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Rio Maior ainda recupera do vendaval Benfica que atravessou Casa Pia esta segunda-feira e o mercado continua a mexer com vários jogadores na porta de saída nos três grandes, mas ainda com negócios por definir. Vamos falar disto nesta edição de "E o Campeão é". Eu sou o Miguel Cordeiro, comigo estão hoje o Augusto Inácio, o Gabriel Alves, o João Pinto e o Pedro Henriques. Começamos pelo João Pinto, porque preciso de saber, João, se já fizeste a digestão desta barrigada de gols frente ao Casa Pia.
Olá, boa tarde. Sim, barriga cheia, coração cheio, alma lavada, essas coisas todas. Foi realmente uma grande exibição, foi uma grande goleada. O Benfica fez aquilo que no tempo do Ricardo e do Moser se dizia, que aos 20 minutos temos que estar a ganhar 2 x 0. E depois, no resto da primeira parte a tentar, mas sem conseguir. Depois, obviamente, logo no início da segunda parte, naqueles 15 minutos absolutamente arrasadores, matou os fantasmas todos e fez uma exibição de encher o olho. É uma belíssima exibição do Benfica. É o Benfica que continua a oscilar entre, eu não diria o oito e o 80, mas sei lá, entre o 28 e o 80. E desta vez foi realmente uma goleada daquelas. Notas individuais para mim, o Prestianni esteve muito bem, o Pávlović, obviamente, mas o sublinhado vai para o Leandro Barreiro. Neste momento, o Benfica respira muito pelos pulmões dele. É um jogador que fecha os setores, que ajuda toda a gente, os laterais, os médios centros avançados. Marco Silva tem feito um belo trabalho na maneira de o colocar a jogar ali como segundo pivô. É definitivamente uma boa versão do Benfica esta que vamos vendo.
Mas matou mesmo os fantasmas, como dizias?
Eu creio que sim. Eu acho que os adeptos do Benfica precisavam de uma exibição convincente para poderem acreditar no projeto, para também comprarmos esta ideia. E aquilo que tínhamos visto tinha sido contra o Académico de Viseu, uma equipa que atacou muito, marcou pouco e depois sofreu dois gols em dois ataques do Académico. Na Liga Europa, o primeiro jogo, que foi o primeiro jogo da temporada, depois na ida ao Hearts, o resultado estava feito. Portanto, havia sempre um copo meio cheio, copo meio vazio. Podíamos sempre ver as coisas do ponto de vista alarmista ou do ponto de vista mais objetivo. E desta vez não ficaram dúvidas.
Gabriel Alves, o que te pareceu esta exibição com um resultado muito gordo, 7 x 0, frente ao Casa Pia, um terreno e um adversário que o Benfica não tinha conseguido superar nas últimas tentativas, nos últimos jogos. Desta vez foi 7 x 0. O que achaste desta exibição?
Boa tarde, acho que é uma excelente exibição do Benfica, o resultado assim, portanto, diz. Com momentos, pormenores e detalhes muito interessantes. Começar pelo tridente ataque. O João Pinto já referiu o médio do Benfica, o Barreiro, mas eu queria dar aqui uma nota. A descoberta do Barreiro não é Marco Silva. Já o Bruno Lage o punha a fazer exatamente este tipo de função e depois o José Mourinho, naturalmente, lhe deu continuidade. Portanto, é de facto um bom jogador. E obviamente tem tido aproveitamento dos treinadores que têm passado por Lisboa-Benfica. E ele é importante naquilo que é a ligação, aquilo que é a superioridade que ele consegue criar nas diversas linhas, superioridade numérica. Depois, o grande índice físico que tem, ele não é um grande atleta, mas é um índice físico muitíssimo bom naquilo que normalmente se chama o vai e vem box to box. E é de facto um jogador também com muita capacidade tática, muito esclarecimento, muita concentração competitiva e obviamente que isso dá importância àquilo que são os movimentos e as combinações que são trabalhadas nos treinos e que depois ao nível dos jogos vêm ao de cima. E é importante que as equipas tenham com facilidade, com a bola a circular e a correr. E nesse aspeto também, aquilo que o Rafa e Pávlović já vão fazendo entre eles, e aquela profundidade fantástica que Prestianni tem, na minha opinião, terá que ter o tipo