Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O Sporting goleou nesta jornada quatro do campeonato e afasta os fantasmas com Luís Soares em destaque. O Futebol Clube do Porto vai hoje ao Fontelo jogar frente ao Académico de Viseu, que já tirou pontos ao Benfica esta época. E claro, vamos falar ainda do basquetebol. A seleção nacional fez ontem um brilharete frente à Espanha e está a lutar para chegar ao mundial que acontece já no próximo ano. São temas em destaque nesta edição de "E o Campeão É". Hoje com casa cheia, com a análise do João Pinto, Augusto Inácio, Pedro Henriques e ainda do Luís Pinto Coelho. Sejam todos muito bem-vindos, bom fim de semana. Eu sou o João Costa e Silva e já lá vamos a essa noite gloriosa para o basquetebol português. Primeiro vamos à Primeira Liga e a esta goleada do Sporting, construída na primeira parte frente ao Rio Ave por 4 x 0. Entrada fortíssima dos Leões. Bis de Suárez, que acabou por ser o homem do jogo. Augusto Inácio, muito bom dia. O avançado colombiano destacou a evolução da equipa e disse, passo a citar: "Espero que os adeptos tenham ficado felizes". Estão feitas as pazes com os adeptos do Sporting. A novela que tem sido muito alimentada nestes últimos dias com a questão do empresário também de oferecer o jogador a vários clubes, acaba aqui com aquilo que Suárez fez ontem no jogo e com esta tentativa de reconciliação com os adeptos leoninos.

Bom dia a todos. Diria que o Sporting fez uma excelente exibição em Vila do Conde, principalmente na primeira parte, em que marcou quatro gols e dominou completamente o jogo. E quando ouvi dizer o treinador do Rio Ave, que o Rio Ave tentou dividir o jogo com o Sporting. Pois, tentou dividir o jogo com o Sporting, que o Sporting ia jogar daquela maneira, com uma equipa completamente desorganizada na pressão, em que havia muitos espaços entre a defesa e o meio-campo do Rio Ave e nas entrelinhas, o Flávio Gonçalves pegava ali na bola e escrevia. Marcou um gol assim também num grande passe do Doumbia. Ou seja, as pessoas têm que entender a dimensão onde estão e a forma como encaram cada partida. Foi assim que foi decidido. Deu-se mal, 4 x 0 no intervalo e não foram mais porque não calhou. Diria que o Luís Suárez sobressaiu porque marcou dois gols e a gente já sabe como é a reação dos adeptos. A reação dos adeptos é quando a equipa ganha, essa pessoa que está sob o foco e os holofotes daquilo que pode ser alguma coisa de negativo, depois marca os gols e depois tudo quase, entre aspas, se esquece. Vai-se voltar a lembrar do Suárez pela negativa quando ele começar a jogar mal, o Sporting perder, e vai-se lembrar depois dos problemas que o Suárez provocou no Sporting. Mas é isto, o jogo tem uma história, Suárez brilhou e naturalmente quando é assim, as coisas acalmam um bocadinho mais.

Luís Pinto Coelho, aproveitar à boleia desta questão do Luís Suárez. Há aqui mais destaques, nomeadamente, como falou aqui o Augusto, a questão de Flávio Gonçalves, que é um jogador que está a crescer e faz muito lembrar e traz o açúcar de Pote a este Sporting. Pote que tem estado afastado, como sabemos. Mas esta questão de Suárez, e o Augusto tocava muito bem neste tema, da questão de marcar e se esquecer um bocadinho os problemas. É uma espécie de penso rápido, mas não podemos esquecer aquilo que tem sido falado, ou seja, a questão do empresário estar a oferecer um jogador a outros clubes e esta questão do clima que se vive em Alvalade, de alguma suspeita de que Suárez não está feliz realmente no Sporting.

