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O que vale é que ontem o Júlio Magalhães já esteve aqui, percebeu, olhou para nós e pensou logo: "Não dou muito tempo." Mas pronto, ao fim de semana também olhamos para a atualidade desportiva. Já estão conosco Júlio Magalhães, Gabriel Alves e o Pedro Henriques. Muito bem-vindos!
Bom dia.
Bom dia. O Júlio ontem olhou para nós e pensou logo que isto não ia longe.
Não percebi. Desculpa, Catarina, estava a ouvir agora. Diz-me.
Eu estava a dizer que o Júlio ontem, como esteve aqui conosco, olhou para nós e pensou: "Isso não vai longe." Podes dizer, Júlio.
Vai pelo menos pelo fim de semana.
Exato.
Esses aqui já não nos podem tirar.
Muito bem. Vamos começar por onde? Pelo jogo Boavista-Sporting?
Pode ser. Boavista-Sporting é lá para as 20h30. O Estoril começa primeiro, mas vamos começar pelo segundo, que é aquele jogo que neste momento é um clássico, que nesta altura quer chamar mais a atenção. O Sporting tem que ter muita atenção porque não pode perder. E o próprio Rúben Amorim, na conferência de imprensa antes do jogo, deixou uns recados aos seus pupilos e que transmitiu também para o exterior, mostrando a tabela classificativa, naturalmente. Mas não é fácil, porque o Boavista não vence o Sporting há 18 jogos, mas a verdade é que no cômputo geral, o Sporting tem tido sempre, no confronto direto, alguns problemas ao longo dos anos com este Boavista, porque o Boavista tem sido um clube que tem criado problemas à equipa leonina, embora nos últimos seis anos haja cinco vitórias e um empate. E é isso que o Petit também diz que quer contrariar. É um jogo em que o Sporting tem uma nota: proibido perder.
O Sporting também vem com a moral em cima, depois da vitória.
Claro, mas era o que o próprio Rúben Amorim dizia aos seus pupilos: "Esse já lá está. Agora o próximo é Liga. Olhem a classificação." A classificação do Sporting está longe de estar naqueles três primeiros lugares.
Claro que sim. Pedro Henriques, bom dia.
Boa tarde. Bom dia, ainda é bom dia.
Estás a virar tarde, Pedro.
Exatamente. Já tenho aqui o guião. "Boa tarde, como é que vocês estão?" Etc. É um jogo que tem muita história, é um jogo que tem algumas particularidades. Jogar no Bessa é para qualquer um dos grandes desvios, nunca é fácil. O Boavista tem sempre aquela atitude e postura, mesmo que vá mudando os treinadores, mesmo que os anos vão passando, sempre uma atitude e uma postura muito guerreira, muito regional, muito local, mas regional pelo sentido positivo, por aquilo que aporta. E depois é a tal questão que vai-se pôr ao Sporting ou Porto, também claramente ao Benfica e ao Braga, mas penso com graus de dificuldades diferentes, que é a questão da pós-Europeia. Para o Futebol Clube do Porto a noite nem correu bem, mas ao Sporting até correu bem e é preciso assentar e pôr os pés no chão, perceber, fazer a tal passagem de chip, como é muitas vezes dito, de uma competição internacional do mais alto nível, com grande projeção mundial, ainda por cima contra um Tottenham, e agora voltar à realidade portuguesa, onde os treinadores portugueses, que são bons, preparam muito bem os jogos. O Boavista esteve a semana toda a preparar o jogo, o Sporting e, neste caso, o Porto tiveram três, quatro dias de descanso e, portanto, há aqui um conjunto de fatores que passa pelo aspecto físico, mas passa também pelo aspecto emocional e psicológico e que aumentam claramente o grau de dificuldade. O Rúben Amorim a tentar se prevenir nesse particular, nesse aspecto, que é atenção, que é preciso voltar à realidade, é preciso manter a mesma cara de anunciador, é preciso manter e meter os mesmos níveis de competição, de concentração, porque aquilo que pode dar o aporte de um Sporting, neste caso concreto, estamos a falar do Sporting, para voltar à Liga dos Campeões, muito provavelmente será a classificação final deste campeonato e o Sporting, para além do empate e da derrota, que podem ser considerados normais, tanto em Braga como no Dragão, tem essa derrota em Alvalade com o Chaves, que realmente sai completamente fora dos planos e é preciso agora começar a fazer a recuperação de trás para a frente, ainda por cima num ano em que o Braga aparece com grande consciência e muito forte e que se pensa que pode ser um campeonato a quatro, pelo menos no topo da tabela. De qualquer maneira, é um jogo de grau de dificuldade elevada. Eu já tive o privilégio e a honra de arbitrar, inclusivamente, estes jogos do Boavista-Sporting e realmente é um ambiente fantástico, embora o tenha feito numa altura em que o Jaime Pacheco e o Boavista até eram campeões. Era um Boavistão, tinham equipas mais poderosas e fortes, mas de qualquer maneira é um grande jogo e espera-se também que seja, sob o ponto de vista de arbitragem, uma boa arbitragem.
