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Bom dia, Miguel.
Bom dia. Vamos à segunda edição deste Jogo de Cabeça, a rubrica de psicologia do desporto da Rádio Observador. Semanalmente analisamos a forma como a cabeça dos jogadores tem que se adaptar a um final de campeonato inédito, com a ajuda do professor Jorge Silvério. É doutorado em psicologia do desporto, colabora com várias federações desportivas e integra também a equipa técnica nacional de futsal que conquistou o Campeonato Europeu de 2018. Bom dia, professor Jorge Silvério.
Bom dia, Miguel. Bom dia, ouvintes.
Vamos juntar-nos aqui para esta segunda edição, já com uma jornada do campeonato pela frente. Eu queria começar nesta primeira semana em que já tanto passou pela cabeça de jogadores, treinadores, também de dirigentes e adeptos. Foram vários os acontecimentos, alguns vamos analisá-los aqui, mas queria começar com uma nota positiva.
Cá está Lucas, tem espaço, vai para o remate. Lucas! Golaço! Espetáculo! Show de bola, Lucas Fernandes.
É o relato do primeiro gol desta retoma do campeonato. Lucas Fernandes, do Portimonense, aqui na narração de Óscar Cordeiro da Sport TV. Foi o gol que abriu esta segunda fase do campeonato. Os problemas vieram logo a seguir. Professor, posso perguntar-lhe primeiro como é que se adaptou para ver o campeonato, agora que não pode ir a estádios? Viu em casa, organizou um petisco com amigos? Como é que fez para assistir a este regresso?
Esta é uma excelente maneira de facto de começarmos este nosso Jogo de Cabeça de hoje com o relato de um gol fantástico. Eu normalmente, enquanto adepto, sou um adepto mais de estádio, digamos assim, ou de pavilhões ou piscinas. Mas obviamente, como não podemos neste momento estar a assistir ao vivo, vi em casa. Vi em casa quase como um laboratório, digamos assim, tentando apanhar todos os pormenores que conseguimos ver através da televisão. Ainda não fiz os petiscos com os amigos, mas seguramente, dentro em breve, fá-lo-ei, porque isso também é uma das coisas que é habitual fazermos.
Que dá outro gostinho ao futebol. Professor, esta semana começamos a nossa rubrica pelo local reservado por norma aos treinadores, é o gabinete. E no gabinete desta semana olhamos para as dificuldades de Bruno Lage, o treinador do Benfica, que empatou no regresso do campeonato e que no regresso à academia foram atacados por adeptos. A par disso, algumas das casas dos jogadores foram também vandalizadas. É o assunto que tem marcado a semana. Jorge Silvério, eu começava por lhe perguntar como é que se reconstrói um grupo depois de um abalo destes, e nem estou a falar da questão desportiva. Que conversas é que é importante agora ter com o grupo depois de um ataque ao autocarro?
De facto, são acontecimentos condenáveis, obviamente, criminosos, que espero que não voltem a acontecer. E de facto não é fácil, porque para além do que aconteceu em termos desportivos, temos também aqui este grave problema. A forma de recuperar os jogadores é fazendo-os ver que, em termos de segurança, as coisas estão asseguradas. Aliás, temos sabido disso, temos sabido das várias diligências que também a polícia tem feito neste sentido. E depois temos aqui também o fator desportivo. Portanto, é importante que haja conversas com os jogadores, no sentido de tentar perceber exatamente aquilo que se passou e tentar perceber o que é possível fazer de maneira a que este rendimento, quer individual, quer coletivo, melhore. Portanto, seguramente que esta semana foi uma semana complicada para o treinador, de muitas conversas e de muitas reflexões sobre o que se tem passado.
E a par desta questão extradesportiva, o Benfica registou o novo empate. Tem uma vitória nos últimos nove jogos, embora com esta paragem grande pelo meio. Ainda assim, Bruno Lage desvaloriza este registo, bem como a importância desta fase inicial. Vamos ouvir primeiro aquilo que considera o treinador encarnado, antes de passarmos ao comentário.
