Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Estaremos a falhar ao país.
O número de casos reportado a nível nacional é o número do qual nós temos conhecimento?
A informação que nos chegou é que haveria umas festas e que haveria algum prêmio, digamos assim, pro primeiro a testar positivo.
Não se vê ainda uma luz ao fundo do túnel.
Eu estou muito bem, estou até à vontade de dar uma caminhada por aqui. Não vou fazê-la, por recomendação médica, mas eu estou muito bem.
Os números falarão por si e vão ser evidentes também nos nossos velhos aliados britânicos.
A vida em Portugal e no mundo depois do confinamento, os avanços científicos, as mudanças no nosso dia a dia e os sinais dos protagonistas. A luz ao fundo do túnel. Com Miguel Cordeiro, todas as quintas-feiras às 11h30, na Rádio Observador e sempre em podcast. 11h34min. A seguir, na Rádio Observador: Jogo de Cabeça. Bom dia, bem-vindos a mais uma edição do Jogo de Cabeça. Esta semana em que o campeonato pode ficar decidido com o jogo do Futebol Clube do Porto e do Sporting, ou já hoje, em caso de falhanço do Benfica frente ao Vitória de Guimarães. Por isso os assuntos vão ficando cada vez mais interessantes e para nos ajudar a olhar para a parte mental do desporto, contamos, como é hábito, com o professor Jorge Silvério, doutorado em Psicologia do Desporto, colabora com várias federações desportivas, integra também a Equipa Técnica Nacional de Futsal, que entre várias conquistas nos deu também o Campeonato Europeu em 2018. Mais uma vez, bom dia professor, bem-vindo.
Bom dia, Miguel e bom dia, ouvintes.
E como estava a dizer, esta semana são vários os assuntos de interesse, isto porque a entrega do título está cada vez mais perto e por isso vamos começar esta semana pelo ponto principal, pelo relevado. E esta semana a hipótese do Sporting entregar o título ao Futebol Clube do Porto, caso não consiga ganhar amanhã no Dragão, é um assunto que mexe certamente com a cabeça dos jogadores, tal como reconheceu o técnico dos Leões, Rúben Amorim.
Já é campeão neste momento, porque quer que os jogadores do Sporting, principalmente os mais novos, sintam essa pressão. Eu acho que é um jogo onde vamos jogar sempre pra ganhar, como fazemos sempre, mas vamos ficar sempre a ganhar. Se o Porto for campeão, os jogadores do Sporting devem sentir que é a festa do Porto e devem sentir essa dor. Portanto, eu acho que é um jogo que nós só poderemos ficar a ganhar. Os jogadores vão crescer de qualquer maneira, perder, ganhar, mas o nosso objetivo é sempre ganhar. Sabendo que um rival histórico do Sporting pode fazer a festa conosco em campo. Portanto, eu acho que isso é importante pros miúdos perceberem e acho que eles têm que ter brio profissional e vão ter.
Jorge Silvério, Rúben Amorim fala aqui nesta dor, nos jogadores sentirem esta dor de ver uma equipe adversária ganhar. No que isto os pode ajudar neste processo de crescimento, sobretudo aos mais jovens?
Estas declarações do Rúben Amorim são muito interessantes por vários motivos. Primeiro, por causa exatamente dessa referência à dor. E a dor, é a dor de ver um adversário direto a conseguir um objetivo e os jogadores do Sporting, obviamente, a não conseguirem. Portanto, o enfoque é precisamente aí. E depois, simultaneamente com essa afirmação, o Rúben não deixa de dizer que o objetivo no Sporting é ganhar todos os jogos. E uma especial referência aos jovens. Nós já tínhamos aqui falado um pouco sobre isto, esta capacitação que o Rúben está a tentar fazer dos jovens jogadores, no sentido de lhes dar a oportunidade de jogar estes jogos, pra eles se irem habituando a esta pressão, pra irem jogando com os principais adversários e pra perceberem exatamente ao olhar pra um adversário que pode atingir um objetivo, pra também haver esse brio e essa vontade de nós também queremos este objetivo, que o Sporting também é capaz de o atingir. Portanto, muito interessante estas declarações do Rúben Amorim.