Dizer só que nos jogos do campeonato, no Bessa, o Sporting tem 22 vitórias ao longo do tempo, o Boavista 16, há 21 empates. E atenção aos gols: o Sporting marcou 72 e o Boavista 69. Não há uma grande diferença. Portanto, esse jogo é aliciante para logo à noite.
E antes de seguirmos precisamente ao outro jogo do dia, Estoril-Futebol Clube do Porto. Júlio, queres acrescentar alguma coisa em relação ao Sporting, ao jogo do Sporting?
O Boavista-Sporting hoje é provavelmente um dos jogos mais interessantes da jornada, senão o mais, porque os jogos no Estádio do Bessa são sempre muito intensos. Nem sempre muito bem jogados. O campo parece mais pequeno que os outros. O público também está muito em cima e, portanto, é um jogo sempre, como disse o Pedro Henriques, muito guerreiro e o Sporting vai ter essa dificuldade hoje, porque não é uma equipa assim. O Sporting é uma equipa tecnicamente muito evoluída
E acontece num momento em que as duas equipas estão em bom momento. O Boavista está a fazer um bom arranque de campeonato e o Sporting está agora em grande forma também. Hoje é um jogo a seguir, de facto, este Boavista e Sporting, sendo que acho que o Boavista, apesar de tudo, é favorito para o jogo. Eu continuo a achar que em Portugal há uma diferença grande entre os três grandes e os restantes. Os restantes não têm os mesmos argumentos. Podem daqui ali um grande tropeçar, como aconteceu o Porto no Rio Ave, mas no fim do dia os três grandes acabam por vencer por norma. É o que acontece sempre, não é só cá, mas cá agora é um pouco mais. Ainda assim, vamos aguardar, porque o Boavista, com o espírito que tem e pelo facto de estar motivado com este arranque de liga, pode hoje criar grandes dificuldades a um Sporting que, obviamente, vem desgastado do jogo que teve com o Tottenham.
Ó Júlio-
E não se pode esquecer do Petit. Lembra-se como é que ele jogava? Ui, de faca entre os dentes.
O Boavista é mesmo a imagem do treinador.
Exatamente.
É um jogo que devemos acompanhar. Júlio, ia já avançar para o Estoril-Porto, que é o outro jogo grande deste sábado. Há pouco o Pedro Henriques estava a falar do estado anímico dos jogadores e da equipa. O Porto vem de uma derrota pesada na Liga dos Campeões. O próprio treinador Sérgio Conceição teve que viver uma situação complicada com a família esta semana. De que forma é que isto vai entrar nas contas do jogo?
