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Vamos dar o tiro de partida para a terceira edição deste Jogo de Cabeça, quando já se jogaram duas jornadas do campeonato e se vai começando a perceber as dinâmicas das equipes e as dificuldades de uns e de outros. Conosco, como é hábito, está o professor Jorge Silvério, é doutorado em Psicologia do Esporte, colabora com várias federações esportivas e integra a equipe técnica nacional de futsal, que conquistou, entre outros, o Campeonato Europeu em 2018. Boa tarde, professor, bem-vindo novamente.

Boa tarde, Miguel.

E esta semana, à semelhança da anterior, vamos começar a montar o nosso puzzle pelo gabinete. Professor, o Benfica é um dos clubes a maiores dificuldades neste regresso. Soma uma vitória nos últimos 10 jogos, ainda não ganhou desde o regresso do campeonato, é o único dos três grandes a não ter conseguido ainda somar três pontos. Já tivemos também este episódio do ataque ao autocarro, agora é a contestação que vai crescendo contra o treinador Bruno Lage, apesar de, aparentemente, estar tudo tranquilo.

Vai ser um campeonato, olhando agora para estas 10 jornadas, onde muitas situações dessas, acredito, e por aquilo que tem acontecido nos outros campeonatos, vão eventualmente surgir, mas sem olhar para isso, é olhar para aquilo que temos que fazer. Temos que vencer, temos que fazer sempre mais e melhor, e hoje era fazer mais e melhor durante 90 minutos.

Pegando nas suas palavras no final do jogo com o Tondela, ainda sente que é a solução para dar a volta?

Hoje até vocês tiveram a oportunidade de ver a conversa. Foi a oportunidade de ver o mar, falar com o presidente. Está tudo tranquilo, não há problema nenhum. Por isso, boa noite.

Ver o mar, tudo tranquilo. Professor Jorge Silvério, eu perguntava se este trabalho mental tem que continuar a ser feito apenas sobre os jogadores, que também não estão numa boa fase, ou se o treinador começa a precisar de sentir algum apoio da estrutura para confiar no seu próprio trabalho e poder ser o dinamizador da equipa.

Essa é uma excelente pergunta. Eu normalmente costumo dizer, até porque tenho trabalhado também com alguns treinadores de futebol, que o treinador é o elemento que fica mais sozinho em toda a estrutura. E aqui é importante que as pessoas entendam e percebam que quanto melhor a estrutura apoiar, quanto melhor for esse apoio sentido pelo treinador, os objetivos de toda a estrutura estarem em sintonia, pode parecer estranho, mas isso acaba por se refletir muito nos resultados dentro do campo. Ou seja, tudo aquilo que rodeia a equipa, em termos de rendimento esportivo, é importante, não só aquilo que se passa no campo nos 90 minutos ou nos 90 e qualquer coisa minutos, mas o peso da estrutura, começa-se a falar nisso, e eu tenho notado da prática e também, obviamente, da teoria, mas sobretudo da minha experiência prática, que o peso da estrutura é extremamente importante e neste momento creio que isso será fundamental para o Benfica regressar aos bons resultados. Enfim, temos visto alguma mudança de estratégia. Para este jogo já não vai haver aquela concentração que houve no Seixal, em que os jogadores ficaram durante algum tempo em estágio. Desta vez estão com a família e, portanto, há aqui a tentativa de perceber e de tentar dar mais conforto aos jogadores e perceber exatamente o que é que pode funcionar. Mas todos estes fatores só resultam se, de facto, a estrutura for forte e houver esse apoio de todos para se conseguirem os resultados esportivos.

E pode caber também à equipe de apoio psicológico do plantel principal mostrar aos jogadores que é preciso continuar a confiar em si próprios e também nas ideias do treinador, apesar desta falta de apoio mediático. Bruno Lage vai sendo criticado, mas é preciso mostrar aos jogadores que é preciso continuar a confiar no treinador.