de decisão mais esclarecida naquilo que é o passe. E não procurar só o gol, só o tiro, que depois está a barreira e há muitas bolas perensadas por isso. Ter, portanto, a noção, aqui não dá para rematar, mas sim fazer combinação para que possa, através de uma triangulação ou de um 2-1, chamado 2-1 no futebol, conseguir fazer a perfuração dentro daquilo que é o reduto para ganhar espaço, para poder atirar. Mas este Benfica sim, bem, mas também tenho que referir e reportar que este Casa Pia é muito fraquinho. Não criou uma situação que se possa dizer ao Benfica de modo a perceber que Benfica é sobre o ponto de vista defensivo, porque não teve força, não teve profundidade, não teve alma, não teve fogo para tanto e nem mostrou, independentemente da avalanche Benfica, que foi boa, não teve uma estratégia que se pudesse dizer que pudesse incomodar, quer até ao nível das bolas paradas, nada. Portanto, é um Casa Pia que acabou por ser: olha, os gansos foram depenados Importantes, cortejados e tratados. De qualquer das maneiras, o Benfica deixa uma boa nota. Deu uma nota, agora vamos ver quando tiver que jogar com um clube que lhe vai dar luta à mesma dimensão.
Augusto Inácio, isto são resultados de outros tempos, mas que sinais vês neste Benfica que de facto tem tido um arranque de temporada com exibições muito boas, goleadas, mas depois também exibições um pouco mais apagadas. O que te pareceu este resultado, este jogo frente ao Casa Pia?
Boa tarde a todos. Este Benfica tem tido algumas intermitências, mas pode ser uma das causas os jogadores que estiveram fora nas seleções e que chegaram mais tarde do que os seus colegas para o início da temporada. Houve aqui grandes desequilíbrios físicos entre uns e outros. Aqueles que pareciam que eram os titulares eram os que estavam mais atrasados na preparação. E o Benfica oscilou jogos bons, como foi o caso do jogo do Santa Clara na Luz, um jogo menos bom daquele que foi na Suíça, um bom jogo com o Hearts, um jogo menos bom na Escócia e um jogo em que o Benfica poderia ter ganho, mas que não conseguiu ganhar ao Cadete Fisselo, iniciando o campeonato com um empate. Diria que é este Benfica. Agora, o que eu gostei mais do Benfica ontem é que o Benfica, tanto na primeira como na segunda parte, entrou muito forte. Logo aos 15 minutos, o Benfica já estava a ganhar por 2 x 0. Para uma equipa que quer ganhar confiança e para uma outra que quer discutir o resultado, que foi o Casa Pia, estar a perder 2 x 0 logo aos 15 minutos é matar. Mata-se a confiança do adversário e eleva-se a moral daquele que está a ganhar, que é o Benfica. Gostei muito do Benfica, o Benfica foi muito dinâmico, na segunda parte também entrou muito forte e à medida que o tempo foi passando, o Casa Pia foi perdendo também as energias, foi perdendo o foco, foi perdendo a motivação e foi perdendo a confiança. E o Benfica foi construindo o resultado, porque se no Acidente de Viseu o Benfica teve oportunidades e não marcou, ontem até a bola batia no jogador e entrava, bateu no outro jogador, entrou, como foi dois gols a bater nos adversários, mas isso só está ao alcance daquelas equipas que estão realmente por cima do jogo e a pressionar muito alto. O Benfica pressionou sempre muito alto, não dando hipótese do Casa Pia sair a jogar. É uma ótima exibição do Benfica, parabéns ao Benfica. Na minha nota de cartão, vou já dizer que vai ser o Pallitos pelos três gols que marcou em sete minutos. É um jogador que está a respirar confiança. Agora, em relação ao futuro, vamos ver a continuidade que o Benfica tem neste resultado e nesta edição, a continuidade que vai ter, mas isso só a equipa é que vai dizer para nós estarmos aqui a fazer comentário e a dizer que o Benfica está a crescer ou está intermitente outra vez.
E quinta-feira mais um jogo. Pedro Henriques, ainda à procura do 11 base este Benfica, consegue, de facto, com jogos três em três dias durante todo este mês, chegar a um resultado de grandes dimensões e com algumas boas indicações de alguns jogadores.
