Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
E o Campeão é na Rádio Observador, a análise e a atualidade desportiva hoje com Gabriel Alves, Pedro Henriques, João Castro e Augusto Inácio. Muito bem-vindos, campeões. Continuamos em modo Mundial 2026. Ontem com vários jogos. Na próxima madrugada também partidas bem interessantes para acompanhar. Talvez o Escócia-Marrocos esteja a despertar alguma curiosidade, mas temos também o regresso à competição do Brasil, que depois do empate na estreia no Mundial, terá talvez missão mais facilitada esta madrugada frente ao Haiti. Ainda assim, vamos olhar para os trabalhos da Seleção Nacional e começo pelo Gabriel Alves. Gabriel, esta seleção portuguesa já regressou aos trabalhos depois da desilusão com o empate na abertura e ao que parece já com o Rúben Dias integrado plenamente nos trabalhos. É uma boa notícia para Roberto Martínez.
Claro. Boa tarde. É sempre uma notícia altamente positiva a integração do Rúben Dias, a sua utilização naquilo que é a estratégia e o conjunto, na defesa. Independentemente de ser um excelente futebolista e talvez o nosso melhor defesa central da atualidade, eu diria mesmo o nosso, na minha opinião, melhor defesa central da atualidade, tem também uma grande capacidade, que é a capacidade de liderança que eu acho que é fundamental também no conjunto. De resto, eu estava aqui a ver, o Ancelotti diz que vai mudar a equipa do Brasil e que respeita muito bem o seu adversário, que não dá uma folga de falta de respeito. É o senhor Ancelotti. Vejo que o Lafuente também vai mudar. Eu não sei e desde o princípio eu tenho esta minha, se Roberto Martínez muda ou não. Há treinadores que perceberam que naquilo que foi o desempenho das equipas que lideram, que orientam, que treinam, as coisas não estiveram à altura daquilo que era pretendido e obviamente que não têm rebuço em alterar, em mudar. Vamos ver o que Roberto Martínez vai fazer. Vamos ver o que a equipa portuguesa vai fazer em termos de conjunto, porque não é só Roberto Martínez, é todo o núcleo. São os jogadores, os profissionais que ali estão, que obviamente vão ter que também eles próprios, na sua unidade e cada um com o seu talento ao serviço daquilo que é o coletivo, vão ser eles que têm que naturalmente ter também uma palavra face. E é verdade, nunca perdendo aquilo que é o sentido de orientação de um treinador, que é ele quem decreta e define em relação a jogo e a cada jogo em si.
João Castro, há dias abordamos aqui o momento da defesa central de Portugal, não muito bem na fotografia nesse gol do Congo. É uma boa notícia o regresso de Rúben Dias aos trabalhos. Sei que gostavas de ver Inácio também de regresso a esta equipa, podendo ser titular no eixo da defesa. Como é que olhas para este regresso de Rúben Dias e como é que será composta essa defesa na próxima terça-feira para Portugal?
Boa tarde. Eu acho que qualquer notícia positiva nesta altura cai bem à seleção. Portanto, qualquer regresso é de salutar, sobretudo do central mais competente que temos neste mundial. Espero que não haja muita pressa em que ele regresse, no sentido de proteger e que seja realmente preferível utilizá-lo quando ele já estiver 100% e bem recuperado, de modo que esteja em todo o torneio e não há pressa para jogar contra o Paquistão. Posto isto, obviamente que eu acho que contra o Paquistão podemos ter o Inácio, até pelas características, a construir o jogo. Acho que sim, que podemos ter e se calhar alguns minutos pro Rúben Dias, não sabendo a condição, poderá ser necessário que ele jogue X minutos. Não quer dizer que seja obrigatório que jogue de início, mas que é uma boa notícia pra seleção nesta altura em que chovem críticas ao Ronaldo, ao Bruno Fernandes, ao João Neves pelas declarações, onde anda realmente aqui, e parece-me de todo que há se calhar algum problema ali dentro da seleção. Algumas coisas que não estão bem realmente no balneário. Pelo menos é o que parece de fora, espero que não seja verdade, mas a verdade é que vamos ver o Rúben Dias a regressar e a ser claramente o líder desta defesa.