O que é um facto e aquilo que nós temos que analisar foi que entre determinado período, principalmente no último mês, o mês de fevereiro, nós não fizemos um registo bom, nós não estivemos ao nosso nível, devíamos ter feito mais e melhor. Ponto. Se foi benéfico ou não, nós não podemos ajuizar. Temos é que fazer amanhã uma reentrada muito forte, determinada, entrar bem e depois de entrar nesses três jogos, ou quarto ou quinto ou sexto, em que a fadiga vai ser acumulada e o tempo de recuperação é menor e o tempo de paragem foi prolongado, o tempo de preparação não foi o ideal. O quarto, quinto, sexto, sétimo jogo também vai ser muito importante, porque a distância é muito curta.
Professor, eu se calhar dividia isto em duas fases, que é este mau registo pré-pandemia pode estar a pesar agora e, por outro lado, se entrar com o pé esquerdo, pode mesmo ser decisivo nesta retoma. Ou seja, se faz esse mau registo anterior agora ter um peso diferente.
Em relação à questão do mau registo, ou seja, dos resultados que o Benfica tinha vindo a registar antes da pandemia, não me parece, porque houve já aqui um interregno muito grande, de quase três meses e digamos quase que estamos numa nova fase. E, portanto, não me parece que tenha havido esse impacto. A questão de entrar com o pé esquerdo, já vimos e tínhamos falado sobre isso no primeiro programa, em termos daquilo que é o rendimento desportivo, há aqui muitos mais fatores de incerteza a pesar. Portanto, torna-se muito mais difícil conseguir prever e conseguir perceber exatamente aquilo que se vai passar. Portanto, o facto de ter entrado com o pé esquerdo, houve outros clubes que também entraram com o pé esquerdo, não me parece que possa ser decisivo. É importante, obviamente, quem lidera O treinador, os restantes elementos da equipa técnica e mesmo os próprios capitães que estejam atentos àquilo que se vai passando com cada um dos atletas para perceber exatamente em que estado é que eles estão. A equipa de psicologia que também vai intervindo, mas não me parece que o facto de não ter começado bem vá ser refletido naquilo que se vai passar a seguir.
Podemos dizer que esta paragem foi mais benéfica para os clubes que não estavam num momento de forma tão bom antes da pandemia fazer a sua mossa e termos que interromper o campeonato.
Eu acho que há claramente um antes e um depois. E havendo tanta incerteza, se é que se pode falar em clubes beneficiados, eu às tantas falaria mais em atletas beneficiados, sobretudo aqueles que estavam a recuperar de lesões, aqueles que por algum motivo, de facto, não estavam a conseguir o rendimento desejado. Se tiverem trabalhado nesta pausa também esses aspectos, estou a falar não só em termos físicos, mas também em termos psicológicos, tentarem perceber o que se está lá a passar, tentarem perceber o que podem fazer de forma diferente, aí sim, quem fez esse trabalho está mais perto de atingir um rendimento desportivo de excelência.
Trabalho fechado neste gabinete, vamos agora para o relevante. E nesta primeira semana tudo foi uma incerteza, foi também essa a tónica dos treinadores. Antes de passarmos à análise, vamos ouvir um momento de rara beleza, que é os técnicos dos três grandes em total acordo. O que podemos esperar amanhã frente ao Tondela?
Boa tarde. Realmente é uma boa pergunta, porque é tudo inédito. Nós não podemos tirar partido, em termos profissionais, de nada daquilo que aconteceu. Agora, em termos pessoais, você me dizer o que é que tiramos partido disso? Se calhar tirei eu e tiraram todos vós.
