Momentos-chave
- Parlamento ucraniano vai votar lei para permitir construção de novos reatores nucleares
- Zelensky diz que o apoio militar dos EUA continua, mas não há perspectivas de novos pacotes
- Ucrânia responsabiliza Rússia por ataques a centros de recrutamento
- 30% do equipamento militar da Ucrânia é fornecido pelos EUA
- Ucrânia propõe armazenar GNL americano comprado por países europeus
- Marco Rubio: Ajuda humanitária deve avançar interesses norte-americanos
- Kiev aceita trocar recursos naturais por apoio militar dos EUA
- Ucrânia prolonga lei marcial até 9 de maio
- Ucrânia e Rússia trocam 150 prisioneiros de guerra
- Kremlin: declarações de Zelensky sobre armas nucleares estão "próximas da loucura"
- "Trump vai perceber que a Ucrânia tem de continuar a ser apoiada", afirma Zelensky
- Zelensky recusa fim da lei marcial para levar eleições a cabo
- Se Estados Unidos retirarem apoio, risco de Kiev sofrer mais perdas aumentará, reconhece Zelensky
- Zelensky admite negociar paz diretamente com Putin
Histórico de atualizações
-
Bom dia.
A nossa cobertura dos desenvolvimentos desta quarta-feira fica por aqui. Pode acompanhar aqui o nosso novo liveblog, que segue a Guerra da Ucrânia em tempo real, ao longo desta quinta-feira.
Obrigado.
-
Zelensky: Kursk pode ser "parte importante" das negociações de paz
As posições conquistadas pelas forças ucranianas na contraofensiva na região russa Kursk podem tornar-se “uma parte importante” das negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, disse o Presidente ucraniano.
“Vão ver que condições os russos impõem à Ucrânia no que toca à frente de Kursk, quando chegarmos a um acordo para o fim da guerra. Este foi um passo crucial”, disse Volodymyr Zelensky, de acordo com o Kyiv Independent.
-
Parlamento ucraniano vai votar lei para permitir construção de novos reatores nucleares
O parlamento ucraniano vai votar um lei na próxima semana para permitir a construção no país de duas novas unidades de energia nuclear, numa altura em que a rede energética está fragilizada, devido aos frequentes ataques russos.
De acordo com a Reuters, o ideia é que os novos reatores sejam construídos na central nuclear de Khmelnytskyi, no oeste da Ucrânia, com material importado da Bulgária. A central nuclear de Zaporíjia, cidade ucraniana, está sob controlo das forças russas.
-
Ucrânia quer inovar exército através de sistemas terrestres não tripulados
O ministro da Defesa da Ucrânia está a promover o aumento do uso de sistemas terrestres não tripulados no exército ucraniano, nomeadamente através de unidades que recorrem à tecnologia robótica.
O país tem recorrido com preponderância a drones aéreos, mas, de momento, quer apostar em sistemas semelhantes para o contexto terrestre.
“Estamos a transformar as Forças Armadas da Ucrânia num exército moderno com uma vantagem tecnológica sobre o inimigo. O nosso objetivo é criar um exército no qual as tecnologias inovadoras ajudam a realizar as tarefas mais perigosas sem arriscar as nossas vidas”, disse o ministro da Defesa Rustem Umerov.
-
Registaram-se três vezes mais mortes do que nasceram na Ucrânia em 2024
Morreram 495.000 pessoas na Ucrânia, em 2024, número que corresponde quase ao triplo dos nascimentos registados no ano passado, de acordo com dados do ministério da Justiça, noticia o Kyiv Independent.
-
Kremlin reitera que Zelensky ocupa cargo de forma ilegítima, mas está "aberto a negociações"
Em resposta à manifesta disponibilidade de Zelensky para discutir o fim da guerra com Putin, o Kremlin repetiu as acusações de que o Presidente da Ucrânia ocupa o seu cargo ilegitimamente, noticia o Kyiv Independent.
Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, afirmou que a declarações de Zelensky, numa entrevista ao jornalista Piers Morgan, são “palavras vazias”, acrescentando que não parecem ser baseadas num “desejo” real. Contudo, “o lado russo continua aberto a [entrar] negociações”, admite Peskov.
-
Zelensky diz que o apoio militar dos EUA continua, mas não há perspectivas de novos pacotes
Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia continua a receber ajuda militar dos EUA, sendo que, por agora, não há perspetiva futura para o envio de assistência adicional.
“Não há reduções no apoio dos EUA agora. Não parou, continua”, disse o Presidente ucraniano aos jornalistas hoje, citado pela Reuters.
-
Ucrânia responsabiliza Rússia por ataques a centros de recrutamento
A Ucrânia acusa espiões russos de estarem por trás de vários ataques com bomba que têm ocorrido em centros de recrutamento militar ucranianos. Segundo o chefe da polícia nacional da Ucrânia Ivan Vyhivskyi, os agentes russos forjam estes ataques que depois para “desestabilizar” a sociedade ucraniana, noticia a Reuters.
Esta quarta-feira, um homem terá entrado num centro de recrutamento na região ucraniana de Khmelnytskyi, dizendo que queria entregar uma encomenda. De seguida, de acordo com a Vyhivskyi, deu-se uma explosão que matou o homem e causou ferimentos a outras quatro pessoas.
De acordo com o chefe da polícia, este ano já terão sido organizados nove ataques deste tipo pelas autoridades russas, incluindo três que visavam agentes da polícia. No sábado passado, outro ataque na cidade de Rivine terá causado ferimentos a oito agentes de autoridade ucranianos.
-
30% do equipamento militar da Ucrânia é fornecido pelos EUA
Volodymyr Zelensky disse que cerca de 30% do equipamento militar utilizado pela Ucrânia na frente de batalha é fornecidos pelos EUA, enquanto 40% é de fabrico ucraniano.
“Podem imaginar o que nos poderia acontecer sem estes 30% cruciais”, disse o Presidente da Ucrânia, numa entrevista publicada ontem com o jornalista Piers Morgan, citada pelo Kyiv Independent. Donald Trump ainda não anunciou se vai realizar cortes no volume do envio de ajuda militar à Ucrânia, algo que criticou muito durante a administração Biden.
-
Ucrânia propõe armazenar GNL americano comprado por países europeus
A Ucrânia vê grande potencial na possibilidade de países europeus comprarem gás natural liquefeito (GNL) norte-americano e armazenarem-no em território ucraniano, sugeriu o ministro dos Negócios Estrangeiros Andrii Sybiha.
“É sabido que a Ucrânia tem infraestruturas subterrâneas de armazenamento de gás extremamente poderosas e, nesse aspeto, há espaço para uma cooperação mutuamente benéfica que fortalecerá a segurança energética da Europa”, afirmou Sybiha, citado pela Reuters.
O chefe da diplomacia ucraniana quer, desta forma, garantir por extensão a presença e o investimento dos países Ocidentais no país, nomeadamente permitindo a exploração dos seus recursos naturais. Sybiha deixou igualmente um convite aos negócios norte-americanos para que ajudem ao esforço de reconstrução da Ucrânia, no pós-guerra.
-
Marco Rubio: Ajuda humanitária deve avançar interesses norte-americanos
O secretário de Estado norte-americano disse que a ajuda humanitária enviada ao estrangeiro pelos EUA deve servir os interesses do país. Ainda assim, Marco Rubio afirmou que a administração Trump não tenciona suspender a ajuda humanitária internacional, noticia o Kyiv Independent.
“Continuo a apoiar a ajuda internacional, mas ajuda internacional não é caridade. Existe com o propósito de avançar o interesse nacional dos Estados Unidos”, afirmou Rubio. Durante a semana passada, o envio norte-americano de armas para a Ucrânia foi suspenso, depois de uma ordem de Trump nesse sentido por um período de 90 dias.
Entretanto, as remessas de ajuda militar à Ucrânia foram retomadas e Trump admitiu que os minerais raros que podem ser encontrados no território ucraniano constituem um interesse que justifica a assistência dos EUA .
-
Kiev aceita trocar recursos naturais por apoio militar dos EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sibiga, recordou que o plano de paz do Presidente Volodymyr Zelensky inclui uma cláusula sobre os recursos naturais da Ucrânia e a possibilidade de os parceiros de Kiev investirem na sua exploração.
Sibiga disse que se trata de uma garantia do “forte interesse” da Ucrânia e dos aliados mais próximos, incluindo os Estados Unidos, em “desenvolver e proteger” os depósitos de recursos naturais.
O plano de Zelensky está “repleto de ações, projetos e soluções concretas”, disse Sibiga numa conferência de imprensa conjunta em Kiev com o homólogo britânico, David Lemmy, citado pela agência espanhola Europa Press.
-
Reino Unido vai enviar 55 milhões de libras de assistência para a Ucrânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico anunciou hoje um pacote de 55 milhões de libras (60 milhões de euros) de assistência adicional à Ucrânia, durante uma visita ao país, de acordo com a Reuters.
David Lammy afirmou que o objetivo desta nova parcela de ajuda financeira é pôr a Ucrânia “na melhor posição possível” na guerra com a Rússia. A visita de Lammy, a segunda desde que tomou posse no ano passado, incluirá encontros com Volodymyr Zelensky e outras figuras governamentais.
-
Ucrânia prolonga lei marcial até 9 de maio
Foi hoje assinada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a prorrogação da lei marcial e da mobilização geral. Esta extensão terá efeitos a partir de dia 8 de fevereiro e terminará a 9 de maio, avança o Kyiv Independent.
Zelensky apresentou a proposta ao Parlamento ucraniano em janeiro e acabou por ser aprovada no dia seguinte.
Ao abrigo da lei marcial, todos os homens ucranianos com idades entre os 18 e 60 anos (salvo algumas exceções), não têm autorização de sair do país. Isto porque podem vir a ser chamados para cumprir o serviço militar.
Durante este período, também não podem ser realizadas eleições parlamentares ou presidenciais.
-
Ucrânia e Rússia trocam 150 prisioneiros de guerra
Moscovo e Kiev efetuaram uma nova troca de prisioneiros de guerra, relatou Volodymyr Zelensky no X. Regressaram à Ucrânia 150 prisioneiros, de diferentes ramos das Forças Armadas e até da polícia e das autoridades da fronteira.
“São soldados, sargentos e agentes”, escreveu o Chefe de Estado. “Alguns destes homens estiveram em cativeiro durante mais de dois anos. Vê-los em casa — vivos e livres — é a verdadeira felicidade”, acrescentou.
Today is a good day for all of us. We are bringing home 150 of our defenders from Russian captivity. These are soldiers, sergeants, and officers – warriors of the Navy who were taken prisoner in Mariupol and the Zaporizhzhia region, warriors of the Air Force, Air Assault Forces,… pic.twitter.com/FScWB1303p
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 5, 2025
-
Kremlin: declarações de Zelensky sobre armas nucleares estão "próximas da loucura"
O porta-voz do Kremlin reagiu às declarações de Volodymyr Zelensky sobre a entrega de armas nucleares a Kiev em substituição da adesão à NATO. “De um modo geral, declarações como estas aproximam-se da loucura. Há um regime de não-proliferação nuclear”, afirmou Dmitry Peskov, citado pela TASS.
Moscovo já ameaçou por várias vezes a utilização de armas nucleares caso a sua segurança seja “ameaçada”, quer pela Ucrânia, quer pela NATO.
-
Zelensky compara invasão russa ao 11 de Setembro
O Presidente Zelensky respondeu às críticas dos comentadores norte-americanos Tucker Carlson e Joe Rogan, sobre a sua liderança em tempo de guerra. A Carlson, que já entrevistou o Presidente russo, declarou que tem de “parar de lamber o rabo a Putin”.
A Joe Rogan, que acusou os dois Presidentes de terem traços autoritários, Zelensky respondeu que Kiev está a responder a uma ameaça real — a invasão russa — da mesma forma que os Estados Unidos fizeram no rescaldo do 11 de Setembro. “Milhares de pessoas morreram e os Estados Unidos tinham duas opções: deixar passar impune ou atacar os terroristas. E atacaram os terroristas”, afirma.
“Nós temos um 11 de Setembro há três anos”, continua, referindo-se à elevada mortalidade na Ucrânia. Ainda assim, Zelensky remata que não quer comparar uma guerra com um ataque terrorista.
-
"Trump vai perceber que a Ucrânia tem de continuar a ser apoiada", afirma Zelensky
Volodymyr Zelensky diz acreditar que Donald Trump vai continuar a apoiar a Ucrânia, financeira e politicamente. O Presidente ucraniano insta o seu homólogo norte-americano a fazer as mesmas questões que o próprio faz de cada vez que toma uma decisão: “O que é que eu quero para o meu país?”
“Eu acredito realmente que quando o Presidente Trump fizer estas questões, vai perceber que a Ucrânia tem de continuar a ser apoiada”, afirma.
O Chefe de Estado desvaloriza as opiniões contrárias da direita norte-americana e lembra aos seus críticos nos Estados Unidos que a Ucrânia travou a ameaça russa com as vidas dos ucranianos. “A América não teve de mandar os seus filhos para morrer. Nós impedimos isso na nossa terra. Nós impedimos que invadissem um país da NATO”, argumenta. A invasão de um país da NATO obrigaria à mobilização de tropas da Aliança, incluindo norte-americanas.
-
Zelensky recusa fim da lei marcial para levar eleições a cabo
Questionado por Piers Morgan sobre o adiamento das eleições presidenciais — que deviam ter acontecido em abril de 2024 –, devido à lei marcial, o Presidente ucraniano recusa que seja uma recusa da democracia. “A questão chave não é legal, é humana”, argumenta, questionando como é que os soldados ou os ucranianos deslocados poderiam votar.
“Vai haver eleições depois da fase ativa de guerra e a lei marcial acabarem. Mas sejamos claros: o fim da lei marcial é exatamente o que Putin quer”, garante. O fim da lei marcial permitiria aos soldados que estão a cumprir serviço militar obrigatório regressarem a casa e deixaria a Ucrânia “sem garantias de segurança”.
-
Se Estados Unidos retirarem apoio, risco de Kiev sofrer mais perdas aumentará, reconhece Zelensky
Ainda em entrevista com Piers Morgan, o Chefe de Estado ucraniano reconheceu a importância do apoio norte-americano para a sobrevivência ucraniana. Volodymyr Zelensky declarou que a retirada deste apoio iria enfraquecer a aliança com a União Europeia e pôr também em risco o apoio europeu.
Sem os EUA, “o risco de perdas territoriais significativas e da vitória de Putin ia aumentar significativamente”, admitiu Zelensky.