Augusto Inácio, ontem tivemos uma goleada neste mundial, o Canadá venceu por 6 x 0 o Catar. É um jogo que também fica marcado por uma lesão feia e difícil de ver de Koné, jogador do Canadá. Também vimos ontem o Lopetegui muito irritado no fim do jogo. Ontem também a vitória da Suíça frente à Bósnia-Herzegovina, também uma vitória grande, gorda, por 4 x 1, e o México venceu a Coreia do Sul. Está tudo a correr mais ou menos como as previsões. Não têm existido aqui grandes surpresas, além daquela jornada inicial e de alguns empates como o do Brasil e de Portugal.
Boa tarde a todos. Deixem-me dizer que o México, jogando em casa, está a fazer o seu papel. Já tem dois jogos, duas vitórias. Teve uma boa performance até agora. Eu por acaso tinha dito, não sei se isso vai acontecer ou não, mas eu tinha dito que o México poderia ser uma das surpresas deste campeonato
Está a cumprir o seu papel. A Suíça tinha um jogo importante, acabou por ganhar, é verdade. Penso que com esta vitória e com o empate que tinha tido no primeiro jogo, acho que também vai ser apurado, mesmo que se classifique em terceiro lugar. Mas o Canadá não foi só a goleada. Está bem que o Catar ficou com menos um jogador, mas o jogo do Canadá teve realmente uma surpresa para mim, que não esperava tanto desta equipa, da forma como eles trabalharam, como jogaram. E depois há de lamentar, como sempre, seja que jogador for, seja que nacionalidade for, do Konaté, daquela lesão que parece-me que é gravíssima, e esse é o fator mais negativo. Mas de resto também estou muito curioso, porque para mim, ainda continuo a dizer isto, vamos ver se eu mudo a opinião após a segunda jornada de cada uma das seleções. Marrocos. Eu quero ver Marrocos. Adorei Marrocos no jogo com o Brasil. Vamos ver que Marrocos vamos ter no jogo hoje. A Escócia também tem uma vitória, tem três pontos. Nunca se sabe o que é que sai dali dos escoceses, mas quero ver se houve evolução nessa seleção de Marrocos, porque me parece que é uma equipa muito compacta e muito segura de si. Vamos ver o que é que esta jornada vai dar. O Estados Unidos com a Austrália também me parece um jogo importante, um jogo também de acho eu, bola cá, bola lá, tudo pode acontecer, mentalidades diferentes, por isso os jogos hoje são a não perder.
Pedro Henriques, mais logo aqui na Rádio Observador, ainda durante esta tarde há um "Sem Falta especial". Queres fazer um teaser em espécie de balanço da arbitragem nesta competição até agora?
Sim, eu vou fazer isso hoje, nesse especial, onde vou destacar várias coisas. Uma equipa de arbitragem toda feminina, que arbitra pela segunda vez no mundial. Acho que isso é um marco importante. A estreia do João Pinheiro, acho que também isso é importante. As alterações às leis de jogo, que aqui e acolá temos vindo já a verificar. Já tivemos uma reversão do pontapé de lisa para o pontapé de canto, por causa dos tais cinco segundos. Já tivemos em mais que uma situação a reversão dos lançamentos laterais, também por mais de cinco segundos. Tivemos uma que eu vou destacar hoje, que é a questão da troca de identidades, que antes só podia acontecer dentro da própria equipe e agora é extensível ao adversário, um lance que até gerou alguma polêmica por causa do recomeço. Portanto, vou aproveitar um bocadinho para fazer uma análise da semana, porque quando fizemos o primeiro Sem Falta especial foi na sexta-feira, praticamente só tínhamos dois jogos. Aliás, só tínhamos dois jogos e agora já temos aqui uma série de jogos e é um bocadinho disso que vou fazer também para logo. E termino também com uma análise daquilo que eu acho, e ora saindo um bocadinho daqui do contexto da arbitragem. Peço desculpa, e também vou focar a questão de ontem da lesão, porque o árbitro