Olá, bom dia. Sim, em certa medida é, porque enquanto o Sporting ganhar, isso vai um bocadinho pra baixo do tapete. Também é verdade que depois de dia quatro isso vai ser atenuado, porque os jogadores têm que estar com o foco total no clube, que estão, porque aí já não vão poder sair. Embora, sim, eu estou a dizer dia quatro, mas a Arábia Saudita ainda está aberta mais uns dias, por exemplo. Mas eu acho que se percebe que será difícil o Luís Suárez sair. O empresário pode estar a tentar, mas não me parece ser fácil aparecer um clube a dar o dinheiro que o Sporting quer. Também é verdade que se percebe, e basta ver, por exemplo, eu lembro-me do segundo gol, a forma como os jogadores do Sporting praticamente não festejam os gols. E não foi só o Luís Suárez. O Geny a mesma coisa. Há ali qualquer coisa que não está muito bem, porque eu diria, se fosse o quarto ou o quinto gol, ou o sexto gol, ainda consigo perceber. Agora, o primeiro, segundo gol, praticamente não festejam os gols. Brincando um pouco, eu já fui a funerais mais animados. É algo estranho que se passa ali. Agora, para os adeptos do Sporting, se o Sporting for ganhando, lidam bem com isso, obviamente, não há problema nenhum. Mas parece-me que ainda há ali coisas pra resolver. Eu acho que o tempo as vai acabar por resolver por si.

João Pinto, sobre esta vitória do Sporting 4 x 0, números esclarecedores. Rui Borges garantiu no final do jogo que esta goleada não significava que estava tudo bem. Isto é um tipo de discurso adequado ou tendo em conta aquilo que se tem falado nestas últimas semanas, pode levar aqui, e Rui Borges se calhar tem conhecido isso ao longo dos dias, ou seja, coisas que tem dito em conferência de imprensa, à imprensa e flash interviews, que se calhar não devia ter dito. Ou seja, tem de escolher melhor as palavras, tendo em conta a questão que o Sporting vive neste momento e o alegado, mais uma vez falo e volto a frisar, o alegado mal-estar que existe entre Suárez e o Sporting.

Olá, bom dia.

Bom dia.

Sinceramente, o que eu vejo nisto é que no futebol português há uma espécie de batata quente, em que alguém tem que estar mal. Alguém tem que estar mal. Se não é o Porto, é o Benfica, se não é o Benfica, é o Sporting. E neste momento, nenhum dos três grandes está mal. Então temos que arranjar aqui um cenário qualquer em que alguém tem um problema.

Um bode expiatório.

É, há pó num dos gabinetes ou há um dos jogadores que tem caspa. E, portanto, quando eles estão tristes e ganham 4 x 0 De certeza absoluta que os sportinguistas vivem bem com essa tristeza. Se calhar o que está a acontecer é que há ali um grupo de jogadores novos que se conhecem mal, que acabaram de se conhecer, que há ali grupos para formar, egos para pôr no sítio. Isto demora o seu tempo. Acho que o campeonato a sério, a competição a sério começa quando o calendário arrancar com a Liga dos Campeões, com jogos de três em três dias. Depois vamos começar a separar o trigo do joio no campo, a perceber no campo quem é que consegue ter pernas para isto tudo e quem é que não tem. Mas definitivamente aquilo que eu vejo é um Sporting que vai goleando. Não é só ganhando, vai ganhando e goleando, que tem uma estrutura fixa, que já percebeu quem é que joga onde, onde os jogadores começam a entender, onde o Fresneda já é titular, a dupla de centrais já está a estabilizar, os três da frente começam a mostrar sinais de entendimento, o Suárez voltou aos gols. É um Sporting que tem, agora sob a capitania do Maxi Araújo, uma equipa que promete, que pode não ter um lado B assim tão bom ou pelo menos tão visivelmente bom, mas não me parece que haja problemas naquela família.

Pedro Henriques, olhando aqui para os números, sei que és um homem também muito de estatísticas. O Sporting em quatro jogos marca 12 gols, sofre cinco, é certo, mas a máquina goleadora está lá. O João Pinto também tocava nesta questão dos egos. É uma equipa que recebeu muitos jogadores novos, outros saíram. Está ainda a precisar deste tempo inicial para se adaptar a esta nova equipa que se está a formar, na tua opinião?

Esse era o meu ponto seis das seis coisas que eu iria dizer, mas vou já começar por aí. Nós em agosto vimos o Rui Borges, deixem-me ver o título, como é que é? "Dores de crescimento". Em dezembro, vamos ouvir o Rui Borges e outros treinadores a falar em dores de crescimento. Depois em janeiro vem um jogador ou dois para o mercado, lá pra frente estamos a falar em dores de crescimento e vão continuar em abril, maio, no final do campeonato, a dizer que a equipa está a evoluir, está a crescer. Assim nunca mais param. Vão ter quantos metros? Três, quatro metros. É o tipo de discurso que eu acho muito estranho, honestamente. Nós todos na vida estamos sempre a evoluir, pelo menos é esse o propósito, mas é um discurso muito redondo, que nem sempre explica tudo. Coisas que eu gostava de acrescentar e que foi a minha visão em relação ao jogo. O puto. Esse é que está a crescer. É o puto. O Flávio marcou, assistiu, esteve em três dos quatro gols e depois está no papel. O Rui Borges vai lá. Deixem-me ver substituições, como é que eu escrevi isto? Lá vai o Flávio Gonçalves.