Entrar num jogo oficial sem público, faltará com certeza os condimentos necessários que nós metemos numa boa salada. Uma salada sem azeite, vinagre e sal e por aí fora, se calhar não é a mesma coisa. Tivemos imenso tempo para preparar este jogo. Agora, naquilo que vai ser a surpresa ou naquilo que vamos encontrar, é uma incógnita, não sabemos.
Vantagem tivemos algumas nesse aspecto de conhecer, como eu já disse, o plantel, os jogadores, o próprio funcionamento do clube, isso foi uma vantagem para nós. É uma incerteza para todos os treinadores. Ninguém sabe o que é que vai acontecer no próximo jogo. Não sabemos como é que as equipas se vão encontrar, como é que vão responder à fadiga do primeiro jogo, do estresse do primeiro jogo. Não sabemos se eles durante o jogo, porque não tem público, desligam. Portanto, é uma incerteza, uma incerteza boa. O que interessa é voltar ao futebol, porque os clubes precisam disso e penso que o país também precisa disso.
Professor, ouvimos aqui Bruno Lage, Sérgio Conceição, também Rúben Amorim a dizer que tudo ia ser uma incerteza. Rúben Amorim fala aqui até nesta questão do público, de poder levar os jogadores a desligar. Foram estas dificuldades de adaptação que podem ter surpreendido os atletas e os clubes grandes, isto porque nesta semana os quatro primeiros classificados todos perderam pontos.
É verdade. E se nós olharmos até um bocadinho mais para o resto da classificação, até vemos que dos sete, só o Famalicão é que conseguiu ganhar. Portanto, houve aqui claramente muitas dificuldades. Eu diria, estaríamos à espera, aliás, o discurso dos três treinadores traduz isso. Tudo um pouco à espera, sem saber muito bem o que poderia acontecer, porque de facto são muitos fatores novos. Foi o confinamento, foi o regresso a treinar de uma forma individual, foi depois uma adaptação progressiva, foi muito tempo de paragem, portanto, nem sequer se pode comparar ao que normalmente acontece nas pré-épocas. É o jogo sem público, é um conjunto de cuidados que é preciso ter. Portanto, há aqui muitos fatores novos, alguma incerteza e portanto seria de esperar que o rendimento desportivo não fosse o melhor nesta fase. Curiosamente, há bocado falámos sobre a questão de quem é que pode ter tido vantagem, o Rúben Amorim falava da questão de ter tido mais tempo. E se aqui houvesse alguma equipa que pudesse ter vantagem, de facto, no meu ponto de vista, parece-me que o Sporting, porque o Rúben Amorim tinha acabado de entrar e portanto teve aqui mais tempo para se familiarizar com aquilo que é a equipa, com aquilo que são o rendimento normal dos jogadores, possam ser melhor. E, portanto, o Sporting teve aqui alguma vantagem por causa deste período maior de conhecimento. Mas o que aconteceu foi que depois em termos de resultados, isto acabou por não se confirmar. Portanto, eu penso que é toda esta mistura de todos estes dados novos. A juntar também aqui a questão que há bocado o Bruno Lage também falava na declaração anterior, do cuidado, da intensidade, de como é que os jogadores vão estar daqui a dois ou três jogos em termos de fadiga, porque temos um ritmo de jogos diferente. Portanto, continuamos na próxima jornada, nas próximas, a continuar a ter esta incerteza e eu acho que esta dificuldade de prever resultados se vai manter.
E isto pode ajudar, o facto de todos terem perdido pontos, pode ajudar o treinador de um desses clubes a trabalhar mentalmente melhor a equipa ou olhar para o quintal do vizinho e dizer: "Isto não foi um problema nosso, foi um problema de todos, todos estão a passar por estas dificuldades". Pode ajudar nessa recuperação?