E aqui também sem problemas em admitir que ver um adversário ganhar é algo doloroso pra quem está do outro lado. Eu perguntava se o fato do Rúben Amorim também ter sido jogador de um grande, neste caso do Benfica, e ter passado por momentos destes, se é uma mais-valia num momento como aquele que o Sporting vai viver amanhã, por essa experiência que ele tem.
É, claramente. Nós temos reparado que nas afirmações públicas do Rúben, naquilo que ele foi enquanto jogador, naquilo que ele tenta demonstrar, há aqui, de facto, um grau elevado pra já de observação e de capacidade de refletir sobre aquilo que vai acontecendo, mas também de inteligência emocional, de saber exatamente o que dizer nas alturas certas. Claro que como todos, e ele está numa fase ainda inicial da sua carreira, vai haver alturas em que as coisas não vão correr tão bem. Ele próprio já disse isso, já foi preparando pra quando perder, mas de facto, estas intenções têm sempre um propósito. E esta referência à dor, que não é uma coisa muito comum, não é um fator que se fala muito, mas que de facto existe. No fundo, é olhar pro nosso adversário, sabendo que nós também queremos um dia chegar ali. E o objetivo também é ser campeão. Essa experiência que ele teve enquanto jogador e essa capacidade de análise, permitem-lhe depois, no dia a dia, conseguir ter esse tipo de expressões e esse tipo de análise, que o põe mais perto de conseguir alcançar os objetivos.
E a falar também de uma forma muito franca. Estava a referir isso da dor, que é até uma linguagem pouco utilizada, pouco vista no futebol português.
É isso. E é sempre bom quando aparecem pessoas que são capazes de transmitir e de falar sobre isto e sobre o futebol, que não é um bicho de sete cabeças, de uma forma tão simples, e sobre o desporto. Porque nos põe a pensar, porque muitas das pessoas obviamente não estão habituadas a ter este tipo de vivência. E também começam a pensar um pouco que, de fato, é uma dor. Porque nós tínhamos um objetivo que não fomos capazes de atingir e um dos nossos adversários diretos vai consegui-lo. Portanto, obviamente que isso causa uma dor, mas ao mesmo tempo, não deixa de ser o espicaçar dos jogadores para ver se evitam essa dor, pelo menos com eles em campo. Exatamente, é isso mesmo.
O Rúben Amorim também tem referido ao longo desta retoma que estes jogadores já estão habituados a ganhar ao longo do processo de formação, porque muitos têm também vários anos de Sporting e estão habituados a ganhar títulos, mas na formação. Ainda assim é diferente a pressão de jogar no nível sênior, mas eu perguntava-lhe se esse passado pode ser também útil num jogo como o de amanhã. O fato de já estarem habituados a isso, ao ganhar títulos nacionais ou, por vezes, até a perderem para adversários diretos.
Exatamente. É muito importante. E seguramente que esses jogadores tiveram jogos com o Porto, com o Benfica, já ao nível dos escalões de formação, terão ganho alguns, terão perdido outros. E esse capital, digamos assim, de experiência prepara-os para estes jogos. Claro que a dimensão é diferente, já aqui falamos sobre isso, e eu acho que o Sporting e estes jovens atletas, também noutros clubes, têm beneficiado do fato de não haver a questão da pressão dos espectadores, que muitas vezes com algum tipo de reações pode dificultar a adaptação dos jovens jogadores, nessa transição para o futebol profissional. Mas não deixa de ser extremamente importante. Seguramente que o Rúben falará disto antes dos jogadores ou terá falado durante a semana para os preparar para este jogo. Seguramente, muitos de vocês já ganharam ao Porto, portanto, este é mais um jogo em que também isso pode acontecer. Portanto, essa experiência prévia seguramente que foi capitalizada nestes dias pelo Rúben e pela sua equipe técnica.
A utilizar o passado positivo em prol do jogo de amanhã. Eu perguntava-lhe, porque falei também da questão do público novamente, se o fato de amanhã não haver público acaba até por amenizar essa dor, em caso de vitória do Porto, porque os jogadores do Sporting não vão ter que lidar com a festa dos adeptos.