Ontem o João Castro, o adepto do Sporting, falou precisamente nisso, que é um jogador que foi insistido e insistido.

O Zalazar joga muito pouquinho. É um excelente jogador, está a jogar muito pouquinho. Fica. Ele vai lá ao papel, o Flávio tem que sair, saca o Flávio. Não tenho muita dificuldade em compreender esse tipo de questões. O Sporting ontem conseguiu algo que era um desafio que o Rui Borges tinha lançado, que era não sofrer gols, e foi na segunda parte. Eu acho que estava mais preocupado exatamente nessa perspectiva. Não é que com 4 x 0 houvesse uma remontada. Não tem nada a ver com 2 x 0, mas foi aquele foco, claramente, que o Sporting tentou estancar, que era não sofrer gols. Eu acho que isso é positivo pelo tanto que os gols estão a fazer ao Sporting, a começar desde logo do Estádio da Amadora. Os números são indesmentíveis. Podemos também falar aqui do Rio Ave. Quando tu tens 14 arremates a seis, mas em termos de arremates enquadrados são sete a zero, como é que uma equipa que não faz um arremate enquadrado pode fazer o que quer que seja? Eu acho que o Rio Ave ia pensar, tem a ver com quem neste momento gere o Rio Ave, numa coisa chamada ADN do clube, porque era importante, e eles melhor do que eu sabem, mas eu sou árbitro desde 1990. Em 93 era fiscal de linha na primeira divisão. Portanto, tenho um pouquinho do cheiro do que é clubes como o Rio Ave.

Árbitro assistente.

Não. Eu estou a dizer bem. 1993. Estás bem. Ainda bem que fizeste essa referência. 1993, fiscal de linha. Ok? 2026, árbitro assistente. Eu em 1993 fui fiscal de linha, que era o termo correto da Lei 6. Agora, não. Agora que se chama árbitro assistente. Termino com este aspecto que é a questão do mercado, que também já foi aqui aflorado. Normalmente a malta para contar assim um pouco de azia e má disposição, toma um Compansan, passo aqui a publicidade. O Compansan do futebol vai ser, ok, também tem alguns mercados que convergem. É dia 4. Esta não alegria do Génico, o Luís detetou aí muito bem, esta não alegria do Suárez, esta não alegria na comissão dos gols é visível. É visível, é claro. Vejam a comparação com os gols que o Porto marcou. Eu sei que o contexto é diferente da semana passada, a maneira como comemoraram, alguns deles até nas costas do árbitro, sentadinhos com o árbitro. Vejam a diferença. É que este Sporting não está feliz, não está alegre. Isto, se calhar, tem muito a ver também com as motivações, com os discursos redondos e com a forma como, se calhar, quem lidera e gere o clube, neste caso, em termos de terreno, o próprio Rui Borges passa. Mas isso eu não estou lá dentro, não sei. Agora, realmente o Sporting ganhou, não sofreu gols, eu acho que isso é o resumo mais relevante e importante, porque o Sporting precisava deste bom resultado defensivo para ver se afasta alguns fantasmas e, como diz o João Pinto, e muito bem, isto vai começar a sério é quando começarem a jogar de três em três dias.

E é já em breve. A vitória sem margem para dúvidas para o Sporting, que segue líder isolado para já, com 10 pontos, à espera do que o Porto vai fazer hoje frente ao Académico de Viseu. Luís, uma equipa que está de volta ao escalão principal, tem dois empates, uma derrota, um desses empates frente ao Benfica. Como é que o Porto tem de abordar este jogo no Fontelo para evitar eventuais surpresas?

Olha, prego a fundo, entrar forte como o Porto tem tentado entrar sempre e ter muita atenção ao Clóvis.

Sim. É um matador, no sentido da palavra.