Muito boa tarde. Sim, em primeiro lugar, o meu primeiro ponto vai para o Sem Casa Pia. Não é o Casa Pia, é o Sem Casa Pia há cinco anos. Só no futebol português é que pode acontecer coisas dessas. Não me interessa se é por problemas burocráticos, administrativos, não tem condições, não tem estádio, não joga. Vai para os escalões onde isso é possível. E continuamos com isto, com o relvado péssimo ontem também, com o relvado péssimo da Supertaça. É só relvados péssimos. Andamos todos a assobiar para o ar, preço dos bilhetes, horários, mais do mesmo. E passa-se os anos, as críticas são as mesmas e a evolução da liga e da federação, que geram milhões e que têm dinheiro, parece que não ajudam a resolver esta problemática. Ponto dois, obviamente, vai para aquilo que foi um Benfica muito insaciável no que diz respeito àquilo que eu acho que é importante e relevante, que é marcas e continuas a querer marcar e não descansas em função do resultado. Dois gols na primeira parte e depois, num espaço de 14, o terceiro gol foi ao minuto 47, o sétimo gol ao minuto 61, portanto, o tal quarto de hora completamente demolidor e que fez do Benfica um justo vencedor e se calhar, a saber a pouco, na primeira parte, onde podia ter marcado mais gols. E depois, estes dois dados que são bons para o Benfica, preocupantes para o Casa Pia, já não falo dos 64% de posse de bola, falo nos 20 contra três remates, ou dito de outra maneira, os oito contra zero remates enquadrados. Uma equipa que não faz um remate enquadrado, obviamente, tem que repensar muito bem, independentemente do adversário que tem pela frente. Termino com o destaque para o Pavlidis, o hat-trick obviamente que faz dele o man of the match, não há outra hipótese, dificilmente não seria assim, mas eu destacaria os dois jogadores que estiveram acima de todos os outros, que foi o Rafa e o Prestiánni, na minha perspectiva, em termos de Benfica. Portanto, uma exibição bem conseguida, um Benfica que provavelmente este 11, mas isto acontece com todos os clubes de maneira geral, daqui a um mês ou dois e depois fechar o mercado, se calhar não será este o 11 titular, independentemente de castigos e de outras coisas que possam acontecer, até porque há aqui vários episódios e várias novelas. O Dedic saiu, não se sabe se o Palhinha vem e, por exemplo, o Palhinha vindo é claramente um jogador de jogada início. Vamos ver, mas é um Benfica com boas indicações, sobretudo para aquilo que é o mais relevante e importante, que é o que vem já a seguir, que é as competições europeias.
Entretanto, João Pinto, sai Dedic confirmado 35,9 milhões de euros no Newcastle. Vai deixar saudade este Benfica seguro nesta posição?
Está feito. O homem foi de preto e branco e assim fica. Acho que a posição está bem assegurada. O Benfica tem o Bach, que estando bem fisicamente é um bom titular, é um bom lateral. Tem o Bajram a crescer na equipa B, agora provavelmente vai ser chamado mais vezes à titularidade, e depois ainda tem quer o Ógenes, quer o Tomás Araújo para garantir a lateral direita. Portanto, o Benfica para lateral direita, acho que não precisa de se reforçar. Já para lateral esquerda, e o Zé Neto foi titular na equipa B, mas não tendo até agora esses minutos ou minutos suficientes do Zé Neto, que embora tenha jogado 90 minutos na Escócia, não fez uma exibição fabulosa, acho que o Benfica na lateral esquerda tem mais necessidade.
Agostinho Inácio, no caso do Sporting, Pedro Gonçalves poderá estar de saída, ainda há dúvidas sobre esse futuro. Katamo também a ser possivelmente negociado com o Sunderland atrás do jovem jogador do Sporting a assinar com muitos milhões. Pode o Sporting ter aqui um problema neste fecho de mercado, uma vez que ainda há o caso Luís Soares?
