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Porto-PSV, Liga dos Campeões com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Mais logo, a partir das 19h30, a ver vamos se Farioli começa a escalar a tal montanha que necessita para amealhar os pontos perdidos nas duas primeiras jornadas da Liga dos Campeões. Na Seleção Nacional, já há castigo para Cristiano Ronaldo: 30 dias de suspensão e €255 de multa. Na Primeira Liga, chicotadas psicológicas depois da saída de Carlos Carvalhal do Famalicão. Na última hora, a confirmação de que Carlos Vinicius vai deixar o Sporting de Braga e o sucessor deve ser Franclin Carvalho. O Braga voltou a perder ontem: 2 x 1 em casa frente ao Gil Vicente. Demasiados temas para tão pouco tempo, por isso apelo à vossa capacidade de sinte e ouvir-vos nestes temas. Estão hoje comigo Gabriel Alves, Augusto Inácio, João Pinto e Pedro Henriques. Muito boa tarde, campeões. Augusto Inácio, eu iria começar por esta notícia da saída de Carlos Vinicius. Já havíamos desconfiado que o treinador do Braga estava com pouca margem. A derrota de ontem nesse jogo em atraso da segunda jornada da Primeira Liga ditou o fim desta ligação. O Braga fez vendas significativas nos últimos anos, mas o treinador será o mais responsável por este mau momento do clube arsenalista?
Boa tarde a todos. Deixa-me dizer que os treinadores têm uma vida sempre muito difícil, muito complicada, no sentido que é muito volátil a sua posição. É verdade que o ano passado o Carlos Vinicius teve um início de época também muito fraco, mas depois a equipa reagiu e lá foi andando até o final da época e este ano começa da mesma forma. Muito difícil estes jogos que o Braga tem feito. Diria que o Braga, em relação ao ano passado, está mais fraco e, acima de tudo, acho que o Carlos Vinicius tem uma coisa que acho que falta mais para Braga, ou seja, é muita posse e depois não tem profundidade, não tem rasgo, não tem chegada ao gol. É sempre na base da posse e a posse não ganha jogos. Ganha jogos, sim, quando não podes penetrar na defesa do adversário, teres a bola, e o Braga faz isso muito bem, tem uma posse com muita qualidade, mas falta depois aquilo que é o mais importante, que é o gol, e aí o Braga falha claramente e por isso está nesta posição. Mas foi o caso do Carvalhal do Famalicão, foi o caso do Vinicius agora do Braga, foi o Alexandre Santos também do Nacional, até o do Desportivo das Aves que eliminou o Moreirense nessa Taça de Portugal. Ao fim de dois jogos ganham o Penafiel e também parece que vai sair. A vida dos treinadores é isto mesmo. Mesmo quando ganhas, há outras coisas que a gente publicamente não sabe, mas que eu sei que pode existir dentro de um clube. Há outras coisas que fazem influenciar a saída de um treinador. Por exemplo, como é o caso deste do Desportivo das Aves, que me parece que não é pelo resultado, é mais por outras razões, que não sei quais são, mas deduzo que possa ser. Mas claro, a vida do treinador é assim mesmo. O Braga já está em campo para o treinador. É assim.
Gabriel Alves, Braga em oitavo lugar nesta altura, 11 pontos, foi também ultrapassado pelo Gil Vicente precisamente depois dessa derrota de ontem. Era uma saída anunciada e inevitável. Também conhecendo o próprio presidente do Braga.
Sim, claro, naturalmente. O rendimento, nove gols apontados, 10 sofridos. Nos últimos seis jogos, só uma única vitória. 10, seis, 16 meses, 41 vitórias, 19 empates e 16 derrotas, isto é, 75% de rendimento positivo. E obviamente que a equipa, o Augusto Inácio acabou precisamente de focar a tal questão da posse, mas a falta de rendimento de gols. Nove, vejam bem, estou a falar do campeonato, não estou a falar depois da questão europeia. A verdade é que a equipa do Braga tem tido um rendimento muito baixo. Daí, naturalmente, dadas as circunstâncias e focadas também pelo Augusto, e bem, não vou adiantar muito mais a questão da chicotada psicológica. O Augusto falou em várias. Eu olho aqui para a imprensa espanhola e o nosso conhecidíssimo treinador José Mourinho está em exame em Leipzig e em Barcelona esta semana.
João Pinto, mais duas saídas. Tinha aqui também o caso do Estoril que mudou de treinador recentemente. Já são creio que cinco ou seis mudanças ou chicotadas psicológicas.
Além da saída do Vasco Seabra, que trocou uma por outra.