No do Sérgio Conceição não entrará com toda a certeza. Foi um acidente lamentável. O Porto deve estes quatro anos ao Sérgio Conceição e por isso este acidente vai provavelmente... Sérgio Conceição a esta hora terá ficado revoltado, mas já está focado, obviamente, no jogo de hoje. Não é um bom momento para o Porto ir ao Estoril, isso tenho que reconhecer. O Porto perdeu. Eu disse aqui no último "Campeão É", não sou pelos vistos satisfazeram as derrotas, até foi a única crítica que fiz ao Sérgio Conceição, que no final do jogo veio dizer que os jogadores têm que ser dignos de representar o Porto, o treinador também, se não forem quem são o primeiro a sair. E acho que este discurso não faz sentido. Ou seja, há noites que não correm bem, há jogos que não correm bem, paciência. Se for uma sequência de jogos em que a equipa está sempre a perder, empatar, a jogar mal, é uma coisa. Agora, um clube como o Porto que vem de uma exibição fantástica em Madrid, depois perdeu com o Brugge, aconteceu, hoje tem que dar outra resposta, mas é evidente que os acontecimentos em volta, a derrota, os discursos, esse incidente, o caso Octávio, que é um caso, foi jogar, agora já não joga outra vez. Tudo isto criou à volta do Futebol Clube do Porto um ruído que não é bom para o jogo de hoje. E portanto, hoje é um jogo perigoso para o Futebol Clube do Porto. Acontece. É aquilo que eu disse há pouco. No fim do dia, os três grandes têm argumentos hoje muito poderosos e que conseguem com facilidade, ou seja, já não há aquela dantes. As outras equipas também tinham algum poder de compra e tinham alguma forma de competir mais com estas equipas. Antes havia. Eu lembro-me, por exemplo, o Sporting era um caso típico desses que o Mourinho acabou por dar a volta ao Sporting. Perdia um jogo, parecia que a partir daí empatava em casa a seguir, depois ia perder fora, depois voltava a perder em casa. Havia uma sucessão de resultados negativos que não ajudava. O Benfica também viveu esse momento há recentemente e agora não. Hoje já não acontece isso. É difícil um clube grande, de repente ter duas derrotas, um empate, mais uma derrota e de repente o treinador está a ser posto em causa e toda a gente está a criticar, toda a gente está a dizer que está tudo mal. Isso hoje não acontece. E por isso acho também que, apesar do Porto ser favorito aos jogos hoje, admito, na verdade, que em função das circunstâncias não reais do jogo, é um jogo perigoso para o Porto, porque estamos no início do campeonato, mas não se pode atrasar muito mais em relação àquilo que é o Benfica e olhando até para esta cavalgada impressionante que o Benfica tem feito no campeonato.
Pedro Henriques, há pouco estavas a falar sobre esta questão do estado anímico, até um bocadinho em sentido contrário da pergunta que eu fiz ao Júlio Magalhães, dizendo que talvez até o excelente resultado que o Sporting teve na Liga dos Campeões poderia, de certa forma, desconcentrar os jogadores ou então tê-los demasiado eufóricos. Isso, no caso do Porto, também pode ser mau vir da derrota que vem da Liga dos Campeões?
Sim, nós sabemos aquela verdade absoluta que é: sobre vitórias, tudo é mais fácil. A recuperação é mais fácil, o estado de espírito é mais fácil, tudo é mais fácil. E sobre derrotas, pelo menos fica lançada sempre a questão da desconfiança do próprio trabalho, nos próprios resultados, no próprio processo. Só que o Futebol Clube do Porto também, nós sabemos, tem umas estratégias muito particulares e muito especiais, e o próprio Sérgio Conceição. E o Futebol Clube do Porto é daquelas equipas que nós dizemos que na adversidade, um bocadinho naquela questão do contra tudo e contra todos, que fazem também disso às vezes o próprio lema, mas na adversidade, o Porto normalmente tem tendência para reagir pela positiva e para crescer. E até esta questão, com a qual eu não concordo, mas que respeito pelos motivos diversos de não terem feito antevisão do jogo. Portanto, neste momento houve um toque a reunir, ainda por cima que aconteceu a questão do Sérgio Conceição, neste caso, à família. Eu acho que neste momento há de haver um grande espírito de concentração, de atitude e de postura e tenho quase a certeza que aconteça o que acontecer logo, sob o ponto de vista do resultado, que não vai ninguém apontar o dedo ao Porto de não atitude. Portanto, tenho quase a certeza que não vai acontecer. Estou a ver os jogadores dentro de campo, mesmo que possam tecnicamente não estar bem ou taticamente, a dar tudo o que têm. Não quer dizer que eles não tenham feito já na vitória perante os belgas. Só para termos essa ideia, não sei se as pessoas têm noção, mas o Porto correu mais quilómetros que o Brugge.
Verdade. Eu vi isso ontem no campeão.