inicialmente mostra cartão amarelo e aparentemente estaria bem, porque a entrada em si parece inteligente, mas eu queria relembrar que a consequência, aquilo que hoje se traduz no uso excessivo de força e que pode pôr em risco a segurança e integridade física, quando a consequência é essa, também entra como fator para o cartão vermelho e daí o árbitro, sem consultar o VAR, é bom que se veja, passou depois de perceber o que é que estava a acontecer, por mostrar o cartão vermelho. Relativamente às seleções e ao jogo jogado, estou expectante, naturalmente. Passou a primeira jornada, há sempre aquilo que sobressai e aquilo que sobressai menos. Portugal, Espanha, Bélgica, Países Baixos e Brasil são cinco seleções que não obtiveram os resultados que aparentemente todas essas seleções queriam e que estávamos à espera por uma certa lógica. E agora é tentar perceber como é que reagem. Sabemos que quatro pontos, à partida, dará para qualquer seleção ficar nos oito melhores terceiros lugares. E portanto, digamos que abre aqui um leque de quase toda a gente, mesmo que não queiram, acabam por ser apurados. Vamos ver o que é que vai acontecer, sobretudo com Portugal, mas Portugal é só na terça-feira e de todos os jogos que tem aqui, jogos fantásticos. Naturalmente, por diversos motivos, eu estou expectante em relação a perceber como é que o Brasil vai reagir, inclusivamente com as mudanças que vão acontecer no 11.
Já lá vou ao Brasil, mas muito rapidamente, Pedro. João Pinheiro esteve bem ontem no Suíça-Bósnia.
Esteve, sim, senhor. E isso é importante porque independentemente das experiências que cada árbitro já tem ao nível internacional, isso conta, temos aqui árbitros já vão no seu terceiro mundial, outros no segundo, isso dá-lhes mais vantagem para depois poder aparecer mais à frente. Estou convencido que com esta prestação altamente positiva, que o João Pinheiro ganhou o lugar de fazer pelo menos mais um jogo. E ontem tem um lance que para mim é relevante e importante, porque só a condição física fantástica que ele tem lhe permite fazer isso, que é perceber que havia uma infração, que era fora e não dentro da área e por ser fora cortava uma clara oportunidade de golo e portanto, automaticamente, e isso tem sempre importância se uma equipa ficar reduzida, o tal cartão vermelho e o livre direto e o cartão vermelho. Esteve bem, do meu ponto de vista. Tem lá um lance que depois é mais técnico, não interessa aqui falar, para já, que vai ser até analisado lá pela FIFA em termos de recomeço, mas isso tem a ver com uma reversão de um lance que aconteceu, lá está, do pontapé de lisa para o pontapé de canto. Mas de qualquer maneira, teve uma arbitragem positiva e segura, e com esta arbitragem está assegurado um segundo jogo.
Gabriel Alves, o que esperar deste Brasil que vai continuar sem Neymar pelo segundo jogo?
Mas Neymar está lá por quê? Neymar está lá porque é preciso estar, não é? Naturalmente.
Por que é que ele está lá?
Eu acho muita piada. Por quê? Porque alguém, e basta ler, alguém. Vamos lendo aí, vamos ouvindo, porque alguém quer que ele lá esteja, não sei quem, não vou entrar por isso. Não sei se é o Ancelotti que quer, porque não se esqueçam que o Ancelotti na primeira convocatória não o convocou. Portanto, não sei. Vamos ver qual é o rendimento que o Neymar pode vir a dar ou se vai jogar, em que circunstâncias. Vamos estar atentos a isso. Portanto, este Brasil tem que ser bastante diverso daquele. A verdade é que o Ancelotti diz que é preciso ter muita atenção ao adversário e não se despreza qualquer que seja o adversário. Eu acho que Ancelotti está correto, como é óbvio.
João Castro, preferes este Brasil-Haiti? É um bocadinho tarde ou mais cedo vais estar ligado no Escócia-Marrocos.