Exatamente. Esse é um fator que de fato não vai estar presente e, portanto, ajuda um pouco a lidar com essa dor. Embora aquilo que se vai passar, os jogadores estão muito concentrados naquilo que é as vivências deles, naquilo que se vai passar em campo e, portanto, já estariam um pouco preparados para isso. Mas claro que o fato de haver adeptos iria amplificar o festejo de um eventual título, se isso de fato acontecer.
Está concluído este primeiro segmento. Vamos agora seguir do relvado para o gabinete. E no gabinete falamos de um dos assuntos da jornada anterior, está relacionado com o Futebol Clube do Porto e com o jogador Marega, que mostrou algum descontentamento por não ter sido chamado a bater uma grande penalidade. Sérgio Conceição optou por Fábio Vieira. Marega mostrou esse descontentamento publicamente e no final da partida, o treinador dos Dragões acabou por falar sobre essa situação.
Em relação ao Marega, está tudo resolvido. Não há caso, não há questão. Houve um mal-entendido antes da marcação do penalti. Entretanto, já tive a oportunidade de estar com o grupo no balneário e está resolvido. Não há questão, não há problema.
Já conheces o nome?
Conheço todos que estão no balneário.
Sérgio Conceição aqui até a arrematar com esta do "já os conheço a todos", como quem diz que já conhece bem o feitio de cada um. Eu perguntava-lhe se este é um problema entre jogador e treinador ou se é importante passar uma mensagem para o grupo no caso de uma situação destas.
Claramente, esta afirmação do Sérgio também é muito interessante, porque quando as pessoas estariam à espera dele falar do individual. O que aconteceu com o Marega? Estariam à espera: "Ah, eu já falei com ele." Reparem que ele diz: "Eu já falei com eles no balneário", ou seja, já falei com o grupo. E depois ainda arremata com isso que o Miguel sublinhou, que os conhece muito bem. Portanto, por um lado, é importante conhecer os jogadores para saber exatamente como é que eles vão reagir e que tipo de decisão é que o líder deve tomar. E, por outro lado, o grupo deve estar acima de tudo. E o Sérgio, de fato, enfatiza isso. "Eu falei com eles no balneário", ele não diz "eu falei com o Marega individualmente". Portanto, aqui a questão do grupo claramente assumida como fator primordial e é assim que se formam as grandes equipes.
Nestes casos, há aqui uma necessidade de se enfim, não há soluções pré-definidas para isso, tem que ser analisado caso a caso, mas é importante implementar um castigo ou a situação pode ficar resolvida com uma conversa? Ou é importante essa mão pesada?
Não, o Miguel falou aí numa coisa extremamente importante, que é a questão do caso a caso. E nós tivemos já este ano exemplos de outros casos no Porto que foram resolvidos de outra maneira. Portanto, isto tem que ser avaliado caso a caso. Provavelmente, aqui o que terá acontecido foi, todos nós vamos percebendo como é que o Marega funciona. E o tipo de reações que ele normalmente tem. Mas depois, pelo menos por aquilo que foi tornado público, ele terá logo imediatamente no balneário pedido desculpa a toda a gente. E, portanto, o que tem que haver é os jogadores percecionarem aquilo que acontece como havendo equidade, mas equidade não quer dizer que sejam todos tratados da mesma forma, porque eles são diferentes. E portanto, diferentes casos têm diferentes resoluções. Sendo que o objetivo fundamental aqui é privilegiar o grupo, e esse valor deve ser o fundamental.
Falou de outros casos ao longo da época. Por exemplo, um que esteve também em destaque foi o da festa de aniversário do Matheus Uribe, com o Sérgio Conceição a castigar quatro jogadores do chamado grupo dos sul-americanos. Três deles eram habituais titulares. Eu perguntava-lhe se com atitudes destas é que se cria esta questão da mística Porto, que é uma marca também de Sérgio Conceição. Isto porque não só com este caso este ano, mas estou a me lembrar, por exemplo, de Casillas, que também chegou a ser afastado por Sérgio Conceição. E afastar um nome como Casillas não é propriamente a coisa mais fácil para um treinador.