É um jogador diferenciado, não precisa de muito para fazer gols e este ano já vimos isso até no Estádio da Luz. É um jogador muito perigoso, mas o Porto tem que entrar com intensidade máxima, concentrado, porque era importante chegar à pausa para as seleções com a totalidade dos pontos conquistados e manter-se na frente do campeonato. Mas todos os jogos são perigosos, os adversários já perderam pontos onde não se esperava, por isso o Porto também tem que ter isso em atenção e o próprio Porto já teve um jogo, por exemplo, em casa, que teve muita dificuldade. Concentração máxima, o Porto é favorito, mas é preciso mostrar dentro do campo.

Augusto Inácio, em contraste com este Sporting, o Porto tem seis gols marcados, não é dos melhores ataques até o momento, mas tem zero gols sofridos. É esta a principal qualidade deste futebol clube do Porto, feito à imagem de Farioli?

Sim, mas isto já não é surpresa. O Porto já o ano passado foi assim e este ano está a ser igual. Uma equipa muito lutadora, muito intensa, muito dinâmica, com os jogadores comprometidos cada vez que se perde a bola, pressionar logo, ou então estar todos atrás da linha da bola. Vai jogar contra uma equipa que também gosta de ter a bola, que o Bruno Pinheiro gosta que as suas equipas joguem assim. E o Porto, tal e qual como fez com o Arouca, que também é uma equipa que gosta de ter a bola, mas o Porto não deixou que o Arouca tivesse essa bola. Eu diria que vai ser um Porto, não podemos estar a olhar que vai ser diferente. Não, vai ser aquilo. Só que o Porto com o Arouca conciliou uma outra coisa que estava a ser difícil conciliar, é que jogou um bom futebol. Jogou um futebol mais vertical, um futebol mais perto da baliza, um futebol mais criativo. Eu diria que o Porto está a conjugar as duas coisas, que é quando não tem bola, ser intensa e recuperar a bola rapidamente e depois para ir pro ataque. Enfim, quando tiver espaço, arranca, vai. Quando não tiver, então vai Benare que quase que para o jogo, passa pro Kvior e espera que o melhor aumente o passe. Vai ser um Porto assim. E o Porto costuma entrar muito dinâmico nos inícios da partida. O Porto quer marcar sempre um gol ou dois na primeira parte, para na segunda parte poder gerir. E o Porto é isto: é muito pragmático e sinceramente, o Académico de Viseu veio da segunda divisão, é verdade, mas já criou uma surpresa no Estádio da Luz. É uma equipa que joga bem. E o Porto, certeza absoluta que não vai deixar o Académico de Viseu jogar e vai tentar impor o seu futebol.

E quem já sofreu com essa surpresa que tu falavas, Augusto, foi João Pinto, com esse empate na Luz logo na primeira jornada. João, acreditas que jogando em casa e o público possivelmente vai estar aqui muito a torcer também por esta equipa de Viseu, o Académico.

Sim, é o regresso de um grande ao Fontelo.

Exato. Pode acontecer realmente surpresas ou o Futebol Clube do Porto tem tudo minimamente controlado? Ainda que não estejamos naquela fase em que tu já falaste e referiste que é muito importante, vamos começar a ter jogos de três em três dias e é muito importante neste momento a profundidade do plantel, não é?

Sim, mas o Académico de Viseu tem quase duas equipas. O Académico de Viseu não defende bem. Como equipa, não é defendo, não defende bem, dá muitos espaços, mas depois sabe atacar muito bem. E toda a equipa ataca muito bem. E são especialmente uma equipa, e viu-se isso na Luz, que lida muito bem com o fato de ter espaço nas costas. E o Porto dá muito espaço nas costas. É uma equipa que sai muito bem em transição, os jogadores estão muito bem posicionados pra sair em transição, não se enervaram nada com o Estádio da Luz, se bem que o estádio estava vazio, mas não se enervaram nada com o peso do Benfica, e puseram sempre o Benfica muito em causa, e puseram em causa como ainda mais ninguém pôs desde essa altura. E, portanto, aquilo que vejo no Académico de Viseu é uma equipa que se conseguir ir aguentando e defender bem em bloco, depois na transição pode ferir. Mas o que não pode é chegar aos 20 minutos a perder 2 x 0, aí vai ser tudo muito mais complicado.

Pedro Henriques, vamos ao teu 11. Uma vez que ainda temos de ir aqui ao basquetebol, temos de falar desse resultado histórico.