É extremamente importante nesta fase, eu diria sempre, mas dadas as circunstâncias que estamos a viver, fruto também do que se passou da pandemia, é muito importante que a equipe de apoio psicológico funcione no sentido de transmitir essa confiança aos jogadores e perceber exatamente junto de cada um o que está a causar essa falta de confiança. E relembrar, sobretudo, que a grande maioria destes jogadores são jogadores que no ano passado, com este treinador, foram campeões. Portanto, às vezes é importante nós relembrarmos estes momentos para alicerçarmos a confiança e partirmos para novos desafios, neste caso, para o que falta do campeonato, com uma dose de confiança acrescida. Portanto, trabalho extra, digamos assim, para a equipe de psicólogos que trabalha com o plantel sênior do Benfica.

O Benfica que joga esta quarta-feira frente ao Rio Ave, é um jogo que muitos apontam como decisivo. Fechamos a porta do gabinete para irmos até àquele que é o palco principal, o relvado. Jorge Silvério, e aqui vou pegar num assunto que tem sido uma constante desde este início do Jogo de Cabeça, mas que continua a gerar dúvidas em todos, até mesmo naqueles que já deviam ter interpretado melhor, que são os treinadores. Os jogos sem público estão mesmo a provocar uma mudança em todas as equipes. É perceptível que todas estão a ter dificuldade em jogar bom futebol. E, por exemplo, o técnico do Futebol Clube do Porto, Sérgio Conceição, diz mesmo que não tem problemas em admitir que está a ter, neste momento, mais dificuldades do que aquilo que tinha previsto no início desta fase.

E devo confessar que não pensei que fosse assim tão acentuada esta ausência, ou se fizesse sentir tanto esta ausência dos adeptos. E depois desta retoma, alguns erros, algumas falhas, algumas falhas de concentração, estou a dizer, que têm acontecido mais vezes. Deve ser essa também a razão. Essa razão, associada também a esta ausência prolongada de competição. Não podemos esquecer que foram praticamente três meses ou perto disso. E nós normalmente quando vamos de férias, vamos de férias um mês e meio, e depois temos cinco ou seis semanas para preparar aquilo que é o início do campeonato.

Aqui Sérgio Conceição a admitir que há mais erros do que o normal. Eu perguntava-lhe se esta falta de público pode mesmo ajudar a uma descida da concentração dos jogadores, por existir essa menor exigência por parte dos adeptos.

Não podemos centrar só nisso. Há aqui, de facto, um conjunto enorme de variáveis. Aliás, nós no início, quando projetamos aquilo que poderia acontecer, falamos sobre isso. Há aqui um conjunto de variáveis diferentes. Vai ser preciso alguma fase de adaptação no início. É óbvio que a questão do público também acaba por ser importante. E temos estado a assistir, sobretudo, alguns erros que têm havido, são devido a tudo isto. Ou seja, os tais três meses que falava o Sérgio Conceição quase sem treinar ou a treinar de uma forma diferente. Todos os cuidados que é preciso ter e também, obviamente, a falta de público. Muitos dos jogadores, naquilo que é a sua preparação mental para os jogos, usam aquilo que é o público, os fatores do público, sejam os assobios, sejam os aplausos, enfim, todo aquele barulho e toda aquela envolvência que normalmente existe quando há adeptos para se prepararem para o jogo e neste momento não estão a ter isso. E fazia sentido que logo no início, sabendo que isto ia ser um fator diferente, as várias equipes técnicas dos clubes preparassem os jogadores para isto e os próprios jogadores se preparassem. Aquilo que estamos a ver é que, de facto, parece que essa preparação não terá sido a mais adequada, porque têm existido esses erros. É óbvio que não tem só a ver com isto, mas isto parece-me ser também um fator importante. Creio eu que à medida que os jogos forem decorrendo, vai existindo essa tal habituação e iremos assistir, naturalmente, a uma diminuição também dos erros e aos jogadores serem capazes de se adaptar. Nós já referimos também aqui que o ser humano tem uma capacidade de adaptação enorme, felizmente. E, portanto, à medida que os jogos forem decorrendo, essa adaptação vai se dando e os erros vão diminuindo e o rendimento desportivo vai seguramente aumentar.

E esta questão das férias pode também interferir aqui nisto, porque muda-se uma rotina que era, se calhar, a mais regular, que era o período de férias dos jogadores. Aqui foram férias forçadas e agora o período de descanso também foi adiado, porque é preciso terminar as competições. Isso também pode baralhar um pouco as ideias aos atletas?

Pode, lá está, tudo aquilo que é diferente. Foram umas férias diferentes, se é que se pode chamar férias, embora alguns clubes tenham mesmo deixado os jogadores irem de férias, mas foram férias numas circunstâncias muito diferentes, em que não houve aquele desligar completo, porque havia a incerteza em relação ao que iria acontecer, se iria retomar o campeonato, ou não. Portanto, houve aqui um conjunto, de facto, de fatores muito diferentes e todos eles explicam um pouco esta diferença em termos de rendimento desportivo a que estamos a assistir e que, penso eu, é generalizado por aquilo que estamos a ver em todas as equipes.

Há ainda aqui um outro caso sobre estas dificuldades de jogar com ou sem público, que é o do Sporting, que na altura da paragem do campeonato enfrentava várias críticas, mas agora o técnico dos Leões diz que mesmo assim prefere um estádio com público, ainda que ele seja do contra.

Ao que se está a passar, eu não faço ideia, nem acho que é redutor também dizer que é apenas a falta de adeptos. Vamos jogar em casa. Fizemos aqui dois treinos, tentamos mostrar aos jogadores o que seria sem público. Eu preferia ter um jogo com adeptos, mesmo contra a equipe ou contra a direção. Isso faz parte do jogo e jogar num clube grande traz isso. E, portanto, os jogadores que vêm para o Sporting têm que estar habituados a essa situação, sabendo que os jogadores só têm uma função, que é jogar futebol e a ganhar, tudo se muda. A única maneira de virar as coisas é ganhar. Portanto, o jogador não tem que se focar se estão bem, se estão mal. Seja para dizer mal, para gritar, para criticar a equipe, o jogo de futebol é sempre melhor com adeptos.

Rúben Amorim na antevisão do encontro que o Sporting acabou por ganhar no Estádio de Alvalade vazio. Eu perguntava-lhe, professor, esta questão, em especial no Sporting, porque é uma equipa que agora renova a aposta na formação. É importante para os mais jovens, para irem adquirindo confiança, estarem num ambiente, digamos, mais confortável do que aquele ambiente crítico de Alvalade antes da paragem.

O Rúben Amorim, esta intervenção tem aqui dois ou três aspetos que eu gostava de salientar. Por um lado, de facto, aquilo que acabamos de dizer, é demasiado redutor apontar só a questão dos adeptos como o principal influenciador, digamos assim. Depois também esta questão, e no Sporting estava-se a verificar isso, dos adeptos criticarem a equipa ou a própria direção e o Rúben a dizer que preferia que existissem adeptos, lá está, porque seria mais normal, entre aspas. É um ambiente em que os jogadores estariam mais adaptados. Mas isto, de facto, por outro lado, e sobretudo com aquilo que o treinador do Sporting está a fazer, de lançar jovens, pode permitir aqui uma habituação, embora ele diga, e com toda a razão, que de facto, para jogar num clube como o Sporting, os jogadores têm que estar preparados para enfrentar os adeptos. O facto de nesta fase não haver adeptos e os jogadores mais jovens, habituados a outras andanças, serem lançados nestas circunstâncias, permite aqui alguma tranquilidade, ou seja, não são assobiados, não são contestados ao mínimo erro, como muitas vezes acontece. E portanto, isso faz com que esta adaptação que eles têm que ter a um futebol profissional se torne mais fácil e, portanto, lá está, nem tudo é negativo, nem tudo é positivo. Depende muito do jogador e da maneira como ele vai reagir. E esta é a beleza, digamos assim, da psicologia, neste caso, da psicologia do desporto. E portanto, lá está, há aqui fatores que podem ser positivos e que podem permitir potenciar e preparar os jogadores para depois, quando voltarem as circunstâncias habituais, eles já estarem mais habituados.

Até porque depois podem ser recebidos de outra maneira. Imaginando que agora o Sporting faz uma boa ponta final de campeonato, a recepção com público numa próxima época, imaginando que já poderemos voltar a ter público, esperemos bem que sim, pode ser diferente do que aquela que seria agora?

É isso mesmo. No fundo, é quase como se fosse uma etapa de preparação. Embora, obviamente, o Sporting tem ainda objetivos para este campeonato e tem que os atingir, ou pelo menos pretende atingi-los, mas no fundo não deixa também de ser já uma preparação para o futuro. E que pode ser extremamente importante para estes jovens jogadores poderem potenciar as suas capacidades.

Fim de jogo no Relvado, hora de passarmos para o Balneário. Professor Jorge Silvério, esta semana entramos no Balneário da equipa, por norma é a mais odiada, falo da arbitragem, eles também próprios já vão estando habituados. Falámos com o antigo árbitro João Capela sobre como é que a arbitragem se prepara também para jogos à porta fechada. Foi uma ideia que nos surgiu até no programa da semana passada. E o ex-árbitro internacional diz-nos que esta situação de jogar à porta fechada, em Portugal, até já deu mais ou menos para ensaiar.

Preparámos para que mantivéssemos as rotinas o mais parecidas possíveis com aquelas que normalmente faríamos nos jogos, e foi isso que fizemos. Obviamente que entrar num estádio, principalmente numa competição europeia, sem público, é uma situação diferente, mas em termos mentais, a nossa preparação foi para que isso nos afetasse o menos possível. Efetivamente, a perceção do público foi mais na fase inicial, depois quando o jogo começou, voltámos àquilo que é o normal arbitrar de um jogo, porque infelizmente também nalguns jogos nacionais, mesmo nos campeonatos profissionais, também tínhamos alguns em que o público era em menos quantidade. Eu relembro os jogos no Campo de Leiria, em que tínhamos não mais de 150 pessoas e, portanto, também já estávamos um bocadinho habituados a ter alguns jogos com menos público.

Aqui o árbitro João Capela diz que não há grandes diferenças entre estádios praticamente vazios e estádios vazios. É uma ideia que me parece interessante, visto que em Portugal há vários encontros, mesmo da Primeira Liga, em que isso se verifica, ou seja, involuntariamente acaba por reduzir essa concentração, porque o público não estava muito presente. E pegando naquilo que também dissemos, esta pressão ajuda a estar mais atento, em especial na arbitragem, em que qualquer detalhe vai ser depois hiperanalisado.

É, infelizmente, nós em Portugal ainda vamos tendo estádios com menos adeptos. O João Capela fala aqui de duas coisas que me parecem extremamente importantes. Por um lado, a questão das rotinas, ou seja, o que ele diz é, mesmo num ambiente diferente, mesmo a atuarmos num ambiente sem público, tentamos manter o mesmo tipo de rotinas. Isto é extremamente importante para os árbitros e também para os atletas. E depois a questão da antecipação, ou seja, ele refere tentamos preparar o jogo de forma mental, de maneira a prevermos isso. É também um pouco ou muito daquilo que os jogadores têm que fazer. Tentar antecipar as situações e tentarem perceber exatamente como é que podem reagir. Porque o facto de ensaiarmos mentalmente na nossa cabeça aquilo que pode acontecer, prepara-nos para depois quando essas situações acontecerem. No fundo, o jogo é mesmo isto. E depois, de facto, também há essa questão que o Miguel agora colocou da pressão e do resultado que isso tem, neste caso, no desempenho desportivo dos árbitros. Não nos podemos esquecer que os árbitros, no fundo, são atletas. E portanto, quanto mais se prepararem para tudo isto, mais fácil é. Mas não deixam de ser seres humanos e sendo seres humanos, obviamente que o ambiente também acaba por os influenciar. E nós falámos aqui da questão da vantagem de jogar em casa, falámos sobre o facto de os adeptos serem um dos fatores que explica porque é que há a vantagem de jogar em casa. Outro dos fatores que explica é precisamente a pressão que os adeptos fazem com as suas manifestações sobre os árbitros. E neste caso, não havendo essa pressão, os árbitros terão que se preparar e terão que ter também os níveis de concentração elevados, no sentido de saberem: "Ok, vamos atuar num estádio sem público, como é que nós vamos reagir e como é que podemos estar ao nosso melhor nível para termos um desempenho de excelência, que é esse o grande objetivo".