Exatamente. Como é que olhas para este desfecho que estava mais ou menos anunciado? Diria mesmo, quer para Carlos Vinicius, quer para Carlos Carvalhal.
Em relação ao Campeonato Português e esta dança das cadeiras, é mais uma terça-feira, literalmente. Portanto, é normal nós vermos isto nesta altura do ano e à segunda jornada já haver chicotadas e coisas desse gênero. Em relação ao Carlos Vinicius, acho que era um bocado pensar demasiado alto. O Carlos Vinicius queria tornar o Braga numa espécie de Barceloninha a jogar bonito, a ter posse, a sair apoiado, tudo aquilo que o Augusto disse sobre uma equipa que tem que ser muito mais consciente das suas limitações e não se expor tanto na defesa, não confiar tão pouco que o ataque vai resolver tudo. E portanto, a equipa foi sempre uma equipa muito exposta, especialmente ontem contra o Gil Vicente
Muito permissível a contra-ataques. E depois percebe-se, se calhar sou só eu a imaginar coisas, mas percebe-se no body language dos jogadores do Braga que já ninguém acreditava muito no processo e que aquela coisa de manter a posse de bola faz lembrar os jogadores da seleção a falar do antigo futebol e do novo futebol. Agora assumem o risco e jogam com propósito, com a baliza nos olhos. Era uma saída anunciada do Vincent, era uma saída mais ou menos anunciada também a do Carvalhal e vamos ver quem é que se segue.
Vamos ter de mudar a agulha também para esse Porto-PSV, em destaque aqui na Rádio Observador, mais logo com emissão especial de desporto a partir das 19h30. Mas chamo o Pedro Henriques também para um comentário a este processo a Cristiano Ronaldo, já com uma decisão: 30 dias de suspensão, 255 € de multa. E parece que ia haver também notícias de que Pedro Proença continua a tentar contactar o capitão da seleção. A bola parece também agora estar mais ainda do lado de Jorge Jesus e só ele poderá decidir pela convocação ou não de Cristiano Ronaldo para os próximos compromissos da seleção.
Muito boa tarde a todos. Vários assuntos aqui e todos nós temos vontade de falar em todos eles. Vou ser muito rápido. Em relação ao Braga, porque não consigo deixar de falar. Eu tinha dito no dia a seguir ao presidente do Braga, no aeroporto, ter dito que tinham menos cinco pontos e que a culpa era dos árbitros e que os VÁRs iam ser penalizados financeiramente. Eu disse, e passo a citar: "O próximo passo, e vai ser breve, é o despedimento do treinador." Por uma razão muito simples. Diz uma experiência que quando se monta este circo, o próximo passo é o treinador a ser despedido, porque não obstante haver culpas na arbitragem, porque também houve, e houve erros, é porque há mais qualquer coisa. E mais qualquer coisa, depois é o elo mais fraco a seguir aos árbitros, é normalmente o respetivo treinador. Relativamente ao caso do Cristiano Ronaldo, é lógico que a multa a gente já sabia, também já tinha dito aqui no programa, por acaso até tinha dito que era 255 € e tinha falado de 15 dias de multa. Prontos, foram 30, porque havia lá uma moldura penal que colocaria tudo em metade. Acertei na parte financeira, errei na parte do castigo, mas para o efeito vai dar ao mesmo, porque também tinha falado, eu e outras pessoas aqui, que o castigo que iria sair nunca seria os tais seis meses, no limite máximo, e que ele estaria disponível para o jogo com a Dinamarca. E confirma-se tudo. E agora é lógico que há de haver contactos, há de haver aqui questões que eu espero que, pelo menos, não aconteça o seguinte, que é eventualmente o selecionador selecionar o Cristiano Ronaldo e ele recusar-se a vir. Que não se chegue a esse ponto.
Parece que seja possível.
Não, eu espero que não seja possível, porque depois da má experiência, da falta de proatividade e da ação da Federação em relação a este caso, a começar pelas reuniões que o Jorge Jesus teve com outras pessoas da parte do Cristiano Ronaldo, sem que ninguém da Federação Portuguesa de Futebol estivesse presente, espero que agora não cometam esse erro e que tudo esteja uma vez mais previsto. Eu só relembro que o Jorge Jesus, na altura que saiu o comunicado, o próprio comunicado do Cristiano Ronaldo diz que quer ser castigado e está disponível para a seleção, ponto um. Ponto dois, o Jorge Jesus diz que se ele estiver em condições e a marcar gols, etc., conta com ele, assim ele queira vir. Quer dizer que o Jorge Jesus quer que ele venha, o CR7 está disponível para vir. Pedro Proença falou no Cristiano Ronaldo como capitão, até falou da vena, etc. E o Pedro Proença representa a Federação.