Certo, vou ser rápido. Sim, vou ser rápido. Acrescentar só uma coisinha, um parêntese. O Bruno Pinheiro. Eu acho que merece aqui o destaque por aquilo que é um treinador diferenciado, na minha perspectiva. Um dia desses falaremos cá melhor sobre as suas características e qualidades. Em relação ao Futebol Clube do Porto, com aqui uma ou duas dúvidas, mas vou arriscar. Diogo Costa, Alberto, Benare, Kvior, Zaidu, Fralow, Páblo Rosário, Габри Веiga, William Gomes, Pepe e André Silva.

Luís, tudo ok?

Sim. Acho que será esse o 11.

Muito bom. Que bom ter-vos em sintonia. Às vezes nem sempre é possível. Emissão especial de desporto para acompanhar este Académico de Viseu e Futebol Clube do Porto, a partir das 17h30. Relato aqui em direto na Rádio Observador e passamos já, antes das notas, para essa vitória histórica de Portugal no basquetebol, na corrida ao mundial, que acontece já no próximo ano. A seleção portuguesa venceu por 95 a 89 em Saragoça, a seleção espanhola. É possivelmente um dos feitos mais marcantes do basquetebol português até à data. Pergunto, João Pinto, se acompanhaste o jogo, como é que viveste isto? Há ainda aqui vários jogos em perspectiva nesta segunda fase de qualificação, mas para já Portugal está num lugar elegível para chegar a essa próxima fase e a esse mundial.

Exatamente. Vi e obrigamos a malta da Feira de Corroios a mudar a televisão pro basquete. Então, na altura estávamos todos a ver basquete em vez de estar a ver o Sporting. Mas sim, foi realmente uma vitória no campo mais difícil do grupo de apuramento. Lembrar que isto é a segunda fase de apuramento e que Portugal trouxe os pontos da primeira fase, portanto entrou nesta fase com nove pontos. Com esta vitória, soma 11, porque as derrotas também contam um ponto. E esta segunda fase começou agora. Vamos jogar agora contra a Geórgia, se não me falha a memória.

Exato, é isso mesmo.

E a Geórgia também tem dois jogadores da NBA e, portanto, não vai ser fácil, mas jogamos em casa.

E também venceu ontem 101 x 74 o Montenegro, uma vantagem aqui também significativa.

E tivemos esse reforço chamado mias. É um reforço simpático da primeira fase de qualificação pra segunda. E, portanto, acho que estivemos muito bem. Nunca deixamos fugir os espanhóis, o resultado. Andamos ali no primeiro, segundo quarter e depois eles ganhavam, nós ganhávamos outro, depois ganharam eles outra vez e nós no quarto quarter fomos para a frente, correram muito, acertaram nos triplos, triplos quase do Barreiro, aquilo se caía tudo. E a verdade é que ganhamos, ganhamos com surpresa, sim, mas com muito mérito e foi uma excelente vitória. Ganhar é ótimo, ganhar à Espanha, fabuloso, ganhar à Espanha, em Espanha, olé.

Ainda melhor. Luís, alguma nota especial para esta vitória de Portugal histórica frente à Espanha, como dizia aqui o João Pinto?

Sim, esta equipa tem progredido imenso. Já no último Europeu mostrou isso, mas agora é ganhar segunda-feira. Eu já não conseguia arranjar bilhetes há cinco, seis dias. Já há seis dias tentei arranjar bilhetes, porque o jogo vai ser aqui em Matosinhos, mas já não há bilhetes há bastante tempo. E era muito importante ganhar à Geórgia, porque na próxima paragem das seleções já não vamos poder contar com o Nuno Mias, nem com o Rúben Paraí. E faz bastante diferença, embora o coletivo seja forte em Portugal e estamos com uma seleção muito consistente, ganhar estes dois jogos nesta paragem era fundamental e acredito que com o pavilhão cheio, a equipa motivada, vamos ganhar à Geórgia.

Nós tínhamos mais temas aqui para falar, nomeadamente do mercado. Vamos deixar isso para amanhã. Vamos avançar para as notas, mas deixo tempo para o Augusto e também para o Pedro. Se quiserem deixar aqui uma nota especial à seleção nacional de basquetebol, estejam à vontade. Augusto, começo por ti.

