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Bom dia. Vamos a mais uma semana de Jogo de Cabeça. Esta semana com vários assuntos a merecerem destaque, mas há um que salta claramente à vista. Aconteceu nas últimas horas a indecisão sobre o futuro do Benfica e também sobre a saída de Bruno Lage, o treinador dos encarnados. Isto num campeonato particularmente especial, este campeonato à porta fechada, jogado em modo repentino para encontrar um campeão. Vamos falar desse e de outros assuntos, como é hábito, com a ajuda do professor Jorge Silvério. É doutorado em Psicologia do Desporto, colabora também com várias federações e integra a equipe técnica nacional de futsal que conquistou o Campeonato Europeu em 2018. Bom dia, professor. Bem-vindo a mais um Jogo de Cabeça.
Bom dia, Miguel e ouvintes.
E hoje vamos juntar aqui dois dos nossos segmentos, isto porque vamos falar de relvado e também de gabinete. Jorge Silvério, está ainda a acontecer este processo de saída de Bruno Lage, portanto há ainda alguma indecisão. Até estava aqui a verificar há um minuto no site do Benfica se existiam novidades oficiais. Para já, ainda não. O treinador dos encarnados pediu a demissão ontem depois da derrota frente ao Marítimo. E a pergunta, mais aberta era impossível, é: dentro de um grupo de jogadores profissionais, como é que se gerem estas horas de indecisão e também de uma saída já anunciada, mas que ainda não foi confirmada?
São momentos muito complicados, ou seja, se nós já tínhamos falado a propósito da pandemia, da questão da incerteza que todos temos em relação a este momento que estamos a viver e disso proporcionar um aumento de ansiedade, agora o que está a acontecer é que no seio do grupo de trabalho do Benfica criou-se aqui mais incerteza. Sobretudo em relação ao treinador. Porque ainda não há, como o Miguel acabou de dizer, uma posição oficial. Sabe-se que o Bruno Lage terá pedido demissão, mas ainda não se sabe o que vai acontecer. Portanto, neste momento a indecisão é muito grande e isso provoca, obviamente, ansiedade. E eu diria que o estado dominante no grupo de trabalho será obviamente esse enquanto não forem comunicadas novidades, embora aqui realce que eventualmente eles até já podem saber e ainda não tenha sido tornado público. Temos sempre que fazer esta ressalva.
E o papel do psicólogo dentro de uma estrutura profissional é um bocadinho de amigo dos jogadores. Numa altura destas é ainda mais importante isso, de tranquilizar os jogadores individualmente, de que, por exemplo, os jogadores que estavam em boa forma, de que as coisas vão continuar assim. É importante agora esse trabalho?
Se já era e já tínhamos falado sobre ele aqui, ainda se torna mais importante. Eu não diria tanto de amigo, mas mais de um profissional de uma área específica que tem a ver com as questões do rendimento mental e que está à disposição, obviamente, dos jogadores. Aquilo que normalmente acontece quando, embora ainda não saibamos se será de fato esse o cenário, quando há aquilo que se costuma designar por chicotada psicológica, aquilo que costuma acontecer é quase um voltar ao início, ou seja, vindo um novo treinador, renovam-se energias, criam-se novas expectativas. Os jogadores que estão a jogar têm que trabalhar para demonstrar que merecem jogar, os jogadores que não estão a jogar aquilo que queriam ou que não estão a jogar mesmo, ficam com uma nova esperança de que eventualmente podem ter uma oportunidade. Portanto, é tudo isto que normalmente cria o ambiente e que se costuma designar, presumo eu que o nome venha daí, porque já andei a investigar e ainda não consegui descobrir exatamente de onde é que ele veio, esta questão da chicotada psicológica. No fundo, há aqui um renovar em termos psicológicos e em termos mentais, em função do novo líder. Mas temos que esperar um pouquinho para ver o que é que vai acontecer.