Os colegas do grupo também parecem estar para aí virados.
E o grupo, exatamente, a começar pelo Bruno Fernandes e outros já falaram, agora recentemente o Vitinha, mas o Bruno Fernandes, que fez capas dos jornais quando falou, que é o símbolo máximo da Federação. Portanto, em teoria, pelo menos nas palavras ou nos discursos escritos, todos estão interessados neste regresso. Não tenho a certeza que isso corresponda na íntegra ao que está lá dentro. E para terminar, para me ir embora, estou a brincar. Já agora que vamos falar do futebol clube do Porto, vamos começar pelo fim. Diogo Costa, Alberto Costa, Pepe, Tareck, Choro, Martim Fernandes, Fran Ol, Pablo Rosário, Gabri Veiga, Borna Sánchez, André Silva e PP. É ganhar ou ganhar. Não se esqueçam que este PSV é tricampeão dos Países Baixos. Em cada época marca mais de 100 gols e o Porto, a sua fortaleza que é a defesa, tem a possibilidade de sofrer gols. Mas há o regresso de alguém que é muito relevante e importante e pode ser também a chave para o Futebol Clube do Porto hoje conquistar os três pontos. Chama-se Pepe.
Agostinho Inácio, como é que olhas para este adversário do Futebol Clube do Porto e para esta urgência em amealhar pontos na Champions? A equipa de Farioli tem zero, mas olhando aqui para a frente ainda vai defrontar depois Nápoles e Feyenoord. Não é um calendário fácil o do Porto nesta altura na Champions. A começar hoje por este PSV.
Sim, o Porto tem dois jogos, duas derrotas e o PSV tem dois jogos, um empate e uma derrota. O PSV empatou em casa com o Shakhtar um a um e perdeu em Leipzig por um a zero. Por isso, são duas equipas que precisam muito de pontos, mas claramente que o Porto tem duas derrotas e é evidente, se não ganhar hoje, começa a perder as esperanças em relação àquilo que pode ser uma futura qualificação ou um futuro playoff, não se sabe. Mas o Porto, como diz o Fariol, tem que demonstrar hoje, tem que escalar uma montanha muito alta. É isso mesmo. E para escalar a montanha tens que começar a ganhar hoje. Se não ganhares hoje, as coisas ficam muito difíceis e muito complicadas. Por isso eu espero um Porto ao nível daquilo que nos tem habituado. E eu não saio desta mensagem que costumo dar, porque é aquilo que o Porto nos diz. É uma entrada forte, é pressionar alto, é tentar marcar gols nos primeiros 15, 20 minutos, é uma equipa compacta defensivamente. Mas o Pedro Henriques tem razão. Hoje o Porto vai ter o líder da defesa, vai ter o Pepe, parecendo que não, sossega um bocadinho mais a defensiva, sossega também o meio-campo, porque está o Sérgio ali atrás e pode eliminar muitas das coisas. E diria que com a entrada do Pepe, o Pablo Rosário já pode entrar a seis, porque o Alan Varela está a passar por um momento muito complicado e muito difícil também e o Pablo Rosário dá uma segurança defensiva também Que o Porto, provavelmente no jogo anterior, não teve isso. Por isso, é de esperar que o Porto também esteja numa noite sim, que o Borges Sá tenha realmente uma noite boa se jogar, porque a noite que teve e a sua oportunidade foi zero, simplesmente não rendeu nada. Diria que o Samu, provavelmente, porque não diz ele, poderá ser titular deste jogo, mas vamos ver. Mas é um Porto virado para a frente e virado para o golo.
E há aí uma grande incógnita também na frente. Gabriel Alves, imagino que acompanhes este Porto-PSV com interesse, mas temos um Paris Saint-Germain-Barcelona que vai também motivar a tua curiosidade, aposto.
Sim. É uma final de campeões, diria, em outubro. E muito interessante a forma como o Luis Enrique abordou aquilo que é a sua ligação emocional e apaixonada com o Barcelona e aquilo que é a sua ligação profissional enquanto treinador com clube diverso e na circunstância, que é o Paris Saint-Germain. Muito interessante, aliás, muito pedagógico. O Luis Enrique fala de futebol, fala de coisas sérias, de coisas interessantes que vale a pena escutar. E o Barcelona que naturalmente está a ser a equipa mágica, digamos, nesta altura, com uma equipa assente naquilo que é a pedreira. O PSG deixou também as estrelas de grandiosidade com que andou por aí uns tempos e passou a ganhar quando desistiu disso. E também tem uma série de jovens, obviamente todos eles, medidamente articulados com veteranos. Isso é que é fundamental, fazer essa osmose. Eu vou esperar um PSG-Barcelona daqueles jogos que regale, que faça da utopia de futebol alguma coisa bonita e que ela se mantenha viva, colorida e não falar de árbitros e falar de outras coisas onde se arremessa simplesmente o ódio e que é, infelizmente, extraordinariamente triste.