Olha, eu tenho quatro notas 17 e vou começar pelo basquete. Eu não vi o jogo de Portugal com a Espanha, mas compreendo que o João Pinto não tivesse visto o jogo do Sporting. De qualquer maneira, eu acho que é uma grande vitória, já foi tudo dito pelo Luís e pelo João, e por isso nota 17. Queria dar também nota 17 para o Cristiano Ronaldo. Marcou o gol da vitória ao Al-Ta'ee num 2 a 1. É o melhor marcador do Al-Nassr da sua história, 104 gols, e faltam 22 gols para os mil que ele tanto deseja. Também para o Sporting, nota 17, pela grande vitória, pela história que marcou dois gols, e também nota 17 para o Milan. Gonçalo Ramos marcou um grande gol num jogo complicado com o Venezia, difícil, e que ele desbloqueou e o Milan ganhou 0 a 0. Rúben Amorim está em grande. Dois jogos, duas vitórias. Grande Gonçalo Ramos.

E Gonçalo Ramos levou para casa esse prêmio de homem do jogo. Pedro Henriques.

Basquetebol, nota 17, duas orelhas e um rabo. Olé, olé! Para aquilo que foi o furacão Gonçalo Ramos, que realmente está em grande forma. Vamos lá ver se ele leva isso para a seleção. Bem vamos precisar. Nota 17 também. Nota 17 para a magia do Vitinha. É só perceber como é que o Paris Saint-Germain conseguiu dar a volta à coisa. Vitinha com muito mérito e, obviamente, para o great, the best, já falta pouquinho, Cristiano Ronaldo, nota 20, mais um golinho.

Faltam 22, como dizia há pouco aqui o Augusto. João Pinto, vamos às tuas notas.

Já agora, rapidinho, o Cristiano Ronaldo não vai parar nos mil, não sei se sabem isso. Escrevam isso que eu vou dizer agora, o Cristiano Ronaldo vai parar nos 1007. Depois percebem que isso vai ser muito marketing em volta.

Pedro, nós já escrevemos tanta coisa por causa do Cristiano.

Não, escreve.

Era os mil gols do mundial. Já não tem papel, Pedro. Já não temos papel.

1007. Aliás, 90% das coisas que eu digo é certo. Depois há uns 10% que eu marmo, como é óbvio.

Eu lembro-me aqui de uma promessa do ano passado, já não sei muito bem como é que isso ficou, que envolvia umas bifanas, uns pastéis, já nem sei. Acho que foi com o Luís Pinto Coelho.

Tem que ser em estúdio com toda a gente, a malta nunca mais se encontrou. Vamos lá agora.

Temos de organizar isso.

O problema é logística.

João Pinto.

Nota 15 para o Sporting, que arranca uma excelente vitória fora. Nota 20 para Portugal com esta vitória histórica para a seleção de basquete em Espanha. E depois, nota 8 para esta questão da imprensa desportiva portuguesa, que insiste em que tem que haver uma crise, tem que haver alguém em crise. Deixem as pessoas ser felizes.

Agora até se analisa fotos de aniversários, não sei se tiveram a par disso.

E as malas e o número de malas que chegam. Malta, tenham calma.

Luís, fechamos contigo e com as tuas notas.

Olha, 20 para Portugal, obviamente, uma grande vitória. 17 para o Flávio Gonçalves. Acho que o miúdo é muito talentoso e está a jogar mesmo muito. E depois um oito, aqui vai ser a questão do Académico de Viseu, mas não é caso único. A Rádio Observador só teve direito a uma credencial para o jogo de hoje. Não vou conseguir estar no estádio, vou ter que fazer à distância. E acho que era algo que a liga, a federação, os clubes têm que pensar. O futebol português para crescer, os estádios têm que ter condições. E mesmo os estádios do Euro 2004, alguns já estão com muitos problemas e há outros que não têm. E na outra se viu, um estádio com uma bancada apenas, o Académico de Viseu só consegue dar uma credencial para nós e para as outras rádios e para a outra imprensa, imagino que também. Por isso é algo que Portugal tem que melhorar, senão não saímos disto.

Ficamos por aqui nesta edição de "O Campeão É". Como dizia muito bem o Luís Pinto Coelho, mais logo, a partir das 17h30, emissão especial para acompanhar o Académico de Viseu Futebol Clube do Porto. Luís Pinto Coelho, Augusto Inácio, João Pinto e Pedro Henriques, que estiveram nesta edição de sábado de "E o Campeão É".