Esse é um bom ponto, vamos pegar já a frente. Antes de olharmos para o futuro, eu queria ainda só explorar aqui mais uma questão deste passado bem recente, que é depois da derrota de ontem, há ali um momento de grande confusão entre todos, treinadores, estrutura e também jogadores. E para isso, eu vou aqui socorrer-me da ajuda de dois sons, são nas flash interviews. O primeiro é de Pizzi, o capitão dos encarnados, e o segundo é de Bruno Lage, logo a seguir à derrota.
Com o mister Bruno Lage está tudo bem claro. Nós confiamos no mister desde o primeiro momento. Não é por esta situação dos maus resultados que o mister acaba agora por ser o pior do mundo. Eu acho que todos estamos a remar para o mesmo lado. Infelizmente, não há explicação para aquilo que se passa e o que eu posso prometer é que vamos trabalhar diariamente para melhorar já no próximo jogo.
Como lhe digo, assumir a total responsabilidade daquilo que tem sido feito.
Os jogadores dizem que estão consigo, sendo que a direção também está e que vai continuar até o fim, tal como disse ontem.
Os jogadores estão comigo e estamos todos no mesmo barco. Como lhe digo, tenho sentido o apoio de toda a gente desde a primeira hora até sempre, porque é isso que eu sinto. Eu sinto o apoio de toda a gente e toda a gente quer que eu tenha sucesso no clube.
Incluindo a direção, está bem.
Todos, incluindo o presidente, toda a estrutura, toda a gente.
Ora, este é um discurso que teve pouca adesão com a realidade, isto porque passado cinco, sete minutos, Luís Filipe Vieira estava na sala de imprensa a dar conta da saída de Bruno Lage. O que eu lhe perguntava, Jorge Silvério, é se isto revela já algum desnorte, em primeiro lugar, e depois também alguma falta de confiança no seu próprio trabalho por parte do treinador dos encarnados.
Eu diria, daquilo que é a minha experiência, e as pessoas muitas vezes não têm esta noção, o treinador será provavelmente o elemento da estrutura mais sol, porque em último caso é sobre ele que recai a responsabilidade. E penso que temos vindo a assistir aqui, quer já na conferência depois do jogo anterior do Benfica, quer nesta, de facto, aqui há alguma desorientação, uma vez que a pressão é muito elevada. Já vimos momentos semelhantes a este acontecerem noutros clubes, inclusive em Portugal, em que os treinadores, de alguma forma, perdem um bocadinho aquilo que é o rumo que os orienta. Penso que isso terá também acontecido um pouco. E este valor da estabilidade, quando se perde, é muito difícil de ser reencontrado. E a pressão é de tal maneira que é muito difícil para um homem só conseguir lidar com ela. Portanto, de vez em quando notam-se estes fatores, sobretudo nas declarações que são mais a quente, digamos assim, como aconteceu ontem.
Ficou aqui esta nota sobre o discurso de Bruno Lage e agora olhando para o futuro, e já aqui tinha abordado esta questão da chicotada psicológica, que é sempre um momento de renovada esperança dentro de qualquer grupo. Eu perguntava-lhe e também depois das declarações de Luís Filipe Vieira, que ontem deu praticamente como perdida a luta pelo campeonato, se o treinador que vai entrar tem ainda esta obrigação de dizer que é possível ou se deve seguir esta linha de Luís Filipe Vieira, que também foi dita a quente, deva-se dizer, de que agora é garantir as melhores exibições até ao fim e tentar ganhar a taça. Ainda é possível o campeonato ou já não é possível pensar nisso?
É perfeitamente possível do ponto de vista matemático. E, portanto, sendo possível do ponto de vista matemático, venha quem vier, seja uma solução de curto prazo, digamos assim, seja já uma solução pensada não só no fim desta época, mas também na próxima, o treinador tem que ter objetivos. E os objetivos para um clube da dimensão do Benfica têm que ser lutar sempre pelas competições e é perfeitamente possível. Está muito difícil, obviamente, faltam cinco jogos, estão 15 pontos em disputa, mas não se pode presumir que já não se consegue atingir esse objetivo. Não é só o objetivo da taça, mas também o objetivo do campeonato, neste momento ainda é possível e, portanto, quem vier deve assumir claramente esse objetivo.