Eu costumo dizer que o mais importante é nós olharmos para nós próprios e percebermos exatamente o que aconteceu. Eu penso que essa terá sido a mensagem que os treinadores terão passado. É evidente que dá algum conforto perceber que os resultados dos outros clubes, que também lutam por objetivos semelhantes, não foram exatamente os melhores. Mas como se costuma dizer, com maus vizinhos podemos nós bem. Mas como o mais importante é cada um dos clubes e dos treinadores focar-se em si próprio e naquilo que podem fazer para melhorar.
Vamos agora sair dos estádios e também dos centros de treino. Vamos para o futebol de sofá. Professor, Bruno Lage admitiu a falta de adeptos nos minutos finais. Sérgio Conceição também disse que se nota essa falta de força no final dos encontros. Clubes como o Benfica vestiram, por exemplo, o Estádio da Luz com cachecóis enviados pelos adeptos e utilizaram efeitos sonoros, aplausos, assobios. O Rio Ave montou um drive-in com centenas de pessoas a assistirem ao jogo no ecrã gigante. São conhecidas várias estratégias para aproximar os atletas do público, mas como é que se passa na prática essa mensagem aos jogadores? Como é que se faz ver os jogadores de que os adeptos não estando lá continuam realmente a apoiar a equipa?
Excelente pergunta. É importante que os atletas, que os jogadores, neste caso, continuem a perceber que os adeptos continuam a apoiá-los. Não estão fisicamente presentes. Já tínhamos percebido um pouco isso, já tínhamos também falado sobre isso. Não é só uma questão virtual. Já percebemos que a influência dos adeptos é extremamente importante, sobretudo quando as equipas jogam em casa ou quando têm uma grande fação de apoio mesmo jogando fora. Portanto, tudo aquilo que seja manifestação que possa ser feita respeitando aquilo que são as regras que é preciso cumprir nesta fase. Mas tudo o que possa ser demonstração junto dos jogadores do apoio, como vimos os adeptos do Porto ao longo do percurso, como vimos o Benfica com os cachecóis, como vimos o Rio Ave com o drive-in, tudo isto é extremamente importante para os jogadores. E curiosamente, há bocado falava-se na questão do facto de não haver público e da desconcentração. Pode parecer um bocado estranho, porque o que acontece é que muitos jogadores usam o ambiente que envolve o estádio, os assobios, as palmas, usam isso como um fator de concentração e muitas vezes até de motivação. E não existindo isso, estes jogadores tiveram que preparar os jogos de outra maneira. Parece contraditório, como é que eles conseguem concentrar com aquele barulho todo, mas para muitos atletas esse barulho e a presença dos adeptos é extremamente importante em termos de concentração. Portanto, é importante que os clubes continuem a encontrar formas de que os atletas percebam que os adeptos continuam a apoiá-los.
E deixe-me perguntar-lhe aqui sobre a questão dos efeitos sonoros. Por exemplo, o Estádio da Luz emitia nas instalações sonoras do estádio os assobios na altura em que considerava que uma decisão fosse má ou aplausos. Acha que isso tem algum efeito prático ou é mais para a parte do showbiz?
Não, eu acho que apesar de tudo, tem um efeito prático, porque no fundo é quase uma simulação das condições que normalmente existiriam. Agora é importante perceber junto dos jogadores, porque obviamente não há aqui estereótipos, nem respostas erradas, nem certas, que tipo de reação é que isso suscita, porque obviamente os jogadores no calor do jogo conseguem abstrair-se um pouco daquilo que se passa, mas sabem obviamente que o estádio está vazio. Portanto, se para alguns, o facto de haver esse elemento sonoro pode ser importante, para outros se calhar pode ser prejudicial. Portanto, eu desconfio sempre muito das soluções que resultam para todos. Era importante que houvesse aí uma coordenação entre aquilo que é a transmissão dos jogos, aquilo que é a própria montagem do jogo da parte do clube e depois as reações que os próprios jogadores têm.
Até para a própria equipa de arbitragem. Porque uma coisa é ter adeptos de carne e osso a assobiar, outra é uma instalação sonora à pressão, é totalmente diferente.