Exatamente, fizeram 120 km. Não é a questão da atitude, até o Gabriel Alves já tinha falado sobre isso. Muitas vezes tem a ver com correr bem e com outros aspectos. Mas de qualquer maneira, é para dizer que é um facto que há aqui uma nuvem mais negra ou menos positiva em torno do Porto pelo contexto, pelo momento. Mas não se esqueçam do que o Pimenta Machado disse nos anos 80, que o futebol é o momento. Há três semanas, o Sporting tinha perdido, o Chaves tinha perdido, a derrota do Porto era o pior do mundo, já ia ficar atrás do Braga, etc., e o Porto estava em alta. E de repente tudo muda, o Sporting faz duas vitórias espetaculares na Champions e passa para a mó de cima e parece que já vai ser campeão do mundo. E o futebol clube do Porto, porque tem estes momentos menos bons, parece que já está tudo em causa. O futebol não é isto, quem anda lá dentro sabe que não é isto. Há contextos, há momentos, o momento não é bom, mas estou convencido que o Porto também vai saber reagir. E como eu gosto muito de brincar com estas coisas, que eu gosto de fazer apostas, eu diria que hoje, com todo o respeito que tenho naturalmente pelo Estoril, e pelo Estoril, não se esqueçam, seis jogos, tem 10 pontos, está bem classificado, tem três vitórias, tem um empate, tem duas derrotas, está em oitavo lugar.
E melhor fora que dentro.
E melhor fora do que em casa, também é verdade. Mas está a fazer um início de campeonato espetáculo em relação àquilo que é o Estoril, pela positiva. Mas não tirando isso, eu acho que hoje é daqueles dias em que apostar na vitória do Porto tem fortes probabilidades de acontecer, porque vai ser muito difícil ver outra vez o Porto com uma derrota seguida, mesmo que o contexto não seja bom, e acho que vão dar uma boa resposta e ter uma boa atitude, como dizia o Júlio Magalhães. E bem, eu acho que no final do dia, com maior ou menor dificuldade, pelo menos para hoje, os ditos grandes acabarão provavelmente com os três pontos no bolso.
Gabriel Alves, algum apontamento a fazer em relação a este jogo antes de seguirmos para a Premier League?
Eu queria em relação àquilo que o Pedro disse, nós aqui em questão de emoções, e até o próprio futebol, mas nós vamos falar um bocado do particular com os outros problemas. Também já lá iremos aos outros. Mas a verdade é esta: tanto estamos no champanhe como no funeral. É de facto um preto e branco de emoções muito fortes. Em relação a este jogo, há aqui uma boa novidade para o Porto, que é o regresso de Taremi, a um conjunto onde ele é parte integrante e importante, eu diria, extremamente importante da mecanização e da dinâmica da equipa. Portanto, é um bom regresso, algo que naturalmente Sérgio Conceição, como grande treinador que é, obviamente que está satisfeito e vai tirar o partido disso.
Agora vamos até à Premier League, Wolverhampton e Manchester City.
Esse é o terceiro jogo da Liga Portuguesa.
É, não é?
É, mas o Wolverhampton tem seis pontos em seis jogos. Teve agora uma vitória sobre o Southampton. Empatou três, perdeu dois, tem menos golos, só tem três golos marcados, tem quatro sofridos. O City vai com quatro vitórias e uma derrota em segundo lugar, está com o Tottenham a dois pontos do Arsenal. Tem um rapaz chamado Haaland, tem 13 golos em nove jogos. Reparem que o ano passado o Mahrez 24 golos em 47 jogos. Vejam lá o mal que este Haaland vai fazer, que já tem nove jogos e 13 gols. O outro marcou 24 em 47 e era o melhor marcador da equipa. E tem lá outro rapaz que era contemporâneo do Enzo Fernandes, que joga no Benfica e que tem aí falas do Liverpool. A mim já me disseram, eu já falei disso há dois, três dias atrás do Real Madrid. O Real Madrid nunca dá muita bandeira nestas coisas. Que é o Julián Álvarez, que é de facto outro ponta de lança de grande qualidade. Portanto, o último confronto em maio entre o City, e só para recordar isso, as histórias nunca são iguais nesta época, cada jogo é uma história. Pois bem, o City venceu por 5x1 com um poker daquele rapaz belga De Bruyne.
Júlio, Pedro Henriques.
Posso avançar eu?
Força. Digo eu.