E neste sentido, fala-se, por exemplo, do nome de Mauricio Pochettino, que é um nome no futebol dos europeus de topo. Mas eu perguntava-lhe, nesta altura, com cinco jogos pela frente, com esta possibilidade ainda matemática do título se conquistar, o que é que seria mais fácil para um treinador novo? Alguém que já conheça a casa e, portanto, uma solução interna, como tem sido falado, ou vir alguém de fora que possa dar este boost de confiança e desta injeção de motivação nos jogadores?
Não é fácil essa resposta, porque há aqui muita coisa.
Estou quase a pedir-lhe para se pôr no lugar de Luís Filipe Vieira.
Exato. Exatamente. Eu ia dizer que não é fácil, porque nós estamos de fora. Obviamente analisamos e vamos vendo aquilo que se passa, sobretudo o rendimento desportivo e as declarações, no fundo, é aquilo a que nós vamos tendo acesso, mas há muita coisa que nos escapa. E não deixa de ser, de facto, estranho que um treinador que o ano passado foi campeão com aquela recuperação fantástica, de repente, as coisas tenham começado a correr tão mal, até depois já ter um número considerável de pontos de avanço esta época, também sete, sobre o principal rival, neste caso o Futebol Clube do Porto. E, portanto, alguma coisa se passou aqui que terá que ser analisada para depois se perceber qual será o melhor perfil de treinador que se encaixe e pensar-se num projeto. Nós temos sempre muito a ideia, em Portugal falamos muito em projetos, mas depois ao mínimo desaire o projeto desaparece. E esse é um fator importante. É de facto considerar, quando pensamos num projeto, que um projeto é a médio e longo prazo. E nós vamos vendo alguns exemplos que vão acontecendo, até falamos deles como exemplos, mas depois nunca os seguimos. Estamos a lembrar, por exemplo, do Klopp que acabou de ser campeão em Inglaterra com o Liverpool. Que esteve vários anos a desenvolver o projeto porque lhe deram esse tempo. E nós aqui temos sempre muita tendência para falar em projetos, mas depois nunca se dá o tempo que é preciso para o desenvolvimento de um projeto, porque não é de uma época para outra, não é em cinco jogos, como neste caso. E esta é uma opção extremamente importante, terá que ser muito bem pensada.
Talvez por isso também a demora nesta tomada de decisão. Essa questão do projeto é também uma boa ideia para uma edição futura e pegando nesse bom exemplo do Liverpool e do Jürgen Klopp. Eu perguntava-lhe, e dentro deste assunto que está intimamente ligado, temos sempre que olhar para a casa do vizinho. O Porto ganhou, distanciou-se, portanto está a seis pontos do Benfica. Foi uma vitória, talvez a mais importante nesta retoma. Mas eu perguntava-lhe agora é como é que se convencem os jogadores do Futebol Clube do Porto de que o campeonato ainda não está ganho? Isto porque para fora há sempre esse discurso, do enquanto matematicamente for possível, mas a verdade é que os jogadores devem sentir já uma das mãos na taça do campeonato.
É. E esse vai ser um dos trabalhos difíceis que o Sérgio Conceição terá agora para fazer. Eu creio que ontem já terá sido difícil, porque obviamente, devido ao intervalo que houve entre o jogo do Benfica e o jogo do Porto, obviamente que os jogadores quando entraram já sabiam do resultado do Benfica. Hoje em dia, como a gente sabe, é impossível isolá-los e parar a comunicação. Antigamente, sem redes sociais e sem telemóveis, seria muito mais fácil, mas hoje em dia isso é impossível. E, portanto, esse será o grande trabalho e o Sérgio, aliás, no fim do jogo, já fez referência a isso. Que ainda nada está ganho, ainda estão 15 pontos em disputa e essa vai ser a grande luta do Sérgio Conceição. Ou seja, se por um lado, temos no Benfica a questão da esperança e do matematicamente ainda ser possível, no Porto temos exatamente o uso desse discurso, mas para que os jogadores não baixem os seus índices competitivos e continuem nesta luta que é extremamente importante, obviamente, para o Porto.