Exato. E estamos a falar de jogadores, mas de facto estamos a esquecer-nos aqui também dos árbitros. São atletas que também têm as suas condições de trabalho muito alteradas. E lá está, aqui também em relação aos árbitros, provavelmente também haverá árbitros que utilizam muitas das vezes aquilo que é um estádio cheio para conseguirem concentrar-se e ter os seus níveis de rendimento no máximo. Portanto, também eles precisam de se preparar para este novo ambiente e para saberem como contornar a falta de público nos estádios.
É capaz de ser um bom assunto para falarmos numa outra edição com mais detalhe. Fica aqui a sugestão, depois falamos disso. Antes de terminarmos, passagem rápida pelo balneário, vamos olhar para o caso do antigo jogador Fábio Paim. Fábio Paim, que foi recentemente libertado da prisão, onde esteve detido por tráfico de droga, relatou essa experiência ao jornal A Bola e há uma frase que eu destaco nesta entrevista, não tanto a história de ter estado preso, mas uma questão mais geral em que o Fábio Paim dizia que o sonho era estar no Sporting, não era ter ido para o Chelsea. Este é um exemplo de um caso que correu muito mal, mas enfim, há outros, de jogadores que por saírem cedo demais do seu ecossistema acabam por se perder.
É, claramente, infelizmente, sobretudo para o jogador e para os adeptos, porque aquilo que ele prometia em termos de rendimento era muito bom. Acontece que muitas vezes estes jogadores precisam de um acompanhamento, sobretudo em termos psicológicos, de adaptação. Questões tão simples como gerir o dinheiro, como serem bem acompanhados na sua carreira. Parece que houve aqui, em termos daquilo que era a carreira que o Fábio Paim estaria à espera, um desencontro, provavelmente, alguém, algum empresário, ou às vezes são os clubes que, por falta de liquidez, precisam de vender os jogadores. Portanto, parece que não houve aqui esse acompanhamento inicial, que era superimportante para a carreira dele ter corrido de outra forma. Infelizmente, por acontecerem todos estes fatores negativos que nós sabemos que culminam agora com esta estadia, entre aspas, "na prisão".
E professor, que indicadores é que podemos adotar aqui para identificar este tipo de casos? Porque há atletas mais frágeis. Isto como é que se consegue detetar? É pelo contexto familiar, pela atitude no treino, também fora do treino? Que fatores é que têm que ser tidos em conta para identificar este tipo de atletas mais frágeis?
Todos esses fatores, Miguel, são extremamente importantes. A proveniência do atleta, o que não quer dizer que o facto de vir de um meio social economicamente mais desfavorecido, vá necessariamente resultar em aspetos negativos ou num jogador mais frágil, mas normalmente aquilo que sabemos é que a probabilidade de isso acontecer é maior, até porque os jogadores não estão habituados, até em termos financeiros, a lidar com grandes quantias de dinheiro. Podem se deslumbrar com o facto de quando fazem o primeiro contrato em que já ganham como profissionais. Mas depois também a própria personalidade do jogador. E portanto, tudo isso vê-se falando com o jogador, observando aquilo que são as reações no treino, nos jogos, utilizando algumas ferramentas da área da psicologia, nomeadamente alguns questionários, a observação do comportamento extra desportivo. Todos esses fatores são importantes para desenhar um plano de apoio depois ao atleta, que lhe permita potenciar a carreira e desenvolver também um plano de carreira, que é uma coisa que normalmente não se faz muito. Portanto, todos esses aspetos são extremamente importantes e pode-se prevenir, pode-se evitar que problemas como este aconteçam.
E que o caso de Fábio Paim, neste caso específico, sirva também de exemplo para outros. Professor, obrigado por mais uma semana. Está montado mais um puzzle mental. Marcamos encontro na próxima terça-feira.
Até para a semana.