Pois, aqui a dúvida é perceber se aqueles jogadores que já saíram, que o presidente Frederico Varandas e a administração disseram que era fim de ciclo, e estes também saírem, também é fim de ciclo? Falta perceber o que é isso do fim de ciclo, que eu continuo a não entender. Mas o mercado é isto, o mercado está aberto. Enquanto estiver aberto, até 4 de setembro, tudo pode acontecer. Há clubes endinheirados que gostam deste e daquele jogador, e se baterem a cláusula, então levam o jogador mais depressa, nem há discussão. Mas eu diria que o Sporting tinha muita procura, que já se sabia depois da Champions que o Sporting fez no ano passado. E foi uma grande temporada a nível europeu. Diria que os jogadores do Sporting começaram a ficar muito cobiçados. É verdade que o Pote parece estar vendido e parece que nunca mais sai. Parece já uma novela isto, porque o fundo dos árabes ainda não desbloqueou. Isto é muito confuso. Às vezes com os árabes é assim, está tudo feito, à última hora cai o negócio ou pode cair o negócio. Parece-me que não é isso que está para acontecer, mas nunca se sabe. Agora o Katomo, pronto, tem muita procura, o Sunderland não desiste e já oferecem 3 milhões limpos por ano de salário ao jogador, enquanto ele no Sporting só ganha 600 mil, só ganha entre aspas, 600 mil por ano. É natural que o jogador veja isso com bons olhos. Agora o Sporting também tem que defender os seus interesses. E agora o que é que pode acontecer no meio disto? É sempre assim que isto acontece. Se o jogador acaba por não sair e ficar no Sporting, lá vai o Sporting ter que falar com o jogador e aumentar provavelmente um pouco o salário, porque o salário que ele está a ganhar para titular do Sporting é dos mais baixos que o Sporting tem.
Mas Pedro Henriques, pode ser de facto um problema ter tantas saídas no mesmo defeso para o Sporting? É óbvio que aqui ainda estamos a falar de negócios à vista, nada confirmado, são dúvidas, mas perante os que já saíram e com os jogadores que podem também estar na calha, fica aqui o Sporting com um problema?
Em teoria fica, porque a ideia era o Soares pelo menos fazer mais um ano no Sporting, o Geny Catamo se calhar, dentro daquela lógica que o Sporting tem de ir deixando sair os jogadores, mas tirando partido também desportivamente. E no meu ponto de vista, este trio em que eu coloco o Maxi, onde coloco o Soares, onde coloco o Geny, seria um trio muito importante para fazer até a ligação que vinha do passado, para depois, daqui a um ano, conforme corressem as coisas, para sair. Saindo, cria-se um problema, porque mesmo que tu possas substituir, é a questão depois da profundidade, porque nós já percebemos, e o Sporting tem tido esses problemas nessas jornadas, que não é só teres a equipa. A malta fala: "E agora vamos pegar esse jogador". Os clubes falam isso. Para quê? Se está lá o Manel ou o Joaquim que é titular. Não, é que hoje em dia com cinco substituições e com toda a quantidade de jogos, é preciso teres alguém do mesmo nível pronto para discutir essa titularidade e para poder dar continuidade. E o que acontece? E o Sporting tem sido muito vítima disso em muitos momentos. No ano passado, na altura que até perdeu a Taça da Liga na meia-final e noutras circunstâncias, e naquela semana que jogou com o Benfica e com o Porto, e já não sei se foi com uma exceção, não me recordo quem foi, em que se viu a necessidade que o Sporting tinha, que era, tinham aqueles 11, que eram muito bons, mas depois quando fazia a substituição a coisa não resultava. E agora parece que vai pelo mesmo caminho. Portanto, tem aqui um problema, mas resistir a estes milhões e sobretudo àquilo que são os comissionistas. Obrigado, Gabriel Alves, por esta palavra. E que no fundo estão sempre a atazanar os jogadores. "Agora vais triplicar e quadruplicar e vais pôr o teu ordenado", etc. É complicado. E termino com isto. Ter jogadores contrariados, eu, e estou a falar em termos genéricos, não estou a falar do Sporting, prefiro não os ter lá e ter outros, e assumir isso e fazer um ano que vai ser com certeza mais difícil se saírem esses jogadores, obviamente.
Vamos tentar perceber até onde vai esta revolução no Sporting e se há, de facto, mais saídas. Temos de avançar para as nossas notas de campeão. Gabriel Alves, começo desse lado com um pouquinho mais de tempo.