Eu tinha dito que uma das surpresas do mundial ia ser Marrocos e provavelmente também o Japão e portanto vou estar muito atento à seleção de Marrocos e ao Brasil. Eu acho que o Neymar, posso estar enganado, mas eu acho que ele vai ficar fora da convocatória para hoje, porque está em recuperação ainda e eu acho que isso, se calhar, já foi transmitido.
Não viaja sequer. Ele não viajou com a equipa e vai falhar este segundo jogo.
Tem de recuperar muita coisa, não é só da lesão, João.
Claro. E fisicamente ainda não está disponível. Portanto, é normal, mas vamos ver que alterações é que o Brasil vai fazer, sobretudo também no meio-campo e, se calhar, na frente de ataque, e ver como é que reage ao empate. Deixa-me ressalvar aqui o Canadá, porque o Canadá com a vitória praticamente assegura o primeiro lugar e mantém-se a jogar no seu próprio país, o que eu acho que é uma vantagem para a futura fase.
Muito bem, temos de avançar para as nossas notas. Augusto Inácio, quem é o teu campeão de hoje?
Para mim é o México, já assegurou a sua passagem. Claramente quem faz quatro pontos também tem muitas hipóteses de ser apurado, mas queria destacar já dois jogos vitoriosos para o México e nota 17. Eu sei que isto é um tema do Pedro Henriques, mas eu também como português fico orgulhoso de ver, seja quem for, seja árbitro, seja jogador, seja treinador, a singrar e a ter sucesso. E eu fico muito orgulhoso do João Pinheiro ontem ter feito uma boa arbitragem, por isso nota 17. Quero vê-lo mais vezes a apitar outros jogos.
Pedro Henriques, o teu campeão e com que nota?
A minha nota vai para a Penso, a americana que arbitrou e que liderou uma equipa feminina e naturalmente para o João Pinheiro, porque foi a estreia dele no mundial. Com a idade que tem, o futuro só pode ser brilhante, não só neste mundial, mas sobretudo das próximas competições que ele tem por fazer, seja europeia, seja a nível internacional, por seleções. E por isso nota 20 para ambos, por motivos diferentes, mas acho que a arbitragem está de parabéns por esses dois motivos. Em termos internacionais, por esta coragem de ter uma senhora a arbitrar, porque é preciso coragem também para muitas vezes vencer os dogmas, porque qualidade elas têm e, naturalmente, para a equipa liderada por João Pinheiro. Parece que desta vez ninguém está a dizer: "Nós nunca lá estamos". Estamos, e de maneira.
Muito bem. João Castro, o campeão de hoje?
Eu subscrevo a nota para o João Pinheiro e a participação portuguesa na arbitragem, que também é importante. Mas dou nota aqui também o destaque para o Jonathan David, o avançado do Canadá, o hat trick. Sempre que há um hat trick no mundial, acho que nós devemos ressalvar. É sempre um momento marcante na carreira de um jogador e portanto, o avançado do Canadá esteve realmente bastante bem com esse hat trick.
Vamos fechar com o campeão do Gabriel Alves.
Hat trick para Messi, Jonathan David e também para Mbappé, para Haaland, marcaram cada um dois golos, para o Isaki, para o Harry Kane. São goleadores, são matadores, mordem, dão espetáculo. Portanto, para eles, para já, dou 17. Quero dar 18 à Vozinha. Terminada esta primeira volta de Cabo Verde, deu Cabo Verde a conhecer ao mundo. Esta é que é a grande verdade e ele próprio, naturalmente, fez despoletar tantas emoções ao nível planetário. Para a produção africana, quero dar 15, com especial referência para Marrocos, onde dou 15,5 e estou expectante em relação ao jogo dois da Escócia. Espero divertir-me e entreter-me. Quero dar 4 para a deceção ibérica e Brasil. E gostei muito de um grande jogo, que eu acho que foi o melhor daqueles que eu vi, não vi todos, que foi Inglaterra e Croácia. Mas que jogo! E ao senhor Turão. O senhor sabe o que está a fazer.
Está feita a edição desta sexta-feira de "E o Campeão É". Acompanhe também o programa nas edições de fim de semana, nas manhãs 360 e continue com a Rádio Observador.