Exatamente. E de facto é assim que se constrói a mística das equipes. Neste caso, o Sérgio Conceição também tem essa experiência de ter estado no Porto em outras alturas enquanto jogador e, portanto, também de alguma forma ter a responsabilidade de assumir essa mística. É assim. Sempre que há infração, seja quem for, seja o Casillas, seja um júnior acabado de chegar à equipe, há regras que não se podem ultrapassar. E lá está, aqui friso novamente a questão da equipe. Porque fazer parte de uma equipe implica prescindir muitas vezes daquilo que são os objetivos individuais em prol do objetivo do grupo. E se os liderados percebem que não há diferenças, lá está a tal equidade que falámos há bocado, isso é extremamente importante para ir se cimentando esse espírito de grupo. E de facto, com o Sérgio Conceição, temos observado isso não só no Porto, mas em outras equipes em que ele já esteve, temos observado que esse é um dos fatores que ele privilegia. E quando a gente olha para o sucesso, se calhar esse é um dos ingredientes, que é importante também na obtenção de sucesso.
E cimenta também um pouco a imagem de liderança do treinador. Que os jogadores já sabem com o que é que contam, ou seja, que podem contar ou com mão pesada, que o treinador não terá problemas em implementar essa mão pesada, mas que também os sabe interpretar a cada um.
É isso. E portanto, esta questão do conhecer os jogadores é extremamente importante. E daí chegamos à questão da equipe técnica multidisciplinar, obviamente incluindo profissionais da área da psicologia, porque o treinador hoje em dia tem tanta coisa para fazer, que não consegue ter esse conhecimento tão individualizado dos jogadores, porque não tem tempo para isso. Mas tendo uma equipe técnica multidisciplinar, consegue ter essas informações e portanto, depois decidir qual a melhor estratégia em cada momento.
Vão-lhe chegando vários dados para que depois possa tomar a decisão final. Vamos agora do gabinete para um local novo, vamos estrear aqui, é no hotel. E por que eu chamei no hotel? Isto porque falo do Santa Clara, foi uma situação que já aqui abordamos, mas que agora o treinador do Santa Clara, João Henriques, referiu também em maior destaque sobre as dificuldades. O Santa Clara está sediado na Cidade do Futebol, numa unidade hoteleira perto da Cidade do Futebol, está a fazer todos os jogos no continente e o treinador da equipe falou desta dificuldade que é estar há dois meses longe das famílias.
É uma situação, se calhar, de um caso de estudo para futuro, como é que nós conseguimos superar dois meses de estágio e de confinamento, basicamente, que toda a gente sabe, aqui os que estão presentes, mas nomeadamente os treinadores e jogadores e quem está à volta do mundo do futebol, sabe e é conhecedor de que estágios de um fim de semana já é difícil. Estágios de uma semana, duas semanas, é complicadíssimo. Tudo o que supera as três, quatro semanas é o limite dos limites daquilo que é a capacidade também de responder adequadamente a esta forma competitiva diferente e que esta pandemia nos trouxe também vários desafios e este foi mais um para nós, que soubemos estar à altura porque atempadamente fizemos os pontos que precisávamos.
João Henriques a detalhar as dificuldades, a referir-se a esta questão dos estágios de fim de semana, estágio de uma semana este, que é tão longo. Como é que se mentaliza grupo para um estágio destes? Porque, deduzo eu, é diferente de uma fase final. Nas fases finais, os jogadores vão mentalizados para aquele mês, mas aqui a situação é totalmente diferente.
É, e o João Henriques até a salientar que pode ser um caso de estudo, e eu acho que sim. Normalmente os estágios, claro, que mais uma vez, cada caso é um caso. Mas a grande maioria dos jogadores normalmente já não gosta muito de estágios. Então quando são estágios mais prolongados, ainda menos. Porque ficam privados da sua rotina habitual, de estarem com a família, com os amigos, enfim. E portanto já não é muito agradável ou atrativo para os jogadores a questão dos estágios. E depois há treinadores que vão lidando com isso de forma diferente e que vão percebendo como é que o grupo funciona também, se há estágios só quando se joga fora, se há estágios só quando se joga em casa. Aqui temos um caso muito específico. Temos um estágio de dois meses completamente deslocados daquilo que é a zona geográfica habitual. Ainda por cima a seguir a tudo aquilo que aconteceu com a pandemia e com o confinamento, os jogadores já estiveram também em circunstâncias muito diferentes. Portanto, isto claramente do ponto de vista psicológico, pode trazer aqui uma série de consequências. Eu creio que ajudou um pouco, e aliás, o João Henriques também faz referência a isso, a situação da tabela em termos pontuais do Santa Clara.
