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Bom dia, bem-vindos à sexta edição do "Jogo de Cabeça". Esta semana vamos falar de um assunto que se vai aproximando a passos largos: é o final do campeonato e as alterações vão sendo feitas não só nas equipes técnicas, mas também nos planteis. Isto porque para algumas equipes, esta retoma do campeonato é já uma preparação para a próxima temporada. Para nos ajudar, como é hábito, contamos com o professor Jorge Silvério. É doutorado em Psicologia do Esporte e colabora com várias federações. Integra também a equipe técnica nacional de futsal, que conquistou o Campeonato Europeu em 2018. Bom dia, professor. Bem-vindo a mais uma edição.
Bom dia, Miguel e ouvintes.
E esta semana começamos pelo balneário. Como estava a dizer, um dos assuntos em destaque são as alterações que já vão sendo feitas em algumas equipes técnicas. Já foram, também nesta retoma, feitas algumas chicotadas psicológicas. O Benfica e também o Braga já mudaram de treinador, mas há clubes que vão já preparando a próxima época, apesar de esta estar ainda a decorrer. E isso parece que não tem agradado, por exemplo, a Vítor Oliveira, um dos mais históricos treinadores do Campeonato Português, que manifestou esse desagrado com a direção do Gil Vicente no final de uma partida.
Eu nunca penso, enquanto as situações não estão resolvidas, na próxima temporada. Contrariamente ao que alguns órgãos de comunicação noticiaram, que é pra aqui, é pra acolá. Não vou pra lado nenhum. Neste momento, não tenho compromisso com ninguém, absolutamente ninguém, o que é normal em mim. E vou sair. Já tinha manifestado há bastante tempo à direção do clube que não queria continuar. A direção resolveu arranjar um novo treinador, tem toda a legitimidade para isso, não tinha legitimidade para tornar público, porque provoca sempre alguma instabilidade no balneário.
Vítor Oliveira aqui na flash entrevista à Support TV. É um dos treinadores mais experientes, sabe bem como é a dinâmica do futebol português. Eu perguntava a Jorge Silvério: Vítor Oliveira fala aqui em instabilidade. Que tipo de instabilidade é que uma decisão dessas pode ter no grupo, o fato de saber que para o ano o treinador já será outro?
O Mister Vítor Oliveira, com a sua experiência, com a sua sagacidade, a referir um fato que é habitual, que é ter comunicado à direção que não continua e, portanto, obviamente, a direção tem toda a legitimidade para procurar um novo técnico. A referência que ele faz depois é na questão do ser tornado público o nome do novo técnico enquanto ele ainda está em funções. Isso, de fato, em termos de balneário, os jogadores terem um treinador que já sabem de antemão que não vai ficar, pode provocar alguma instabilidade. Eu estou convencido, até por aquilo que temos visto, até já pelos resultados do Gil Vicente depois dessas declarações, que o Mister Vítor Oliveira, com a sua experiência e com todo o seu saber, consegue motivar os jogadores para esses últimos jogos. Mas não deixa de ser mais um fator, e já temos falado aqui da importância que muitas vezes a estrutura que rodeia a equipe tem também nos resultados. E se calhar aqui a direção a cometer um erro ao comunicar de forma pública, podendo trazer alguma instabilidade no balneário. Se calhar, se não fosse o treinador com a experiência que o Mister Vítor Oliveira tem, seria mais complicado gerir essa instabilidade.
Porque há este sentimento, até pelos últimos resultados da união do grupo naquele esforço final, até um pouco pelo treinador. Mas perguntava-lhe se, por contraponto, pode existir alguma perda de autoridade, porque o treinador está de saída. Há jogadores que podem ter mau relacionamento com o técnico. Isso pode provocar também uma perda de autoridade por parte da figura do treinador?