Isto internamente é feito com recurso a algum exercício específico, a algum processo mental específico? Porque o discurso exterior apenas fica bem para fora, mas internamente, dentro das cabeças de cada um, continuam sempre a acreditar que a coisa já está mais ou menos ganha. Há aqui algum tipo de exercício específico, de processo específico que seja aplicado?
Estamos a falar de seres humanos, e eu normalmente não gosto muito de generalizar. Os jogadores do Porto são diferentes entre eles e seguramente, em termos daquilo que é a motivação, daquilo que é a personalidade, serão diferentes e, portanto, o treinador, a estrutura que o acompanha, terá que intervir individual e coletivamente, se for o caso, junto de cada jogador, no sentido de conseguir que estes índices sejam mantidos. Mas eu diria, há aqui um aspecto que é extremamente importante, que é o objetivo ainda não está atingido. Aliás, os dois objetivos que o Porto também tem, a questão da Taça de Portugal e o campeonato. E esse será o grande foco. E portanto, ainda falta algum caminho, ainda faltam nove pontos para o futebol clube do Porto conseguir ser campeão. E portanto, creio que a insistência terá que ser neste aspecto.
O Jorge Silvério já tinha aqui falado desta questão da ansiedade pesar no desempenho dos jogadores. E curiosamente, o Sérgio Conceição falou disso também no final do jogo. Vamos ouvir, porque depois tenho ainda mais uma questão para lhe colocar sobre isto.
E devo confidenciar que alguma da ansiedade que houve no jogo, talvez por saberem também, os jogadores, porque sabem, têm acesso fácil àquilo que são os resultados dos outros jogos, poder-se-á notar daqui ou de lá no jogo. Eu acho que o foco é total naquilo que tem que ser o nosso trabalho, porque se nós fizermos o nosso trabalho, dependemos só de nós e aí estamos mais perto de ganhar os jogos. Eu acho que é por aí. Aquilo que poderá ser ou não a crise ou o que se passa nos outros clubes a nós não nos diz respeito, temos é que estar concentrados naquilo que é o nosso trabalho.
O técnico do Porto aqui a admitir que a ansiedade pesou no jogo de ontem. Aquilo que lhe perguntava era se agora com o dobrar deste cabo das tormentas, que é criar um fosso maior para o Benfica, se os jogadores podem aliviar a pressão sobre as costas e até podemos ver, se calhar, um Porto a jogar de forma diferente do que aquilo que temos visto nos últimos jogos.
É, claramente pode acontecer isso. Ou seja, a pressão acaba sempre por limitar um pouco ou muito, dependendo de cada atleta, aquilo que é o rendimento desportivo. E até podemos assistir, de facto, a esse aliviar da pressão. Digamos que há aqui uma margem de manobra maior, sem tirar o foco, como dizia o Sérgio Conceição, mas a pressão pode desinibir aqui um pouco mais alguns atletas em termos de rendimento desportivo. Portanto, esse pode ser um efeito que possa acontecer. Mas lá está, esta declaração do Sérgio, além da questão da ansiedade, que nós já sabemos, obviamente, que pode prejudicar o rendimento desportivo. Também a questão já do foco, o foco só em nós, não nos interessa aquilo que acontece com o adversário. Portanto, o discurso externo, obviamente, mas também provavelmente, não sabendo aquilo que se passa no balneário, será muito este discurso também que o Sérgio e a sua equipa técnica terão que ter neste momento para dentro, para os jogadores.