Olha, eu para já tenho que dar uma nota, vou dar 16 ao Rodrigo Mora. Portanto, parece que está tudo tratado.
Já está a viajar para Roma.
Exatamente. Olha, vai ter um treinador que eu vou dizer Italiano vero, vai ter um verdadeiro treinador. E italiano. Está nas mãos dele, do Rodrigo Mora, independentemente de todo o trabalho que de facto a equipa do treinador vier a fazer, está nas mãos dele também, portanto crescer. Tem idade, é jovem, e crescer porque ele é um grande talento, e aproveitar. O Porto é bom, à volta de 50 milhões. As equipas portuguesas precisam de dinheiro, os clubes precisam de dinheiro. Esta também é a grande verdade. Depois quero dar 18, já aqui foi muito, eu comecei também a falar disso, ao Pavlídis. Tem gol no sangue
E quero lembrar que o João Pinto deve se lembrar que há um mês e meio, o homem não marcava, podia ir embora. Andavam por aí. Agora, meu Deus, se aparecer uma proposta daquelas. É isto que é o futebol, é a utopia do futebol, portanto nada a dizer. Queria dar para o Cancelo, pela sua postura, pela sua vontade, pela sua determinação, tal como é na relva, porque queria jogar no Barcelona, queria voltar ao Barcelona, lutou por isso e está no Barcelona. Pau Cancelo, 20 pra ti, pela tua atitude.
O Gabriel Alves abriu o livro de notas e já distribuiu uma série delas. Augusto Inácio, já tinhas dado também nota muito positiva ao Paulo Vídish. Mais alguma nota a atribuir?
Não, o Gabriel Alves falou bem do Rodrigo Mora, que vai sair do Porto, mas eu queria destacar o comportamento do Rodrigo Mora no foco do Porto. Foi sempre um jogador impecável, bom profissional, não se viu ondas da parte dele, não se viu lamentos. Sinceramente, ele teve um grande comportamento no foco do Porto e agora vai pra Roma, a quem eu dou 20, para ter muito sucesso pra este menino, que tem muito talento e oxalá que vingue em Itália.
Pedro Henriques.
Para o Benfica e especificamente para o Paulo Vídish, para o Atric, mas para o Benfica, que mantenha esta nota 17, que mantenha esta boa onda, porque o mais importante, até para o futebol português, é que agora passa este último bocadinho que falta, e estou a me referir à entrada pra Liga Europa. Depois, em relação ao Rodrigo Mora, eu ia tocar exatamente neste ponto que agora também foi referenciado pelo Augusto Inácio, já tinha sido referenciado pelo Gabriel, que é a postura, o comprimento e a atitude. Não houve grande granel, não houve namoradas, nem primos, nem não sei o quê para as redes sociais. Tudo muito tranquilo. E isso significa o quê? Significa que ele é um miúdo com grande cabeça e que está muito bem estruturado e isso vai fazer com que aquele talento que ele tem, porque eu acho que ele é um jogador excepcional, precise de minutos e precise de jogar, obviamente. O futebol italiano, para mim, é dos futebol mais difíceis onde se pode se jogar e se impor, na minha perspectiva, de todas as ligas. Mas se ele conseguir ter minutos, eu acho que vem ao de cima a grande qualidade do Rodrigo Mora de um jogador excepcional. E se isso acontecer, vai ser muito bom para o mister Jorge Jesus, para a nossa seleção, porque é um jogador que faz muita falta jogando e estando realmente em forma. E, portanto, nota 18 para o processo e agora que o futuro seja brilhante.
João Pinto.
Nota 20 para o Benfica. Que grande exibição, grande resultado. Pena que sejam só três pontos, mas brilhante na maneira como se exibiu ontem em Rio Maior. Nota 15 para o Rodrigo Mora, nota cinco para o seu advogado. Não foi a prima, não foi a namorada, mas alguém vai falar. Cuidado, malta, tem que ver os programas todos. E ainda assim, também lhe desejo a maior das sortes em Roma. Vai ter a concorrência do Dybala, que resolve ficar mais ano, mas obviamente o Gasperini sabe o que faz e vai criando já alguém que possa substituir o argentino.
Notas distribuídas. Amanhã há mais na Rádio Observador.