João Pinto, deixo-te uns 30 segundos para comentar esta jornada de Liga dos Campeões, este Porto-PSV. Imagino que também já estejas com as esperanças voltadas para Chipre e para o jogo do Benfica na próxima quinta-feira. Podia fazer aqui uma piada com o chispe da hora de almoço. Não sei se também traz para a ilha.
Tu não te acanhes. Faz as piadas que tu estiveres para fazer.
E peço-te a tua nota logo que possas.
Em relação ao jogo do Porto hoje com o PSV é isso. O Porto a seguir tem um trajeto difícil com Nápoles, Liverpool e Feyenoord. Creio que o Nápoles é em casa e os outros dois são fora. E depois a parte boa, os checos e o Lasc só vêm lá para janeiro, portanto o Porto tem que semear agora para depois poder colher. Em relação às notas de campeão, nota 20 para o regresso da NBA hoje à noite. Eu diria que é uma nota 15 para o Gil Vicente, que ganhou uma nota cinco para o Braga e depois há aqui outra nota qualquer para o despedimento do Carlos Vinícius, que eu acho que ele é bem despedido, mas ninguém se aguenta no Braga também à sina. Há ali qualquer coisa que não corre bem.
É um cemitério.
É, qualquer coisa ali.
Pedro Henriques, a tua nota de hoje?
Para o Gil Vicente acaba por ser uma vitória num campo sempre difícil e portanto a mostrar o Gil Vicente que nos últimos anos costuma estar, e bem, naquilo que é depois dos quatro grandes, cinco, o topo e portanto uma nota claramente positiva para aquilo que ele fez. E obviamente para o Fórum do Porto, porque em competições europeias nós estaremos sempre aqui na Rádio Observador com as equipas portuguesas, por todas as razões que sabemos. Portanto, nota 15 também para o Fórum do Porto, na expectativa e esperança que serão os três primeiros pontos e começa hoje a caminhar naquilo que é a tal montanha difícil, mas uma montanha que tem que levar o Porto, com o que mais não seja, ao playoff.
Agostinho Inácio?
Para o Porto hoje, que vai jogar como sempre em todas as competições internacionais que jogam equipas portuguesas, dou sempre nota 20 de motivação, de energia. Vamos lá ganhar três pontos. Diria também que já que eu não estive no programa de ontem, mas gostaria de dar a nota 20 ao Nuno Lopes, treinador de hóquei em patins da seleção da França, que foi campeão do mundo na final contra a Argentina nas grandes penalidades. Nuno Lopes, meu amigo e que lhe dou os parabéns, mas também queria dar aqui nota 17 para um jogador que eu já falei aqui e volto a falar dele, porque há falta de um futebol português de pontas de lança, que é o Gustavo Varela do Monza. Marcou mais dois gols ao Cagliari, tem oito gols em sete jogos. Atenção a este menino que o Benfica praticamente abriu mão.
É verdade. Gabriel Alves, estamos contigo.
A nota para aquilo que é Champions, a começar pelo Porto-PSV, portanto futebol, que nós queremos ver com qualidade, com ardoria, com colorido. Não deixar de falar no Liverpool-Villarreal. Atenção, dois jovens treinadores espanhóis, Iraola no Liverpool, 44 anos, e Ñíguez Pérez, 38 anos, na equipa da cerâmica. E para aquele PSG-Barcelona, claro, que é de facto a cereja em cima do bolo no dia de hoje. Mas eu quero dar aqui hoje uma nota a propósito de futebol, que é deixar aqui um 17 ao Marco Silva, treinador dos podes do Benfica. Praticamente com as mesmas unidades que o ano passado tinha tal senhor José Mourinho, altamente galardoado no futebol internacional através dos anos, pois este Benfica praticamente com os mesmos jogadores, com a mesma equipa titular que tinha, com uma baixa chamada Otamendi e com um Langlet pouco convincente. Mas a verdade é que este Benfica é outro Benfica. Basta ouvir o João Pinto aqui no "Campeão".
Até está mais contente. Está feita a edição de hoje de "E o Campeão É". Voltamos a falar de desporto amanhã depois do jornal da Uma, mais logo emissão especial de desporto para esse Porto-PSV Eindhoven 19h30.