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A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.
Ainda bem que faz essa pergunta com o Júlio Magalhães. Júlio, a caminho do fim de semana, falamos hoje de professores e saúde.
É isso mesmo, quem nos trata de saúde? É mesmo esta a pergunta.
Pois é, mas aí o caos parece que está à porta.
Entre a celebração da República e a festa matrimonial da monarquia e ainda o anúncio do mundial de futebol que passa por Portugal, o país confronta-se com o estado do Serviço Nacional de Saúde à beira do caos. Um dia, um jogador de futebol disse isto: "Estávamos à beira do abismo, mas soubemos dar o passo em frente." Ora, pois é mesmo o que nos falta dar, um passo em frente para cairmos no abismo. É bom que alguém ponha a mão nisto, porque como se costuma dizer, com a saúde não se deve brincar.
E que dizer, Júlio, da educação e da luta dos professores, um setor que também tem estado em estado de sítio?
É mesmo. Continua por resolver o problema dos professores. A educação e a saúde, já aqui o disse, são dois setores decisivos para o desenvolvimento de um país e por isso deveriam estar acima da luta partidária e ideológica, ou seja, deveriam estar sob um plano de longo prazo delineado por todos. Ora, os sindicatos não têm dado tréguas, mas por vezes também dão tiros nos pés. Uma greve dos docentes para hoje e não docentes para segunda-feira, num fim de semana de ponte com feriado, é mesmo desperdiçar o apoio da opinião pública.
Pois é. E o que é que falta perguntar sobre o mundial no nosso país?
Olha, já há partidos a perguntarem, ou melhor, a dizerem que vão questionar o governo sobre os custos, mas isso já devia ter sido perguntado antes, quando Portugal apresentou a sua candidatura conjunta com Espanha. Agora que a decisão está tomada, o que é seguramente uma mais-valia para o país. Recordo que foi o Euro 2004 que alavancou o turismo em Portugal. Resta apenas fiscalizar que não se esbanje dinheiro público, sem mais nem menos. Mas a grande questão consiste mesmo em saber, e é uma curiosidade, em que condição vai estar Cristiano Ronaldo nesse mundial. Ainda como jogador? Será que isso lhe passa pela cabeça. Como presidente da federação, como dirigente, como dono de um clube, como embaixador ou já a viver uma reforma dourada longe dos holofotes? Aceitam-se apostas.
Muito bem. Júlio Magalhães com as perguntas que marcam a atualidade. Segunda-feira há nova edição.
A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.