Até porque naquilo que é a preparação dos árbitros, por exemplo, este exemplo do João Capela, ele foi quarto árbitro num jogo europeu que foi à porta fechada, era na Croácia, um encontro que envolveu o Dinamo Zagreb, são equipas com adeptos também muito apaixonados, e ele acabou por nos revelar que esta falta de público acaba por ser notória apenas nalguns momentos.

É óbvio que nós, árbitros, gostamos de estar em estádios cheios, como é óbvio. Todo o ambiente que envolve um jogo de futebol afeta sempre de forma positiva todos os intervenientes, inclusive até os próprios jogadores. No final do jogo, conseguimos manter as nossas rotinas, tivemos um bom desempenho, mas efetivamente, depois lembro-me que falámos e realmente há momentos do jogo em que, por exemplo, numa substituição, aqueles momentos de paragem em que havia alguma perceção mais da manifestação do público, não existia. E portanto, isso, na altura, comentámos que tinha sido uma situação diferente.

Aqui já a reação a este jogo sem público. Eu perguntava-lhe se nestes momentos do jogo em que pela falta de público, são encarados de outra maneira. Por exemplo, a marcação de um pênalti a um cartão vermelho, que são momentos de elevada pressão de decisão ao segundo, se isto pode mudar com a pressão que surge da bancada ou se os árbitros, até por terem já aquele chip de desligar, acaba por ser mais ou menos a mesma coisa.

À partida, será mais ou menos a mesma coisa, desde que eles estejam bem preparados. Lá está a tal questão da antecipação que falávamos. Mas curiosamente, ou não, estes momentos que o João Capela refere são, de facto, momentos, porque é impossível que os árbitros ou que um ser humano esteja concentrado durante 90 e tal minutos. São momentos em que, com a paragem do jogo, há um certo desligar da concentração e ao haver esse desligar da concentração, aquilo que acontece é uma maior atenção ao que se passa. Portanto, é aí que se nota. Afinal, isto é um jogo sem público, não estamos a ouvir o barulho habitual. Mas é uma questão de preparação também, sabendo que isso vai acontecer, prepararem-se mentalmente com antecipação para depois poderem atuar da melhor forma possível.

Aqui perguntava-lhe se no caso de Portugal agora, aliás, todas as ligas europeias, se é importante os árbitros terem também algum tipo de aconselhamento psicológico para prepararem estes encontros.

É, claramente. Não nos podemos esquecer que os árbitros, para além de serem um elemento importante no desporto, no fundo, são atletas, ou seja, também eles estão a tentar um desempenho desportivo de excelência. Tal como os jogadores, tal como os treinadores. Felizmente, em Portugal já há muito tempo que as equipas de arbitragem são acompanhadas do ponto de vista psicológico. E, portanto, para além de todos os fatores, para além do rendimento desportivo, há também a considerar muitos outros fatores que são específicos à profissão da arbitragem, nomeadamente a questão de como lidar com os erros, como lidar com as críticas, qual a melhor reação se houver comentários positivos ou negativos. Está aqui todo um conjunto de fatores que são mais específicos da profissão e em que o apoio psicológico e a preparação mental é extremamente importante para se atingir um rendimento desportivo de excelência.

Professor Jorge Silvério, está montado mais um puzzle da semana. O campeonato continua a decorrer em velocidade cruzeiro neste regresso. Nós voltamos na próxima terça-feira. Obrigado mais uma vez.

Uma boa semana. Muito obrigado.

Obrigado.