a fazer parte”, afirmou.
Today is Europe Day.
And Ukraine is marking it not formally or through sloganeering, but fully aware that we are already an inseparable part of the European family. We are defending Ukraine, our independence, our future – and in doing so, we in Ukraine are defending our Europe. A… pic.twitter.com/Ks8YtXF3FD— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 9, 2026
Para o Presidente da Ucrânia, a Europa “tem estado ao lado” do país desde os primeiros dias da guerra e defendeu que não se trata de caridade europeia. “É uma escolha feita pelos europeus: estar do lado dos corajosos e dos fortes – os ucranianos que lutam hoje pela paz e pela verdadeira proteção contra a tirania, não só por si próprios, mas por todo o continente. E iremos, inevitavelmente, defender o nosso Estado, o nosso povo e o nosso direito de escolher livremente o nosso futuro – um futuro na Europa”, frisou.
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Putin comparou esforço dos soldados russos na guerra com a Ucrânia aos soldados soviéticos na II Guerra Mundial
No discurso na Praça Vermelha, por ocasião do 81.º aniversário da vitória do Exército Vermelho contra a Alemanha nazi e no primeiro dia de uma trégua aceite por Kiev, Vladimir Putin vincou que os soldados seguem a tradição dos soldados soviéticos que combateram durante a II Guerra Mundial.
“Parabéns pelo Dia da Vitória, a nossa festa mais importante, sagrada e brilhante. Celebramos com orgulho e amor pelo nosso país, com a compreensão de que o nosso dever comum é defender os interesses e o futuro da pátria”, disse.
Lembrou que o Exército Vermelho “salvou” não apenas a União Soviética, mas a Europa, muitos dos quais – sublinhou – tinham capitulado e cedido a sua soberania perante o avanço de Hitler. “A lealdade à pátria é a verdade suprema”, disse Putin, cujo pai combateu na II Guerra mundial.
O chefe do Kremlin sublinhou que a “chave do sucesso” do povo russo é a consolidação nacional, força moral e a “capacidade de superar qualquer desafio”. “Estamos juntos, a vitória foi e sempre será nossa”, concluiu.
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Líder do parlamento ucraniano diz que "Europa deve pensar como uma potência e agir como uma potência"
O presidente do parlamento ucraniano defende que o apoio europeu a Kiev seja “mais estratégico e não reativo” e desafia a Europa a escolher entre um “processo histórico de unificação” ou deixar “zonas cinzentas que a Rússia tentará explorar”.
A Ucrânia “não deve continuar a ser uma dessas zonas cinzentas, a Ucrânia é Europa, geográfica, histórica, mental e politicamente”, alertou Ruslan Stefanchuk, em entrevista por escrito à agência Lusa, após a sua visita na passada quarta-feira a Lisboa.
Para o político e jurista de 50 anos, “a Europa deve pensar como uma potência e agir como uma potência” e lembrar-se que a sua segurança “está a ser decidida na Ucrânia”, reforçando que a invasão russa, desde fevereiro de 2022, não atinge apenas o seu país e “está a atacar a ordem europeia, a democracia e o direito das nações a determinarem o seu próprio futuro”.
O presidente da Verkhovna Rada (parlamento) sustentou que “o apoio europeu deve manter-se estratégico e não reativo”, numa fase em que o apoio financeiro e militar a Kiev depende dos seus aliados europeus desde a mudança de política em Washington, na sequência do regresso em janeiro de 2025 do republicano Donald Trump à Casa Branca.
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Putin defende "causa justa" da Rússia num conflito contra "força agressiva apoiada pela NATO"
Nas celebrações do Dia da Vitória, em Moscovo, o Presidente russo, Vladimir Putin, enfatizou o esforço dos soldados na guerra com a Ucrânia, assegurando que a causa da Rússia “é justa” e apontando o dedo ao envolvimento da NATO.
“O grande feito da geração de vencedores inspira os soldados que hoje levam a cabo os objetivos da operação militar especial”, disse Putin, acrescentando: “Eles enfrentam uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da NATO. E, apesar disso, os nossos heróis avançam”.
No primeiro dos três dias de cessar-fogo, e nas primeiras comemorações em mais de 20 anos sem desfile de armamento militar, Putin reiterou: “Acredito firmemente que a nossa causa é justa.”
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