Pode, claramente. E penso que até deste ponto de vista, creio que era mais a isso que se estaria a referir o Mister Vítor Oliveira. Porque obviamente, uma coisa é nós sabermos que o treinador vai continuar, ou ainda não temos a certeza se ficará ou não na próxima época, outra coisa é saber que este treinador vai sair. Claro que, obviamente, estamos a falar de um grupo de trabalho, estamos a falar de um grupo que tem regras e, portanto, em último caso, isso não existirá. Mas claramente que se cria um foco de instabilidade que é desnecessário, cria e que depois pode levar também a essa perda de autoridade.
E ficou aqui o alerta sem pruridos de Vítor Oliveira. Eu perguntava-lhe aqui, por contraponto. O Benfica tem também uma situação antagônica, mas idêntica, que é a indecisão sobre o treinador. E perguntava-lhe, Nelson Veríssimo, no final do último jogo do Benfica, não sabia se ia ficar até o jogo seguinte. Na conferência de imprensa, foi perceptível que aquilo que tinha sido pedido era para treinar até este jogo e depois para ir orientando os treinos. Eu perguntava-lhe como é que um grupo de trabalho pode trabalhar sobre esta indecisão diária de que a qualquer momento pode surgir um novo treinador ou que, por outro lado, este até pode ficar até o final da época.
Este é outro caso de instabilidade. E instabilidade traz sempre alguma incerteza e esta incerteza traz sempre alguma ansiedade. Neste caso de um treinador que vai ficando. Em princípio, ficará até o fim da época, segundo as últimas notícias, mas nem ele próprio tem a certeza e foi isso que afirmou na conferência de imprensa. E, portanto, o trabalho. Se o grupo já estava com alguns problemas, sobretudo em virtude dos resultados, o trabalho de um treinador que está a prazo e que toda gente sabe que está a prazo, torna-se ainda mais complicado. Portanto, aqui é extremamente importante a liderança do treinador e tentando minimizar esta incerteza, sabendo que é um fator que existe e que vai obviamente influenciar o funcionamento do grupo e depois, obviamente, também o próprio rendimento desportivo.
E aqui é particularmente importante, por exemplo, fazer um trabalho mais individualizado de desenvolvimento do próprio jogador, de ajudar o jogador a melhorar, tendo em conta que aquilo que é a ideia de jogo, este treinador pode não ter tempo para implementar.
É isso mesmo. Até pela história, porque o próprio Nelson Veríssimo fez questão de falar sobre isso, de dizer que fazia parte da equipa técnica do Bruno Lage, portanto, não haveria grandes alterações. Esta história também marca um pouco isso. De alguma forma, deixa-o muito condicionado em relação a tudo aquilo que pode ser o futuro.
E aqui, nestes dois casos, tanto do Gil Vicente, no caso Vitor Oliveira, como no do Benfica, de Nelson Veríssimo, a equipa de apoio psicológico ganha aqui uma relevância importante, se calhar até para ajudar o treinador a perceber os sinais que os jogadores vão dando no dia a dia, na reação ao trabalho que têm que fazer.
É extremamente importante. Nós já temos mencionado aqui esse aspecto, claramente. No sentido de tentar manter os jogadores focados, de definir objetivos, quer individuais, quer ainda de grupo, porque eles ainda são possíveis. Mas sobretudo, ter este trabalho muito individualizado e que o treinador, sendo um gestor de recursos humanos, não consegue ter esse tempo, nem essa disponibilidade, nem esse conhecimento para fazer esse trabalho. Portanto, muito relevante aqui o papel da equipa de apoio em termos psicológicos.
E entretanto, também a nota de última hora que o Benfica acaba de divulgar que Nelson Veríssimo vai ficar até o final da temporada. Há aqui pelo menos uma estabilidade. É uma nota com pouquíssimos minutos, está também agora a ser divulgada pelos meios de comunicação, de que Nelson Veríssimo vai mesmo ficar até o final da época. Sempre dá aqui um bocadinho mais de estabilidade ao grupo, era o que estávamos mesmo a falar.
É, exatamente.
Nem de propósito.
Era expectável, mas uma coisa é o que se fala e outra coisa é ser público.
Exatamente.
Haver uma tomada de posição.
Mas sempre dá aqui um bocadinho mais de estabilidade, até ao próprio treinador, nesta questão da liderança que estávamos a falar.
É extremamente importante, pelo menos saber que nos próximos quatro jogos que ainda faltam, mais o jogo da Taça de Portugal, o treinador será o mesmo. Portanto, isto traz outra leitura ao papel do treinador. Para o grupo de trabalho também, já sabem com aquilo que contam e, portanto, creio que se reduziu a incerteza que seria possível reduzir e estamos mais perto de conseguir, com esta estabilidade, melhorar o rendimento desportivo, seguramente. Portanto, acho que foi uma excelente decisão em termos de gestão de grupo.
Dá aqui esta estabilidade que a equipa precisa e até porque matematicamente ainda é possível chegar não só ao título, mas também vencer a Taça de Portugal. O Benfica está bem na luta pelas competições em que está, embora no campeonato já mais longe, com maiores dificuldades, mas agora com essa estabilidade para trabalhar com Nelson Veríssimo. Passamos agora do balneário para o relvado. E no relvado falamos também de um treinador que não pertence aos três grandes. Estávamos aqui a falar de Vítor Oliveira, agora falo de Nuno Manta Santos, o treinador do Aves, o clube que já tem assegurada a despromoção. E é sobre essa dificuldade de trabalhar depois de estar assegurada essa despromoção, que Nuno Manta Santos falou no final de uma partida.
Há muito mais pressão agora para o Aves. Já havia pressão, mas neste momento ainda há muito mais pressão do meu ponto de vista, da maneira como eu vejo. Há muito mais pressão, porque os jogadores querem se mostrar, os meios de comunicação social estão a observar o Aves para ver qual é a reação do Aves, o que é que os jogadores do Aves fazem, se já atiraram o troféu ao chão, se continuam a disputar o jogo, se são rigorosos, se têm caráter e compromisso perante o jogo. Como é que eu motivo os atletas? De várias formas, ou com discurso, ou com frases, ou mexer com eles para eles estarem motivados. Agora, foi o que eu disse há pouco, nós podemos passar a maior motivação possível. Agora, a automotivação tem que vir de dentro e eu posso motivar muito, mas se ele não se automotivar, não vai acrescentar nada.
Nuno Manta Santos na conferência de imprensa, aqui a dar conta desta dificuldade que está a ter em motivar o grupo, aqui um bocadinho até um grito de desespero. A palavra é demasiado forte, mas um bocadinho um grito de desespero do treinador, porque apesar de tentar mexer com o grupo, como ele próprio diz, se os jogadores não quiserem, não é possível.
É uma chamada de atenção forte. Penso eu que até embora as declarações sejam públicas, também é uma tentativa de passar um recado, digamos assim, uma nota de atenção também para o balneário. Mas é importante esta menção para as pessoas que não estão tão ligadas ao fenômeno desportivo perceberem. Temos uma série de jogadores, provavelmente em fim de contrato, temos um clube que vai descer de divisão e, portanto, mesmo os jogadores que têm contrato seguramente quererão sair. E penso que o Nuno Manta Santos fala no fim da motivação intrínseca. Para além de os jogadores serem profissionais e, portanto, terem obviamente que procurar esta motivação intrínseca, aquilo que vem de nós próprios, a motivação que é interior a nós, sejamos jogadores, seja qual for a profissão, é muito poderosa. E era isso que o Nuno Manta Santos estava a tentar sublinhar e a tentar recorrer. No fundo, é ver o que é que motiva cada um dos jogadores e seguramente até o fim da época, cada um deles poderá ter objetivos e vai ter que trabalhar muito estes objetivos individuais, não tantos coletivos, porque a equipa, infelizmente, já está condenada a descer de divisão, mas haverá seguramente muitos objetivos individuais por parte dos jogadores para atingir, para melhorar contratos, para conseguirem um contrato com outra equipa.
É esta a questão da montra, de ser uma montra estes últimos jogos para o futuro de cada jogador.
É isso mesmo. E terá que passar muito por aí a estratégia de motivação. Objetivos, neste caso, mais individuais, de maneira que os jogadores consigam continuar a dar o seu máximo em termos daquilo que é o rendimento desportivo.
E aqui nesta questão, já falamos também desse papel do treinador, um bocadinho por causa do Luís Castro, de como é que o treinador se vai motivando quando não ganha. Aqui quando o treinador já não tem objetivos para cumprir, tem também esse papel difícil de ele próprio ter força para guiar o grupo nestes últimos desafios.
É. Eu diria este objetivo de curto prazo, que era a manutenção da equipa na primeira divisão, não foi atingido, mas o Nuno Mata Santos seguramente terá objetivos de carreira e portanto terá que ser nesses objetivos mais a médio e longo prazo que ele terá que se focar. Muitas vezes ouvimos treinadores a falar em bater recordes, terá que tentar encontrar um objetivo ainda para a equipa que seja possível de atingir, desde o número de pontos, o número de vitórias, enfim, tentar encontrar um objetivo que seja comum, para além destes objetivos individuais, que ajudem, do ponto de vista motivacional, a conseguir manter o rendimento desportivo de excelência.
E aqui também, neste aspecto, fazer aqui também um contraponto. Hoje estamos muito nesta lógica do contraponto. Isto porque o Liverpool, por exemplo, já conquistou o título, também não tínhamos tido a oportunidade para falar disso aqui. E é também o exemplo de uma equipa que agora já não tem objetivos, mas tem ainda jogos pela frente. E vimos contra o Manchester City uma derrota por 4 x 0, foi o primeiro jogo depois do título conquistado, aquele jogo de descompressão. E eu perguntava-lhe se o treinador tem um bocadinho que perceber isso, essa descompressão, ainda que involuntária, apesar de uma derrota, enfim, custar sempre, não é?
É. E neste caso, o Jürgen Klopp também já mencionou isso. Aqui acontece o mesmo que ao Avus. Lá está, por contraponto. Temos uma equipa que já atingiu os objetivos, mas ainda faltam jogos. E portanto, faz sentido, mais uma vez, tentar colocar aqui outros objetivos, objetivos individuais do ponto de vista de cada atleta, conforme a posição que ocupa em campo, o número de passes certos, o número de gols, para o guarda-redes, o número de defesas, enfim, há aqui um conjunto enorme de objetivos individuais, mas também objetivos coletivos. Em termos de pontuação, em termos de gols marcados e sofridos, portanto, apurar aqui um bocadinho isto. A determinada altura deste campeonato chegou-se a falar que o Liverpool podia atingir aquele recorde do Arsenal de acabar sem derrotas. Isso já não vão conseguir, porque entretanto já tinham tido outra derrota por meio, mas tentar encontrar aqui outros objetivos de grupo que possam, de alguma forma, manter esta motivação, uma vez que o objetivo principal, que era ser campeão, já está conseguido.
E estes são bons momentos para lançar, por exemplo, jogadores mais jovens para se mostrarem aqui numa altura em que já não colocam os objetivos da equipa em risco.
São. Eu acho que os jogadores jovens, se tiverem valor, devem ser lançados, assim que o treinador entenda que eles ajudam a equipa. Mas esta é uma altura em que a pressão já está mais reduzida, de facto. Porque o objetivo principal já foi atingido e, portanto, um pouco à semelhança daquilo que está a acontecer com o Rúben Amorim no Sporting, que está a tentar lançar uma série de jovens, que também já aqui falámos, em condições especiais, de maneira a que eles se vão habituando e depois quando as coisas regressarem à normalidade, até em termos de assistências, eles lá estejam mais preparados. Portanto, claramente pode ser um bom momento para a afirmação de jovens.