Só lhes falta tirar os telemóveis à entrada para não assistirem aos resultados do Benfica. Está terminado este nosso segmento. Vamos agora falar do balneário. Já me estava aqui a antecipar isto, porque no balneário vamos falar sobre as vitórias de Luís Castro na Ucrânia e também de Pedro Martins na Grécia. São dois treinadores que conquistaram os campeonatos este ano. Já estávamos aqui, por engano meu, a ouvir o início de uma declaração de Luís Castro, que depois da vitória pelo Shakhtar Donetsk, com larga vantagem sobre o segundo classificado, falou ao seu jeito, isto porque Luís Castro tem também uma maneira diferente de olhar para o futebol e publicamente essas declarações são sempre elogiadas. Falou sobre os anos que teve que esperar para ter esta oportunidade de ganhar uma primeira divisão.
Se eu jogo para não descer de divisão, jogo para ficar na primeira liga e se fico, eu tenho um título. Se eu jogo para ficar na Liga Europa e sou apurado para a Liga Europa, é um título. Se eu jogo para ser campeão e sou campeão, é um título. Porque para mim títulos são objetivos cumpridos e atingidos. Neste momento, lembro-me de treinar a distrital e neste momento lembro-me de nunca ter tido uma oportunidade para jogar por um título durante 23 anos da Primeira Liga.
São declarações de Luís Castro à RTP e também ao Canal 11, depois da vitória. Jorge Silvério, estávamos a conversar ontem que já trabalhou com o Luís Castro. Esta é uma forma diferente de olhar para o futebol. Há aqui sempre um processo de formação na cabeça, não só o resultado imediato.
Antes de mais, obviamente, dar os parabéns, também publicamente, ao mister Luis Castro e ao Pedro Martins pelos títulos. Eu tive a honra e o prazer de ser professor nos cursos de treinadores de ambos e de trabalhar em vários momentos com o mister Luis Castro. É uma maneira diferente de olhar. Mas mais uma vez é questão dos objetivos. Ou seja, o objetivo não é só ganhar. Em função do clube em que se está, da realidade em que se vive, há objetivos que às vezes são muito mais importantes até do que um título, como o mister Luis Castro acabou de definir. Portanto, aqui a questão dos objetivos é extremamente importante. Basta aí, há bocado falamos da questão do projeto, e é aí que devem ser avaliados os treinadores, se os objetivos foram conseguidos ou não, e que fatores é que impossibilitaram ou facilitaram que se atingissem esses objetivos. Quanto ao resto, ao discurso, à maneira de pensar, de facto, o Luis Castro, como é público, é uma pessoa que pensa sobre as coisas e não tem pejo em dizê-las e foge um bocadinho àquilo que é o discurso mais tradicional, digamos assim.
Isto entronca aqui também numa questão que já aqui falámos, que é a motivação do líder. Alguém que está, como ele disse, 23 anos para ter a oportunidade de ganhar um título de campeão nacional, é preciso gostar-se muito disto e deste tal processo até chegar às vitórias. Não basta querer procurar o sucesso a curto prazo.
É isso. Eu diria isso é válido para o futebol, é válido para o desporto, é válido para a nossa vida. Nós sabermos exatamente aquilo que queremos, termos os nossos objetivos e lutarmos por eles. E o mister Luis Castro também falou disso a determinada altura, sendo que às vezes não são dadas condições para se conseguir atingir esses objetivos. Ou seja, o ideal era que os objetivos, quando são estabelecidos, dependessem o mais possível de nós próprios e não estivessem dependentes de outros. Aqui neste caso, na profissão de treinador, temos quem recruta os treinadores, os clubes, muitas das vezes lutam por objetivos, que não é propriamente ganhar o campeonato. E aí terão que ser os treinadores a ajustar os seus objetivos em função daquilo que lhes é proposto em cada projeto.
Também para manterem esse gosto pelo treino e pela competição, que já é intrínseco a qualquer agente do desporto. Jorge Silvério, damos assim por concluído mais uma edição do Jogo de Cabeça. Como podemos ver, o campeonato continua ao rubro e com vários motivos de análise. Marcamos encontro na próxima terça-feira. Obrigado.
Obrigado. Boa semana.
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