Em relação a esse jogo, quero dizer que estou de coração dividido. Um é porque gosto de ver o Wolverhampton jogar, tem muitos portugueses e gosto que o Wolverhampton ganhe, porque é quase uma equipa portuguesa lá dentro da Premier League. A outra tem a ver com o facto de eu achar o Manchester City a melhor equipa do mundo, ter o melhor treinador do mundo e a equipa que eu mais gosto de ver jogar futebol no mundo, e gosto de ver o City ganhar. Portanto, eu vou apostar hoje num empate, sendo certo que o Wolverhampton, o Guardiola disse isso, provoca muitas dificuldades ao Manchester City, precisamente porque não tem o mesmo estilo de jogo, mas tem o mesmo conceito, que é ter a bola e ter jogadores tecnicamente capazes de ter a bola. E o Manchester City precisa ter a bola, mas o Wolverhampton sabe a ter, tem jogadores, sobretudo portugueses, que também a sabem ter. E é por isso que torna este jogo sempre muito intenso e muito imprevisível. Vai ser um jogo equilibrado. O Manchester City, naturalmente, é grande favorito a ganhar este jogo.
Já agora, só a título de curiosidade, Pedro, antes de seguirmos contigo, não sei se vocês já viram esta notícia do Matheus Nunes que não se conteve e atrapalhou a fotografia do Wolverhampton. Não sei se já repararam. Basicamente deu um ataque de riso ao Matheus Nunes. Não sei se já tiveram a oportunidade de ver.
O homem anda feliz.
O João Moutinho até perguntou: "O que se passa?"
É assim, o homem anda feliz com o dinheiro que lá em Inglaterra recebem à semana e ele deve ter recebido na conta ontem, portanto, o homem está feliz.
Pronto, era só isto que ia na parte. Pedro, podes avançar.
Sobre o jogo não há muito mais a dizer. A questão que se põe é que o Wolverhampton está com uma vitória, três empates e duas derrotas e, portanto, é expectável, é uma liga muito difícil, mas os jogos em Inglaterra, mesmo quando são os últimos, são extremamente competitivos. Por quê? Porque têm dinheiro, com o dinheiro conseguem comprar jogadores de grande qualidade. E mesmo que haja uma diferença para os ditos grandes, como é o caso do City, conseguem ser muito competitivos, têm sempre um futebol e uma atitude muito positiva e depois a atmosfera, quando jogam em casa, é fantástica. Aliás, a atmosfera do jogo é fantástica para quem joga em casa e joga fora, mas é sempre muito fantástica e, portanto, espera-se mais um grande jogo. Lógico que há esta questão de ser a armada portuguesa, tal como disse o Júlio, mais uma equipa portuguesa em jogo hoje. E daí que se apele um pouquinho ao nosso sentimento naquela perspectiva, também até às vezes daquela perspectiva que nós temos de Robin dos Bosques, estar sempre um pouquinho pelo lado daqueles que são um pouquinho mais pequenos, mas de qualquer maneira, a expectativa é de um grande jogo e os portugueses que lá estão, todos eles, se calhar, têm sempre aquela perspectiva de regressar à seleção, quanto mais seja para o Campeonato do Mundo, porque agora já foi feita a chamada para a Liga das Nações. E portanto, isso é mais um acrescento de motivação para todos, não é só para os portugueses, para todos os jogadores que têm aspirações e ambições a chegarem à seleção, porque sabem que dependem muito deste mês e meio, dois meses, que nos separa do Campeonato do Mundo e daquilo que possam fazer de melhor. E obviamente que isso é mais um acrescento de motivação àquilo que já é um grande jogo que vai ser hoje à tarde.
Vamos aos campeões. Gabriel Alves.
Eu ainda em relação ao Wolverhampton.
Muito rápido.
Sim, muito rapidamente direi Diego Costa que está contratado. É que eu não percebo bem o Bicho está de regresso, o Bicep e aquilo é competitivo. Ele começou aqui em Portugal, esteve aqui no Belenenses há muitos anos, no Atlético de Madrid tem uma carreira. O Bicho está de volta. Talvez um ponta de lança que marque golos, etc. Mas eu não sei bem, e já vai ver o meu campeão, eu não sei bem o que é o Wolverhampton. Se é um escritório, se é um centro de estágio, se é um laboratório, não faço ideia. Meu campeão é Matt Silva, exatamente na Premier League. Vou-lhe dar, ninguém dava nada por Fulham, mas ele está a fazer o seu trabalhinho. E parece-me que ele já se integrou mais naquilo que é ser imigrante e não apanhar o avião a seguir ao jogo para vir até Lisboa. Portanto, ele já está a sentir mais que é preciso realmente viver isso. Dou-lhe nota 14 pela grande vitória que ele ontem teve sobre o Nottingham Forest, jogando na casa do Nottingham Forest. Portanto, é um bom início de temporada, tem 11 pontos. À medida daquilo, foi ele que promoveu o Fulham e uma honra também com os mesmos 14 valores para o Palhinha, que não foi para o Wolverhampton, foi para o Fulham. Olha a sorte dele, que deu a reviravolta ao marcador com um golaço ainda por cima.
Júlio, quem é o teu campeão de hoje?
Olha, eu não ouvi o programa de ontem, acompanho o Gabriel na questão do Fulham, o Marco Silva, que já não é de agora. Os meus campeões, não sei se ontem deram, são Vítor Pereira, que levou o Corinthians à final da Taça do Brasil, da Copa do Brasil, com uma vitória 3 x 0 sobre o Fluminense. Este ano podemos ter no Brasileirão um treinador, o Abel Ferreira, campeão, e um treinador português, o Vítor Pereira, campeão da Copa, o que também pode ser uma resposta a muitos treinadores brasileiros que estão sempre a pôr em causa os treinadores estrangeiros, sobretudo os portugueses. Daqui a dias um vinha dizer que não aprendia nada com os portugueses, etc. Mas é o campeão para mim, Vítor Pereira, nesta altura, não sei se ontem deram ou não.
Deram.
Deram? Pronto, eu achei que sim.
Fica o reforço.
O reforço e o outro campeão que queria deixar hoje, mais recente, para além do Fulham que o Gabriel já falou, é o Palhinha, que marcou um golo ontem extraordinário. E provou que, de facto, é pena estes jogadores terem que sair da nossa liga, mas não há volta a dar, o futebol é assim mesmo, a vida é assim mesmo e o Palhinha é um jogador pela seriedade, pela qualidade que tem, mas sobretudo pelo desportivismo e seriedade que sempre teve, merece este sucesso. De resto, já para terminar, desejar a vocês dois o maior sucesso do mundo. Hoje já estive a ouvir aqui o vosso programa, é excelente. Estamos com um problema que qualquer dia vão dizer que é melhor tudo amanhã do que às 18h.
Diogo, isto é muito mimo.
Obrigado.
Diogo e Catarina, felicidades, isto vai ser um sucesso aos sábados e domingos. Parabéns. Vocês são dois craques da rádio.
Exato. Júlio, como já esteve aqui e já nos aturou, nós dispensamos. Depois das 11h00 nós vamos estar à conversa com as manhãs 360 da semana, vamos estar com a Maria João, com a Carla e com o Paulo, e nós pensámos: "Não vamos fazer isso ao Júlio."
Esses é que são os profissionais.
Não, não são nada disso. Nós é que queremos que faça parte.
Não, eles são outros três craques da rádio como vocês.
Eles são grandes craques da rádio e tu também, Júlio, Gabriel também e o Pedro Henriques também. Mas não podemos terminar sem pedir ao Pedro Henriques também o campeão dele de hoje.
Claro. Vamos lá. Eu ontem dei nota 20 como campeão, o Campeão É. E por quê? Porque estreámos sábado e domingo, exatamente às 11h35, este novo formato, isto é, o Campeão É passou a ser ao sábado e domingo, é sinal que as coisas estão a correr bem e que se calhar as pessoas gostam, que isso é o mais importante, nós trabalhamos é para as pessoas que estão do outro lado. E portanto, eu hoje vou dar nota 20 a quem? Ao Diogo e à Catarina Miranda, que são os nossos campeões. Obrigado por estarem connosco.
Ai, Pedro.
E bem-vindos também, se é que se pode dizer assim, à nossa rubrica, que no fundo não é nossa, é de todos nós.
Obrigado.
Eu estou a sentir muito mimo. Isto é mesmo para dar entusiasmo para os próximos fins de semana, não é?
Vamos ficar mal-habituados.
Pois, e depois? Pedro, Gabriel e Júlio, vamos querer mimos todas as edições. Estão preparados para isso? Espero que sim.
Vamos embora.
Muito obrigada aos três. Amanhã então, nova edição do Campeão É. Obrigada, Gabriel. Bom fim de semana. Amanhã vamos ter, obviamente, nova edição do Campeão É, depois das 11h30.