De resolverem logo no início desta fase para agora poderem estar mais livres.
Exatamente. Portanto, isso ajudou. E claramente, o Miguel também fala aí numa coisa. Eu já vivenciei, nós quando fomos jogar o Mundial de futsal lá Colômbia, estivemos praticamente dois meses também juntos. Mas lá está, com algumas folgas pelo meio para os jogadores enquanto estavam em Portugal para estarem com a família. E aqui só existiu há muito pouco tempo essa folga. Portanto, toda esta fadiga mais mental, digamos assim, de estarem esoados, de estar 24 horas sobre 24 horas, sempre com as mesmas pessoas Traz um conjunto de problemas ou pode trazer um conjunto de problemas, de conflitos, que é importante o grupo estar alerta, porque se estiver alerta que isso tem uma forte probabilidade de acontecer, depois já está preparado para os enfrentar. Seguramente que a liderança da equipe, o treinador e a sua equipe técnica pensaram nisso e anteciparam estes problemas.
Falou dessa questão das folgas, eu ia lhe perguntar isso mesmo, que tipo de medidas é que podem ir sendo implementadas para aliviar esta pressão às folgas. Lembro-me que, por exemplo, Fernando Santos, agora por ocasião dos quatro anos do Euro, falou nas sardinhadas que chegaram a organizar em França durante o estágio. São pequenas coisas que remetem para as origens que podem ajudar a aliviar esta pressão?
É mesmo isso, Miguel. Às vezes são pequenas, entre aspas, grandes coisas. Como uma sardinhada, como uma atividade diferente que se pode fazer em grupo, que não seja só o treinar, porque isso permite quebrar a rotina, basta e fazer com que a tal fadiga mental que se possa acumular seja reduzida.
Ou seja, às vezes nem é preciso aquela coisa de ir dormir à casa, basta ter ali umas tardes, um momento diferente, não é?
Exatamente, é isso mesmo. Uma quebra naquilo que é a rotina, muitas das vezes já é suficiente para aliviar esta pressão que existe pelo fato de estarmos todos reunidos durante muito tempo, obviamente, em busca de um determinado objetivo. E aqui a questão do objetivo também é importante. Seguramente, que o grupo reuniu, seguramente que o grupo falou sobre isto, falou sobre os objetivos que tinham para estes dois meses em que iam estar no continente a jogar, e seguramente que os objetivos que foram definidos também ajudaram o grupo a enfrentar estes dois meses.
Era isso que lhe ia perguntar para terminar. É importante esta questão ter sido discutida com o grupo previamente. Isto porque, numa fase final, os jogadores já sabem que vão ter que cumprir esse período longe. Aqui é importante isso ter sido falado antes, até para os jogadores se irem mentalizando para esta possibilidade.
É, claramente. Obviamente, sob a liderança da equipe técnica, neste caso dos dirigentes, porque foram eles que tomaram esta decisão, que é extremamente importante em termos estratégicos, em termos de clube, até em termos da região que representa. Mas também é importante que o grupo se sinta comprometido e, portanto, seguramente que isto foi falado e foi discutido e foi provavelmente até antecipado o tipo de problemas que poderiam acontecer e como é que eles poderiam ser resolvidos. Não tenho a mínima dúvida que isso terá acontecido.
Jorge Silvério, obrigado. Está concluída mais uma edição do Jogo de Cabeça. Voltamos na próxima terça-feira. Vamos ver se já com o campeão nacional decidido ou não. Vão ser 48 horas interessantes. Temos encontro marcado. Próxima terça-feira. Obrigado.
Uma boa semana, obrigado.
Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto