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A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.
E esta sexta-feira falamos de dança da chuva, o silêncio dos inocentes e grande filme. Portas mais largas, mas começamos a estranhar estes novos tempos, não é, Carla? Novos tempos. Entramos definitivamente na era da redução de impostos?
É verdade, parece que sim. Não estamos nada habituados. Quando se fala de mudança de impostos, é sempre-
É para cima
...durante décadas, foi sempre para cima, sempre a pagar mais. Eu ainda me lembro do IVA 17%. Nos anos 90.
Tu és muito antigo, Paulo.
Subiu mais um ponto, mais dois pontos. Pois, vocês são todos novos, não é?
Sim, ele sim. Por não ser ar fresco. Só tu é que sabes disso.
Enfim, pronto, mas vamos adiante.
Ainda te lembras do tempo em que não havia IVA.
Isso não tenho memória de adulto de pensar nessas coisas.
Mas isso não ter memória também já é da idade.
Imposto de transações, se não me engano.
Mas lembras-te da televisão a partir branco.
Então não lembro isso. 89 é que mudou, se não me engano, do imposto de transações para o IVA, foi o Miguel Cadilhe. A partir branco, sim, claramente. E até me lembro da televisão abrir às 18h30 com o hino.
Também eu.
Pois, era uma cega estar à espera daquilo. Bom, mas vamos aqui aos-
À nova era.
À nova era.
À tela suja. As novas eras.
Uma nova era que não estamos nada habituados, porque de fato nas últimas décadas, sempre que se mexia nos impostos, foi quase sempre para os aumentar, de forma mais explícita e declarada ou mais encapotada. Bom, e agora estamos mesmo no ciclo inverso. No Parlamento, os partidos competem para saber quem tem a melhor descida do IRS. Eu não digo a maior, porque ela é toda igual, em termos de montante. Mas há uns que dizem que uma é melhor do que outra. E o governo acaba de anunciar ontem uma descida do IMT, o Imposto sobre as Transações de Imóveis, também sobre o Imposto de Selo, isto na compra de casa por jovens. E de novo, o Parlamento deve viabilizar agora a discussão de uma descida do IVA da eletricidade, proposta apresentada pelo PS. Portanto, só podemos estranhar, porque não sabemos bem o que é isto de baixar impostos. Estamos aqui por mares nunca dantes navegados.
É, exato.
E é um conceito, de fato, que nos é estranho, mas de certeza que se vai entranhar rapidamente.
É bom que sim. Isto é bom que sim.
Vamos ver se tudo o que desce, depois também tem que subir.
Não só. Pois, essa regra também é salutar.
Bruno, então e o que muda no programa Porta 65?
Aqui não é uma redução de impostos. Não é, mas é um alargamento dos critérios de acesso ao apoio à renda. Este programa, o Porta 65, é de apoio à renda. O valor da renda deixa de ser um fator de exclusão dos candidatos, como até aqui. Ou seja, havia um teto a partir do qual os candidatos ficavam excluídos, e esse valor passa a não vigorar. No Porta 65 Jovem, também há alterações. Aqui também existiam rendas máximas, que variavam em função do município e da tipologia da casa. Portanto, essas rendas máximas também deixam de existir. Os candidatos podem tentar obter apoio independentemente do valor da renda. E o que também acaba é a obrigatoriedade de os candidatos já terem um contrato de arrendamento quando se candidatam ao programa. Ou seja, agora podem candidatar-se ao programa e depois de terem garantido esse apoio, então fazer o contrato de arrendamento. Há outras alterações que, atenção, só entram em vigor a 1 de setembro. Portanto, calma.
Ainda faltam uns mesinhos.
Os pais não começam já a esfregar as mãos de contentes que os filhos vão sair de casa. É, calma.
Começar a fazer as malas deles às fins de semana já.
Mas estão a fazer tracinhos nas paredes já.
Sim, e com as reduções do IMT, bem, agora é que os portugueses vão sair de casa dos pais. A ideia é simplificar este processo de acesso ao Porta 65 e aumentar o número de pessoas elegíveis para o programa.
Então, e Paulo, andamos distraídos, só pode, sobre a redução silenciosa das novas pensões.
É verdade, andamos muito distraídos, apesar dos avisos que vão surgindo aqui e ali sobre este tema. O último aviso veio do presidente da Associação Portuguesa dos Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios, em entrevista precisamente aqui ao Observador. João Pratas diz que as pessoas não têm noção de quanto vão perder quando chegarem à reforma. E não têm mesmo. Nós andamos distraídos com os aumentos que anualmente são feitos às reformas que já estão a ser pagas, portanto, aquelas que estão atribuídas, estão em vigor e que vão sendo aumentadas todos os anos. O que nós não reparamos, de fato, e daqui, de fato, isto ser de alguma forma ilusório, não reparamos é que as novas pensões, quando são fixadas, naquele momento em que se passa da situação de trabalhador ativo a pensionista, são sempre mais baixas do que pensões equivalentes anteriores, há um ano, há cinco anos, há 10 anos.
Basta o ano anterior para se notar logo a diferença.
Para se notar logo a diferença, porque a lei, a regra, está assim definida, estão feitas mesmo para isso, em nome da sustentabilidade do sistema. E, portanto, quando se fala em redução das pensões, muita gente pode não acreditar porque diz: "Bom, mas a minha pensão tem aumentado todos os anos." E tem, de fato. O problema é no momento em que se entra na pensão, a pensão que é definida, o ponto de partida é sempre mais baixo do que anteriormente para situações contributivas iguais. E quando os novos reformados reparam nisso, já é tarde, já estão em situação de reforma, já não podem fazer nada de alguma maneira. Isto é assim uma espécie de silêncio dos inocentes.
Pois é, é mau. Então agora vamos aliviar um bocadinho. Já acabou a seca no Algarve, Bruno?
Pois, Carla, quem ouviu o primeiro-ministro anunciar o alívio às restrições ao consumo de água no Algarve, pensou que sim. Eu julguei que sim. Este alívio anunciado é válido para a agricultura, para o turismo, para o consumo urbano. Os agricultores aplaudiram, têm mais água para regar as plantinhas. Os ambientalistas torceram o nariz. Acham que é um mau sinal dado pelo governo. O governo, ao mesmo tempo, anunciou o investimento de 103 milhões de euros do PRR para a construção de uma dessalinizadora e de uma conduta de ligação ao Guadiana. Isto para resolver os problemas estruturais Da falta de água no Algarve, mas como é pouco provável que estas obras sejam concluídas nos próximos tempos, o governo está a jogar com as reservas das albufeiras e dos aquíferos, que devem chegar pelo menos até o final do ano. Ou então, no Conselho de Ministros já se começou a fazer a dança da chuva ou pedir a intercessão de Nossa Senhora, porque se não houver água-
Não seria a primeira vez.
Não seria a primeira vez. Já temos um exemplo no passado de pedir essas intervenções sobrenaturais, divinas. Mas aqui o problema é se a água não chega ao fim do ano.
Bruno Vieira Amaral e Paulo Ferreira com as perguntas que marcam a atualidade. Segunda-feira tem uma nova edição para ouvir.
A questão é difícil. Eu acho que a sua questão é muito importante. Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece. Ficará eventualmente a pergunta no ar. É uma boa pergunta, essa.
Os únicos frente a frente das europeias são na Rádio Observador. Sete dos principais candidatos participam em dois debates cada. Sebastião Bugalho, António Tanger Correia, João Cotrim Figueiredo, Catarina Martins, João Oliveira, Francisco Paupério e Pedro Fidalgo Marques. Em exclusivo na Rádio Observador, para sete debates frente a frente, os únicos destas eleições europeias. O Partido Socialista recusou o nosso convite.
7h27, daqui a poucas notícias, mas antes importa saber. Já chegou a nova edição do Prêmio BPI Fundação la Caixa Infância. Em causa estão 1,4 milhões de euros para materializar os melhores projetos de apoio a crianças e jovens, e o seu pode ser um deles. As candidaturas estão abertas até 24 de junho. Gostava de saber mais? Então visite os sites do BPI e da Fundação la Caixa. Rádio Observador.
Lá vai ela, lá vai ela, lá vai ela pela rua. Enquanto os que a espreitam pela janela, ela chega ao fim da rua. Transformei cada verso em oração. E entrego à coragem que ainda arde, ainda arde. Bate luz no peito e abre. Sou chama que ainda arde, ainda arde, ainda arde. Eu venho do bairro da janela contra estrelas. Eu venho do bairro da janela contra estrelas. Não sou de mais lado nenhum, eu sou de estrelas. Não sou de mais lado nenhum, eu sou de estrelas.
Aconteça o que acontecer.
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A cada hora, há três casos de AVC em Portugal. As doenças cerebrovasculares, como os infartos, são a principal causa de morte prematura. Prevenção e conhecimento são essenciais para combater estas doenças, que não afetam apenas os mais velhos. Arterial é a nova secção do Observador com reportagens, artigos e explicadores. Saber mais pode salvar uma vida. Arterial, uma parceria do Observador com a Novartis.
São agora 19h30, as notícias na Rádio Observador. Carla Jorge Carvalho. Benjamin Netanyahu vai discursar em breve no Congresso dos Estados Unidos. O primeiro-ministro israelita vai ser recebido no Capitólio. O anúncio foi feito pelo líder republicano da Câmara dos Representantes. Mike Johnson afirma que é uma oportunidade para o governo norte-americano demonstrar apoio a Israel. Entretanto, o Tribunal Internacional de Justiça pronuncia-se hoje sobre as medidas cautelares adicionais solicitadas pela África do Sul contra Israel, incluem a retirada imediata de Gaza e o fim da ofensiva militar em Rafah. Por cá, a Ministra da Administração Interna propôs um aumento de 180 € ao suplemento de missão, mas os sindicatos da polícia não aceitaram. A terceira ronda negocial terminou mais uma vez sem acordo. Os sindicatos da PSP e as associações da GNR afirmam que o valor é demasiado baixo e admitem voltar aos protestos na rua. Álvaro Lagrim Lúcio defende a criação de um Conselho Superior de Justiça. O ex-ministro propõe um novo órgão para o setor, que junte políticos e magistrados. A entrevista à Rádio Observador sugere ainda que este novo órgão poderia ser liderado pelo Presidente da República. O debate entre João Cotrim Figueiredo e Sebastião Bugalho na Rádio Observador ficou marcado por divergências, sobretudo no que toca à liberdade de expressão e também à política externa. Os dois candidatos lutam por eleitorado semelhante, mas neste debate tentaram marcar a diferença. Esta manhã há um novo frente a frente, vai ser entre o cabeça de lista da Iniciativa Liberal e o cabeça de lista da CDU. Vai ser às 10 da manhã. Hoje, por causa do concerto de Taylor Swift, há várias restrições ao trânsito em Lisboa, que começam já esta manhã. A circulação rodoviária e o estacionamento junto ao Estádio da Luz vão estar condicionados até domingo. As restrições começam daqui a meia hora. Já há centenas de fãs no Estádio da Luz, à espera da cantora. Muitos acamparam esta noite. No próximo jornal vamos voltar para lá em direto. Carla Jorge Carvalho com as principais notícias desta manhã. 17h45, fazemos nova atualização.