Sim, um exemplo que no Sporting tem tido agora também o expoente máximo nesta retoma. E para terminar hoje vamos até ao gabinete, mas desta vez do árbitro. Isto porque a Sports Illustrated publicou um artigo sobre um assunto que já aqui abordámos, mas agora com dados mais concretos sobre o comportamento da arbitragem em estádios sem público. Neste artigo é dito, por exemplo, que as decisões a favor da equipa da casa desceram entre 20% a 70% em estádios que não têm adeptos. E eu perguntava-lhe se isto é a prova de que mesmo que involuntariamente, há sempre uma tendência humana para responder àquilo que é a pressão das massas.
É. Nós escolhemos este artigo da Sports Illustrated porque, de facto, toca aqui num ponto. Nós já tínhamos falado da vantagem de jogar em casa e tínhamos falado que um dos fatores que explicava era precisamente a questão dos adeptos. Outro fator que permite explicar essa vantagem de jogar em casa é a pressão que os adeptos fazem sobre as equipas de arbitragem. E este artigo baseia-se num estudo que foi realizado, curiosamente, por dois economistas suecos, a propósito de jogos em Itália à porta fechada, por decisão governamental, digamos assim, em função de alguns atos de violência, portanto, não tem a ver ainda com jogos realizados agora na pandemia. E aquilo que acontecia é que, em termos de jogos, a equipa da casa normalmente via menos cartões amarelos e vermelhos e tinha menos penáltis e faltas assinaladas. E se eventualmente tivesse a perder, o tempo de desconto, digamos assim, era maior do que se tivesse a ganhar. O que isto quer dizer? Quer dizer que os árbitros são humanos. Já havia uma série de estudos semelhantes feitos. Estou me a lembrar, por exemplo, de uma experiência em Inglaterra, em que eles dividiram dois grupos de árbitros, 38 árbitros, que viam imagens de jogos com equipas desconhecidas da América do Sul. A um grupo diziam que uma das equipas era muito violenta e faltosa e ao segundo grupo não se dizia nada. E depois quando se ia avaliar a percentagem da amostragem de cartões amarelos e vermelhos, o que se verificou é que no grupo a quem tinha sido dito que a equipa era violenta e faltosa, a tendência de mostrar cartões amarelos e vermelhos era muito maior, cerca de 50%. Portanto, isto no fundo quer dizer que os árbitros são seres humanos, são influenciados, digamos assim, e portanto há que tomar medidas para que sejam menos influenciados possível.
E há exercícios que se possam fazer para precaver isto, para responder melhor a esta capacidade de ser influenciado?
Aliás, esta questão da influência social é muito interessante, porque há um psicólogo, que é o Asch. Todos os psicólogos que estudaram, mesmo aqueles que não estudaram desporto, ouviram falar destas experiências que o Asch fez. No fundo, tem a ver aqui alguma conformidade. E muitas vezes o grupo influenciar decisões que parecem de senso comum, digamos assim. Isto por quê? Porque nós, seres humanos, queremos pertencer a grupo. Porque pensamos normalmente que o grupo está mais bem informado do que o indivíduo individualmente. E porque concordando com o grupo, normalmente o estresse diminui e, portanto, o indivíduo deixa de estar desalinhado, digamos assim, especialmente em situações ambíguas. Claramente que há aqui formas de contornar isto. E a preparação psicológica que tem vindo a ser feita, que nós também já falamos aqui desde há muito tempo com os árbitros, visa precisamente que eles se tornem o mais neutros possível e o menos influenciados em relação a isto, mesmo, lá está, sendo seres humanos. Portanto, há um conjunto de estratégias que podem ser utilizadas no sentido de ser mais resistente a esta influência que vem normalmente das bancadas.
Com uma garantia de que no final do dia a equipa que perde vai sempre criticar os adeptos da equipa que perde. Isso já é natural. Jorge Silvério, obrigado por mais uma edição. Voltamos, como sempre, na próxima terça-feira para analisar mais assuntos da atualidade nesta retoma do campeonato de futebol.
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